Ator do romance “Minha Culpa” é preso no Festival de Veneza
O ator espanhol Gabriel Guevara, de 22 anos, foi preso pela polícia italiana no sábado (2/9), durante sua participação no Festival de Veneza, devido a uma denúncia de agressão sexual. O crime teria ocorrido na França, de acordo com a imprensa italiana, e, por isso, a prisão aconteceu mediante um mandado internacional. A notícia foi publicada primeiramente pelo jornal veneziano La Nuova. Nenhum detalhe adicional sobre a denúncia ou a prisão foi fornecido pela polícia italiana até o presente momento. Guevara estava em Veneza para receber um prêmio, como melhor ator jovem, que seria concedido pela Filming Italy, organização que promove o cinema italiano, neste domingo (3/9). Carreira do ator Nascido e criado em Madrid, Gabriel Guevara ficou conhecido em seu país depois de ter interpretado Cristian Miralles na série “Skam Espanha”, de 2018. Ele ganhou projeção internacional como protagonista do romance “Minha Culpa” (2023), lançado em meio na Prime Video, e também atuou nas séries “Você Não é Especial” (2022), da Netflix, e “Como Mandar Tudo à Merda” (2022), da HBO Max.
Cléber Machado assina com SBT
O locutor e apresentador esportivo Cléber Machado acertou sua transferência para o SBT, oficializada na sexta-feira (1/9). Com um extenso currículo com 35 anos na TV Globo e uma breve atuação na Record TV, confirmou sua nova fase em comunicado. “Super feliz de trabalhar em uma rede que a gente viu nascer. Quando eu era moleque comecei a assistir e ver a programação”, declarou, rememorando a fundação do SBT em 1981. “Com todo esse interesse e força que o SBT está dando para o esporte e o futebol, para mim, é um prazer e uma honra ser convidado para participar dessa equipe que já tem Téo José, Luiz Alano, Mauro Beting, companheiro de muito tempo, e outros grandes profissionais”, acrescentou. A emissora de Silvio Santos vem se destacando na transmissão esportiva e o novo contratado representa o maior reforço nessa estratégia. “Espero que eu some e que, juntos, a gente faça um trabalho bem bacana e bonito”, finalizou. Novos desafios Cléber assumirá a narração da Copa Sul-Americana e da Liga dos Campeões inicialmente. Além desses campeonatos, outras atribuições serão agregadas à sua rotina nos próximos meses, reforçando o plano do SBT de expandir sua cobertura para além do futebol. O apresentador encerrou sua ligação com a TV Globo em março deste ano, tendo em seguida uma participação pontual na Record TV na transmissão do Campeonato Paulista. Ele também esteve à frente da narração da Copa do Brasil pelo Amazon Prime Video, mostrando sua versatilidade profissional. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cleber Machado (@oficial_clebermachado)
Cangaço Novo: Série brasileira vira sucesso internacional
A série brasileira “Cangaço Novo” entrou para a lista das mais assistidas do Amazon Prime Video em 49 países, especialmente no continente africano. A produção, que estreou na plataforma de streaming no último dia 18 de agosto, foi a mais vista na Argélia, Angola, Benim, Burkina Faso e Moçambique, além de obter posições de destaque na Costa do Marfim (segunda posição), Mali (segunda), Congo (terceira) e Quênia (terceira). Os dados foram compilados pelo site FlixPatrol. Além destes países, “Cangaço Novo” atraiu público em 13 países da América Latina, nove da Ásia e também conquistou olhares no Canadá. Já Portugal foi o país europeu que mais consumiu a série, enquanto Papua-Nova Guiné representou a liderança na Oceania. Cangaço Novo O seriado dirigido por Fábio Mendonça (“Vale dos Esquecidos”) e Aly Muritiba (“Ferrugem”) retrata a violência no sertão do Ceará por meio de uma gangue de ladrões de banco que domina pequenas cidades do estado. A obra repleta de cenas de ação e dramas familiares é protagonizada por Allan Souza Lima (“Amor Perfeito”). Na história, Ubaldo (Lima) é um bancário infeliz de São Paulo que descobre ser filho de um chefão do crime, ter uma herança e duas irmãs no sertão cearense: Dilvânia (Thainá Duarte) e Dinorah (Alice Carvalho). Ao visitar a família, ele passa a ser admirado pela semelhança com o pai e é convocado para assumir o papel de líder do cangaço. Veja o trailer da atração.
