Estreias: Pantera Negra e filmes do Oscar 2018 ocupam os cinemas
O novo filme de super-heróis da Marvel é o maior lançamento da semana, que também traz aos cinemas nada menos que quatro longas indicados ao Oscar 2018, além de uma estreia nacional em circuito invisível. Clique nos títulos de cada filme para ver seus trailers. “Pantera Negra” estreia neste fim de semana também nos Estados Unidos, onde a expectativa é de quebra de recordes. O filme tem incríveis 97% de aprovação entre a crítica americana, uma avaliação mais positiva que a da maioria dos indicados ao Oscar – “Eu, Tonya”, “Três Anúncios para um Crime” e “Mudbound”, por exemplo, têm 90%, 93% e 96%, respectivamente. Mesmo assim, há grande curiosidade em torno de seu desempenho internacional, já que o primeiro filme de super-herói negro de Hollywood reflete uma política de inclusão e diversidade pautada para e pelo público americano. Longe de seguir padrões pré-estabelecidos, o longa não traz a típica trama de “super-herói negro”, como as séries “Luke Cage” e “Black Lightning” (Raio Negro). Em vez de proteger bairros pobres infestados por crime, T’Challa (Chadwick Boseman) reina numa nação desenvolvida da África, onde há abundância, prosperidade e tecnologia de superprodução sci-fi. O conflito vem do desejo de preservar o segredo de Wakanda do mundo exterior versus duas outras opções bem diferentes: do vilão branco (Andy Serkis, retomando seu personagem de “Capitão América: Guerra Civil”) obstinado em explorar as riquezas naturais do país, como os velhos colonialistas europeus, e do líder dissidente (Michel B. Jordan, de “Creed”), que considera criminoso deixar outras nações africanas passarem fome, enquanto Wakanda poderia liderar todo o continente e mudar o mundo. Em meio a estes dilemas, o cineasta Ryan Coogler (“Creed”) ainda inclui sequências de ação dignas de “007”, coadjuvantes que roubam as cenas (e merecem seus próprios filmes) e conflitos internos tão bem desenvolvidos que muitos já chamam o resultado de “melhor filme da Marvel” – uma definição que parece surgir a cada novo lançamento do estúdio presidido por Kevin Feige. Mais bem-avaliado que “Pantera Negra” neste fim de semana só “Lady Bird – A Hora de Voar”. O filme chegou a bater o recorde de avaliações positivas do site Rotten Tomatoes, com 100% de aprovação com 194 resenhas elogiosas. Mas isto chamou tanta atenção que um blogueiro decidiu postar uma crítica negativa para virar assunto, baixando a nota para 99%. Estreia solo na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”), o filme é baseado em suas lembranças de juventude, pontuadas por um humor desconsertante, que acompanha Saoirse Ronan (“Brooklyn”) em sua vida de estudante rebelde no Norte da Califórnia, tratada como ovelha negra da família pela própria mãe (Laurie Metcalf, a mãe de Sheldon na série “The Big Bang Theory”), embora se veja como uma joaninha (ladybird) querendo voar para a liberdade. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Comédia, “Lady Bird” foi indicado a cinco Oscars: Melhor Filme, Atriz (Ronan), Atriz Coadjuvante (Metcalf), Direção e Roteiro (ambos de Gerwig). Mas também foi acusado de plágio pela roteirista Josefina Lopez. Ela afirma que a história, supostamente inspirada pela juventude da diretora Greta Gerwig, é uma cópia de “Mulheres de Verdade Têm Curvas”, filme que ela escreveu em 2002. “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi” conta outra história com elenco, direção e roteiristas negros. Terceiro longa-metragem da cineasta Dee Rees, após o drama lésbico indie “Pariah” (2011) e a telebiografia “Bessie” (2015), da HBO, a produção foi adquirida pronta pela Netflix por US$ 12,5 milhões em Sundance – a maior aquisição realizada no festival do ano passado. Foi lançada diretamente em streaming nos Estados Unidos, mas desembarca no Brasil – com três meses de atraso – pelo cinema, com direito ao indefectível subtítulo que parece existir para impedir lançamentos de filmes de nomes curtos no Brasil. Desta vez, a grosseria chama ainda mais atenção por conter um erro de português – a falta de acentuação em Mississípi. A trama gira em torno de duas famílias que convivem no sul rural dos Estados Unidos nos