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    Diahann Carroll (1935 – 2019)

    4 de outubro de 2019 /

    A atriz e cantora Diahann Carroll, primeira artista negra a protagonizar uma série americana, morreu nesta sexta (4/10), aos 84 anos, vítima de um câncer de mama. Durante três anos, entre 1968 e 1971, ela viveu Julia Baker, uma enfermeira viúva que cuidava do filho na série “Julia”, que marcou época pelo pioneirismo. A série foi especial para a atriz, porque sua mãe era enfermeira de verdade. Mas chegou após sua carreira já estar consolidada, com diversos prêmios e muitos exemplos de seu pioneirismo como estrela multitalentosa. Carol Diahann Johnson nasceu no Bronx, em Nova York, em 17 de julho de 1935, filha de uma enfermeira e de um condutor de metrô. Antes de atuar, ela foi modelo. Aos 15 anos, já era fotografada para revistas voltadas ao público afro-americano, como Ebony, Tan e Jet. Com apoio dos pais, passou a participar e vencer concursos de talentos para adolescentes, mas com a exigência que continuasse os estudos. Ela entrou na NYU (Universidade de Nova York), enquanto frequentava shows de calouros na televisão. Os prêmios foram incentivos para sua carreira e a levaram a se apresentar como cantora em casas de show famosas dos anos 1950. De Nova York, passou a cantar em Las Vegas e até em Paris. Até que decidiu virar atriz, viajando para Los Angeles para participar de um teste do filme “Carmen Jones”, uma versão negra da ópera “Carmen” (1954), com direção do renomado Otto Preminger. Ela conquistou um papel de coadjuvante, contracenando com Harry Belafonte e Dorothy Dandridge em sua estreia nas telas. A estreia na Broadway aconteceu no mesmo ano. E em seguida ela estrelou outro musical negro importantíssimo de Hollywood, a adaptação de “Porgy & Bess” em 1959, no qual cantou a música clássica “Summertime”, de George Gershwin, novamente sob direção de Preminger. Foi durante essa filmagem que Carroll começou seu relacionamento tumultuado de nove anos com o astro Sidney Poitier, com quem também contracenou em “Paris Vive à Noite” (1961). Em 1960, passou a participar de séries. E por seu papel como professora em sua segunda aparição televisiva, num episódio de “Cidade Nua” exibido em 1962, foi indicada a seu primeiro Emmy. O sucesso de Diahann Carroll tornou-se impossível de ignorar quando o célebre compositor Richard Rodgers decidiu criar um musical especialmente para ela. O resultado foi “No Strings”, uma história romântica sobre uma modelo negra (Carroll) e um tímido escritor branco (Richard Kiley), que rendeu um Tony Award para a atriz, o primeiro conquistado por uma mulher negra pelo papel de protagonista num musical. Após filmar novamente com Preminger, em “O Incerto Amanhã” (1967), ao lado de Michael Caine e Jane Fonda, ela recebeu o convite de estrelar sua própria série. Mas duvidou da coragem dos produtores. “Eu realmente não acreditava que ‘Julia’ fosse funcionar”, ela revelou durante uma entrevista de 1998 para o site The Interviews: An Oral History of Television. Ironicamente, o que mudou sua decisão foi saber que Hal Kanter, o veterano produtor-roteirista que criou o programa, a considerava muito glamourosa para o papel. Ela resolveu mostrar que era capaz de viver uma mãe trabalhadora. Mudou o penteado, postura e inflexão vocal e arrebentou no piloto, convencendo-o rapidamente de que ela era a atriz certa. Carroll se tornou a primeira mulher afro-americana a estrelar um papel não estereotipado em sua própria série no horário nobre da TV americana. Até 1968, data de estreia de “Julia”, negras só apareciam em séries no papel de empregadas domésticas. Mas o impacto da atração não ficava só nisso. Ela era viúva de um soldado que morreu lutando na guerra do Vietnã, conflito muito contestado pela juventude da época, justamente pela grande quantidade de mortos. Sua personagem era muito bem educada, tendo estudado na França, e ela só namorou homens que também eram exemplos de negros bem-sucedidos. “Estávamos dizendo ao país: ‘Vamos apresentar uma mulher negra de classe média alta criando seu filho, e o drama da história não será sobre o sofrimento no gueto'”, observou Carroll na mesma entrevista. “Muitas pessoas ficaram furiosas com isso. Eles achavam que negros não tinham tantas oportunidades para representar nossa situação como povo oprimido… Sentiam que a realidade era muito grave para que fosse trivializada por meio de uma mulher de classe média que lidava com as dificuldades de criar uma criança e trabalhar como enfermeira. Mas nós achamos que estávamos fazendo algo importante, mesmo que algumas dessas críticas fossem válidas. Acreditávamos que esse era um programa diferente e que era importante fazer essa série”. Diahann Carroll foi indicada ao Emmy e venceu o Globo de Ouro pelo papel-título em “Julia”, que durou três temporadas. Depois disso, o Oscar. Ela estrelou no cinema a comédia “Claudine” (1974), interpretando uma mulher do Harlem que criava seis filhos sozinha e se apaixonava por um coletor de lixo (James Earl Jones). Em reconhecimento ao seu desempenho, foi indicada como Melhor Atriz ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ela seguiu sua carreira intercalando espetáculos da Broadway e participações televisivas, entre elas o famoso especial de Natal de “Star Wars” (1978), até que, pela primeira vez, resolveu que queria um papel numa série que já era sucesso. Fã de “Dinastia”, uma das atrações mais populares dos anos 1980, Carroll decidiu pressionar o produtor Aaron Spelling por um papel na atração. “Eles tinham feito tudo, incesto, homossexualidade, assassinato. Eu acho que eles estavam lentamente avançando rumo ao romance inter-racial”, ela lembrou em uma matéria de 1984 da revista People. “E eu queria ser rica e cruel… queria ser a primeira malvadona negra da televisão.” Como a sensual fashionista Dominique Deveraux, a primeira personagem afro-americana de destaque em um drama novelesco, Carroll interpretou a personagem mais ousada de “Dinastia” por três temporadas, bem como no spin-off “The Colbys”, duelando deliciosamente com a vilã Alexis Carrington Colby, vivida pela diva Joan Collins. Sua filmografia ainda acrescentou mais três clássicos, mostrando-a como cantora em “Mais e Melhores Blues” (1990), de Spike Lee, viúva de um empresário musical em “Ritmo & Blues – O Sonho do Sucesso” (1991), de Robert Townsend, e feiticeira da Louisiana em “Amores Divididos” (1997), de Kasi Lemmons. Mas nos últimos anos seus principais papéis foram na televisão. Ela teve um arco importante como mãe do Dr. Preston Burke (Isaiah Washington) em “Grey’s Anatomy”, entre 2006 e 2007, pelo qual voltou a ser indicada ao Emmy, e uma participação recorrente ainda mais destacada em “Crimes do Colarinho Branco” (White Collar), ao longo das seis temporadas da série (2009–2014), como a viúva de um golpista que aluga seu apartamento para o vigarista vivido por Matt Bomer (no papel que o projetou). Em meio às gravações da última série, ela foi introduzida no Hall da Fama da Televisão, numa cerimônia que aconteceu em 2011, quando teve a oportunidade de ser celebrada por todos os seus colegas. “Ela abriu trilhas por florestas densas e despejou diamantes elegantemente ao longo do caminho para que o resto de nós pudesse seguir”, tuitou a cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”), refletindo sobre a importância da artista, com pesar por sua morte. “Obrigado por ajudar a abrir o caminho para mim e tantas outras. Eu tive e tenho a honra de te saudar como uma lenda no passado, no presente e para sempre”, acrescentou a atriz, apresentadora e empresária Oprah Winfrey (dona do canal pago americano OWN). “O impacto que você teve em mim, em Hollywood, nos Estados Unidos e no mundo significa que Deus existe”, completou o diretor e produtor Lee Daniels (criador da série “Empire”).

