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    Artista de rua se inspira em Três Anúncios para um Crime para atacar o Oscar 2018

    28 de fevereiro de 2018 /

    O artista de rua que se identifica como Sabo lançou mais uma peça provocativa contra Hollywood. Ele se inspirou no filme “Três Anúncios para um Crime” para criar outdoors criticando os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, por acobertar pedófilos e assediadores sexuais. Seus três anúncios foram erguidos nesta quarta-feira (28/2) com as frases: “E o Oscar de maior pedófilo vai para…”; “Todos nós sabíamos e ainda ninguém foi preso”; “Diga os nomes no palco ou então calem a boca”. O trio de mensagens foi colocado em Hollywood e o artista afirma que este foi seu maior desafio profissional. Segundo o site The Hollywood Reporter, que o contatou de alguma forma – não foi revelado como – , Sabo afirmou que seu objetivo é criticar a hipocrisia das estrelas de cinema, que supostamente conhecem mais casos de assédio e nada falam, além de deixar claro para as celebridades que elas deveriam parar de fazer pregações políticas hipócritas durante os discursos das premiações. Embora a identidade de Sabo não seja conhecida, sua política é notória. Graças às “mensagens” de sua arte, ele foi apelidado de “Banksy de direita” pelo jornal The Guardian. Este é seu segundo ataque recente contra Hollywood após as denúncias de assédio contra Harvey Weinstein. Em dezembro, Sabo espalhou por Los Angeles diversos pôsteres com uma foto da atriz Meryl Streep ao lado do produtor Harvey Weinstein, acompanhada pela inscrição “Ela sabia” sobre seus olhos. A mensagem implícita era a de que Meryl tinha conhecimento sobre os casos de assédio sexual perpetrados pelo produtor, o que ela nega. Na época, ele declarou ao The Guardian: “Ela nos atacou, agora nós a atacamos”, referindo-se ao discurso duro da atriz contra Donald Trump, ao aceitar um prêmio pela carreira no Globo de Ouro do ano passado. É a mesma mensagem repetida agora com três anúncios, que podem ser vistos abaixo. Desta vez, porém, a ideia não é muito criativa, já que três manifestações “de esquerda” usaram a mesma tática anteriormente. Saiba mais aqui.

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    Ryan Seacrest fará cobertura do Oscar 2018 após denúncia de assédio

    28 de fevereiro de 2018 /

    Como nos últimos anos, o apresentador Ryan Seacrest vai participar da cobertura do Oscar 2018 pelo canal pago E!, fazendo entrevistas no tapete vermelho. Mas este ano sua presença terá um impacto diferente. Ele foi acusado de assédio sexual. Seacrest, que ficou conhecido pelo programa de TV “American Idol”, foi acusado por sua ex-estilista Suzie Hardy de abuso sexual durante os seis anos que trabalharam juntos. O apresentador nega as acusações. Em artigo escrito para a revista The Hollywood Reporter, ele afirmou que apoia os movimentos de mulheres que buscam combater desigualdades, mas afirmou que foi falsamente acusado. Ele ainda acusou Suzie Hardy de tentar chantageá-lo exigindo “milhões de dólares” em troca de seu silêncio. A estilista negou, e afirmou que foi o apresentador quem lhe perguntou “o quanto eu queria para sumir”. A estilista disse ao jornal The New York Times que foi demitida em 2013, quando reportou ao estúdio onde trabalhava que vinha sendo assediada por Seacrest. “Me disseram ‘Vai procurar outro emprego'”, ela relatou. “Fiquei sem trabalhar por três anos.” Já um porta-voz do canal E!, disse ao jornal americano que Suzie não foi demitida, mas que foi dispensada porque Seacrest havia deixado o trabalho diário no programa que apresentava. O canal afirmou que a decisão de manter Seacrest da cobertura do Oscar foi baseada nos resultados de suas investigações sobre o caso, que não encontrou indícios de mau comportamento. “No decorrer de um processo de dois meses, nosso conselho externo entrevistou dezenas de pessoas em relação às alegações, incluindo várias reuniões separadas com o requerente e todas as testemunhas de primeira mão que ela forneceu. Qualquer reivindicação que questiona a legitimidade desta investigação é completamente sem fundamento”, disse o comunicado da empresa.

