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    Bert Belasco (1982 – 2020)

    9 de novembro de 2020 /

    O ator Bert Belasco, mais conhecido por seus papéis nas séries “Let’s Stay Together” e “Pitch”, foi encontrado morto no domingo (8/11) em um hotel na Virgínia aos 38 anos. Os funcionários do hotel o acharam já falecido com sangue nos lençóis, de acordo com o site TMZ. O ator estava na Virgínia para um filme que iria estrelar. A família aguarda os resultados da autópsia antes de anunciar a causa oficial da morte, mas haveria sinais de que o ator morreu de aneurisma, assim como aconteceu recentemente com Tom Veiga, o intérprete do Louro José. Em “Let’s Stay Together”, Belasco viveu Charles, formando com a atriz Nadine Ellis o casal principal que batizava a atração. A série durou quatro temporadas no canal pago americano BET, entre 2011 e 2014. Ele também participou do elenco de “Pitch” em 2016 e “I’m Dying Up Here” em 2018, além de ter feito diversas aparições em episódios de séries como “The Mick”, “Key and Peele”, “House”, “NCIS: New Orleans”, “Justified”, “Superstore” e muitas mais.

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    Ken Spears (1938 – 2020)

    9 de novembro de 2020 /

    O veterano roteirista-produtor Ken Spears, co-criador do adorado personagem “Scooby-Doo” com o também recentemente falecido Joe Ruby, morreu na sexta-feira (6/11) aos 82 anos, de complicações relacionadas à demência corporal de Lewy. “Ken será para sempre lembrado por sua inteligência, sua narrativa, sua lealdade à família e sua forte ética de trabalho”, diz seu filho, Kevin Spears. “Ele não deixou só uma impressão duradoura em sua família, mas tocou a vida de muitos como co-criador de ‘Scooby-Doo’. Ken tem sido um modelo para nós ao longo de sua vida e ele continuará a viver em nossos corações”. Nascido Charles Kenneth Spears em 12 de março de 1938, o artista cresceu em Los Angeles, Califórnia, onde se tornou amigo do filho do produtor de animação William Hanna. Spears foi posteriormente contratada na empresa de Hanna, a famosa Hanna-Barbera Productions em 1959 como editor de som. Enquanto trabalhava no departamento de edição, conheceu Joe Ruby, e os dois iniciaram uma parceria frutífera como autores de diversas histórias de desenhos clássicos. Juntos, eles escreveram episódios e criaram personagens para a Hanna-Barbera, Sid e Marty Krofft Television Productions e DePatie-Freleng Enterprises. Spears e Ruby criaram séries clássicas como “Scooby-Doo, Cadê Você!”, “Dinamite, o Bionicão”, “Capitão Caverna e as Panterinhas” e “Tutubarão” para a Hanna-Barbera, além de “Os Caretas”, “Os Cometas” e “Missão Quase Imprevisível” para a DePatie-Freleng. Além disso, Spears também foi consultor da adaptação animada de “Planeta dos Macacos”, que virou um desenho cultuado pelos fãs dos filmes em 1974. Os desenhos da dupla fizeram tanto sucesso que Fred Silverman, presidente de programação infantil da CBS, contratou-os no início dos anos 1970 para supervisionar a programação infantil das manhãs de sábado do canal, e quando Silverman se mudou para a ABC, levou-os juntos. Em 1977, Spears e Ruby criaram seu próprio estúdio, Ruby-Spears Productions, pelo qual produziram várias séries de animação, incluindo “Superman”, “Alvin e os Esquilos”, “Bicudo, o Lobisomem”, “Mister T”, “O Homem Elástico” e “Thundarr, o Bárbaro”, entre outros. Em 1981, a Ruby-Spears Productions foi comprada pela Taft Entertainment, a empresa-mãe da Hanna-Barbera, e dez anos depois o catálogo foi vendido, junto com a Hanna-Barbera, para a Turner Broadcasting, que atualmente integra a WarnerMedia. Spears morreu pouco mais de dois meses após seu grande parceiro Ruby, falecido em 26 de agosto passado.

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    Geoffrey Palmer (1927 – 2020)

    7 de novembro de 2020 /

    O ator britânico Geoffrey Palmer, conhecido pela longa série “As Time Goes By”, exibida de 1992 a 2005 na rede BBC, morreu na quinta-feira (5/11) em sua casa, enquanto dormia, aos 93 anos. Ele começou a carreira como coadjuvante de séries britânicas em 1955, interpretando personagens severos, geralmente figuras de autoridade e representantes de retidão moral, mas só foi ganhar proeminência no Reino Unido a partir dos anos 1970, graças a três produções de comédia bastante populares. Além de “As Time Goes By”, elas incluem “The Fall and Rise of Reginald Perrin” (1976-1979) e “Butterflies” (1978-1983). Esta última chegou a ganhar um especial de reencontro em 2000. Palmer estrelou sua série mais duradoura, “As Time Goes By”, ao lado de Judi Dench, e os dois chegaram a contracenar no cinema durante a auge da produção, em “007 – O Amanhã Nunca Morre” e “Sua Majestade, Mrs. Brown”, filmes que fizeram sucesso em 1997, época da 6ª temporada da atração da BBC. O ator também apareceu em várias outras séries icônicas, como os thrillers de ação “O Santo” e “Os Vingadores” nos anos 1960, além de “Colditz”, “Fawlty Towers” e “Doctor Who” nos 1970. Recentemente, voltou a aparecer em “Doctor Who”, como um novo personagem em 2007, e ainda pôde ser visto em “Ashes to Ashes” e “Rev.”. No cinema, seus papéis notáveis incluem participações em “Um Homem de Sorte” (1973), “O Cônsul Honorário” (1983), “Um Peixe Chamado Wanda” (1988), “As Loucuras do Rei George” (1994), “Anna e o Rei” (1999), “A Pantera Cor de Rosa 2” (2009), “W.E.: O Romance do Século” (2011) e “As Aventuras de Paddington” (2014). Sua último trabalho foi em “An Unquiet Life”, cinebiografia do escritor Roald Dahl, atualmente em pós-produção.

