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    Anna Paquin confirma denúncia de homofobia de Ellen Page contra Brett Ratner

    11 de novembro de 2017 /

    A atriz Anna Paquin, que viveu Vampira na franquia “X-Men”, confirmou nas redes sociais as acusações que Ellen Page fez contra o diretor Brett Ratner. Page afirmou que sofreu com a homofobia do diretor, ao ter sua homossexualidade escancarada por ele na primeira reunião do elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006). De acordo com Page, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’”, Page recordou, num longo texto sobre assédio em Hollywood, publicado em seu Facebook. “Eu estava lá quando ele (Ratner) fez esse comentário. Eu te apoio Ellen Page”, escreveu Paquin no Twitter. Page revelou que ficou desconfortável com as atitudes homofóbicas e machistas do diretor durante todo o período de filmagens. Ela ainda relatou ter escutado ele falar sobre a vagina de uma das mulheres do set. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Questionada por seus seguidores porque não disse nada no momento em que ouviu o comentário, Paquin acrescentou: “Se você não consegue pensar na razão óbvia de porquê eu fiquei em silêncio, então talvez tenha esquecido que eu estou nesta indústria criadora de vítimas desde antes de atingir a puberdade”. Anna Paquin venceu o Oscar por “O Piano” (1994), aos 11 anos de idade, tornando-se a segunda atriz mais jovem a conquistar um troféu da Academia. E, por seu comentário, também deve ter histórias para contar, que não está contando. Por sua vez, Brett Ratner está envolvido na onda de escândalos que assola Hollywood, após ser acusado de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro. Entre as mulheres que o denunciaram estão as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). I was there when that comment was made. I stand with you .@EllenPage https://t.co/DEIvKDXeEL — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017 If you can't think of the glaringly obvious reason I remained silent then perhaps you've forgotten that I've been in this victim grooming industry since before I hit puberty. — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017

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    Ellen Page acusa Brett Ratner de homofobia nas filmagens de X-Men: O Confronto Final

    10 de novembro de 2017 /

    A atriz Ellen Page publicou um longo post em sua conta pessoal no Facebook onde reflete sobre as diversas acusações de abuso sexual em Hollywood, revelando momentos conturbados que ela própria passou durante sua carreira. Logo no começo, ela destaca ter sofrido um ataque homofóbico do diretor Brett Ratner, um dos nomes envolvidos em escândalos sexuais. De acordo com a atriz, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho para o encontro com o elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’. Ele era o diretor do filme, Brett Ratner”, ela recordou. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Ratner também foi descrito como misógino pelas mulheres que o acusaram de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro, entre elas as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ellen Page também lembrou outras situações inconvenientes de sua carreira. Sem citar o nome do diretor, ela contou ter sido assediada aos 16 anos de idade. “Quando eu tinha 16 anos, um diretor me levou para jantar (uma obrigação profissional bem comum). Ele acariciou minha perna debaixo da mesa e disse: “Você tem que tomar a iniciativa, eu não posso”. Eu não tomei e tive a sorte de me afastar dessa situação. Mas foi uma percepção dolorosa: minha segurança não estava garantida no trabalho. Uma figura de autoridade adulta para quem eu trabalhava pretendia me explorar fisicamente. Fui assaltada sexualmente meses depois. E um diretor pediu que eu transasse com um homem de 20 e poucos anos e depois lhe contasse. Isto foi o que me aconteceu durante os meus 16 anos, um adolescente na indústria do entretenimento”. Ela comentou que, enquanto vítimas sofrem, os abusadores seguem festejados em Hollywood. E, neste contexto, menciona que o maior erro de sua carreira foi ter trabalhado com Woody Allen, que foi acusado de ter abusado de sua filha. “Fiz um filme do Woody Allen e é o maior arrependimento da minha carreira. Tenho vergonha de ter feito isto. Eu ainda tinha que encontrar a minha voz e não era quem eu sou agora e me senti pressionada, porque “Claro que você tem que dizer sim a este filme Woody Allen”. No final das contas, no entanto, é minha responsabilidade decidir que fazer e fiz a escolha errada. Cometi um erro terrível.” A atriz participou de “Para Roma, com Amor” (2012), de Allen. Desde então, se assumiu lésbica. E voltou a ser convidada a viver a mutante Kitty Pryde em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), logo após sair do armário publicamente. Desta vez, sem traumas.

