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    Rubem Fonseca (1925 – 2020)

    15 de abril de 2020 /

    O escritor Rubem Fonseca morreu na tarde desta quarta (15/4). Ele sofreu um infarto no horário do almoço e foi levado às pressas para o Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Autor de alguns dos livros mais emblemáticos da literatura brasileira e diversos roteiros de cinema, ele completaria 95 anos em maio. Nascido em 1925, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Rubem Fonseca se mudou para o Rio ainda criança. Formado em Direito, tornou-se comissário em um Distrito Policial do bairro de São Cristóvão, uma vivência que o inspirou a se tornar o maior escritor do gênero policial no Brasil. Ele tinha 38 anos quando publicou o primeiro livro, a coletânea de contos “Os Prisioneiros” (1963), saudada como “revelação do ano” pelo Jornal do Brasil. Outras antologias, como “A Coleira do Cão” (1965) e “Lúcia McCartney” (1967) se seguiram, reinventando a narrativa policial, ao incluir em suas tramas as rápidas e brutais transformações das grandes metrópoles brasileiras. O ápice desse estilo se deu em “Feliz Ano Novo” (1975), que chegou a ser proibido pela ditadura militar por se basear num tripé de sexo, violência e conflitos de classes. Após superar a censura, sua fama de proibidão ajudou a torná-lo um dos maiores best-sellers do escritor. Reconhecido como um dos principais contistas da literatura brasileira, Fonseca também assinou romances premiados. A estreia no gênero se deu com “O Caso Morel” (1973), rendeu o impactante “Bufo & Spallanzani” (1986) e atingiu o ápice com o icônico “Agosto” (1990), que tinha o suicídio de Getúlio Vargas como pano de fundo e a criatividade voraz de um marco literário. Muitos de seus livros viraram filmes e séries, e o próprio escritor assinou algumas adaptações como roteirista, a começar por “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa” (1971), dirigida por David Neves. A mesma história, baseada em seu livro de 1967, virou série em 2016. Com “Relatório de um Homem Casado” (1974), iniciou grande amizade com Flávio Tambellini, que no ano seguinte rendeu seu primeiro roteiro original, “A Extorsão” (1975), escrito em parceira com o diretor, falecido logo após o lançamento. Rubem também trabalhou com o filho do cineasta, Flávio Ramos Tambellini, na adaptação de seu livro “Bufo & Spallanzani” (2001). O escritor assinou o roteiro original de “Stelinha” (1990), de Miguel Faria Jr., que venceu o Festival de Gramado, e estreou na TV com a adaptação de “Mandrake” (1983), telefilme produzido pela Globo com direção de Roberto Farias. Esta história ainda inspirou a série de mesmo nome, sobre um advogado do submundo carioca, vivido por Marcos Palmeira na HBO, entre 2005 e 2007. Um de seus maiores sucessos cinematográficos foi a adaptação de “A Grande Arte” (1991), que ele próprio escreveu para o diretor Walter Salles. Mas após trabalhar com alguns dos principais nomes do cinema brasileiro, o escritor foi encontrar seu grande parceiro das telas em sua própria casa: seu filho, o diretor José Henrique Fonseca. Os dois adaptaram “Agosto” numa minissérie da Globo em 1993 e trabalharam juntos na estreia de José Henrique no cinema, no violento “O Homem do Ano” (2003), roteirizado por Rubem, que pela primeira vez adaptou a obra de outro autor – Patrícia Melo – , e estrelado pela nora do escritor, Claudia Abreu. José Henrique também comandou as adaptações de “Mandrake” e “Lúcia McCartney” em séries. Outras obras adaptadas do escritor ainda incluem os longas “O Cobrador” (2006), dirigido pelo mexicano Paul Leduc, “O Caso Morel” (2006), de Sheila Feitel, e “Axilas” (2016), filme derradeiro do angolano José Fonseca e Costa. Curiosamente, a última contribuição de Fonseca para as telas foi também sua única telenovela. Ele concebeu a história original de “Tempo de Amar” com sua filha, a também escritora Bia Corrêa do Lago, que foi exibida com grande sucesso pela rede Globo, entre 2017 e 2018. Rubem Fonseca não concedia entrevistas há mais de 50 anos e sua reclusão ganhou ares de folclore. Mas ele não se impunha um auto-isolamento social. Segundo a filha, o objetivo de não ter o rosto fotografado ou exibido na TV era poder caminhar à vontade pelas ruas do Leblon. “Meu pai diz que a vantagem de não ser uma pessoa conhecida é poder olhar as coisas sem ser incomodado. Para ele, o escritor tem que observar, não ser observado”, contou ela em uma entrevista de 2015, quando o pai completou 90 anos. O escritor continuou ativo até o fim da vida, tendo publicado cinco livros de contos na década passada.