Família de Marília Mendonça autoriza filme sobre a cantora na Prime Video
A família de Marília Mendonça (1995-2021) autorizou a produção de um filme sobre a cantora. A obra biográfica desenvolvida pelo Amazon Prime Video terá acesso a arquivos sigilosos, documentos e objetos pessoais da sertaneja. Segundo informações do site Hugo Gloss, o filme vai contar a história de Marília desde a infância até o auge de sua carreira artística. Ainda não está claro se a produção será em formato de documentário ou terá participação de atores. Ruth Moreira, a mãe da cantora, acredita que o serviço de streaming está preparado para eternizar a memória de sua filha. “Estou muito ansiosa, porque esse filme será a oportunidade de contarmos a verdade sobre Marília. É uma história muito sofrida e muito bonita. E vamos contar sem maquiar nada. Muita gente conheceu a Marília já no auge e não tem ideia do que ela viveu desde pequena”, afirmou. “As pessoas perguntam como ela cantava sobre coisas que não teve tempo para viver! Ela cantou a nossa vida, o que vivenciou em nossa casa, em nossa família. Vivenciou traições, relações tóxicas, e essa verdade está na voz dela. Eu me comprometi a preservar o legado dela e vou cumprir. Esse filme vai nos dar essa oportunidade.” Além do filme biográfico, a Prime Video ainda fará mais duas obras audiovisuais sobre a vida da cantora. Marília Mendonça Marília Mendonça ficou conhecida como uma das principais vozes femininas do sertanejo. Ela iniciou a carreira como compositora e cantora de bar em 2011, mas só lançou seu primeiro EP depois de quatro anos. A cantora foi responsável pela composição de letras de sucesso de Henrique & Juliano, Jorge & Mateus e Cristiano Araújo (1986-2015). Ela morreu em 5 de novembro de 2021, vítima de um acidente de avião, aos 26 anos. Chamada de rainha da sofrência, ela deixou uma herança de R$ 500 milhões em bens, que continua a crescer com a execução de suas músicas.
O Continental: Série baseada nos filmes de “John Wick” ganha trailer nacional
A Prime Video divulgou pôster e trailer nacionais de “O Continental”, minissérie baseada nos filmes de “John Wick”. Prólogo passado nos anos 1970, que a prévia apresenta em ritmo intenso, com muita ação, tiros, kung fu, soul music e black power, evocando os filmes da época. Com o título completo de “O Continental: O Mundo de John Wick”, a atração vai contar a origem do hotel que serve de ponto de encontro e refúgio para os personagens da franquia, acompanhando a chegada do jovem Winston Scott (visto na trilogia cinematográfica com interpretação de Ian McShane) ao famoso Continental. A versão jovem de Winston é vivida por Colin Woodell (“The Flight Attendant”), que, para ajudar o irmão em dificuldades, irá confrontar ninguém menos que Mel Gibson (“Pai em Dose Dupla 2”), intérprete de um personagem chamado Cormac, um chefão do submundo e atual gerente do hotel. Os dois vão disputar o controle do local, com Winston reunindo uma gangue diversificada para tomar de assalto a fortaleza do rival. Os demais atores da produção incluem Katie McGrath (“Supergirl”), Ayomide Adegun (“Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpente”), Peter Greene (“Luta Pela Liberdade”), Hubert Point-Du Jour (“The Good Lord Bird”), Jessica Allain (“A Lavanderia”), Mishel Prada (“Vida”), Nhung Kate (“The Housemaid”) e Ben Robson (“Animal Kingdom”), entre outros. “O Continental” tem roteiro de Greg Coolidge (“Policial em Apuros”) e Kirk Ward (“Wayne”), que compartilham a produção com o roteirista e o diretor dos filmes de “John Wick”, Derek Kolstad e Chad Stahelski. Já a direção dos episódios está a cargo do cineasta Albert Hughes (“O Livro de Eli”). A minissérie de apenas três episódios chega na plataforma da Amazon em 22 de setembro.