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    Roteirista vencedora do Emmy acusa criador de Mad Men de assédio

    10 de novembro de 2017 /

    O criador, produtor, roteirista e showrunner da série “Mad Men”, Matthew Weiner, se somou ao crescente número de personalidades de Hollywood acusadas de assédio sexual. A roteirista Kater Gordon, que venceu um Emmy por seu trabalho na série, afirmou na quinta (9/11) ao site The Information, que Weiner se comportou de forma imprópria com ela há oito anos. Na época com 27 anos, Kate estava trabalhando à noite com o produtor, quando este lhe disse que tinha o direito de lhe ver nua, que ela devia isso a ele. Gordon começou a trabalhar com Weiner em 2007 como sua assistente pessoal. Em menos de um ano, a jovem escritora foi promovida a assistente dos roteiristas, sendo encarregada, entre outras tarefas, de transcrever as notas de Weiner, conhecido por ditar seus roteiros. O produtor também a incentivou a contribuir com suas próprias ideias. Os dois acabaram escrevendo juntos o último episódio da 2ª temporada da série, pelo qual ganharam o Emmy em 2009. Foi precisamente durante o trabalho conjunto que fizeram para esse capítulo que, segundo Gordon, Weiner a assediou sexualmente. Assim como outras vítimas de abusos em Hollywood disseram ter feito, Gordon comentou o ocorrido com colegas, mas não apresentou uma denúncia. Um ano depois, a roteirista foi demitida da equipe, gerando uma série de especulações na imprensa sobre a razão de sua saída, já que ela tinha sido premiada por seu trabalho. Embora naquela ocasião já fosse uma das roteiristas escaladas para a 3ª temporada, Weiner a chamou ao seu escritório para lhe dizer que não renovaria seu contrato porque ela “havia ficado aquém” das expectativas em seu trabalho. Desde então, Gordon não escreveu mais e se manteve à margem de Hollywood, evitando qualquer menção que a relacionasse à série “Mad Men”. Se agora decidiu falar, acrescentou a roteirista na entrevista à publicação, deve isso ao caso Harvey Weinstein e à onda de escândalos sexuais que vieram à tona em Hollywood nas últimas semanas. “Ganhei um Emmy, mas em vez de poder usá-lo como trampolim para minha carreira, ele se transformou em uma âncora, porque eu sentia que tinha de responder a especulações da imprensa. Eu acabei desistindo em vez de lutar”, lamentou a roteirista na entrevista. Weiner respondeu a acusação por meio de um comunicado lido por um porta-voz. “O sr. Weiner não se lembra de ter feito esse comentário, nem é o tipo de frase que ele diria a um colega de trabalho”, afirmou. Segundo a nota, Weiner “passava de oito a dez horas por dia escrevendo diálogos em voz alta com Gordon. Nos nove anos em que comandou ‘Mad Men’, Weiner frequentou uma sala de roteiristas cheia de mulheres”, destaca ainda o comunicado, assinalando que o criador da série sempre lutou por um espírito de “igualdade” e “respeito” no local de trabalho. O novo escândalo é mais uma péssima notícia para a Amazon, que vê aumentar os problemas em torno de “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Weiner, que já está em fase de gravação. A série era a única produção da The Weinstein Company que a plataforma insistiu em realizar, após cancelar outros projetos do estúdio, decidindo bancar sozinha seu orçamento de US$ 75 milhões para não ter o nome de Harvey Weinstein como parceiro na atração. O nome de Weiner, porém, não pode ser descartado com a mesma facilidade.