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    Sarah Maldoror (1939 – 2020)

    14 de abril de 2020 /

    A cineasta Sarah Maldoror, pioneira do cinema angolano, morreu na segunda-feira (13/4), vítima da pandemia do novo coronavírus, em Paris. Nascida no sul da França, filha de mãe francesa e pai guadalupense, ela foi casada com o poeta e político angolano Mário Pinto de Andrade, fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido que governa o país africano desde sua independência de Portugal, em 1975. Por isso, Sarah também se tornou conhecida por seu ativismo anticolonialista. Ela estudou cinema em Moscou, onde conheceu o senegalês Ousmane Sembène, conhecido como pai do cinema africano, e começou a carreira como assistente de direção no clássico “A Batalha de Argel” (1966), de Gillo Pontecorvo, filmado na capital argelina. Vencedor do Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Veneza, o longa retratava uma revolução popular e teve sua exibição proibida no Brasil durante a ditadura militar. Seu primeiro trabalho como diretora foi realizado dois anos depois: o curta “Monangambé”, inspirado em romance do escritor angolano José Luandino Vieira, que na época do lançamento, em 1968, encontrava-se preso em um campo de concentração no Cabo Verde. Mais dois anos e veio o primeiro longa, “Des Fusils pour Banta” (1970). A obra de Luandino voltou a inspirar a diretora em seu segundo longa, “Sambizanga”, que contou com roteiro de Mário Pinto de Andrade. Premiado nos festivais de Berlim e Cartago em 1972, o filme se passava durante a revolução de 1961 e acompanha Maria, moradora de um bairro precário de Luanda, que dá nome ao filme, em busca do marido pelas cadeias da cidade. Militante político, ele tinha sido preso, torturado e morto. Com esses trabalhos, Maldoror se tornou uma das primeiras mulheres a dirigir longa-metragens na África. Após a independência angolana, seu marido entrou em atrito com o colega de partido Agostinho Neto, que se tornou o primeiro presidente do novo país, e o casal entrou em exílio. Em Paris, a cineasta fez documentários sobre artistas, como a escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos e a cantora haitiana Toto Bissainthe. Ao todo, Sarah Maldoror realizou mais de 40 filmes, entre curtas e longas. Seu último trabalho, “Eia pour Césaire”, um documentário sobre outro parceiro importante de sua carreira, o poeta da Martinica Aimé Césaire, foi lançado em 2009. Ela deixa duas filhas de seu relacionamento com Mário (morto em 1990), Annouchka e Henda.

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  • Etc,  Filme

    Hilary Dwyer (1945 – 2020)

    11 de abril de 2020 /

    A atriz e produtora britânica Hilary Dwyer, que atuou ao lado de Vincent Price em filmes de terror dos anos 1960, morreu na semana passada por complicações de covid-19. A revelação foi feita neste sábado (11/4) por seu afilhado, Alex Williams, no Facebook. Ela tinha 74 anos. Nascida em 6 de maio de 1945 em Liverpool, Inglaterra, Hilary Dwyer pertencia à geração dos Beatles. Ela estudou balé e piano quando criança, virando atriz em séries clássicas dos anos 1960 – como “Os Vingadores” e “O Prisioneiro”. Sua estreia no cinema foi em “O Caçador de Bruxas” (1968), como a vítima aterrorizada do personagem-título, em sua primeira parceria com Vincent Price. O filme ficou conhecido por ser o último filmado pelo diretor Michael Reeves, que faleceu logo após o lançamento, aos 25 anos, devido a uma overdose de álcool e barbitúricos. Ela também atuou na sci-fi “Sequestradores do Espaço” (1969) e no western “Dólares de Sangue” (1969), antes de voltar a ser assombrada por Vincent Price, em “O Ataúde do Morto-Vivo” (1969), filme do ciclo de adaptações de Edgar Allan Poe da produtora AIP (American Internacional Pictures), com direção de Gordon Hessler. A mesma equipe também se juntou em “O Uivo da Bruxa” (1970), no ano seguinte. “Eu adorava Vincent”, ela disse durante uma convenção de 2010. “Eu interpretei sua amante, sua filha e sua esposa, e ele disse: ‘Se você interpretar minha mãe, eu me casarei com você.'” A atriz ainda apareceu numa adaptação do romance gótico “O Morro dos Ventos Uivantes”, estrelada pelo futuro James Bond Timothy Dalton – e curiosamente lançada no Brasil com o título de “O Solar dos Ventos Uivantes” (1970). Sua última aparição nas telas foi em um episódio de 1976 da série sci-fi “Espaço: 1999” (Space: 1999). Em 1974, ela se casou com o agente de talentos Duncan Heath e assumiu o nome de Hilary Heath, até seu divórcio em 1989. Os dois chegaram a lançar uma agência de empresariamento de atores, a Duncan Heath Associates, que foi vendida para a ICM em 1984. Duncan é atualmente co-presidente do Independent Talent Group. O afastamento das câmeras não representou o fim da carreira artística de Hilary. Ela se tornou produtora, lançando longas, telefilmes e séries, entre eles os thrillers “Inocente ou Culpado?” (1988), de Martin Campbell, “Jogos de Ilusão” (1995), de Mike Newell, e o drama “Violento e Profano” (1997), estreia na direção do ator Gary Oldman. Seu filho, Daniel Heath, é um compositor de trilhas bastante requisitado, que foi indicado ao Globo de Ouro por seu trabalho em “Grandes Olhos” (2014), de Tim Burton.

