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  • Filme

    Bilheteria inflada de Minha Mãe É uma Peça 2 revela que distribuidoras contabilizam mais de mil salas invisíveis no país

    26 de dezembro de 2016 /

    Os números impossíveis das estreias dos cinemas do fim de semana no Brasil chegaram. E enquanto a Paris Filmes celebra o fato de Paulo Gustavo ter mais Força que Darth Vader no Brasil, os recordes festejados revelam que as distribuidoras contabilizam mais de 1,5 mil salas invisíveis no país – ou seja, 50% mais salas que o circuito efetivamente mapeado pela Ancine. Segundo relatórios divulgados pelo site Filme B (veja a tabela completa abaixo), “Minha Mãe É uma Peça 2 – O Filme” registrou a segunda melhor estreia nacional do ano com R$ 8,7 milhões, ficando atrás apenas de “Os Dez Mandamentos – O Filme”. O longa foi visto por cerca de 715 mil pessoas nos últimos quatro dias e estreou em mais de mil salas, o que deveria equivaler a um terço do parque exibidor nacional e também o consagraria como o maior lançamento entre as comédias nacionais de todos os tempos. O detalhe é que a animação “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” também foi lançado em circuito similar. E, para isso, era de se imaginar que “Rogue One – Uma História Star Wars” precisasse sair de cartaz na maioria das salas em que se encontrava, uma semana após registrar uma das maiores estreias do ano no país. Mas não foi o que aconteceu. “Rogue One – Uma História Star Wars” apareceu em 2º lugar, com uma arrecadação de R$ 3,7 milhões, ainda em mais de mil salas, seguido por “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”, que fez R$ 2,6 milhões em 980 salas. Basta vislumbrar o desempenho destes três filmes para perceber que, se os números de seus circuitos estão corretos, não deveria haver mais nenhum outro filme em cartaz no país. Em cinema algum. Há um ano, a Ancine publicou um balanço do parque exibidor nacional, revelando que o Brasil encerrou 2015 com um pouco mais de 3 mil salas em funcionamento. O país não atingia esta marca desde 1977 e, no ano passado, cresceu em ritmo recorde com um acréscimo de 304 novas telas. Entretanto, a se acreditar nos números divulgados pelo mercado neste fim de semana, em 2016 o Brasil ganhou, por baixo, mais de 1,5 mil salas. Afinal, ainda segundo dados do Filme B, os filmes em cartaz do 4º ao 10º lugares também estão sim, por incrível que pareça, em salas de cinema. Na verdade, os dados fornecidos garantem que eles ocupam mais de 1,2 mil salas! E estes são os blockbusters. Há ainda o circuito alternativo… Não houve, porém, um milagre chinês na expansão do parque cinematográfico nacional. O mais recente relatório da Ancine, relativo ao terceiro trimestre de 2016, informa que o circuito realmente cresceu. De 3003 para… 3098 salas! A página que contém estes números pode ser conferida abaixo. O relatório ainda revela que, no último trimestre, o mercado de exibição brasileiro teve até crescimento 27% menor que no mesmo período em 2015. A íntegra do texto pode ser lida neste link. Vale observar que diversas salas alternam alguns filmes ao longo da semana e até do dia, tornando plausível que haja mais cópias exibidas do que salas disponíveis, especialmente no interior, onde a falta de telas exige maior flexibilidade. Mesmo assim, seria improvável considerar que essa prática de exceção fosse capaz de fazer o circuito inflar 50%. Ou seria capaz? O que é mais razoável? Questionar se a Ancine subestima o mercado, se as distribuidoras superestimam seus números, se o levantamento do Filme B é totalmente equivocado ou se metade dos cinemas do país exibem mais de dois filmes por semana? Um terço três filmes? Um quarto quatro filmes? Pois a resposta oficial oferecida para o mistério é que, sim, até mais da metade dos cinemas brasileiros exibem mais de um filme ao mesmo tempo. Saiba mais sobre esta explicação e suas consequências na continuação deste artigo – aqui.

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  • Filme

    China passa os EUA como o país com mais salas de cinema do mundo

    23 de dezembro de 2016 /

    A China superou os Estados Unidos como o país com mais salas de cinema do mundo. A informação vem de dados oficiais do país, publicados na terça (20/12) pela Administração Estatal de Imprensa, Publicações, Rádio, Cinema e Televisão da China, citada pela agência oficial Xinhua. Segunda economia mundial, a China tinha apenas o dobro de salas do Brasil em 2010: 6.256. Mas uma política arrojada de investimentos no setor fez o número saltar para 31.600 salas em cinco anos. Este total continuou crescendo e chegou ao fim de 2016 com 40.917 salas. Detalhe: 85% destes cinemas tem capacidade para projetar filmes em 3D. De acordo com a Associação Nacional de Proprietários de Cinema dos EUA, o país tem 40.759 salas, 159 a menos que a China alega possuir. Mais um detalhe: empresários chineses são donos de uma das maiores redes de cinema dos EUA, a AMC.