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    Atriz de Arrested Development acusa Steven Seagal de assédio sexual

    9 de novembro de 2017 /

    A atriz Portia de Rossi (da série “Arrested Development”) usou o Twitter para denunciar Steven Seagal por assédio sexual. Ela relatou sua experiência num teste que fez para um dos filmes do ator. “Meu teste final para um filme de Steven Seagal aconteceu em seu escritório. Ele me disse o quão importante era a química entre os atores fora das telas enquanto me fez sentar e foi descendo o zíper das suas calças de couro. Eu corri e chamei minha agente. Sem se incomodar, ela disse, ‘Bem, eu não sabia se ele era o seu tipo'”, escreveu a atriz, que se assumiu lésbica e é casada com a apresentadora Elle DeGeneres desde 2008. Seagal já tinha sido denunciado anteriormente pela atriz Julianna Margulies (“The Good Wife”) e pela jornalista Lisa Guerrero. Além disso, em 1998, a atriz Jenny McCarthy tornou público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente ao ator, o que ele negou na época. My final audition for a Steven Segal movie took place in his office. He told me how important it was to have chemistry off-screen as he sat me down and unzipped his leather pants. I️ ran out and called my agent. Unfazed, she replied, “well, I didn’t know if he was your type.” — Portia de Rossi (@portiaderossi) 8 de novembro de 2017

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    Pressionada, Disney volta atrás e libera jornalistas do LA Times em seus filmes

    7 de novembro de 2017 /

    A Disney sentiu o peso e a força da imprensa norte-americana. Após entidades de críticos de cinema e os principais jornais dos Estados Unidos anunciarem boicote contra seus filmes, o estúdio voltou atrás em sua decisão de impedir que jornalistas do Los Angeles Times participassem das sessões de imprensa de seus lançamentos. Sem mencionar a repercussão da união de jornalistas do país contra o estúdio, um porta-voz da Disney divulgou uma nota, em que menciona “discussões produtivas” com o Los Angeles Times para permitir que os críticos do jornal voltem a ter acesso a seus filmes. “Tivemos discussões produtivas com a nova liderança recém-instalada no Los Angeles Times sobre nossas preocupações específicas”, diz o comunicado. “E, como resultado, concordamos em restaurar o acesso às sessões de imprensa para seus críticos de cinema”. O estúdio quis boicotar o jornal por não ter gostado de uma reportagem feita sobre o parque da Disneylândia na Califórnia. O jornal entrevistou uma série de autoridades do governo municipal e cidadãos da cidade de Anaheim, onde fica o parque, que se mostraram indignados com a forma como a Disney vem “sugando” incentivos e subsídios oferecidos pela cidade, a ponto de drenar a economia local muito mais do que a incentiva. Furiosa com a reportagem, a Disney vetou jornalistas do Times em qualquer atividade, ao afirmar, em nota, que a reportagem “mostrou um desprezo total por padrões jornalísticos básicos”. “Apesar de compartilhar inúmeros fatos indiscutíveis com o repórter, vários editores e a editoria ao longo de vários meses, o Times avançou com uma reportagem tendenciosa e imprecisa, inteiramente motivada por uma agenda política”, disse a empresa em comunicado, para justificar seu boicote. Entretanto, o estúdio não gostou de provar seu próprio remédio. A decisão de boicotar o Times levou quatro associações de críticos dos Estados Unidos e jornais como o New York Times e Washington Post a fazerem seu próprio boicote contra a Disney, ameaçando deixar de escrever críticas de seus filmes e produtos até o acesso dos jornalistas do LA Times ser restabelecido. A queda de braços não durou 24 horas, até o estúdio perceber a dimensão que tinha tomado sua decisão punitiva. O New York Times deu o tom ao divulgar sua decisão de forma editoral. “Uma empresa poderosa punir uma empresa de notícias por causa de uma reportagem que eles não gostaram gera um efeito arrepiante”, diz o texto. “Este é um precedente perigoso, que não é de interesse público”. Além dos jornais, o conselho executivo da Associação de Críticos de Televisão emitiu um comunicado em que critica a “ação punitiva” da Disney contra os jornalistas do Times. “Condenamos qualquer circunstância em que uma empresa tome medidas punitivas contra os jornalistas por fazer seu trabalho”, afirma a nota. As associações de críticos de Los Angeles, Nova York e Boston, além de uma entidade nacional (National Society of Film Critics), também emitiram um comunicado conjunto, em que taxaram a iniciativa da Disney de “antitética, diante dos princípios de uma imprensa livre”, além de estabelecer “um precedente perigoso em um momento de hostilidade já exacerbada em relação aos jornalistas”. Para os jornalistas americanos, a discussão deveria ter sido tratada publicamente e não com retaliações contra o trabalho da imprensa. “A resposta da Disney deve preocupar gravemente todos os que acreditam na importância de uma imprensa livre, artistas incluídos”, conclui o texto das associações.