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    Dieter Laser (1942 – 2020)

    9 de abril de 2020 /

    O ator alemão Dieter Laser, que ficou conhecido como o sinistro Dr. Heiter em “A Centopeia Humana”, teve sua morte confirmada nesta quinta-feira (9/4). De acordo com informação divulgada em seu perfil no Twitter, ele faleceu em 29 de fevereiro, aos 78 anos. A causa não foi revelada. Na franquia trash do holandês Tom Six, Dr. Heiter era o médico psicótico obcecado em costurar pessoas vivas, unindo cirurgicamente ânus e bocas de vítimas diferentes para criar a Centopeia Humana do título. Dieter encarnou o personagem no primeiro filme, de 2009, e voltou em novo papel no final da trilogia, lançado em 2015, que também foi o penúltimo título de sua filmografia. Apesar dessa fama tardia, Laser teve uma longa trajetória no cinema e na TV da Alemanha, onde começou a trabalhar ainda nos anos 1960. Após papéis em várias séries, sua transição para o cinema se deu em “John Glückstadt” (1975), de Ulf Miehe. E este primeiro trabalho cinematográfico lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator do ano no Lola Awards (o Oscar alemão). A premiação o tornou requisitado para produções do (então chamado) Novo Cinema Alemão. Estrelou, entre outros, “A Honra Perdida de Katharina Blum” (1975), de Volker Schlöndorff e Margarethe von Trotta, e “Cela de Vidro” (1978), de Hans W. Geissendörfer, ambos consagrados no Deutscher Filmpreis, a cerimônia dos troféus Lola. Ele repetiu a parceria com Schlöndorff em “O Guardião da Floresta” (1996) e também atuou em “Encontro com Vênus” (1991), do húngaro István Szabó, premiados no Festival de Veneza, mas só ficou mais conhecido fora da Alemanha ao estrelar a série sci-fi “Lexx” (1996-2002), uma coprodução canadense, alemã e britânica, que gerou grande culto internacional – seus capítulos foram exibidos como filmes na HBO. Na série, ele viveu o vilão Mantrid, que era obcecado por auto-cirurgia, numa performance que antecipou o tipo de trabalho que faria no final da carreira. Dieter Laser nunca chamou atenção de Hollywood. Até mesmo o primeiro “A Centopeia Humana” foi uma realização holandesa. Mesmo assim, tornou-se um ator bem conhecido dos fãs de terror em todo mundo. Não apenas como o Dr. Heiter, mas também como o Barão do terror “November” (2017), do estoniano Rainer Sarnet, que venceu vários prêmios no circuito dos festivais – do festival americano de Tribeca ao português Fantasporto. De fato, enquanto “A Centopeia Humana” é repudiada pela crítica, como uma das franquias mais nojentas de todos os tempos, “November” é exaltado por sua qualidade artística, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Foi o último trabalho do ator.

