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  • Filme

    Rotten Tomatoes esconde nota baixa de Liga da Justiça até véspera da estreia

    16 de novembro de 2017 /

    Muito se discute sobre a influência do site agregador de críticas Rotten Tomatoes no resultado das bilheterias do cinema. Até Martin Scorsese achou que valia a pena escrever sobre o assunto e, no auge do verão, alguns executivos de Hollywood chegaram a vociferar contra as notas obtidas por seus filmes, culpando o Rotten Tomatoes pelos fracassos de blockbusters. Mas nunca se tinha visto uma ação tão controversa quanto a manobra feita em torno da liberação da avaliação de “Liga da Justiça”. O site só publicou a média conquistada pelo filme nesta quinta (16/11), um dia antes da estreia nos EUA e após a pré-venda de ingressos bombar. Esta decisão também evitou que a crítica internacional fosse “contaminada” pela nota do site, permitindo vendas recordes no exterior – o filme quebrou o recorde de bilheteria de estreia no Brasil. O detalhe é que, quando o véu levantou, a nota revelada foi muito baixa: apenas 40% de aprovação geral e míseros 28% entre a crítica especializada – aquela que não é geek. O número reflete o tom das críticas, que apontavam que “Liga da Justiça” é melhor que “Batman vs. Superman” (27%), mas longe de ser maravilhoso (Marvel, em inglês). Em termos de comparação, o filme pior avaliado da Marvel no Rotten Tomatoes é “Thor: O Mundo Sombrio” (2013), que tem 66% de aprovação. Oficialmente, a demora em anunciar a nota foi motivada pelo lançamento de um programa do site no Facebook, “See It/Skip It”, que usou a revelação como chamariz de público. Mas muita gente lembrou da reclamação de Brett Ratner, que financiou este e outros blockbusters da Warner. Em março, ele vociferou contra o site, dizendo que “a pior coisa que temos hoje na cultura cinematográfica é o Rotten Tomatoes”, durante uma entrevista à revista Entertainment Weekly. “Agora tudo é: ‘qual sua cotação no Rotten Tomatoes?’. E isso é triste porque a cotação do Rotten Tomatoes foi muito baixa para ‘Batman vs Superman’, e isso eclipsa um filme que foi incrivelmente bem-sucedido”, afirmou, dando a entender que bilheteria justifica filme ruim. Desde então, duas coisas aconteceram. Brett Ratner virou uma das piores coisas que “temos hoje em dia na cultura cinematográfica”, após se envolver em denúncias de abuso sexual e ser afastado das produções da Warner. E o editorial do Rotten Tomatoes mudou. A Warner é dona do Rotten Tomatoes desde 2011, mas o editor original do site só saiu em julho deste ano, após as críticas ferozes de Hollywood, que culparam as notas baixas pelos fracassos de seus filmes ruins. Antes desta mudança, nunca uma nota de avaliação negativa tinha sido escondida até a véspera de lançamento de um filme. As exceções só aconteceram nas ocasiões em que os estúdios esconderam filmes da crítica, o que não foi o caso com “Liga da Justiça”. A ligação financeira do estúdio de “Liga da Justiça” com o site Rotten Tomatoes torna a decisão editorial muito controvertida.