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    Linda Porter (1933 – 2019)

    28 de setembro de 2019 /

    A atriz Linda Porter morreu na sexta-feira (27/9), aos 86 anos, após uma longa batalha contra o câncer. Ela participou de dezenas de séries e filmes, mas ficou mais conhecida por seu papel mais recente, como Myrtle na sitcom “Superstore”. A atriz nasceu em janeiro de 1933, em Cleveland, Ohio, e começou a carreira apenas aos 55 anos de idade, em um episódio de “A Bela e a Fera”, de 1988. A partir daí, acumulou participações em produções que marcaram época, como a comédia “Cara, Cadê Meu Carro?” (2000) e as séries “Arquivo X”, “Plantão Médico” (ER), “Gilmore Girls”, “Two Broke Girls”, “How I Met Your Mother” e “American Horror Story”. Seus últimos trabalhos foram três episódios no revival de “Twin Peaks” e os 35 capítulos em que interpretou a funcionária mais velha da Cloud 9, a loja fictícia de “Superstore”. A personagem Myrtle Vartanian foi introduzida no quinto episódio da série e tinha virado assistente da nova gerente Amy (America Ferrera) após ser demitida na 3ª temporada. Infelizmente, Linda Porter não chegou a gravar nenhum episódio da 5ª temporada, que estreou na quinta-feira (26/9), devido a seu estado de saúde. Assim que a notícia de sua morte foi divulgada, os colegas de “Superstore” prestaram várias homenagens à atriz nas redes sociais. “A equipe da ‘Superstore’ perdeu um de seus melhores membros. Sempre engraçada, sempre vibrante e sempre entusiasmada. Não sei se alguém amou nosso programa mais do que Linda. Você e Myrtle farão muita falta”, resumiu a atriz Lauren Ash. “Linda não era apenas hilária, ela era incrivelmente doce, enérgica e entusiasmada – trabalhar com ela iluminava o dia de todos”, disseram os showrunners Gabe Miller e Jonathan Green, em nome da equipe da produção.

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    Sid Haig (1939 – 2019)

    23 de setembro de 2019 /

    O ator Sid Haig, lenda do cinema B americano, morreu no sábado (21/9), aos 80 anos. A morte foi anunciada por sua esposa, Susan L. Oberg, no Instagram: “Isto veio como um choque para todos nós. Como família, nós pedimos privacidade e tempo para que nosso luto seja respeitado”. Segundo a Variety, Haig faleceu de uma infecção pulmonar, após complicações respiratórias causadas por uma queda, sofrida semanas atrás. A vasta filmografia do ator tem quase 150 títulos, a maioria de temática violenta. Mas antes de encarar as telas, ele tentou a música. Na adolescência, foi baterista da banda T-Birds e chegou a gravar um hit, “Full House”, que atingiu o 4º lugar na parada de sucessos em 1958. Graças a essa experiência, conseguiu um de seus primeiros papéis no cinema, aparecendo como baterista dos Righteous Brothers no filme “Farra Musical” (1965). A tendência de viver monstros, psicopatas, assassinos e degenerados teve início no mesmo ano num episódio da sitcom “The Lucy Show”, de Lucille Ball, em que encarnou uma múmia. Mas foi por diversão, assim como sua passagem pelos quadrinhos, como capanga do Rei Tut (Victor Buono) na série clássica “Batman” (em 1966), e pela sci-fi, como alienígena na 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas” (em 1967). Os primeiros papéis aproveitavam-se de seu visual exótico. Descendente de armênios, ele tinha um ar de estrangeiro perigoso. Ao decidir raspar a cabeça, também adquiriu uma aparência demente. Mas sua transformação definitiva em astro de filmes sanguinários se deu pelas mãos do cineasta Jack Hill. O primeiríssimo trabalho de Haig como ator foi num curta universitário de Hill, feito em 1960 como parte do currículo da UCLA. Assim, quando conseguiu financiamento do rei dos filmes B, Roger Corman, o diretor o convocou para participar de seu primeiro longa oficial, “O Rastro do Vampiro” (1966), cujo título original era mais explícito em relação ao tom da produção – “Blood Bath”, literalmente “banho de sangue”. De todo modo, foi o filme seguinte de Hill, “Spider Baby” (1967), que transformou ambos, diretor e ator, em ícones do cinema B americano. Lançado sem fanfarra, “Spider Baby” saiu da obscuridade para se tornar um dos filmes mais cultuados dos anos 1960, ao ser redescoberto pelas novas gerações. A história girava em torno do personagem vivido pelo veterano astro de terror Lon Chaney (“O Lobisomem”), um cuidador de três irmãos mentalmente perturbados, que tenta proteger os jovens de primos gananciosos. De olho na velha mansão da família em que eles vivem, os parentes resolvem trazer advogados para despejá-los da propriedade. Mas a situação sai do controle, com violência generalizada, culminando na explosão da residência por parte do cuidador, numa mistura de ato de desespero, misericórdia e suicídio. Haig viveu o único irmão homem, incapaz de falar, mas capaz de atos terríveis, como o estupro de sua prima. Ator e diretor continuaram a pareceria em outros gêneros de filmes B, como o cultuado filme de prisão feminina “As Condenadas da Prisão do Inferno” (1971) e dois dos maiores clássicos da era blaxploitation “Coffy: Em Busca da Vingança” (1973) e “Foxy Brown” (1974), todos estrelados por Pam Grier. Essa conexão, por sinal, fez com que Haig fosse lembrado por Quentin Tarantino em sua homenagem ao gênero, “Jackie Brown” (1997), protagonizado pela mesma atriz. Sem abandonar violência, Haig também apareceu em clássicos do cinemão classe A, como “À Queima-Roupa” (1967), de John Boorman, “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), de Guy Hamilton, “O Imperador do Norte” (1973), de Robert Aldritch, e até “THX 1138” (1971), primeira sci-fi de um jovem visionário chamado George Lucas (sim, o criador de “Star Wars”). Mas as produções que costumavam escalá-lo com frequência eram mesmo de baixo orçamento, e elas entraram em crise com o fim das sessões duplas noturnas e dos drive-ins na metade final dos anos 1970. Por conta disso, o ator passou boa parte desse período fazendo séries. Chegou a viver nove vilões diferentes em “Missão Impossível”, quatro em “Duro na Queda”, três em “A Ilha da Fantasia”, dois em “MacGyver”, além de enfrentar “As Panteras”, “Police Woman”, “Buck Rogers”, “Os Gatões”, “Esquadrão Classe A”, “O Casal 20″m etc. Ele anunciou oficialmente sua aposentadoria em 1992, dizendo-se cansado de viver sempre o vilão que morria no episódio da semana. Assim, quando Tarantino o procurou para viver Marcellus Wallace em “Pulp Fiction” (1994), ele se recusou. O papel acabou consagrando Ving Rhames. Mas Tarantino não desistiu de tirar Haig da aposentadoria. Ele escreveu o personagem do juiz de “Jackie Brown” pensando especificamente no ator. E ao insistir foi bem-sucedido em convencê-lo a atuar novamente. Após aparecer em “Jackie Brown”, Haig foi convidado a participar de um clipe do roqueiro Rob Zombie, “Feel So Numb” (2001). E a colaboração deu início a uma nova fase na carreira de ambos. Zombie resolveu virar diretor de cinema e escalou Haig em seu papel mais lembrado, como o Capitão Spaulding, guia turístico de “A Casa dos 1000 Corpos” (2003), filme francamente inspirado em “Spider Baby”, entre outras referências de terror ultraviolento. O nome Capitão Spaulding também era citação a outro personagem famoso, o grande contador de “lorotas” vivido por Groucho Marx na célebre comédia “Os Galhofeiros” (1930). Spaulding voltou a matar, acompanhado por seus parentes dementes, na continuação “Rejeitados pelo Diabo” (2005), melhor filme da carreira de Rob Zombie. E Haig seguiu participando dos filmes do roqueiro cineasta, como “Halloween: O Início” (2007), “The Haunted World of El Superbeasto” (2009) e “As Senhoras de Salem” (2012). Ele ainda trabalhou em “Kill Bill: Volume 2” (2004), de Tarantino, no cultuado western de terror “Rastro de Maldade” (2015), de S. Craig Zahler, e em dezenas de títulos de horror lançados diretamente em vídeo na fase final de sua carreira. Para completar sua prodigiosa filmografia, vai se despedir das telas com o personagem que mais viveu, retomando o Capitão Spaulding em “Os 3 Infernais”, final da trilogia de Rob Zombie, que tem estreia prevista para outubro.

