Candidato a Imperador da Galáxia, Donald Trump critica Obama por ser fã de Star Wars
O candidato a Imperador da Galáxia, Donald Trump, comprou briga com a Resistência. Em um vídeo de 15 segundos, postado no Instagram, o milionário que quer ser Presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano criticou o Presidente Barack Obama por ser fã de “Star Wars”, insinuando que ele devia se preocupar com as guerras reais. “Precisamos de um presidente real. Nós estamos em uma guerra séria”, diz o vídeo, acompanhado por imagens de notícias sobre o Estado Islâmico e os ataques terroristas ocorridos em Paris e na cidade de San Bernardino. “Nosso presidente está ocupado com outra guerra”, conclui a propaganda, antes de mostrar Obama dizendo: “Ok, pessoal. Preciso ir ver “Star Wars”. A frase de Obama foi dita no dia 18 de dezembro, durante coletiva de imprensa na Casa Branca. O que Trump não contou é que a sessão que o Presidente veria foi realizada para famílias de militares que morreram em guerras de verdade, como no Iraque e no Afeganistão, e não numa guerra de retórica. A cada declaração e comercial, Trump, por outro lado, parece cada vez mais louco para invadir um novo país, iniciar mais uma guerra, apertar o botão que dispara bombas atômicas, deportar todos os imigrantes, prender qualquer muçulmano e fazer o diabo, oscilando entre iniciar o apocalipse ou se divertir apenas implantando uma distopia verídica. We need a real President! Um vídeo publicado por Donald J. Trump (@realdonaldtrump) em Dez 29, 2015 às 11:10 PST
Sean Penn viverá um dos piores presidentes da história dos EUA em minissérie dos criadores de Narcos
O ator Sean Penn, vencedor do Oscar por “Sobre Meninos e Lobos” (2003) e “Milk” (2008), vai viver o 17º presidente dos EUA, Andrew Johnson (1808 – 1875), numa minissérie desenvolvida pelos criadores de “Narcos”, os roteiristas Doug Miro e Carlo Bernard. A informação é do site The Hollywood Reporter. Com seis episódios produzidos para o canal pago HBO, a atração adaptará a biografia “American Lion: Andrew Jackson in the White House”, escrita por Jon Meacham e vencedora do Prêmio Pulitzer. O projeto pretende contar a história do ex-presidente, que foi o único senador do Sul dos EUA a permanecer em Washington e se posicionar do lado da União durante a guerra civil. Quando o país buscava se reunificar, tornou-se vice-presidente, e só assumiu a Casa Branca devido ao assassinato de Abraham Lincoln. No poder, lutou contra um Congresso radical, tornando-se também o primeiro presidente americano a sofrer um processo de impeachment. Ele permaneceu no cargo pela diferença de apenas um voto a seu favor, mas entrou para a História como um dos piores presidentes do país, devido à sua recusa em reconhecer os direitos civis dos antigos escravos libertados no Sul. Mesmo assim, foi o único ex-presidente a disputar e vencer uma nova eleição – ao Senado – após deixar a Casa Branca. Além de protagonista, Penn também será o produtor executivo da minissérie, que foi apresentado ao estúdio Lionsgate e à HBO por Matt Jacobson, diretor do Facebook. Ele também será um dos produtores executivos, junto com Miro e Bernard. O escritor Jon Meacham também será um dos consultores do projeto, que ainda não tem previsão de estreia.
House of Cards: Frank Underwood inicia campanha política no primeiro teaser da 4ª temporada
O serviço de streaming Netflix divulgou o primeiro teaser e um pôster da 4ª temporada de “House of Cards”. O vídeo recria um comercial político para lançar a campanha de Frank Underwood (Kevin Spacey) à presidência dos EUA. Atual presidente americano na série, ele não foi eleito ao cargo, assumindo o poder após uma série de manobras que o transformaram em vice e, posteriormente, presidente. Com a popularidade em queda, ele vai para sua primeira eleição ao cargo, contrariando inclusive a vontade de seu próprio partido. A 4ª temporada de “House of Cards” estreia dia 4 de março no Netflix
Cacá Diegues vai produzir filme sobre o Plano Real
O veterano cineasta Cacá Diegues (“Deus É Brasileiro”) vai enfrentar a inflação e a crise econômica em seu próximo projeto. Ele está produzindo um filme a respeito da maior realização econômica da história do Brasil. Trata-se de “3.000 Dias no Bunker”, sobre a criação do Plano Real. O filme vai adaptar o romance homônimo escrito por Guilherme Fiúza (também autor do livro que virou o filme “Meu Nome Não é Johnny”), a respeito dos bastidores da criação do bem-sucedido plano do então ministro Fernando Henrique Cardoso, que foi muito além de criar uma nova moeda, ao derrotar a inflação, colocar o país entre as economias mais sólidas do planeta e restaurar a autoestima nacional. Diegues não pretende filmar o longa, pois ainda está envolvido com a pós-produção de seu novo filme, o musical “O Grande Circo Místico”. O mais cotado para a direção é Heitor Dhalia (“Serra Pelada”), segundo o site de crowdfunding Startando. A produção já foi autorizada a captar recursos incentivados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e pela Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo, e está sendo realizada pelos estúdios LightHouse Produções Cinematográficas, Maristela Filmes e Globo Filmes.