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    Principais jornais dos EUA boicotam Disney após estúdio impedir críticos do LA Times em seus filmes

    7 de novembro de 2017 /

    A decisão da Disney de proibir que jornalistas do Los Angeles Times tenham acesso às sessões de imprensa de seus filmes uniu os críticos de cinema e a imprensa americana contra o estúdio. Após quatro associações de críticos anunciarem boicote ao estúdio, críticos dos jornais New York Times e Washington Post, dois dos mais importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos, anunciaram que não irão mais escrever sobre filmes da Disney, até o estúdio reverter sua posição. O New York Times assumiu a decisão de forma editoral, divulgando um comunicado. “Uma empresa poderosa punir uma empresa de notícias por causa de uma reportagem que eles não gostaram gera um efeito arrepiante”, diz o texto. “Este é um precedente perigoso, que não é de interesse público”. Além dos jornais, o conselho executivo da Associação de Críticos de Televisão emitiu um comunicado em que critica a “ação punitiva” da Disney contra os jornalistas do Times. “Condenamos qualquer circunstância em que uma empresa tome medidas punitivas contra os jornalistas por fazer seu trabalho”, afirma a nota. A polêmica começou quando após o Los Angeles Times publicar denúncias contra o parque da Disneylândia na Califórnia. O jornal entrevistou uma série de autoridades do governo municipal e cidadãos da cidade de Anaheim, onde fica o parque, que se mostraram indignados com a forma como a Disney vem “sugando” incentivos e subsídios oferecidos pela cidade, a ponto de drenar a economia local muito mais do que a incentiva. A Disney justificou seu veto a jornalistas do Times ao afirmar, em nota, que a reportagem “mostrou um desprezo total por padrões jornalísticos básicos”. “Apesar de compartilhar inúmeros fatos indiscutíveis com o repórter, vários editores e a editoria ao longo de vários meses, o Times avançou com uma reportagem tendenciosa e imprecisa, inteiramente motivada por uma agenda política”, disse a Disney em comunicado. Para os jornalistas americanos, a discussão deveria ter sido tratada publicamente e não com retaliações contra o trabalho da imprensa.

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    Beijo de adolescentes de Stranger Things vira polêmica nas redes sociais

    7 de novembro de 2017 /

    Uma das últimas cenas da 2ª temporada de “Stranger Things” virou polêmica nas redes sociais, devido a uma declaração de um dos criadores da série. Em um dos capítulos de “O Universo de Stranger Things” (“tradução” nacional de “Beyond Stranger Things”), programa da Netflix em que os atores e criadores comentam a nova temporada, a atriz Sadie Sink, intérprete de Max, afirmou ter ficado estressada diante da cena em que beija Caleb McLaughlin, intérprete de Lucas. Segundo ela, o beijo não estava previsto no roteiro. No programa, Sadie contou que Ross Duffer, um dos criadores da atração, que dirigiu o episódio com seu irmão Matt, perguntou se ela estava pronta para a cena de beijo, assim que ela chegou ao set de gravações das sequências do baile final. “O beijo não estava escrito no roteiro”, diz a atriz de 15 anos. “Fiquei estressada o dia todo, pensando: ‘Oh, meu Deus, eu vou ter que…’” A polêmica começou com a resposta de Duffer. “Você reagiu tão fortemente a isso – eu só estava brincando (ao falar sobre o beijo) – e você surtou tanto que eu pensei: ‘Bom, agora vou ter que fazer essa cena’. Foi isso o que aconteceu e por isso estou dizendo que foi culpa sua”, ele afirmou. Na tela, a cena foi um selinho rápido. Mas eles comentaram que o beijo precisou ser repetido várias vezes porque o operador de câmera estava com dificuldades para captar o momento da maneira como os diretores queriam. O diretor ainda agradeceu à Sadie, por considerar que a cena ficou melhor com o beijo. Após a revelação do que aconteceu nos bastidores, vários espectadores criticaram a atitude do diretor. “O diretor, um homem adulto, percebeu que a atriz adolescente estava desconfortável com uma situação, o que fez com que ele ficasse COM MAIS VONTADE de colocá-la naquela situação”, lamentou um fã da série no Twitter. “O trabalho do diretor é obter o melhor desempenho de seus atores e garantir que eles se sintam seguros e confortáveis”, contrapôs outro. Mas quem ver o vídeo abaixo poderá comprovar que a situação foi bem menos controversa do que soa, já que as mães dos atores estiveram presentes o tempo inteiro, além do clima ter sido amenizado por gravações prévias de beijos de outro casal teen da trama, Millie Bobby Brown e Finn Wolfhard. Confira o trecho a seguir.