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    O Destino de uma Nação vence prêmio de maquiagem e revela vídeo da transformação de Gary Oldman

    25 de fevereiro de 2018 /

    “O Destino de uma Nação” venceu no sábado (24/2) os principais prêmios do Sindicato dos Maquiadores e Cabeleiros de Hollywood, como a Melhor Maquiagem de Filme de Época e a Melhor Maquiagem de Personagem. E para comemorar a conquista, a Universal divulgou um vídeo de bastidores que mostra o complexo trabalho de transformação do ator Gary Oldman em Winston Churchill. Para conseguir uma metamorfose tão convincente, os produtores tiveram que tirar Kazuhiro Tsuji da aposentadoria. O homem que transformou Jim Carrey no Grinch tinha decidido largar Hollywood após conseguir deixar Joseph Gordon-Levitt parecido com Bruce Willis em “Looper”, em 2012. Ao voltar à ativa no filme do diretor Joe Wright, ele recebeu sua terceira indicação ao Oscar, compartilhada com David Malinowski (“Guerra Mundial Z”) e Lucy Sibbick (“Êxodo: Deuses e Reis”). Ao todo, “O Destino de uma Nação” concorre a seis prêmios no Oscar 2018, e o trabalho de maquiagem pode lhe ajudar a vencer dois – além da própria categoria técnica, o de Melhor Ator para Gary Oldman. Durante os 48 dias das filmagens, Oldman passou cerca de 200 horas na cadeira da sala dos maquiadores. Confira abaixo detalhes dessa transformação. Gary Oldman's transformation into Winston Churchill took 13 makeup tests, 48 consecutive shooting days, 200 hours in the makeup chair, and one incredible Oscar-nominated Hair & Makeup team. #DarkestHour pic.twitter.com/CIf6bgQYeH — Darkest Hour (@DarkestHour) February 23, 2018

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  • Filme

    Elegância de Trama Fantasma ilumina o cinema e faz o tempo parar

    24 de fevereiro de 2018 /

    O cineasta Paul Thomas Anderson nunca optou pelo caminho cinematográfico mais simples – talvez “Boogie Nights”, de 1997, seja o mais próximo do popular que ele tenha chegado, e olha que é um filme sobre os bastidores da indústria pornô. “Trama Fantasma”, seu novo projeto indicado a seis Oscars, já traz em sua premissa um rigor artístico que o cineasta vem perseguindo arduamente desde “Magnólia” (1999), que alcançou seu ápice em “Sangue Negro” (2007), e rendeu ainda grandes momentos posteriores (e nada fáceis) com “O Mestre” (2012) e “Vicio Inerente” (2014). Nele, é possível vislumbrar uma linha visual, textual e sonora (na quarta colaboração consecutiva com Jonny “Radiohead” Greenwood, talvez a melhor) que Anderson persegue filme após filme, e que faz de “Trama Fantasma” uma (nova) obra atemporal que mais tem relação com a Arte (com A maiúsculo) do que com a programação tradicional de entretenimento semanal dos cinemas. Não há aceleração, correria, desperdício. Pelo contrário, o tempo parece quase parar em “Trama Fantasma”. O espectador observa como o cotidiano metódico de Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis, de “Sangue Negro”, em outro reencontro), um renomado estilista que trabalha ao lado da irmã Cyril (Lesley Manville) para vestir grandes nomes da realeza e da elite britânica nos anos 1950, altera-se com a chegada de Alma (Vicky Krieps), sua nova modelo-musa de inspiração. O destino dela é embalar e aguçar a criatividade de Reynolds até que ele se canse e a dispense (lembra “Mãe!”?). A não ser que ela lhe ofereça algo que nenhuma outra tenha oferecido. Silenciosamente cômico, elegantemente cínico e meticulosamente apaixonante, “Trama Fantasma” é a simples construção de um código de conduta entre duas pessoas, algo que acontece toda hora, todos os dias, ainda que não com o delicioso sarcasmo deste filme, que deve ser saboreado nos mínimos detalhes, como uma frestinha de sol que insiste em iluminar o olhar e sumir em meio a nuvens densas de um dia londrino frio, cinzento, nublado e chuvoso. Aproveite este pedacinho de luz até o último segundo.

