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    Criador de House of Cards se pronuncia sobre acusação de assédio contra Kevin Spacey

    30 de outubro de 2017 /

    O criador de “House of Cards”, Beau Willimon, pronunciou-se sobre a acusação de assédio sexual contra Kevin Spacey, o astro da série da Netflix. Ele tuitou seu apoio ao ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”), que afirmou ter sido assediado por Spacey aos 14 anos. “A história de Anthony Rapp é altamente preocupante”, escreveu o produtor e roteirista. “Durante o período em que trabalhei com Kevin Spacey em ‘House of Cards’, eu não testemunhei e nem fiquei sabendo de nenhum comportamento inapropriado no set de gravações ou fora dele. Dito isso, eu levo a sério denúncias desse tipo de comportamento e esta não será exceção. Sinto muito pelo senhor Rapp e apoio sua coragem”. Rapp disse ao site BuzzFeed News que os dois se conheceram em 1986, quando estavam em peças da Broadway. Uma noite, Spacey convidou Rapp para o seu apartamento para uma festa. Mais tarde, segundo Rapp, ele se viu entediado e assistindo TV no quarto de Spacey, quando percebeu que ele era o único que ainda estava no apartamento com o ator, que tinha 26 anos na época. “Ele estava tentando ficar comigo sexualmente”, disse Rapp, antes de contar que conseguiu se esquivar de Spacey e ir embora. Em resposta à denúncia, Spacey tuitou suas “mais sinceras desculpas”, dizendo não se lembrar do corrido por possivelmente estar bêbado na ocasião, mas aproveitou para se assumir gay. A mistura de temas causou controvérsias e agora o ator está sendo acusado de tentar transformar a acusação de assédio numa notícia sobre o fato dele sair do armário. Willimon não trabalha mais em “House of Cards”, tendo abandona a produção ao final da 4ª temporada, no ano passado. Atualmente, ele desenvolve “The First”, uma série sci-fi sobre a colonização de Marte, na plataforma Hulu.

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    Exibição de O Jardim das Aflições termina com pessoas feridas em Universidade de Pernambuco

    28 de outubro de 2017 /

    Uma exibição do filme “O Jardim das Aflições”, realizada na sexta-feira (27/10) no campus da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, terminou em tumulto e com pessoas feridas. Segundo o Jornal do Commercio, de Pernambuco, ao término da exibição do documentário sobre o filósofo conservador Olavo de Carvalho, estudantes e militantes de esquerda se posicionaram em um dos corredores que levavam à saída do ambiente, bloqueando a passagem. Eles gritavam palavras de ordem contra o público “fascista” e a provocação rendeu respostas e deu início a um confronto generalizado. Imagens gravadas pelo diretor Josias Teófilo com um celular mostram o corredor bloqueado e o clima acirrado. Outro vídeo registra que a confusão começa quando um dos integrantes do bloqueio avança em direção a um jovem vestindo uma camiseta com a imagem do deputado Jair Bolsonaro para empurrá-lo. “Virou uma praça de guerra. Eles avançavam gritando”, descreveu o diretor nas redes sociais. “Tentei mediar o conflito mas não foi possível. Os dois grupos se espancaram no corredor. Se não fosse essas pessoas que nos defenderam, teriam invadido o auditório e nos agredido. Virou uma briga de gangue, violência pesada”, lamentou. “Não podemos exibir um filme sobre filosofia em uma universidade sem, literalmente, derramamento de sangue. É um absurdo sem tamanho”. O Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão também usou o Facebook para se manifestar a respeito do ocorrido, classificando a violência como “lamentável” e “inaceitável”. “Trata-se de um comportamento inaceitável num país democrático. Filmes devem ser exibidos livremente (com a devida classificação etária). O mesmo vale para exposições, peças de teatro e outras manifestações culturais”, ele ponderou, acrescentando: “Não há censura, intolerância, totalitarismo, ilegalidade ou ódio ‘do bem’… Esta radicalização autoritária não interessa à cultura, à sociedade e ao país”. Esta não é a primeira polêmica criada em torno de uma exibição de “O Jardim das Aflições”. Sete dos filmes que fariam parte da 21ª edição do Cine PE foram retirados da programação do evento, após seus cineastas “pediram pra sair” diante da inclusão do filme de Teófilo na competição. Eles acusaram o evento de favorecer “um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016”. Apesar do boicote, o documentário foi o vencedor do festival. Publicado por O Jardim das Aflições em Sexta, 27 de outubro de 2017  

