Diretor colombiano de O Abraço da Serpente e Pássaros de Verão é acusado de assédio
O renomado diretor colombiano Ciro Guerra foi acusado por oito mulheres de assédio moral e sexual. A denúncia foi publicada pelo Volcánicas, um autointitulado “periódico feminista latino-americano”, que reuniu relato das oito mulheres, sendo que sete delas falam de comportamentos moralmente inadequados do diretor, e uma relata um abuso sexual. Ciro Guerra é o diretor de “O Abraço da Serpente” (2015), indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – , além de “Pássaros de Verão” (2018), vencedor do Festival de Havana e de muitos prêmios. Seu próximo filme, “Waiting for the Barbarians”, é estrelado por Johnny Depp e está selecionado para os festivais de Veneza, San Sebastian, Londres e outros. As agressões teriam ocorrido entre 2013 e 2019, três delas em cidades colombianas e três fora do país – incluindo nos bastidores dos festivais de Cannes e Cartagena. De acordo com o periódico, todas as entrevistadas relataram em depoimentos gravados e publicados na íntegra que Guerra tinha conversas impróprias, que terminavam em convites para um apartamento ou quarto de hotel. Lá, fazia uso da força para tocá-las e beijá-las, ainda que elas dissessem não de forma clara contra os avanços do diretor – num padrão semelhante ao das acusações contra o produtor Harvey Weinstein, que inspirou o movimento #MeToo e acabou preso nos EUA. Ele ainda é acusado de usar seu posto de poder, como diretor, para estabelecer relações abusivas com as mulheres e oferecer trabalhos em troca de favores sexuais. As denunciantes tiveram suas identidades preservadas para serem protegidas de retaliação. As oito mulheres trouxeram as denúncias ao público, mas, no momento, dizem que não abrirão um processo penal contra Guerra. O periódico afirma que elas preferem evitar um processo de revitimização e o escárnio público. Entrevistado pelo Volcánica, Guerra negou ter assediado as mulheres sexualmente e moralmente. “Jamais. Já fui ameaçado com esse tipo de acusações. Foi algo que deixei passar e não dei atenção. Mas obviamente quero conhecer as denúncias e saber quem está falando e o quê. (…) É uma acusação grave e não é verdadeira.”
Novo filme de Woody Allen vai abrir o Festival de San Sebastián
O novo filme de Woody Allen, “Rifkin’s Festival”, vai abrir o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, em 18 de setembro. Produzido pela espanhola Mediapro Studio, o filme foi rodado no verão de 2019 e tem como cenário justamente San Sebastián e outras localidades próximas. A trama gira em torno de um casal americano que comparece ao Festival de San Sebastián e se apaixona pela cidade. Escrito e dirigido por Woody Allen, “Rifkin’s Festival” tem no elenco os espanhóis Elena Anaya (“A Pele que Habito”) e Sergi López (“O Labirinto do Fauno”), o francês Louis Garrel (“O Oficial e o Espião”), a americana Gina Gershon (“Riverdale”) e o austríaco Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”). O filme será exibido fora da mostra competitiva do festival, que acontecerá até o dia 26 de setembro. O evento de San Sebastián também projetará em sua competição uma seleção de filmes do Festival de Cannes, que foi adiado devido ao coronavírus. Com a reabertura lenta das atividades e o fim da quarentena na Europa, a organização do evento segue adiante com os preparativos. Esta será a segunda vez que Allen será responsável por inaugurar o Festival de San Sebastián, depois de abrir a edição de 2004 com o longa-metragem “Melinda e Melinda”. Naquele ano, ele recebeu o prêmio Donostia em reconhecimento por sua carreira. A estreia também será o primeiro lançamento do cineasta após ter sua carreira interrompida por campanhas negativas que tentam “cancelá-lo” devido a alegações que o perseguem desde os anos 1990 – e que foram revigoradas na era do movimento #MeToo. O diretor de 84 anos é acusado pela ex-mulher Mia Farrow e também por sua filha Dylan de ter abusado sexualmente da menina quanto ela tinha sete anos de idade. São denúncias fortes, que já foram investigadas e constaram o oposto do que a opinião pública acredita. O caso foi investigado duas vezes em 1992, uma pela Agência Estadual de Bem-Estar Infantil e outra pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven, e ambas concluíram que Dylan não havia sido abusado. Uma das investigações concluiu, inclusive, que a menina tinha sofrido lavagem