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    Fernando “Pino” Solanas (1936 – 2020)

    7 de novembro de 2020 /

    O célebre cineasta Fernando “Pino” Solanas, um dos mais famosos diretores de cinema da Argentina, morreu aos 84 anos em Paris, dias depois de ser internado em um hospital por coronavírus, informou neste sábado (7/11) o ministério das Relações Exteriores argentino. “Enorme dor por Pino Solanas. Faleceu enquanto cumpria suas obrigações como embaixador da Argentina na Unesco”, disse o ministério no Twitter. “Será lembrado por sua arte, por seu compromisso político e por sua ética sempre a serviço de um país melhor”, acrescentou. O diretor havia anunciado no Twitter, no dia 16 de outubro, que ele e sua esposa, Ángela Correa, haviam contraído a covid-19 na capital francesa, onde se encontra a sede da Unesco, e que ele estava internado em observação. Na imagem que acompanhava a mensagem, o cineasta aparecia em um leito de hospital e com máscara. Cinco dias depois, o diretor premiado afirmou que o seu estado era “delicado”, mas que ainda “resistia”. Foi sua última mensagem na rede social. Solanas foi um cineasta tão político quanto prolífico. Nascido em 16 de fevereiro de 1936 em Buenos Aires, ele estreou no cinema em 1962, com o curta “Seguir Andando”, e em 1967, com o documentário “La Hora de los Hornos”, deu início a uma trilogia co-dirigida com Octavio Getino, com duração de mais de quatro horas, que virou marco do cinema politicamente comprometido, de denúncia e resistência à ditadura. Os dois também assinaram o manifesto “Hacia un Tercer Cine”, lançando um movimento latino-americano em oposição a uma linguagem cinematográfica dominante, comercial e ditada principalmente pelos Estados Unidos. “A luta anti-imperialista dos povos do Terceiro Mundo, e dos seus equivalentes nas metrópoles, constitui hoje o eixo da revolução mundial. O Terceiro Cinema é para nós aquele que reconhece nessa luta a mais gigantesca manifestação cultural, científica e artística do nosso tempo, a grande possibilidade de construção por cada povo de uma personalidade libertada: a descolonização da cultura”, afirmavam Solanas e Getino nos anos 1960. Seu engajamento refletia um posicionamento político claro. Solonas filmou duas entrevistas com Juan Domingo Perón em 1971, que foram reverenciadas como chamada à luta pelos jovens peronistas da época. Ele só foi estrear na ficção após a volta da democracia na Argentina. Seu primeiro drama, “Los Hijos de Fierro” (1978), usava um poema de Martin Fierro como metáfora para contar a história da ditadura militar, entre o golpe de 1955 e o triunfo eleitoral peronista de 1973. “El Exilio de Gardel (Tangos)”, de 1985, foi premiado no Festival de Veneza, e Solanas recebeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes por seu longa “Sur”, em 1988. Cannes também lhe concedeu um prêmio especial de excelência técnica pelo longa seguinte, “A Viagem” (1992), enquanto Veneza fez o mesmo com “La Nube” (1998). Em 2004, ele voltou aos documentários com “Memoria do Saqueio”, sobre a convulsão social e a precária condição socioeconômica da Argentina. O filme foi premiado na Mostra de São Paulo e apresentado no Festival de Berlim no mesmo ano em que Solanas recebeu o Urso de Ouro honorário em reconhecimento à sua carreira. Seguiram-se mais nove documentários, inclusive o último filme de sua carreira, “Tres a la Deriva”, que se encontrava em pós-produção na época de sua morte. Paralelamente à consagração artística, Solanas também construiu uma sólida carreira política. Em 1992 foi eleito senador pela cidade de Buenos Aires e um ano depois foi deputado pela Frente Grande. Também foi candidato à presidência em 2007 pelo movimento Projeto Sul, progressista, ambientalista e de centro-esquerda, em aliança com o Partido Socialista Autêntico. Em junho de 2019, anunciou que ingressaria na Frente de Todos e endossou a chapa presidencial de Alberto Fernández e Cristina Fernández. Mesmo com a idade avançada, ele era considerado um jovem de espírito, lutando pelas mesmas coisas que acreditava na juventude, aliando-se inclusive à causa feminista. Em 2018, incentivou as jovens que realizaram uma mobilização feminista histórica nas ruas do país em defesa de um projeto de lei sobre o aborto, que acabou rejeitado pela Câmara alta. “Bravo meninas, vocês elevaram a honra e a dignidade da mulher argentina. Se não sair hoje, no ano que vem vamos insistir. E se não sair no ano que vem, vamos insistir no outro. Ninguém vai conseguir parar a onda da nova geração”, disse ele. No início de outubro, Solanas se encontrou com o papa Francisco no Vaticano, uma de suas últimas atividades públicas, para discutir projetos de luta “contra as mudanças climáticas e os direitos da Mãe Terra”, segundo descreveu no Twitter. Sua última mensagem, dizendo que “resistia”, representa uma síntese de sua vida. Não por acaso, sua morte criou comoção nas redes sociais, mobilizando tanto os círculos políticos quanto os culturais da Argentina.