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    Aron Eisenberg (1969 – 2019)

    22 de setembro de 2019 /

    O ator Aron Eisenberg, que interpretou Nog na série “Star Trek: Deep Space Nine”, morreu no sábado (21/9). Sua morte foi relatada por sua esposa em um post no Facebook. A causa não foi revelada, mas Eisenberg havia recebido dois transplantes de rim. Ele tinha 50 anos. Eiseberg começou a atuar no final dos anos 1980, aparecendo em “Amityville 4: A Fuga do Mal” (1988), “A Casa do Espanto III” (1989) e “Um Sequestro Muito Louco” (1989). Mas só foi se destacar na TV, a partir de um episódio de “Anos Incríveis” (Wonder Years) em que interpretou um elfo de Natal. Ele apareceu em 47 episódios de “Deep Space Nine” como Nog, o primeiro Ferengi a se juntar à Frota Estelar, entre 1993 e 1999. Também apareceu num episódio de “Star Trek: Voyager”, dublou Nog no videogame “Star Trek Online” e integrou o elenco da recente série de fãs “Star Trek: Renegades”, disponibilizada na internet em 2017. Seu último trabalho foi no filme “Walk to Vegas”, do ator Eric Balfour, premiado no Festival de Cinema Independente da Califórnia e exibido na sexta-feira (20/9) na canal pago americano USA Network.

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    John Wesley (1947 – 2019)

    9 de setembro de 2019 /

    O ator John Wesley, que participou da série “Um Maluco no Pedaço” (The Fresh Prince of Bel Air), morreu de complicações devido a uma longa batalha com câncer, confirmou sua família no domingo (8/9). Ele tinha 72 anos. Natural da Louisiana, Wesley estreou no cinema como figurante do western clássico “A Marca da Forca” (1968) e no mesmo ano virou coadjuvante em “O Poder Negro” (1968). Mas a guerra do Vietnã interrompeu sua carreira. Ele serviu no Exército dos EUA durante o conflito, quando começava a engatar diversos papéis. Ao voltar da guerra, demorou a reencontrar portas abertas, mas acabou emplacando participações em séries de sucesso, como “A Supermáquina”, “Os Jeffersons” e “O Poderoso Benson”, antes de reaparecer num pequeno papel em “48 Horas” (1982), que deu novo fôlego à sua carreira. Seguiram-se “Braddock 2: O Início da Missão” (1985), “Perfeição” (1985), “Resgate Infernal” (1986), “Querem me Enlouquecer” (1987). “Mudança do Barulho” (1988), “Nada Além de Problemas” (1991), “Pare! Senão Mamãe Atira” (1992), “Os Batutinhas” (1994) e muitos outros filmes e aparições em séries. Um de seus papéis mais lembrados é o de Dr. Hoover num episódio de “Um Maluco no Pedaço”, a série estrelada por Will Smith nos anos 1990. Mas Wesley também teve destaque como integrante recorrente de “Martin”, a sitcom da outra metade dos “bad boys”, Martin Lawrence, além de ter feito um arco na série “Medium” em tempos mais recentes – três episódios como um juiz em 2005. Ao todo, Wesley somou mais de 100 créditos em filmes e televisão. Mas seus principais trabalhos foram no teatro. Como diretor artístico da Black California Repertory Company, ele montou produções de autores negros. Também participou de uma companhia dedicada a obras de Shakespeare e ganhou um Atlas Awards de Melhor Ator Coadjuvante numa montagem de “Toys in the Attic”. Por seu último filme, “Second Acts”, um curta de Anya Adams lançado em janeiro deste ano, Wesley recebeu o prêmio de Melhor Ator do Hollywood Women’s Film Festival.