cerebral da mãe, motivada por ódio de Woody Allen. O cineasta acabou se envolvendo e, posteriormente, casando-se com a filha adotiva de Mia, Soon-Yi Previn. Casados até hoje, os dois são pais de duas filhas já adultas, que, assim como todas as atrizes que trabalharam com o diretor, jamais reclamaram do comportamento de Allen. Apesar disso, o dano a sua reputação causado pelo resgate da denúncia pelo #MeToo fez com que seu filme anterior, “Um Dia de Chuva em Nova York”), não fosse exibido nos Estados Unidos. O longa-metragem foi lançado em vários países europeus, assim como na Argentina e Brasil. Nos últimos dois anos, o cineasta também viu uma série de atores se declararem arrependidos dos filmes que fizeram com ele. Ele ainda teve que processar a Amazon, que rompeu unilateralmente o contrato de produção e distribuição de seus filmes. E enfrentou uma campanha do próprio filho, Ronan Farrow, contra a publicação da sua autobiografia. Ronan conseguiu, com cúmplices das redes sociais, que a editora original cancelasse o lançamento. Felizmente, outra editora assumiu o projeto e o livro se tornou um dos mais elogiados do ano. Intitulado “A Propósito de Nada”, a obra chega ao Brasil no segundo semestre. Com o anúncio do Festival de San Sebastián, é possível imaginar que Ronan, Dylan ou Mia coordenem novo ataque contra o diretor nas redes sociais.
Ava: Jessica Chastain vira John Wick feminina em trailer de filme de ação
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer de “Ava”, filme em que Jessica Chastain vive uma espécie de John Wick feminina. A prévia mostra (demais, por sinal) como ela passa de assassina profissional à alvo de todos os “colegas” de sua agência secreta. O filme volta a reunir a atriz e o cineasta Tate Taylor, após trabalharem juntos em “Vidas Cruzadas” (The Help, 2011). Originalmente, a trama seria dirigida pelo australiano Matthew Newton (“From Nowhere”), responsável pelo roteiro, mas ele se demitiu após denúncias de abuso e violência doméstica. Chastain, que é produtora de “Ava”, convocou Taylor para assumir o projeto enquanto os dois discutiam planos para filmar “The Eyes of Tammy Faye”, cinebiografia de uma famosa tele-evangelista americana, planejada para o ano que vem. Outra mudança no desenvolvido do projeto foi em seu título. O filme seria chamado de “Eve”. Mas aí ficaria evidente a semelhança com outra produção: a série “Killing Eve”. Na trama, Chastain interpreta a personagem-título, uma assassina que trabalha para uma agência de espionagem, forçada a lutar por sua própria sobrevivência depois de uma missão falhar perigosamente. O impressionante elenco de apoio inclui Colin Farrell (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), Common (“Selma”), John Malkovich (“22 Milhas”) e Geena Davis (“Thelma e Louise”). A estreia está marcada para 25 de agosto em VOD nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Quatro escritores LGBTQIA+ abandonam agência literária de JK Rowling em protesto
Quatro escritores representados pela agência literária de JK Rowling — autora da franquia “Harry Potter” — decidiram deixar a empresa depois que Rowling começou campanha contra direitos de transexuais. Fox Fisher, Drew Davies e Ugla Stefanía Kristjönudóttir Jónsdóttir disseram que não podiam mais trabalhar com a Blair Partnership, com sede em Londres, porque não estavam convencidos de que a empresa “apoia nossos direitos”. Os três se identificam como parte da comunidade LGBTQIA+. Um quarto autor também rompeu contrato com a agência, mas preferiu se manter anônimo. Em declaração conjunta, eles contaram que pediram à editora “que reafirmasse seu compromisso com os direitos das pessoas trans”, mas sentiram que a empresa de JK Rowling “era incapaz de se comprometer com qualquer ação que julgávamos apropriada e significativa”. De acordo com o jornal The Guardian, Jónsdóttir – também conhecido como Owl Fisher e co-autor de “Trans Teen Survival Guide” (o guia de sobrevivência do adolescente trans) – sugeriu que a agência literária deveria realizar treinamento com o grupo All About Trans (tudo sobre trans), mas “essa solicitação não foi encarada positivamente pela gerência”. Por isso, eles decidiram deixar a Blair Partnership, alegando que “a liberdade de expressão só pode ser mantida se as desigualdades estruturais que impedem oportunidades iguais para grupos sub-representados forem desafiadas e alteradas”. A Blair Partnership