Elenco de Star Trek diz que Donald Trump é ameaça ao futuro vislumbrado pela franquia
Os diretores J.J. Abrams e Justin Lin, atores, roteiristas e indivíduos envolvidos com a franquia “Star Trek” publicaram uma carta aberta no Facebook contra o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual pedem que os eleitores votem na representante democrata Hillary Clinton. Junto ao Abrams estão os nomes de George Takei, Walter Koenig, Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg, Zoe Saldaña, Karl Urban, John Cho, Brent Spiner, LeVar Burton, Will Wheaton, René Auberjonois, Scott Bakula, Denise Crosby, Marina Sirtis, Connor Trinneer, Robert Picardo, Linda Park e Tim Russ, entre outros, assim como parentes de Leonard Nimoy (Spock) e do criador de “Star Trek”, Gene Roddenberry. “‘Star Trek’ sempre ofereceu uma visão positiva do futuro, uma visão de esperança e otimismo e, de maneira grande, uma visão de inclusão, onde as pessoas de todas as raças recebem igual respeito e dignidade, onde as crenças individuais e os estilos de vida são respeitados a ponto de não significarem uma ameaça para outros”, diz o texto. A carta ainda destaca que nunca houve um candidato presidencial tão completamente oposto aos ideais da saga espacial quanto Donald Trump e que, por isso, a franquia não poderia “dar as costas” às eleições presidenciais dos EUA. “Sua eleição levaria este país para trás, talvez de maneira desastrosa. Precisamos escolher um presidente que leve este país para frente, ao tipo de futuro que todos sonhamos, onde as diferenças pessoais são compreendidas e aceitas, onde a ciência prevalece sobre a superstição e onde o povo trabalha em conjunto, e não uns contra os outros”, diz a mensagem. O texto também rejeita os argumentos de que Hillary Clinton e Donald Trump são dois candidatos com falhas iguais, afirmando que se trata, como diria Spock, de um raciocínio “ilógico e impreciso”. “Um (Trump) é um amador com uma ignorância desdenhosa pelas leis nacionais e pela realidade internacional, enquanto o outro (Hillary) entregou sua vida ao serviço público. Vote por um futuro de inclusão, um futuro que algum dia nos leve às estrelas”, conclui a carta. A franquia “Star Trek”, que completou 50 anos em 2016, está atualmente em cartaz os cinemas com o filme “Star Trek: Sem Fronteiras” e se prepara para voltar à TV com “Star Trek: Discovery”, nova série que será lançada em maio de 2017.
Leonardo DiCaprio alerta o mundo sobre os perigos da mudança climática em trailer de documentário
A National Geographic divulgou o pôster e o trailer do documentário “Before the Flood”, em que Leonardo DiCaprio roda o mundo, fala com autoridades e cientistas, e tenta aumentar a conscientização sobre a importância de discutir a mudança climática que afeta o planeta. Quem acompanha a carreira do ator sabe que ele é um ativista dedicado à causa do meio ambiente. Este nem é seu primeiro envolvimento num documentário sobre o tema. Mas é o que mostra mais fôlego, ao levá-lo ao Ártico para testemunhar in loco o derretimento da calota polar e acompanhar seu testemunho sobre o que viu na ONU, diante de delegações de vários países. Graças a sua popularidade, ele também é capaz de ser recebido pelo Papa Francisco e o Presidente dos EUA Barack Obama para registrar seus depoimentos sobre a questão. Além de ser narrador e condutor do filme, ele também mostra fôlego como entrevistador, e ainda divide a produção com o cineasta Martin Scorsese. A direção, por sua vez, é de Fisher Stevens, documentarista vencedor do Oscar em 2010 por “The Cove”, que já abordava a depredação do meio ambiente. A estreia vai acontecer em 21 de outubro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Rodrigo Lombardi não vai mais interpretar o juiz Sérgio Moro no cinema
O ator Rodrigo Lombardi não vai mais viver o juiz Sérgio Moro no filme sobre a Operação Lava Jato. E a culpa é da rede Globo, que tomou a agenda do ator. Escalado para protagonizar “À Flor da Pele”, novela de Gloria Perez que substituirá “A Lei do Amor” na faixa das 9, ele acabou entrando também na série “Carcereiros”, para substituir o falecido Domingos Montagner, protagonista de “Velho Chico”. Com isso, a série, baseada no livro de mesmo nome do médico Drauzio Varella, ocupou o espaço que havia para Lombardi fazer o filme. Emendando um trabalho no outro, ele se viu obrigado a dispensar a produção cinematográfica. Intitulado “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, o longa será co-dirigido por Marcelo Antunez e Roberto Santucci, especialistas em besteiróis, que trabalharam juntos antes em “Qualquer Gato Vira-Lata 2” (2015), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (2015)” e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Segundo o produtor Tomislav Blaziac, o filme será o primeiro de uma trilogia e também deve render uma série de televisão. A produção está orçada em R$ 12 milhões e ainda não tem data de estreia definida. Vale lembrar que o cineasta José Padilha (série “Narcos”) também está preparando uma série sobre a Lava Jato para a plataforma de streaming Netflix.