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    Carol Arthur (1935 – 2020)

    2 de novembro de 2020 /

    A atriz Carol Arthur, viúva de Dom DeLuise e conhecida por aparecer nas comédias de Mel Brooks, morreu no domingo (1/11) aos 85 anos, na Mary Pickford House, lar de artistas aposentados mantido pelo Motion Picture & Television Fund em Woodland Hills, em Los Angeles. Arthur iniciou sua carreira em 1968 com participações no “The Dom DeLuise Show”, programa de variedades de DeLuise, com quem tinha se casado em 1965. Ela acabou se projetando e, após outros trabalhos, entrou na trupe de Brooks em 1974. Em “Banzé no Oeste”, ela chamou atenção por expressar “extremo desagrado” em relação ao xerife vivido por Cleavon Little em uma carta com palavras fortes. O filme também se tornou a primeira produção cinematográfica em que ela atuou ao lado do marido. Depois de aparecer no sucesso “Uma Dupla Desajustada” (1975), de Herbert Ross, ela retomou a parceria com Brooks – e DeLuise – , vivendo uma mulher grávida em “A Última Loucura de Mel Brooks” (1976), no qual o diretor tentava produzir o primeiro filme mudo em décadas. Ela também estrelou “O Maior Amante do Mundo” (1977), de Gene Wilder, astro dos filmes de Brooks, e “Os Três Super-Tiras” (1979), dirigido por DeLuise, ao lado de seus filhos David DeLuise, Michael DeLuise e Peter DeLuise. O casal ainda voltou a se reunir com o diretor mais duas vezes, em “A Louca! Louca História de Robin Hood” (1993) e “Drácula, Morto mas Feliz” (1995). Seu último trabalho como atriz foi num episódio da série “Sétimo Céu” em 2004. Mas, cinco anos depois, ela voltou a ficar diante das câmeras para homenagear o marido, morto em 2009, gravando depoimentos para o documentário “According to Dom”.

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    Eddie Hassell (1990 – 2020)

    1 de novembro de 2020 /

    O ator Eddie Hassell , que apareceu no filme indicado ao Oscar “Minhas Mães e Meu Pai” (2010) e na série de ficção científica oceânica “Surface” (2005), morreu neste domingo (1/11) no Texas, seu estado natal, aos 30 anos. Hassell foi baleado pela manhã no que está sendo descrito pela imprensa americana como um roubo de carro, embora o incidente ainda esteja sendo investigado. Nenhum detalhe adicional foi fornecido. Em “Minhas Mães e Meu Pai, ele interpretou Clay, o melhor amigo do personagem de Josh Hutcherson, filho das mães e do pai do título. Em “Surface”, viveu Phil Nance, também um melhor amigo do protagonista (Carter Jenkins). Ele também teve um papel recorrente na comédia “Devious Maids”, criada por Marc Cherry, como Eddie Suarez, filho de Marisol, personagem de Ana Ortiz. A série, que durou quatro temporadas, seguia quatro empregadas latinas trabalhando em Beverly Hills. Entre seus outros créditos em programas de destaque incluem-se participações em “Studio 60 na Sunset Strip”, “Southland”, “‘Til Death”, “Longmire” e “Bones”. Já a primeira aparição no cinema aconteceu na sci-fi apocalíptica “2012” (2009), numa pequena figuração como surfista. Nem chegou a ser atuação, porque ele era realmente praticante de surfe. Depois disso, fez seu papel mais lembrado, em “Minhas Mães e Meu Pai”, e seguiu com pequenas participações nas comédias “Uma Família Nada Comum” (2011), “Final de Semana em Família” (2013) e a cinebiografia “Jobs” (2013). Mas seus últimos papéis já tem três anos. Hassell trabalhou em dois filmes independentes bastante premiados em 2017: a comédia “Oh Lucy!”, exibida no Festival de Cannes e premiada em Sundance, e o drama punk “Bomb City”, vencedor de sete festivais regionais de cinema dos EUA.

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  • TV

    Tom Veiga (1973 – 2020)

    1 de novembro de 2020 /

    O ator Tom Veiga, intérprete do Louro José no programa “Mais Você”, da TV Globo, morreu neste domingo (1/11) no Rio de Janeiro, aos 47 anos. Ele foi encontrado morto em sua casa na Barra da Tijuca. Segundo a 16ªDP do Rio, o caso está sendo investigado pela perícia e diligências estão em andamento. A apresentadora Ana Maria Braga manifestou-se nas redes sociais citando “fragilidade da vida” e “sem chão”. “Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração”, escreveu ela em seu perfil no Instagram. Entre Record e Globo, Tom Veiga trabalhava há mais de 20 anos com Ana Maria. Em agosto do ano passado, a apresentadora celebrou a parceria de duas décadas e disse, na ocasião, que os dois nunca tinham brigado. Em março, Ana Maria Braga aproveitou o aniversário de Veiga para declarar que considerava o colega como um filho. “Parabéns pro meu filhote mais lindo, Louro José, que está fazendo aniversário hoje. Obrigada pela companhia, parceria, lealdade. A gente nunca ficou sem se falar por nenhuma razão. É uma das relações mais fantásticas da minha vida. Ele é irmão do meu papagaio que está lá na fazenda, que também é Louro José. É meu filho de penas”, disse ela. Veiga conheceu Ana Maria Braga em 1995, quando organizava feirinhas de artesanato onde a apresentadora ia para divulgar o “Note e Anote”, programa que ela comandava na TV Record. Convidado a integrar a equipe, ele aceitou e virou assistente de palco. O personagem Louro José foi criado por Ana Maria Braga naquele programa, dois anos depois. Ela queria um mascote que chamasse também a atenção das crianças, porque o “Note e Anote” começava logo após a programação infantil. “Precisava ser um bicho que falasse, que interagisse comigo, mas não podia ser cachorro, porque cachorro não fala, passarinho não fala. E, por eliminação, decidimos pelo papagaio. Eu tenho um em casa chamado Louro José. Ele fala e assobia o hino nacional. E eu disse: ‘Vamos pôr o Louro'”, ela contou ao site Memória Globo. Tom Veiga interpretou o Louro desde o começo. Ele trabalhava como assistente de estúdio do “Note e Anote” e, um dia, pegou o fantoche para brincar com seus colegas. Ana Maria Braga viu, gostou e pediu que ele interpretasse o papagaio ao vivo no dia seguinte. Ele nunca mais deixou de lado o fantoche e ainda apareceu como Louro José em outros programas, desde o “Fantástico” até séries como “A Mulher Invisível” (em 2011) e “Louco por Elas” (em 2012), além de uma novela, “Cheias de Charme” (também em 2012). Em 2017, Tom Veiga chegou a se afastar do programa depois de passar mal. Nas redes sociais, ele contou que passou por um cateterismo e foi internado no hospital Samaritano no Rio de Janeiro. Neste mês, ele anunciou o fim de seu casamento de oito meses com a investidora Cybelle Hermínio Costa. Anteriormente, ele foi casado com Alessandra Veiga, com quem teve uma filha. Eles terminaram em 2018 o casamento de 14 anos. Ver essa foto no Instagram Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração. #tomveiga #lourojose #lourojoseoficial #anamariabraga #anamariabragaoficial Uma publicação compartilhada por Ana Maria Braga (@anamaria16) em 1 de Nov, 2020 às 2:17 PST

