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    Sia briga com a comunidade autista ao lançar o trailer de seu primeiro filme

    23 de novembro de 2020 /

    A cantora Sia comprou briga com a comunidade autista por conta de seu primeiro longa-metragem, “Music”, que ela escreveu e dirigiu. Sia diz que queria homenagear essa comunidade, mas escalou sua protegida, a dançarina Maddie Ziegler, no papel de uma garota autista, e o trailer do longa, revelado no fim de semana, mostrou a jovem apresentando um comportamento meio abobado e totalmente diferente das pessoas que sofrem desse mal. A polêmica estourou junto do trailer, após a interpretação de Ziegler ser considerada “ofensiva” e “imprecisa” nas redes sociais, o que deu início a uma troca de insultos entre Sia e autodeclarados autistas. A situação saiu tanto do controle que até organizações dedicadas ao atendimento de autistas decidiram fazer campanha de boicote contra o filme. Sia acabou tuitando que ficou “muito confusa” com a negatividade em relação ao seu trabalho. Uma atitude bem diferente do entusiasmo demonstrado ao lançar o trailer. A atriz irlandesa Bronagh Waugh foi a primeira a questionar Sia sobre a polêmica interpretação de Ziegler. “Posso perguntar por que você não escalou um ator deficiente para este papel?”, ela escreveu no Twitter. “É muito ofensivo a maneira que você escolheu para retratar essa personagem. Pessoas com deficiência não estão quebradas e não precisam de conserto.” Ao ver o comentário, Sia respondeu que tentou “representar amorosamente a comunidade”. Isso desencadeou várias críticas contestando o resultado, com muitos perguntando por que um ator deficiente não poderia ter interpretado o papel. Sia tentou se defender, dizendo a certa altura: “Duh. Passei três anos pesquisando, acho que é por isso que estou tão chateada. ” Ela afirmou que contratou muitas “crianças com habilidades especiais” para trabalhar no filme, incluindo uma garota do espectro, antes de escalar Ziegler. “Ela achou desagradável e estressante”, disse Sia sobre a jovem do espectro. Neste ponto, uma seguidora se ofereceu, dizendo que ela e várias outras atrizes autistas estariam disponíveis para o papel. Ao que Sia respondeu: “Talvez você seja apenas uma atriz ruim”. As respostas atravessadas acabaram gerando ainda mais raiva dentro da comunidade que Sia supostamente estava tentando agradar, até a Sociedade Nacional de Autismo do Reino Unido dizer que “Sia entendeu tudo errado” e a Associação Americana de Pessoas com Deficiências conclamar: “Não assistam ao filme da Sia”. Diante disso, Sia defendeu suas opções e pediu que criticassem o produto acabado, não o trailer. Mas fez o pedido de maneira, digamos, pouco educada, com palavrões. “Grrr. F*** f**ida, por que vocês não assistem meu filme antes de julgá-lo?”, ela escreveu no Twitter. “FÚRIA.” Este piti acabou gerando reação de uma proeminente celebridade deficiente, a atriz Marlee Martlin, vencedora do Oscar por “Filhos do Silêncio” (1986). “Querida Sia, como todo respeito como colega artista, é esse o tipo de resposta que você deseja que as pessoas vejam ao discutir um tópico tão importante, como pessoas com autismo? Por favor, não seja surda ao que eles têm a dizer”, escreveu Matlin. O filme será lançado em fevereiro, junto com o disco de sua trilha sonora. Veja abaixo o trailer que irritou os autistas e a reação que levou Marlee Martlin a se pronunciar. Dear @Sia, With respect as a fellow artist, is this the kind of response you want people to see when discussing such an important topic such as people with Autism? Please don't be deaf to what they have to say. Marlee Matlin — Marlee Matlin (@MarleeMatlin) November 21, 2020

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    Xuxa abre quatro processos criminais contra Sikêra Júnior