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  • Etc,  Filme

    Associações de críticos dos EUA decidem boicotar a Disney após estúdio impedir jornalistas de verem seus filmes

    7 de novembro de 2017 /

    Quatro importantes associações de críticos americanos anunciaram nesta terça (7/11), que os filmes da Disney estão barrados de suas premiações de 2018, consideradas importantes termômetros para o Oscar. As associações de críticos de Los Angeles, Nova York e Boston, além de uma entidade nacional (National Society of Film Critics), resolveram barrar a Disney em resposta à decisão do estúdio de impedir que jornalistas do Los Angeles Times vejam seus filmes. O boicote contra o jornal aconteceu após o Times publicar denúncias contra o parque da Disneylândia na Califórnia. O Los Angeles Times entrevistou uma série de autoridades do governo municipal e cidadãos da cidade de Anaheim, onde fica o parque, que se mostraram indignados com a forma como a Disney vem “sugando” incentivos e subsídios oferecidos pela cidade, a ponto de drenar a economia local muito mais do que a incentiva. Por sua vez, a Disney afirma que a reportagem “mostrou um desprezo total por padrões jornalísticos básicos”. “Apesar de compartilhar inúmeros fatos indiscutíveis com o repórter, vários editores e a editoria ao longo de vários meses, o Times avançou com uma reportagem tendenciosa e imprecisa, inteiramente motivada por uma agenda política”, disse a Disney em comunicado. Mas a decisão de impedir que críticos do jornal vejam seus filmes foi considerada uma afronta pelas associações da categoria, que, em seu comunicado conjunto, taxaram a iniciativa de “antitética, diante dos princípios de uma imprensa livre”, além de estabelecer “um precedente perigoso em um momento de hostilidade já exacerbada em relação aos jornalistas”. “É reconhecidamente extraordinário que um grupo de críticos, ainda mais quatro grupos de críticos, tomem uma decisão que possa penalizar artistas de cinema por decisões além de seu controle. Mas a Disney precipitou essa ação quando escolheu punir os jornalistas do Times, em vez de expressar seu desacordo com uma história sobre negócios através de uma discussão pública. A resposta da Disney deve preocupar gravemente todos os que acreditam na importância de uma imprensa livre, artistas incluídos”, conclui o texto das associações.

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    Harvey Weinstein usava agentes do serviço secreto israelense para calar denúncias de abusos sexuais