Silvero Pereira vira “Maníaco do Parque” na primeira foto do filme
A Prime Video divulgou a primeira foto do ator Silvero Pereira (“Pantanal”)na pele de Francisco de Assis Pereira, mais conhecido como o Maníaco do Parque, em novo filme de true crime. Produzido pela Santa Rita Filmes, o longa “Maníaco do Parque” tem previsão de lançamento para 2024. A imagem mostra Silvero Pereira como o motoboy Francisco de Assis Pereira, condenado por atacar 21 mulheres, assassinar dez delas e esconder seus corpos no Parque do Estado, em São Paulo, no final dos anos 1990. Elenco da produção O elenco também destaca Giovanna Grigio (“Rebelde”) como Elena, uma repórter iniciante que vê na investigação dos crimes do homem conhecido como o Maníaco do Parque a grande chance de alavancar sua carreira. Ela revela as histórias de assassinatos enquanto Francisco de Assis Pereira segue livre atacando mulheres, e sua fama cresce vertiginosamente na mídia, gerando terror na capital paulista. A produção também conta com Bruno Garcia (“Sob Pressão”), que interpreta Zico, um jornalista galanteador e sem escrúpulos, e Mel Lisboa (“Coisa Mais Linda”) como Martha, psiquiatra e irmã da protagonista, que terá a importante função de ajudá-la a entender como funciona a mente de um psicopata. Além deles, destacam-se Augusto Madeira (“Bingo, O Rei das Manhãs”) como Medeiros, um dos delegados responsáveis pelo caso do Maníaco do Parque, Christian Malheiros (“Sintonia”) como Beto, repórter fotográfico que se torna aliado de Elena, Bruna Mascarenhas (também de “Sintonia”) como Cristina, uma das vítimas de Francisco, crucial para a descoberta da identidade do assassino, Olivia Lopes (da peça “Ópera do Malandro”) como Tainá, uma travesti ex-namorada de Francisco que teve papel marcante em sua vida, e o rapper Xamã também no papel de Nivaldo, um homem boa praça e chefe de Francisco. O filme tem roteiro de L.G. Bayão (“Minha Fama de Mau”) e direção de Maurício Eça (“A Garota que Matou os Pais”). Caso também virará documentário Junto da versão dramática, a Amazon também vai lançar um documentário sobre os crimes, “O Maníaco do Parque: A História Não Contada”, que trará depoimentos inéditos de quatro mulheres, vítimas sobreviventes dos ataques do Maníaco do Parque, com direção de Thaís Nunes (“Elize Matsunaga: Era uma Vez um Crime”) e novamente Maurício Eça. A história de vida destas quatro mulheres vem acompanhada de depoimentos de familiares das mulheres assassinadas, psiquiatras, investigadores, da advogada e de pessoas que conviviam com o Maníaco do Parque, além do jornalista Gilberto Barros, que na época apresentava o programa “Cidade Alerta”, na Record. Quem é o Maníaco do Parque? Francisco de Assis Pereira foi preso em 1998, acusado pela morte de sete mulheres no Parque do Estado, em São Paulo. Ele trabalhava como motoboy, fingia ser um “caçador de talentos” e convidava as vítimas para fazer fotos quando praticava os crimes. Francisco foi sentenciado a 268 anos de pena e, na prisão, passou a receber cartas de fãs, chegando a se casar com uma admiradora, tendo separado tempos depois que a ex-noiva relatar estranheza em suas ações e personalidade. Francisco será liberado em 2028, após completar os máximos 30 anos de reclusão exigidos pela legislação brasileira. Em contrapartida, psiquiatras indicam que irá delinquir novamente, em função de seu estado mental irreversível.