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  • Série

    HBO cancela produção de minissérie sobre a eleição de Trump após novo escândalo sexual

    28 de outubro de 2017 /

    A onda de denúncias de assédio que sacode Hollywood atingiu o jornalista Mark Halperin (foto acima, ao lado do presidente americano), autor de um livro ainda inédito sobre a eleição de Donald Trump, que ia virar minissérie da HBO. Além de o jornalista ter sido demitido da NBC News, onde atuava como analista político, o lançamento do livro e a produção da série foram cancelados. “A HBO não está mais vinculada ao projeto do livro sem título, co-escrito por Mark Halperin e John Heilemann, sobre a eleição presidencial de 2016”, disse a rede em um comunicado. “A HBO não tolera assédio sexual dentro da empresa ou em suas produções”. As denúncias foram relatadas pela primeira vez na quarta-feira (26/10) pela CNN e abordam o período em que Halperin era editor de política na ABC News. As alegações incluem propostas sexuais a funcionárias e abuso de várias mulheres, que ele pressionava sem consentimento para ter uma ereção. Anunciada em março, a minissérie seria produzida pelo astro Tom Hanks e dirigida por Jay Roach. Os dois já tinham feito na HBO o bem-sucedido telefilme “Virada no Jogo”, sobre a corrida presidencial de 2012.

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  • Série

    Atriz de Grey’s Anatomy entra na série Madam Secretary

    25 de outubro de 2017 /

    A atriz Sara Ramirez, que interpretou a Dra. Callie Torres em 10 temporadas de “Grey’s Anatomy”, entrou no elenco da 4ª temporada de “Madam Secretary”. A rede CBS divulgou a primeira foto de sua personagem na série, com um visual masculinizado (acima). Ramirez vai interpretar Kat Sandoval, uma brilhante estrategista política, conhecida em Washington por seu talento e por ter saído abruptamente da política até Elizabeth (personagem de Téa Leoni) a persuadir a trabalhar no Departamento de Estado. A personagem de Ramirez será apresentada no episódio que será exibido no dia 19 de novembro pela rede CBS nos Estados Unidos e terá participação fixa na série.

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  • Música

    Gabriel o Pensador lança clipe-manifesto e celebra 25 anos de carreira com protesto político

    22 de outubro de 2017 /

    O rapper Gabriel o Pensador lançou o clipe de “Tô Feliz (Matei o Presidente) 2”, cujo título faz referência à sua primeira música e celebra 25 anos de carreira, ao mesmo tempo em que demonstra que o país só piorou, desde então, em relação à corrupção política. A letra é um verdadeiro manifesto e captura como nenhuma outra o zeitgeist, o sentimento coletivo da repulsa da população brasileira nestes tempos sinistros. O tema parte do primeiro rap lançado por Gabriel o Pensador, que em 1992 criticava o governo Collor. “Tô Feliz (Matei o Presidente)” chegou a ser censurado na época, e a controvérsia ajudou a torná-lo conhecido, especialmente por sua mãe ter trabalhado na campanha de marketing que elegeu Fernando Collor – o que demonstra sua independência de opinião. O próprio clipe se encarrega de ilustrar a história, mostrando imagens das reportagens de 25 anos atrás, enquanto Gabriel canta que era menino na época, mas agora é um adulto sofrendo com os mesmos pesadelos. O vídeo traz inúmeros brasileiros cantando o refrão, numa caixa de ressonância da indignação nacional contra a impunidade. “Mata mesmo esse vampiro. Mas um tiro é muito pouco, Gabriel”, diz a letra, ecoando o sentimento geral. Diferente de 1992, o alvo não é apenas o representante do poder executivo. Afinal, a podridão é disseminada. “Invade a Câmara e pega os sacanas distraídos com veneno na zarabatana, bem no pé do ouvido. Em nome da Amazônia desmatada. Leva um arco e muitas flechas e finca uma no coração de cada”, pede o coral grego da tragédia que é anunciada. Mas Gabriel é inteligente e salienta para os apressados que não matou ninguém, nem prega a violência, e sua exaltação metafórica resulta do saco cheio diante de tanta desfaçatez. “Eu não matei nem vou matar literalmente um presidente. Mas se todos corruptos morressem de repente, ia ser tudo diferente, ia sobrar tanto dinheiro que andaríamos nas ruas sem temer o tempo inteiro. Seu pai não ia ser assaltado, seu filho não ia virar ladrão, sua mãe não ia morrer na fila do hospital”, ele conclui, apontando quem paga pelos crimes de Brasília. “O Pensador é contra violência, mas aqui a gente peca por excesso de paciência com o rouba, mas faz dos verdadeiros marginais”, conclui a letra precisa. O clipe foi dirigido por PH Stelzer da Ganja Filmes e gravado em vários estados do Brasil.