emitiu um comunicado em que fez uma afirmação genérica, dizendo que apoia “os direitos de todos os nossos autores de expressar seus pensamentos” e que “é nosso dever, como agência literária, apoiar a todos nessa liberdade fundamental”. A polêmica com JK Rowling começou quando a escritora decidiu se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, coloca mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety. Até o momento, a Warner, para quem os filmes de “Harry Potter” representam uma mina de ouro, e que atualmente desenvolve um terceiro “Animais Fantásticos” escritos por Rowling, divulgou apenas um comunicado ambíguo, em que reforça sua posição em defesa de “uma cultura diversificada e inclusiva”, ao mesmo tempo em que valoriza seus “contadores de histórias” (Rowling). “Os eventos nas últimas semanas confirmaram nossa determinação como empresa de enfrentar questões sociais difíceis. A posição da Warner Bros. sobre inclusão está bem estabelecida, e promover uma cultura diversificada e inclusiva nunca foi tão importante para nossa empresa e para nosso público em todo o mundo. Valorizamos profundamente o trabalho de nossos contadores de histórias, que se dedicam muito ao compartilhar suas criações com todos nós. Reconhecemos nossa responsabilidade de promover a empatia e advogar a compreensão de todas as comunidades e todas as pessoas, principalmente aquelas com quem trabalhamos e com as quais alcançamos através de nosso conteúdo”, diz o texto que, realmente, não se posiciona a respeito da polêmica. Caso a situação continue evoluindo de forma dramática, o estúdio deverá ser pressionado a sair de cima do muro.
Winona Ryder revive polêmica ao lembrar fala preconceituosa de Mel Gibson
Um perfil do jornal Sunday Times sobre a carreira de Winona Rider, em que ela abordou corações partidos, grandes amizades e bastidores de seu filmografia, acabou revivendo as acusações de preconceito contra Mel Gibson. A estrela de “Stranger Things” foi questionada sobre suas experiências com racismo e citou o protagonista de “Coração Valente”. A lembrança desse incidente antigo acabou tendo repercussão e foi refutada por um agente do ator. Questionada sobre experiências de preconceito que testemunhou, Winona afirmou que Mel Gibson já fez comentários complicados na sua frente. Em uma festa, ela diz que Gibson estava “fumando um charuto, e estávamos conversando com um amigo, que é gay, quando ele disse: ‘Espere, eu vou pegar Aids?’. E então alguém falou algo sobre os judeus e ele disse para mim: ‘Você não é uma ‘oven dodger’, é?'”. O termo ofensivo “oven dodger” é usado para falar pejorativamente sobre judeus em inglês. Significa “trapaceiro do forno”, uma referência negacionista aos campos de concentração do Holocausto. Segundo Winona, Mel Gibson ensaiou um pedido de desculpas depois do ocorrido. Depois do relato da atriz, o agente de Gibson, Alan Nierob, foi à imprensa americana dizer que a história “é 100% mentirosa”. “Ela mente sobre isso há uma década, desde que expôs pela primeira vez à imprensa, e está mentindo agora. E também, ela mentiu sobre ele tentar se desculpar na época. Ele falou, sim, com ela, muitos anos depois, para confrontar as mentiras e ela se recusou a falar com ele”, afirmou Nierob ao site The Hollywood Reporter, lembrando que a atriz fez esse relato pela primeira vez em 2010 (numa entrevista para a revista GQ). De todo modo, a entrevista anterior não foi a primeira acusação de antissemitismo sofrida por Gibson. Em 2006, ele foi preso por dirigir alcoolizado e afirmou, de acordo com um boletim policial, que “os judeus são responsáveis por todas as guerras do mundo”. Dez anos depois, ele pediu desculpas e falou que a afirmação foi feita de cabeça quente. “Foi um incidente infortuno. Eu estava bravo e estava preso. Eu fui gravado ilegalmente por um policial inescrupuloso que nunca foi processado por este crime”, alegou, na ocasião, em entrevista à Variety. Para Winona, que é judia, o tema é sensível. “Não sou religiosa, mas é difícil para mim falar disso, eu tive familiares que morreram em campos [de concentração], então é um assunto que me fascina também.” Ela ainda revelou que sofreu preconceito em Hollywood por ser judia. “Há gente que me fala: ‘Espere, você é judia? Mas você é tão linda!’. Houve um filme em que o chefe do estúdio, que era judeu, falou que eu era ‘muito judia’ para fazer um papel em uma ‘família de sangue azul’.”