Will & Grace: Elenco da série clássica se reúne em vídeo para rir de Donald Trump
Sabe a “volta” de “Will & Grace”, que diversos sites anunciaram como retorno da série, mas a Pipoca Moderna apurou que podia ser propaganda eleitoral de Hillary Clinton? Pois é. O quarteto formado por Eric McCormack, Debra Messing, Megan Mullally e Sean Hayes voltou a se reunir para a campanha da candidata à presidente dos EUA, criando um vídeo bastante fiel ao espírito e visual da série clássica, em que Donald Trump é a vítima da maioria das piadas. O curta, que pode ser conferido abaixo, foi gravado nos cenários originais da atração, exibida entre 1998 e 2006. Isto porque um dos criadores de “Will & Grace”, Max Mutchnick, guardou e preservou tudo. Ele também assinou o roteiro em parceria com o cocriador da série David Kohan. E, para completar, a direção ficou a cargo de James Burrows, responsável por comandar os 188 episódios da produção. O retorno foi nostálgico e deu esperanças de um revival real da série. Atualmente, Eric McCormack está na nova série “Travelers”, que estreia no Netflix em dezembro, Debra Messing participa do remake de “Dirty Dancing”, que será exibido como especial musical de fim de ano na rede ABC, Megan Mullally tem diversos filmes em andamento, além de uma participação na vindoura antologia sci-fi “Dimension 404”, e Sean Hays, que virou um produtor de sucesso, atuará a seguir no especial “Hairspray Live!”, previsto para dezembro na rede NBC.
Mark Ruffalo promete ficar pelado para pedir votos contra Donald Trump
O ator Mark Ruffalo, intérprete do Hulk nos filmes da Marvel, está prometendo ficar nu em troca de votos. A promessa faz parte de uma campanha bem-humorada, criada pelo diretor Joss Whedon, que comandou Ruffalo em dois filmes dos “Vingadores”, visando aumentar o interesse do público votante na eleição presidencial americana e, em mais uma luta contra supervilões, tentar impedir a vitória de Donald Trump. Intitulada “Save the Day”, a campanha reuniu diversos atores famosos, entre eles quatro Vingadores e dois agentes da SHIELD, para pedir votos. A escalação inclui, além de Ruffalo, Scarlett Johansson, Robert Downey Jr., Don Cheadle, Cobie Smulders, Clark Gregg, Julianne Moore, James Franco, Jesse Williams, Keegan-Michael Key, Neil Patrick Harris, Nathan Fillion, Stanley Tucci, Martin Sheen e outros. “A questão é fazer as pessoas votarem, porque é assustadora a apatia com que elas estão tratando a eleição mais crucial de suas vidas”, explicou Whedon ao site The Hollywood Reporter. “Ver alguém famoso chama atenção do cara”, continua. “Ver algo divertido faz a pessoa parar. Ver algo com emoção também. Essas são as maneira de atingi-las”. No vídeo, sem citar diretamente os nomes de Hillary Clinton e Donald Trump, os atores condenam o discurso de ódio propagado pelo candidato republicano, e o perigo apocalíptico que sua vitória representa. “Vamos dar uma arma nuclear para um homem cuja palavra de ordem é ‘fired'”, dizem, usando o duplo sentido do inglês. “Fire” não é só fogo, mas disparar e também demitir, como na placa que Scarlett Johansson segura, com o desenho de um míssil nuclear e a frase ‘You’re fired!’, que Trump dizia no reality show “O Aprendiz”. E, no fim, fazem uma promessa: “Se vocês votarem e ajudarem essa país a se proteger do medo e da ignorância, Mark Ruffalo vai fazer uma cena de nudez em seu próximo filme”. Para quem não percebeu, ele faz muitas cenas de nudez no cinema. Até como Hulk. Mas desta vez irá mais longe. “Mark colocará seu pênis para fora. Nu frontal total”, completa Robert Downey Jr. “Faça Mark ficar pelado. Faça sua marca em 8 de novembro”, finalizam os astros. O vídeo já foi visto mais de 5 milhões de vezes no YouTube. Veja mais uma abaixo.