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  • Filme

    Ministro da Cultura pretende atrair investimento de Hollywood para o cinema brasileiro

    22 de outubro de 2017 /

    O ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão programou uma viagem para Hollywood no dia 30 de outubro para falar com produtores, diretores e investidores sobre o mercado de cinema do Brasil. Segundo informa a Folha de S. Paulo, Leitão também se reunirá com estúdios e emissoras de televisão. O ministro quer transformar o Brasil em um dos cinco maiores produtores de cinema do mundo. Vale lembrar que, enquanto esteve à frente RioFilme, Leitão fez a produtora atingir sua era de ouro, permitindo que o Rio de Janeiro voltasse a se tornar um dos principais polos produtores de audiovisual do país, além de atrair produções internacionais, como “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” e “Velozes e Furiosos 5”. A indústria audiovisual gerou R$ 23 bilhões para a economia brasileira em 2016.

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  • Etc

    Jornalista é demitido da Folha após Danilo Gentili mobilizar seguidores contra entrevista

    15 de outubro de 2017 /

    O comediante Danilo Gentili tem aproveitado a divulgação do seu besteirol “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” para bater na tecla de que humor não deve ter limite, além de atacar a patrulha ideológica. Entretanto, na prática acabou demonstrando que seu próprio humor tem limite pequeno, e que ele é na verdade o maior patrulheiro em atividade no país, capaz de mobilizar tropas de patrulheiros-mirins a fazer bullying virtual até sua vítima ser demitida. Gentili não gostou de uma entrevista/crítica publicada na Folha de S. Paulo e usou as redes sociais para mobilizar seus seguidores contra o autor. Como forma de engajamento, ele disponibilizou um vídeo com a íntegra da entrevista para “denunciar” as perguntas. Mas nele já deixa clara sua má vontade, reclamando da reportagem antes dela ser publicada. “Eu acho que você já está com sua matéria pronta independente do que eu dizer”, ele falou, ao ser questionado a respeito de temas que seu filme de fato aborda. Ao publicar o vídeo, o comediante atacou pessoalmente o jornalista Diego Bargas. “Esse cara do vídeo abaixo se chama Diego Bargas, e como pode ver nas imagens que postei aqui nos coments, ele se comporta mais como militante político do que como jornalista isento. Sendo assim, que credibilidade teria um torcedor do PT entrevistando eu, um artista que está literalmente na lista negra do PT?” Nos “coments”, Gentili publicou registros pessoais de Bargas em seu Twitter, derretendo-se por Lula, Fernando Haddad e Dilma, “a honesta”, para demonstrar a má intenção do entrevistador. Neste ato, sua patrulha se assumiu literalmente ideológica. Entretanto, o principal ponto da entrevista não é política, mas o questionamento feito a Gentili e ao diretor Fabrício Bittar sobre uma cena do filme, protagonizada por Fábio Porchat, envolvendo pedofilia. A questão é se pedofilia tem graça. Danilo preferiu não responder cara a cara com o entrevistador, mas o ironizou no post: “Porque o mesmo cara que estava uma semana atrás defendendo a liberdade para todos artistas e que pedofilia é uma coisa e arte é outra, agora teve um surto moral e se mostra inconformado com uma obra artística de ficção, roteirizada, onde nada daquilo aconteceu na vida real? Chego até mesmo a pensar que na verdade ele estaria escandalizado porque retratamos o pedófilo como um vilão, sem relativizar a pedofilia. Seriam os pedófilos uma nova minoria a ser protegida das piadas?” 