anos 1940. Uma delas é branca, racista e recém-chegada, tendo comprado sua fazenda com sonhos de grandeza. A outra é negra, humilde e trabalha naquelas terras há muitas gerações. Quando os filhos jovens das duas famílias retornam traumatizados da 2ª Guerra Mundial, acabam criando laços de amizade, forjados pela experiência compartilhada, o que incomoda ambos os lados. O soldado negro tem mais dificuldade em aceitar a situação de ter lutado pela liberdade dos europeus e voltar a um país segregado. O branco não pode ouvir um estouro de escapamento de carro sem achar que está levando tiros. Para piorar, ainda sente atração pela mulher negligenciada do irmão mais velho. Trata-se de uma adaptação do best-seller homônimo de Hillary Jordan, lançado em 2008 nos Estados Unidos, e sua filmagem ganhou um troféu do Gotham Awards, que abre a temporada de premiações de Hollywood. A consagração foi para o elenco, que inclui a cantora Mary J. Blige, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. O filme também disputa o Oscar de Melhor Canção (novamente com Blige), Roteiro Adaptado (Dee Rees) e fez história com sua cinematógrafa, Rachel Morrison, a primeira mulher a disputar o prêmio da Academia na categoria de Direção de Fotografia. Vencedor do Festival de Toronto, do Globo de Ouro 2018 de Melhor Filme Dramático, e indicado a sete Oscars, “Três Anúncios para um Crime” é o terceiro longa virulento do inglês Martin McDonagh, cuja filmografia exalta o humor negro e a violência gratuita. O filme acompanha uma mãe inconformada com a incompetência da polícia após o estupro e assassinato da filha, que manda erguer cartazes cobrando providências e expondo o xerife de sua cidadezinha. O elenco destaca Frances McDormand (que venceu o Oscar há 20 anos por “Fargo”) no papel da mãe obstinada e Sam Rockwell (“Homem de Ferro 2”) como um assistente de xerife racista. Ambos disputam o Oscar, respectivamente de Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, após venceram as duas categorias no SAG Awards, a premiação do Sindicato dos Atores. Desde então, o personagem de Rockwell virou centro de uma polêmica, em que o contexto do filme passou a ser denunciado por apresentar um racista como o herói da história. “Eu, Tonya” disputa três Oscars, que incluem a primeira indicação de Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) como Melhor Atriz pelo papel-título. Mas seu favoritismo está na categoria de Atriz Coadjuvante, após Allison Janney (série “Mom”) vencer tudo o que disputou na temporada, como o Globo de Ouro, o SAG e o Critics Choice. Ela rouba todas as cenas como uma das mães mais malvadas já vistas no cinema. E o que mais impressiona é que a personagem não é ficção. O longa é cinebiografia da patinadora Tonya Harding, que apesar de ter disputado os Jogos Olímpicos e conquistado a Medalha de Prata no Campeonato Mundial de Patinação de 1991, ficou conhecida como vilã da vida real, ao se envolver num ataque, planejado por seu marido, contra a rival Nancy Kerrigan, durante o treinamento para o Campeonato dos Estados Unidos de 1994. Visando tirar sua principal oponente do caminho para ficar com uma vaga olímpica, Harding conseguiu o oposto: foi banida do esporte por toda a vida. O filme de Craig Gillespie (“Horas Decisivas”) tenta mostrar o que a levou a esse extremo. Por fim, o drama brasileiro “Antes do Fim” chega em apenas quatro salas, com distribuição de seu próprio cineasta, Cristiano Burlan (“Mataram Meu Irmão”). Filmada em preto e branco, a obra parece filme antigo, da época em que discursos se sobrepunham à encenação e a teatralidade era “técnica cinematográfica”, o que, curiosamente, muitos taxavam de “cinema de arte” e não teatro filmado. O elenco assume referências, com as participações de Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet, ela atriz e musa, ele crítico e ensaísta de um Brasil que hoje só existe em mostras de cinema. Para completar, a própria trama é acadêmica: discute o direito ao suicídio e é inspirada por um texto de Bernardet, que defende a morte como um ato de resistência contra o capitalismo farmacêutico. Sério. Foi exibido no Festival de Brasília, onde não foi levado a sério – isto é, saiu sem prêmios.