    21 de novembro de 2020 /

    A atriz, cantora e apresentadora Xuxa perdeu a paciência com o apresentador de programas policiais Sikêra Júnior e abriu quatro processos na Justiça Criminal de São Paulo, incluindo pedido cautelar para que ele seja proibido de citá-la diretamente ou indiretamente de forma jocosa na TV. Desde outubro, Sikêra Júnior tem usado seu programa para atacar Xuxa e seu namorado, o cantor e ator Junno Andrade, acusando-a em rede nacional de promover a pedofilia e o consumo de drogas. Ele chegou a dizer que a apresentadora leva crianças para a “putaria” e a “suruba”. Tudo começou porque Xuxa criticou o apresentador após ele exibir um vídeo de um homem praticando zoofilia na TV aberta, com direito a gestos obscenos e reconstituição do ato no estúdio, entre gargalhadas. A reação, na verdade, foi encabeçada pela apresentadora Luisa Mell e acabou repercutindo a vários famosos, que se juntaram num vídeo contra cenas de baixo nível na TV brasileira. Em resposta ao vídeo contra a zoofilia, Sikêra Júnior resolveu convocar o povo para uma campanha contra pedofilia, que diz ser praticada por Xuxa. Em um dos ataques, chegou a dizer que lamentava ter sido fã da “ex-Rainha”. “Meu sonho quando criança era ir no programa dela”. Ele repetiu essa frase várias vezes, apesar de ter 17 anos quando Xuxa virou apresentadora do “Clube Criança”, na rede Manchete. Ele é mais claro em outro vídeo, quando cita o “Planeta Xuxa” e o sonho de subir “naquela nave”, que foi sucesso quando Sikêra não era mais júnior, com 31 anos. Talvez tenha se confundido, porque cantarolou uma música de quando tinha “apenas” 25 anos e queria ser Paquito – “Papai me deu um aviso e parei com essa ideia”… O apresentador da RedeTV!, que é só três anos mais novo que Xuxa, também disse que o novo livro infantil da artista, sobre uma garota com duas mães, era uma “safadeza”. Xuxa chegou a tentar tirar do ar o programa policial, mas a Justiça do Estado de São Paulo negou a solicitação em primeira instância. Ela também entrou com ação civil por danos morais, o que motivou novo ataque do apresentador na semana passada, quando ele disse que “nunca precisou de usar o corpo para nada”. A partir disso, a artista decidiu apelar para a Justiça Criminal, com quatro ações penais pelos crimes de difamação e injúria, em razão de cada um dos vídeos contra ela e o ator, além dos pedidos cautelares. “Com efeito, facilmente se percebe que tais ofensas não contém nenhum cunho informativo, mas sim a nítida intenção de difamar a honra da querelante [Xuxa]”, diz a ação movida pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que representam Xuxa e Junno. Os advogados destacam que “repudia de forma veemente os ataques que esse apresentador proferiu e profere, não apenas contra o casal, mas sim contra todas as mulheres, minorias e comunidade LGBTQIAP+, disseminando ódio e raiva nos telespectadores”. E completam dizendo que “confiam que a Justiça Criminal de São Paulo fará cessar esses ataques covardes e cruéis, a partir do julgamento das queixas-crime ajuizadas”. Além de Xuxa, Luiza Mell também decidiu processar Sikêra Júnior, após ele insinuar que a artista, conhecida pela defesa dos direitos dos animais, “vive atrás de homem casado” e teria enriquecido com os institutos que administra. Exibidos na TV aberta, os programas em que Sikêra atacou Xuxa e Luiza Mell também estão disponíveis no YouTube e nas redes sociais.

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  • Etc,  Série

    Isaiah Washington lembra sua demissão polêmica de Grey’s Anatomy com ataque à Katherine Heigl