Lenda dos vídeos adultos, Ron Jeremy será julgado por crimes sexuais
O ator pornô Ron Jeremy, um dos mais famosos da indústria de vídeos adultos dos EUA, foi acusado de estuprar três mulheres e agredir sexualmente uma quarta, informou o Ministério Público de Los Angeles. Com mais de 1,7 mil créditos em filmes pornográficos, Jeremy é considerado uma lenda na indústria, mas já se encontrava afastado das produções adultas há dois anos. Não apenas pela idade avançada – está com 67 anos – , mas por seu envolvimento em denúncias de abuso sexual. A promotoria do condado de Los Angeles o acusa por quatro incidentes separados, o mais antigo de 2014. Três dos casos teriam ocorrido no mesmo bar, situado em West Hollywood, entre os anos de 2017 e 2019. E o de 2014 teria acontecido em uma casa localizada na mesma área. As supostas vítimas tinham entre 25 e 46 anos. Além destes quatro, uma acusação de 2016 não será processada por falta de provas. A promotoria determinou uma fiança milionária (US$ 6,6 milhões) para ele responder o caso em liberdade. Caso não possa pagar, já será preso nesta terça (23/6). No final do julgamento, Jeremy pode receber a pena máxima de prisão perpétua. O ator, cujo nome verdadeiro é Ronald Jeremy Hyatt, começou a fazer filmes adultos nos anos 1970 e apareceu em obras famosas do gênero, como “Delicious” (1981), “Objeto de Desejo” (1983), “Garganta Profunda II” (1987), “John Bobbit – Sem Cortes” (1994) e a versão adulta de “Dracula” (1994). Seu último vídeo para maiores é de 2018. Ele ficou conhecido o suficiente para ganhar vários documentários sobre sua carreira e aparecer em filmes convencionais. A maioria das vezes sua participação se resumia a figurações. Chegou a superar Stan Lee nesse quesito, sendo visto por alguns segundos em filmes cultuados e até em grandes sucessos, como “Pânico na Escola” (2011), com Josh Hutcherson, “Adrenalina 2” (2009), com Jason Statham, “Todo Poderoso” (2003), com Jim Carrey, “Detroit, a Cidade do Rock” (1999), com a banda Kiss, “Studio 54” (1998), com Salma Hayek, “Tromeo & Juliet” (1996), escrito por James Gunn, “Rotação Máxima” (1994), com Charlie Sheen, “Parceiros do Crime” (1993), com Eric Stoltz, e, acredite se quiser, “O Poderoso Chefão III” (1990)!
Produtor do sucesso Resgate, da Netflix, é preso por crime sexual
O produtor e agente de talentos David Guillod foi preso na segunda-feira (22/6), após se entregar voluntariamente à polícia de Santa Barbara, na Califórnia, para responder acusação de estupro de quatro mulheres entre 2012 e 2015. Trata-se de mais um magnata da indústria do entretenimento a enfrentar a justiça desde o surgimento do movimento #MeToo, inspirado pelas vítimas de outro produtor, Harvey Weinstein, que acabou condenado à prisão. Guillod, de 53 anos, é produtor de sucessos como “Atômica” (2017), estrelado por Charlize Theron, e o recente “Resgate” (2020), com Chris Hemsworth, que a Netflix afirma ser seu filme mais visto em todos os tempos. Seu advogado, Philip Kent Cohen, disse à imprensa que Cohen nega todas as acusações e que “ele espera poder limpar seu nome no fórum apropriado”. Ao todo, ele enfrenta 11 acusações de estupro, sequestro para estupro e estupro de vítima sob influência de drogas em três incidentes separados em 2012, 2014 e 2015 contra quatro mulheres, segundo uma cópia da acusação que a promotoria tornou pública. Três das vítimas teriam sido atacadas em Santa Bárbara, onde o produtor está sendo processado, e uma em Los Angeles em 2012. Seus nomes são mantidos em sigilo. A atriz Jessica Barth, dos dois filmes do ursinho “Ted”, identificou-se como sendo uma das vítimas, mas ela não aparece entre as acusadoras. Em relato nas redes sociais, Barth disse que foi drogada e agredida sexualmente por Guillod em 2012. A denúncia tornou-se pública em 2017 com o movimento #MeToo, após outra atriz contar relato semelhante, chamando atenção do movimento para o nome do produtor. Uma das vítimas anônimas que estão no processo foi identificada como funcionária do produtor. Ela recebeu R$ 60 mil para assinar um acordo de confidencialidade, mas mesmo assim o denunciou, seguindo o exemplo de outras mulheres, de acordo com o jornal Los Angeles Times. “Uma quantidade esmagadora de evidências foi reunida no curso desta investigação para contestar essas acusações”, afirmou o advogado de Cohen, observando que os testes de DNA foram negativos e que testemunhas confirmam a versão de Guillod dos fatos. “As acusações foram apresentadas depois que o xerife do condado de Santa Bárbara realizou uma investigação exaustiva junto ao departamento de polícia de Los Angeles”, disse a promotoria em seu próprio comunicado. “O acusado está atualmente na prisão do condado de Santa Bárbara, com fiança fixada em US$ 3 milhões”, informa o texto, destacando ainda que não há data para que ele se apresente diante de um juiz. Se for condenado, Cohen pode ser pegar entre 21 anos de encarceramento até prisão perpétua.