Rodrigo Lombardi viverá o juiz Sérgio Moro no filme da Lava-Jato
O ator Rodrigo Lombardi (novela “Velho Chico”) vai viver o juiz federal Sérgio Moro no filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que vai mostrar a trajetória da operação Lava-Jato. O longa será co-dirigido por Marcelo Antunez e Roberto Santucci, especialistas em besteiróis, que trabalharam juntos antes em “Qualquer Gato Vira-Lata 2” (2015), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (2015)” e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Com estas credenciais, o que se pode esperar do projeto? Segundo o produtor Tomislav Blaziac, o filme será o primeiro de uma trilogia e também deve render uma série de televisão. A produção está orçada em R$ 12 milhões e ainda não tem data de estreia definida. Vale lembrar que o cineasta José Padilha (série “Narcos”) também está preparando uma série sobre a Lava Jato para a plataforma de streaming Netflix.
Miss Sloane: Jessica Chastain enfrenta a indústria armamentista em trailer dramático
A EuropaCorp divulgou o primeiro trailer de “Miss Sloane”, estrelado por Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”). Mais conhecida por seus filmes de ação, a produtora surpreende com seu primeiro drama sério, mas que também é cheio de armas e ameaças de destruição completa. Isto porque a personagem de Chastain é uma estrategista política que decide enfrentar a indústria armamentista nos EUA, e acaba criando inimigos poderosos. Na trama, Elizabeth Sloane é convocada para liderar o debate sobre o controle de armas no país, visando aprovar uma nova legislação, mais rigorosa, e passa a sentir o formidável poder de seus oponentes. Apesar de suas habilidades políticas, sua missão coloca todas as pessoas ao seu redor em risco. O filme tem direção do inglês John Madden (“O Exótico Hotel Marigold”) e deve polarizar o público americano, que mesmo com a banalização dos massacres em escolas, segue evitando o debate do controle do porte de arma, assegurado pela Segunda Emenda da Constituição dos EUA. Segundo Madden, “Miss Sloane” utiliza “Spotlight” como referência na abordagem do tema e contém um grande número de reviravoltas semelhantes à série “House of Cards”. O elenco grandioso também inclui Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem Entre Gigantes”), Mark Strong (“Kingsman: Serviço Secreto”), Alison Pill (“Zoom”), Jake Lacy (“Carol”), Michael Stuhlbarg (“Steve Jobs”), John Lithgow (“Interestelar”), Sam Waterston (série “Law & Order”) e Dylan Baker (série “The Americans”). A estreia está marcada para 9 de dezembro nos EUA, em plena temporada dos aspirantes ao Oscar. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Criador de Breaking Bad desenvolve série sobre Jim Jones, líder da seita do Massacre de Jonestown
O roteirista e produtor Vince Gilligan, criador das séries “Breaking Bad” e “Better Call Saul”, está trabalhando em uma nova série, revelou o site Deadline. Intitulada “Raven”, a atração contará a história do líder religioso Jim Jones, fundador e líder do culto Templo dos Povos. A seita se tornou mundialmente conhecida pelos assassinados de um congressista e repórteres americanos, seguidos pelo ato de suicídio coletivo de mais de 900 de seus integrantes na Guiana em 1978, tragédia batizada pela mídia como Massacre de Jonestown. Prevista para ser uma minissérie, a produção já foi adquirida pelo canal pago HBO e, além de Gilligan, contará com outros três produtores executivos: a diretora Michelle MacLaren (que também trabalhou em “Breaking Bad”), a atriz Octavia Spencer (“A Série Divergente: Convergente”) e o jornalista Tim Reiterman, autor de “Raven: The Untold Story of Jim Jones and His People”, livro que inspira a atração. Gilligan irá escrever, MacLaren dirigir e Spencer deve ter um papel na atração. Foi ela também quem adquiriu os direitos do livro de Reiterman. Por sua vez, o jornalista também é personagem da história e foi ferido pela seita no trágico dia do massacre, em novembro de 1978. Não se sabe até que ponto Gilligan irá explorar as ramificações políticas da seita, que tendem a tornar a produção bastante polêmica. Considerado herói pelas minorias, o político Harvey Milk, que foi endeusado no filme “Milk” (2008), rendendo um Oscar a Sean Penn, era bancado por Jim Jones e chegou a escrever uma carta para o presidente Jimmy Carter defendendo-o como um “homem de grande caráter”.
