Libelu – Abaixo a Ditadura vence festival É Tudo Verdade
O filme “Libelu – Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz, foi o vencedor da 25ª edição do Festival É Tudo Verdade, após a exibição de 61 longas e curtas-metragens, entre os dias 23 de setembro e este domingo (4/10). O documentário reconstitui a história do grupo Liberdade e Luta, formado principalmente por estudantes trotskistas e que foi pioneiro a gritar Abaixo a Ditadura nas manifestações dos anos 1970. Seus integrantes, mais tarde, lançaram o jornal e a tendência O Trabalho, e ajudaram a criar o PT. O júri do evento também distribuiu menções a “Segredos do Putumayo”, de Aurélio Michiles, e “Fico Te Devendo Uma Carta do Brasil”, de Carol Benjamin. Ambos abordam a questão dos direitos humanos no país, mas em períodos distintos – no ciclo da extração da borracha na Amazônia e durante a ditadura militar. Na competição internacional, o júri premiou “Colectiv”, de Alecxander Nanau, sobre uma organização jornalística independente, que ao investigar um incêndio com dezenas de mortos e centenas de feridos numa boate em Bucareste, descobre uma gigantesca fraude no sistema de saúde da Romênia. O filme já tinha vencido festivais em Luxemburgo e Zurique, na Suíça, entre outros. Entre os curtas, os premiados foram o brasileiro “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza Penha de Souza, e o polonês “Meu País Tão Lindo”, de Grzegorz Paprzycki. Os quatro vencedores da 25ª edição do festival, “Libelu – Abaixo a Ditadura”, “Colectiv”, “Filhas de Lavadeira” e “Meu País Tão Lindo” estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar nas categorias de melhor longa e melhor curta documental. O tema político dos filmes premiados também ecoou na cerimônia por conta de um manifesto de cineastas em defesa da cultura, da Cinemateca Brasileira e do cinema nacional. Veja abaixo os trailers dos dois longas premiados.
Andréia Horta será a ex-Primeira Dama Maria Thereza Goulart em cinebiografia
A atriz Andréia Horta, que já viveu Elis Regina no cinema, interpretará a ex-Primeira Dama Maria Thereza Goulart no filme “Vestida de Silêncio”, da cineasta Susanna Lira. O longa da FM Produções e da Modo Operante adapta o livro “Uma Mulher Vestida de Silêncio – A Biografia de Maria Thereza Goulart”, de Wagner Willian, e revisitará a trajetória de João Goulart, presidente deposto por um golpe militar em 1964, pelo olhar de Maria Thereza, considerada a mais linda Primeira Dama do país. “Vestida de Silêncio” será a estreia da documentarista Susanna Lira na ficção após muitos curtas, séries jornalísticas e mais de uma dezena de documentários, entre eles “Positivas” (2009), premiado no Festival do Rio, e “A Torre das Donzelas” (2018), premiado na Mostra de São Paulo. Além de Andréia Horta (“Elis”) no papel principal, Alexandre Nero (“João, o Maestro”) viverá Jango e Roberto Birindelli (“1 Contra Todos”) será Leonel Brizola. Para completar, a produção terá trilha sonora do compositor Francis Hime, coautor de sucessos como “Atrás da Porta” e “Trocando em Miúdos”.
José de Abreu é condenado a indenizar Bia Doria por ofensa nas redes sociais
O ator José de Abreu foi condenado por um tuíte em que comparou a primeira-dama do estado de São Paulo, Bia Doria, a uma vaca. Ele terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil à esposa do governador João Doria. O valor é metade do que pretendia a artista plástica, que acionou Abreu judicialmente, pedindo R$ 100 mil de indenização por dano moral, por ter ofendido “sua honra e reputação ao compará-la a um animal”. No tuíte compartilhado no dia 9 de outubro de 2016, Abreu escreveu: “STF proíbe vaquejada mas permite que a Bia Doria dê entrevista? É um crime contra os animais…”. Naquele dia, a Folha de S. Paulo havia publicado entrevista em que ela falou sobre a eleição do marido João Doria à prefeitura. Ela comparou a favela de Paraisópolis (na zona sul da capital) à Etiópia, disse que “quase nunca” havia ido ao Minhocão (na região central) e contou como ajudava os assistentes de seu ateliê: “Consegui casa para todos eles, dei dentes para eles, dei um plano de saúde bom”. A repercussão foi catastrófica, a ponto de Bia ser, desde então, blindada de contato com a imprensa. Quando o controle relaxou, ela causou outras polêmicas ao exprimir opiniões exóticas sobre os sem-tetos. Ainda cabe recurso contra a decisão do juiz Douglas Iecco Ravacci, da 33ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, que determinou que Abreu também terá que arcar com o pagamento das custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios de 10% do valor atualizado da condenação. A defesa do ator sustenta que ele fez a postagem “com intenção humorística e irônica” e se valeu do direito à liberdade de expressão, mas o magistrado considerou que o princípio não se aplica ao caso. “Não foi uma crítica, nem uma piada ruim”, escreveu na sentença, mas “verdadeira ofensa pessoal”. O juiz concordou com a tese da primeira-dama de que o ator efetivamente a chamou de vaca e disse que se trata de “expressão ofensiva utilizada contra mulheres”. Atualmente morando na Nova Zelândia, Abreu foi citado por edital público, após passar dois anos fugindo de oficial de justiça.