Liniker desabafa após não ser convidada para premiação que venceu
Liniker revelou nesta quinta-feira (24/8) que não foi convidada para a cerimônia do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro. A atriz que protagonizou a série “Manhãs de Setembro” lamentou não poder celebrar a vitória da obra junto com a equipe e elenco. No Instagram, a artista compartilhou fotos da produção em que esteve envolvida e desabafou sobre o esquecimento da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, apesar de estrelar a série que “mudou a história do audiovisual brasileiro da última década”. “Ontem, eu não fui convidada para poder celebrar ao lado da equipe e elenco o prêmio que ganhamos, a noite de vitória ao lado de tantos outros artistas e colaboradores do audiovisual brasileiro e mundial. Ontem, fomos esquecidas mais uma vez, na hora de estourar a champanhe quando chegamos no esperado ‘rolo 100’ de uma produção”, ela escreveu. “Ontem, o cinema brasileiro esqueceu mais uma vez, as outras pessoas que colaboram para a criação de um projeto de nível mundial e que mudou sim, a história do audiovisual brasileiro da última década. Não só pelo meu trabalho, mas pela força e talento único de cada pessoa que se dedicou para que a série nascesse.” Liniker refletiu sobre a dificuldade em fazer arte no Brasil por questões políticas e falta de incentivo para os projetos. A artista ainda se questiona sobre quem será lembrado pelas vitórias na premiação. “A arte de fazer arte no Brasil, é um grande desafio, tanto pelas construções artísticas para se desenvolver um trabalho, pela política que muitas vezes invisibiliza os meios possíveis para a concretização e incentivo à esses projetos, as relações que são múltiplas dentro ‘do meio’ e por aí segue o roteiro que a gente já conhece”, opinou. Motivo de revolta! A série “Manhãs de Setembro” narra a saga de uma mulher trans que descobre ter tido um filho. A obra venceu a premiação nacional como Melhor Série Brasileira de Ficção. “A beleza dessa série não é só pela história e condução dos personagens, mas porque pela primeira vez num Brasil que mata, invisibiliza, apaga a memória de pessoas LGBTQIAPN+, pretas e indígenas, uma profissional, atriz, artista, que estudou para poder exercer esse ofício, e travesti preta, pode contar a história de uma outra travesti, ao lado de outras travestis e pessoas Trans, de outras pessoas pretas e de aliades, que acreditaram em cada vírgula dessa história e transformaram o grande ‘Manhãs de Setembro’ no sucesso que é”, ela seguiu. “O reconhecimento pelo trabalho, é muito importante, ainda mais como diz uma grande amiga ‘a nível de Brasil’, por todo o apagamento histórico que temos e vemos ao longa da história e trajetória artística de muitos e muites artistas por anos.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por LINIKER (@linikeroficial)
Turismo Selvagem: Série da Amazon apresenta faixa inédita de Taylor Swift em teaser
A plataforma Prime Video divulgou o pôster e o primeiro teaser da minissérie britânica “Turismo Selvagem” (Wilderness), e a grande surpresa ficou por conta da inclusão da inédita “Look What You Made Me Do (Taylor’s Version)” de Taylor Swift em sua trilha sonora. A trama é focada no casal Liv (Jenna Coleman, de “Doctor Who”) e Will (Oliver Jackson-Cohen, de “A Maldição da Residência Hill”), que parecem levar uma vida perfeita até que a traição de Will vem à tona. No decorrer da história, enquanto Will busca reconciliação, Liv só tem vingança em mente, transformando uma viagem pelos EUA em uma jornada repleta de reviravoltas e emoções. O elenco ainda inclui nomes como Ashley Benson (“Pretty Little Liars”), Eric Balfour (“24 Horas”), Talia Balsam (“Mad Men”) e Jonathan Keltz (“Reign”). Baseada no best-seller de B.E. Jones, “Wilderness” traz Marnie Dickens (“O Golpe do Amor”) como showrunner e direção da premiada cineasta So Yong Kim (“Lovesong”). A Contribuição Musical de Taylor Swift “Look What You Made Me Do (Taylor’s Version)”, de Taylor Swift, não só aparece no teaser mas também é a música tema de abertura da série. A faixa regravada do álbum “Reputation” faz sua estreia global nessa prévia e será uma parte integral do thriller psicológico. A canção reflete a transformação de Liv após descobrir o caso extraconjugal do marido, levando a protagonista de um pesadelo de sofrimento a um estado de fúria vingativa. A viagem do casal pelos Estados Unidos, passando pelo Grand Canyon e culminando em um fim de semana extravagante em Las Vegas, serve como pano de fundo para o desenvolvimento de uma trama onde “acidentes acontecem o tempo todo”, e a música de Taylor Swift amplifica as emoções e a tensão da narrativa. A série “Wilderness” estreia no dia 15 de setembro.