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    Valerie Harper (1939 – 2019)

    30 de agosto de 2019 /

    Valerie Harper, uma das atrizes mais queridas da TV americana, que estrelou a série clássica “Mary Tyler Moore” e o derivado “Rhoda”, morreu após uma longa batalha contra o câncer, aos 80 anos de idade. Assim como sua personagem clássica, que ajudou a divulgar o feminismo na telinha, ela também foi um símbolo do empoderamento na vida real, tendo processado produtores e uma rede de TV por reagirem com demissão a um pedido de aumento, além de ter lutado, ao lado de feministas históricas como Gloria Steinem e Bella Abzug, pela aprovação da Emenda dos Direitos Iguais nos Estados Unidos. Ela nasceu em 22 de agosto de 1939, em Suffren, Nova York, mas morou boa parte da infância e da adolescência em Nova Jersey. Estudou balé na juventude e aos 16 anos conseguiu um emprego como dançarina do Corps de Ballet, que se apresentava quatro ou cinco vezes por dia entre as exibições de filmes no Radio City Music Hall. A experiência como dançarina a levou à Broadway em 1956, no elenco da comédia musical “Li’l Abner”, baseada nos quadrinhos do personagem do título (Ferdinando, no Brasil), e ela logo se tornou uma das dançarinas favoritas do diretor-produtor-coreógrafo Michael Kidd, que a escalou em várias montagens consecutivas. Sua colega de quarto, a atriz Arlene Golonka, sugeriu que Harper tentasse atuar, convencendo-a a fazer um teste para participar do teatro de revista “Second City”, que acabara de se mudar de Chicago para Nova York. Ela se juntou ao elenco, que incluía o ator Dick Schaal, e os dois se casaram alguns meses depois em 1964 (eles se divorciaram em 1978). “Ele era meu mentor”, Harper disse à revista People em 1975, sobre seu marido. “Ele me ajudava a me preparar, lendo roteiros comigo por anos e absolutamente construiu a personagem de Rhoda comigo”. O casal se mudou para Los Angeles em 1968 e começou a trabalhar na TV. Ele assinava roteiros para “Love, American Style”, enquanto ela deslanchava em participações em diversas séries, incluindo “Columbo”, e seguia carreira no teatro. A diretora de elenco e vice-presidente da CBS Ethel Winant a “descobriu” durante uma peça em Los Angeles e a convidou a fazer um teste para uma nova série, que chegaria à televisão em 1970. Era “Mary Tyler Moore” e Harper foi escalada para viver a vizinha e melhor amiga da protagonista, Rhoda Morgenstern, recém-chegada a Minneapolis, onde a trama se passava. A interação entre Moore e Harper marcou época. Enquanto Mary Richards (Mary Tyler Moore era o nome da intérprete e não da personagem) era uma presbiteriana conservadora, Rhoda era uma judia moderna, que se vestia de forma extravagante. As duas eram completamente opostas, mas as diferenças iniciais logo cederam lugar para as semelhanças. As duas eram mulheres solteiras independentes e lutavam por reconhecimento numa época em que o feminismo engatinhava. Em 2000, a revista Time chamou a interação de Mary e Rhoda de “uma das amizades mais famosas da TV”. Mas após três vitórias seguidas no Emmy como Melhor Atriz Coadjuvante, Harper se tornou popular o suficiente para ter sua própria série, e em 1974 a CBS lançou “Rhoda”, com produção assinada por ninguém menos que Mary Tyler Moore – num testemunho da parceria entre as atrizes, que jamais se viram como rivais. Na atração derivada, Rhoda retornava a Nova York para reencontrar a família, e finalmente descobria o amor, ao conhecer um executivo divorciado (David Groh). O spin-off foi um sucesso instantâneo, tornando-se a primeira série a assumir o 1ª lugar da audiência em seu ano inaugural de produção. Além disso, o episódio do casamento de Rhoda quase bateu um recorde histórico, com 52 milhões de telespectadores, a segunda maior audiência da TV até então, perdendo apenas para outro evento televisivo, o nascimento de Little Ricky em “I Love Lucy”, exibido em janeiro de 1953. Vale lembrar que esse episódio especial foi um crossover com “Mary Tyler Moore”, em que os personagens da série original apareceram como convidados na cerimônia íntima, realizada no apartamento dos pais de Rhoda. E rendeu tantos comentários que até um famoso locutor esportivo reclamou, durante uma transmissão de futebol americano, não ter sido convidado para aparecer na festa. Harper culminou esse período de sucesso com o Emmy de Melhor Atriz em Série de Comédia por seu trabalho em “Rhoda”. Mas, apesar desse fenômeno de popularidade, os produtores decidiram que a série precisava de outra direção na 3ª temporada, já que a personagem tinha se tornado feliz e acomodada. Assim, os roteiristas passaram a incluir problemas no relacionamento, que levou a um divórcio na 4ª temporada. O público não gostou e a audiência desabou, fazendo a série ser cancelada antes do final de sua 5ª temporada, em dezembro de 1978, deixando quatro episódios inéditos. “Meu maior arrependimento foi não termos tido a oportunidade de mostrar um episódio final de ‘Rhoda'”, Harper desabafou em sua autobiografia. “A série de ‘Mary Tyler Moore’ terminou com um final perfeito, agridoce e divertido, em que me senti emocionada por poder aparecer. Eu queria que ‘Rhoda’ tivesse a mesma oportunidade”. A atriz voltou a protagonizar uma série em 1986 com “Valerie”, interpretando uma mãe suburbana de Chicago, que precisava trabalhar e criar três filhos (o mais velho tinha 17 anos de idade e era ninguém menos que o ator Jason Bateman, futuro astro de “Arrested Development”), enquanto o marido, um piloto (Josh Taylor), estava frequentemente ausente. Um episódio da 2ª temporada de “Valerie” também entrou para a História da TV, ao usar pela primeira vez a palavra “preservativo”, relacionada a sexo seguro, no horário nobre norte-americano. A NBC chegou a emitir um aviso de aconselhamento aos pais, na abertura do capítulo. O sucesso de “Valerie” fez Harper buscar aumento salarial e participação nos lucros da produção, que afinal tinha seu nome. Os produtores negaram e ela se recusou a gravar novos episódios. O impasse causou sua demissão da própria série. Os roteiristas simplesmente mataram sua personagem num acidente de carro e a atração seguiu com Sandy Duncan no papel principal, como uma tia que assumia a criação dos filhos de Valerie. Harper processou a rede NBC e os produtores por quebra de contrato e difamação, após entrevistas em que foi chamada de “atriz difícil”. E venceu. Recebeu US$ 1,4 milhão por perdas e danos, além de uma parcela dos lucros do programa, como queria em sua negociação inicial. Os anos dedicados à televisão não lhe permitiram fazer muitos filmes. As exceções foram participações em “O Último Casal Casado” (1980) e “Feitiço do Rio” (1984). Mas ela protagonizou muitos telefilmes, incluindo “Quero Apenas meus Direitos” (1980), produção pioneira sobre o assédio sexual no local de trabalho, e “A Caixa de Surpresas” (1980), dirigido pelo astro Paul Newman. Após “Valerie”, ela teve um papel de destaque na sitcom “A Família Hogan” (1986–1991) e apareceu de forma recorrente em “The Office” (durante 1995). Também cruzou as telas em episódios de “O Toque de um Anjo”, “Sex and the City”, “That ’70s Show”, “Desperate Housewives”, “Drop Dead Diva”, “Duas Garotas em Apuros” (2 Broke Girls) e “Calor em Cleveland” (Hot in Cleveland). Em 2000, voltou a reviver sua personagem mais famosa num telefilme da rede ABC, “Mary e Rhoda”, em que contracenou com sua velha amiga Mary Tyler Moore. E foi um sucesso de audiência como nos velhos tempos. Enquanto lutava com doenças, a atriz ainda foi indicada ao Tony (o Oscar teatral) por interpretar a atrevida estrela dos anos 1940 Tallulah Bankhead na comédia “Looped”. Seus últimos trabalhos foram um curta-metragem de 2017, “My Mom and the Girl”, em que interpretou uma mãe com doença de Alzheimer, e diversas dublagens nas séries “Os Simpsons” e “American Dad!” Em 2009, os médicos removeram um tumor de seu pulmão direito e, em janeiro de 2013, ela foi diagnosticada com um tumor cerebral incurável, ocasião em que recebeu a informação que só teria mais três meses de vida. Sem se entregar, ela sobreviveu por mais seis anos. Nesse tempo “extra”, permitiu à NBC News gravá-la para um documentário e aceitou um convite para aparecer no programa de danças “Dancing With the Stars”. “Os médicos querem que eu me exercite!”, disse, sobre a participação. Discutindo sua doença na TV, ela afirmou: “Quero que todos nós tenhamos menos medo da morte, saibam que é uma passagem. Mas não vá ao seu funeral antes do dia do funeral. Enquanto estiver vivendo, viva.”