    18 de novembro de 2020 /

    O ator Isaiah Washington retomou uma controvérsia de 13 anos para reclamar de Katherine Heigl por sua demissão na série “Grey’s Anatomy”. “Essa mulher uma vez disse que eu nunca mais deveria falar publicamente. O mundo concordou com ela na época e pediu minha cabeça e meu emprego em 65 idiomas. Eu gostaria de ter uma conta no Twitter em 2007 porque eu nunca vou parar de praticar meu direito de liberdade de expressão”, escreveu o ator, ao lado de uma foto de Heigl. Ele ainda completou: “Eu aprendi que nem todo dinheiro é bom e que não há quantia de dinheiro que substitua sua dignidade e integridade. Alguns chamam isso de viver com princípios”. Isaiah Washington se tornou o primeiro ator do elenco principal de “Grey’s Anatomy” a deixar a série, devido a uma polêmica de bastidores. Intérprete do cirurgião Preston Burke da 1ª à 3ª temporada, ele foi demitido da produção após ser acusado de se dirigir de forma homofóbica a colegas de elenco, com agressões verbais e, segundo boatos, até físicas. Os rumores da época diziam que Katherine Heigl, intérprete de Izzie Stevens no drama médico, teria defendido o colega T.R. Knight durante uma dessas discussões e exigido a demissão de Washington. A história ganhou volume depois de Washington pegar o microfone diante da criadora da série, Shonda Rhimes, para comentar o assunto durante o Globo de Ouro de 2007. “Não, eu não chamei T.R. de ‘bichinha'”, o ator afirmou na sala de imprensa da premiação. Ele depois acrescentou: “Não há possibilidade de eu ter dito algo tão perverso e tão horrível, não somente a um colega de elenco, mas a um ser humano”. Mais tarde, veio à tona que Washington não teria brigado com TR Knight, que ainda não havia assumido a homossexualidade na época, mas sim com outro colega de elenco. Ele chegou a pedir desculpas, mas o caso tomou grandes proporções e seu contrato foi finalizado em 2007. Depois disso, tanto Knight (primeiro) quanto Heigl (mais tarde) pediram para sair da produção. Por ironia, deste trio, apenas Washington acabou voltando a aparecer na série, numa participação especial no episódio de despedida de Sandra Oh, intérprete de Christina Yang, que foi noiva de seu personagem na série. Heigl, por sinal, tornou-se persona non grata na produção. Muitos acreditavam que isso se devia à sua decisão de abandonar “Grey’s Anatomy” para seguir carreira no cinema – um grande erro de cálculo, como sua filmografia pode atestar. Mas nesta semana, a showrunner Krista Vernoff revelou um fato que ajuda a explicar o desamor entre as partes. O motivo de Izzy nunca ter recebido um episódio de despedida na série deveu-se simplesmente à vontade de Heigl, que decidiu não aparecer no estúdio para fazer sua aparição final prevista. Desde a demissão, Washington culpa o incidente, que se tornou público devido à declarações de Heigl, pelo fracasso de sua carreira artística. Após a polêmica, seu único papel de destaque foi como coadjuvante das primeiras temporadas de “The 100”. This woman once proclaimed that I should ‘never’ be allowed to speak publicly again. The world agreed with her proclamation back then and protested for my job and my head in 65 languages. I wish I was on Twitter in 2007, because I will NEVER stop exercising my free speech. pic.twitter.com/fQ6L1zfQRR — The Tweet Sniper💥 (@IWashington) November 16, 2020 I’ve learned that all money ain’t good money and no amount of money can replace your dignity and integrity. Some call it living by your principles. — The Tweet Sniper💥 (@IWashington) November 16, 2020

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  • Série

    Família real britânica estaria horrorizada com The Crown

    18 de novembro de 2020 /

    A estreia da 4ª temporada de “The Crown”, que aconteceu no último domingo (15/11) na Netflix, teria horrorizado a família real britânica, que viu retratada na tela a fase mais conturbada de sua história recente. Ambientados no começo dos anos 1980, os novos episódios apresentaram bastidores pouco lisonjeiros do casamento tumultuado do príncipe Charles e da princesa Diana. A forma como Charles é lembrado não podia ser mais terrível, mas até a abordagem de Diana, que tem uma representação benigna, causou polêmica por incluir cenas escatológicas de bulimia. O fato é que a Rainha Elizabeth II e seu marido, o Duque de Edimburgo, estão com raiva da série desde a estreia, o que piorou ainda mais na 2ª temporada, que mostrou Philip tendo um caso com uma bailarina. Nada aconteceu na ocasião, mas agora há o fato de o príncipe Harry ter fechado um contrato milionário com a Netflix, “a empresa que está por trás de tudo isso”. A família real também não estaria nada satisfeita com esse negócio. Embora a realeza não tenha se manifestado oficialmente, várias fontes supostamente próximas foram citadas para justificar uma coleção de manchetes bombásticas que lotaram as bancas do Reino Unido no começo da semana. Segundo o jornal Times, amigos do príncipe William disseram que o filho de Charles e Diana considerou a série “profundamente intrusiva” por criar uma “visão perversa e nojenta dos membros mais importantes da família real britânica”. “Eles estão explorando os meus pais para ganhar dinheiro”, teria dito William, acrescentando que Charles e Lady Diana Spencer foram “apresentados de uma forma falsa e simplista”. O jornal Daily Mail, por sua vez, citou amigos próximos de Charles para afirmar que a série “ressuscitou coisas que aconteceram durante tempos muito difíceis, 25 ou 30 anos atrás, sem pensar nos sentimentos de ninguém”. Um dos principais motivos de desconforto é a forma como a infidelidade de Charles, em seu relacionamento extraconjugal com Camilla Parker Bowles, foi mostrada. “Isso não é certo ou justo, especialmente quando muitas das coisas que estão sendo retratadas não representam a verdade. Isso é trollagem com orçamento de Hollywood”, acusou um dos amigos inomináveis. Uma das poucas pessoas a assumir seus comentários foi a biógrafa real Penny Junor, que disse ao jornal The Times que Charles ficaria “extremamente chateado” com uma cena em particular, quando seu tio-avô, o lorde Mountbatten, diz que a família real estava decepcionada com o relacionamento do príncipe com Camilla. “É o retrato mais cruel, injusto e horrível de quase todos eles. [O showrunner Peter] Morgan inventou coisas para fazer um drama caro”, acusou a escritora. Para ela, a rejeição escancarada da atual esposa do sobrinho-neto por Mountbatten “não é historicamente precisa”. Outras cenas não teriam acontecido na vida real, como o momento em que Charles grita com Diana e assume que sempre será apaixonado por Camilla e a sequência em que a “princesa do povo” confronta o futuro marido durante o ensaio para o casamento. O ex-assessor real Dickie Arbiter comentou para o Daily Mail que os monarcas estão “bastante acostumados a serem retratados” para fins de entretenimento. A questão que os preocupa é que nem todo espectador de “The Crown” perceberá que as cenas não são uma descrição precisa dos eventos. Mas será que não são mesmo? O antigo mordomo da princesa Diana, Paul Burrell, elogiou a produção para o mesmo jornal e disse que “é a melhor série já feita até agora, porque mostra a verdade em uma dramatização precisa do que realmente aconteceu”. “Esta é apenas uma espiada atrás das portas do Palácio de Buckingham, que o palácio talvez não queira que você veja”, acrescentou.

