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  • Etc,  TV

    Sikêra Júnior vira alvo de campanha de descapitalização

    28 de junho de 2021 /

    O apresentador Sikêra Júnior virou alvo do Sleeping Giants Brasil, movimento responsável por descapitalizar diversos porta-vozes do ódio no país. Inimigo declarado das minorias, Sikêra Júnior voltou a destilar preconceito raivoso na última sexta (25/6), quando disse, ao vivo, que homossexuais eram “uma raça desgraçada”. A ofensa foi proferida na véspera do Dia do Orgulho LGBTQIAP+ e já virou alvo de uma ação judicial elaborada pela Aliança Nacional LGBTI+. Entretanto, não é a primeira vez que o apresentador chama homossexuais de “raça desgraçada”. E o que é pior: ele tem aval da Justiça para continuar a ser porta-voz da homofobia na TV brasileira. No ano passado, o apresentador usou a imagem da transexual Viviany Beleboni ao fazer um comentário sobre um crime cometido por um casal lésbico. Se referindo aos gays, Sikera Jr. mencionou o termo “raça desgraçada” ao exibir a imagem da modelo fazendo uma representação de crucificação na parada LGBT de 2019. Apesar de condenado em primeira instância, foi absolvido na segunda instância e o juiz ainda reduziu seu ato a uma crítica, sem intenção de ofensa. Pois Sikêra voltou a “criticar” de novo. Por conta da impunidade e reincidência desaforada, a situação mudou de patamar e agora a cobrança passou para a sociedade civil, que está subindo a hashtag #DesmonetizaSikera. A iniciativa do Sleeping Giants é uma forma de pressionar marcas como MRV, Ultrafarma, Caixa e outras empresas anunciantes do programa do apresentador, “Alerta Nacional”, da RedeTV, a cessarem o financiamento do discurso preconceituoso de ódio. A alternativa pode ser boicote do público. Sikêra também é financiado pelo governo federal, recebendo por “serviços de utilidade pública” relacionados à publicidade e propaganda, para elogiar Bolsonaro em seu programa.

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  • Etc

    Rússia “alerta” Disney contra conteúdos LGBTQIA+

    28 de maio de 2021 /

    Considerado um dos países mais homofóbicos do mundo, a Rússia, por meio de sua agência reguladora de comunicações, alertou a Disney nesta sexta-feira (28/5) para não distribuir conteúdos com personagens LGBTQIA+, dizendo que são prejudiciais às crianças do país. A agência de censura, Roskomnadzor, informou ter enviado uma carta à Disney observando que a lei russa proíbe a distribuição de informações que “negam valores familiares e promovem relacionamentos sexuais não tradicionais” para crianças. A iniciativa foi tomada diante da inclusão do curta-metragem “Out”, que tem um protagonista gay, na plataforma Disney+. A Disney ainda não se pronunciou. Relacionamentos homossexuais são legais na Rússia, mas uma lei de 2013 proíbe disseminar “propaganda de relacionamentos sexuais não tradicionais” entre jovens russos. Grupos de direitos humanos criticam a legislação, dizendo que ela ajuda a aumentar a hostilidade contra a comunidade LGBTQIA+. Na segunda-feira (204/5), um procurador russo pediu que anúncios da Dolce & Gabbana no Instagram que mostram casais homossexuais se beijando sejam proibidos no país. Além da censura nos meios de comunicação, a repressão se estende à proibição de paradas de orgulho LGBTQIA+. A Moscow Pride encontra-se banida há vários anos e as tentativas de realização são enfrentadas com violência por protestos de russos ultraconservadores e religiosos. O ex-prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, chegou a justificar a proibição durante seu mandato dizendo que os eventos eram “satânicos”. Desde 2010, antes mesmo da legislação mais restritiva, a União Europeia multa a Rússia por desrespeitar os direitos LGBTQIA+.