Atriz denuncia verdadeiro motivo de sua saída da série Sleepy Hollow
A atriz Nicole Beharie revelou, em entrevista ao jornal New York Times, o verdadeiro motivo de sua saída repentina da série “Sleepy Hollow”, com a morte de sua personagem. Ela denunciou que foi demitida após não conseguir trabalhar doente na produção da Fox, enquanto estava sob tratamento para uma doença autoimune e com ordens médicas para descansar. Pior que isso: ela afirmou ter recebido tratamento diferenciado de seu colega de elenco, Tom Mison, que também ficou doente durante as gravações da 3ª temporada, mas recebeu autorização para passar um mês de descanso, enquanto ela teve que protagonizar um episódio sozinha. “Ele foi autorizado a voltar para a Inglaterra por um mês. Eu recebi o episódio 9 para filmar sozinha. Eu me esforcei e, no final do episódio, tive que passar por tratamento de urgência. E todo os médicos — incluindo os que o estúdio estava enviando — confirmaram: ‘Ei, ela não pode trabalhar agora'”, disse. A intérprete da policial Abby Mills contou que “queria levantar e trabalhar logo”, mas não conseguiu. Por conta disso, acusa os produtores de terem colocado seu nome numa lista negra. “Era muito difícil falar sobre isso na época, porque eu queria trabalhar. Mas fui rotulada como problemática e entrei na ‘lista negra’ de algumas pessoas”, declarou. “Eles interromperam a produção por duas semanas porque fiquei doente”, ela explicou. “Eles enviaram muitos médicos, e eu fiz exames diários para certificá-los de que estava realmente doente, porque eles precisavam retomar a produção. Todos os médicos disseram que eu não estava bem e que precisava descansar. Mas não era o que eles queriam ouvir. Precisei conseguir um advogado”. Assim que ela melhorou, sua personagem foi morta. O que foi um choque até para Tom Mison, como ele revelou em diversas convenções de fãs. Beharie saiu da série em 2016, ao fim da fatídica 3ª temporada. Quando Abbie Millls, policial que investigava os casos sobrenaturais na cidade de Sleepy Hollow, foi morta pelos roteiristas, na verdade sua intérprete estava sendo demitida. “Quando você é uma pessoa de cor ou uma mulher de qualquer raça, ser rotulada de uma maneira pode mudar a trajetória de sua vida, sua saúde e sua carreira”, ela comentou sobre a demissão. Os produtores fizeram uma 4ª temporada sem Beharie, mas a audiência desabou e “Sleepy Hollow” acabou cancelada logo em seguida. Ela demorou a conseguir trabalho depois da demissão e só voltou a atuar numa série três anos depois, num episódio da 5ª temporada da antologia “Black Mirror”, da Netflix. Depois, só apareceu em “Pequenos Incêndios por Toda Parte” (Little Fires Everywhere), lançada em março passado na plataforma Hulu. Mas a carreira está sendo retomada. Seu trabalho mais recente é o filme “Miss Juneteenth”, produção indie premiada no Festival SXSW, que estreou em VOD na sexta (19/6) nos EUA. “Estou reconciliando o que significa ser ator, artista e mulher de cor. As consequências de cometer um erro são maiores. Ninguém quer ser problema. Mas sinto que eu e o mundo como um todo estamos em um lugar diferente agora e estou feliz com isso”, disse. Procurada pelo jornal nova-iorquino, a Fox não quis comentar a denúncia da atriz. “Sleepy Hollow” foi exibida no Brasil pela Fox, Band e Netflix.
