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  • Filme

    Zumbilândia 2 é a maior estreia da semana nos cinemas

    24 de outubro de 2019 /

    “Zumbilândia: Atire Duas Vezes” é a estreia ampla desta quinta-feira (24/10) nos cinemas brasileiros. Lançada dez anos após o primeiro filme, a continuação traz de volta o quarteto de protagonistas, Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e Abigail Breslin, que cruzam com novos personagens sem perder o espírito bem-humorado que transformou o longa original num sucesso. O filme tem os mesmos roteiristas, Paul Wernick e Rhett Reese, que estouraram com as adaptações de “Deadpool”, e o diretor Ruben Fleischer, igualmente em alta após a bilheteria blockbuster de “Venom”. Em menor escala, “Downton Abbey – O Filme” traz para os cinemas a série britânica homônima. A adaptação surpreendeu por ter conquistado uma bilheteria muito acima das expectativas nos Estados Unidos e pela boa avaliação da crítica internacional – 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, agradando bem mais que os 66% de “Zumbilândia 2”. Com roteiro de Julian Fellowes, o criador da série, o filme tem direção de Michael Engler, que trabalhou na atração, e conta com as voltas de Maggie Smith, Elizabeth McGovern, Robert James-Collier e Hugh Bonneville, reprisando seus papéis como membros da família Crawley, aristocratas britânicos do começo do século 20. No circuito limitado, o destaque é a comédia indie “A Maratona de Brittany”, vencedora do Prêmio do Público do último Festival de Sundance. A cativante história da gordinha festeira e sedentária, que percebe ter ficado para trás na vida, até resolver entrar em forma para correr a maratona de Nova York, foi escrita e dirigida pelo estreante Paul Downs Colaizzo a partir da experiência real de uma amiga. Mas é a performance de Jillian Bell (“A Noite é Delas”) que consagra a produção. Entre as estreias menos recomendáveis, o terror “Os 3 Infernais” ganha citação por encerrar uma trilogia do diretor roqueiro trash Rob Zombie e registrar um dos últimos trabalhos do cultuado ator Sid Haig, falecido no mês passado. Confira abaixo a lista completa dos lançamentos da semana com suas sinopses e trailers. Zumbilândia: Atire Duas Vezes | EUA | Comédia Anos depois de se unirem para atravessar o início da epidemia zumbi nos Estados Unidos, Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrelson), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) seguem buscando novos lugares para habitação e sobrevivência. Quando decidem ir até a Casa Branca, acabam encontrando outros sobreviventes e percebem que novos rumos podem ser explorados. Downton Abbey – O Filme | Reino Unido | Drama Adaptação da série de televisão “Downton Abbey”, que conta a história da trajetória da família Crawley, proprietária de um vasto território na Inglaterra rural no início do século 20. Os 3 Infernais | EUA | Terror Após escapar da prisão onde viveu por 10 anos, Otis (Bill Moseley) conhece Winslow (Richard Brake) e organiza um plano para libertar sua irmã Baby (Sheri Moon Zombie). Os “Rejeitados do Diabo” então fogem para o México, matando inúmeras pessoas pelo caminho. A Maratona de Brittany | EUA | Comédia Vivendo por anos em Nova York, Brittany (Jillian Bell) sente-se constantemente cansada e chateada por conta de sua rotina, que se resume a ir a diversas festas e agradar pessoas tóxicas. Quando seu médico a assusta com um diagnóstico preocupante, Brittany decide começar a fazer exercícios, mas mal poderia imaginar que uma simples corrida no quarteirão teria o poder de mudar sua vida. Luta de Classes | França | Comédia Corentin, filho de Paul e Sofia, tem um mistério: em sua escola e nos ambientes que frequenta, ele só se relaciona com crianças semelhantes a ele. Na sala de aula, essa identificação – que não se sabe qual – é o ponto que une Corentin a seus amigos. Porém, quando seus colegas se mudam de colégio, o menino passa a ser o único da classe. Qual será a sua grande singularidade, já que crianças costumam não diferenciar gênero, classe social, cor da pele ou religião? Alex Câmera 10 | Brasil | Documentário A decisão do idolatrado jogador Alex de voltar a vestir a camisa do Coritiba depois de destacadas passagens por seleções nacionais e internacionais causou grande comoção na comunidade futebolística e virou tema desse documentário, que aborda seus dois últimos anos de carreira, contando com entrevistas exclusivas de ícones do futebol que cruzaram seu caminho.

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  • Etc,  Filme

    Sid Haig (1939 – 2019)

