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    Paul McCartney vai participar de Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias

    26 de março de 2016 /

    O cantor Paul McCartney vai participar, como ator, de “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias”, o quinto filme da franquia de aventura protagonizada por Johnny Depp, informou o site Deadline. Por enquanto não há informações sobre o papel que o ex-Beatle interpretará no longa-metragem. Mas, anteriormente, o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, apareceu em dois filmes como o pai do capitão Jack Sparrow, o personagem de Johnny Depp – em “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (2007) e “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (2011). O filme também terá o retorno do ator Orlando Bloom ao papel de Will Turner, além de Geoffrey Rush, presente em todos os longas da franquia como o Capitão Barbossa. As principais novidades do elenco são o espanhol Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”), o australiano Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”) e a inglesa Kaya Scodelario (franquia “Maze Runner”). A saga “Piratas do Caribe” é uma das mais bem-sucedidas do estúdio Disney com uma arrecadação total que supera US$ 3,6 bilhões nas salas de cinema de todo o mundo. Com direção dos noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (dupla de “Expedição Kon Tiki”), “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias” tem estreia marcada para 25 de maio de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Série

    Black Sails: 3ª temporada da série de piratas ganha primeiros comerciais

    30 de dezembro de 2015 /

    O canal pago americano Starz divulgou os dois primeiros comerciais da 3ª temporada da série de piratas “Black Sails”. Uma das melhores e mais subestimadas atrações da TV americana, a série é produzida pelo cineasta Michael Bay (franquia “Transformers”) e inspirada no clássico “A Ilha do Tesouro”, romance de Robert Louis Stevenson publicado no final do século 19. A prévia sanguinária, por sinal, revela que John Silver (Luke Arnold) ganhará a famosa perna postiça da literatura, além de introduzir o pirata Barba Negra, vivido por Ray Stevenson (“Divergente”). Criação de Jon Steinberg e Robert Levine (ambos roteiristas das séries “Jericho” e “Human Target”), a série se passa cerca de 20 anos antes dos eventos do livro e acompanham a tripulação do Capitão Flint (Toby Stephens, de “007 – Um Novo Dia Para Morrer”), o pirata mais temido da história. A confiança do Starz no material é tanta que a série já foi renovada para sua 4ª temporada, que está atualmente sendo filmada na África do Sul. Enquanto isso, a 3ª temporada estreia em 24 de janeiro nos EUA.

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  • Filme

    Carnaval do novo Peter Pan tem reciclagem de fantasias

    14 de novembro de 2015 /

    A ideia de encarar mais uma entre as mil releituras de “Peter Pan” para o cinema soa como tortura. Mas a versão de Joe Wright (“Anna Karenina”) opta por um olhar inédito dentro da saga; não do cinema, porque segue a tendência de Hollywood neste século em explorar as origens de histórias clássicas. Embora poucos tenham curiosidade em saber o que aconteceu antes (e a indústria não aprende), o prelúdio respeita e jamais distorce a criação de J.M. Barrie; apenas imagina como Pan chegou à Terra do Nunca e se envolveu em aventuras fantásticas com personagens famosos como Capitão Gancho e Sininho. Talvez, por isso, o filme não tenha muito que criar ou explorar, a não ser a inesperada amizade entre Pan e Gancho, que é o coração da versão de Joe Wright. Mas, até chegar lá, o público tem que se contentar com uma colagem de vários outros filmes recentes. Deixado pela mãe em um orfanato, Peter (Levi Miller) vive a desilusão de uma Londres escura e cinzenta na época da 2ª Guerra Mundial. Para piorar, ele e seus amigos órfãos precisam lidar diariamente com uma freira que comanda o local com rigorosa e exagerada disciplina. Mas, no fundo, ela é má como uma bruxa, uma vilã do tradicional universo infantil. Esconde a comida gostosa da garotada e faz uso da palmatória para punir quem sai da linha. É um belo início para o filme, recheado de amargura, mas fica a impressão de que estamos vendo “Oliver Twist”, não “Peter Pan”. Ainda bem que os piratas não demoram muito para levar as crianças para a Terra do Nunca. E quando J.M. Barrie começa a tomar forma, Joe Wright inventa uma cena de ação desnecessária, com aviões de guerra perseguindo o navio pirata. Temos ecos de “As Crônicas de Nárnia” e até do pouco visto “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, menos “Peter Pan”. A entrada pelos portões da colorida Terra do Nunca, que contrasta com a escuridão de Londres, lembra a Oz de Sam Raimi e o País das Maravilhas de Tim Burton, e não “Peter Pan”. Quando conhecemos o pirata Barba Negra (Hugh Hackman), todos cantam “Smells Like Teen Spirit” (!), do Nirvana, e “Blitzkrieg Bop” (!!), do Ramones. Parece “Moulin Rouge”, nunca “Peter Pan”. Depois disso, a fuga de Peter – e seu mais novo amigo Gancho – pelas florestas remete diretamente a “Avatar”. Até mesmo o resgate dos dois pela Princesa Tigrinha (Rooney Mara) lembra como Neytiri (Zoe Saldana) salva Jake Sully (Sam Worthington) na cena que marca o primeiro encontro dos personagens principais do filme de James Cameron. Na verdade, assim como os recentes “Oz: Mágico e Poderoso” (2013) e “Alice no País das Maravilhas” (2010), o visual desse “Peter Pan” sofre com a falta de identidade própria, seguindo o caminho fácil de requentar uma mistura entre Terra-Média e Pandora. Onde o filme cresce: os atores são bons e Joe Wright deixa que eles brilhem apesar do uso exagerado de CGI. Rooney Mara e seu olhar chamam a atenção da câmera sempre que entram em cena. Garrett Hedlund, como Gancho, está perfeito ao imprimir ambiguidade, carisma e simpatia a um personagem que pode ou não ser confiável, e que todos sabemos onde vai parar. Sem falar que o menino Levi Miller é um achado. Mas ninguém se destaca tanto quanto Hugh Jackman, que se diverte como Barba Negra sem medo de passar vergonha. O ator se entrega de corpo e alma ao vilão carnavalesco como se estivesse em “X-Men” ou “Os Miseráveis”. Sem essa de filme sério ou fantasia, para ele todos os papéis devem ser levados a sério. E Jackman vale o show. Sem personalidade, esse “Peter Pan” é inofensivo e divertido enquanto dura. Como “Hook” (1991), de Steven Spielberg, e até mesmo “Em Busca da Terra do Nunca” (2004), de Marc Forster, jamais ousa avacalhar com a obra de J.M. Barrie, que sempre estará lá. Mas também terá dificuldade para ser lembrado, até porque arma o tabuleiro, mas não termina onde começa o verdadeiro “Peter Pan”. Nem explica como o protagonista carrega o estigma de ser o menino que não queria crescer. Será que estavam pensando numa continuação? Uma trilogia? Difícil dizer agora, já que o filme foi massacrado pela crítica e, ignorado pelo público americano, fracassou nas bilheterias.

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