Elenco de Riverdale reage à acusações de supostos abusos sexuais
O elenco de “Riverdale” foi alvo de acusações de abuso sexual neste fim de semana. Mas desta vez há uma grande diferença em relação a outras denúncias: os relatos detalhados de abusos supostamente cometidos por Cole Sprouse (o Jughead), Lili Reinhart (a Betty), KJ Apa (o Archie) e Vanessa Morgan (a Toni) se multiplicaram com poucas horas de diferença em contas do Twitter recém-criadas, identificadas com pseudônimos e sem fotos. Cole Sprouse e Lili Reinhart, que até recentemente namoravam fora das telas, resolveram se manifestar contra a aparente farsa, criticando quem inventa esse tipo de acusação para banalizar outras denúncias. Eles reforçaram que falsas acusações são danosas para a luta das verdadeiras vítimas. E vão processar quem espalhou as supostas mentiras. Rapidamente, algumas das contas foram deletadas. Outras disseram que ouviram falar do abuso e resolveram criar a conta só para denunciar. Teve também um perfil que afirmou ter inventado tudo para demonstrar como era fácil fazer as pessoas acreditarem em qualquer coisa. A maioria das contas criadas no fim de semana já saiu do ar, após investigações privadas terem rastreado um IP único responsável por elas. Mas as denúncias deixaram um rastro digital inflamável no Twitter, que dividiu os fãs da série com dúvidas sobre a veracidade das afirmações. “Hoje mais cedo, eu e outros três companheiros de elenco fomos falsamente acusados de agressão sexual por contas anônimas no Twitter. Eu levo essas acusações com muita seriedade e trabalharei com os times certos para chegar à raiz delas”, escreveu Sprouse em seu Twitter. “Esse parece ser mais um, dentre uma série de incidentes, que tentam de forma apelativa e sem embasamento querer cancelar meus companheiros de elenco e eu”, apontou. “Falsas acusações causam danos tremendos em vítimas de assédio. Além disso, eu jamais tentaria silenciar alguém. Eu encorajo as pessoas a olharam as acusações, já que os eventos contados são evidentemente falsos”, conclui Sprouse. Dizendo que “sempre levou as acusações de assédio sexual muito a sério”, Reinhart faz uma ressalva: “Mas ficou provado que essa conta foi criada especificamente para criar histórias falsas sobre mim e meus colegas de elenco. Eu não posso pensar em algo mais distorcido do que mentir sobre assédio sexual”. “Isso invalida homens e mulheres que são corajosos o suficiente para falar a verdade. Esse tipo de mentira pode arruinar vidas e carreiras — e eu posso dizer que isso é uma mentira porque a pessoa que fez as alegações já admitiu que as histórias foram inventadas”, continuou. “Nós estamos pensando em tomar ações legais. Esse tipo de comportamento doentio fere apenas os sobreviventes verdadeiros. Isso foi um gatilho inacreditável pra mim e assustador porque eu sempre apoiei as vítimas e acreditei nelas”, acrescentou. “Eu espero e rezo para que isso não desencoraje sobreviventes reais a denunciarem suas experiências”, acrescentou em seu perfil. False accusations do tremendous damage to victims of actual assault. Furthermore, I would never seek to silence anybody. I encourage that people look into the accusations themselves, as the events detailed were factually untrue. 2 — Cole M. Sprouse (@colesprouse) June 22, 2020 Brave enough to come forward with the truth. This kind of lie can ruin lives and careers- and I can call it a lie because the person who made the allegations already admitted that the stories were fabricated. — Lili Reinhart (@lilireinhart) June 22, 2020 I hope and pray that this does not discourage real survivors from speaking out about their experiences. — Lili Reinhart (@lilireinhart) June 22, 2020
Emicida incentiva carreira de atriz de Ludmilla após polêmica