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    Sem Amor transforma falta de afeto em cinema de alto nível

    24 de fevereiro de 2018 /

    Quem viu “Leviatã”, o filme de Andrey Zvyagintsev de 2014, já percebeu que o estilo do diretor é duro, seco, realista. E que, por meio de uma narrativa forte e firme, ele diz muita coisa ao mundo de hoje. “Sem Amor”, o novo filme do cineasta russo, traz à tona a impactante questão da rejeição. Em tese, quem resolve ter filhos teria de assumir não só responsabilidades materiais sobre eles, mas responsabilidades afetivas que têm tanto peso quanto aquelas. Aqui, um garoto de 12 anos que nunca foi desejado, nem aceito, nem incorporado à família, mesmo que a contragosto, pelo pai ou pela mãe, chega a uma situação-limite, quando eles resolvem se separar. E com muitas brigas no caminho. Alyosha (Matvey Novikov), o garoto, é um dos motivos de briga, pois nem o pai e nem a mãe querem ficar com ele. Com tanta rejeição à vista, ainda lhe restaria um quarto confortável em casa e alguns equipamentos tecnológicos para sobreviver. Restaria, no condicional, já que, com a separação, a casa será vendida. O que sente e como se comporta uma criança numa situação assim? Só fugindo, seja lá para onde for, mesmo sem rumo ou condição de sobrevivência. E aí começa uma nova fase na vida de todos. Dele próprio, de cada um dos genitores e de seus novos parceiros amorosos. O que sentem eles, como lidam com a nova situação? Que clima, então, vai se estabelecendo na vida de cada um e de todos? É por aí que Andrey Zvyagintsev foca sua trama. Produz uma situação de suspense, em que a incerteza e a dúvida dominam a cena o tempo todo e prioriza o clima psicológico que tudo isso gera. Sua forma de narrar se dirige, mais do que tudo, aos efeitos que são produzidos por essa rejeição e fuga. É grave isso, pode ser demolidor. E permanecer pela vida afora. Inútil esperar por soluções salvadoras. A vida não é fácil e o ser humano é capaz de muita crueldade e egocentrismo. Até para tentar encobrir ou aplacar o ressentimento, a frustração e o desespero. Andrey Zvyagintsev consegue obter do elenco um desempenho preciso para o clima que quer criar. Há muita aridez afetiva nas atuações do casal Boris (Alexey Rozin) e Zhenya (Maryana Spivak), assim como dos policiais que cuidarão do caso e até da ONG que investigará, de fato, o desaparecimento do garoto. Há exceções, mas, no geral, vive-se um deserto afetivo que os atores e atrizes acentuam em seus papéis, inclusive Novikov, o ator mirim, que mostra bem a impotência que vive. A fotografia contribui com suas cores frias e toda a ambientação anuncia uma tragédia: com aquele tempo terrível, frio, chuvoso, com neve, sobreviver é um desafio, virtualmente impossível para um garoto desprotegido. No conjunto, um trabalho cinematográfico de alto nível, que se destaca na disputa pelo Oscar 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Tem muita chance e muito mérito para isso. Venceu o Festival de Londres e o prêmio do Júri do Festival de Cannes.

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    Indicado ao Oscar 2018, O Insulto já chegou longe pelo que oferece