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  • Filme

    Thomas L. Miller (1940 – 2020)

    8 de abril de 2020 /

    O produtor de TV Thomas L. Miller, responsável por sitcoms icônicos como “Happy Days”, “Três É Demais” (Full House), “Mork & Mindy”, “Laverne & Shirley”, “Step by Step” e o atual “Fuller House”, morreu no domingo (5/4) em Salisbury, Connecticut, de complicações resultantes de doenças cardíacas. Ele tinha 79 anos. Em sua carreira de seis décadas, Miller esteve por atrás de algumas das séries de comédias mais populares da TV americana. Apesar disso, elas não eram as favoritas da crítica, nem ganharam Emmys. Mas isso nunca o incomodou. “Nosso prêmio é que 30 milhões de pessoas estão assistindo”, disse o produtor, em uma entrevista de 1990 ao jornal Los Angeles Times. “Para mim, o objetivo é entreter. O fato dessas séries não ganharem prêmios não significa nada para mim se continuarmos agradando a tantas pessoas”. No Twitter, as estrelas de “Happy Days”, Ron Howard e Henry Winkler, prestaram homenagem a Miller. Howard o chamou de “gentil, inteligente e espirituoso” e alguém que acreditou desde cedo na sua capacidade de um dia virar diretor de cinema, enquanto Winkler escreveu que o produtor “me deu, junto com seus parceiros, minha vida em Hollywood”. Miller começou sua carreira em Hollywood trabalhando para seu ídolo, Billy Wilder. O cineasta contratou Miller como treinador de diálogos, e ele logo progrediu para diretor assistente, sem créditos, em clássicos como “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), “Se Meu Apartamento Falasse” (1960), “Cupido Não Tem Bandeira” (1961), “Irma la Douce” (1963) e “Beija-me, Idiota” (1964). Ele disse que aprendeu muito com Wilder, e o diretor vencedor do Oscar continuou a ser sua grande influência criativa no resto de sua carreira. Os dois permaneceram amigos até a morte de Wilder em 2002. Após a experiência em Hollywood, Miller passou para a televisão, como assistente de William Self na 20th Century Fox, onde criou sua primeira série. Os dois compartilharam a paternidade da comédia “Nanny e o Professor”, em 1970. Ele então se mudou para a Paramount, virando vice-presidente de desenvolvimento para supervisionar a programação da divisão televisiva do estúdio. Neste período, Miller desenvolveu programas como “The Odd Couple” e “Love, American Style”, além de quase 20 telefilmes. Mas preferiu abandonar a carreira promissora como executivo de TV para se estabelecer como produtor, criando sua primeira empresa de produção com o parceiro Edward K. Milkis. Para a ABC, a Miller-Milkis Productions desenvolveu, junto com o futuro cineasta Garry Marshall, as comédias “Happy Days”, “Laverne & Shirley”, “Mork e Mindy” e “Joanie Loves Chachi”, entre várias outras, além do filme “Golpe Sujo” (1978), com Goldie Hawn e Chevy Chase, na Paramount. Em 1979, Miller se juntou a seu parceiro de vida Robert L. Boyett, com que formou a Miller/Boyett Productions. O casal co-criou a série de comédia “Bosom Buddies” e “Angie” e, em meados dos anos 1980, garantiu um acordo com a Lorimar Television para produzir seriados para toda a família, incluindo “Full House” e “Perfect Strangers”. Eles também produziram o blockbuster musical de Burt Reynolds e Dolly Parton, “A Melhor Casa Suspeita do Texas” (1982), para a Universal. Em 1996, Miller e Boyett uniram-se ao produtor Michael Warren para criar uma nova companhia, a Miller/Boyett/Warren Productions, que produziu “Family Matters”, “Step by Step” e “Dose Dupla”. Esta última, estrelada pelas gêmeas de “Full House”, Mary-Kate e Ashley Olsen, também foi a derradeira série original criada pelo produtor, em 1998. A partir daí, Miller se mudou para Nova York e começou a trabalhar na produção de peças de teatro com Boyett. Ele ganhou um Tony Award de Melhor Peça de 2011 por “Cavalo de Guerra” e foi nomeado na mesma categoria em 2019 por “Tootsie”. Depois de quase duas décadas afastados, Miller e seu parceiro Boyett voltaram ao universo das séries como produtores de “Fuller House”, continuação de “Três É Demais” na Netflix. A atração durou cinco temporadas e vai se encerrar neste ano. Em um comunicado, a WBTV, que produzia “Fuller House”, disse que Miller “nasceu para entreter, impregnado de paixão e amor irreprimíveis por trazer alegria aos outros através do trabalho de sua vida. E que conjunto de talentos ele possuía! Ele foi ao mesmo tempo um executivo atencioso e de bom gosto, um escritor extremamente talentoso e um produtor de grande êxito, cujas muitas séries de sucesso viverão muitos anos na memória coletiva dos fãs de todo o mundo. Todos no Warner Bros. Television Group e na família ‘Fuller House’ sentirão muito a sua falta”.