Bolsonaro é condenado por usar filme para espalhar fake news
Chamar Jair Bolsonaro de mentiroso não é mais injúria, após a condenação do presidente nesta segunda (21/9) por divulgar mentiras nas redes sociais. Bolsonaro foi condenado pela juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 4ª Vara Empresarial do Rio, pela publicação de um post no Twitter em que usou imagens do documentário “O Processo”, da diretora Maria Augusta Ramos, para espalhar fake news. Publicado em 13 de julho de 2019, o post trazia uma cena do filme sobre o impeachment de Dilma Rousseff, que Bolsonaro chamou de vídeo “vazado”, sugerindo tratar-se de um encontro do chamado “Foro de São Paulo” em Caracas, na Venezuela. Na verdade, o trecho mostrava uma reunião da bancada do PT, em Brasília. “Esse vídeo não vazou por acaso. Nele nunca se viu tantas pessoas do mal, inimigas da democracia e liberdade, juntas. É O JOGO DO PODER. A vitimização do PT é uma das últimas cartas do Foro de São Paulo em Caracas/Venezuela (24 a 28/julho)”, afirmou o presidente. Maria Augusta Ramos acionou a justiça diante da desfaçatez. A sentença saiu nesta segunda (21/9). A juíza condenou Bolsonaro a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios da cineasta, proibiu o presidente de utilizar qualquer obra da diretora, integral ou parcialmente sem autorização, sob pena de multa diária por utilização indevida de R$ 10 mil, e deu prazo de 24 horas para que o Twitter retire do ar a postagem. Caso o vídeo continue no ar, o Twitter pode responder por danos morais. Além disso, a multa será cobrada do presidente. Por enquanto, o vídeo permanece vinculado ao perfil de Bolsonaro, como se pode ver abaixo (se não puder ver, ele foi retirado). – Esse vídeo não vazou por acaso. Nele nunca se viu tantas pessoas do mal, inimigas da democracia e liberdade, juntas. É O JOGO DO PODER. A vitimização do PT é uma das últimas cartas do Foro de São Paulo em Caracas/Venezuela (24 a 28/julho). pic.twitter.com/PiiuUv2GJg — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 13, 2019
Marcelo Adnet transforma ofensas de Mário Frias em piada
Marcelo Adnet aproveitou o material humorístico fornecido pelo secretário de Cultura Mário Frias em novo esquete do programa “Sinta-se em Casa”, do Globoplay. Primeiro programa após os ataques de Frias e da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), motivados por uma paródia feita por Adnet na sexta (4/9), o “Sinta-se em Casa” desta segunda (7/9) não deixou passar batido a reação desmedida do secretário, parafraseando as ofensas que ele postou nas redes sociais. “Isso mesmo, presidente. Vivemos a época do ‘mimimi’, mas curiosamente vou usar recursos e energia para responder a uma piada que não gostei: frouxo, sem futuro, criatura imunda”, diz Adnet no vídeo, ironizando a reação de Frias. No esquete, Adnet ainda apareceu em um playground para ilustrar a frase em que secretário faz bravata de recreio estudantil: “No lugar onde eu cresci, não duraria um minuto”. O humorista também incorporou Bolsonaro para falar que quer acabar com o politicamente correto, contudo o que realmente importa é “atacar quem faz piada conosco”. Confira abaixo. Dia de virar as costas pro Pantanal e dramatização do xilique-resposta do Brother Retumbante. Pedro reclamando seus direitos autorais. #SintaSeEmCasa completo, grátis e sem recursos públicos aqui: https://t.co/SL4t86LKCb pic.twitter.com/b4MN6dd1tS — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 7, 2020
Diretor do Festival de Cannes protesta contra situação da Cinemateca Brasileira
O diretor do Festival de Cannes, o francês Thierry Frémaux, prestou solidariedade à Cinemateca Brasileira durante evento neste fim de semana no Festival de Veneza, em que considerou o desgoverno do presidente Jair Bolsonaro como uma ameaça à Cultura. “Quero expressar meu apoio à Cinemateca Brasileira, ameaçada pelo atual governo”, disse ele, em entrevista coletiva com a participação dos diretores dos sete maiores festivais de cinema da Europa. A Cinemateca deixou de receber repasses federais em dezembro, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, encerrou o contrato da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) para a realização da TV Escola. Como o contrato de administração da Cinemateca era um aditivo desse outro, a situação se tornou um imbróglio jurídico. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original para que cuidasse da Cinemateca iria até março de 2021, e continuou a administrar a entidade com recursos do próprio caixa. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados desde dezembro e a um montante não recebido ainda em 2019, quando o contrato estava vigente. Segundo a OS, ao longo de 2019, dos R$ 13 milhões do orçamento, o governo entregou à Acerp só R$ 7 milhões. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca para ser “forçada” pelas “circunstâncias” a assumir o controle administrativo da entidade. No início de agosto, as chaves da Cinemateca Brasileira foram entregues à União e todo corpo técnico da instituição foi demitido. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo da falta de política cultural do governo Bolsonaro – ou da própria política cultural, que é simplesmente destruir tudo. A instituição de 70 anos tem um acervo que inclui mais de 30 mil títulos sobre a televisão e o cinema brasileiros e cerca de 250 mil rolos de filmes.
Marcelo Adnet responde à Secom: “Não aguentam sátira”
O humorista Marcelo Adnet respondeu no Twitter os ataques pessoais do secretário especial da Cultura, Mario Frias, e institucionais do perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), motivados por uma paródia feita em seu programa “Sinta-se em Casa”, na Globoplay. O comediante satirizou a participação de Frias num vídeo de tom nacional-triunfalista sobre “Heróis Brasileiros”, e o secretário da Cultura reagiu com ofensas, chamando Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além evocar sua vida privada para exemplificar sua “falta de caráter”. Por sua vez, a Secom acusou Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”, além de “desprezar o ser humano”. “Se elegeram sob a bandeira do fim do mimimi e do politicamente correto mas não aguentam UMA SÁTIRA que vêm chorar em perfil oficial”, escreveu Adnet. “A crítica não é ao povo, não força a barra. É AO GOVERNO FEDERAL, que em vez de trabalhar prefere perseguir seus próprios cidadãos”, acrescentou. Aos fatos:1-se elegeram sob a bandeira do fim do mimimi e do politicamente correto mas não aguentam UMA SÁTIRA que vem chorar em perfil oficial!2-A crítica não é ao povo, não força a barra. É AO GOVERNO FEDERAL que em vez de trabalhar prefere perseguir seus próprios cidadãos. — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020
Humoristas apoiam Marcelo Adnet após ataques: “governo mimimi”
Após sofrer ataques pessoais do secretário especial da Cultura, Mario Frias, e institucionais do perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), Marcelo Adnet ganhou solidariedade de vários humoristas brasileiras. Os ataques foram motivados por uma paródia feita por Adnet na sexta (4/5), em seu programa “Sinta-se em Casa”, na Globoplay. O comediante satirizou a participação de Frias num vídeo de tom nacional-triunfalista sobre “Heróis Brasileiros”, e o secretário da Cultura reagiu com ofensas, chamando Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além evocar sua vida privada para exemplificar sua “falta de caráter”. Por sua vez, a Secom acusou Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”, listando “pessoas reais” que não estavam nem foram citadas no vídeo, em que Frias aparece sozinho no Museu do Senado. “Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos”, diz o texto, que ainda acusa Adnet de “desprezar o ser humano”. A reação, claro, virou piada entre a classe dos humoristas brasileiros. Maurício Meirelles criou a definição que acabou viralizando na internet, ao chamar o governo Bolsonaro de “governo mais mimimi da história deste país”. Danilo Gentili usou ironia para questionar quanto a Secom tinha recebido para fazer publicidade para Adnet. E tanto Fabio Rabin quanto Gregório Duvivier (num retuíte do repórter Rafael Neves) lembraram da recente participação de Adnet no “Roda Viva”, onde Marcelo Tas sugeriu que só governos comunistas, como China e Cuba, perseguiam humoristas e reprimiam o humor. Gentili ainda ponderou, em tom de reclamação, que Adnet não o defendeu na época de sua condenação por fazer piada misógina com a deputada petista Maria do Rosário. Mas o perfil Tesoureiros do Jair lembrou da defesa feita por Bolsonaro à liberdade do humor por ocasião dessa condenação, e o próprio Adnet retuitou em seu perfil. Veja estas e outras reações