Trilha de Pantera Negra chega nos serviços de streaming
A Marvel divulgou nas plataformas de streaming a trilha sonora completa de “Pantera Negra”. Trechos de todas as canções podem ser ouvidos abaixo – a versão integral só está disponível para assinantes. Grande vencedor do Grammy 2018, o rapper Kendrick Lamar é responsável pela curadoria da trilha musical do filme. Das 14 canções do disco, Lamar assina cinco. E duas já foram ouvidas em comerciais do filme – “All the Stars”, em que o rapper divide os vocais com a cantora SZA, e “Pray for Me”, parceria com The Weeknd. Além das canções abaixo, o filme contará com uma música exclusiva para o mercado brasileiro, feita pelo rapper paulistano Emicida – cujo clipe pode ser conferido aqui. O álbum foi lançado na sexta (9/2) e o longa estreia no Brasil no dia 15 de fevereiro. https://t.co/v1K8meoDX8 pic.twitter.com/m1uqjPJimj — Kendrick Lamar (@kendricklamar) February 9, 2018
Kendrick Lamar caminha entre panteras negras no clipe da trilha do filme da Marvel
Kendrick Lamar divulgou o primeiro clipe da trilha sonora do filme “Pantera Negra”. Trata-se de “All the Stars”, que tem vocais da cantora SZA e já embalou comerciais do longa-metragem da Marvel. Dirigido por Dave Meyers (responsável pelo fantástico “Loyalty”, parceria de Lamar e Rihanna), o clipe é repleto de elementos africanos, com figurino e cenografia referenciando de rainhas do Nilo à crianças muçulmanas. Uma das cenas mais impactantes traz o rapper andando em meio a diversas panteras negras, por uma floresta devastada por uma queimada. Ele também encontra mulheres gigantes, verdadeiras deusas com poses imponentes num palácio dourado, possível referência às Dora Milaje, a guarda feminina de Wakanda – o reino africano fictício do filme. Grande vencedor do Grammy 2018, Lamar é responsável pela curadoria da trilha musical de “Pantera Negra”. O projeto marca sua primeira colaboração para um grande filme de Hollywood. “Pantera Negra” estreia na próxima quinta (15/2) no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Comercial legendado de Vingadores: Guerra Infinita revela novo escudo do Capitão América
A Marvel divulgou o comercial legendado de “Vingadores: Guerra Infinita”, que foi exibido na noite de domingo (4/2) nos Estados Unidos, durante o intervalo do Super Bowl (final do campeonato americano de futebol, maior audiência e espaço comercial mais valorizado da TV americana). A prévia tem apenas 30 minutos, mas só traz cenas inéditas, mostrando “um universo inteiro”. Como este universo é muito grande e o tempo pequeno, surgem apenas flashes de cada personagem, com destaque para o Capitão América (Chris Evans), que ganha um escudo novo e bastante diferente do Pantera Negra (Chadwick Boseman). Com direção dos irmãos Russo (“Capitão América: Guerra Civil”), a estreia está marcada para 26 de abril no Brasil.