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    Sean Connery (1930 – 2020)

    31 de outubro de 2020 /

    O ator Sean Connery, o primeiro e melhor James Bond do cinema, morreu neste sábado (31/10) nas ilhas das Bahamas, enquanto dormia, aos 90 anos, após estar “indisposto há algum tempo”. “Um dia triste para todos que conheciam e amavam meu pai e uma triste perda para todas as pessoas ao redor do mundo que gostaram do maravilhoso talento que ele tinha como ator”, disse seu filho Jason à BBC. Lembrado como o espião mais charmoso e elegante do cinema, e fora das telas como um cavaleiro, nomeado pela Rainha Elizabeth II Sir Sean Connery em 2000, ele não podia ser mais diferente da percepção pública de sua imagem. Em contraste, ele não era nenhum pouco refinado – como os atores britânicos de hoje, que estudaram em faculdades de artes para seguir carreira. Ele quase nem estudou. Para virar ator, foram dois dias de aulas de atuação e canto, que lhe renderam uma vaga no coro de uma montagem itinerante do musical “South Pacific”, no início de sua carreira. A busca pelo teatro surgiu da necessidade de pagar de contas, e era apenas mais uma tentativa numa longa lista de empregos temporários do proletário escocês de sotaque carregado, que cresceu na pobreza e fez muitos trabalhos braçais antes de considerar os palcos. Thomas Sean Connery nasceu em 25 de agosto de 1930, o mais velho de dois filhos de pais operários em Edimburgo (seu pai dirigia um caminhão e trabalhava em uma fábrica de borracha). Ele abandonou a escola pouco antes de completar 14 anos e trabalhou em uma variedade de empregos ocasionais, incluindo como leiteiro, pedreiro e salva-vidas. Convocado para servir na Marinha Real, acabou dispensado depois de três anos por ter desenvolvido úlcera e recebeu uma bolsa do governo para se tornar aprendiz de polidor de caixões. Também trabalhou na impressão de um jornal de Edimburgo antes de tentar fazer carreira no fisiculturismo e levantamento de peso. Em 1950, ele competiu no concurso Mr. Universo, terminando em terceiro. Com quase 2 metros de altura e músculos definidos, ainda modelou nu para uma galeria de arte de Edimburgo. A presença imponente e a maneira rude também lhe renderam dinheiro como figurante em peças, séries e filmes. Até que teve a chance de substituir Jack Palance (“Os Brutos Também Amam”) num teleteatro ao vivo da BBC, em 1957. A aclamação recebida por seu desempenho lhe fez perceber que podia viver apenas como ator. Ele estreou no cinema no mesmo ano, como um capanga com problema de dicção no filme de gângster “No Road Back”, e assim assinou seu primeiro contrato com um estúdio, a 20th Century Fox. Em pouco tempo, progrediu para papéis de coadjuvante, contracenando com Lana Turner em “Vítima de uma Paixão” (1958), mas foi a BBC que o lançou como protagonista, no papel-título de “Macbeth” (1960), como Alexandre, o Grande, em “Adventure Story” (1961) e como o Conde Vronsky em “Anna Karenina” (1961). Após interpretar um soldado em “O Mais Longo dos Dias” (1962), a epopeia de Darryl F. Zanuck sobre o Dia D, da 2ª Guerra Mundial, Connery chamou atenção dos produtores americanos Harry Saltzman e Albert Broccoli, que notaram como ele “caminhava como uma pantera”. Durante a conversa inicial, eles ficaram impressionados com seu magnetismo animal, que emanava de sua presunção e falta de filtros. Antes dele, os produtores procuraram David Niven e Cary Grant, atores bem mais velhos, conhecidos por viverem aristocratas e ricos nas telas, mas ambos recusaram um contrato para cinco filmes, que era a oferta inicial. Ao ouvir que o valor era de US$ 1 milhão, Connery aceitou na hora. E embora fosse muito diferente dos intérpretes que Saltzman e Broccoli inicialmente procuravam, transformou James Bond no personagem que todos imaginam agora, quando fecham os olhos: um homem de forte presença física, enorme apelo sexual e carisma de sobra, mas extremamente brutal quando necessário. Connery definiu cada detalhe de James Bond ao estrelar os primeiros cinco filmes produzidos pela United Artists com a superespião britânico do escritor Ian Fleming. Logo após a estreia do primeiro, “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962), feito com o orçamento mais baixo de toda franquia, em locações na Jamaica, Connery passou a receber milhares de cartas de fãs por semana. O segundo, “Moscou Contra 007” (1963), foi a única continuação direta de sua fase como James Bond e ele dizia que também era seu favorito. Mas foi o terceiro, “007 Contra Goldfinger” (1964), que transformou a franquia num fenômeno mundial. Ele ainda fez “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965) e ao chegar ao quinto longa, “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967), já tinha se tornado um dos maiores astros de cinema do mundo. Os primeiros filmes de Connery como Bond fizeram tanto sucesso que lançaram moda, inspirando imitadores, paródias e influenciaram para sempre a cultura pop com suas frases icônicas, carros cheio de gadgets, Bond girls e supervilões obcecados em dominar o mundo. Mas quando Saltzman e Broccoli lhe ofereceram mais US$ 1 milhão para renovar seu contrato, Connery disse não. Entre os filmes de 007, ele tinha se diversificado, filmando até um clássico do suspense com