abaixo. É o governo mais MIMIMI da história do Brasil. PQP https://t.co/t2sLv4OpMA — Mauricio Meirelles (@MauMeirelles) September 5, 2020 Quanto o Adnet pagou pra vocês fazerem essa excelente publicidade pra ele? https://t.co/jh77prkkhd — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 5, 2020 Parabéns @MarceloAdnet ! Isso aqui é pra enquadrar.Era em Cuba que não podia fazer humor ? https://t.co/PPK9ExSYLY — Fabio Rabin (@fabiorabin) September 5, 2020 Corre aqui @MarceloTas, o governo de Cuba está perseguindo um humorista https://t.co/H4rOh2Stad — Rafael Neves (@contaneves) September 5, 2020 Meu presidente. https://t.co/gxnZeXDzOP — paulinho serra🇧🇷🏳️🇯🇲🏴☠️🇦🇱 (@PaulinhoSerra) September 5, 2020 Quem lê a resposta do Mário Frias pro Adnet – a que termina com um “Onde eu cresci ele não durava um minuto” – além de perceber que o Secretário de Cultura não sabe português, pensa que ele é uma mulher negra que enfrentou as adversidades de uma Esparta da vida real brasileira. — Antonio Tabet (@antoniotabet) September 5, 2020 Embora o Adnet tenha mantido o mais completo silêncio qdo fui condenado a prisão pela M. Rosário ou qdo rolou outras investidas do governo anterior contra meu trabalho, ele pode contar com meu total apoio contra essa investida grotesca e babaca do atual governo. Presidente fraco https://t.co/jh77prkkhd pic.twitter.com/TJiGYiZTjC — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 5, 2020 Em abril de 2019, Danilo Gentili foi condenado por esfregar uma notificação que recebeu da deputada Maria do Rosário em suas partes íntimas e a chamar de puta. Em setembro de 2020, o @MarceloAdnet fez uma paródia. pic.twitter.com/apO62pQdeP — Tesoureiros do Jair (@tesoureiros) September 5, 2020
Secretário da Cultura ataca Marcelo Adnet com ofensas após ganhar paródia
Nem todo político tem o bom-humor de Delfim Netto, que colecionou e emoldurou cartuns que o satirizavam na época em que foi ministro em plena ditadura militar. O secretário especial da Cultura, Mario Frias, e o perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), resolveram se manifestar – no caso da Secom, oficialmente – contra uma paródia do humorista Marcelo Adnet, que faz os melhores esquetes de humor do período da pandemia em seu programa “Sinta-se em Casa” na Globoplay. Na sexta (5/9), Adnet parodiou a campanha sobre “Heróis Brasileiros”, lançada uma dia antes pelo governo, com narração e atuação de Mario Frias, evocando o estilo nacional-triunfalista já popularizado na pasta da Cultura num vídeo anterior de Roberto Alvim. Na mesma noite, Frias atacou o esquete, lançando várias ofensas pessoais contra o humorista. Ele chamou Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além de atacar sua vida privada, comentando sua infidelidade no casamento com a ex Dani Calabresa. “Um Judas que não respeitou nem a própria esposa, traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter”. Adnet respondeu com nova piada, dizendo que Frias “recomendou” o esquete. “Até o Secretário Frias recomendou no Instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes!”, postou o humorista. Foi a deixa para o Twitter oficial da Secom atacar a sátira, acusando Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”. A secretaria de Comunicação passou, então, a listar “pessoas reais” que não estão no vídeo, em que Frias aparece sozinho no Museu do Senado – diante de quadro do Rei da Bélgica!. “Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos”, diz o texto. Seguindo esse raciocínio, a Secon afirma que Adnet despreza “as pessoas reais, de carne e osso, que são exemplos para todos”, e que, no entanto, não aparecem em lugar algum do vídeo parodiado, nem mesmo em citações. De fato, a Secom fez vários posts consecutivos, explicando o vídeo com o que não há no vídeo. Leia abaixo. Melhor ainda, compare os vídeos originais e veja todas as reações. 