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  • Filme

    Primeiro protesto da história do Oscar vira documentário

    25 de abril de 2021 /

    O primeiro discurso de protesto do Oscar está completando 48 anos. Mas em vez de ser celebrada pela façanha, a responsável pelo momento histórico lamenta ter sido esquecida – na verdade, segregada – pela indústria cinematográfica norte-americana. Sacheen Littlefeather se tornou mundialmente conhecida ao subir no palco do Dorothy Chandler Pavilion em 1973 para aceitar um Oscar destinado a Marlon Brando. Vencedor do troféu de Melhor Ator Coadjuvante por “O Poderoso Chefão”, Brando decidiu não ir à cerimônia, escalando a jovem de 26 anos como sua representante para receber – ou melhor, recusar – o prêmio. Ela surpreendeu a Academia com seu discurso, ao afirmar que Brando recusava o Oscar em protesto contra a péssima representação de nativos americanos nos filmes de Hollywood, sempre retratados de forma estereotipada. “Quando vocês nos estereotipam, vocês nos desumanizam”, ela apontou, sob uma mistura sonora de vaias e aplausos. Naquele momento, John Wayne, que estava nos bastidores, precisou ser seguro por seis seguranças para não invadir o palco e comprar briga com a jovem indígena. Ninguém estava preparado para o que aconteceu. Foi o primeiro discurso político num Oscar – e a única vez que o troféu foi recusado por seu vencedor. Mas logo depois, e durante muito tempo, o feito foi reduzido a uma pegadinha de Marlon Brando. O desdém foi potencializado quando veio à tona que Sacheen Littlefeather era uma atriz. De fato, Sacheen Littlefeather era uma atriz. Mas uma atriz apache legítima, que após seu discurso histórico nunca mais foi escalada em nenhum filme, precisando abandonar a profissão. Um documentário em curta-metragem sobre essa história, “Sacheen: Breaking The Silence”, foi inscrito entre os trabalhos que buscavam uma indicação ao Oscar 2021 de sua categoria. Mas nem o Oscar deste ano, que supostamente celebra a inclusão, permitiu o desbloqueio da atriz. O filme não foi selecionado. Na nova obra, Littlefeather revela que Brando ficou encantado com sua atuação, mas a abandonou durante a tempestade que se seguiu. Como resultado, ela entrou numa “lista negra” – ou, como diz, “na lista vermelha” – de Hollywood e nunca mais conseguiu trabalhar na indústria. Veja abaixo o discurso histórico e o trailer do documentário.

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  • Etc

    Mercado publicitário reage à projeto homofóbico da Assembleia Legislativa de SP

    24 de abril de 2021 /

    Um projeto de lei (PL) em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) colocou o mercado publicitário em alerta e chamou atenção de diversas entidades pela clareza de sua intenção, ao promover preconceito e buscar marginalizar um grupo social. Apresentado pela deputada estadual Marta Costa (PSD), o projeto pretende proibir veiculação de publicidade no estado de São Paulo que “contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionado a crianças”. Segundo a autora do PL, tais propagandas trariam “desconforto emocional a inúmeras famílias” e mostram “práticas danosas” às crianças. Para ela, a proibição vai “evitar a inadequada influência na formação de jovens e crianças”. A discussão em plenário estava prevista para terça passada (20/4), mas foi atropelada por outras pautas e só deverá entrar em votação na semana que vem. Ainda que a proposta seja inconstitucional, chocou o mercado por ter chegado tão longe. Entidades ligadas aos direitos LGBTQIA+, como Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), Mulheres EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero) e a ONG Mães pela Diversidade no Estado de São Paulo repudiaram prontamente o projeto, que discrimina mães e pais LGBTQIA+, e enviaram ofícios à Alesp. A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) também emitiu um comunicado afirmando o óbvio: que a proposta é inconstitucional por “impor discriminação à liberdade de expressão comercial e ao direito de orientação sexual”. Além disso, é uma tentativa de “censura de conteúdo, abrindo um precedente perigosíssimo para a liberdade de expressão e os direitos de minorias”. O mesmo fez a Associação Brasileira de Anunciantes (Aba), reforçando que se trata de iniciativa inconstitucional e ilegal. O PL viola o artigo 220 da Constituição, que defende que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”. Vai além, ao usar o termo “preferência sexual”, que é incorreto e preconceituoso, para se referir à “orientação sexual”, e, ainda por cima, pretende legislar sobre publicidade e propaganda, o que é de competência exclusiva da União. Ao contrário do que pretendia, a iniciativa ofensiva serviu para fortalecer a defesa dos direitos LGBTQIA+ pelo mercado. A agência Mutato, por meio de seu Comitê de Diversidade, criou um grupo de discussão sobre o assunto, que já tem o apoio de mais de 110 líderes de diferentes empresas — entre anunciantes (como Ambev, Avon, iFood e Mastercard), agências de propaganda (como Africa, AlmapBBDO, Ogilvy e Publicis), plataformas de mídia (como o Twitter, Facebook e TikTok) e entidades de classe (como a Aba e a Abap). O objetivo é rechaçar iniciativas preconceituosas como a PL da deputada do PSD para criar (e assumir) compromissos públicos que assegurem representatividade em novas campanhas publicitárias e segurança à comunidade LGBTQIA+ nas equipes responsáveis por elas.