Alfred Hitchcock, “Marnie, Confissões de uma Ladra” (1964), e outra produção marcante com Sidney Lumet, “A Colina dos Homens Perdidos” (1965). Portanto, não lhe faltavam ofertas de papéis. Enquanto isso, “007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969) foi rejeitado pelo público, tornando-se um desastre de bilheteria e o único filme do espião estrelado pelo australiano George Lazenby – apesar de, em contraste, ter um dos melhores roteiros da saga. Os produtores voltaram a procurá-lo e Connery então aceitou o maior salário já oferecido para um ator até então, US$ 1,25 milhão por um filme, mais um acordo com o estúdio United Artists para financiar dois outros filmes para ele. E assim James Bond voltou a ser quem era em “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971). Com o dinheiro que ganhou para viver 007 mais uma vez, Connery fundou um fundo educacional com o objetivo de ajudar crianças carentes na Escócia. Paralelamente, ele também criou sua própria produtora e retomou sua parceria com Sidney Lumet, estrelando “O Golpe de John Anderson” (1971), “Até os Deuses Erram” (1973) e a adaptação de Agatha Christie “Assassinato no Expresso Oriente” (1974). Mas quando Saltzman e Broccoli lhe procuraram novamente para fazer “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973), ele disse estar “farto de toda a história de James Bond” e recusou a impressionante oferta de US$ 5 milhões, fazendo com que a franquia trocasse de mãos, para a consagração da versão suave e debochada de Bond, vivida por Roger Moore. Mesmo assim, Connery retrataria 007 uma última vez, aos 52 anos, no apropriadamente intitulado “007 – Nunca Mais Outra Vez”, pelo qual recebeu uma fortuna não revelada da Warner Bros em 1983. O filme só existiu por causa de uma brecha contratual nos direitos do personagem e não foi considerado parte da franquia oficial. O ator continuou sua carreira de sucesso por mais três décadas, variando radicalmente sua filmografia, por meio de títulos como a bizarra e cultuada sci-fi “Zardoz” (1974), de John Boorman, o épico “O Homem que Queria ser Rei” (1975), de John Huston, que lhe valeu uma amizade para toda a vida com Michael Caine, a emocionante aventura medieval “Robin e Marian” (1976), sobre o fim da vida de Robin Hood, dirigida por Richard Lester, o clássico de guerra “Uma Ponte Longe Demais” (1977), de Richard Attenborough, etc. Ele acompanhou os tempos e virou astro de superproduções do cinema hollywoodiano pós-“Guerra nas Estrelas”, repleto de efeitos visuais, estrelando a catástrofe apocalíptica “Meteoro” (1979), de Ronald Neame, o western espacial “Outland: Comando Titânio” (1981), de Peter Hyams, as fantasias “Os Bandidos do Tempo” (1981), de Terry Gilliam, e “Highlander: O Guerreiro Imortal” (1986), mas principalmente “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989), de Steven Spielberg, como o pai do personagem de Harrison Ford. A década também lhe rendeu consagração em dois blockbusters: a adaptação do best-seller “O Nome da Rosa” (1986), dirigida por Jean-Jacques Annaud, pela qual foi premiado com o BAFTA (o “Oscar britânico”) de Melhor Ator, e o célebre filme “Os Intocáveis” (1987), maior sucesso da carreira do diretor Brian de Palma. O papel do policial honesto Jim Malone, integrante da equipe intocável de Elliot Ness (Kevin Costner), marcou seu desempenho mais elogiado e seu primeiro e único Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante de 1988. Seu nome continuou a lotar cinemas durante os anos 1990, em sucessos como “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990), que lançou o personagem Jack Ryan nas telas, a aventura “O Curandeiro da Selva” (1992), em que veio filmar no Brasil, e em thrillers como “A Rocha” (1996), ao lado de Nicolas Cage, e “Armadilha” (1999), ao lado de Catherine Zeta-Jones. Mas aos poucos foi se envolvendo em produções que, apesar de extremamente caras, tinham cada vez menor qualidade. “Os Vingadores” (1998), que adaptou a série homônima da TV britânica, e principalmente “A Liga Extraordinária” (2003), baseado nos quadrinhos de Alan Moore, marcaram seu desencanto pelo cinema, levando-o a decidir-se por uma aposentadoria precoce. Connery recusou fortunas e apelos de vários cineastas, ao longos dos anos, para mudar de ideia. Mas sua decisão era final, feito o título de seu último filme de 007. “Nunca mais outra vez”. Fora das telas, ele se casou duas vezes: com a falecida atriz australiana Diane Cilento (“Tom Jones”, “O Homem de Palha”), com quem teve um filho, e a artista francesa Micheline Roquebrune, que permaneceu a seu lado desde 1975 – e em meio a muitos casos bem documentados de infidelidade do ator. Os produtores atuais dos filmes de 007, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, emitiram um comunicado sobre sua morte. “Estamos arrasados ​​com a notícia do falecimento de Sir Sean Connery. Ele foi e sempre será lembrado como o James Bond original, cuja marca indelével na história do cinema começou quando ele pronuciou aquelas palavras inesquecíveis, ‘O nome é Bond … James Bond’. Ele revolucionou o mundo com seu retrato corajoso e espirituoso do agente secreto sexy e carismático. Ele é, sem dúvida, o grande responsável pelo sucesso da série de filmes, e seremos eternamente gratos a ele.”