🇧🇷 O Brasil tem História. Uma História com verdadeiros líderes, respeitados intelectuais e grandes heróis nacionais. Alguns, conhecidos; muitos, ignorados. Uma História tão bela e grandiosa quanto desprezada e vilipendiada por anos de destruição da identidade nacional. pic.twitter.com/N8TDqpASXu — SecomVc (@secomvc) September 3, 2020 Arquivo Confidencial com o presidente no #SintaSeEmCasa Pgm completo https://t.co/t26nDkk4gq pic.twitter.com/t3jPIJhhE5 — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020 Ver essa foto no Instagram Garoto frouxo e sem futuro. Agindo como se fosse um ser do bem, quando na verdade não passa de uma criatura imunda, cujo o adjetivo que devidamente o qualifica não é outro senão o de crápula. Um Judas que não respeitou nem a própria esposa traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter. Um palhaço decadente que se vende por qualquer tostão, trocando uma amizade verdadeira, um amor ou sua história por um saquinho de dinheiro e uma bajulada no seu ego infantil e incapaz de encarar a vida e suas responsabilidades morais. Pior do que isso: conta vantagem por se considerar melhor que as outras pessoas. Mas isso tudo é só para esconder a solidão em que ele se encontra. Quem em sã consciência consegue conviver no mundo real com um idiota egoísta e fraco como esse? Onde eu cresci ele não durava um minuto. Bobão! Uma publicação compartilhada por Mario Frias🇧🇷 (@mariofriasoficial) em 4 de Set, 2020 às 6:47 PDT Até o Secretário Frias recomendou no instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes! — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020 Erramos. Acreditamos que seria possível unir todo o país em torno de bons valores e de bons exemplos. Afinal, ninguém é contra a bondade, o amor ao próximo, o sacrifício por inocentes, certo? Errado! Infelizmente, há quem prefira parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros. pic.twitter.com/kqA2yjx0Rb — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 Coincidentemente, a data é próxima ao nosso 7 de Setembro. Decidimos então fazer uma série única, sobre heróis brasileiros — primeiramente, heróis anônimos; depois grandes heróis nacionais. Em comum, além da bravura de seus atos, o fato de serem amplamente desprezados. — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos. — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 De que adianta afetar bons sentimentos, falar em defesa do povo e coisas do tipo, mas na prática desprezar as pessoas reais, de carne e osso, que são exemplos para todos? De que adianta gritar que ama a humanidade, mas desprezar o ser humano? — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020
Ancine completa um ano sem presidente sob Bolsonaro
A Ancine (Agência Nacional de Cinema) completou um ano sem presidente no domingo passado (30/9). A entidade ficou sem presidente após Jair Bolsonaro afastar Christian de Castro no final de agosto de 2019, atendendo a uma decisão judicial. O MPF (Ministério Público Federal) acusou Castro de ter prestado declaração falsa a respeito de vínculos societários à Ancine e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Ele e um sócio são acusados de terem atuado em favor de empresas nas quais tinham participação. A Justiça Federal no Rio de Janeiro aceitou a denúncia e o tornou réu. Desde então, a agência é presidia de forma interina por Alex Braga. No entanto, passado este tempo, o desgoverno não cogitou efetivar Braga no cargo nem indicar outro nome. Esta não é a única posição vaga na Ancine ou nas várias entidades e comissões da área da Cultura. Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, o setor vive paralisação e desmonte, inclusive com alta rotatividade no cargo de titular da Secretaria Especial de Cultura. Vale lembrar que, por conta dessa prática, a Ancine ainda não liberou o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) de 2019, resultado de impostos cobrados em 2018, nem sequer mencionou os valores disponíveis para 2020 – antigamente definidos no começo de cada ano. Produtores que tiveram projetos aprovados antes de 2019 estão processando a entidade para ter acesso à verbas definidas em editais. E um dos relatórios mais recentes da instituição sugere que os mais de R$ 700 milhões do FSA contabilizados e não utilizados no ano passado simplesmente “sumiram”…
Artistas da Globo sofrem devassa da Receita Federal