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  • Etc

    Rose McGowan é presa e fichada por suposta posse de drogas

    15 de novembro de 2017 /

    A atriz Rose McGowan se entregou à polícia, após um mandato ser expedido para sua prisão por suposta posse de cocaína. Pacotes da droga foram encontradas em uma carteira que a atriz deixou num avião em janeiro, e ela faltou às audiências de seu caso no tribunal. Por conta disso, foi fichada, com direito a foto na delegacia (acima), e teve que pagar fiança (de US$ 5 mil) para ser liberada. Em suas contas nas redes sociais, McGowan tem dito que sua prisão é uma perseguição por parte das autoridades dos EUA, que as acusações contra ela são falsas e só surgiram após ela expor os abusos sexuais cometidos pelo produtor Harvey Weinstein. Na noite anterior, a atriz compartilhou um tuíte afirmando que se ela tivesse aceitado a proposta de US$ 1 milhão oferecida por Weinstein para que ela ficasse em silêncio, durante a investigação do jornal The New York Times, ela não teria sido presa. “FATO”, escreveu McGowan, abusando da teoria da conspiração. Quando a acusação contra McGowan foi revelada no final de outubro, ela já tinha teorizado pelo Twitter: “Eles estão tentando me silenciar? Há um mandado pela minha prisão na Virginia. Isso é um monte de merda”. Os casos não são relacionados e o mandato só foi emitido porque McGowan ignorou as audiências marcadas anteriormente diante do juiz de seu caso. Mas a revista New Yorker acabou apurando que a paranoia era saudável, ao revelar que Weinstein realmente contratou detetives particulares para tentar fazer com que a atriz fosse presa, após ela recusar dinheiro para permanecer calada. McGowan alega que não acreditou que o mandato de prisão fosse real, pois não costuma andar com drogas na carteira. Ela disse ao juiz que perdeu a carteira durante o voo e seu advogado apontou que qualquer pessoa poderia tê-la pego e colocado drogas para incriminá-la. O assédio que ela sofreu nas mãos de Weinstein ocorreu no Festival de Sundance de 1997. Ela teria recebido US$ 100 mil de um acordo com os advogados do produtor na época, que foram doados para uma instituição de apoio à mulheres vítimas de abusos. Esta história foi incluída na reportagem do jornal New York Times que iniciou a avalanche de escândalos que sacode Hollywood nos últimos dois meses e confirmada pelo diretor Robert Rodriguez, que a escalou em “Planeta do Terror” para confrontar Weinstein. Após os abusos cometidos por Weinstein se tornarem públicos, pelos menos mais 80 mulheres revelaram histórias semelhantes envolvendo o produtor. Além disso, outros casos envolvendo figuras poderosas da indústria do entretenimento também vieram à tona.

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    Gal Gadot fala do ultimato pela saída de Brett Ratner da produção de Mulher-Maravilha 2

    15 de novembro de 2017 /

    Em entrevista realizada nesta quarta (15/11) para a TV americana, a atriz Gal Gadot falou de forma clara sobre o boato de que teria dado um ultimato na Warner, ameaçando não filmar “Mulher-Maravilha 2” se a produtora RatPac, do cineasta Brett Ratner, ajudasse a financiar o filme. Ele é um dos diversos profissionais de Hollywood envolvidos na avalanche de denúncias de abusos sexuais que assola a indústria do entretenimento americana. “Muito foi escrito sobre minhas opiniões e sentimentos sobre o assunto. E todos sabem como me sinto, porque não estou escondendo nada”, disse Gadot, em entrevista realizada para divulgar “Liga da Justiça” no programa matinal “Today Show”, da rede NBC. “A verdade é que tem muita gente envolvida na produção desse filme, não só eu, que ecoa este mesmo sentimento. Todo mundo sabe que isso era o correto a se fazer. Mas não havia nada que eu pudesse dizer ou ameaçar, porque a decisão já estava tomada antes dessa notícia surgir”, concluiu, referindo-se à data em que o boato começou a circular. A RatPac tinha uma parceria com a Warner e ajudou a financiar filmes premiados com o Oscar, como “Gravidade” (2013), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015) e “O Regresso” (2015), além das recentes produções de super-heróis da DC Comics, entre eles “Mulher-Maravilha” (2017). Mas assim que as várias alegações de assédio sexual contra Ratner vieram à tona, a Warner anunciou que estava cortando os laços com o produtor. Seu nome será tirado dos futuros lançamentos do estúdio e o contrato de financiamento não será renovado. Por isso, Gadot diz que “a decisão já estava tomada” antes que ela ou outros integrantes do filme pudessem pensar em dar um ultimato. Além disso, o acordo original de financiamento com a RatPac estende-se apenas até 2018 e já deixaria “Mulher-Maravilha 2” de fora, tendo em vista a data de estreia em novembro de 2019. A maior dificuldade da Warner será tirar as digitais de Ratner de “Tomb Raider”, que já foi filmado. Veja o vídeo da entrevista abaixo. O esclarecimento sobre Ratner é a última pergunta feita pela apresentadora Savannah Guthrie.