    24 de fevereiro de 2018 /

    O filme libanês “O Insulto” é um dos cinco finalistas na disputa pelo Oscar 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. É a primeira produção do Líbano que chega a tanto. E é uma proeza estar entre títulos de peso. Não que ao tema com que lida falte apelo. Ao contrário, é assunto de todos os dias no noticiário internacional. Uma divergência absolutamente banal, uma calha que verte água por onde não podia, molhando as pessoas, opõe dois homens: o mecânico cristão-libanês Tony (Adel Karam) e o refugiado palestino Yasser (Kamel El Basha, premiado como Melhor Ator no Festival de Veneza pelo papel). Um desentendimento, um insulto, e tudo vai parar nos tribunais. A partir daí, o conflito localizado não só se estabelece como vai progressivamente se ampliando, para acabar abarcando toda a questão judaico-palestina que envolve o Oriente Médio. Tema espinhoso, sem solução, tratado com uma certa ingenuidade política pelo diretor e roteirista Ziad Doueiri (que começou a carreira como assistente de Quentin Tarantino em filmes como “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction”). Vamos descobrindo, ao longo das discussões que o filme mostra, que, afinal, os dois contendores em conflito sofreram ambos violências atrozes. São, portanto, vítimas. O que abre espaço para o discurso da conciliação, como se nessa história toda as coisas simplesmente se equiparassem. O que falta é o quê? Boa vontade, disposição política? Não é tão fácil assim. Há questões históricas complexas aí envolvidas, fanatismos de todos os tipos: políticos, religiosos, culturais, étnicos. Boas intenções não bastam. Aliás, o próprio filme apresenta esses impasses quando mostra as reações dos grupos envolvidos e representados nas ações dos tribunais, suas repercussões midiáticas e tudo o mais. As pessoas, individualmente, podem se pacificar, tornarem-se tolerantes, praticar a empatia. Ainda assim, o impasse coletivo continuará lá. O social e o político não são a soma das ações individuais. Assumem outra dimensão que tem de ser encarada e a verdade é que ninguém mais sabe encontrar o tal caminho da conciliação, nem mesmo sabe se, neste caso, ele ainda existe. “O Insulto” é bem produzido, mas é um filme absolutamente convencional. Já alcançou uma evidência e um sucesso de público pelo mundo surpreendentes pelo que oferece.

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    Música indicada ao Oscar 2018 vira hino não oficial de protestos nos Estados Unidos

    23 de fevereiro de 2018 /

    “Stand Up For Something”, composta por Diane Warren e o rapper Common para o filme “Marshall”, e indicada ao Oscar 2018 na categoria de Melhor Canção Original, virou o hino não oficial de diversas manifestações dos últimos meses nos Estados Unidos, e atingiu unanimidade de escolha em eventos contra a violência armada que tomaram conta do país desde 14 de fevereiro, dia em que 17 estudantes foram assassinados numa escola de Ensino Médio da Flórida. A canção, que traz uma mensagem sobre a importância de se defender o que se acredita, tem sido ouvida em vários eventos uma de suas frases, “Você não pode simplesmente falar a conversa, você tem que caminhar a caminhada”, foi adotada como slogan por diversas organizações. Entre as coberturas, eventos e manifestações em que a música ressoou incluem-se CNN Heroes, NAACP Image Awards (premiação de artistas negros), a Gala da Declaração de Direitos da ACLU, a Marcha das Mulheres, e até no programa “Jimmy Kimmel Live”, quando foi dedicada para a defesa dos direitos dos imigrantes. A música será apresentada durante a cerimônia de premiação do Oscar 2018, com interpretação de Common e da cantora Andra Day, que a entoa no filme. Apesar de toda essa repercussão, o filme “Marshall” foi ignorado pelas distribuidoras brasileiras. Assim como outra produção estrelada por ator atro indicada ao Oscar (“Roman J. Israel, Esq.”), não tem previsão de lançamento no Brasil – coincidência? Além do intérprete principal, o diretor também é negro e a trama aborda um caso jurídico real da juventude do primeiro juiz negro da Suprema Corte dos Estados Unidos, quando atuava em defesa de negros acusados de crimes que não cometeram. Vale apontar que o ator principal, Chadwick Boseman, é o mesmo de “Pantera Negra”. Veja abaixo o clipe oficial de “Stand Up For Something”, bastante despojado, com cenas do filme, e a performance de Andra Day, Common e Diana Warren (nos teclados) durante a apresentação na noite de quinte (22/2) no programa de Jimmy Kimmel, o apresentador do Oscar 2018.