Revelada em janeiro, a ofensiva da Receita Federal contra 43 dos principais artistas da rede Globo se intensificou. Depois de uma devassa nos contratos, agora devem chegar as primeiras cobranças de impostos retroativos aos atores e atrizes que pertencem ao primeiro time da emissora. Caso o órgão do governo federal entenda que houve fraude ao fisco, devido a contratos firmados não com os artistas, mas com pessoas jurídicas, eles teriam que arcar com um valor equivalente ao total do que receberam pelo trabalho na emissora. Reynaldo Gianecchini é um dos artistas na lista de notificações da Receita Federal. “Trabalho há 20 anos e desde sempre paguei um monte de impostos que o governo me cobrou. Como pode a Receita Federal, agora, dizer que tudo aquilo não valeu?”, questiona o ator, em comunicado. “Com oito anos eu já trabalhava. Fiz filmes, peças de teatro, campanhas publicitárias e coproduções de longas. E, para fazer tudo isso, no Brasil ou no mundo, tem que ser através de uma pessoa jurídica”, argumenta Deborah Secco. Advogado tributarista que defende os 43 artistas da Globo, Leonardo Antonelli, irmão da atriz Giovanna Antonelli, revelou que a Receita Federal também passou a vasculhar neste mês de agosto os chamados direitos conexos, que são os valores que os atores recebem pelas obras audiovisuais de que participaram. Essas quantias são pagas quando novelas são reprisadas ou exibidas no exterior, por exemplo. “Nunca houve isso na história artística brasileira”, disse o advogado ao blog Na Telinha. A Globo, que nos últimos anos passou a substituir contratos de jornalistas, executivos e apresentadores de PJ para CLT, defende em comunicado que todas as suas formas de contratação estão dentro da lei. No caso de artistas e alguns jornalistas, a vantagem de ser contratado como uma “empresa” é a possibilidade de vincular ao contrato ganhos com publicidade e merchandising, que são devidamente declarados. “Alguns faturam muito mais com a publicidade nas suas redes sociais do que na própria Globo, principalmente aqueles com milhões de seguidores, que criam os próprios canais, atraindo mais audiência do que certos programas de TV”, alega o advogado dos artistas. A pessoa física é taxada em até 27,5% do Imposto de Renda, além do INSS. E a jurídica recolhe, ao todo, de 6% a 16%, dependendo da atividade e faturamento. O advogado tributarista destaca que, apesar da taxação sobre a renda ser inferior, o contratado como PJ não tem os benefícios trabalhistas e ainda arca com outros impostos para a União, que já foram pagos ao longo dos anos. “As empresas brasileiras, incluídas nesse rol aquelas pertencentes aos atores, são obrigadas a pagarem uma série de tributos sobre suas receitas, tais como o PIS, Cofins, Contribuição Social Sobre o Lucro, Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ISS, contador e alvará. E esses valores pagos por eles não poderão, no futuro, serem devolvidos na hipótese do entendimento da Receita prevalecer, pois já estará prescrito o direito de eles pedirem de volta”, explica Antonelli. Apesar de outras grandes emissoras, como SBT, Record, Band e RedeTV!, terem parte de seus artistas, executivos e jornalistas contratados como PJ, não há informações que os profissionais dessas empresas tenham recebido notificações para prestar contas ao fisco. Também não há indícios de que a ex-secretária de Cultura, Regina Duarte, e o atual, Mário Frias, ex-funcionários da Globo, tiveram as contas examinadas. O presidente Jair Bolsonaro já declarou que considera o Grupo Globo seu “inimigo” e chegou a sugerir que pode não renovar a concessão para que a empresa continue a operar seus canais de TV. Após acusar a Globo de praticar “jornalismo sujo”, Bolsonaro registrou sua ameaça num vídeo, divulgado em novembro do ano passado. “Pague tudo o que deve. Certidões negativas, tudo. Para não ter problema. Não vou passar a mão na cabeça de ninguém. Da Globo nem de ninguém. Vocês têm que tá em dia para renovar a concessão. Tô avisando antes para não dizer que estou perseguindo vocês”, declarou o presidente na ocasião, mais transtornado que o costume, mas em seu habitual estilo retórico de dizer que não está fazendo o que está fazendo. Ele também mandou diminuir a verba de publicidade federal destinada ao grupo de comunicação da Globo e há indícios de que séries e filmes da empresa possam ter dificuldades para conseguir incentivos ou acesso à verba do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Para completar, neste mês acionou a Rede Globo na Justiça pelo direito de resposta às críticas do Jornal Nacional (JN) sobre a atuação do governo no combate ao surto de coronavírus. Segundo a Advocacia Geral da União apresentou-se “indevidas ilações sobre uma suposta omissão deliberada por parte do Governo Federal, no contexto de combate à pandemia do gerada pelo covid-19”.