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  • Etc,  Filme

    Rede de cinema baixa preço dos ingressos dos filmes em 3D no Brasil

    1 de dezembro de 2016 /

    A rede de cinemas Lumière anunciou que vai igualar os preços de seus ingressos em 3D e 2D. Segundo o anúncio da rede, presente em oito cidades do Brasil, os filmes não devem ser mais caros só porque são exibidos em 3D. Isto já não é novidade nem agrega tanto valor quanto se dizia. “O 3D não é mais uma novidade e não precisa ser tão caro. Podemos oferecer um serviço de qualidade a um preço acessível. E isso só ajuda também a melhorar a qualidade da exibição em 2D, que, em muitos filmes, não deixa nada a desejar”, diz a rede, em comunicado. A partir desta quinta (1/12), os ingressos de cinema da Lumière custarão entre R$ 20,00 e R$ 28,00 dependendo da unidade. Em alguns lugares do país, o preço cobrado para sessões 3D podem chegar até a R$ 35 em outras redes. Já o ingresso 2D costuma variar de R$ 15 a R$ 28 aos fins de semana, nas principais redes do Rio e São Paulo.

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  • Filme

    250 mil pessoas assistiram filmes no circuito Spcine desde março

    15 de novembro de 2016 /

    Um balanço do circuito Spcine estima que 250 mil pessoas assistiram filmes em alguma das suas 18 salas desde março, quando foi inaugurado. Os números serão divulgados oficialmente na quarta (16/11) na Expocine, feira do setor, mas foram antecipados pelo jornal Folha de S. Paulo. Mantido pela Prefeitura de São Paulo em CEUs (Centros Educacionais Unificados) e centros culturais, o circuito têm sessões às quartas, quintas e domingos. Nos CEUs, elas são gratuitas. E isto tem sido criticado por gerar custos. A Secretaria de Educação acabou incluindo em seu orçamento cerca de R$ 5 milhões anuais para a manutenção das salas, transporte do HD dos filmes e o aluguel desses títulos. A ideia de não cobrar ingressos é criticada por Sérgio Sá Leitão, ex-presidente da RioFilme, empresa que fez da capital fluminense a cidade mais atrativa para o audiovisual e que inspirou a Spcine. “A receita é o que assegura a continuidade do serviço”, disse Sá Leitão à Folha. “O sistema não pode depender do Estado. Imagine como fica numa situação como a da crise do governo estadual do Rio”. Também foi necessário ajustar a meta de expansão. Em março de 2015, quando o circuito da Spcine foi anunciado, a prefeitura tinha planos de implantar 83 salas até o fim da gestão de Haddad. No momento, só estão previstas mais duas, na Cidade Tiradentes e no Ipiranga, devem ser inauguradas até o fim do ano. O circuito exibidor, porém, é apenas um dos braços da Spcine, empresa municipal criada em janeiro de 2015 que também atua na produção e na distribuição do audiovisual na cidade. À época de seu lançamento, com orçamento previsto de R$ 65 milhões, a Spcine contava com uma verba de R$ 25 milhões que viria do governo estadual, mas que nunca veio. Segundo o atual secretário estadual de Cultura, José Eduardo Sadek, a burocracia e a crise econômica foram entraves que levaram ao recuo. “É complicado tecnicamente: não há como o governo entrar numa empresa sem o aval da Assembleia”, diz Sadek à Folha. “E hoje a queda da arrecadação é catastrófica. O nosso interesse é manter o que está funcionando.” Procurado, o prefeito eleito João Doria informou, via assessoria, que o futuro da Spcine ainda não foi discutido pelo grupo de transição.

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  • Filme

    Editorial: Traduções dos títulos de filmes no Brasil atingem níveis mais baixos da História

    10 de outubro de 2016 /

    A atual fase de tradução de títulos de filmes internacionais no Brasil está tão ruim que já tem gente com saudades dos anos 1980, quanto todo filme de terror iniciava com “A Hora do” e a maioria dos suspenses era “Selvagem”. O público já se rebelou na internet contra “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, título que o quinto filme da franquia estrelada por Johnny Depp ganhará com exclusividade no Brasil – o original é “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales”. Mas não fica nisso. Três décadas após os gênios da tradução nacional diferenciarem dois filmes da franquia “Evil Dead” com títulos diferentes – “A Hora do Demônio” (1981) e “Uma Noite Alucinante” (1987), fazendo com o terceiro longa fosse batizado como “Uma Noite Alucinante 3”! – , a esperteza, a ginga e a malemolência brasileira voltou a se manifestar em novas nomeações “criativas” dentro da mesma franquia. Após “Uma Noite de Terror” (2013) e “Uma Noite de Terror: Anarquia” (2014), o terceiro filme da franquia “Purge” (nome original) chegou nos cinemas brasileiros no fim de semana passado como “12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição”. E quem foi ao cinema achando que veria um filme original deveria pedir o dinheiro de volta, diante de tantas e constantes referências e participações de personagens do lançamentos anteriores. Não contentes, os brasileiros mais inteligentes que o resto da população decidiram também diferenciar “De Volta ao Jogo” (2014) de sua continuação, que será lançada no Brasil como “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”. Impressionante? Se a força de uma franquia está na valorização da marca, que supostamente gera acúmulo de público, o que ganha um distribuidor nacional ao querer lançar um filme de franquia como produto individual? Promoção? Aumento? Bônus de Natal? E que tal títulos de filmes que não fazem parte de franquias? Quem acertar como “The Bye Bye Man” vai se chamar no Brasil tem grandes chances de acertar a sequência certa da mega-sena. O título original tem quatro palavras e nenhuma delas aparece na “tradução” nacional, “Nunca Diga seu Nome”. E aí vem os “gringos” da MPA-AL, divisão latino-americana da MPA (Associação do Cinema dos EUA), dizer que o maior problema do cinema no Brasil é a pirataria… Faz sentido. Afinal, este é o país em que “Truth” (verdade) vira “Conspiração e Poder”.