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    Fernanda Young (1970 – 2019)

    25 de agosto de 2019 /

    A escritora, atriz e apresentadora de TV Fernanda Young morreu aos 49 anos na madrugada deste domingo (25/8), em Gonçalves, interior de Minas Gerais, onde sua família tem sítio. A artista teve uma crise de asma seguida de parada respiratória. Fernanda sofria de asma desde a adolescência. Ela nasceu em Niterói (RJ) e também lutava contra a depressão, que a fez abandonar os estudos. Ela só completou o Ensino Médio via supletivo e largou as faculdades de Letras, Jornalismo, Rádio e TV em que se inscreveu. Ela encontrou um grande parceiro no roteirista e escritor Alexandre Machado. Ambos casaram em 1993, depois de três anos de namoro, e tiveram quatro filhos, dois deles adotados. A parceria se estendeu para o trabalho, resultando na maioria dos roteiros que se seguiram. A estreia como roteirista aconteceu em 1995 no programa “A Comédia da Vida Privada”, da rede Globo, assinando adaptações de textos de Luis Fernando Veríssimo com o marido. Um ano depois, Fernanda lançou o primeiro de seus 14 livros, “Vergonha dos Pés”, pela editora Objetiva. E em 2000 roteirizou o primeiro filme, “Bossa Nova”, de Bruno Barreto, novamente com Machado. Logo em seguida, o casal lançou uma das séries de comédias mais bem-sucedidas do século, “Os Normais”, estrelada por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães. Foi exibida na Globo entre 2001 e 2003 e deu origem a dois filmes, um de 2003 e outro de 2009, também escritos por Fernanda, Alexandre e outros roteiristas. Trabalhando sempre ao lado de Alexandre Machado, Fernanda Young criou ainda as séries “Os Aspones” (2004), “Minha Nada Mole Vida” (2006), “O Sistema” (2007), “Separação?!” (2010), “Macho Man” (2011), “Como Aproveitar o Fim do Mundo” (2012), “O Dentista Mascarado” (2013), “Odeio Segundas” (2015), “Vade Retro” (2017), “Edifício Paraíso” (2017), “Shippados” (2019), o especial de fim de ano “Nada Fofa” (2008) e os quadros do Fantástico: “As 50 Leis do Amor” e “Super Sincero”. O casal foi indicado duas vezes ao prêmio de Melhor Comédia do Emmy Internacional, por “Separação?!” e “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Esta última chamou atenção do mercado americano e acabou adaptada pela rede The CW, virando a série de comédia “No Tomorrow” (2016). Dona de opiniões fortes e presença marcante, com cabelos curtos e tatuagens, Fernanda também se destacou em participações em programas de TV. Depois de integrar “Saia Justa” (2002) comandou dois programas próprios, “Irritando Fernanda Young” (entre 2006 e 2010) e “Confissões do Apocalipse” (2012), ambos no GNT. Sem seguir padrões de beleza e comportamentos convencionais, ela transformou o fato de posar para a Playboy em 2009 num ato de rebelião feminista. E ainda tripudiou: “Não acredito que se masturbem com minha Playboy. Lendo meus livros, sim”, disse em entrevista ao UOL. Cansada de sofrer ataques machistas, ela chegou a processar um hater que a chamou de “vadia lésbica” no Instagram. Saiu vitoriosa, mas não sem ser atacada pelo próprio juiz do processo, que reduziu o valor da indenização alegando que sua “reputação é elástica”, por ter posado nua. “O excelentíssimo crê que mulheres como eu provocam o caos”, ironizou Fernanda. Ela também trabalhou como atriz. Antes mesmo de começar a escrever, já tinha aparecido na minissérie “Iaiá Garcia” (1989), na TV Cultura, e na novela “O Dono do Mundo” (1991), na Globo. Mas só retomou a carreira após ter se consagrado como roteirista. O que começou de brincadeira num episódio de “Macho Man” se tornou regra após estrelar “Surtadas na Yoga” (2013), que foi seguida por mais dois sitcoms escritos e estrelados por ela, “Odeio Segundas” e “Edifício Paraíso”. Seu último trabalho na Globo foi a criação de “Shippados”, sitcom com Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch, que estreou em junho no Globoplay. Já seu último roteiro foi para o cinema, a comédia “Amigas de Sorte”, que escreveu com o marido, com previsão de estreia para 2020. Deixou ainda um livro inédito completo, que será lançado em novembro, e outro inacabado. E se preparava para estrear em setembro, em São Paulo, a peça “Ainda Nada de Novo”, em que contracenaria com Fernanda Nobre. Um dia antes de morrer, ela publicou um longo texto em seu Instagram em tom de desabafo. Numa das passagens, escreveu “Sou uma mulher de 50 anos que sonhou alto e realizou muito”, acrescentando, por fim, que estava longe de encerrar sua “jornada nessa orbe”. Sua última postagem foi a foto da sala de estar do sítio em Gonçalves, horas antes de morrer. “Onde queres descanso, sou desejo” foram suas últimas palavras escritas. “Posso dizer, de coração, é uma perda muito grande para a gente, para o mundo artístico, para as pessoas que trabalham com ela”, afirmou Luiz Fernando Guimarães, astro de “Os Normais” e “Minha Nada Mole Vida”. “O Brasil perde muito sem a anarquia e a clareza dela”, acrescentou Fernanda Torres, a outra metade de “Os Normais”.