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    Gal Gadot teria condicionado sua participação em Mulher-Maravilha 2 à saída de Brett Ratner da produção

    12 de novembro de 2017 /

    A estrela da “Mulher Maravilha”, Gal Gadot, estaria condicionando sua participação na continuação do filme à saída de Brett Ratner da produção. Não apenas nominalmente, mas também financeiramente. A afirmação é do site de celebridades Page Six, que pertence ao jornal New York Post. Uma fonte do site afirmou que a atriz não quer que “Mulher-Maravilha” seja associado a “um homem acusado de má conduta sexual”. “Gadot está dizendo que não vai participar da sequência, a menos que a Warner Bros. compre a participação de Brett [de seu acordo de financiamento] e se livre dele”. Gadot já tinha evitado participar de um evento em homenagem a Ratner, na véspera da publicação da denúncia do Los Angeles Times, em que ele foi acusado de abuso sexual. Entre as mulheres que o denunciaram estão as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ela tinha sido escolhida para fazer uma homenagem a Ratner, porque sua empresa de produção, RatPac-Dune Entertainment, ajudou a produzir “Mulher-Maravilha”, como parte de seu acordo de co-financiamento com a Warner Bros. Tanto que, no lugar da atriz, a diretora de “Mulher-Maravilha”, Patty Jenkins, prestou a homenagem – poucos dias antes do escândalo estourar. Ratner virou sócio da Warner após fundar a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey, em 2012. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e ajudou a financiar os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Graças a este relacionamento bem-sucedido, Ratner tinha um escritório de luxo no set da Warner, que antigamente era usado por Frank Sinatra. A fonte acrescentou que Gadot “sabe que a melhor maneira de derrotar pessoas poderosas como Brett Ratner está na carteira. Ela também sabe que a Warner Bros. tem que tomar partido nessa questão. Eles não podem fazer um filme enraizado no empoderamento feminino com financiamento de um homem acusado de má conduta sexual contra as mulheres”. Na verdade, já um movimento nesse sentido. Na semana passada, o estúdio anunciou que estava cortando os laços com Ratner. Após as várias alegações de assédio sexual, seu nome será tirado dos futuros lançamentos do estúdio coproduzidos pela RatPack-Dune – entre eles, os esperados “Liga da Justiça” e “Tomb Raider”. Para remediar o estrago, o próprio produtor emitiu uma nota dizendo que a iniciativa de se afastar da Warner tinha sido sua. Em comunicado sucinto, ele afirmou: “Tendo em vista as alegações feitas, eu escolho pessoalmente me afastar de todas as atividades relacionadas à Warner Bros. Não quero trazer impactos negativos ao estúdio até que estas questões pessoais sejam resolvidas”. No início deste mês, Gadot postou no Instagram: “O assedio e o assédio sexual são inaceitáveis! Estou ao lado de todas as mulheres corajosas que enfrentam seus medos e denunciaram. Estamos todas unidas neste momento de mudança”. O Page Six buscou confirmar a informação junto com Gadot e Ratner, mas eles não comentaram. Já um representante da Warner Bros. disse apenas: “Falso”.

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    Atriz de CSI: Miami diz que foi trancada numa sala por Steven Seagal seminu