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  • Série

    Os Simpsons: Dublador quer pedir desculpas a todos os indianos por Apu

    13 de abril de 2021 /

    O ator Hank Azaria, antigo dublador do personagem Apu em “Os Simpsons”, disse que gostaria de se desculpar individualmente com todos os indianos nos Estados Unidos pela representação preconceituosa do personagem. Ele abandonou o papel há mais de um ano, após críticas da comunidade indiana. “Eu realmente sinto muito. É importante. Eu peço desculpas pelo meu papel em criar e contribuir com isso. Parte de mim sente que eu preciso ir até cada indiano neste país e me desculpar pessoalmente. E às vezes eu faço isso”, disse Azaria em entrevista ao podcast “Armchair Expert”. Apu sempre foi considerado um personagem polêmico por retratar de forma estereotipada o comportamento dos imigrantes da região da Índia. Mas a abordagem politicamente incorreta passou a ganhar ainda mais projeção após o documentário “O Problema com Apu”, dirigido por Hari Kondabolu em 2017, que criticou a forma como as produções americanas tratam as pessoas da região. Azaria acabou se tornando o principal alvo do filme e desde então vinha sofrendo pressões para abandonar o personagem – o que só fez três anos depois. Em sua participação no podcast, Azaria disse que, após as críticas, decidiu procurar entender por que a representação do personagem indiano era problemática. Segundo ele, foi uma conversa com crianças descendentes de indianos na escola de seu filho que o fizeram desistir do personagem. Azaria contou que um garoto pediu, “com lágrimas em seus olhos”, que ele falasse aos executivos de Hollywood que as obras que eles produzem afetam a vida das pessoas. “Um menino de 17 anos… Ele nunca viu ‘Os Simpsons’, mas sabe o que o Apu representa. Já é praticamente um xingamento. Tudo o que ele sabe é que é assim que seu povo é visto por tantas pessoas neste país”, contou o ator.

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  • Música

    Pedro Sampaio responde preconceito contra funk com remix dos Mamomas Assassinas

    16 de março de 2021 /

    A inclusão de um trecho do remix funk de “Wap”, produzido por Pedro Sampaio, na apresentação de Cardi B e Megan Thee Stallion no Grammy 2021 despertou o preconceito do veterano produtor Rick Bonadio, até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas. Ele lançou um ataque gratuito ao funk em suas redes sociais. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter na segunda-feira (15/3), citando uma frase em português do remix de Pedro Sampaio, que chamou atenção no Grammy. Bonadio exercitou ainda mais preconceito em outros comentários, gerando uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. À noite, Sampaio apresentou sua resposta. Em formato musical. Postou um remix funk de “Pelados em Santos”, dos Mamonas Assassinas. E fez questão de incluir “fica de quatro” em sua versão, deixando sua mensagem bem clara. Na legenda, ele escreveu: “Na minha opinião, Mamonas combina muito com funk. #FicaDeQuatro”. Ouça abaixo a versão funk dos Mamonas Assassinas. // na minha opinião, mamonas combina muito com funk #FicaDeQuatro pic.twitter.com/tRkLAkvzGT — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 16, 2021

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  • Música

    Funkeiras dão lição a produtor após tuítes preconceituosos contra funk brasileiro