Governo federal usa escolta da PF para pegar chaves da Cinemateca
A Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) não é mais responsável pela Cinemateca Brasileira. A organização social (OS) entregou as chaves da entidade para representantes da secretaria especial de Cultura na manhã desta sexta-feira (7/8). Uma comissão encabeçada pelo secretário nacional do audiovisual substituto, Helio Ferraz de Oliveira, assinou documentos atestando ter recebido as chaves na sede da Cinemateca, no bairro Vila Clementino, em São Paulo, após chegar ao local escoltado pela Polícia Federal – de forma “ostensiva” segundo funcionários do local. A participação de policiais e viaturas levou o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), que passou a manhã no local com representantes dos funcionários, a avisar que acionará os órgãos públicos para questionar o uso da PF na ação. “Me parece que o governo só pretende mesmo fazer guerra ideológica, não tem compromisso com a preservação do nosso patrimônio histórico”, disse o político para a imprensa presente. Sem diálogo com Jair Bolsonaro e seus subalternos, nem dinheiro para evitar uma catástrofe, a Acerp entregou as chaves para também livrar-se da responsabilidade, optando por deixar a União arcar sozinha com a manutenção do acervo para se concentrar na cobrança judicial e na busca de uma indenização por rompimento unilateral de contrato vigente. A Cinemateca deixou de receber repasses federais em dezembro, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, encerrou o contrato da Acerp para a realização da TV Escola. Como o contrato de administração da Cinemateca era um aditivo desse outro, a situação se tornou um imbróglio jurídico. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original iria até março de 2021, e continuou a administrar com recursos do próprio caixa. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados desde dezembro e a um montante não recebido ainda em 2019, quando o contrato estava vigente. Segundo a OS, ao longo de 2019, dos R$ 13 milhões do orçamento, o governo entregou à Acerp só R$ 7 milhões. o valor restante será agora cobrados na justiça. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca para ser “forçada” pelas “circunstâncias” a assumir o controle administrativo da entidade e, assim, conseguir dar sua presidência de presente para Regina Duarte. Esta intenção, porém, contraria frontalmente o contrato original de doação da Cinemateca — inicialmente privada — à União em 1984, que garante sua autonomia financeira, administrativa e técnica, além da permanência em São Paulo. Ao pegar as chaves, a União passou apenas a assumir a responsabilidade pela preservação do acervo. Isto deveria incluir o pagamento dos profissionais especializados que cuidam desse material precioso. Eles estão há meses sem receber e reivindicavam salários atrasados. Mas o governo já manifestou anteriormente intensão de lavar as mãos e responsabilizar a Acerp pela dívida trabalhista. Em nota à imprensa, o Ministério do Turismo, que abriga a secretaria da Cultura do governo Bolsonaro, confirmou os planos ao afirmar seu “compromisso de resguardar a continuidade dos serviços e a segurança do patrimônio cultural preservado pela Cinemateca”. “A pasta já viabilizou uma série de contratos que garantem a continuidade da prestação de serviços fundamentais para o trabalho desenvolvido pela instituição”, informou. Entre as tais garantias estão novos contratos de prestação de serviço nas áreas de segurança, prevenção a incêndios, primeiros-socorros, manutenção preventiva e corretiva, climatização e refrigeração, controle de pragas, limpeza e higiene, jardinagem, conservação predial, fornecimento de energia elétrica e abastecimento de água. Todos feitos, aparentemente, sem licitação. Os próximos passos do governo são trâmites burocráticos, que incluem a abertura de um edital para a escolha de uma nova OS (organização social) para administrar a Cinemateca. Este edital pode ou não conter a recomendação de que os funcionários atuais sejam recontratados pela nova administração. Recomendação, claro, não é obrigação.