    11 de novembro de 2017 /

    Mais uma atriz acusa Steven Seagal de abuso sexual. Eva LaRue, que estrelou a série “CSI: Miami” por oito temporadas, disse ao site Deadline que o ator a trancou em uma sala durante um teste em sua casa em 1990 e depois abriu seu quimono, de pé diante dela, ficando apenas de cueca. Ela se junta a outras atrizes que acusam Seagal de assédio, como Jenny McCarthy, Portia de Rossi e Juliana Margulies. LaRue tinha 22 anos quando recebeu uma ligação de seu agente, dizendo que tinha marcado um teste para ela na casa de Seagal. Ela conta que o agente lhe garantiu que haveria dois produtores e uma diretora de elenco no encontro. Mas era uma armadilha, uma encenação com o objetivo de levá-la para o quarto com Seagal. “De fato, havia outros dois caras e uma mulher. E lá estávamos, sentados em sua sala de estar, falando sobre o personagem que eu ia interpretar e o enredo da história e o que eles estavam procurando – a conversa típica de testes. Mas eu não tinha roteiro. Era uma reunião, mas não uma leitura. E então a diretora do elenco disse: ‘Eu acho que ela é perfeita para o papel'”. Seagal, vestido com um quimono, levantou-se e disse-lhe para segui-lo até onde estava o roteiro. Mas, em vez de ir ao escritório, ele conduziu para um quarto de hóspedes com um grande sofá, onde ele pediu para ela sentar. E enquanto ela se acomodava, ele trancou a porta e se aproximou abrindo o quimono. “Não havia nenhum roteiro, era tudo encenação e ele ficou ali com o quimono aberto. Ele tinha uma roupa de baixo, graças a Deus, mas estava claro que não estava apenas sentindo calor”. A atriz conta que tentou fugir, alegando que não podia demorar, porque tinha outra reunião marcada, e foi quando percebeu que tinha sido trancada. Ele insistiu para que ela se sentasse, relaxasse e tomasse um drinque. Mas ela continuou forçando a porta, de modo que ele desistiu. Em seu relato, LaRue afirma que ele nunca me tocou, mas o encontro foi enervante assim mesmo. Logo que chegou em casa, ela chamou seu agente e contou o que aconteceu. “Todos os agentes daquela época sabiam o que estava acontecendo há muito tempo. Obrigado por não nos contar. Todos sabiam, exceto nós, atores”, afirmou LaRue ao Deadline. E, ao contrário do que muitos afirmam, não é a primeira vez que essas histórias são contadas. Jenny McCarthy foi à público com sua denúncia contra Seagal em 1995. O ator negou a acusação e nada aconteceu. A própria LaRua afirma ter contado sua história “mil vezes” sem que ninguém desse valor. “Não estou fazendo uma denúncia nova ou repentina. Assim como todas essas mulheres que acusaram Harvey Weinstein não estão se apresentando ‘de repente’. Estas não são acusações novas. São histórias que compartilhamos em jantares, entre nossos amigos, nossos familiares, nossos agentes e nossos colegas durante anos. Mas ninguém tinha se importado até agora, até que se importaram, e as pessoas começaram ‘de repente’ a revelar tudo”.

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  • Etc

    Anna Paquin confirma denúncia de homofobia de Ellen Page contra Brett Ratner

    11 de novembro de 2017 /

    A atriz Anna Paquin, que viveu Vampira na franquia “X-Men”, confirmou nas redes sociais as acusações que Ellen Page fez contra o diretor Brett Ratner. Page afirmou que sofreu com a homofobia do diretor, ao ter sua homossexualidade escancarada por ele na primeira reunião do elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006). De acordo com Page, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’”, Page recordou, num longo texto sobre assédio em Hollywood, publicado em seu Facebook. “Eu estava lá quando ele (Ratner) fez esse comentário. Eu te apoio Ellen Page”, escreveu Paquin no Twitter. Page revelou que ficou desconfortável com as atitudes homofóbicas e machistas do diretor durante todo o período de filmagens. Ela ainda relatou ter escutado ele falar sobre a vagina de uma das mulheres do set. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Questionada por seus seguidores porque não disse nada no momento em que ouviu o comentário, Paquin acrescentou: “Se você não consegue pensar na razão óbvia de porquê eu fiquei em silêncio, então talvez tenha esquecido que eu estou nesta indústria criadora de vítimas desde antes de atingir a puberdade”. Anna Paquin venceu o Oscar por “O Piano” (1994), aos 11 anos de idade, tornando-se a segunda atriz mais jovem a conquistar um troféu da Academia. E, por seu comentário, também deve ter histórias para contar, que não está contando. Por sua vez, Brett Ratner está envolvido na onda de escândalos que assola Hollywood, após ser acusado de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro. Entre as mulheres que o denunciaram estão as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). I was there when that comment was made. I stand with you .@EllenPage https://t.co/DEIvKDXeEL — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017 If you can't think of the glaringly obvious reason I remained silent then perhaps you've forgotten that I've been in this victim grooming industry since before I hit puberty. — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017

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    Ellen Page acusa Brett Ratner de homofobia nas filmagens de X-Men: O Confronto Final