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  • Filme

    Mel Gibson confirma produção de Máquina Mortífera 5

    18 de novembro de 2020 /

    Mel Gibson confirmou que a franquia de “Máquina Mortífera” vai ganhar um quinto filme, que está sendo desenvolvido pelo diretor original do longa, Richard Donner. A revelação foi feita durante participação do ator no programa “Good Morning America” para falar sobre seu novo filme, “Fatman”. Ao ser questionado sobre um possível “Máquina Mortífera 5”, ele disse: “Sim, com certeza. E o homem que estava por trás de tudo isso, o homem que trouxe para a tela, está trabalhando nisso agora: Richard Donner. Ele é uma lenda”. Mel Gibson co-estrelou os quatro filmes de “Máquina Mortífera”, de 1987 a 1998, interpretando o detetive da polícia de Los Angeles Martin Riggs, ao lado de Danny Glover como seu parceiro Roger Murtaugh – que já nos anos 1980 dizia estar “velho demais” para isso. Rumores a respeito da produção de “Máquina Mortífera 5” começaram a circular em 2007 e ganharam força dez anos depois, quando foi noticiado que Gibson e Glover estudavam a possibilidade de produzir o filme. Mais recentemente, durante um entrevista de janeiro passado para o site The Hollywood Reporter, o produtor Dan Lin revelou que o longa estaria realmente em desenvolvimento com o retorno da equipe original, incluindo o diretor Richard Donner e os atores Mel Gibson e Danny Glover. “Estamos tentando fazer o último filme de ‘Máquina Mortífera’. E Dick Donner está de volta. O elenco original também. É simplesmente incrível. A história em si é muito pessoal para ele. Mel e Danny estão prontos para rodar, então apenas dependemos do roteiro”, contou o produtor na ocasião. Vale lembrar que a franquia também foi adaptada para a TV numa série conturbada de 2016, que teve o intérprete televisivo de Riggs, o ator Clayne Crawford, demitido ao final da 2ª temporada por “mau comportamento”, após ataques de estrelismo e até agressões físicas contra o colega Damian Wayans, intérprete de Roger Murtaugh. A atração foi cancelada logo em seguida, ao final de seu terceiro ano, que acabou em fevereiro de 2019 num cliffhanger (gancho para a continuação) sem resolução.

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    Cinemark fecha acordo para diminuir janela de exibição de cinema

    16 de novembro de 2020 /

    Depois da AMC, a rede Cinemark anunciou que também fechou um acordo com a Universal Pictures para diminuir a janela de exibição dos filmes do estúdio no cinema. O acordo divulgado nesta segunda (16/11) reforça a estratégia da Universal para encolher dramaticamente a tradicional janela que separa um lançamento do circuito cinematográfico e sua disponibilização em locação digital (em PVOD). Anteriormente fixada em três meses, o acordo com a AMC e a Cinemark reduz a exclusividade dos cinemas para três fins de semana nos EUA. O acerto abre exceção para filmes que tiverem uma bilheteria de mais de US$ 50 milhões em sua estreia, que permanecerão exclusivos por pelo menos cinco finais de semana – ou um mês inteiro, dois a menos que o padrão do mercado. Entre as produções do estúdio, filmes com esse potencial incluem os próximos lançamentos das franquias “Velozes e Furiosos” e “Jurassic World”. As redes de cinemas sempre resistiram a negociar a diminuição da janela e já ameaçaram se recusar a exibir filmes que forem lançados muito rapidamente em serviços sob demanda. Isso mudou durante a pandemia de coronavírus, quando reduzir a janela se tornou a única maneira de receber lançamentos inéditos. O contrato com a AMC foi fechado em julho e, após protestos iniciais, a aceitação da Cinemark assinala que a mudança é irreversível. Graças a esse negócio, a Universal se tornou o único estúdio que tem feito estreias seguidas nos cinemas. Os três filmes que lideraram as bilheterias dos EUA nas últimas três semanas são produções do estúdio. Já os outros grandes estúdios suspenderam suas estreias até 25 de dezembro – espera-se, inclusive, que essa margem seja ampliada. Com isso, apenas as produções da Universal, alguns títulos independentes e outros lançados simultaneamente em PVOD estão chegando ao mercado exibidor.