    15 de março de 2021 /

    Rick Bonadio, produtor até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas e pelo infame rap sexista animado “Dogão É Mau”, resolveu manifestar preconceito contra o funk brasileiro, após Cardi B ter incorporado o ritmo em sua apresentação no Grammy 2021. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter. “Eu sinto a necessidade de criticar algumas situações porque vejo uma alienação generalizada. O funk precisa evoluir. Os funkeiros precisam ousar evoluir musicalmente para crescer. Não se pode fazer o mesmo sempre porque isso dá certo”, acrescentou Bonadio. Os textos deram início a uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor “ultrapassado”, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. Menosprezar o funk que lançou Anitta ao estrelado internacional e contagiou Cardi B, Major Laser e até Madonna chega a ser mais que elitismo bobo, é negacionismo puro. Música ruim, repetitiva e letras iguais era o que se falava sobre os Beatles na época em que Rick Bonadio nasceu. Ele simplesmente repete o preconceito de seus avós. Anitta foi mais incisiva, ao citar uma crítica dos anos 1960 que dizia o mesmo contra a Bossa Nova, estilo escolhido por Bonadio como contraste ao funk. O saldo positivo da lavação de roupa foi que a discussão trouxe à tona algumas conclusões certeiras da turma do funk, que, ao contrário do que muitos pensam, tem QI altíssimo. Rapidamente os tuítes de Bonadio foram apontados como ilustração perfeita do preconceito de classe e raça, que caracteriza a elite que define o Brasil como uma “democracia racial”, além de demonstrar uma total desconexão com a realidade social do país. O fato de mirar o funk, enquanto sertanejo, pagode e forró poderiam ser alvos dos mesmos argumentos, não passou em branco pelos artistas atingidos. Nem o descaso por musicas feita pelas classes menos privilegiadas. Veja abaixo alguns dos tuítes mais certeiros das estrelas do funk, que perceberam logo o que havia por trás dos comentários, demonstrando entender o Brasil melhor que muitos políticos – e alguns produtores fonográficos. Mesma batida? Vc deve ter parado de pesquisar desde seu último álbum de sucesso. Mesmas letras? Aceito. Porém infelizmente cada um canta uma letra compatível com o nível educacional e cultural que lhe é oferecido. Nesse caso, pelo governo brasileiro para com suas comunidades.. 🤷🏽‍♀️ — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Por que vocês acham que essa galera do business não ousa falar de outros ritmos? Porque existem grandes empresários por trás… aí a briga dói no bolso… melhor não, né? Mas já com os funkeiiiirosss… quem vai brigar por eles?? — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Entendam uma coisa, galera… é MUITO necessário resistir a esse tipo de comentário. São de pequenas opiniões assim que as coisas crescem aos poucos e podem virar cruciais no futuro. Alguém já viu o filme "Sombra Lunar" na Netflix? Explora essa questão. Uma pequena ideia — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Rick Bonadio veja está aula da Anitta e tente repensar seus (pre)conceitos! pic.twitter.com/eWUlTnxdKL — GirlFromRio❄ (@GirlFromRio5) March 15, 2021 Todos nós temos plena consciência que o funk incomoda, só que há anos o funk se tornou um movimento, um movimento de resistência e que representa a realidade de milhões de brasileiros. O funk já ultrapassou tantas barreiras e criticar já se tornou ultrapassado, resta aceitar! — Ludmilla ⚽️ (@Ludmilla) March 15, 2021 Desmerecer o trabalho do outro é TRISTE e DESRESPEITOSO. — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 O funk evoluiu e cresceu tanto que estava no Grammy ontem. É preciso respeitar nosso movimento. Tenho respeito pelo seu trabalho e esperamos o mesmo respeito. O funk é cultura, é música e tá quebrando barreiras sim. 🙏🏽 https://t.co/oWESPGzmtI — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 Da pra aceitar sim, dá pra respeitar e dá pra você ignorar o ritmo, mas você escolheu "criticar" e "ofender". Sim eu me ofendi, eu canto funk e proibidão mas eu gero empregos, pago imposto e mantenho a comida na minha casa com letras do proibidão. — Valesca Popozuda #Mecomeesome (@ValescaOficial) March 15, 2021 Em pleno 2021 produtor querendo criticar o funk, além de ignorância é algo extremamente elitista e que ignora a importância do funk na vida de tantas pessoas, inclusive na minha. Que cada vez mais a gente possa levar o funk para o mundo! Funkeira com muito orgulho SIM! — Mc Rebecca #ToPreocupada (@mcrebecca) March 15, 2021

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  • Filme

    Eleitores do Oscar se recusam a ver “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”