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    Kito Junqueira (1948 – 2019)

    23 de agosto de 2019 /

    O ator Kito Junqueira morreu nesta sexta (23/8) aos 71 anos em Curitiba, após sofrer um infarto de madrugada. Nascido em 15 de maio de 1948, em São Paulo, Heráclito Gomes Pizano adotou o nome artístico Kito Junqueira em seus diversos trabalhos no teatro, cinema e TV. A carreira artística começou em 1973 na extinta TV Tupi, na qual participou das novelas “As Divinas & Maravilhosas”, “Vila do Arco”, “Tchan, a Grande Sacada” e “Como Salvar Meu Casamento”, todas na década de 1970. Ele também teve trabalhos na Globo (“Espelho Mágico” em 1978, “Vereda Tropical” em 1984 e “Por Amor” em 1997), na extinta Manchete (“Tudo ou Nada” em 1986 e “Pantanal” em 1990), SBT (“Jogo do Amor”, em 1985), Bandeirantes (“Cavalo Amarelo” em 1980, “Os Adolescentes” em 1981 e “Ninho da Serpente” em 1982) e Record (“Vidas Opostas” em 2007 e “Chamas da Vida” em 2008). Ele também atuou no filme “Eternamente Pagu” (1987), teve participações em programas como “Você Decide” e “Carga Pesada” (ambas na Globo), além de ter integrado os elencos centrais da minissérie “Chapadão do Bugre” (na Bandeirantes) e da série “A Lei e o Crime”, seu último trabalho nas telas, em 2009 (na Record). Fora das telas, Junqueira ainda estrelou diversas peças de teatro e se destacou na peça “Bent”, na qual recebeu prêmios da APCA, Moliére e Mambembe por sua atuação e produção. O ator também teve atuação política, sendo eleito deputado estadual em São Paulo pelo PV em 1994. Ele acabou mudando de partido, filiando-se ao PP, pelo qual concorreu ao cargo de deputado federal pelo Paraná nas Eleições de 2018, mas desta vez sem conseguir ser eleito.

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    Richard Williams (1933 – 2019)

    17 de agosto de 2019 /

    O animador Richard Williams, criador de Roger Rabbit e vencedor de três Oscars, morreu na sexta-feira (16/8) em sua casa em Bristol, na Inglaterra, aos 86 anos. Nascido em Toronto, no Canadá, Williams mudou-se para o Reino Unido na década de 1950 e realizou seu primeiro filme animado, o curta “The Little Island”, em 1958. Este trabalho venceu seu primeiro prêmio, um BAFTA (o Oscar britânico). Ele também assinou a abertura da comédia mod “A Arte de Conquistar um Broto” (1968) e de dois filmes da franquia “Pantera Cor-de-Rosa” nos anos 1970, além de uma adaptação em curta animado de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, que lhe rendeu seu primeiro Oscar em 1973. Seu trabalho mais conhecido foi a animação do filme “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988), que misturava atores e personagens de desenhos. Williams foi responsável pela supervisão de todas as sequências de animação, além de ter criado as versões cinematográficas de Roger Rabbit e sua esposa, Jessica Rabbit. O animador venceu dois Oscars pelo filme, por “Efeitos Especiais” e numa categoria de “Prêmio Especial” pela “criação e direção de personagens animados”. Williams também escreveu um livro, “The Animator’s Survival Kit” (Kit de Sobrevivência do Animador), e continuava trabalhando em animação até recentemente. Seu curta “Prologue” foi indicado ao Oscar em 2016.

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    Peter Fonda (1940 – 2019)