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    Petição de fãs de Johnny Depp tenta tirar Amber Heard de Aquaman 2

    14 de novembro de 2020 /

    Os fãs de Johnny Depp elegeram a ex-mulher do ator, Amber Heard, que um tribunal de Londres considerou vítima de agressão constante durante o período de casamento, como alvo de uma campanha de ódio na internet. Uma antiga petição aberta no site Change.org está experimentando um surto de popularidade repentina, passando a reunir mais de 1,3 milhão de assinaturas para tentar forçar a Warner a demitir a atriz da continuação de “Aquaman”. O ressurgimento sugere uma retaliação pelo afastamento de Johnny Depp de “Animais Fantásticos 3”. Na justificativa, a petição demonstra como ficou datada, ao afirmar o oposto da sentença proferida pelo juiz Andrew Nicol. Há duas semanas, Nicol concordou com a afirmação do jornal britânico The Sun de que Johnny Depp é um “espancador de esposa”, diante de evidências apresentadas num tribunal. Entretanto, os argumentos da petição afirmam o oposto. Amber Heard é que “foi denunciada como abusadora doméstica por Johnny Depp”. Eles citam como prova um processo de US$ 50 milhões que Depp está movendo contra a ex-mulher, mas ignoram o de US$ 100 milhões que ela lançou em resposta. Dizem que “Amber Heard é um agressora doméstica conhecida e comprovada”, mas não falam o mesmo de Depp, que agora é reconhecido na Justiça como tal. O texto peticionário também afirma que “desde o divórcio, ela tem sistematicamente lutado para arruinar Depp em Hollywood, repetindo vários relatos de incidentes falsos em que ela realmente abusou de Johnny Depp, mas mentiu que ele era o agressor”. Em seu veredito, Nicol ouviu toda essa ladainha e decidiu que as alegações de agressão de Depp contra Heard, mencionadas pelo The Sun e reiteradas pela atriz na corte, eram “substancialmente verdadeiras”. O que mais pesou nesta decisão foram os testemunhos, gravações, documentos e fotos que Heard e a advogada do jornal apresentaram. A atriz disse que Depp se transformava em um alter ego ciumento, “o monstro”, depois de consumir drogas e álcool, e neste estado ameaçou matá-la com frequência. Ela detalhou surtos de violência extrema em que o ator a teria estrangulado, esmurrado, estapeado, chutado, lhe dado uma cabeçada e lhe atirado objetos. Uma das gravações trazia Depp confessando uma cabeçada. Nicol disse que aceitou 12 dos 14 relatos da atriz como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto eles estavam na Austrália para as filmagens de “Piratas do Caribe 5”. Depp também depôs diante do juiz Andrew Nicol durante a audiência de três semanas na Alta Corte de Londres, expondo alguns dos momentos mais sombrios de seu casamento de curta duração para o tribunal – e o mundo. O argumento do ator e seu advogado foi todo baseado na definição de Amber como mentirosa. Não só isso. Ela também seria uma esposa infiel. Em outras palavras, chamaram a atriz de “vadia mentirosa”. É este mesmo argumento machista que é reiterado pela petição, com 1,3 milhão de pessoas assinando embaixo. Mas é importante lembrar que esta petição não começou agora. Ela já vem tentando tirar Amber Heard de “Aquaman” há mais de um ano e surgiu após o próprio Depp tentar a mesma iniciativa. Durante o julgamento, a defesa do jornal The Sun revelou que o ator mandou uma mensagem para sua assistente em 4 de junho de 2016, depois que se separou, dizendo: “Quero que ela seja substituída no filme da WB [Warner Bros]”. Embora tenha dito que não foi responsável pela petição, que surgiu no final de 2019, o ator confirmou seus planos diante do tribunal. “Eu estava me sentindo bastante amargo. Eu disse que queria que ela fosse substituída na sequência de ‘Aquaman'”. Uma semana depois de ele ser demitido de “Animais Fantásticos 3”, a petição simplesmente dobrou o número de assinaturas.