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    William Blinn (1938 – 2020)

    24 de outubro de 2020 /

    O roteirista-produtor William Blinn, que criou “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch), “Raízes” (Roots), escreveu o musical “Purple Rain”, de Prince, e diversos projetos de TV marcantes, morreu na quinta-feira (22/10) de causas naturais em Burbank, na Califórnia, aos 83 anos. Em sua longa carreira, Blinn abordou todo tipo de preconceito, assinando histórias sobre atletas doentes, negros vítimas de racismo e romance LGBTQIA+, encontrando sucesso com essas narrativas numa época bem menos tolerante. Tudo começou por impulso, quando o nativo de Ohio e seu colega de classe Michael Gleason (futuro criador de “Remington Steele”) vieram para Los Angeles no início dos anos 1960 com o projeto de vender ideias de histórias e/ou scripts para programas de sucesso da TV. A ousadia deu certo e Blinn escreveu para séries como “Couro Cru” (Rawhide), “Bonanza”, “Maverick”, “Laramie” e “Meu Marciano Favorito” (My Favorite Martian). Acabou convidado a se juntar à equipe de roteiristas oficiais de “Bonanza” em 1965, quando Pernell Roberts estava deixando a série. E em seguida serviu como editor de histórias para as duas temporadas (1968-70) de “E as Noivas Chegaram” (Here Comes the Brides). Sua primeira criação foi a série médica “Os Homens de Branco” (The Interns), estrelada por Broderick Crawford em 1970. E seu primeiro telefilme veio no ano seguinte – e marcou época. Trabalhando nos estúdios da Screen Gems, ele foi selecionado aleatoriamente para adaptar um capítulo da autobiografia “I Am Third”, escrita por Gale Sayers, um jogador do time profissional de futebol americano Chicago Bears. Após escrever o roteiro, ele o batizou de “Brian’s Song”. Rodado ao longo de 12 dias em Indiana, o telefilme – lançado no Brasil como “Glória e Derrota” (1971) – centrava-se no forte relacionamento entre Sayers (interpretado por Billy Dee Williams) e seu companheiro de equipe Brian Piccolo (James Caan), que foi diagnosticado com câncer terminal logo após se tornar jogador profissional. Exibido em 30 de novembro de 1971, o longa foi visto por 55 milhões de espectadores – metade das pessoas que possuíam uma TV nos Estados Unidos na época – , tornando-se uma das maiores audiências de telefilme de todos os tempos. Mas Blinn não conquistou apenas o público. Ele venceu o Emmy e um prêmio Peabody pelo roteiro. O sucesso lhe deu carta branca para criar novas produções. Ele concebeu a primeira série sobre policiais inexperientes, “Os Novatos” (The Rookies), que durou quatro temporadas (entre 1972 e 1976), com a futura Pantera Kate Jackson no elenco. Mas teve menos felicidade ao tentar lançar uma série de western, um dos gêneros que mais escreveu no começo da carreira. Apesar de estrelada por Kurt Russell e Bonnie Bedelia, “The New Land” foi cancelada após seis episódios em 1974. O roteirista voltou a emplacar um fenômeno em 1975, ao criar “Justiça em Dobro”. Série policial mais violenta dos anos 1970, influenciada pelo cinema blaxploitation, a produção acompanhava dois policiais durões de Nova York que só trabalhavam à noite, infiltrados em zonas infestadas de crimes. O programa transformou os atores David Soul e Paul Michael Glaser em astros, mas Blinn largou os trabalhos após dois meses, brigando com os produtores Aaron Spelling e Len Goldberg. “Tínhamos em mente duas coisas diferentes … Eu queria mais humanidade, menos perseguição de carros”, contou em 2004. Mas nada o preparou para o impacto de seu trabalho seguinte, também premiado com o Emmy. Ele foi o grande responsável pela minissérie “Raízes”, escrevendo os episódios iniciais e comandando a adaptação do livro de Alex Haley, que ainda não tinha sido lançado. 85% da população total dos EUA assistiu a série na rede ABC, que chegou a atrair 100 milhões de telespectadores ao vivo em seu capítulo final, exibido em 1977. “Raízes” ainda venceu 9 prêmios Emmy, incluindo o de Melhor Roteiro para Blinn. Em entrevista recente sobre o legado da atração, ele lembrou que os produtores estavam preocupadíssimos com o conteúdo do minissérie, que foi a primeira a abordar racismo na televisão e ser centrada em protagonistas negros. “Seria enorme ou terrível; ninguém pensou que seria mediana e ignorada”, disse ele. “Havia duas visões entre os produtores. Uma era mergulhar o país nesta história, que todos nós precisávamos ver, etc., etc. A outra era se livrar logo dessa maldita coisa, que poderia matar a rede, apenas livrar-se dela assim que puder. Eu acredito mais na segunda versão. Acho que eles pensaram que seria um desastre”, completou. Ele também desenvolveu “Oito É Demais” (Eight Is Enough), comédia sobre uma família com oito filhos, que durou cinco temporadas entre 1977 e 1981, e depois disso voltou a se consagrar como roteirista, produtor e diretor do aclamado “A Question of Love” (1978), um dos primeiros teledramas de tema lésbico, estrelado por Gena Rowlands e Jane Alexander. Suas realizações ainda incluem roteiros e produção da série musical “Fama” (1982-1987), que ele ajustou antes da estreia na NBC, recebendo novas indicações ao Emmy, roteiros da série de comédia “Our House” (1986–1988), estrelada por Wilford Brimley, e a criação da atração militar “Pensacola: Wings of Gold” (1997-2000). Apesar de uma carreira movimentada carreira de quatro décadas, Blinn teve apenas um crédito no cinema, que ele compartilhou com o diretor Albert Magnoli. Ele escreveu o filme “Purple Rain” (1984), grande sucesso de Prince, a partir das músicas do cantor. Blinn disse que foi escolhido devido a seu trabalho em “Fama” e sentou-se com Prince em um restaurante italiano em Hollywood para trocar ideias sobre o que seria o filme, mas só soube que história desenvolver quando saiu para dar uma volta no carro do músico e ouviu “When Doves Cry”. “Ele tocou a música para mim e tinha um sistema de alto-falantes do céu. Quem sabe quantos alto-falantes havia naquele carro?” Blinn lembrou. “Para alguém da minha idade, gosto de rock, mas não tão alto. Mesmo assim, [a música] era melódica e tocada com grande intensidade. Eu disse: ‘Cara, você certamente tem uma base. Isso pode render no final.'” Em 2009, ele recebeu um troféu especial do Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) pelas realizações de sua carreira.