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    Allen Garfield (1939 – 2020)

    8 de abril de 2020 /

    O ator Allen Garfield, que trabalhou em vários filmes de Brian De Palma, Francis Ford Coppola e Wim Wenders, morreu na terça (7/4) devido a complicações causadas por covid-19. Ele tinha 80 anos. Nascido Allen Goorwitz em 22 de novembro de 1939, em Newark, Nova Jersey, ele foi boxeador amador, estudou com Lee Strasberg e Elia Kazan no Actors Studio, em Nova York, e começou a carreira no teatro, antes de aparecer pela primeira vez no cinema em 1968, na comédia erótica “Orgy Girls ’69”. Ele fez carreira no cinema underground, com papéis nos primeiros filmes de Brian De Palma, “Quem Anda Cantando Nossas Mulheres” (1968), “Olá, Mamãe!” (1970) e “O Homem de Duas Vidas” (1972). Também participou do cult “Putney Swope” (1969), produção contracultural de Robert Downey, o pai do ator de “Homem de Ferro”, e em comédias sobre o amor-livre, como “O Corujão e a Gatinha” (1970), de Herbert Ross, e “Procura Insaciável” (1971), de Milos Forman. A lista de participações em obras que refletiram e marcaram sua época inclui “Bananas” (1971), de Woody Allen, “A Organização” (1971), de Don Medford, o impactante “O Candidato” (1972), de Michael Ritchie, em que Robert Redford disputava uma eleição para o Senado dos EUA, o clássico “Nashville” (1975), de Robert Altman, e o suspense “A Conversação” (1974), que inaugurou sua parceria com Francis Ford Coppola – continuada nos musicais “O Fundo do Coração” (1981) e “Cotton Club” (1984). Além de trabalhar com alguns dos principais nomes da então chamada “Nova Hollywood”, Garfield ainda atuou na comédia “Primeira Página” (1974), de um dos maiores mestres da velha Hollywood, Billy Wilder. Sua filmografia se manteve impressionante até o fim, seguindo com o cultuado “O Substituto” (1980), de Richard Rush, e duas produções do alemão Win Wenders, o clássico “O Estado das Coisas” (1982) e “Até o Fim do Mundo” (1991), sem esquecer sua fase de blockbusters com “Um Tira da Pesada II” (1987), de Tony Scott – viveu o chefe de polícia Harold Lutz – , e “Dick Tracy” (1990), de Warren Beaty. Vieram muitos outros filmes, de maior ou menor destaque, até que Garfield sofreu um derrame enquanto filmava o terror “O Último Portal” (1999), de Roman Polanski. Mesmo assim, ele retornou em “Cine Majestic” (2001), de Frank Darabont. Mas em 2004 teve um segundo ataque, que o deixou incapacitado. Desde então, o ator vivia no asilo Motion Picture Country House and Hospital, dedicado a cuidar de atores aposentados.

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  • Filme

    Jay Benedict (1951 – 2020)

    6 de abril de 2020 /

    O ator Jay Benedict morreu no sábado (4/4) aos 68 anos, vítima de covid-19. A informação foi confirmada pela assessoria do ator. “É com muita dor que anunciamos a morte do nosso cliente Jay Benedict, que perdeu a batalha contra o covid-19 nesta tarde. Nossos pensamentos estão com sua família”, disse a TCG Artist Management em um comunicado. Nascido na Califórnia (EUA), Benedict teve uma longa carreira, com participações em várias séries, inclusive produções britânicas. Ele também apareceu em grandes sucessos do cinema, como “Vítor ou Vitória?” (1982), “Aliens, o Resgate” (1986), “A Casa da Rússia” (1990), “A Colônia” (1997), “Vatel, um Banquete para o Rei” (2000) e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012), entre outros, sempre em papéis pequenos. Seus últimos filmes foram duas produções francesas de 2017: a comédia “Madame” e a sci-fi “Depois do Apocalipse”. Benedict era casado com Phoebe Scholfield, que trabalhava com casting de dubladores e também era atriz – estrelou a série britânica “‘Allo ‘Allo!” (1982–1992).