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    Mads Mikkelsen negocia substituir Johnny Depp em Animais Fantásticos 3

    10 de novembro de 2020 /

    A Warner Bros. abriu negociações com o ator dinamarquês Mads Mikkelsen (“Hannibal”) para substituir Johnny Depp na franquia “Animais Fantásticos”. O ator viveria o vilão Gellert Grindelwald no terceiro filme e, caso a produção tenha boa bilheteria, em mais dois longas escritos por J.K. Rowling, a criadora de “Harry Potter”. Depp foi forçado pelo estúdio a pedir demissão após perder uma batalha judicial contra o jornal britânico The Sun, que o descreveu como “espancador de esposa”. O ator processou o jornal para refutar a afirmação, mas o julgamento serviu apenas para piorar a situação, trazendo à tona detalhes desabonadores de seu comportamento durante o casamento com Amber Heard. Ao final, o juiz do caso concordou com a publicação, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa de Depp como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. O ator diz que vai recorrer da sentença para limpar seu nome. Os fãs de “Animais Fantásticos” esperavam que Depp fosse substituído por Colin Farrell, intérprete de um disfarce de Grindelwald em “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016). Mas Farrell está atualmente envolvido em outra produção da Warner: o novo filme de “Batman”, em que vive o vilão Pinguim. As filmagens do terceiro longa começaram em 20 de setembro em Londres com direção de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter”, que assinou os dois longas anteriores. Após a troca de antagonista e os atrasos na produção, devido à pandemia de coronavírus, os planos para a estreia foram alterados, culminando num adiamento para 15 de julho de 2022 nos EUA.

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    Após demissão de Johnny Depp, Animais Fantásticos 3 é adiado para 2022

    9 de novembro de 2020 /

    A Warner anunciou o adiamento de “Animais Fantásticos 3”, após forçar Johnny Depp a desistir de sua participação no filme. A estreia do longa estava programada para 12 de novembro de 2021, mas agora o longa só chegará aos cinemas dos EUA em 15 de julho de 2022. Embora as filmagens já tenham começado no Reino Unido, o estúdio iniciou contatos para substituir Depp no papel do vilão Gellert Grindelwald – que os fãs apostam começar por Colin Farrell, intérprete de um disfarce de Grindelwald em “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016). Mesmo com sua saída da produção, Johnny Depp deve receber mais de US$ 10 milhões por “Animais Fantásticos 3”, por seu contrato ter uma cláusula de play-or-pay, que garante o pagamento de seu salário integral quer o filme seja feito ou não. Segundo o site The Hollywood Reporter, a decisão de afastar Depp partiu de Toby Emmerich, presidente da Warner Bros., que interviu na produção após o veredito negativo do processo aberto pelo ator contra o jornal The Sun. Depp quis refutar a afirmação de que ele seria um “espancador de esposa”, mas o juiz do caso concordou com o jornal britânico, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa do ator, Amber Heard, como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Agora um “espancador de esposa” oficial, Depp se tornou um pesadelo de relações públicas para o estúdio, que ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pelas histórias da franquia “Animais Fantásticos”, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender a escritora. A direção de “Animais Fantásticos 3” está a cargo de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter” que assinou os dois longas anteriores.

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    Johnny Depp pode receber US$ 10 milhões para não atuar em Animais Fantásticos 3

    9 de novembro de 2020 /

    Johnny Depp deve receber mais de US$ 10 milhões para não atuar em “Animais Fantásticos 3”. O ator foi forçado pela Warner a se demitir do filme, mas o site The Hollywood Reporter apurou que seu contrato tem uma cláusula de play-or-pay, que garante o pagamento de seu salário integral quer o filme seja feito ou não. O THR ainda afirmou que a decisão de afastar Depp partiu de Toby Emmerich, presidente da Warner Bros., que interviu na produção após o veredito negativo do processo aberto pelo ator contra o jornal The Sun. Depp quis refutar a afirmação de que ele seria um “espancador de esposa”, mas o juiz do caso concordou com o jornal britânico, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa do ator, Amber Heard, como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Agora um “espancador de esposa” oficial, Depp se tornou um pesadelo de relações públicas para o estúdio, que ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pelas histórias da franquia “Animais Fantásticos”, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender a escritora. Tecnicamente, porém, Depp não foi demitido pela Warner. Em nota publicada nas redes sociais, o ator anunciou que “a Warner Bros. me pediu para renunciar do meu papel como Grindewald em ‘Animais Fantásticos’ e eu respeitei e concordei com o pedido”. Sendo assim, não está claro se seu contrato ainda pode ser validado nestas condições. O ator também disse que pretende recorrer da sentença do julgamento “surreal” no Reino Unido para reverter a decisão que inocentou o jornal e manchou sua biografia. Por sua vez, a Warner informou que está em busca de um novo ator para desempenhar o papel do vilão Gellert Grindelwald, vivido por Depp, e que o lançamento de “Animais Fantásticos 3” foi adiado para 2022. A estreia do longa estava programada para 12 de novembro de 2021. O filme já estava em produção e Depp chegou a gravar uma cena como o vilão. A direção está a cargo de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter” que assinou os dois longas anteriores.