    1 de março de 2021 /

    Em 2005, o Oscar elegeu o fraquíssimo “Crash” como Melhor Filme, porque muitos eleitores se recusaram a assistir o principal candidato, “O Segredo de Brokeback Mountain”, por ser um romance gay. A história volta se repetir em 2021, com muitos votantes se recusando a assistir “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”, por retratar o aborto adolescente. A diretora do filme, Eliza Hittman, conseguiu acesso a um email de um dos eleitores da Academia, enviado a uma relações públicas, onde fica claro que “não vi e não gostei” ainda vigora forte entre os autodenominados cristãos que votam no Oscar. Ela postou a carta em seu Instagram, identificando o autor como o cineasta Kieth Merrill, vencedor de um Oscar em 1973 pelo documentário “The Great American Cowboy” e indicado em 1997 pelo curta “Amazon”. “Recebi o filme, mas como cristão, pai de 8 filhos, avô de 39 netos e ativista pró-vida, eu tenho ZERO interesse em assistir a uma mulher cruzando fronteiras para alguém assassinar seu filho”, diz o texto. “75 milhões de nós enxergamos o aborto como a atrocidade que é. Não tem nada heroico sobre uma mãe se esforçando tanto para matar seu filho. Pense nisso!” Apesar desta atitude, Hittman acrescentou: “Recebi este e-mail ontem à noite e foi um lembrete duro de que a Academia ainda é infelizmente monopolizada por uma guarda velha, branca e puritana. Me pergunto quantos outros jurados não vão assistir ao filme”. Depois, a diretora deletou a postagem. Em comunicado enviado à revista Variety, a Academia lembrou que os membros não precisam assistir a todos os pré-selecionados para votarem no Melhor Filme. A carta de Merrill também ajuda a explicar porque o impactante drama romeno “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, de Cristian Mungiu, não foi indicado ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira em 2008, após vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes. “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre” ganhou o Grande Prêmio do Festival de Berlim e está indicado em sete categorias do Film Independent Spirit Awards (o Oscar indie). O filme já está disponível para locação digital no Brasil.

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  • Série

    The Walking Dead pede para fãs homofóbicos largarem a série

    27 de janeiro de 2021 /

    O Twitter oficial da franquia “The Walking Dead” postou uma mensagem forte nesta semana, deixando claro sua postura contra a homofobia, após um de seus atores sofrer ataques nas redes sociais. “Se personagens LGBTQIA+ na televisão (ou outros lugares) te causam desconforto ou raiva, por favor, deixe de nos seguir. Embora também encorajemos você a olhar para seu interior e ser mais receptivo, saiba que não há lugar em nosso fandom para discriminação odiosa ou ignorância intencional. Obrigado.”. A série original é repleta de personagens gays, como Aaron (Ross Marquand), os falecidos Jesus (Tom Payne) e Tara (Alanna Masterson), além do casal Magna (Nadia Hilker) e Yumiko (Eleanor Matsuura). Mais recentemente, o final da 1ª temporada de seu novo spin-off, “The Walking Dead: World Beyond”, celebrou o reencontro do casal formado por Felix (Nico Tortorella) e Will (Jelani Alladin) com um beijo apaixonado. Por conta disso, trolls da internet resolveram atacar o intérprete negro do par, somando dois preconceitos numa mesma mentalidade intolerante. Durante o episódio de 25 de janeiro do podcast “Talk Dead to Me”, Jelani Alladin discutiu a representação LGBTQIA+ no programa, junto com o relacionamento de seu personagem com o Felix de Nico Tortorella. E virou imediatamente alvo de ódio dos fãs homofóbicos da série. “Não consigo curtir os personagens gays de um programa de TV, sinto muito, cara, não posso fazer isso”, comentou um deles. A conta de “The Walking Dead” no Twitter não perdeu tempo para reagir, com a mensagem que indica preferir ter menos público a ter um público odioso. Jelani Alladin ficou impressionado com o apoio e retuitou a mensagem, acrescentando um comentário próprio. “Isso aqui, para sempre. Orgulho de trabalhar em ‘The Walking Dead: World Beyond’, dando vida a este relacionamento LGBTQIA. Vamos dar a eles algo para comentar!”, ele escreveu. E ainda conclamou seu seguidores a retuitarem o post. “RT para irritar os homofóbicos.” Veja os posts abaixo. Hi, hello. If LGBTQIA+ characters on television (or anywhere) make you uncomfortable or angry, please unfollow us. While we also encourage you to look within and be more accepting, know that there is no place in our fandom for hateful discrimination or willful ignorance. Thank you. — The Walking Dead (@TheWalkingDead) January 26, 2021 Forever this. Proud to be back at work on @TWDWorldBeyond and bring this LGBTQIA relationship to life. LETS GIVE EM SOMETHING TO TALK ABOUT @NicoTortorella https://t.co/xtiY0ZHktk — JelaniAlladin (@JelaniAlladin) January 26, 2021