Gael Garcia Bernal é lutador gay no trailer de “Cassandro”
A plataforma Prime Video divulgou o pôster e o trailer de “Cassandro”, filme em que Gael Garcia Bernal (“Tempo”) vive o lutador exótico do título. A prévia é cheia de lutas e glamour, conforme o protagonista desafia preconceitos para vencer na luta livre como um lutador gay. Baseado em fatos reais, o filme traz Gael como o lutador mexicano Saúl Armendáriz, o primeiro homem assumidamente gay a participar do Lucha Libre. Armendáriz se tornou um ícone da comunidade LGBTQIAPN+ latina ao romper com padrões machistas e heteronormativos do esporte durante as décadas de 1980 e 1990, ao se tornar um campeão adorado do esporte como Cassandro. Repercussão no Festival de Sundance O filme teve première mundial durante o Festival de Sundance, no começo do ano. Na ocasião, arrancou elogios rasgados da crítica, que lhe renderam 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, com críticas especialmente positivas para a performance de Bernal. Mas os comentários positivos acabaram ofuscados por uma cena de beijo entre o astro mexicano e o cantor porto-riquenho Bad Bunny (“Trem-Bala”), que viralizou ao ser gravada durante a projeção. O elenco coadjuvante também inclui Roberta Colindrez (“Uma Equipe Muito Especial”) e Raúl Castillo (“Army of the Dead”). Já a direção é de Roger Ross Williams, que venceu um Oscar pelo curta documental “Music By Prudence” (2010). “Cassandro” terá um lançamento limitado nos cinemas dos EUA, uma semana antes de chegar ao streaming em 22 de setembro.
Prime Video revela detalhes de documentário sobre Maníaco do Parque
A Prime Video anunciou detalhes sobre o documentário “O Maníaco do Parque: A História Não Contada”, que trará depoimentos inéditos de quatro mulheres, vítimas sobreviventes dos ataques de Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque. A produção é da Santa Rita Filmes e tem lançamento previsto para 2024, exclusivamente na plataforma da Amazon. Perspectiva das vítimas A equipe do documentário se debruçou sobre mais de 20 mil páginas do processo criminal e entrevistou mais de 50 pessoas para abordar a história sob a perspectiva das vítimas que tiveram suas vidas para sempre impactadas pelos ataques do assassino condenado. Os diretores Thaís Nunes (“Elize Matsunaga: Era uma Vez um Crime”) e Maurício Eça (“A Garota que Matou os Pais”) promoveram um encontro inédito entre estas vítimas, 25 anos depois. A história de vida destas quatro mulheres vem acompanhada de depoimentos de familiares das mulheres assassinadas, psiquiatras, investigadores, da advogada e de pessoas que conviviam com o Maníaco do Parque, além do jornalista Gilberto Barros, que na época apresentava o programa “Cidade Alerta”, na Record. “Faço true crime porque acredito na potência desse gênero como meio para levantar discussões sociais urgentes e importantes. Para mim, essa é uma das histórias de violência mais emblemáticas do Brasil porque revela diferentes níveis da cultura de estupro na qual estamos imersos”, disse Thaís Nunes, corroteirista e codiretora do documentário. Quem é o Maníaco do Parque? Francisco de Assis Pereira foi preso em 1998, acusado pela morte de sete mulheres no Parque do Estado, em São Paulo. Ele trabalhava como motoboy, fingia ser um “caçador de talentos” e convidava as vítimas para fazer fotos quando praticava os crimes. Francisco foi sentenciado a 268 anos de pena e, na prisão, passou a receber cartas de fãs, chegando a casar com uma mulher em Santa Catarina. Além da série documental, o Prime Video também fará um filme de ficção sobre a mesma história. O elenco conta com Silvero Pereira (“Bacurau”) e Giovana Grigio (“Rebelde”).