Tyrant é cancelada ao final da 3ª temporada
O canal FX anunciou o cancelamento da série “Tyrant” após três temporadas. Assim, o final da 3ª temporada, exibida na quarta-feira (7/9) nos EUA, representou o fim da produção. “Os criadores de Tyrant fizeram seu melhor ao longo de três temporadas para contar ao público americano uma fração das histórias emocionantes e humanas que ocorrem no Oriente Médio atualmente”, comunicou o CEO da FX Networks, John Landgraf, no comunicado que anunciou o cancelamento. Os produtores, porém, ainda tentarão continuar a série em outro canal. E deixaram claro no próprio comunicado da FX. “Nós acreditamos que o programa é uma joia rara e adoraríamos encontrar uma maneira de mantê-lo em produção. Dito isto, queremos ser realistas sobre suas perspectivas. Para os fiéis telespectadores, o final desta 3ª temporada servirá como um fim satisfatório para a série, caso ela não encontre outra casa, mas também oferece possibilidades interessantes caso a gente consiga continuar a história em alguma outra plataforma”, assumiu Bert Salke, presidente da Fox 21 Television Studios, que produz “Tyrant”. Apesar da premissa instigante e equipe premiada, a série nunca obteve muito público, e já sofria com expectativa de cancelamento na temporada passada. “Tyrant” foi criada pelo israelense Gideon Raff (que concebeu “Prisioner of War”, a série que virou “Homeland” nos EUA) e produzida por Howard Gordon (um dos responsáveis por “Homeland”) e Craig Wright (roteirista de “A Sete Palmos”). Sua trama girava em torno do filho mais novo do ditador de um país árabe devastado pela guerra, que decide encerrar 20 anos de auto-exílio para retornar à sua terra natal, acompanhado por sua esposa e filhos americanos, para participar do casamento de seu sobrinho, mas logo se vê em meio a um confronto dramático de culturas, jogado de volta para os meandros da política explosiva do Oriente Médio. Com Adam Rayner (minissérie “Hunted”) no papel principal, o elenco ainda incluía Jennifer Finnigan (série “Better with You”), Moran Atias (“72 Horas”), Noah Silver (série “Os Bórgias”), Alexander Karim (“Vingança ao Anoitecer”), Ashraf Barhom (“O Reino”), Alice Krige (“Thor: O Mundo Sombrio”) e Chris Noth (“Sex and the City”).
Documentário sobre a recente turnê latina dos Rolling Stones ganha trailer
Os Rolling Stones divulgaram, em seu canal no YouTube, o trailer de um novo documentário. O que há de diferente desta vez é que o filme retrata a recente turnê da banda britânica pela América Latina. A prévia abre com uma panorâmica da baía da Guanabara, mas seu principal destaque é o primeiro show dos Stones em Havana. Graças ao processo de abertura política de Cuba, o vídeo registra como gerações de fãs puderam mostrar sua apreciação pelos Stones, um gesto que já foi considerado atitude política e proibido pela ditadura de Fidel Castro. Isto mesmo: gostar de rock já foi considerado crime em Cuba. Vale lembrar que, nesta mesma época, a juventude esquerdista brasileira também fazia passeatas de protesto contra a guitarra elétrica. Nada que o tempo e a história não vinguem, ao expor ao ridículo. Intitulado “Olé Olé Olé: A Trip Across Latin America”, o documentário combina shows, bastidores, entrevistas, depoimentos de fãs e reflexão histórica. A première mundial vai acontecer no próximo domingo (18/9), durante o Festival de Toronto, mas ainda não há previsão para seu lançamento comercial.