48 mil pessoas curtiram o ataque no Facebook. E boa parte foi assediar o jornalista, além do próprio jornal, que demitiu Bargas – provavelmente pelas postagens pessoais de simpatia política, escancaradas por Gentili, que vão contra o “Manual de Redação”. Estarrecedor por um lado. Mas por outro, iluminador. Afinal, ilustra como são parecidos os “petistas” que perseguiram Marcos Petrucelli (o caso “Aquarius”) e os “anti-petistas” que agora miraram em Diego Bargas. Ambas as facções compartilham a mesma visão de mundo estilo Facebook, onde se busca eliminar a existência de contrários, procurando um “botão” para bloqueá-los. “A Folha de S.Paulo me demitiu. Não posso entrar em detalhes sobre isso, mas é tudo muito nebuloso”, Bargas escreveu em seu Facebook. “As perguntas eram espinhosas, mas eram perguntas. Era a oportunidade de o Danilo rebatê-las. Como eu poderia ser mais honesto do que questionando-o? Disseram que as perguntas tinham conotação política, mas são as respostas que importam. Fui condenado por fazer perguntas. São tempos sombrios”, completou. Veja abaixo o post de Gentili e um post de Bargas sobre o caso. E leia o texto original publicado no site da Folha. Vale lembrar que, durante a perseguição sofrida por Petrucelli, a Abraccine, dita Associação de Críticos de Cinema do Brasil, omitiu-se e até certo ponto apoiou os ataques de “cineastas petistas” contra o jornalista. Aguardamos agora a posição da entidade nesta escalada de “artistas” contra a “classe” – que evoca uma conhecida poesia de Eduardo Alves da Costa, atribuída a Vladimir Maiakóvski. COMO SE TORNAR O PIOR JORNALISTA DE CINEMA A Folha de SP publicou hoje uma matéria com a manchete "DANILO SE NEGA A FALAR SOBRE PIADA COM PEDOFILIA". Eu gravei essa entrevista. Posto agora na íntegra. O jornalista da Folha foi honesto? Assista e tire suas próprias conclusões. De todo modo faço questão de apontar algumas coisinhas: 1) Esse cara do vídeo abaixo se chama Diego Bargas, e como pode ver nas imagens que postei aqui nos coments, ele se comporta mais como militante político do que como jornalista isento. Sendo assim, que credibilidade teria um torcedor do PT entrevistando eu, um artista que está literalmente na lista negra do PT? 2) Que tipo de jornalista cultural vai conversar sobre um filme de ficção/comédia e não faz uma pergunta sequer sobre direção, roteiro, fotografia, atuação e outros aspectos artísticos e cinematográficos? 3) Porque o mesmo cara que estava uma semana atrás defendendo a liberdade para todos artistas e que pedofilia é uma coisa e arte é outra, agora teve um surto moral e se mostra inconformado com uma obra artística de ficção, roteirizada, onde nada daquilo aconteceu na vida real? Chego até mesmo a pensar que na verdade ele estaria escandalizado porque retratamos o pedófilo como um vilão, sem relativizar a pedofilia. Seriam os pedófilos uma nova minoria a ser protegida das piadas? 4) Ao perguntar em tom de desaprovação se "pode fazer piada com pedófilo e psicopata" o cara que recebe um salário como "especialista de cinema" (uii) demonstra desconhecer momentos clássicos da sétima arte como o hilário piloto de "Apertem os cintos o piloto sumiu" ou o mais recente "Quero matar meu chefe". Isso pra ser breve e ir parando por aqui. Os exemplos são incontáveis. Todo mundo conhece, menos o burrão aí. Aliás dá uma olhadinha nas imagens que postei aqui nos coments. O cara que reprova psicopatas na ficção parece admirá-los bastante na vida real. 5) Infelizmente a melhor parte desse encontro não foi filmada. Após cortarem a entrevista, ele se levantou dando suas bufadinhas e disse "Eu quero dizer que não gosto do filme". Eu respondi: "E eu quero dizer que não me importo nem um pouco com a sua opinião". 6) Se você assistir o que foi respondido e ler a matéria que ele publicou verá que eu tinha razão. Esse cara já tinha a matéria pronta, ignorando o óbvio, que o Fabrício tão pacientemente explicou. Eu, como já conhecia o tipo, nem me dei ao trabalho, pois saquei qual era a dele desde a primeira pergunta. 7) Se um cara como esse não gostou, não recomenda e ainda precisa fazer matéria desonesta é sinal que você deve correr para o cinema hoje mesmo e assistir "Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola". Nos vemos lá! Publicado por Danilo Gentili em Sexta, 13 de outubro de 2017  