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    Jane di Castro (1947 – 2020)

    24 de outubro de 2020 /

    A atriz Jane di Castro morreu na sexta-feira (23/10) de câncer no Hospital de Ipanema, no Rio, aos 73 anos. Batizada como Luiz de Castro, filha de mãe evangélica e pai militar, sofreu desde cedo e na própria casa repressão por sua identidade social. Ao se assumir Jane Di Castro, começou a trabalhar como cabeleireira, em Copacabana, e logo tornou-se uma das pioneiras dos espetáculos de transformistas do Rio, chegando a ser perseguida durante a ditadura militar, nos anos 1960, por fazer shows nos teatros Rival e da Praça Tiradentes. Mas ela resistiu. Foi dirigida nos palcos por Ney Latorraca, Bibi Ferreira, Miguel Falabella e chegou a se apresentar no Lincoln Center, nos EUA, antes de integrar o espetáculo “Divinas Divas” em 2004, que celebrou a trajetória de travestis e transformistas de Copacabana. Em 2016, Leandra Leal lançou o documentário homônimo, que contou com sua participação. A projeção nos palcos a levou à televisão. Ela fez sua primeira aparição na rede Globo em 1995, na novela “Explode Coração”, de Gloria Perez, interpretando a si mesma. Mas foi só a partir deste século que passou a ser vista de forma mais habitual. Sempre como ela mesma, Jane apareceu em “Paraíso Tropical” (2007), “Salve Jorge” (2013) e “A Força do Querer” (2017), atualmente reprisada na TV, além de ter interpretado Patricia Swanson na série “Pé na Cova” (2014). Na vida pessoal, Jane encontrou a felicidade com Otávio Bonfim, com quem viveu por meio século, formalizando a união em 2014, num casamento coletivo que reuniu 160 casais LGBTQIA+. Infelizmente, o marido morreu em 2018, de câncer, e ela só sobreviveu mais dois anos como viúva. Jane faleceu na véspera da estreia de seu primeiro filme, “De Perto Ela Não É Normal”, escrito e protagonizado por Suzana Pires (“Louca para Casar”) e com lançamento marcado para quinta-feira (29/10). Na trama, ela interpretava a funcionária pública Geralda Maltêz. “Ela é a chefe que toda mulher gostaria de ter. Afetuosa, firme e cheia de sororidade. E assim também era a Jane. Esse filme será lançado em sua homenagem”, disse Suzana Pires.

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  • Filme

    Marge Champion (1919 – 2020)

    22 de outubro de 2020 /

    A atriz e dançarina Marge Champion, que serviu de modelo para a primeira princesa da Disney, Branca de Neve, morreu na quarta-feira (21/10) em Los Angeles, aos 101 anos. Marjorie Celeste Belcher nasceu em 2 de setembro de 1919, exatamente em Hollywood, na Califórnia. Seu pai era um coreógrafo famoso, Ernest Belcher, que fundou a Celeste School of Dance e ensinou dança para Fred Astaire, Shirley Temple, Cyd Charisse e Joan Crawford, além de ter trabalhado para o lendário diretor Cecil B. DeMille. Ela também tinha uma meia-irmã mais velha que era atriz do cinema mudo, Lina Basquette. A jovem começou sua carreira artística como dançarina aos 14 anos, época em que foi contratada pela equipe de animação de Walt Disney para servir de modelo para o curta “A Deusa da Primavera” (1934). O resultado agradou tanto que ela repetiu o desempenho para o filme “Branca de Neve e os Sete Anões”, primeiro longa do estúdio, apresentando-se para a equipe da Disney por dois dias ao mês durante dois anos. Os animadores estudaram seus movimentos em um estúdio para fazer a princesinha se mover de forma mais realista. Durante essa experiência, ela acabou iniciando um relacionamento com Art Babbitt, o animador da Disney que criou o Pateta. Eles se casaram em 1937 – ela tinha 17 e ele 29 – , mas a união durou apenas três anos. Depois do lançamento do longa em 1937, ela também interpretou a versão live-action de Branca de Neve em uma turnê de vaudeville com Os Três Patetas, e voltou a trabalhar com a Disney em outras animações clássicas, servindo de modelo para a Fada Azul de “Pinóquio” (1940), para a principal hipopótamo dançarina de “Fantasia” (1940) e para o Sr. Cegonha de “Dumbo” (1941). Mas o sucesso de “Branca de Neve” também lançou sua carreira de atriz em produções live-action. Renomeada como Marjorie Bell pelo famoso agente Henry Willson, ela apareceu em cinco filmes lançados em 1939, incluindo “A História de Vernon e Irene Castle”, estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers como lendários dançarinos de salão. Entretanto, interrompeu a carreira cinematográfica para se dedicar ao teatro, fazendo sua estreia na Broadway em 1945. Em 1947, ela se casou novamente, com Gower Champion, um antigo colega de escola que também era aluno de seu pai, e eles formaram uma dupla renomada, dançando em shows de variedades como Gower & Bell. O casal também começou a fazer coreografias, inclusive para produções da Broadway (como “Small Wonder”, “Lend an Ear” e “Make a Wish”). Paralelamente, Marge retomou a carreira no cinema, aparecendo como dançarina, ao lado do marido, nos musicais “A Secretária do Malandro” (1950), com Bing Crosby, “O Barco das Ilusões” (1951), com Ava Garner, “O Amor Nasceu em Paris” (1952), com Red Skelton, até protagonizar com Gower uma espécie de cinebiografia, “Tudo o que Tenho é Teu” (1952), sobre um casal de dançarinos que precisa encontrar um nova integrante durante a gravidez da mulher. O filme foi um sucesso e abriu uma leva de parcerias na tela. Eles também protagonizaram “Procura-se uma Estrela” (1953), dirigidos pelo mestre Stanley Donen. E, em 1957, estrelaram seu próprio programa de TV, “The Marge and Gower Champion Show”, uma sitcom da rede CBS que trazia Marge como uma dançarina casada com um coreógrafo. O casal também apareceu frequentemente no “The Ed Sullivan Show” e chegou a viajar pela União Soviética com o lendário apresentador de TV. Após um período focado mais na TV, Marge só voltou aos cinemas em 1968, participando de dois clássicos de Hollywood: “Um Convidado Bem Trapalhão” (The Party), estrelado por Peter Sellers, e “Enigma de uma Vida” (The Swimmer), com Burt Lancaster. Nos anos 1970, ela passou a trabalhar como coreógrafa em produções televisivas e cinematográficas. O primeiro trabalho, as danças do telefilme “Queen of the Stardust Ballroom”, lhe rendeu um Emmy em 1975 e impulsionou sua nova carreira atrás das câmeras, levando-a a coreografar os filmes “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, e “De Quem é a Vida Afinal?” (1981), de John Badham, entre outros trabalhos. Ela também interpretou uma professora de balé em um episódio da famosa série “Fama” de 1982 e, ativa até recentemente, apareceu como Emily Whitman no revival da Broadway de “Follies” em 2001 . Marge se casou pela terceira vez em 1977, com o diretor Boris Sagal (“A Última Esperança da Terra”), mas enviuvou quatro anos depois. Ele morreu em 1981 de ferimentos sofridos depois de cair acidentalmente na hélice de um helicóptero durante a produção de uma minissérie da NBC, “World War III”. Graças a esse casamento, ela virou madrasta da famosa atriz Katey Sagal (“Married with Children” e “Sons of Anarchy”), de suas irmãs Liz e Jean Sagal (que estrelaram a sitcom dos anos 1980 “Double Trouble”) e seu irmão Joey Sagal (“Elvis & Nixon”). Marge também teve um filho biológico, Gregg Champion, que virou diretor de TV.