    10 de novembro de 2017 /

    A atriz Ellen Page publicou um longo post em sua conta pessoal no Facebook onde reflete sobre as diversas acusações de abuso sexual em Hollywood, revelando momentos conturbados que ela própria passou durante sua carreira. Logo no começo, ela destaca ter sofrido um ataque homofóbico do diretor Brett Ratner, um dos nomes envolvidos em escândalos sexuais. De acordo com a atriz, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho para o encontro com o elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’. Ele era o diretor do filme, Brett Ratner”, ela recordou. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Ratner também foi descrito como misógino pelas mulheres que o acusaram de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro, entre elas as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ellen Page também lembrou outras situações inconvenientes de sua carreira. Sem citar o nome do diretor, ela contou ter sido assediada aos 16 anos de idade. “Quando eu tinha 16 anos, um diretor me levou para jantar (uma obrigação profissional bem comum). Ele acariciou minha perna debaixo da mesa e disse: “Você tem que tomar a iniciativa, eu não posso”. Eu não tomei e tive a sorte de me afastar dessa situação. Mas foi uma percepção dolorosa: minha segurança não estava garantida no trabalho. Uma figura de autoridade adulta para quem eu trabalhava pretendia me explorar fisicamente. Fui assaltada sexualmente meses depois. E um diretor pediu que eu transasse com um homem de 20 e poucos anos e depois lhe contasse. Isto foi o que me aconteceu durante os meus 16 anos, um adolescente na indústria do entretenimento”. Ela comentou que, enquanto vítimas sofrem, os abusadores seguem festejados em Hollywood. E, neste contexto, menciona que o maior erro de sua carreira foi ter trabalhado com Woody Allen, que foi acusado de ter abusado de sua filha. “Fiz um filme do Woody Allen e é o maior arrependimento da minha carreira. Tenho vergonha de ter feito isto. Eu ainda tinha que encontrar a minha voz e não era quem eu sou agora e me senti pressionada, porque “Claro que você tem que dizer sim a este filme Woody Allen”. No final das contas, no entanto, é minha responsabilidade decidir que fazer e fiz a escolha errada. Cometi um erro terrível.” A atriz participou de “Para Roma, com Amor” (2012), de Allen. Desde então, se assumiu lésbica. E voltou a ser convidada a viver a mutante Kitty Pryde em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), logo após sair do armário publicamente. Desta vez, sem traumas.

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    Roteirista vencedora do Emmy acusa criador de Mad Men de assédio

    10 de novembro de 2017 /

    O criador, produtor, roteirista e showrunner da série “Mad Men”, Matthew Weiner, se somou ao crescente número de personalidades de Hollywood acusadas de assédio sexual. A roteirista Kater Gordon, que venceu um Emmy por seu trabalho na série, afirmou na quinta (9/11) ao site The Information, que Weiner se comportou de forma imprópria com ela há oito anos. Na época com 27 anos, Kate estava trabalhando à noite com o produtor, quando este lhe disse que tinha o direito de lhe ver nua, que ela devia isso a ele. Gordon começou a trabalhar com Weiner em 2007 como sua assistente pessoal. Em menos de um ano, a jovem escritora foi promovida a assistente dos roteiristas, sendo encarregada, entre outras tarefas, de transcrever as notas de Weiner, conhecido por ditar seus roteiros. O produtor também a incentivou a contribuir com suas próprias ideias. Os dois acabaram escrevendo juntos o último episódio da 2ª temporada da série, pelo qual ganharam o Emmy em 2009. Foi precisamente durante o trabalho conjunto que fizeram para esse capítulo que, segundo Gordon, Weiner a assediou sexualmente. Assim como outras vítimas de abusos em Hollywood disseram ter feito, Gordon comentou o ocorrido com colegas, mas não apresentou uma denúncia. Um ano depois, a roteirista foi demitida da equipe, gerando uma série de especulações na imprensa sobre a razão de sua saída, já que ela tinha sido premiada por seu trabalho. Embora naquela ocasião já fosse uma das roteiristas escaladas para a 3ª temporada, Weiner a chamou ao seu escritório para lhe dizer que não renovaria seu contrato porque ela “havia ficado aquém” das expectativas em seu trabalho. Desde então, Gordon não escreveu mais e se manteve à margem de Hollywood, evitando qualquer menção que a relacionasse à série “Mad Men”. Se agora decidiu falar, acrescentou a roteirista na entrevista à publicação, deve isso ao caso Harvey Weinstein e à onda de escândalos sexuais que vieram à tona em Hollywood nas últimas semanas. “Ganhei um Emmy, mas em vez de poder usá-lo como trampolim para minha carreira, ele se transformou em uma âncora, porque eu sentia que tinha de responder a especulações da imprensa. Eu acabei desistindo em vez de lutar”, lamentou a roteirista na entrevista. Weiner respondeu a acusação por meio de um comunicado lido por um porta-voz. “O sr. Weiner não se lembra de ter feito esse comentário, nem é o tipo de frase que ele diria a um colega de trabalho”, afirmou. Segundo a nota, Weiner “passava de oito a dez horas por dia escrevendo diálogos em voz alta com Gordon. Nos nove anos em que comandou ‘Mad Men’, Weiner frequentou uma sala de roteiristas cheia de mulheres”, destaca ainda o comunicado, assinalando que o criador da série sempre lutou por um espírito de “igualdade” e “respeito” no local de trabalho. O novo escândalo é mais uma péssima notícia para a Amazon, que vê aumentar os problemas em torno de “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Weiner, que já está em fase de gravação. A série era a única produção da The Weinstein Company que a plataforma insistiu em realizar, após cancelar outros projetos do estúdio, decidindo bancar sozinha seu orçamento de US$ 75 milhões para não ter o nome de Harvey Weinstein como parceiro na atração. O nome de Weiner, porém, não pode ser descartado com a mesma facilidade.