Justiça decide manter a Cinemateca no limbo
A Justiça Federal negou em caráter liminar um pedido do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo para que a União renovasse o contrato de gestão da Cinemateca Brasileira com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp). A ação também pedia o repasse imediato de R$ 12 milhões, recursos já previstos e alocados no orçamento para a preservação do acervo da Cinemateca, o que foi negado. Aguardada com ansiedade entre funcionários e gestores da Cinemateca, bem como entre cineastas e pesquisadores do meio, a decisão foi um balde de água fria, porque aprofundou a crise ao jogar a Cinemateca mais fundo no lugar nenhum do limbo. A razão fornecida pela juíza Ana Lúcia Petri Betto, da 1ª Vara Cível Federal de São Paulo, para negar a retomada da gestão foi a ausência de necessidade de urgência, apesar do que a Procuradoria apontava, porque, em seu entendimento, “ao contrário, há elementos que indicam a tomada de providências emergenciais pela União Federal para preservação do acervo da Cinemateca Brasileira.” Ela ainda disse que cabia apenas à União adotar medidas de preservação do patrimônio histórico do acervo. “Se há perigo de dano ao patrimônio histórico-cultural que integram a Cinemateca Brasileira, ou mesmo dano efetivo, cabe à União Federal cessá-los da maneira que julgar mais eficiente, com os recursos que possui”, afirmou em sua decisão. Mas a União interrompeu o pagamento para a preservação do material no ano passado, deixando até as contas de luz atrasarem, sem esquecer dos salários dos funcionários. O cineasta Roberto Gervitz, um dos organizadores do movimento SOS Cinemateca, ficou indignado com a decisão judicial. “Eu achei inacreditável que a juíza não reconheça o caráter emergencial da liminar, é um absurdo. É algo difícil de entender, porque todos sabem a situação que a Cinemateca se encontra”, ele disse ao jornal O Globo. “Quando a ação surgiu, o governo começou a correr para parecer que estava fazendo algo, mas ele não faz nada há mais de um ano. Desde de 2019 que não cumpre com suas obrigações”. Ex-diretor da Cinemateca entre 1987 e 1992, Carlos Augusto Calil também reclamou ao Globo contra a decisão da juíza, “totalmente alienada”. “Ela lavou as mãos. A parte muito estranha é que ela não reconhece urgência da situação da Cinemateca. São oito meses sem receber recursos do governo federal, os salários estão atrasados, as contas de luz não foram pagas. E isso é um risco, pois grande parte dos documentos são preservados em ambientes com temperatura controlada”. Sem recursos federais desde o início do ano, a brigada de incêndio da Cinemateca, que é terceirizada, já abandonou o trabalho. Como o material dos filmes antigos é altamente inflamável, o acervo já enfrentou – e sobreviveu a – quatro incêndios. A liminar que pedia a renovação de contrato com a Acerp esperava mobilizar a verba para a preservação do material e viabilizar a gestão da instituição em 2020. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, seria justamente impedir o funcionamento da Cinemateca para ser “forçada” pelas “circunstâncias” a assumir o controle administrativo da Cinemateca e, assim, conseguir dar sua presidência de presente para Regina Duarte. Esta intenção, porém, contraria frontalmente uma cláusula do contrato de doação da Cinemateca — originalmente privada — à União em 1984, que garante sua autonomia financeira, administrativa e técnica, além da permanência em São Paulo. Para se ter ideia da inconsequência, há alguns dias ventilou-se no desgoverno até a mudança do acervo para Brasília… A decisão judicial apenas aprofundou o impasse, já que juíza entende que a União deve usar seus recursos para preservar a Cinemateca, mas impede que esses recursos sejam destinados a Acerp, a organização social que administrava a entidade. Como a União não administra a Cinemateca nem reconhece a administração da Acerp, na prática, portanto, ninguém administra a Cinemateca. O Caos. Esta situação surreal é resultado direto de um dos muitos atos inconsequentes daquele que Bolsonaro já chamou de seu “melhor ministro”. Então vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, a Acerp ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira em 2018 e assinou um termo aditivo ao Contrato de Gestão da emissora. Mas, no final de 2019, o então ministro da Educação Weintraub decidiu encerrar de forma unilateral e abrupta o contrato de gestão da TV Escola e, com isso, também extinguiu o termo aditivo da Cinemateca Brasileira. Genial como é, Weintraub achava que, ao romper o contrato, iria encampar a TV Escola para fazer uma programação a seu gosto (refletindo seu guru astrólogo). Mas a TV Escola, assim como a Cinemateca, não pertencem ao desgoverno e tudo o que ele conseguiu foi acabar com uma e jogar a outra no limbo. Caso o contrato fosse respeitado, ele se encerraria em 2021, data em que a secretaria poderia lançar um novo edital para contratar outra empresa, se não estivesse satisfeita com os serviços atuais.