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  • Série

    Estreias de The Mayor e Kevin (Probably) Saves the World registram audiências modestas

    5 de outubro de 2017 /

    As comédias novatas “The Mayor” e “Kevin (Probably) Saves the World” tiveram estreias modestas nos Estados Unidos. As duas atrações registraram praticamente o mesmo desempenho, como as séries menos assistidas da rede ABC na noite de terça-feira (3/10). “The Mayor” teve 4 milhões de telespectadores ao vivo, enquanto “Kevin (Probably) Saves the World”, exibido na sequência, aumentou um pouquinho a audiência com 4,2 milhões. Em compensação, o primeiro programa registrou 1,2 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes), contra 1 ponto redondo do segundo. Como referência, a audiência das outras duas séries exibidas pela ABC, “The Middle” e “Black-ish”, também comédias, marcou respectivamente 6 e 4,6 milhões de telespectadores. Já o programa mais assistido da noite foi o segundo episódio de “This Is Us”, na rede NBC, com 10,92 milhões de telespectadores e 3,1 pontos na demo. Comédia estreante que recebeu mais elogios da crítica nesta temporada, “The Mayor” tem 88% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Criada por Jeremy Bronson (roteirista de “The Mindy Project”), a série gira em torno de um jovem rapper iniciante que resolve se candidatar a prefeito para tornar seu nome conhecido e conseguir um contrato com uma gravadora. Mas ele se sai muito melhor que o esperado e acaba sendo eleito. Vale lembrar que a ideia da eleição de um rapper negro para um cargo político já foi explorada no filme “Ali G Indahouse” (2002). O elenco destaca Brandon Micheal Hall (série “Search Party”) como o prefeito rapper, Yvette Nicole Brown (série “The Odd Couple”) como sua mãe e Lea Michele (série “Scream Queens”) na função de chefe do gabinete do jovem inexperiente. David Spade (“Gente Grande”) também participa como o adversário político. Estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”), “Kevin (Probably) Saves the World” tem uma aprovação razoável de 68%. Na trama, Kevin é um divorciado fracassado que, após se mudar para a casa da irmã e da sobrinha, tem uma experiência sobrenatural. Ao investigar a queda de um meteoro nas redondezas, ele passa a ser acompanhado por uma mulher que só ele vê, que diz ser do céu e que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para cumprir seu destino, precisará melhorar de atitude e de vida. Curiosamente, a premissa foi concebida por Tara Butters e Michele Fazekas, que já tinham produzido uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo na divertida – e cultuada – série “Reaper” (2007–2009). O elenco também inclui Kimberly Hebert Gregory (série “Vice Principals”), JoAnna Garcia Swisher (a Ariel de “Once Upon a Time”), Cristela Alonzo (série “Cristela”), J. August Richards (série “Agents of SHIELD”), Chloe East (série “Liv e Maddie”), Dustin Ybarra (série “Us & Them”) e India de Beaufort (série “Veep”).

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  • Série

    Dean Norris entra na 7ª e última temporada de Scandal

    2 de outubro de 2017 /

    O ator Dean Norris (séries “Breaking Bad” e “Under the Dome”) entrou na 7ª e última temporada de “Scandal”. Os detalhes sobre o seu personagem estão sendo mantidos em sigilo pela produção. Ele se junta a Jay Hernandez (série “Nashville”) e Shaun Toub (série “Homeland”) como os novos reforços no elenco da atração. A série é criada e produzida por Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”) e teve um começo humilde, como um tapa-buraco de sete episódios durante a midseason de 2012 na rede ABC, mas disparou entre as atrações mais comentadas da TV americana a partir da 2ª temporada, graças a várias reviravoltas ao final de cada episódio e os chamados momentos “OMG!” de sua trama. Os novos capítulos estreiam no dia 5 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Sony.