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    Atriz de Arrested Development acusa Steven Seagal de assédio sexual

    9 de novembro de 2017 /

    A atriz Portia de Rossi (da série “Arrested Development”) usou o Twitter para denunciar Steven Seagal por assédio sexual. Ela relatou sua experiência num teste que fez para um dos filmes do ator. “Meu teste final para um filme de Steven Seagal aconteceu em seu escritório. Ele me disse o quão importante era a química entre os atores fora das telas enquanto me fez sentar e foi descendo o zíper das suas calças de couro. Eu corri e chamei minha agente. Sem se incomodar, ela disse, ‘Bem, eu não sabia se ele era o seu tipo'”, escreveu a atriz, que se assumiu lésbica e é casada com a apresentadora Elle DeGeneres desde 2008. Seagal já tinha sido denunciado anteriormente pela atriz Julianna Margulies (“The Good Wife”) e pela jornalista Lisa Guerrero. Além disso, em 1998, a atriz Jenny McCarthy tornou público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente ao ator, o que ele negou na época. My final audition for a Steven Segal movie took place in his office. He told me how important it was to have chemistry off-screen as he sat me down and unzipped his leather pants. I️ ran out and called my agent. Unfazed, she replied, “well, I didn’t know if he was your type.” — Portia de Rossi (@portiaderossi) 8 de novembro de 2017

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    Pressionada, Disney volta atrás e libera jornalistas do LA Times em seus filmes

    7 de novembro de 2017 /

    A Disney sentiu o peso e a força da imprensa norte-americana. Após entidades de críticos de cinema e os principais jornais dos Estados Unidos anunciarem boicote contra seus filmes, o estúdio voltou atrás em sua decisão de impedir que jornalistas do Los Angeles Times participassem das sessões de imprensa de seus lançamentos. Sem mencionar a repercussão da união de jornalistas do país contra o estúdio, um porta-voz da Disney divulgou uma nota, em que menciona “discussões produtivas” com o Los Angeles Times para permitir que os críticos do jornal voltem a ter acesso a seus filmes. “Tivemos discussões produtivas com a nova liderança recém-instalada no Los Angeles Times sobre nossas preocupações específicas”, diz o comunicado. “E, como resultado, concordamos em restaurar o acesso às sessões de imprensa para seus críticos de cinema”. O estúdio quis boicotar o jornal por não ter gostado de uma reportagem feita sobre o parque da Disneylândia na Califórnia. O jornal entrevistou uma série de autoridades do governo municipal e cidadãos da cidade de Anaheim, onde fica o parque, que se mostraram indignados com a forma como a Disney vem “sugando” incentivos e subsídios oferecidos pela cidade, a ponto de drenar a economia local muito mais do que a incentiva. Furiosa com a reportagem, a Disney vetou jornalistas do Times em qualquer atividade, ao afirmar, em nota, que a reportagem “mostrou um desprezo total por padrões jornalísticos básicos”. “Apesar de compartilhar inúmeros fatos indiscutíveis com o repórter, vários editores e a editoria ao longo de vários meses, o Times avançou com uma reportagem tendenciosa e imprecisa, inteiramente motivada por uma agenda política”, disse a empresa em comunicado, para justificar seu boicote. Entretanto, o estúdio não gostou de provar seu próprio remédio. A decisão de boicotar o Times levou quatro associações de críticos dos Estados Unidos e jornais como o New York Times e Washington Post a fazerem seu próprio boicote contra a Disney, ameaçando deixar de escrever críticas de seus filmes e produtos até o acesso dos jornalistas do LA Times ser restabelecido. A queda de braços não durou 24 horas, até o estúdio perceber a dimensão que tinha tomado sua decisão punitiva. O New York Times deu o tom ao divulgar sua decisão de forma editoral. “Uma empresa poderosa punir uma empresa de notícias por causa de uma reportagem que eles não gostaram gera um efeito arrepiante”, diz o texto. “Este é um precedente perigoso, que não é de interesse público”. Além dos jornais, o conselho executivo da Associação de Críticos de Televisão emitiu um comunicado em que critica a “ação punitiva” da Disney contra os jornalistas do Times. “Condenamos qualquer circunstância em que uma empresa tome medidas punitivas contra os jornalistas por fazer seu trabalho”, afirma a nota. As associações de críticos de Los Angeles, Nova York e Boston, além de uma entidade nacional (National Society of Film Critics), também emitiram um comunicado conjunto, em que taxaram a iniciativa da Disney de “antitética, diante dos princípios de uma imprensa livre”, além de estabelecer “um precedente perigoso em um momento de hostilidade já exacerbada em relação aos jornalistas”. Para os jornalistas americanos, a discussão deveria ter sido tratada publicamente e não com retaliações contra o trabalho da imprensa. “A resposta da Disney deve preocupar gravemente todos os que acreditam na importância de uma imprensa livre, artistas incluídos”, conclui o texto das associações.