Novo comercial de Pantera Negra revela música inédita de Kendrick Lamar e The Weeknd
A Marvel divulgou um novo comercial de “Pantera Negra”. O vídeo não contém cenas inéditas, mas é acompanhado por “Pray for Me”, nova música de Kendrick Lamar em parceria com The Weeknd. Este é o segundo vídeo do filme acompanhada pela seleção musical de Lamar – o anterior continha a faixa “All the Stars”, em que o rapper divide os vocais com a cantora SZA. Grande vencedor do Grammy 2018, Lamar é responsável pela curadoria da trilha musical de “Pantera Negra”. O projeto marca a primeira colaboração de Lamar para um grande filme de Hollywood. Ele também disponibilizou na íntegra a parceria com The Weeknd em seu canal do YouTube. Ouça abaixo. Próximo filme de super-heróis da Marvel, “Pantera Negra” estreia em 15 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Emicida lança clipe com música inspirada no filme Pantera Negra
O rapper Emicida divulgou o clipe da música “Pantera Negra”, inspirada no filme do super-herói e que deve integrar a trilha nas projeções nacionais do longa. A faixa tem versos como “Sou vingador, vingando a dor. Dos esmagados pela engrenagem” e “Vim esmagar boy que debocha da cultura black”. Mas apesar dessa referência aos Vingadores, a letra não cita outros heróis da Marvel. Em vez disso, louva três super-heróis da DC Comics (Lanterna Verde, Super Choque e Superman) numa confusão de universos de quadrinhos. “Estava empolgado com a possibilidade de o Pantera se tornar um filme e, com a concretização disso, me juntei ao produtor Felipe Vassão, meu parceiro desde ‘Triunfo’, para misturar nosso universo com o dos super-heróis que a gente curte”, disse o rapper em comunicado. A direção do clipe é de Fred Ouro Preto, sobrinho do cantor Dinho Ouro Preto, da banda Capital Inicial. “Pantera Negra” estreia nos cinemas brasileiros no dia 15 de fevereiro.
Octavia Spencer vai distribuir ingressos de Pantera Negra para menores carentes
A atriz Octavia Spencer, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Histórias Cruzadas” e indicada novamente no Oscar 2018 por “A Forma da Água”, planeja comprar ingressos de “Pantera Negra” para distribuí-los a crianças que vivem em “comunidades desatendidas”. A atriz explicou nas redes sociais que fará isso “para assegurar que todas as nossas crianças negras possam se ver como heroínas”. Primeiro filme de super-herói negro, “Pantera Negra” também é dirigido e estrelado por um elenco majoritariamente negro. Dirigido por Ryan Coogler, estreia nos cinemas brasileiros no dia 15 de fevereiro. Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Octavia Spencer toma este tipo de iniciativa. No ano passado, ela distribuiu ingressos para “Estrelas Além do Tempo” pelo mesmo motivo. O filme continha uma mensagem importante de afirmação racial, ao valorizar a contribuição desconhecida de cientistas negras para o programa espacial americano. “Minha mãe não tinha dinheiro para levar a mim e meus irmãos (ao cinema)”, ela escreveu em seu Instagram, na ocasião. “Se você conhece uma família carente que gostaria de ver nosso filme, mas não pode pagar, faça com que eles venham”. I will be in MS when this movie opens. I think I will buy out a theatre in an underserved community there to ensure that all our brown children can see themselves as a superhero. I will let you know where and when Mississippi. Stay tuned. #KingsAndQueensWillRise #blackpanthermovie Uma publicação compartilhada por Octavia Spencer (@octaviaspencer) em 31 de Jan, 2018 às 1:03 PST
Rotten Tomatoes denuncia fãs da DC que se organizam para dar nota ruim a Pantera Negra
O Rotten Tomatoes denunciou um grupo do Facebook que está planejando forçar uma nota baixa no site para o novo filme da Marvel, “Pantera Negra”, mesmo sem assisti-lo. Além da nota média da crítica, o Rotten Tomatoes calcula a avaliação do público para os filmes, por meio de voto de seus usuários. A iniciativa para derrubar a nota de “Pantera Negra” seria motivada pela rivalidade entre a Marvel e a DC Comics. O grupo Down with Disney’s Treatment of Franchises and its Fanboys alega que o Rotten Tomatoes favorece as produções da Marvel e pega pesado com os filmes de super-heróis da DC. Mas o ataque não deixa de ser um ato de racismo, já que o alvo escolhido é o primeiro filme protagonizado por um super-herói negro. O grupo de fãs extremistas chegou a criar um evento chamado “Give Black Panther a Rotten Audience Score on Rotten Tomatoes”, no qual explicam suas intenções de dar uma péssima avaliação ao filme. Esse mutirão terá início no dia 15 de fevereiro, noite de pré-estreia, e seguirá até o dia 24. De acordo com a descrição do evento, a ação tem como finalidade