    16 de agosto de 2019 /

    O ator Peter Fonda, conhecido por seu trabalho no inovador “Easy Rider – Sem Destino”, que ele co-escreveu, produziu e co-estrelou em 1969, morreu na manhã desta sexta-feira (16/8), aos 79 anos, na sua casa em Los Angeles, acompanhado pela família. A causa oficial da morte foi insuficiência respiratória devido a câncer de pulmão. Filho do lendário astro de Hollywood Henry Fonda (“As Vinhas da Ira”), irmão de Jane Fonda (“Grace & Frankie”) e pai da também atriz Bridget Fonda (“Jackie Brown”), Peter virou símbolo cinematográfico da contracultura, o movimento de contestação ao “sistema” dos anos 1960, e não apenas por “Easy Rider”. Ele estrelou vários marcos do período, como “Os Anjos Selvagens” (1966), no papel de líder de uma gangue de motoqueiros, e “Viagem ao Mundo da Alucinação” (The Trip, 1967), em que tentou replicar na tela o equivalente a uma viagem lisérgica de LSD. Peter perdeu a mãe na adolescência – Frances Fonda se suicidou em 1950 – , o que rendeu uma relação conturbada com o pai. O jovem nova-iorquino foi enviado para morar com parentes no Nebraska quando Henry Fonda se casou pela segunda vez. Ao atingir a maioridade, ele voltou para Nova York, onde deu seus primeiros passos como ator, recebendo prêmios da crítica como jovem mais promissor da Broadway em 1961 – mesmo ano em que se casou pela primeira vez, com Susan Brewer. No ano seguinte, passou a aparecer na TV, participando de episódios de “Cidade Nua”, “Caravana” e “Os Defensores”, antes de conseguir seu primeiro papel no cinema. Ele já estreou em tela grande como protagonista, formando par romântico com Sandra Dee na comédia “Artimanhas do Amor” (Tammy and the Doctor, 1963), último filme da franquia “Tammy” (estrelada por Dee). A sequência de sua carreira o viu amadurecer em dramas consistentes, que inspiraram a imprensa a rotulá-lo como “novo James Dean”, entre eles “Lilith” (1964), em que interpretou um doente mental suicida, e “Os Jovens Amantes” (1964), retratando um universitário descompromissado que precisa lidar com a gravidez da namorada. Até que “Os Anjos Selvagens” (1966) o levou para as margens da lei e do cinema convencional. O filme dos motoqueiros rebeldes foi sua primeira parceria com Roger Corman. Na trama, ele desafiava a polícia local com atos de desordem, enquanto levava a filha de Frank Sinatra, Nancy, em sua garupa. A produção foi seguida por outro longa de Corman, “Viagem ao Mundo da Alucinação” (1967), uma ode ao consumo de LSD escrita por ninguém menos que Jack Nicholson. Como o elenco também contava com Dennis Hopper, que viva um personagem surtado, acabou juntando pela primeira vez a turma de “Easy Rider”. Seu sucesso entre o público universitário e a repercussão do tema acabou inspirando Fonda e Hopper a escrever o maior marco do cinema contracultural. Eles consideravam que Corman era um “quadrado” querendo fazer filme para jovens e acreditavam ser capazes de materializar uma visão muito mais fiel da contracultura se assumissem eles mesmos a produção de um filme. Dessas conversas, surgiu “Easy Rider”. Fonda coproduziu, coestrelou e assinou o roteiro com Hopper, que, por sua vez, ainda dirigiu o filme, que também contava com Nicholson numa participação antológica – responsável por torná-lo um astro da noite para o dia. Para completar, a trilha sonora reunia alguns dos maiores roqueiros da época, como Jimi Hendrix e The Byrds, além de destacar Steppenwolf e a música que virou tema do filme – e da época – , “Born to be Wild”. Lançado há 50 anos, “Easy Rider” materializou nas telas um retrato autêntico da chamada América profunda, acompanhando Fonda e Hopper enquanto dirigiam suas motos pelo Sul interiorano dos Estados Unidos, traficando drogas em seus tanques de gasolina para ter dinheiro para a viagem. O destino final era participar do Mardi Gras, em Nova Orleans, mas a jornada acabou sendo mais importante, por revelar o que acontecia no país, entre comunidades hippies, experimentações de drogas e a repressão violenta àquele estilo de vida pelos “homens de bem”, que também era homens bem armados. Realizado por apenas US$ 384 mil, o filme foi produzido de forma independente e exibido pela primeira vez no Festival de Cannes de 1969, onde foi recebido entusiasticamente pela crítica e ainda venceu a Câmera de Ouro de Melhor Filme de Diretor Estreante. A repercussão rendeu um contrato de distribuição com a Columbia Pictures, que, ao colocar o filme nos cinemas, percebeu rapidamente que precisava aumentar a quantidade de salas. Sem planejamento comercial, “Easy Rider” virou um dos maiores sucessos da década, com sua trilha também disparando em vendas. Ao mesmo tempo em que transformou o “Capitão América” vivido por Fonda em ícone da rebelião contracultural, com seus óculos escuros e jaqueta de couro estampadas em pôsteres nos quartos de milhões de adolescentes, o filme foi responsável por pavimentar o caminho para o cinema independente americano, dando início a uma revolução, que tirou dos grandes estúdios a capacidade de censurar os temas e a abordagem dos filmes que o sucederam. Entusiasmado com o efeito da obra, Peter Fonda resolveu estrear como diretor em seu longa seguinte, “Pistoleiro sem Destino” (1971. Obs: notaram o título nacional?), um dos primeiros westerns feministas. Ele também participou do longa seguinte de Hopper, “O Último Filme” (1971), e viveu um desertor da Guerra do Vietnã em “Amor Sem Promessas” (1973), do veterano cineasta Robert Wise (de “A Noviça Rebelde”), antes de voltar à direção em “Idaho Transfer” (1973), uma sci-fi que já na época alertava para o perigo apocalíptico do descaso com o meio ambiente. Ele seguiu retratando personagens à margem da sociedade em filmes como “Fuga Alucinada” (1974), no qual era um motorista de corridas que precisava virar ladrão para poder competir, “Caçada Implacável” (1974), em que demonstrou o sadismo alimentado por veteranos de guerra, “Pelos Meus Direitos” (1976), enfrentando fazendeiros corruptos interessados em suas terras, etc. Foi nessa fase “de rebeldia” que acabou conhecendo sua segunda esposa, a atriz Portia Rebecca Crockett. Os dois contracenaram em “92 Graus à Sombra” (1975), quando a atriz ainda era casada com o diretor do filme, Thomas McGuane. Em 1979, Fonda dirigiu seu terceiro e último filme, “Wanda Nevada” (1979), que contou com uma participação especial de seu pai, marcando uma reaproximação dois anos antes da morte do astro veterano. Mas a partir daí sua carreira desandou, levando a uma série de projetos genéricos, da comédia “Quem Não Corre, Voa” (1981) ao filme de ação “Choque Mortal” (1985), culminando na sua decisão de passar a viver numa comunidade artística, longe de Hollywood. O exílio lhe fez bem, pois, ao retornar aos bons filmes, foi indicado ao Oscar por “O Ouro de Ullises” (1997), no papel de um apicultor recluso e veterano de guerra, que tentava reaproximar sua família disfuncional. Além dos longas marcantes em que expressou sua visão contracultural, Fonda também estrelou algumas produções cultuadas de gêneros mais comerciais, como o terror “Corrida com o Diabo” (1975), o thriller “O Estranho” (1999) e o western “Os Indomáveis” (2007), além de ter se divertido muito ao explorar seu legado como motoqueiro mitológico na adaptação de quadrinhos “Motoqueiro Fantasma” (2007) e na comédia “Motoqueiros Selvagens” (2007). Ainda em atividade, ele trabalhou em diversos lançamentos recentes, como “A Mulher Mais Odiada dos Estados Unidos” (2017), “Limites” (2018) e deixou um último filme inédito, “The Magic Hours”.