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    Guillermo Del Toro nega que A Forma da Água seja plágio

    22 de fevereiro de 2018 /

    O diretor Guillermo Del Toro resolveu negar publicamente que o filme “A Forma da Água”, indicado a 13 prêmios no Oscar 2018, seja um plágio da peça teatral “Let Me Hear You Whisper”, de Paul Zindel, escrita em 1969. Ele decidiu se manifestar após as insinuações virarem processo judicial, aberto na quarta-feira (21/2) pelo filho do autor, David Zindel. “Eu nunca li ou vi a peça teatral”, disse o diretor ao site americano Deadline. “Eu nunca ouvi falar sobre essa peça antes de fazer ‘A Forma da Água’, e nenhum dos meus colaboradores mencionaram a peça”, completou. Porém, o processo acusa o produtor Daniel Kraus, que propôs o filme a Del Toro, de ser um grande admirador da obra Zindel, assim como o cineasta. As coincidências entre os enredos de peça e filme são múltiplas. A história de Zindel gira em torno de Helen, uma faxineira que se encanta por um golfinho mantido em cativeiro pelo governo. Para salvar a vida do animal, ela arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Já no filme de Del Toro, Sally Hawkins vive Elisa, uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura marinha, mantida em cativeiro em um laboratório secreto do governo. Ela também arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Mas os resultados daí em diante são muito diferentes. De fato, se há similaridades na premissa, o restante, incluindo execução, desdobramentos e uma riqueza infinita de detalhes, são opostos. A Fox Searchlight também divulgou um comunicado apoiando Del Toro. “As acusações do senhor Zindel não têm fundamento, são totalmente sem mérito e vamos nos defender. Além disso, a queixa parece coincidir com o ciclo de votação do Oscar para pressionar o nosso estúdio a resolver o caso rapidamente. Em vez disso, nós vamos nos defender vigorosamente e, por extensão, este filme inovador e original”.

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    Acusação de plágio contra A Forma da Água vai parar na Justiça

    21 de fevereiro de 2018 /

    O Oscar de Guillermo del Toro começa a fazer água. O filme “A Forma da Água”, campeão de indicações e um dos favoritos à premiação da Academia, está sendo formalmente processado por plágio da peça “Let Me Hear You Whisper”, escrita por Paul Zindel no final da década de 1960. A ação foi aberta na Justiça americana nesta quarta (21/2) pelo filho do autor, David Zindel. O caso, que sacudiu o diretor Guillermo del Toro, veio à tona em janeiro, após o filme receber 13 nomeações ao Oscar 2018, incluindo as de Melhor Filme, Diretor e, ironicamente, Roteiro Original. De acordo com a acusação, o produtor Daniel Kraus, que propôs o filme a Del Toro, seria um grande admirador da obra Zindel, dramaturgo respeitado nos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Pulitzer, assim como o próprio cineasta, e teria apresentado a ideia de situar a história na mesma época em que a peça foi transmitida na TV americana, durante os anos 1960. “Esses e outros detalhes reveladores da escrita e produção do longa evidenciam fortemente que os réus infringiram conscientemente os direitos da peça de Zindel”. Em comunicado, a Fox Searchlight classificou a acusação de “sem fundamento” e “totalmente sem mérito”. “Vamos apresentar uma moção para a corte da Califórnia abandonar o caso”, afirma o estúdio. “Além disso, a queixa parece coincidir com o ciclo de votação do Oscar para pressionar o nosso estúdio a resolver o caso rapidamente. Em vez disso, nós vamos nos defender vigorosamente e, por extensão, este filme inovador e original”. As coincidências entre os enredos de peça e filme são múltiplas. A história de Zindel gira em torno de Helen, uma faxineira que se encanta por um golfinho mantido em cativeiro pelo governo. Para salvar a vida do animal, ela arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Já no filme de Del Toro, Sally Hawkins vive Elisa, uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura marinha, mantida em cativeiro em um laboratório secreto do governo. Ela também arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Mas os resultados daí em diante revelam-se muito diferentes. De fato, se há similaridades na premissa, o restante, incluindo execução, desdobramentos e uma riqueza infinita de detalhes, são opostos. Mesmo assim, David Zindel acredita que se trata de um plágio total. “Estamos chocados que um estúdio desse tamanho possa fazer um filme obviamente baseado no trabalho do meu pai, achando que ninguém reconheceria, ou sem nos perguntar sobre os direitos”, ele argumentou, em email enviado ao jornal inglês The Guardian. Nas redes sociais, a produção de Del Toro já ganhou o apelido maldoso de “A Forma do Plágio”. E surgiu até quem quisesse aumentar o conto, como o cineasta francês Jean-Pierre Jeunet, que acusou o filme de Del Toro de plagiar uma cena de “Delicatessen” (1991). Neste caso, porém, não há a menor semelhança, a não ser pela inspiração de ambos na comédia muda de Charles Chaplin. A versão televisiva de “Let Me Hear You Whisper” foi disponibilizada no YouTube e pode ser conferida abaixo, em quatro partes que confirmam semelhanças e diferenças em relação a “A Forma da Água”.