    7 de novembro de 2017 /

    A revista The New Yorker revelou como o produtor Harvey Weinstein conseguiu manter as denúncias sobre o seu comportamento de predador sexual abafadas até recentemente. Ele teria gasto uma fortuna contratando uma empresa formada por ex-agentes do serviço secreto israelense para investigar e pressionar suas vítimas e os jornalistas que enveredassem pelo assunto, de modo a chantagear e ameaçar, evitando que as acusações viessem à tona. Segundo a publicação, uma dessas agentes entrou em contato com uma das principais acusadoras, a atriz Rose McGowan, se fazendo passar por uma militante dos direitos da mulher. Funcionária da agência de segurança Black Cube, a mulher gravou em segredo horas de conversas com a atriz, que estava a ponto de publicar suas memórias, com o título “The Brave”, cujo conteúdo preocupava Weinstein. O autor da reportagem, Ronan Farrow, o filho de Mia Farrow e Woody Allen que há um mês publicou as primeiras denúncias de estupro contra o produtor, cita dezenas de documentos e pelo menos sete pessoas envolvidas diretamente nos esforços de Weinstein para evitar qualquer publicação contra ele. A agente que procurou McGowan também entrou em contato com jornalistas que investigavam o caso, como Ben Wallace da New York Magazine, para descobrir as informações que tinham. Weinstein e sua equipe queriam saber as informações com as quais a imprensa trabalhava e, ao mesmo tempo, investigavam os próprios repórteres, com perguntas sobre sua vida pessoal para ter material que permitisse contradizer, desacreditar ou intimidar os jornalistas. No caso de Wallace, buscaram informações sobre sua ex-esposa. O jornalista disse que nunca sofreu tanta pressão para interromper uma reportagem, que por fim a revista decidiu não publicar em janeiro de 2017 porque ninguém quis arriscar a lhe dar declarações gravadas. Além da Black Cube, dirigida por ex-agentes de inteligência de Israel, o produtor contratou outra empresa similar, a Kroll, que encontrou 11 fotos do produtor com McGowan, depois da suposta agressão, para desacreditar a atriz. Trata-se da mesma empresa contratada pela CPI da Petrobrás para desacreditar os delatores da Operação Lava-Jato. O produtor também recebeu informações de Dylan Howard, diretor de conteúdo da American Media Inc. que publica o tabloide National Enquirer, que usou um de seus repórteres para ligar para a ex-esposa de um diretor, que teve um romance com McGowan, visando conseguir declarações negativas sobre a atriz. “Tenho algo MARAVILHOSO”, escreveu Howard em e-mail. “Excelente, sobretudo se minhas impressões digitais não estão nisso”, respondeu Weinstein, segundo Ronan Farrow. Farrow ainda publicou que Weinstein “monitorava pessoalmente o progresso das investigações”, usando inclusive ex-funcionários de seu estúdio para conseguir nomes e fazer ligações que alguns consideraram “intimidadoras”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica), do PGA (Sindicato dos Produtores) e da Academia de Televisão, responsável pelo Emmy. Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e até estupros na indústria do entretenimento.

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    Harvey Weinstein é expulso da Academia de Televisão dos Estados Unidos

    7 de novembro de 2017 /

    A Academia da Televisão dos Estados Unidos, responsável pelo prêmio Emmy, expulsou o produtor Harvey Weinstein pelo resto de sua vida. A decisão foi informada após uma reunião na segunda-feira (6/11) e depois que medidas similares foram anunciadas no mês passado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, e o Sindicato dos Produtores. Além da expulsão, a Academia da Televisão prometeu revisar de modo detalhado os códigos de conduta da organização, assim como fez a Academia de Cinema. Weinstein recebeu 17 indicações ao prêmio Emmy, por programas como “Project Runway” e “Project Greenlight”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e até estupros na indústria do entretenimento.

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    Atrizes da Globo seriam contra volta de José Mayer às novelas

    5 de novembro de 2017 /

    Após Aguinaldo Silva ir ao Twitter há poucos dias, afirmar que, se dependesse ele, José Mayer já estaria escalado para sua próxima novela, “A História dos Lobos”, atrizes da rede Globo teriam se unido num boicote ao ator, segundo apurou o colunista do UOL Ricardo Feltrin. José Mayer foi afastado das novelas no começo do ano, após ter sido acusado de assediar uma figurinista da Globo, Susllem Tonani. Ela denunciou as investidas do ator no Departamento de Recursos Humanos da emissora em 2016, mas como isso não gerou resultados, decidiu denunciar o fato publicamente em março, no blog Agora É Que São Elas, da Folha de S. Paulo. O caso acabou ganhando grande repercussão e uniu as atrizes da emissora em apoio à figurinista, com direito a hashtag, camiseta e slogan contra o assédio, “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Passados oito meses do escândalo, a emissora vinha demonstrando inclinação para tirar Mayer da geladeira. Sinal disso foi uma homenagem realizada no programa “Grandes Atores”, do canal Viva, há cerca de uma semana. O problema é que a “homenagem” pegou mal, num momento em que o assunto “assédio sexual” toma conta do noticiário do entretenimento, com as denúncias que viraram escândalos em Hollywood. Por conta disso, a estratégia de resgatar Mayer enfrentaria resistência de um movimento de atrizes, que defende no mínimo que ele continue na “geladeira” por mais um tempo – senão, para sempre. O colunista do UOL teria sondado algumas estrelas da Globo e nenhuma atriz de primeiro escalão consultada lhe disse estar disposta a contracenar com Mayer em curto ou médio prazo – o que dificultaria sua escalação em novelas ou mesmo minisséries em 2018. Aguinaldo Silva já havia escalado Mayer para a novela “O Sétimo Guardião”, e, ao contrário de boa parte da emissora que atacou o ator, manteve o convite mesmo depois do caso de assécio. Desde então, o próprio escritor enfrentou uma polêmica em relação à autoria da novela, que foi cancelada. Mas já preparou uma nova história, “A História dos Lobos”, aprovada para entrar no ar no segundo semestre de 2018. Ele afirmou que escalaria Meyer na produção, ao responder a uma seguidora que defendia a volta do ator. Veja abaixo. Por sinal, Aguinaldo Silva vem postando tuítes polêmicos sobre o assunto do assédio sexual. Na sexta (3/11), ele escreveu: “Afinal, quem assedia quem neste nosso mundo em que ser um ‘sedutor’ tornou-se uma virtude e um trunfo para todos os sexos já reconhecidos?”