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    Principais jornais dos EUA boicotam Disney após estúdio impedir críticos do LA Times em seus filmes

    7 de novembro de 2017 /

    A decisão da Disney de proibir que jornalistas do Los Angeles Times tenham acesso às sessões de imprensa de seus filmes uniu os críticos de cinema e a imprensa americana contra o estúdio. Após quatro associações de críticos anunciarem boicote ao estúdio, críticos dos jornais New York Times e Washington Post, dois dos mais importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos, anunciaram que não irão mais escrever sobre filmes da Disney, até o estúdio reverter sua posição. O New York Times assumiu a decisão de forma editoral, divulgando um comunicado. “Uma empresa poderosa punir uma empresa de notícias por causa de uma reportagem que eles não gostaram gera um efeito arrepiante”, diz o texto. “Este é um precedente perigoso, que não é de interesse público”. Além dos jornais, o conselho executivo da Associação de Críticos de Televisão emitiu um comunicado em que critica a “ação punitiva” da Disney contra os jornalistas do Times. “Condenamos qualquer circunstância em que uma empresa tome medidas punitivas contra os jornalistas por fazer seu trabalho”, afirma a nota. A polêmica começou quando após o Los Angeles Times publicar denúncias contra o parque da Disneylândia na Califórnia. O jornal entrevistou uma série de autoridades do governo municipal e cidadãos da cidade de Anaheim, onde fica o parque, que se mostraram indignados com a forma como a Disney vem “sugando” incentivos e subsídios oferecidos pela cidade, a ponto de drenar a economia local muito mais do que a incentiva. A Disney justificou seu veto a jornalistas do Times ao afirmar, em nota, que a reportagem “mostrou um desprezo total por padrões jornalísticos básicos”. “Apesar de compartilhar inúmeros fatos indiscutíveis com o repórter, vários editores e a editoria ao longo de vários meses, o Times avançou com uma reportagem tendenciosa e imprecisa, inteiramente motivada por uma agenda política”, disse a Disney em comunicado. Para os jornalistas americanos, a discussão deveria ter sido tratada publicamente e não com retaliações contra o trabalho da imprensa.