Após a atriz Samantha Schmutz criticar a escolha de Ludmilla, uma “não atriz”, para integrar o elenco da 2ª temporada da série “Arcanjo Renegado”, a cantora acabou no centro de discussões acaloradas. Vendo a onda de críticas, o rapper Emicida resolveu se solidarizar, defendendo a amiga. “C*raio Ludmilla, eu torço demais por você e tô sempre mandando aquele axé daqui, porque vou te contar viu, os bico não consegue ver você vencer mesmo, era só ignorar, mas eles simplesmente não conseguem, precisam falar alguma bosta… Continua que tá lindo e você não está sozinha”, declarou ele. A publicação fez muito sucesso, recebendo mais de 50 mil curtidas e 3 mil retuítes, além de a própria Ludmilla responder à publicação. “Vou seguir fazendo a minha parte, nunca foi fácil e não vai ser agora que será. Tá cada dia mais difícil, mas essa força que tô recebendo é fundamental, ler isso de você me faz bem. Quanto mais eles batem, mais forte a gente fica!”, disse ela. Pra quem não lembra, a polêmica começou quando Ludmilla comemorou em seu Instagram o convite para atuar em “Arcanjo Renegado” e foi surpreendida por um comentário negativo de Samantha Schmutz, que demonstrou insatisfação pela escolha de seu nome. “O meu sonho é que meus amigos atores, desempregados, porém formados em Artes Cênicas, tenham essa mesma facilidade em conseguir um papel”, atravessou a atriz, que atualmente pode ser vista na reprise da novela “Totalmente Demais”, na pele da desaforada Dorinha. A dona do hit “Cheguei” respondeu. “Meu sonho é que todos os artistas com talento possam ter espaço pra mostrar seu trabalho, mas infelizmente esse é um momento que a cultura do nosso país está tão desvalorizada que isso se torna cada vez mais difícil. Melhor seria que nós, artistas, que temos voz e alcance, nos uníssemos para melhorar a situação. Não acredito que seu comentário desmerecendo meu trabalho e minha trajetória- que é de muita superação- vá ajudar nisso”, iniciou Lud. Ludmilla ainda relembrou que outras cantoras já participaram de projetos dramáticos sem que ninguém reclamasse. “Várias cantoras brasileiras também já fizeram trabalhos na TV. Ivete, por exemplo, brilhou na minissérie “Gabriela”. Sem contar inúmeros exemplos internacionais em que vários cantores também atuam. Porque arte é arte. Funk também é arte. Pagode é arte. Música popular e de massa é arte. Antes de ser cantora, sou uma artista, e quero poder explorar e experimentar várias formas artísticas sem me limitar. Paz”, concluiu ela.
Ansel Elgort se manifesta sobre acusação de abuso de menor
O ator Ansel Elgort, de “A Culpa É das Estrelas” e “Em Ritmo de Fuga”, usou seu Instagram para se defender das acusações de queria abusado sexualmente de uma fã menor de idade, chamada Gabby, que ele conheceu via redes sociais. Em um post no Instagram, o ator de 26 anos disse que teve uma relação legal e consensual com a mulher em 2014, que disse em sua acusação ter na época 17 anos. Ela fez um longo relato no Twitter sobre o suposto abuso, mostrando uma foto dos dois juntos para comprovar o relacionamento. O ator deu sua versão dos fatos também via rede social, publicando um comunicado. “Fiquei angustiado de ver os posts nas redes sociais sobre mim que vêm circulando nas últimas 24 horas. Eu não posso alegar que entendo os sentimentos de Gabby, mas a sua descrição dos eventos simplesmente não foi o que aconteceu”, ele escreveu. “Eu nunca agredi e nunca agrediria alguém. O que é verdade é que em 2014, em Nova York, quando eu tinha 20 anos, Gabby e eu tivemos uma relação breve, legal e inteiramente consensual”, afirmou o ator. “Infelizmente, eu não lidei bem com o término. Eu parei de responder a ela, o que é uma coisa imatura e cruel de se fazer com alguém. Eu sei que essa desculpa atrasada não me absolve do meu comportamento inaceitável quando eu desapareci”, explicou Ansel. Ele afirmou ter vergonha de seus atos. “Olhando para trás e a minha atitude, eu me sinto enojado e extremamente envergonhado pela forma como agi. Eu sei que preciso continuar a refletir, aprender e trabalhar para desenvolver empatia”, escreveu Ansel. Segundo o relato da jovem, publicado na noite de sexta (19/6), os dois tiveram relações sexuais, inicialmente com consentimento, mas depois o ator ignorou a dor por ser a primeira vez dela e os pedidos para que parasse. “Ele me fez pensar que era assim que o sexo deveria ser. Eu era tão jovem e ele sabia disso. Ele também disse coisas como ‘você será uma moça tão bonita quando for mais velha.’ Eu tinha 17 anos”, disse ela em seu relato. Gabby afirma ter ficado com transtornos pós-traumáticos e ataques de pânico, e que resolveu contar sua história “para que possa finalmente me curar” e ajudar outras meninas que tenham sido vítimas do ator. Pouco depois da publicação ter viralizado, a conta de Gabby foi deletada. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @ansel em 20 de Jun, 2020 às 6:36 PDT