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  • Filme

    Diretor de Mundo Cão vai filmar história conturbada do assassinato do prefeito Celso Daniel

    29 de setembro de 2017 /

    O sucesso de “Polícia Federal – A Lei É para Todos” começa a trazer novos filmes de crimes políticos aos cinemas. O diretor Marcos Jorge (de “Estômago” e “Mundo Cão”) prepara outra obra sobre um vespeiro, o filme “Quem Matou Celso Daniel”, longa de ficção baseado no assassinato do então prefeito de Santo André em 2002. Segundo a revista Veja, a produtora Escarlate comprou os direitos autorais do livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, que conta com capítulos sobre o crime. A obra é de autoria do ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Junior, que participou das investigações, em depoimento ao jornalista Claudio Tognolli. O assassinato de Celso Daniel também entrou na pauta da Operação Lava-Jato. Para quem não lembra, Celso Daniel foi assassinado em janeiro de 2002, quando começava a coordenar a campanha presidencial do então candidato Lula da Silva. Foi arrancado por seus algozes de um carro dirigido pelo seu segurança, Sergio Soares da Silva, o Sombra, e morto depois de ser sequestrado e torturado. Em julho daquele ano, a Polícia Civil de São Paulo encontrou os assassinos de Daniel, uma quadrilha comandada por Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como Monstro, que atuava na favela Pantanal, na divida de Diadema. O suspeito já era conhecido da Divisão Anti-Sequestro da polícia, por outros crimes similares cometidos nos anos anteriores, e a polícia concluiu que se tratava de um crime de sequestro para obtenção de dinheiro. O assunto, porém, não se encerrou ali. Além de ser ligado ao PT, Celso Daniel, que foi prefeito de Santo André três vezes, era próximo do empresário Ronan Maria Pinto – preso pela Lava-Jato – que estaria ligado a um esquema de extorsão em empresas de ônibus da região. Um esquema do qual Daniel poderia ter conhecimento, o que implicaria o PT, pois o partido se beneficiaria dos recursos desviados. Ronan Maria Pinto foi considerado culpado por ter recebido propina de RS$ 6 milhões em 2004, por intermédio do pecuarista João Carlos Bumlai, amigo de Lula, a pedido do PT, valor com o qual comprou o jornal Diário do Grande ABC. A tese da força tarefa da Lava Jato é que o dinheiro teria sido pago pelo partido para ele não revelar detalhes da morte de Daniel, que implicariam o PT. Devido a essa transação, o juiz Sergio Moro o condenou a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. A tese de que o assassinato de Daniel podia se tratar de uma “queima de arquivo” foi levantada no mesmo ano da sua morte por seu irmão João Francisco, para quem o crime eliminaria uma provável testemunha dos casos de corrupção entre empresas de ônibus do ABC. Vale observar que, no livro que será adaptado, Tuma Júnior lembra ter sido vítima de uma campanha do governo Lula ao se recusar a pôr em prática os métodos de alguns figurões do PT. Os retratos que pinta do ex-Presidente e seus Ministros são devastadores. O filme está previsto para chegar aos cinemas em 2019 e será distribuído pela Downtown Filmes.

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    The Mayor: Série de comédia mais elogiada da temporada ganha seis comerciais

    23 de setembro de 2017 /

    A rede ABC divulgou seis novos comerciais da série “The Mayor”, que a crítica americana proclamou como melhor comédia estreante da temporada. Uma das prévias até destaca os elogios. Criada por Jeremy Bronson (roteirista de “The Mindy Project”), a série gira em torno de um jovem rapper iniciante que resolve se candidatar a prefeito para tornar seu nome conhecido e conseguir um contrato com uma gravadora. Mas, como mostram os vídeos, ele se sai muito melhor que o esperado e acaba sendo eleito. Vale lembrar que a ideia da eleição de um rapper negro para um cargo político já foi explorada no filme “Ali G Indahouse” (2002). O elenco destaca Brandon Micheal Hall (série “Search Party”) como o prefeito rapper, Yvette Nicole Brown (série “The Odd Couple”) como sua mãe e Lea Michele (série “Scream Queens”) na função de chefe do gabinete do jovem inexperiente. David Spade (“Gente Grande”) também participa como o adversário político. O piloto foi dirigido por James Griffith (série “Episodes”) e a estreia vai acontecer em 3 de outubro nos Estados Unidos.