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    Beijo de adolescentes de Stranger Things vira polêmica nas redes sociais

    7 de novembro de 2017 /

    Uma das últimas cenas da 2ª temporada de “Stranger Things” virou polêmica nas redes sociais, devido a uma declaração de um dos criadores da série. Em um dos capítulos de “O Universo de Stranger Things” (“tradução” nacional de “Beyond Stranger Things”), programa da Netflix em que os atores e criadores comentam a nova temporada, a atriz Sadie Sink, intérprete de Max, afirmou ter ficado estressada diante da cena em que beija Caleb McLaughlin, intérprete de Lucas. Segundo ela, o beijo não estava previsto no roteiro. No programa, Sadie contou que Ross Duffer, um dos criadores da atração, que dirigiu o episódio com seu irmão Matt, perguntou se ela estava pronta para a cena de beijo, assim que ela chegou ao set de gravações das sequências do baile final. “O beijo não estava escrito no roteiro”, diz a atriz de 15 anos. “Fiquei estressada o dia todo, pensando: ‘Oh, meu Deus, eu vou ter que…’” A polêmica começou com a resposta de Duffer. “Você reagiu tão fortemente a isso – eu só estava brincando (ao falar sobre o beijo) – e você surtou tanto que eu pensei: ‘Bom, agora vou ter que fazer essa cena’. Foi isso o que aconteceu e por isso estou dizendo que foi culpa sua”, ele afirmou. Na tela, a cena foi um selinho rápido. Mas eles comentaram que o beijo precisou ser repetido várias vezes porque o operador de câmera estava com dificuldades para captar o momento da maneira como os diretores queriam. O diretor ainda agradeceu à Sadie, por considerar que a cena ficou melhor com o beijo. Após a revelação do que aconteceu nos bastidores, vários espectadores criticaram a atitude do diretor. “O diretor, um homem adulto, percebeu que a atriz adolescente estava desconfortável com uma situação, o que fez com que ele ficasse COM MAIS VONTADE de colocá-la naquela situação”, lamentou um fã da série no Twitter. “O trabalho do diretor é obter o melhor desempenho de seus atores e garantir que eles se sintam seguros e confortáveis”, contrapôs outro. Mas quem ver o vídeo abaixo poderá comprovar que a situação foi bem menos controversa do que soa, já que as mães dos atores estiveram presentes o tempo inteiro, além do clima ter sido amenizado por gravações prévias de beijos de outro casal teen da trama, Millie Bobby Brown e Finn Wolfhard. Confira o trecho a seguir.

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    Associações de críticos dos EUA decidem boicotar a Disney após estúdio impedir jornalistas de verem seus filmes

    7 de novembro de 2017 /

    Quatro importantes associações de críticos americanos anunciaram nesta terça (7/11), que os filmes da Disney estão barrados de suas premiações de 2018, consideradas importantes termômetros para o Oscar. As associações de críticos de Los Angeles, Nova York e Boston, além de uma entidade nacional (National Society of Film Critics), resolveram barrar a Disney em resposta à decisão do estúdio de impedir que jornalistas do Los Angeles Times vejam seus filmes. O boicote contra o jornal aconteceu após o Times publicar denúncias contra o parque da Disneylândia na Califórnia. O Los Angeles Times entrevistou uma série de autoridades do governo municipal e cidadãos da cidade de Anaheim, onde fica o parque, que se mostraram indignados com a forma como a Disney vem “sugando” incentivos e subsídios oferecidos pela cidade, a ponto de drenar a economia local muito mais do que a incentiva. Por sua vez, a Disney afirma que a reportagem “mostrou um desprezo total por padrões jornalísticos básicos”. “Apesar de compartilhar inúmeros fatos indiscutíveis com o repórter, vários editores e a editoria ao longo de vários meses, o Times avançou com uma reportagem tendenciosa e imprecisa, inteiramente motivada por uma agenda política”, disse a Disney em comunicado. Mas a decisão de impedir que críticos do jornal vejam seus filmes foi considerada uma afronta pelas associações da categoria, que, em seu comunicado conjunto, taxaram a iniciativa de “antitética, diante dos princípios de uma imprensa livre”, além de estabelecer “um precedente perigoso em um momento de hostilidade já exacerbada em relação aos jornalistas”. “É reconhecidamente extraordinário que um grupo de críticos, ainda mais quatro grupos de críticos, tomem uma decisão que possa penalizar artistas de cinema por decisões além de seu controle. Mas a Disney precipitou essa ação quando escolheu punir os jornalistas do Times, em vez de expressar seu desacordo com uma história sobre negócios através de uma discussão pública. A resposta da Disney deve preocupar gravemente todos os que acreditam na importância de uma imprensa livre, artistas incluídos”, conclui o texto das associações.

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