Amazon desiste de “Uma Equipe Muito Especial” e rescinde renovação
A Prime Video decidiu reverter a renovação de “Uma Equipe Muito Especial” (A League of Their Own), que teve sua 2ª temporada abortada. O cancelamento da série, baseada no filme estrelado por Madonna em 1992, é consequência das greves de Hollywood, que afetam a produção de vários projetos. A decisão foi a segunda desse tipo anunciada nesta sexta (18/8), juntando-se ao cancelamento de “Periféricos”, que também tinha sido renovada pela plataforma da Amazon. Impacto das greves A série tinha sido renovada em março para uma 2ª temporada curta de quatro episódios, para encerrar sua trama. Mas apesar de ter concluído todos os seus roteiros antes da greve do Sindicato dos Roteiristas em maio, a paralisação dos atores comprometeu seu cronograma. A produção só ficaria pronta para 2025, quando a plataforma acredita já ter uma programação competitiva de originais. Portanto, assim como aconteceu com “Periféricos”, “Uma Equipe Muito Especial” também ficará sem final. É mais uma má notícia para quem assina a Amazon Prime Video para assistir séries completas. Adaptação atualizada Para quem não lembra, o filme “Uma Equipe Muito Especial” abordava o primeiro campeonato de beisebol feminino, realizado nos anos 1940 nos Estados Unidos. Para quem não lembra, a comédia da diretora Penny Marshall trazia Geena Davis e Madonna como jogadoras, e Tom Hanks era o técnico da equipe. A série caprichava na recriação de época e trazia uma história bem mais realista – e dramática – que o filme. A adaptação foi desenvolvida pelos roteiristas Will Graham (série “Mozart in the Jungle”) e Abbi Jacobson (“Broad City”) e não era um remake literal, mas “um olhar moderno” para a história, incluindo abordagens de raça e sexualidade que ficaram de fora em 1992, incluindo a participação de jogadoras negras, não vistas no time do filme, e relacionamentos queer. O elenco contava com a própria roteirista Abbi Jacobson, Chanté Adams (“The Photograph”), D’Arcy Carden (“The Good Place”), Gbemisola Ikumelo (“Famalam”), Kelly McCormack (“Agentes Espaciais”), Roberta Colindrez (“Vida) e Priscilla Delgado (“Julieta”). Elogios e polêmica A 1ª e agora única temporada estreou em agosto do ano passado, recebendo críticas positivas e uma aprovação impressionante de 94% entre os críticos no Rotten Tomatoes. A produção também foi reconhecida por organizações como GLAAD, Independent Spirit Awards e NAACP Image Awards. Apesar do sucesso, a série enfrentou desafios. Fontes do Hollywood Reporter revelaram que o sistema de avaliação da Amazon mostrou que o público achava as histórias queer da série desagradáveis, sugerindo minimizar esses temas na promoção. O cocriador Will Graham expressou preocupação com esse viés conservador e seu questionamento apontou que apenas séries com protagonistas assumidamente heterossexuais eram bem avaliadas, o que levou a empresa a abandonar esse sistema de classificação com base nas opiniões do público. De todo modo, vale lembrar que a produção da Amazon era, na verdade, a segunda série derivada de “Uma Equipe Muito Especial”. A CBS tentou, sem sucesso, uma primeira abordagem em 1993, logo depois da estreia do filme, com Megan Cavanagh e Tracy Reiner reprisando seus papéis de cinema. Mas sem os integrantes mais famosos do elenco, a série saiu do ar após três episódios, devido à baixa audiência. Veja abaixo o trailer nacional da série.
Amazon volta atrás e cancela “Periféricos” após renovação
A série de ficção científica “Periféricos” (The Peripheral), que havia sido renovada para uma 2ª temporada pela Prime Video, teve sua renovação rescindida. A série era estrelada por Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) e Jack Reynor (“Midsommar”). Fontes ouvidas pelos sites Deadline e Variety apontam que a opção pelo cancelamento foi motivada pelas greves de escritores e atores de Hollywood. Impacto das greves A plataforma da Amazon havia anunciado a encomenda da 2ª temporada em fevereiro, cerca de dois meses após a primeira (e agora única) temporada ter terminado. A equipe tinha começado a pré-produção no início de maio, mas os trabalhos foram abandonados em seguida, quando os escritores entraram em greve. A atração era baseada no best-seller homônimo de William Gibson, criador do movimento literário cyberpunk, com adaptação de Scott B. Smith, escritor dos livros que viraram o suspense “Um Plano Simples” (1998) e o terror “As Ruínas” (2008). Já a produção era de Jonathan Nolan e Lisa Joy (os criadores de “Westworld”) em seu primeiro projeto após fecharem contrato com a Amazon para desenvolver novas atrações exclusivas. Sua produção, porém, era muito cara. A 1ª temporada custou cerca