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    Warner emite comunicado oficial sobre afastamento de Johnny Depp de Animais Fantásticos 3

    8 de novembro de 2020 /

    Ficou claro que Johnny Depp teria problemas ao perder seu julgamento por difamação em Londres, quando uma sentença judicial deu razão ao jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, mas ninguém esperava que isso aconteceria tão rápido. Na sexta (6/11), a Warner Bros. afastou o astro de “Animais Fantásticos 3”, afirmando que seu papel como Gellert Grindelwald seria reformulado. Embora a notícia tenha chegado primariamente por meio de uma declaração escrita pelo próprio ator e publicada em seu Instagram, a Warner Bros. emitiu sua própria declaração concisa sobre o assunto. Leia abaixo: “Johnny Depp partirá da franquia ‘Animais Fantásticos’. Agradecemos a Johnny por seu trabalho nos filmes até agora. ‘Animais Fantásticos 3’ está atualmente em produção, e o papel de Gellert Grindelwald será reformulado. O filme vai estrear nos cinemas de todo o mundo no verão de 2022.” A declaração do estúdio e a afirmação do ator de que recebeu o pedido “para renunciar” ao papel de Grindelwald, e que ele respeitou e concordou com as razões, parecem orquestradas para causar a mínima polêmica possível, mas provavelmente a realidade de bastidores tenha sido bem diferente, com a colisão de egos gigantescos e prováveis discussões em tom agitado, diante do fato de que Depp tinha apenas duas escolhas a fazer: demitir-se ou recusar e ser demitido. A situação se tornou um pesadelo de relações públicas para a Warner, que, além de ter Depp em seu filme, ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pela história, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender Rowling. Vale lembrar que tudo isso podia ser evitado, mas Rowling bancou a escalação de Depp mesmo depois de evidências apontarem para violência física contra Amber Heard durante o processo de divórcio do casal. “Aceito que há aqueles que não estão satisfeitos com nossa escolha de ator no papel. No entanto, a consciência não é governável por um comitê”, escreveu Rowling sobre o assunto. “Dentro do mundo fictício e fora dele, todos temos que fazer o que acreditamos ser a coisa certa.” Ela concluiu dizendo: “Com base na nossa compreensão das circunstâncias, os cineastas e eu não estamos apenas satisfeitos com o nosso elenco original, mas realmente felizes por ter Johnny como um dos personagens principais do filme.” A Warner também trabalha com Amber Heard na franquia “Aquaman”, e o mundo está atento aos boatos de que sua personagem seria cortada ou teria menor participação na sequência do filme do super-herói. Isto representaria o mesmo tipo de “justiça de estúdio” (leia-se machismo) que levou Kristen Stewart a ser eliminada da sequência de “Branca de Neve e o Caçador”, apesar de ser a protagonista do filme original – para quem não lembra, ela foi flagrada em fotos comprometedoras com o diretor daquele filme, que era casado. A briga entre Depp e Heard ainda está longe de acabar. Com a saída de “Animais Fantásticos”, o ator perdeu a justificativa para adiar a audiência de um segundo processo que ele mesmo abriu contra a ex-esposa. No começo de 2021, Depp deverá comparecer a um tribunal no estado americano da Virgínia, onde está processando Heard por US$ 50 milhões devido a uma coluna assinada por ela no jornal Washington Post, na qual escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, ele enfrentará mais um processo, desta vez na condição de réu, após a atriz contra-atacá-lo com um pedido de US$ 100 milhões na Justiça, por mover uma campanha de difamação que estaria trazendo prejuízos a sua imagem e carreira.