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    James Drury (1934 – 2020)

    6 de abril de 2020 /

    O ator James Drury, que por nove temporadas protagonizou a famosa série de western “O Homem de Virgínia” (The Virginian), morreu nesta segunda (6/4) aos 85 anos. A assistente do ator, Karen Lindsey, confirmou a notícia no Facebook e citou que a more ocorreu por causas naturais. Uma das séries mais populares da era de ouro do western televisivo, “O Homem de Virgínia” acompanhava os empregados do rancho Shiloh Ranch, gerenciado pelo personagem de Drury. Ele era conhecido como o homem de Virgínia, em alusão ao estado americano em que nasceu, e nunca teve seu verdadeiro nome revelado na atração, exibida entre 1962 e 1971 na TV americana. O protagonista e o seu braço direito, Trampas (Doug McClure), foram os únicos que ficaram na série por toda a duração, visto que o proprietário do rancho mudou várias vezes com o passar dos anos. Entre as diferentes temporadas, o elenco também destacou Lee J. Cobb, Clu Gulager e John McIntire. Antes de conseguir o papel que marcaria sua carreira, Drury atuou num dos maiores clássicos da ficção científica “Planeta Proibido” (1956), além de ter estrelado westerns cinematográficos, como os igualmente célebres “A Última Carroça” (1956), dirigido por Delmer Daves, e “Pistoleiro do Entardecer” (1962), do mestre Sam Peckinpah. Ele também contracenou com Elvis Presley no western “Ama-Me com Ternura” (1956) e estrelou a versão da Disney de “Pollyanna” (1960). Ao contrário do colega Doug McClure, que protagonizou vários filmes de sucesso, a carreira de Drury não prosperou após “O Homem de Virgínia”, resumindo-se a participações especiais em séries, como “Têmpera de Aço”, “Chuck Norris: Homem da Lei” e “As Aventuras de Brisco County Jr.”, e pequenas aparições em filmes derivados de séries do Velho Oeste, como “Maverick” (1994, com Mel Gibson) e a própria adaptação de “O Homem de Vírginia” (2000), estrelada por Bill Pullman no canal pago TNT. Seu último papel foi no telefilme “Billy and the Bandit”, atualmente em pós-produção.

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    George Ogilvie (1931 – 2020)

    6 de abril de 2020 /

    O diretor australiano George Ogilvie, que codirigiu “Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão” (1985), morreu no domingo (5/4) aos 89 anos, após sofrer uma parada cardíaca. Vindo do teatro, Ogilvie inciou sua carreira como ator, e depois de alguns papéis na TV australiana nos anos 1950, virou diretor. Ele conheceu George Miller durante a produção da minissérie “The Dismissal” (1983), que teve episódios dirigidos pelos dois. Quando decidiu continuar a sua franquia “Mad Max”, Miller chamou seu colega para codirigir o terceiro longa. “Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão” foi a estreia de Ogilvie no cinema. A produção de 1985 trouxe a popstar Tina Turner para atuar ao lado de Mel Gibson, na última vez em que o ator viveu Mad Max. A música-tema do filme, “We Don’t Need Another Hero”, tornou-se um dos maiores sucessos da cantora e foi indicada ao Globo de Ouro e ao Grammy. Em 1990, Ogilvie dirigiu a estreia do ator Russell Crowe no cinema, o drama romântico “The Crossing”. Os dois mantiveram a amizade, e 24 anos depois Crowe chamou Ogilvie para fazer uma aparição como ator em sua estreia na direção, “Promessas de Guerra”. No longa de 2014, o cineasta australiano aparece interpretando um afiador de facas cego. No Twitter, Crowe homenageou o amigo e mentor como “um talentoso professor na arte, no teatro e na vida”. “Foi um profundo privilégio conhecer George. Ainda sinto o impacto, todos os dias da minha vida, do que ele me ensinou. Ah, precioso Sr. Ogilvie, este é um momento triste de verdade”, escreveu o ator.

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    Honor Blackman (1925 – 2020)