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  • Etc,  Filme

    James Redford (1962 – 2020)

    19 de outubro de 2020 /

    O cineasta James Redford, documentarista, ativista e filho do atro Robert Redford, morreu de câncer no ducto biliar na sexta-feira (16/10) em sua casa em Marin County, na Califórnia, aos 58 anos. Em um post no Twitter, sua esposa Kyle Redford escreveu “Jamie morreu hoje. Estamos com o coração partido. Ele viveu uma vida linda e impactante e foi amado por muitos. Ele fará muita falta. Como esposa dele há 32 [anos], sou muito grato pelos dois filhos espetaculares que criamos juntos. Não sei o que teríamos feito [sem] eles nos últimos 2 [anos]. ” James Redford havia sido diagnosticado com colangite esclerosante primária, uma doença autoimune rara que afeta o fígado e chegou a realizar dois transplantes de fígado em 1993. Seus problemas de saúde o inspiraram a fundar o Instituto James Redford para Conscientização sobre Transplantes e a produzir seu primeiro filme, “The Kindness Of Strangers” (1999), um documentário que examinou os sacrifícios feitos por famílias de doadores de órgãos. Como cineasta, o trabalho de James Redford se concentrou principalmente em documentários sobre meio ambiente e saúde. Seu documentário de 2012, “The Big Picture: Rethinking Dyslexia”, foi inspirado por seu filho, Dylan, e suas lutas com a dislexia no colégio. Naquele mesmo ano, o Redford Center produziu “Watershed: Exploring a New Water Ethic for the New West”, um filme que reuniu várias organizações sem fins lucrativos em uma tentativa bem-sucedida de arrecadar US$ 10 milhões para a restauração do Delta do Rio Colorado. Em seu filme “Toxic Hot Seat”, de 2013, Redford relatou os problemas de saúde causados ​​pela exposição a produtos químicos usados ​​em móveis para torná-los impermeáveis. Kyle Redford disse ao Salt Lake Tribune que o filme provocou uma mudança na lei da Califórnia que proibia o uso de produtos químicos em móveis, proibição que acabou se espalhando por todo o país. Ela disse que o filme também está por trás de uma mudança nos benefícios de saúde para os bombeiros da Califórnia, que foram diagnosticados com câncer causado pela exposição a produtos químicos usados nesses móveis durante o combate a incêndios domésticos. Redford ainda se juntou a Karen Pritzker em dois documentários sobre os danos biológicos causados ​​a crianças por abuso físico e emocional, codirigindo “Paper Tigers” em 2104 e “Resilience” em 2016. E, no ano seguinte, estrelou e dirigiu “The Redford Center’s Happening: a Clean Energy Revolution”, uma coprodução com a HBO que examinava a ascensão da economia e da cultura de energia limpa. Além de produzir e dirigir documentários, James Redford escreveu os roteiros do drama “Cowboy Up” (2001), estrelado por Kiefer Sutherland e Darryl Hannah, e do telefilme premiado “Skinwalkers” (2002), e dirigiu o teledrama “Rota de Um Destino” (2003), estrelado por Stanley Tucci e Dana Delaney.

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  • Etc,  Série

    Anthony Chisholm (1943 – 2020)

    18 de outubro de 2020 /

    O ator Anthony Chisholm, que ficou conhecido pela série de prisão “Oz”, da HBO, morreu na sexta-feira (16/10) aos 77 anos, de causa não informada. Chisholm estreou nas telas no começo do cinema indie americano, com pequenos papéis em “Putney Swope” (1969), de Robert Downey Sr., e no clássico blaxploitation “Rififi no Harlem” (1970), de Ossie Davis. Mas acabou se dedicando mais ao palco, onde se tornou um colaborador frequente do dramaturgo August Wilson, e só foi voltar ao cinema em “Bem Amada” (1998), de Jonathan Demme. Depois disso, ele se juntou ao elenco da 4ª temporada de “Oz”, vivendo o líder de gangue Burr Redding até o fim da série em 2003. Seus outros créditos televisivos não tiveram arcos tão longos. Eles incluem aparições em “Law & Order: SVU”, “High Maintenance”, “Random Acts of Flyness”, “Hack” e na recente “Wu-Tang: An American Saga”. Entre outros filmes, ele também atuou no drama “Reine Sobre Mim” (2007), com Adam Sandler, no thriller “Perigo por Encomenda” (2012), com Joseph Gordon-Levitt, na comédia “Chi-Raq” (2015), de Spike Lee, e em “Despedida em Grande Estilo” (2017), ao lado de Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin.

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