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    Porchat vence prêmio por Especial de Natal e afirma: “Se Jesus voltasse, voltaria gay”

    7 de novembro de 2020 /

    O comediante Fabio Porchat recebeu o prêmio de Melhor Roteiro de Comédia da Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) pelo especial de Natal do Porta dos Fundos, “A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pela Netflix. Ao receber o prêmio (compartilhado com o roteirista Gustavo Martins), Porchat recordou por videochamada a tentativa de censura e o atentado praticado contra a sede do Porta dos Fundos em decorrência do roteiro retratar Jesus como um homem gay. “No Porta dos Fundos, a gente não vê polêmica neste especial. Ser gay não é um problema, não é uma falha, não é uma questão de caráter. Ser gay é uma característica. Então, Jesus ser gay não depõe contra Jesus. Ao contrário”, iniciou ele. Porchat ainda defendeu que, se Jesus voltasse hoje, ele provavelmente seria homossexual. “Tenho certeza que se Jesus voltasse, e tenho certeza que já tentou, ele teria voltado gay, travesti, mulher, preta e teria morrido em três dias, e não em 33 anos”, acrescentou. Ele também lembrou que o Porta dos Fundos fará outro especial de Natal em 2020. “E se tentam nos intimidar falando que a gente não pode falar nada, que a gente não deve tocar neste assunto, fique sabendo que dia 10 de dezembro estreia o especial de Natal do Porta dos Fundos no YouTube chamado ‘Teocracia em Vertigem’. Fiquem atentos porque a gente não se cala. A gente não vai se calar”, enfatizou. O novo especial não será exibido na Netflix, que, ao contrário de Porchat, não demonstrou disposição para enfrentar outra leva de reações conservadoras. Neste ano, a produção será destaque do canal do YouTube do Porta dos Fundos.

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    Vexame! Johnny Depp é convidado a sair de Animais Fantásticos

    6 de novembro de 2020 /

    O ator Johnny Depp foi forçado pela produtora Warner Bros. a abdicar de sua participação na franquia “Animais Fantásticos”, do universo cinematográfico de Harry Potter. A demissão foi anunciada dias pelo próprio Depp, dias depois de perder uma batalha legal que ele próprio começou, ao processar o jornal inglês The Sun por tê-lo chamado de “espancador de esposa” durante seu casamento com a atriz Amber Heard. Com a derrota nos tribunais, ele se tornou um “espancador de esposa” reconhecido judicialmente. Em uma carta aberta, publicada nas redes sociais, Depp assumiu que sua saída foi solicitada pelo estúdio. Ele agradeceu “o apoio e a lealdade” de quem lhe enviou mensagens e disse que ainda vai lutar contra as alegações feitas pelo tabloide inglês. “Gostaria de dizer que a Warner Bros. me pediu para renunciar do meu papel como Grindewald em ‘Animais Fantásticos’ e eu respeitei e concordei com o pedido”, escreveu Depp, na nota postada no Instagram. “O julgamento surreal da corte no Reino Unido não vai mudar a verdade e eu confirmo que planejo fazer a apelação. Minha resolução permanece forte, e eu pretendo provar que as alegações contra mim são falsas. Minha vida e minha carreira não serão definidas por esse momento.” A Warner Bros. confirmou a saída do ator e deve substitui-lo para o terceiro filme da franquia, ainda sem nome, supostamente previsto para novembro de 2021. Depp processou a News Group Newspapers (NGN), que publica o The Sun, e um de seus jornalistas, Dan Wootton, que em 2018 escreveu o artigo que chama Depp de “espancador de esposa”, justamente num contexto em que envolvia a participação do ator na franquia da Warner. Tanto Depp quanto Heard depuseram diante do juiz Andrew Nicol durante uma audiência de três semanas na Alta Corte de Londres, expondo alguns dos momentos mais sombrios de seu casamento de curta duração para o tribunal – e o mundo. Ao anunciar a decisão na segunda (2/11), Nicol afirmou que os argumentos apresentados pelo jornal para descrever o comportamento do ator eram “substancialmente verdadeiros”. A situação se tornou um pesadelo de relações públicas para a Warner, que, além de ter Depp em seu filme, ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pela história, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender Rowling. O estúdio também trabalha com Amber Heard na franquia “Aquaman”. O terceiro “Animais Fantásticos” era o único filme de Depp em andamento. Assim, ele só tem um compromisso profissional previsto: ajudar a divulgar o lançamento de “Minamata”, rodado no ano passado e, até o momento, último filme de sua carreira – com estreia marcada para o começo de 2021. Mas, devido à sua saída de “Animais Fantásticos”, o ator deverá enfrentar outro compromisso judicial. Ele perdeu a justificativa para adiar a audiência de um segundo processo que ele mesmo abriu. No começo de 2021, Depp deverá comparecer a um tribunal no estado americano da Virgínia, onde está processando Heard por US$ 50 milhões devido a uma coluna assinada por ela no jornal Washington Post, na qual escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, a própria atriz também decidiu abrir processo contra Depp, pedindo US$ 100 milhões por causa da campanha de difamação judiciária movida por ele, que pode trazer prejuízos a sua imagem e carreira. Estes dois julgamentos são sombras que ainda pairam sobre o futuro do ator. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Johnny Depp (@johnnydepp) em 6 de Nov, 2020 às 8:15 PST

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