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    Roger Deakins vence o prêmio do Sindicato dos Cinematógrafos por Blade Runner 2049

    18 de fevereiro de 2018 /

    O veterano cinematógrafo Roger Deakins, 14 vezes indicado ao Oscar, tornou-se favorito a vencer a sua primeira estatueta da Academia após ganhar o troféu do Sindicato dos Cinematógrafos (ASC, na sigla em inglês) por “Blade Runner 2049”. Deakins derrotou Bruno Delbonnel (“Darkest Hour”), Hoyte van Hoytema (“Dunkirk”), Dan Laustsen (“The Shape of Water”) e Rachel Morrison (“Mudbound”) no ASC Award. Morrison é foi a primeira mulher a competir na categoria de longa-metragem da organização e a primeira mulher nomeada como diretora de fotografia nos 90 anos de história dos Oscar. Ele não estava presente para aceitar o prêmio, que foi recebido por sua esposa enquanto ele participava de uma filmagem em Nova York. A cerimônia, realizada na noite de sábado (17/2) em Los Angeles, também reconheceu a cinematografia televisiva, onde os vencedores foram episódios de “The Crown” e, curiosamente, a antologia “Genius” e a sci-fi “12 Monkeys”. O diretor de fotografia Russell Carpenter, vencedor do Oscar por “Titanic”, e Angelina Jolie também receberam prêmios especiais. O primeiro pela carreira, a segunda por incentivar o trabalho de cinematográfos.

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    Trama do filme Três Anúncios para um Crime inspira protestos da vida real

    17 de fevereiro de 2018 /

    Independente de qual filme vencer o Oscar 2018, “Três Anúncios para um Crime” já deixou sua marca na cultura pop, como o mais influente de todos os indicados. A cena principal do filme de Martin McDonagh, em que uma mãe revoltada com o assassinato da filha decide chamar atenção para a ineficácia da polícia, por meio de três outdoors com cobranças em fundo laranja chamativo, saiu do cinema para as ruas, virando uma nova forma de protesto. Ativistas de Miami adotaram a abordagem do filme para, após o massacre de 17 estudantes numa escola da Flórida na semana passada, cobrar o senador do estado, Marco Rubio, por ser patrocinado pela indústria armamentista e não fazer nada no Congresso para impedir a proliferação de armas. A ideia partiu do Avaaz, um grupo ativista online. Também na semana passada em Londres, três outdoors móveis levaram às ruas cobranças pela investigação do incêndio de moradias públicas que resultou em 71 mortos em setembro passado. A iniciativa foi do grupo Justice4Grenfell, descrito em sua página do Twitter como um grupo não oficial que exige uma investigação independente e acusações criminais na apuração do incêndio de Grenfell. Um internauta perguntou no Twitter se aquilo era campanha de um filme. “Não”, o grupo respondeu. “É para a nossa campanha – nada a ver com o filme, exceto por ser onde nos inspiramos”. A tática dos três outdoors também foi usada início do mês em Bristol, na Inglaterra, num protesto por mais recursos para os Serviços Nacionais de Saúde. Mesmo que perca o Oscar, “Três Cartazes para um Crime” já se tornou o título mais importante da temporada de premiações, ao deixar de ser apenas um filme, saindo das telas para a vida real. Three Billboards Outside Miami, Florida ✊? #3BillboardsForRubio pic.twitter.com/aLtlSaOfd6 — Avaaz (@Avaaz) February 16, 2018 3 Billboards Outside Grenfell, London Listen to all our voices now; we demand #Justice4Grenfell Please Retweet pic.twitter.com/nHWkrGDWNz — Justice 4 Grenfell (@officialJ4G) February 15, 2018 Nice work Bristol. #ThreeBillboards pic.twitter.com/fjOW3E3ESP — Nikesh Shukla (@nikeshshukla) February 9, 2018

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    Fábula de A Forma da Água é bela, politicamente correta e também convencional