atingir a Disney, “que é conhecida por pagar críticos para falarem mal dos filmes da DC”. O grupo responsável pela ação é o mesmo que se organizou para dar nota baixa a “Star Wars: Os Últimos Jedi” e estaria se preparando para fazer o mesmo com “Vingadores: Guerra Infinita” e as séries da Marvel. Os “decenautas” radicais são famosos por defender “seus filmes” e iniciar petições contra sites ou ações que considerem prejudiciais. Após as críticas negativas de “Liga da Justiça”, eles iniciaram campanhas para fechar o site Rotten Tomatoes, alegando justamente o suposto favorecimento às produções da Marvel. Mas o fato de mirar um filme de elenco negro com discurso de ódio disparou alarmes. O Rotten Tomatoes mirou esse ponto, ao emitir um comunicado na quinta-feira (1/2), em que promete tolerância zero contra quem promover o ódio. “Nós, no Rotten Tomatoes, estamos orgulhosos de nos tornarmos uma plataforma para fãs apaixonados debaterem e discutirem entretenimento e levamos a sério essa responsabilidade. Embora respeitemos as diversas opiniões dos nossos fãs, não toleramos o discurso do ódio. Nossa equipe de segurança, rede e os especialistas sociais continuam monitorando de perto nossas plataformas e qualquer usuário que se envolver em tais atividades será bloqueado do nosso site e seus comentários serão removidos o mais rápido possível”, disse a empresa no texto. Quando os integrantes do mesmo grupo tentaram derrubar a nota do público de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, o site The Huffington Post contatou um integrante que expressou misoginia como motivação, atacando o fato de o filme ter mulheres em papéis centrais e afirmando que os homens deveriam ser “reintegrados como governantes da sociedade”. Após o comunicado, o Facebook tirou a página do grupo extremista do ar. E páginas de fãs da Marvel e de Star Wars comemoraram. A motivação usada para atacar a nota dos filmes da Disney é, no mínimo, estranha, como se os trolls ignorassem quem é o verdadeiro dono do Rotten Tomatoes. O agregador de críticas era da Warner até 2016, e foi vendido ao site Fandango em troca de uma percentagem da empresa principal. Hoje, a Warner é dona de 30% do Fandango, ou seja, continua sócia no Rotten Tomatoes. E logicamente não persegue seus próprios filmes. A Warner lança os filmes de super-heróis da DC.
Kendrick Lamar revela capa e faixas do disco da trilha de Pantera Negra
O rapper Kendrick Lamar, grande vencedor do Grammy 2018, antecipou as faixas que vão compor a trilha do filme “Pantera Negra”, em uma postagem com a capa do álbum em seu Twitter. Veja abaixo. Das 14 canções, cinco tem Lamar como um dos autores. Ele é responsável pela curadoria da trilha musical do filme O comercial mais recente da produção já adiantou uma das músicas inéditas, a faixa “All the Stars”, em que o rapper divide os vocais com a cantora SZA. O disco também terá uma parceria com de Lamar com o cantor Weeknd. Além disso, o filme contará com uma música exclusiva para o mercado brasileiro, feita pelo rapper paulistano Emicida. O álbum será lançado em 9 de fevereiro, já o longa estreia no Brasil no dia 15 de fevereiro. Black Panther The Album 2/9 pic.twitter.com/MqhsEcj6iF — Kendrick Lamar (@kendricklamar) January 31, 2018
Pantera Negra vira filme de super-herói com maior venda antecipada de ingressos
Após os elogios rasgados de críticos nas redes sociais, “Pantera Negra” disparou em vendas de ingressos, batendo um novo recorde de comercialização antecipada. O novo longa da Marvel já era o filme com o maior número de bilhetes vendidos nas primeiras 24 horas. Agora, tornou-se o filme de super-heróis que mais vendeu ingressos antes da estreia em todos os tempos, segundo revelou o site de vendas Fandango. E ainda faltam duas semanas para o lançamento. O recorde anterior pertencia a “Batman vs. Superman”, que abriu com uma bilheteria de US$ 166 milhões. Por isso, a previsão é de que “Pantera Negra” arrecade mais de US$ 100 milhões em seu fim de semana de estreia. O filme pode até bater o recorde de maior abertura do mês de fevereiro na América do Norte, que pertence a “Deadpool”, com US$ 152 milhões em 2016. O Fandango indagou aos compradores o que os atraía mais em “Pantera Negra”. E o resultado revelou que 97% dos pesquisados estão curiosos para ver um tipo diferente de filme de super-heróis, 95% se interessam nas mensagens positivas do filme, 86% querem ver as guerreiras femininas do filme, Dora Milaje, e 84% estão particularmente ansiosos para ver o desempenho de Michael B. Jordan. Com direção de Ryan Coogler (“Creed”), “Pantera Negra” estreia em 15 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento na América do Norte.