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  • Etc,  Filme

    Quase metade da população brasileira mora em cidades sem cinema

    8 de outubro de 2016 /

    Um relatório divulgado pelo Sindicato da Indústria Audiovisual (SICAV) revelou que o número de salas de cinema no Brasil cresceu 12,2% entre 2013 e 2015, de 2.679 telas para 3.005. Mas o resultado mal pode ser comemorado, porque, apesar do crescimento, 46% dos brasileiros moram em cidades em que não há cinema algum. Os dados fazem parte do estudo Impacto Econômico do Setor Audiovisual Brasileiro, que teve consultoria da Associação de Cinema dos EUA (MPA), entidade que representa os seis maiores estúdios de Hollywood em todo o mundo, e foi revelado no RioMarket, área de negócios do Festival do Rio. “Há uma concentração geográfica das salas de cinema em relativamente poucos estados, portanto, precisa ter mais oferta física para que as pessoas possam consumir também produto audiovisual”, disse o diretor da divisão da associação americana para a America Latina (MPA-AL), Ricardo Castanheira, à Agência Brasil. Entre 2013 e 2015, o número de ingressos vendidos nos cinemas do país também subiu de 149,5 milhões para 173 milhões, o que provocou alta no faturamento de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,4 bilhões. O levantamento aponta ainda que, embora a participação dos filmes nacionais tenha crescido no total de lançamentos, saindo de 26,5% em 2009 para 28,9% em 2015, a renda com a venda de ingressos para as produções nacionais não acompanhou esse crescimento. E o motivo é o que os filmes estrangeiros concentram a maior parte da renda das bilheterias. O diretor da MPA-AL disse que muitos brasileiros ainda não frequentam o cinema por causa do valor dos ingressos, considerado elevado. “O valor médio do ingresso em 2013 corresponde 0,6 da renda mensal per capita do brasileiro. Nos países desenvolvidos, é apenas 0,3. Isso se deve à uma elevada carga tributária que incide sobre o setor audiovisual, que se projeta no preço final do ingresso. Reduzir a carga tributária é um desafio extremamente importante para dar um estímulo e vitalidade maior”, apontou. Apesar destes dados, Castanho conclui, como já é tradicional e piloto automático para a MPA, que o maior culpado pela dificuldade de expansão da indústria cinematográfica no país é a pirataria. Esta simplificação simplesmente não cola mais, já que o próprio relatório aponta a falta de salas, preços elevados e até a ausência completa de cinema em muitas cidades. Falta uma política audiovisual decente no país, que não incentive apenas a produção de filmes que a maioria da população não tem acesso. Uma reação à falta de infra-estrutura cinematográfica pode ser constatada em outra parte do relatório, que diz respeito ao crescimento do mercado dos serviços de Vídeo On Demand (VoD), como a plataforma Netflix. Em um ranking mundial, o Brasil é o 8º país que mais consome este tipo de serviço, com receita estimada em US$ 352,3 milhões em 2016. Superando, por exemplo, o México, com receita estimada em US$ 188,4 milhões, e Argentina (US$ 124,8 milhões). No entanto, o VoD também depende de uma política de expansão das telecomunicações, com ampliação do acesso à internet de banda larga a preços mais baixos e de maior velocidade. Afinal, mesmo somando o VoD, apenas 11% da população têm acesso a serviços audiovisuais no país. Se quase metade da população brasileira mora em cidades em que não existem cinemas, se apenas 11% da população tem acesso a serviços VoD, dá realmente para culpar a pirataria? Ao contrário, apenas a pirataria tem cumprido o serviço de levar filmes à maioria da população do país. E combatê-la, em vez de “resolver o problema”, só tende a agravar a dificuldade de acesso aos produtos audiovisuais para o público brasileiro. Infelizmente, a MPA vê a América Latina como um continente criminoso e busca incentivar táticas de repressão numa guerra frontal contra a pirataria, repetindo o que fez a DEA, em sua guerra ao narcotráfico. Tanto é que seu relatório aponta a existência de mais de 400 websites de pirataria voltados para o mercado brasileiro. Desta lista, 57 recebem mais de 1 milhão de visitas mensais. Então, aí está. Um país com 3 mil salas de cinema tem 1 milhão de visitas mensais em sites de pirataria cinematográfica e a culpa é do crime. Que fácil seria se fosse tão simples. Mas, gente, bora ler o relatório completo. Afinal, pagaram por isso.

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