Veneza: Natalie Portman brilha em Jackie, cinebiografia de Jacqueline Kennedy
Natalie Portman pisou no tapete vermelho do Festival de Veneza como quem sobe a escaria do Dolby Theatre, em Los Angeles, onde acontece a premiação do Oscar. Após a projeção de “Jackie”, cinebiografia da ex-Primeira-Dama Jacqueline Kennedy, a crítica internacional já crava seu nome entre as indicadas ao troféu americano. Desde que venceu seu Oscar por “Cisne Negro” (2010), ela não aparecia de forma tão clara como candidata natural a um bis da Academia. Estreia na língua inglesa do cineasta chileno Pablo Larraín, “Jackie” se passa nos dias que se seguiram ao assassinato do presidente John Kennedy, em 1963, e traz Natalie como a jovem viúva, devastada pelo luto, mas tendo que administrar suas imagens pública e privada. “Acho que este é o papel mais perigoso que já fiz, porque eu sabia como ela era, falava e andava. E eu jamais havia interpretado alguém assim”, admitiu a atriz de 35 anos, durante a entrevista coletiva do festival. Ela baseou sua composição em vasto material de arquivo, mas principalmente no especial da rede CBS “A Tour of the White House with Mrs. John F. Kennedy”, exibido em 1961, no qual a então Primeira-Dama promoveu uma excursão pela Casa Branca recém-decorada por ela, e uma entrevista dada à revista “Life” uma semana após o assassinato do Presidente Kennedy. A trama, por sinal, parte desta entrevista e usa flashbacks para mostrar como esta mulher, extremamente culta, mas subestimada por sua beleza, se engrandece para defender a imagem do marido. A reconstituição dos principais momentos após o atentado é excruciante. O filme reproduz o percurso até ao hospital, a relação com o cunhado Robert Kennedy, o cuidado com os dois filhos, as decisões relacionadas com o protocolo de Estado e até o papel de Jackie na sucessão presidencial. Na tela, Portman encarna os mínimos detalhes daquela mulher, que parecia tremer quando a câmera da CBS a encontrou pela primeira vez na Casa Branca, e que virou uma rocha fria, no momento mais trágico de sua vida. Não apenas nos gestos, mas também no sotaque e, por incrível que pareça, até na voz da Primeira-Dama, Natalie Portman se transfigura e, pouco a pouco, vira Jacqueline Kennedy diante dos olhos incrédulos dos espectadores. “Eu nunca me senti como uma boa imitadora. Mas tentei criar uma personagem de modo que fizesse as pessoas acreditarem que eu era Jackie”, ela explicou. Pablo Larraín, no entanto, minimizou o impressionante trabalho da atriz, considerando que ela é famosa demais para simplesmente sumir na personagem, que, por sua vez, também é vastamente conhecida. “Quando alguém tão conhecido quanto Natalie interpreta alguém tão famoso quanto Jackie, o problema é o tempo que leva para o público a aceitar como Jackie. É claro que precisamos de maquiagem, penteado e figurino, temos que criar uma ilusão, tanto os realizadores quanto os atores. Acredito que o cinema está mais ligado aos antigos mágicos ilusionistas do que qualquer outra coisa”, ele avaliou. O diretor, que vem se destacando em premiações internacionais com seus filmes, chegando a vencer o Urso de Prata no Festival de Berlim por “O Clube” (2015), foi trazido para o projeto pelo cineasta americano Darren Aronofsky, um dos produtores o longa, que também indicou Portman para o papel principal, após dirigi-la em “Cisne Negro”. Larraín conta uma história totalmente americana, mas adota a estrutura pouco convencional que já tinha usado em “No”, uma produção sobre outra história real, 100% chilena – o plebiscito que encerrou a ditadura Pinochet – , mesclando ficção com cenas de documentários e imagens de arquivo. E a combinação funciona, graças ao roteiro muito bem estruturado de Noah Oppenheim (“Maze Runner”), à fotografia deslumbrante do francês Stéphane Fontaine (“Ferrugem e Osso”), e ao figurino e a cenografia que recriam a época de forma extremamente fiel. “Por que não poderia fazer um filme sobre ela?”, questionou o diretor, referindo-se à sua nacionalidade. “Não sou americano, mas sou contador de histórias e esta é uma boa história. Eu me lembro de que li os relatórios da Comissão Warren em que ela narra como viu a morte de Kennedy, estando ao lado dele. Então percebi que ninguém ainda tinha contado esta história tão conhecida do ponto de vista dela”. Embora Natalie Portman se destaque, o elenco coadjuvante também é muito bom, especialmente John Hurt (“Expresso do Amanhã”) como seu padre confessor, Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”), como Robert Kennedy, e o dinamarquês Casper Phillipson (“Garoto-Formiga”), numa igualmente impressionante participação como John Kennedy. Após a exibição em Veneza, “Jackie” segue para o Festival de Toronto, mas ainda não tem previsão de estreia comercial definida.