Quase uma lenda, Chatô sobrevive a polêmicas e se prova atual
Não é sempre que se tem a oportunidade de assistir a um filme mítico, quase uma lenda do cinema brasileiro, como “Chatô – O Rei do Brasil”. O lançamento, que finalmente estreia em circuito comercial, comprova que assombrações existem. Pois enquanto permaneceu invisível para o público, “Chatô” assombrou a carreira de Guilherme Fontes de forma tortuosa. Adaptação do livro homônimo de Fernando Morais sobre o empresário das comunicações Assis Chateaubriand, responsável pela inauguração do primeiro canal de TV do Brasil e um dos brasileiros mais poderosos do século 20, a produção se estendeu por duas décadas completas, consumiu milhões e rendeu diversos processos por má gestão financeira. Numa das contas recentes do Ministério Público, Fontes foi apontado como devedor de cerca de R$ 72 milhões em verbas incentivas sem comprovação, somadas a multas e juros. Primeiro e único longa-metragem dirigido por Fontes, “Chatô” teve a filmagem mais tumultuada já registrada no país, com cenas rodadas conforme o então ator de novelas conseguia negociar verbas, desde 1995, recebendo retoques até à véspera do lançamento, com a inclusão de uma narração de Marco Ricca (intérprete de Chateaubriand) para amarrar a trama. O mais impressionante nessa epopeia toda é o filme ter coesão. Não virou um desastre épico, consegue entreter e tem marca autoral. Um filme sobre seus bastidores não teria dificuldades em mostrar Fontes como um Howard Hughes brasileiro, rodando infinitamente o mesmo projeto, muito além do limite aceitável, em busca da perfeição ilusória – megalomania que vai além das filmagens, na criação de uma distribuidora própria para levar o longa às telas. Mas Fontes pode preferir se ver como um Orson Welles nacional, apostando que seu primeiro longa viraria a obra-prima que definiria toda a sua carreira. E, de certa forma, definiu mesmo. São claros os paralelos entre o Chateaubriand do cinema e “Cidadão Kane” (1941), tanto pelo tema quanto pela estrutura do filme, que começa com os suspiros finais do protagonista. A diferença é que, em seu delírio de morte, Chatô se vê em uma espécie de julgamento televisivo, comandado por um apresentador feérico (o próprio Fontes, emulando Chacrinha), que desfila todas as pessoas que passaram por sua vida, tendo Getúlio Vargas como seu advogado e Carlos Rosemberg como promotor. A narrativa picotada, que mergulha em flashbacks e delírios, é ousada, demonstrando outra semelhança com “Cidadão Kane”, mas também destaca a principal diferença entre os dois longas. Fontes não é Welles, e o vai e vem de imagens se mostra desconexo, cansativo, levando à dispersão. Num filme assumidamente alegórico, isto pode ser um problema grave. Entretanto, há um fio condutor que, bem ou mal, consegue amarrar as pontas. A estrutura também permite romper com o padrão de realismo e interpretação naturalista que se espera de uma cinebiografia. Graças à dramatização exótica, centrada num programa onírico de auditório, o exagero cênico se torna aceitável. Os personagens caricatos não causam mais estranhamento que o contexto. Assim, Marco Ricca pode aparecer afetadíssimo, exagerando em tudo – no sexo, no cinismo e na ganância. Do mesmo modo, os coadjuvantes que o cercam viram projeções arquetípicas: Getúlio Vargas (Paulo Betti) surge como uma caricatura populista, Lola Abranches (Leandra Leal) como a esposa histérica, etc. Até a única personagem fictícia da história, Dona Vivi (Andréa Beltrão), manifesta-se em registro extremo, como femme fatale. Isto não tira o mérito dos intérpretes. Ao contrário, Marco Ricca dá sangue e pulsação a seu Chatô, numa performance febril, adequada à opção narrativa. Outra qualidade encontra-se na reconstituição de época, que é realista quando precisa, mas também embarca na proposta surreal, como na cena de avião em meio a uma tempestade, realizada como num filme dos anos 1940. Ironicamente, graças a estes maneirismos, “Chatô – O Rei do Brasil” resistiu melhor à passagem de tempo de sua produção, chegando as telas sem o desgaste esperado de um filme supostamente datado. O longo processo de gestação, porém, criou um apego maior que o recomendável entre o diretor e seu material. A projeção se beneficiaria muito de uma montagem mais enxuta, eliminando sobras de roteiro e cenas que parecem supérfluas. O corte já é irregular o suficiente, levando a duração a parecer muito maior que seus 102 minutos. Embora os bastidores conturbados e eventuais defeitos de execução jamais se dissociem da obra final, também se deve reconhecer o esforço e o resultado total. “Chatô” consegue cobrir os momentos mais polêmicos da história do Brasil, da revolução de 1930 ao golpe militar de 1964, contando ao mesmo tempo a história das comunicações no país, com ênfase na corrupção com que foram conduzidos a política e os negócios do período. A produção pinta Chateaubriand como uma espécie de jagunço da mídia, um visionário chantagista, capaz de usar jornais, rádios e TV para manipular e dobrar poderosos, impondo sempre a sua vontade. Ao mesmo tempo, foi quem deixou, como legado, a TV brasileira e o MASP, um dos museus mais importantes do país. Não era mesmo fácil contar sua história num único filme. Nem que este filme durasse 20 anos para ganhar forma. Ao final, é até possível encontrar um lado positivo na demorada gestação. Tropicalista tardio, “Chatô” destoa do convencionalismo das últimas cinebiografias brasileiras, concebidas como minisséries televisivas, com começo, desenvolvimento e conclusão lineares, além de extirpadas de qualquer indício de polêmica. “Chatô” nasceu polêmico e assume ainda mais polêmicas na tela, servindo de analogia para situações que ainda existem, perpetuando-se no país em pleno século 21. Neste sentido, quem diria, “Chatô” acaba se revelando um filme bem atual.