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  • Etc

    Esquete do Porta dos Fundos sofre repúdio por suposto preconceito etário

    19 de janeiro de 2021 /

    Um vídeo estrelado por Fabio Porchat no canal do Porta dos Fundos motivou notas de repúdio na segunda-feira (18) por “um suposto ‘humor’ que reforça estereótipos equivocados”. O Instituto Ethos e a plataforma Labora apontam que o alvo da reclamação é uma esquete em que o personagem vivido por Porchat se refere à mãe de 57 anos “como se ela fosse uma criança incapaz”. Para eles, trata-se de “preconceito etário” (“idadismo”). A esquete também chamou atenção da HUB 40+, uma comunidade voltada para a empregabilidade e marketing de pessoas acima dos 40. Em nota, Mauro Wainstock, sócio fundador da HUB 40+, diz que o programa “ridiculariza uma mãe de 57 anos em sua relação com os filhos e a tecnologia”. Lançada há oito dias, a esquete se chama “Responsável”. Mas o tratamento da mãe “como se ela fosse uma criança incapaz” tem contexto maior que o citado. O alvo não é apenas a relação da mãe com a tecnologia, mas com a mídia em geral – e por meio de incentivo do filho alienado. A piada visa demonstrar como as pessoas estão susceptíveis à lavagem cerebral ao acompanharem noticiários sensacionalistas da TV, novelas bíblicas e fake news por whatsapp. Veja o vídeo completo abaixo.

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  • Etc

    Eddie Redmayne arranja problemas nas redes sociais ao defender JK Rowling

    29 de setembro de 2020 /

    Eddie Redmayne tentou ficar em cima do muro e acabou derrubado pelas redes sociais. Ele virou assunto hoje no Twitter após uma entrevista ao jornal Daily Mail em que comentou as posições transfóbicas da escritora JK Rowling. Além de ter criado os livros de “Harry Potter”, Rowling assina os roteiros dos filmes “Animais Fantásticos” que Redmayne estrela. Em junho passado, quando a escritora começou a atacar homens transexuais, ele chegou a se posicionar, discordando frontalmente e dizendo que pessoas trans “simplesmente querem viver suas vidas em paz, e está na hora de deixá-los”. Embora tenha reforçado que é contra a transfobia, o ator agora disse que também se assustou com a “ferocidade” dos comentários direcionados a Rowling nas redes sociais, que ele classificou como “totalmente nojentos”, e contou ter enviado um bilhete a JK Rowling para apoiá-la. Apesar de defender aquela que atualmente é a maior porta-voz da transfobia no mundo, Redmayne também se disse preocupado com os ataques contra a população trans, sem especificar se estava se referindo aos comentários de JK Rowling. Para ele, os comentários transfóbicos são “igualmente nojentos”. O ator disse ao Daily Mail que tem “amigos e colegas trans” que têm “seus direitos humanos desafiados ao redor do mundo e enfrentam discriminação diariamente”. “Continua a haver uma terrível torrente de abusos contra pessoas trans online e no mundo que é devastadora”, completou Redmayne, que antes de viver Newt Scamander nos filmes criados por Rowland foi indicado ao Oscar por seu papel de Lili Elbe, o primeiro homem a passar por cirurgia de mudança de sexo, no filme “A Garota Dinamarquesa” (2015). Nas redes sociais, ele perdeu muitos fãs por defender Rowling. A situação é especialmente delicada para todos os envolvidos na polêmica criada pela escritora porque as filmagens de “Animais Fantásticos 3” começaram na semana passada no Reino Unido. E como se não bastasse o ódio da comunidade trans, o filme ainda terá participação de Johnny Depp, que recentemente esteve nos tribunais de Londres escancarando o lado mais sombrio de sua vida pessoal para se defender da acusação de “espancador da esposa” do jornal The Sun.