de US$ 175 milhões e rendeu apenas oito episódios. Em comparação, o drama futurista da HBO “Westworld”, de Joy e Nolan, custava cerca de US$ 140 milhões pelo mesmo número de episódios. Por conta dos custos, a renovação agora rescindida tinha sido para uma exibição mais curta, de apenas seis episódios, após a série despertar apenas um engajamento morno do público. Além disso, o excesso de efeitos visuais e a falta de data para o começo das gravações gerou incertezas sobre o cronograma. Os episódios só ficariam prontos em 2025, o que pesou na decisão do cancelamento. “Periféricos” é a primeira série a sofrer cancelamento devido às greves dos roteiristas e dos atores dos EUA. Trama sem final A trama acompanhava uma família pobre nos EUA rural, que tem a vida sacudida com a chegada de um novo simulador beta de realidade virtual para ser testado pelos irmãos. A protagonista Flynne Fisher (Moretz) é uma jovem inteligente, ambiciosa, mas condenada, porque não tem futuro naquele lugar. Até que o futuro chega para ela, na forma de uma nova tecnologia de games trazida por seu irmão Burton, vivido por Jack Reynor (“Midsommar”). A princípio impressionada com o realismo das imagens do aparelho, a protagonista logo muda de ideia sobre o teste ao perceber que pode ser ferida de verdade no “game” realista, ao usar o aparelho perigoso. Na verdade, o que os irmãos pensam ser uma simulação do ciberespaço revela-se uma conexão real com o futuro, possibilitada por uma tecnologia de outra época. Só que sua presença por lá incomoda pessoas poderosas, que contratam assassinos para matá-los no presente. A resolução desse conflito fica agora sem final, frustrando os espectadores que investiram seu precioso tempo para acompanhar os episódios disponibilizados. Veja o trailer nacional da atração.
Stevie Nicks elogia “Daisy Jones & The Six”: “Minha própria história”
A série “Daisy Jones & The Six”, da Prime Video, que estreou em março deste ano, chamou atenção não apenas dos fãs e críticos, mas também de uma das lendas do rock que inspirou sua trama. Stevie Nicks, a icônica vocalista do Fleetwood Mac, compartilhou sua admiração pela série nas redes sociais nesta terça (15/8), afirmando que a fez sentir como um “fantasma assistindo à minha própria história”. Inspirada em Fleetwood Mac Adaptada do livro de Taylor Jenkins Reid, a série não é especificamente baseada no Fleetwood Mac, mas a autora admitiu que se inspirou na famosa banda de rock dos anos 1970. Em uma entrevista com a Penguin Books em 2019, Reid revelou que começou com “o germe de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham e Fleetwood Mac”, mas também pesquisou muitos outros cantores e bandas da época. Os fãs rapidamente apontaram paralelos entre Fleetwood Mac e “Daisy Jones & The Six”, incluindo os membros da banda e os relacionamentos românticos. As semelhanças foram notadas entre Stevie Nicks e a personagem Daisy Jones (interpretada por Riley Keough), bem como entre a tecladista Christine McVie e Karen Sirko (Suki Waterhouse). Nicks expressou seus sentimentos em uma postagem na rede social X (anteriormente conhecida como Twitter), dizendo: “No começo, não era realmente minha história, mas Riley, sem esforço, logo se tornou minha história. Trouxe de volta memórias que me fizeram sentir como um fantasma assistindo minha própria história. Foi muito emocional para mim. Só queria que Christine pudesse ter visto. Ela teria adorado. Espero que continue.” A música da série Os produtores da série, cientes das comparações inevitáveis com o Fleetwood Mac, trabalharam com os produtores musicais Blake Mills e Tony Berg para criar várias faixas originais que soassem como música dos anos 1970, mas de uma banda que nunca existiu. Scott Neustadter, co-showrunner, explicou que eles não queriam que a música soasse como qualquer banda específica. “Eles sabiam que você não deveria ser capaz de citar todas as influências. Deveria soar como um disco legal em sua coleção que saiu naquela época.” Reconhecimento e sucesso A série, que segue a ascensão da banda de rock Daisy Jones and The Six na cena musical de Los Angeles nos anos 1970, conquistou um total de nove indicações ao Emmy 2023.A resposta de Nicks à série é um testemunho da autenticidade que a produção conseguiu capturar, ressoando com uma das artistas que inspirou sua produção. Just finished watching @daisyjonesand6 for the 2nd time. In the beginning, it wasn't really my story, but Riley seamlessly, soon became my story. It brought back memories that made me feel like a ghost watching my own story. It was very emotional for me. I just wish Christine… pic.twitter.com/CmbexMFx6l — Stevie Nicks (@StevieNicks) August 15, 2023