    6 de abril de 2020 /

    A atriz inglesa Honor Blackman, conhecida por viver a Bond girl Pussy Galore em “007 Contra Goldfinger” (1964), morreu nesta segunda (6/4) em sua casa em Lewes, no Reino Unido, de causas naturais não relacionadas ao novo coronavírus, segundo disse a família ao jornal The Guardian. Ela tinha aos 94 anos. “Além de ter sido uma mãe e avó adorada por nós, Honor era uma atriz de talento criativo imensamente prolífico, com uma extraordinária combinação de beleza, inteligência e poderio físico, além de sua voz única e sua ética de trabalho dedicada”, escreveu a família em nota. Ela começou a carreira nos anos 1940, geralmente escalada como jovem recatada em filmes como “A Filha das Trevas” (1948) e “Quarteto” (1948). E sua longa carreira inclui muitos clássicos, entre eles “Angústia de uma Alma” (1950), “Somente Deus por Testemunha” (1958), uma das versões cinematográficas do desastre do Titanic, e “Jasão e o Velo de Ouro” (1963), em que viveu a deusa Hera. Mas, curiosamente, sua popularidade só explodiu quando ela foi para a TV, ao estrelar a série “Os Vingadores” (The Avengers) em 1962 como Catherine Hale, uma espiã em roupa de couro preto que marcou época na programação televisiva britânica. Ela deixou o papel em 1964, exatamente para se juntar a Sean Connery em “007 Contra Goldfinger”, a terceira aventura de James Bond nos cinemas. A personagem de Blackman, Pussy Galore, que liderava um esquadrão aéreo, rompeu com os clichês das Bond girls indefesas e submissas da franquia. “Ela era uma criatura fascinante e a menos previsível de todas as conquistas de James Bond”, disse Blackman uma vez. “Todas as outras sucumbiram rapidamente [à sedução de Bond], mas não Pussy. No livro [de Ian Fleming], ela era lésbica.” E ela era capaz de fazer mais que deixar os homens tontos com sua beleza, ela os fazia cair a seus pés, desmaiados após golpes de artes marciais. Graças ao papel de “Os Vingadores”, Blackman tinha treinado judô e a repercussão de seus papéis em produções de ação renderam até o lançamento de um livro em que atriz ensinava golpes de autodefesa. Seu papel em Pussy Galore ainda repercutiu na cultura pop, inspirando o nome de uma banda de rock, formada em Washington em 1985 pelo guitarrista e cantor Jon Spencer (posteriormente líder do trio The Jon Spencer Blues Explosion). O sucesso de “007 Contra Goldfinger” levou Blackman a estrelar três filmes em 1965: a comédia “O Segredo do Meu Sucesso”, o drama “Leilão de Almas” e o romance trágico “Por um Momento de Amor”. Ela voltou a contracenar com Sean Connery no western “Shalako” (1968) e continuou em alta até o fim dos anos 1970, aparecendo em “Twinky” (1970), de Richard Donner, e em vários terrores cultuados, como “Uma Noite de Pavor” (1971), “Uma Filha para o Diabo” (1976) e “O Gato e o Canário” (1978). Blackman também fez muitas produções televisivas, inclusive um arco em “Doctor Who”, nos anos 1980, e na maior parte dos anos 1990 estrelou a série de comédia “The Upper Hand”, a versão britânica da sitcom americana “Who’s the Boss?”, como uma mãe sexualmente ativa que contrata um empregado doméstico masculino. Entre seus últimos papéis estão participações nos filmes “O Diário de Bridget Jones” (2001), “Totalmente Kubrick” (2005), “Eu, Anna” (2012) e o terrir “Cockneys vs. Zombies” (2012). A atriz foi casada duas vezes. Seu último marido foi o também ator Maurice Kaufmann, com quem contracenou em “Uma Noite de Pavor”. O casal adotou dois filhos, Lottie e Barnaby, que lhes deram os netos Daisy, Oscar, Olive e Toby.

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    Lee Fierro (1929 – 2020)

    5 de abril de 2020 /

    A atriz Lee Fierro, conhecida por interpretar a Sra. Kintner em “Tubarão” (1974) e “Tubarão 4: A Vingança” (1987), morreu aos 91 anos, vítima de complicações relacionadas ao coronavírus. Ela era uma moradora de Martha’s Vineyard, onde o filme original de Steven Spielberg foi filmado, e acabou sendo escalada como habitante da fictícia Amity Island durante a produção. Sua personagem era mãe de Alex Kintner, a segunda vítima do ataque do tubarão da trama. Depois da projeção obtida pelo papel, ela se tornou diretora artística do Island Theatre Workshop, que ensinava atuação aos moradores da região. Fierro deu aulas de atuação para mais de mil crianças, até se aposentar aos 80 anos. O ator Jeffrey Voorhees, que interpretou seu filho em “Tubarão”, compartilhou uma história engraçada sobre Fierro em uma entrevista de 2014. “No meu restaurante [na cidade de Martha’s Vineyard] há um sanduíche chamado Alex Kintner Burger, e uma vez essa senhora entrou com sua amiga, e eu reconheci instantaneamente”, ele explicou. “Quando me aproximei da mesa dela, disse: ‘Posso fazer uma pergunta muito pessoal: você acredita em reencarnação? Porque eu acho que morri anos atrás, e você parece minha mãe de uma vida anterior’. E Lee percebeu quem eu era e embarcou na piada, dizendo: ‘Oh meu Deus, eu tive um filho que morreu anos atrás no oceano!’ E todos no restaurante, incluindo a amiga dela, ficaram espantados, perguntando-se o que diabos estava acontecendo!”