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  • Etc

    J.K. Rowling devolve prêmio humanitário após acusações de transfobia

    30 de agosto de 2020 /

    A escritora J.K. Rowling, autora dos livros da saga “Harry Potter” e da franquia cinematográfica derivada, “Animais Fantásticos”, devolveu um prêmio que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F Kennedy. O prêmio Ripple of Hope, cujos vencedores anteriores incluem Barack Obama, Joe Biden e o arcebispo Desmond Tutu, é concedido a pessoas que demonstram “compromisso com mudanças sociais” e foi concedido à autora de “Harry Potter” em dezembro de 2019 por seu trabalho com uma instituição de caridade para crianças. Desde então, Rowling fez comentários transfóbicos na internet e Kerry Kennedy, filha do célebre político americano e presidente da fundação, manifestou sua “profunda decepção”. Em um comunicado oficial, a escritora afirma que considerou “incorreto” o posicionamento de Kerry Kennedy, que a considerou “responsável por machucar pessoas trans”. Rowling fez questão de relembrar que é uma antiga doadora de caridades voltadas à comunidade LGBT e sempre apoiou o direito de pessoas trans de viver livre de perseguição, mas reafirmou algumas de suas posições justificando que sua luta é pelo direito das mulheres. “Nenhum prêmio ou homenagem, não importa minha admiração pela pessoa que o concebeu, significa tanto pra mim a ponto de eu renunciar ao direito de seguir as regras de minha própria consciência”, ela disse, em comunicado, sobre a decisão de devolver a homenagem. Em sua manifestação, Rowling repetiu comentários que revoltaram fãs de “Harry Potter”, ao chamar a defesa dos direitos trans de “radical” e afirmar que “há conflito entre o atual movimento radical pelos direitos trans e os direitos das mulheres”. Rowling começou a se manifestar publicamente contrária aos direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados em junho com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocava mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. Por conta dessas posições, ela foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne, e ainda ganhou uma lição de Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV. Maines, que aos 15 anos foi proibida de frequentar o banheiro de sua escola, escreveu um longo ensaio para demonstrar que a falta de fundamento dos argumentos de Rowling expressavam apenas preconceito. A polêmica tomou proporções tão grandes que a Warner não sabe o que fazer em relação a “Animais Fantásticos 3”, que perdeu cronograma de filmagens, embora estivesse em pré-produção quando a pandemia paralisou seus trabalhos. E atitudes como a devolução de um prêmio por realizações humanitárias, acompanhado por discurso anti-direitos trans, só piora a situação.

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    J.K. Rowling apaga elogio a Stephen King após escritor defender mulheres trans

    30 de junho de 2020 /

    J.K. Rowling se envolveu em uma nova polêmica no Twitter. Desta vez, não pelo que escreveu, mas pelo que apagou. E ainda envolveu seu colega escritor Stephen King na confusão. Tudo começou quando a autora de “Harry Potter” publicou uma frase sobre direitos de mulheres, que foi retuitada pelo autor de “It – A Coisa” no domingo (28/6). O post de Rowling compartilhado por King dizia: “Andrea Dworkin escreveu: ‘Homens geralmente reagem às palavras das mulheres – faladas ou escritas – como se fossem atos de violência; às vezes homens reagem às palavras das mulheres com violência’. Não é odioso para mulheres falar sobre suas próprias experiências, e elas não merecem ser punidas por fazerem isso”. Após perceber que seu post tinha sido retuitado, Rowling escreveu um elogio ao escritor. “Eu sempre reverenciei Stephen King, mas hoje meu amor atingiu – talvez não o nível de Annie Wilkes [personagem de ‘Louca Obsessão’] – mas novos níveis. É tão mais fácil para homens ignorarem questões femininas ou diminuí-las, mas não vou esquecer os homens que se posicionaram quando não era preciso. Obrigada, Stephen”. Só que mais adiante o escritor respondeu a um fã preocupado com seu apoio à Rowling que o comentário também abrangia mulheres transexuais. “Sim. Mulheres trans são mulheres”. Foi o que bastou para Rowling retirar o elogio feito, apagando seu post sobre King. Além de ter apagado o tuíte, Rowling também parou de seguir King na rede social. Seu ódio parece ter atingido – talvez não o nível de Annie Wilkes – mas novos níveis. Transfóbica assumida, J.K. Rowling tem se isolado na comunidade literária e colocado o futuro de suas franquias infantis, “Harry Potter” e “Animais Fantásticos”, em risco devido ao acirramento de sua postura intolerante. O preconceito da escritora começou a ficar claro para o público quando a escritora decidiu se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres, e subiram de tom na publicação de um texto longo em seu site pessoal, em que Rowling assumiu ser contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocaria mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety. Além disso, quatro escritores LGBTQIA+ abandonam agência literária de Rowling em protesto, enquanto funcionários da Hachette, editora de seus livros, estão se recusando a trabalhar com seu novo livro, “O Ickabog”.

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