Primeiras reações a Pantera Negra são os maiores elogios já recebidos pela Marvel
O filme “Pantera Negra” foi exibido para a imprensa nos Estados Unidos e a reação foi “esmagadoramente positiva”, na definição da revista The Hollywood Reporter. Embora as críticas ao longa-metragem ainda estejam embargadas, os elogios já transbordam nas redes sociais, e para todos os lados, louvando desde os elementos cenográficos – figurino e a construção do reino de Wakanda – até a representatividade racial, passando pela direção, o roteiro, a interpretação e as cenas de ação. Críticos negros de cinema, em particular, foram efusivos ao destacar os personagens, em especial as heroínas negras. O crítico do jornal Los Angeles Times chegou a afirmar que o filme é uma “carta de amor à negritude”. A maioria concorda que “Pantera Negra” é diferente de tudo o que a Marvel já fez. E um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Veja abaixo uma mostra dos elogios. Y’all. Y’ALL. Y’ALL. #BlackPanther is everything I wanted and so much more. Ryan Coogler has changed game for MCU. My God. pic.twitter.com/12dfz0xKkk — ReBecca Theodore-Vachon (@FilmFatale_NYC) January 30, 2018 “Pantera Negra” é tudo o que eu queria e muito mais. Ryan Coogler mudou o jogo para o Universo Marvel. Meu Deus – ReBecca Theodore-Vachon, da revista Entertainment Weekly. #BlackPanther: I never wanted this movie to end, and as soon as it did I wanted to go back. Solid action, smart story, tons of personality. Shuri is my new fave, Nakia is everything, Killmonger is incredible, T’Challa deserves to rule the MCU. Coogler has done it again. ??? pic.twitter.com/t9gG3DLuCL — Angie J. Han (@ajhan) January 30, 2018 Eu não queria que o filme terminasse, e assim que acabou, eu queria ver de novo. Ação excelente, história inteligente e muita personalidade. Shuri é minha nova favorita, Nakia é tudo, Killmonger é incrível, T’Challa merece governar o Universo Marvel. (O diretor) Coogler foi novamente bem-sucedido – Angie J. Han, do site Mashable. #BlackPanther is simply awesome. Extremely bold and as touching as it is thrilling, it boasts GOT-style intrigue, crazy innovative action and a deep bench of memorable characters. Top 5 all-time Marvel movie, easy. More later. pic.twitter.com/mmz8Nuf1sy — Brian Truitt (@briantruitt) January 30, 2018 “Pantera Negra” é simplesmente incrível. Extremamente ousado e tão emocionante quanto excitante, possui intrigas ao estilo de “Game of Thrones”, ação loucamente inovadora e vários personagens memoráveis. Está entre os cinco melhores filmes da Marvel, facilmente – Brian Truitt, do jornal USA Today. #BlackPanther is a love letter about blackness, to a world that often ghettoizes it without realizing that it is on black backs that this planet revolves. This world’s livelihood is in our blood. pic.twitter.com/FscW1hWbI6 — Tre'vell Anderson (@TrevellAnderson) January 30, 2018 I don’t even like superhero movies but THIS IS IT! I feel like I felt after watching Wonder Woman BUT BETTER! Like. Wow. Im amazed! #BlackPanther — Tre'vell Anderson (@TrevellAnderson) January 30, 2018 “Pantera Negra” é uma carta de amor à negritude… Meu Deus. “Pantera Negra” é tudo o que eu nunca soube que precisava. Eu nem gosto de filmes de super-heróis, mas este é demais. Me sinto como me senti ao ver “Mulher-Maravilha”, mas melhor. Tipo. Uau. Estou impressionado – Tre’vell Anderson, do jornal Los Angeles Times. #marvel does it again with ‘Black Panther’. Very impressed with the story and filmmaking. @michaelb4jordan absolutely