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  • Filme

    Patricia Bosworth (1933 – 2020)

    5 de abril de 2020 /

    Patricia Bosworth, atriz e cronista da Era de Ouro de Hollywood, morreu na quinta-feira passada (2/4) de complicações relacionadas ao novo coronavírus. Ela tinha 86 anos. Nascida Patricia Crum, na Califórnia, era filha de um advogado e uma repórter/romancista de crimes, e teve uma vida dramática do começo ao fim. Enquanto cursava a universidade Sarah Lawrence, fugiu com uma estudante de arte que a abusou, levando à anulação de seu casamento após 16 meses. Seu irmão mais novo se suicidou e seu pai faria o mesmo seis anos depois. Ela virou modelo e foi fotografada pela célebre Diane Arbus para um anúncio de ônibus da empresa Greyhound. E graças a esse trabalho conseguiu realizar seu sonho de infância, tornando-se atriz em 1954. Bosworth ingressou no Actors Studio em Nova York, estudando com Lee Strasberg e ao lado de muitos dos grandes artistas da Era de Ouro de Hollywood, incluindo Paul Newman, Marilyn Monroe, Steve McQueen e Jane Fonda. Em meados dos anos 1950, começou a aparecer em várias produções da Broadway, fazendo rapidamente sua transição para as telas. Após estrear no cinema com “Quatro Rapazes e um Revólver” (1957), ela foi escalada em seu principal papel, como uma freira ao lado de Audrey Hepburn no clássico de Fred Zinnemann “Uma Cruz à Beira do Abismo” (1959). A sequência de tragédias de sua vida a acompanhou mesmo neste auge da carreira. No mesmo dia em que foi escalada para o longa de 1959, Bosworth soube que estava grávida e pagou para ter um aborto ilegal, para não perder o papel. Ela nunca mais engravidou. Seus últimos trabalhos como atriz foi em séries de TV, entre elas “Cidade Nua” e “The Patty Duke Show”, entre 1960 e 1963. Na década de 1960, decidiu deixar de atuar para se concentrar no jornalismo, passando a escrever sobre o show business. Escreveu para a revista New York e o jornal The New York Times antes de se tornar, durante as décadas seguintes, editora das revistas Screen Stars, Harper’s Bazaar, Viva, Mirabella e, principalmente, da Vanity Fair, onde Tina Brown a contratou como editora colaboradora em 1984. Ela manteve essa posição pelo resto da vida, com uma breve interrupção entre 1991 e 1997. Seus artigos permaneceram por décadas entre os mais lidos e discutidos da Vanity Fair, com destaque para um perfil de Elia Kazan que lhe rendeu o Prêmio Front Page do Newswomen’s Club de New York. Ela também escreveu biografias best-sellers de Montgomery Clift, Diane Arbus, Marlon Brando e Jane Fonda, além de vários livros de memórias. Seu livro sobre Arbus serviu de base para o roteiro do filme “A Pele” (2006), estrelado por Nicole Kidman e Robert Downey Jr.

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  • Etc,  Filme

    Shirley Douglas (1934 – 2020)

    5 de abril de 2020 /

    A atriz Shirley Douglas, mãe do ator Kiefer Sutherland, morreu neste domingo (5/4), aos 86 anos, por complicações de um pneumonia, no momento em que os EUA atravessam sua pior fase de contaminação do covid-19. “Minha mãe era uma mulher extraordinária que levou uma vida extraordinária”, escreveu o astro das séries “24 Horas” e “Designated Survivor” nas redes sociais. “Tristemente, ela estava lutando por sua saúde há algum tempo e nós, como família, sabíamos que esse dia estava chegando. Para todas as famílias que perderam entes queridos inesperadamente devido ao coronavírus, meu coração se parte por você. Por favor, fique seguro.” Douglas, que faria aniversário na quinta-feira, foi casada com o ator Donald Sutherland de 1966 até o divórcio de 1971, e eles tiveram um casal de filhos gêmeos, Kiefer e Rachel. Ela era filha de Tommy Douglas, o fundador do Medicare do Canadá. Moradora de Toronto, Douglas apareceu em clássicos do cinema, como “Lolita” (1962), de Stanley Kubrick, e “Gêmeos – Mórbida Semelhança” (1988), de David Cronenberg, entre outras produções, incluindo o telefilme “Sombras no Lago” (1999), que lhe rendeu o prêmio Gemini (equivalente canadense do Emmy). Ela também foi ativista e na juventude lutou contra a Guerra do Vietnã e pelos direitos civis, assistência médica pública e desarmamento nuclear.

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