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    João Carlos Barroso (1950 – 2019)

    13 de agosto de 2019 /

    O ator João Carlos Barroso morreu na noite de segunda-feira (12/8), aos 69 anos, após travar uma batalha contra um câncer. Ele teve uma longa carreira em novelas e humorísticos da Globo. Nascido em 1950, no Rio de Janeiro, Barroso sonhava em virar jogador de futebol. E estava fazendo justamente isso, numa pelada na praia, quando chamou atenção de produtores para trabalhar na coprodução do Brasil com a Argentina “Pedro e Paulo”, em 1961. Aos 11 anos de idade, contracenou com Jardel Filho e Francisco Cuoco. A partir daí, virou astro mirim, participando de teatro, programas de TV e até fez dublagens, virando a voz nacional do jovem rei Arthur na animação da Disney “A Espada Era Lei” (1963). A fase mais popular de sua carreira começou após os 21 anos, quando entrou na Globo e estrelou novelas que marcaram época. Ele se tornou parte da História da TV brasileira ao participar da última novela em preto e branco, “Estúpido Cupido” (1976), como Tavito, um dos jovens rebeldes da trama, e da primeira a cores, quando se tornou filho de Lima Duarte, o Eustórgio, em “O Bem Amado” (1973). Também se destacou como o Toninho Jiló em “Roque Santeiro” (1985), a novela de maior audiência de todos os tempos. A desenvoltura humorística com que retratou seu personagem, um guia turístico que se aproveitava da boa fé dos romeiros para vender objetos que dizia terem pertencido a Roque Santeiro, acabou direcionando sua carreira para programas do gênero, como “Os Trapalhões” e, mais tarde, “Zorra Total”. Ele só fez mais dois filmes, “O Pistoleiro” (1976) e o clássico da pornochanchada “Nos Tempos da Vaselina” (1979). E seu último papel na TV foi como o delegado Mesquita na novela “Sol Nascente”, em 2016 e 2017. Com quase 60 anos de carreira, ainda era lembrado como um jovem no imaginário coletivo, inclusive por colegas e amigos, que, desde a madrugada, começaram a prestar homenagens nas redes sociais, lembrando do futebol que ele praticou até não poder mais, e chamando-o pelo apelido do início de sua trajetória, Barrosinho.

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    Jean-Pierre Mocky (1933 – 2019)

    8 de agosto de 2019 /

    O cineasta Jean-Pierre Mocky, um dos diretores mais irreverentes do cinema francês, morreu nesta quinta-feira (8/8) aos 86 anos. Diretor de mais de 60 filmes, Mocky foi definido como um “franco-atirador” numa retrospectiva que a Cinemateca Francesa lhe dedicou em 2014, porque foi do cinema comercial ao mais marginal, sendo underground e também popular, quando não foi simplesmente ignorado. Filho de imigrantes poloneses, nasceu em Nice com o nome de Jean-Paul Mokiejewski, e virou pai pela primeira vez aos 13 anos de idade. Ele mesmo dizia ter perdido as contas de quantos filhos tinha, mas estimava algo como 17. Ele estreou no cinema como figurante em filmes franceses, mas se destacou mais como ator em produções italianas, entre elas “Os Vencidos” (1953), de Michelangelo Antonioni, e “Sedução da Carne” (1954), de Luchino Visconti. Ao virar diretor, aproximou-se mais do cinema sexual italiano da época do que da nouvelle vague, filmando os jogos sexuais da sua geração em “Os Libertinos” (1959) e “As Virgens” (1963), ambos estrelados por Charles Aznavour. Mas em seguida foi fazer filmes assumidamente comerciais, como a comédia “O Piedoso Ladrão” (1963), o primeiro de três trabalhos seguidos com o comediante Bourvil. Também se colocou na condição de ator de seu próprio filme “Solo” (1970), um drama criminal alternativo que abriu uma espécie de trilogia sobre a França que surgiu dos protestos de maio de 1968. Alternando-se na frente e atrás das câmeras, chegou a atuar ainda num clássico de Jean-Luc Godard, “Carmen de Godard” (1983), antes de lançar seus maiores sucessos comerciais, a comédia “Ladrão de Milagres” (1987) e “Agente Problema” (1987), com Catherine Deneuve. Os filmes comerciais fizeram a crítica se desinteressar por sua obra, e isso o impulsionou a seguir na direção oposta, fazendo produções tão pouco comerciais que acabou abandonado também pelo público. Com problemas para convencer o circuito a exibir seus filmes, teve a ideia de comprar um cinema para projetar seus próprios filmes – originando o cine Le Desesperado, em Paris. Ao mesmo tempo, passou a realizar produções cada vez mais baratas, sem apoio financeiro de grandes estúdios, mas realizadas com uma velocidade impressionante, que permitiam vários lançamentos por ano – chegou a estrear cinco longas em 2015. Também fechou contrato para desenvolver uma série na TV, “Myster Mocky Présente”, produzindo uma profusão de curtas entre 2007 e 2019. Ativo até o fim, ele tinha começado a pós-produção de seu último filme, “Tous Flics!”, previsto para 2020.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Barry Coe (1934 – 2019)

    6 de agosto de 2019 /

    O ator Barry Coe, que ensaiou virar galã de Hollywood nos anos 1960, morreu no dia 16 de julho aos 84 anos. Sua morte foi noticiada pela família apenas nesta terça (6/8). Ele estava lutando contra a Síndrome Mielodisplásica, que atinge a medula óssea, e morreu em casa, em Idaho nos EUA. Coe começou a carreira em meados dos anos 1950, como figurante em “Casa de Bambu” (1955), filme noir de Samuel Fuller, e chegou a ter papéis creditados em grandes clássicos do cinema, como a sci-fi “No Limiar do Espaço” (1956), o melodrama “A Caldeira do Diabo” (1957), o western “Estigma da Crueldade” (1958) e o romântico “Ama-me com Ternura” (1956), primeiro longa estrelado por Elvis Presley. Sua promoção a coadjuvante se deu na comédia “Recrutas e Enxutas” (1959), de Raoul Walsh, quando seu nome finalmente apareceu com destaque num pôster. Ele ainda interpretou um príncipe árabe em “O Mago de Bagdad” (1960) e um dos principais guerreiros gregos da versão original de “Os 300 de Esparta” (1962), antes de migrar para a TV. Na telinha, Coe estrelou “Follow the Sun”, como um jornalista do Havaí, ao longo de 30 episódios exibidos entre 1961 e 1962, e fez várias participações em séries clássicas, como “Bonanza”, “Viagem ao Fundo Mundo”, “Missão Impossível” e “Mary Tyler Moore”. Segundo boatos, Coe deveria ter sido integrado ao elenco de “Bonanza” no papel de Clay, um meio-irmão de Little Joe, personagem de Michael Landon. Mas Landon teria ficado com ciúmes do novato e exigido sua dispensa na base do “ou ele ou eu”. Por conta disso, sua participação na série western foi reduzida a um único episódio. O ator também apareceu no clássico sci-fi “Viagem Fantástica” (1966), em alguns terrores baratos e na cinebiografia “MacArthur, O General Rebelde” (1977), antes de encerrar sua carreira com “Tubarão 2” (1978).

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