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  • Etc

    Estrela da série The Good Wife revela ter sofrido assédio de Steven Seagal e Harvey Weinstein

    5 de novembro de 2017 /

    A atriz Julianna Margulies, estrela das séries “The Good Wife” e “E.R.”, revelou ter sofrido tentativas de assédio em dose dupla no começo de sua carreira, pelo produtor Harvey Weinstein e o ator Steven Seagal, mas conseguiu escapar de ambos. Em entrevista a uma rádio americana, citada pela revista The Hollywood Reporter, a atriz contou que foi convencida por uma diretora de elenco a se encontrar com Seagal num quarto de hotel em 1990. Mas, ao chegar no hotel, não havia sinal da mulher, e o ator abriu a porta armado: “Ele fez questão que eu visse a arma. Eu nunca tinha visto uma arma na vida”, contou a atriz, que tinha tinha 23 anos na época. Ela não entrou em detalhes sobre o que aconteceu no quarto, mas disse ter saído “incólume”. “Não sei com saí de lá, mas não fui machucada, não fui estuprada”. Depois disso, a atriz disse que nunca mais foi a reuniões com homens da indústria sozinha. E isto serviu de lição para sua segunda tentativa de assédio. Anos depois, uma assistente de Harvey Weinstein a convocou para uma reunião com o produtor em seu quarto de hotel. Julianna exigiu que a assistente estivesse junto. “A assistente insistiu bastante e eu a obriguei a subir comigo. Quando Harvey abriu a porta, ele estava de roupão, o quarto estava cheio de velas e tinha um jantar para dois”. A atriz contou que ele só olhou feio para as duas e bateu a porta na cara dela. “Nem preciso dizer que não consegui o papel”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Steven Seagal é um dos acusados. A jornalista Lisa Guerrero contou sua experiência pessoal em uma reportagem da revista Newsweek. Mas, já em 1998, a atriz Jenny McCarthy tinha tornado público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente a Seagal, o que ele negou na época.

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    Diretor de Cinema Paradiso é acusado de assédio por celebridade televisiva

    5 de novembro de 2017 /

    O diretor italiano Giuseppe Tornatore, que venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por Cinema Paradiso” (1988), foi acusado de assédio pela celebridade televisiva Miriana Trevisan. Segundo relato publicado na revista Vanity Fair, Tornatore teria tentado beijá-la e acariciá-la há 20 anos. “Fui ao escritório de Giuseppe Tornatore. Meu agente havia organizado a reunião”, contou a atriz. “Ao fim do encontro, Tornatore me acompanhou até a porta, me empurrou contra a parede, começou a beijar meu pescoço e as orelhas, pôs suas mãos nos meus seios”, descreveu Trevisan. A atriz afirmou que conseguiu escapar e que, provavelmente, o diretor “não se lembrava” do ocorrido. Tornatore respondeu, em entrevista ao jornal La Repubblica, com a ameaça de processo no sábado (4/11). “Não encostei um dedo nela. Lembro de um encontro cordial e rejeito estas acusações”, ele afirmou. O suposto caso foi revelado no momento em que cresce a lista de figuras importantes de Hollywood acusadas de assédio ou agressão sexual. As denúncias estão sendo estimuladas pela reação da sociedade ao escândalo que envolveu o produtor Harvey Weinstein, abrindo as portas para acusações de mais assediadores. Outrora intocáveis, magnatas poderosos estão sendo derrubados após décadas de abusos e impunidade.

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