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    Hugh Jackman é o favorito à presidência dos EUA na primeira foto de The Front Runner

    19 de setembro de 2017 /

    O ator Hugh Jackman (“Logan”) divulgou em seu Twitter a primeira foto de seu novo filme, “The Front Runner”, drama político baseado em fatos reais, com direção de Jason Reitman (“Amor sem Escalas”). A trama acompanha o senador Gary Hart (Jackman), candidato democrata favorito à presidência dos EUA em 1988, cuja campanha promissora foi interrompida pela divulgação de um escândalo sexual, que se tornou uma das maiores histórias dos tabloides da época. Considerado mulherengo, ele foi seguido por paparazzi em suas viagens, que flagram uma pernoite de Donna Rice, futura CEO da ONG Enough Is Enough, apesar dele ser casado. Sara Paxton (série “Murder in the First”) interpreta Donna Rice no longa, que ainda tem em seu elenco Vera Farmiga (série “Bates Motel”), J.K. Simmons (“Whiplash”), Kaitlyn Dever (série “Last Man Standing”), Molly Ephraim (também de “Last Man Standing”), Ari Graynor (série “I’m Dying Up Here”), Mike Judge (o criador da série “Silicon Valley”) e Kevin Pollak (“Cães de Guerra”). Ainda não há previsão para a estreia.

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    Glory expõe a desumanidade tragicômica dos serviços públicos em tempos de corrupção

    16 de setembro de 2017 /

    Quem viu o filme búlgaro “A Lição”, de 2014, certamente se lembrará da atriz Margita Gosheva, que protagoniza agora “Glory”. Talentosa e muito charmosa, essa atriz domina a cena quando está nela. Só para ver seu desempenho se justificaria uma ida ao cinema. Mas há muito mais a ver em “Glory”. A dupla de diretores, Kristina Grozeva e Petar Valchanov, que são também roteiristas do filme, já tinha mostrado a que veio, no mesmo “A Lição”. Supostamente, trata-se de uma trilogia, em que “Glory” seria o segundo exemplar. Mais uma vez, a mão firme da dupla explora um dilema moral. Desta vez, com mais humor e abordando o papel das autoridades públicas. Aqui, um humilde trabalhador ferroviário, Tsanko (Stefan Denolyubov, também visto em “A Lição”), que responde pela manutenção de linhas de trem, encontra em sua ronda muito dinheiro jogado por lá e, honesto que é, devolve a grana. Em paralelo, ficamos sabendo da corrupção nas altas esferas do Ministério dos Transportes do governo búlgaro, coisa que também é do conhecimento de Tsanko. Mas ele nunca teve a oportunidade de falar disso a ninguém. Até o dia em que o próprio ministro lhe entrega um prêmio pelo gesto de honestidade que Tsanko cometeu. Uma alta figura do ministério, Júlia (Margita Gosheva), é quem vai lidar com o funcionário, que, além de humilde, é aparentemente retardado, pois tem muita dificuldade de se expressar, gagueja muito. E um prosaico relógio de pulso funciona como prêmio e como castigo. Esses personagens e essa situação dão margem a cenas que, o tempo todo, provocam e fazem pensar. Mostram como as elites dirigentes se colocam e como lidam com os mais simples, mais pobres ou que apresentam limitações. O poder corrompe, como se sabe, mas também dessensibiliza, desumaniza as pessoas que, via de regra, desconhecem completamente o sentido do serviço público. O que menos lhes interessa é servir ao povo, educá-lo, promovê-lo, cuidar de sua saúde e de suas necessidades. O que vale hoje é a aparência, o marketing cuidadosamente montado para enganar, iludir a população. “Glory” trata dessas questões, numa trama bem montada, contada linearmente, mas de forma envolvente. São aspectos humanos relevantes os que estão sendo mostrados. Quem tem sensibilidade, não vai ficar indiferente. Não é um filme que prega verdades, nem promove julgamentos, mas os fatos que compõem a narrativa falam por si. Margita Gosheva, a professora que vive a saia justa do dilema moral de “A Lição” e nos conquista, aqui expõe com ênfase a falta de atenção e respeito com o cidadão, o narcisismo e a dureza, numa vida marcada pelo compromisso e agitação contemporâneos. Um papel quase oposto ao da professora, igualmente muito bem desenvolvido. O restante do elenco também está bem, especialmente o protagonista Stefan Denolyubov, cujo papel exige dele muito empenho e modulação precisa, para ser convincente. Que venha, portanto, o terceiro filme da trilogia, porque até aqui Kristina Grozeva e Petar Valchanov mostraram que, na Bulgária, pode-se fazer muito bom cinema. Pena que não tenham chegado até o circuito cinematográfico brasileiro outros realizadores de lá.

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