Ludmilla e Samantha Schmutz brigam por causa de papel em série
A cantora Ludmilla e a atriz Samantha Schmutz trocaram farpas nas redes sociais, durante a sexta-feira (19/6), por causa de uma série da Globoplay. Ao comemorar em seu Instagram o convite para integrar o elenco da 2ª temporada de “Arcanjo Renegado”, Ludmilla foi surpreendida por um comentário negativo de Samantha, que demonstrou insatisfação pela escolha de seu nome. “O meu sonho é que meus amigos atores, desempregados, porém formados em Artes Cênicas, tenham essa mesma facilidade em conseguir um papel”, confessou a artista, que atualmente pode ser vista na reprise da novela “Totalmente Demais”, na pele da desaforada Dorinha. A dona do hit “Cheguei” respondeu. “Meu sonho é que todos os artistas com talento possam ter espaço pra mostrar seu trabalho, mas infelizmente esse é um momento que a cultura do nosso país está tão desvalorizada que isso se torna cada vez mais difícil. Melhor seria que nós, artistas, que temos voz e alcance, nos uníssemos para melhorar a situação. Não acredito que seu comentário desmerecendo meu trabalho e minha trajetória- que é de muita superação- vá ajudar nisso”, iniciou Lud. Ludmilla ainda relembrou que outras cantoras já participaram de projetos dramáticos sem que ninguém reclamasse. “Várias cantoras brasileiras também já fizeram trabalhos na TV. Ivete, por exemplo, brilhou na minissérie “Gabriela”. Sem contar inúmeros exemplos internacionais em que vários cantores também atuam. Porque arte é arte. Funk também é arte. Pagode é arte. Música popular e de massa é arte. Antes de ser cantora, sou uma artista, e quero poder explorar e experimentar várias formas artísticas sem me limitar. Paz”, concluiu ela.
Ansel Elgort é acusado de abusar de menor de idade
Uma mulher que se identifica como Gabby nas redes sociais acusou o ator Ansel Elgort (“A Culpa É das Estrelas”, “Em Ritmo de Fuga”) de agredi-la sexualmente em 2014, quando tinha 17 anos. Ela publicou a denúncia na sexta-feira (19/6) em seu Twitter, acusando o ator de ter se aproveitado da fama para abusar dela. Gabby disse que em 2014 enviou uma mensagem direta a Elgort, informando que em breve seria seu aniversário de 17 anos, sem imaginar que ele responderia. Mas Elgort respondeu com um acesso a sua conta privada no Snapchat. Ele pediu fotos nuas dela e também teria sugerido fazer sexo a três com uma amiga dela. Segundo seu relato, os dois tiveram relações sexuais, inicialmente com consentimento, mas o ator ignorou a dor por ser a primeira vez dela e os pedidos para parar. “Ele me fez pensar que era assim que o sexo deveria ser. Eu era tão jovem e ele sabia disso. Ele também disse coisas como ‘você será uma moça tão bonita quando for mais velha.’ Eu tinha 17 anos”, disse ela em seu relato. Gabby afirma ter ficado com transtornos pós-traumáticos e ataques de pânico, e que resolveu contar sua história “para que possa finalmente me curar” e ajudar outras meninas que tenham sido vítimas do ator. A acusação é finalizada com duas fotos: uma supostamente da dona do perfil ao lado de Elgort, e outra do registro de troca de mensagens privadas no Twitter. A conta no Twitter foi completamente apagada após a publicação, mas os prints podem ser conferidos abaixo. Os representantes de Ansel Elgort ainda não se manifestaram. Ele terminou recentemente de filmar o remake de “Amor, Estranho Amor” (West Side Story), com direção de Steven Spielberg, e estava gravando a série “Tokyo Vice” para a HBO Max. Veja o depoimento original abaixo.