kills it as the villain and is the best one since Loki. Also @DanaiGurira kicks so much ass and I loved every second of it. Going to make serious $. pic.twitter.com/YBrg2x3Nnz — Steven Weintraub (@colliderfrosty) January 30, 2018 A Marvel conseguiu novamente com “Pantera Negra”. (Estou) muito impressionado com a história e a realização. Michael B. Jordan está absolutamente perfeito como vilão e é o melhor desde Loki. Também Danai Gurira arrasa e adorei cada segundo. Vai fazer muito dinheiro – Steven Weintraub, do site Collider. Black Panther looks, feels and sounds unlike any Marvel film to date. A visual feast. Wakanda is amazingly realized, the antagonist actually has an arc with emotional motivations. Marvels most political movie. So good. #BlackPanther — Peter Sciretta (@slashfilm) January 30, 2018 “Pantera Negra” parece, passa sensação e soa diferente de qualquer filme da Marvel até hoje. Um banquete visual. Wakanda está surpreendentemente bem realizada, o antagonista realmente tem um arco com motivações emocionais. Este é o filme mais político da Marvel. Bom demais – Peter Sciretta, do site SlashFilm. #BlackPanther is exceptional – the James Bond of the MCU. You’ve seen nothing like this in a superhero movie – it’s bold, beautiful & intense, but there’s a depth & spiritualness that is unlike anything Marvel has ever done. It’s 100% African & it is dope af. pic.twitter.com/Z77IjnIjf2 — ErikDavis (@ErikDavis) January 30, 2018 “Pantera Negra” é excepcional – é o James Bond do Universal Marvel. Você não viu nada disso em um filme de super-heróis antes – é ousado, bonito e intenso, mas há uma profundidade e espiritualidade que é diferente de qualquer coisa que a Marvel já tenha feito. É 100% africano e é ‘irado pra caramba’ – Erik Davis, do site Fandango.
Comercial legendado de Pantera Negra traz música nova de Kendrick Lamar
A Marvel divulgou um novo comercial legendado de “Pantera Negra”. O vídeo não contém cenas inéditas, mas é acompanhado pela nova música de Kendrick Lamar. Grande vencedor do Grammy 2018 na noite de domingo (28/1), o rapper é responsável pela curadoria da trilha musical do filme e também contribuiu com a faixa “All the Stars”, em que divide os vocais com a cantora SZA. O projeto marca a primeira colaboração de Kendrick Lamar para um grande filme de Hollywood. Num comunicado oficial, o rapper comentou: “‘Pantera Negra’ é incrível, do elenco ao diretor. A magnitude deste filme é um exemplo de um ótimo casamento entre arte e cultura. Eu estou verdadeiramente honrado em contribuir meu conhecimento em produção e composição junto com a visão de Ryan [Coogler, diretor] e da Marvel”. Próximo filme de super-heróis da Marvel, “Pantera Negra” estreia em 15 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Comercial explica obsessão da Marvel com cenas de carros em Pantera Negra
Da primeira imagem de divulgação à primeira cena completa do filme “Pantera Negra”, a Marvel priorizou sempre a mesma sequência, em que o herói aparece sobre o capô de um carro. Recém-divulgado, o comercial do novo Lexus explica a motivação ($$) por trás desta preferência. “Pantera Negra” não é “Velozes e Furiosos”, apenas faz comercial de carro. Misturando imagens do filme com cenas publicitárias, estreladas pelo ator Chadwick Boseman (o Pantera Negra), o novo comercial do Lexus mostra como as negociações comerciais invadiram descaradamente as tramas cinematográficas, e estão embutidas até na divulgação dos filmes, fixando mensagens subliminares em fanboys impressionáveis.