Paolo Sorrentino planeja filmar cinebiografia de Silvio Berlusconi
O cineasta italiano Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “A Grande Beleza” (2013), revelou, durante o Festival de Veneza, que fará uma cinebiografia do ex-Primeiro Ministro italiano Silvio Berlusconi. Segundo a revista americana Variety, que cita uma “fonte confiável”, a produção se chamará “Loro”, palavra que significa “Eles” em italiano, mas também faz trocadilho com “L’oro”, ou “O ouro”. Sorrentino já estaria trabalhando no roteiro, para começar a filmar em 2017. Vale lembrar que ele já fez uma cinebiografia sobre um ex-premier da Itália: “Il Divo” (2008), sobre a vida de Giulio Andreotti, produção que venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes. O cineasta encerrou recentemente as gravações de sua série “The Young Pope”, estrelada por Jude Law. Os primeiros episódios foram exibidos em première mundial no Festival de Veneza, mas a série ainda não possui data de estreia definida.
16 filmes brasileiros disputarão uma indicação no Oscar 2017
Dezesseis filmes brasileiros foram inscritos na comissão do Ministério da Cultura, que irá selecionar o representante do país na busca por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2017. A lista das produções inscritas foi divulgada pela Secretaria do Audiovisual e conta, entre outros, com “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, e “Chatô – O Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes. “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, “Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert, e “Para Minha Amada Morta”, de Aly Muritiba, não foram incluídos na seleção por decisão de seus diretores, como protesto contra uma suposta “imparcialidade questionável” da comissão, no dizer de Mascaro, que colocaria o resultado em cheque. Os três diretores seguiram deixa de Kleber Mendonça Filho, que denunciou em carta aberta a inclusão do crítico Marcos Petrucelli, de visão política diferente da sua, como uma conspiração do “governo ilegítimo” contra seu filme “Aquarius”. Petrucelli criticou a photo-op de “Aquarius” no Festival de Cannes, quando Filho e seu elenco ergueram cartazes, em francês e inglês, para denunciar que “o Brasil não é mais uma democracia” por ter sofrido um “golpe de estado”. Além dos três cineastas desistentes, a própria comissão sofreu baixas, com as saídas do cineasta Guilherme Fiúza Zenha, que alegou motivos pessoais, e da atriz Ingra Lyberatto, que revelou ter sofrido pressões extremas da classe. Os dois foram substituídos pelos cineastas Bruno Barreto e Carla Camurati. Além disso, a presença de Petrucelli foi garantida pelo Secretário do Audiovisual, Alfredo Bertini. Os demais integrantes do comitê julgador são Adriana Rattes, Luiz Alberto Rodrigues, George Torquato Firmeza, Bruno Barreto, Carla Camurati, Paulo de Tarso Basto Menelau, Silvia Maria Sachs Rabello e Sylvia Regina Bahiense Naves. Em nota, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, disse confiar “plenamente na isenção e na capacidade da comissão avaliadora”. “Será um trabalho difícil, pois a safra de filmes brasileiros está excelente”, afirmou. Apesar da polêmica, a quantidade de filmes inscritos é alta. No ano passado, foram apenas nove títulos. E vale registrar que o responsável por polemizar todo o processo, Kleber Mendonça Filho, não retirou seu filme da competição, deixando seus três colegas solidários no vácuo. Veja a lista completa de filmes: “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho “Chatô – O Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”, de Afonso Poyart “Nise – O Coração da Loucura”, de Roberto Berliner “Campo Grande”, de Sandra Kogut “Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil”, de Belisário Franca “Pequeno Segredo”, de David Schürmann “O Roubo da Taça” de Caíto Ortiz “A Despedida”, de Marcelo Galvão “O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum “Uma Loucura de Mulher”, de Marcus Ligocki Júnior “Vidas Partidas”, de Marcos Schechtman “Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado “O Começo da Vida”, de Estela Renner “A Bruta Flor do Querer”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade “Até que a Casa Caia”, de Mauro Giuntini