    17 de fevereiro de 2018 /

    Ah, o cinemão clássico norte-americano… Desta vez, conduzido por um cineasta mexicano, “estirpe” que vem dominando – com méritos – Hollywood nesta década. Em 1962, no período da Guerra Fria, uma criatura estranha é capturada na América do Sul e levada por um militar (um vilão caricatural interpretado por Michael Shannon) para estudos em um laboratório ultra-secreto do governo dos EUA. Os norte-americanos desejam utilizar a criatura na corrida espacial, e espiões russos acompanham os estudos, pensando num sequestro. A parte disso tudo, a faxineira (muda) Elisa Esposito (a ótima Sally Hawkins) segue uma rotina diária: ela acorda, coloca alguns ovos para cozinhar, entra no banho, se masturba, toma café, pega o ônibus para o trabalho e chega quase sempre em cima do horário. Elisa trabalha no laboratório e em um momento de faxina se depara com a criatura, iniciando uma história de amor nos moldes do clássico “A Bela e a Fera”. O cineasta Guillermo Del Toro recria com capricho o território de fábula que o tornou conhecido com “O Labirinto do Fauno” (2006) num filme sexy que ora homenageia o “O Monstro da Lagoa Negra” (1954), ora acena para “La La Land” (2016), e tem todos os elementos politicamente corretos para os tempos modernos: Elisa é latina e seus melhores amigos são uma negra, a também faxineira Zelda (Octavia Spencer sempre excelente e merecidamente indicada ao Oscar como Atriz Coadjuvante), e um gay, o ilustrador Giles (Richard Jenkins eficiente e também indicado no papel de coadjuvante). A criatura é feia, mas também tem um bom coração e se comove com música, tanto quanto se apaixona pelos ovos feitos por Elisa. O romance destes dois perdidos numa banheira suja é delicadamente bonito e a paisagem gótica um dos pontos altos de um filme que recebeu 13 indicações ao Oscar, e deve levar entre três e quatro para casa (o México?), mas falta alguma coisa nesse oceano de citações, recortes, clichês e acusações de plágio que torne o filme… único. O resultado: uma bela e bem-feita fábula tradicional.

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    Superestimado, Três Anúncios para um Crime é bom filme que corre risco de vencer o Oscar

    17 de fevereiro de 2018 /

    Apesar da carreira curta, em que se destaca “Na Mira do Chefe”, uma boa comédia B que utiliza a paisagem encantadora de Bruges e que recebeu indicação ao Oscar de Melhor Roteiro em 2009, o terceiro longa de Martin McDonagh, ainda que superestimado, foi uma das boas surpresas de uma temporada acima da média. Indicado a sete Oscars (incluindo Melhor Filme), “Três Anúncios para um Crime” conta a história de Mildred Hayes (Frances McDormand), mãe de uma garota que foi violentada e assassinada na pequena Ebbing, cidade (que não existe) caipiríssima do interior do Missouri. Para chamar a atenção da imprensa, da cidade e da polícia, que, segundo Mildred, “está ocupada demais torturando negros para resolver um crime de verdade”, ela aluga três outdoors visando cobrar uma solução para o caso. Sob o comando do delegado Willoughby (Woody Harrelson), uma policia local repleta de racistas, como Dixon (Sam Rockwel), tenta se movimentar, mas tudo foge ao controle num roteiro que soa (algumas vezes de forma até forçada) bastante inspirado nas obras originais dos irmãos Coen (o que faz a escalação de Frances, mulher de Joel Coen, parecer tanto um acerto quanto um disparate). Entretanto, lhe falte a sagacidade, a inventividade e a porralouquice dos irmãos. O resultado é um bom filme que consagra elenco, já premiado pelo Sindicato dos Atores. Frances é favoritíssima ao Oscar de Melhor Atriz, enquanto Sam Rockwel deve levar o de Melhor Ator Coadjuvante – prêmio a que Woody Harrelson, excelente, também foi indicado. O filme ainda disputa com menos chances a estatueta de Roteiro Original (“Corra!” é favorito) e Edição (num mundo justo, “Eu, Tonya” levaria), mas corre o risco de vencer a categoria de Melhor Filme e ser esquecido… como “Crash” (2004). Será?

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