    23 de setembro de 2019 /

    O ator Sid Haig, lenda do cinema B americano, morreu no sábado (21/9), aos 80 anos. A morte foi anunciada por sua esposa, Susan L. Oberg, no Instagram: “Isto veio como um choque para todos nós. Como família, nós pedimos privacidade e tempo para que nosso luto seja respeitado”. Segundo a Variety, Haig faleceu de uma infecção pulmonar, após complicações respiratórias causadas por uma queda, sofrida semanas atrás. A vasta filmografia do ator tem quase 150 títulos, a maioria de temática violenta. Mas antes de encarar as telas, ele tentou a música. Na adolescência, foi baterista da banda T-Birds e chegou a gravar um hit, “Full House”, que atingiu o 4º lugar na parada de sucessos em 1958. Graças a essa experiência, conseguiu um de seus primeiros papéis no cinema, aparecendo como baterista dos Righteous Brothers no filme “Farra Musical” (1965). A tendência de viver monstros, psicopatas, assassinos e degenerados teve início no mesmo ano num episódio da sitcom “The Lucy Show”, de Lucille Ball, em que encarnou uma múmia. Mas foi por diversão, assim como sua passagem pelos quadrinhos, como capanga do Rei Tut (Victor Buono) na série clássica “Batman” (em 1966), e pela sci-fi, como alienígena na 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas” (em 1967). Os primeiros papéis aproveitavam-se de seu visual exótico. Descendente de armênios, ele tinha um ar de estrangeiro perigoso. Ao decidir raspar a cabeça, também adquiriu uma aparência demente. Mas sua transformação definitiva em astro de filmes sanguinários se deu pelas mãos do cineasta Jack Hill. O primeiríssimo trabalho de Haig como ator foi num curta universitário de Hill, feito em 1960 como parte do currículo da UCLA. Assim, quando conseguiu financiamento do rei dos filmes B, Roger Corman, o diretor o convocou para participar de seu primeiro longa oficial, “O Rastro do Vampiro” (1966), cujo título original era mais explícito em relação ao tom da produção – “Blood Bath”, literalmente “banho de sangue”. De todo modo, foi o filme seguinte de Hill, “Spider Baby” (1967), que transformou ambos, diretor e ator, em ícones do cinema B americano. Lançado sem fanfarra, “Spider Baby” saiu da obscuridade para se tornar um dos filmes mais cultuados dos anos 1960, ao ser redescoberto pelas novas gerações. A história girava em torno do personagem vivido pelo veterano astro de terror Lon Chaney (“O Lobisomem”), um cuidador de três irmãos mentalmente perturbados, que tenta proteger os jovens de primos gananciosos. De olho na velha mansão da família em que eles vivem, os parentes resolvem trazer advogados para despejá-los da propriedade. Mas a situação sai do controle, com violência generalizada, culminando na explosão da residência por parte do cuidador, numa mistura de ato de desespero, misericórdia e suicídio. Haig viveu o único irmão homem, incapaz de falar, mas capaz de atos terríveis, como o estupro de sua prima. Ator e diretor continuaram a pareceria em outros gêneros de filmes B, como o cultuado filme de prisão feminina “As Condenadas da Prisão do Inferno” (1971) e dois dos maiores clássicos da era blaxploitation “Coffy: Em Busca da Vingança” (1973) e “Foxy Brown” (1974), todos estrelados por Pam Grier. Essa conexão, por sinal, fez com que Haig fosse lembrado por Quentin Tarantino em sua homenagem ao gênero, “Jackie Brown” (1997), protagonizado pela mesma atriz. Sem abandonar violência, Haig também apareceu em clássicos do cinemão classe A, como “À Queima-Roupa” (1967), de John Boorman, “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), de Guy Hamilton, “O Imperador do Norte” (1973), de Robert Aldritch, e até “THX 1138” (1971), primeira sci-fi de um jovem visionário chamado George Lucas (sim, o criador de “Star Wars”). Mas as produções que costumavam escalá-lo com frequência eram mesmo de baixo orçamento, e elas entraram em crise com o fim das sessões duplas noturnas e dos drive-ins na metade final dos anos 1970. Por conta disso, o ator passou boa parte desse período fazendo séries. Chegou a viver nove vilões diferentes em “Missão Impossível”, quatro em “Duro na Queda”, três em “A Ilha da Fantasia”, dois em “MacGyver”, além de enfrentar “As Panteras”, “Police Woman”, “Buck Rogers”, “Os Gatões”, “Esquadrão Classe A”, “O Casal 20″m etc. Ele anunciou oficialmente sua aposentadoria em 1992, dizendo-se cansado de viver sempre o vilão que morria no episódio da semana. Assim, quando Tarantino o procurou para viver Marcellus Wallace em “Pulp Fiction” (1994), ele se recusou. O papel acabou consagrando Ving Rhames. Mas Tarantino não desistiu de tirar Haig da aposentadoria. Ele escreveu o personagem do juiz de “Jackie Brown” pensando especificamente no ator. E ao insistir foi bem-sucedido em convencê-lo a atuar novamente. Após aparecer em “Jackie Brown”, Haig foi convidado a participar de um clipe do roqueiro Rob Zombie, “Feel So Numb” (2001). E a colaboração deu início a uma nova fase na carreira de ambos. Zombie resolveu virar diretor de cinema e escalou Haig em seu papel mais lembrado, como o Capitão Spaulding, guia turístico de “A Casa dos 1000 Corpos” (2003), filme francamente inspirado em “Spider Baby”, entre outras referências de terror ultraviolento. O nome Capitão Spaulding também era citação a outro personagem famoso, o grande contador de “lorotas” vivido por Groucho Marx na célebre comédia “Os Galhofeiros” (1930). Spaulding voltou a matar, acompanhado por seus parentes dementes, na continuação “Rejeitados pelo Diabo” (2005), melhor filme da carreira de Rob Zombie. E Haig seguiu participando dos filmes do roqueiro cineasta, como “Halloween: O Início” (2007), “The Haunted World of El Superbeasto” (2009) e “As Senhoras de Salem” (2012). Ele ainda trabalhou em “Kill Bill: Volume 2” (2004), de Tarantino, no cultuado western de terror “Rastro de Maldade” (2015), de S. Craig Zahler, e em dezenas de títulos de horror lançados diretamente em vídeo na fase final de sua carreira. Para completar sua prodigiosa filmografia, vai se despedir das telas com o personagem que mais viveu, retomando o Capitão Spaulding em “Os 3 Infernais”, final da trilogia de Rob Zombie, que tem estreia prevista para outubro.

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