Márcia Manfredini, atriz de “A Grande Família”, morre aos 62 anos
A atriz Márcia Manfredini, que interpretou a personagem Abigail em “A Grande Família”, morreu nesta segunda-feira (5/12) aos 62 anos de idade. A causa da morte ainda não foi divulgada pela família. A morte foi confirmada pelos atores Kiko Mascarenhas e Blota Filho no Instagram, lamentando pela perda da atriz e amiga. “Minha melhor amiga! Um ser de luz e amor! Sempre rindo de tudo! Ontem nos falamos por 2 horas! Vc vai fazer muita falta na minha vida! Biiii segue com luz e muita porque foi luz que vc espalhou por aqui!!! Não acredito até agora! Mas Deus sabe o que faz! Gratidão por tudo que passamos, rimos e vivemos nesses 30 anos de união! Te amo magrela!”, escreveu Blota Filho. “Acabei de saber do falecimento da querida Marcia Manfredini. Tão prematuramente… uma tristeza. Aos familiares e amigos, meus sentimentos sinceros. Descanse em paz, querida”, lamentou Kiko Mascarenhas. Guta Stresser, que interpretou a personagem Bebel em “A Grande Família”, também lamentou a morte da atriz. “Minha amiga! Querida, amiga Márcia. Que tristeza… Não estou conseguindo acreditar”, escreveu ela. Márcia Manfredini viveu a Dona Abigail em 71 episódios de “A Grande Família”, entre 2006 e 2011. A personagem era a superintendente do bairro, sempre se portando de forma arrogante e rabugenta, e tinha Agostinho como alvo preferencial das suas broncas, além de invejar Dona Nenê por esta ser muito mais querida pelos vizinhos. Para completar, foi apaixonada por Beiçola e, em certo ponto da história, começou a namorá-lo, o que promoveu a paz entre ela e a grande família de Nenê e Lineu. Ela também viveu a Dona Irena, tia da cantina da série “Sandy & Jr.” (1999-2001), participou do longa “Carrossel: O Filme” (2015) e fez participações em algumas novelas e de muitas peças de teatro. Seu trabalho mais recente foi no humorístico “Família Paraíso”, atualmente no ar na Globo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Blota Filho🔆 (@blotafilhooficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Kiko Mascarenhas (@kikomascarenhas) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maria Augusta L Stresser (@gutastresser)
Brad William Henke, ator de “Orange Is the New Black”, morre aos 56 anos
Brad William Henke, ex-jogador de futebol americano que virou ator e apareceu com destaque em séries como “Orange Is the New Black”, “Justified” e “Lost”, morreu na última terça (29/11) enquanto dormia. Ele tinha 56 anos. Nascido em 10 de abril de 1966, em Columbus, no estado americano de Nebraska, Henke foi criado na cidade de Littleton, no Colorado e jogou futebol americano na Universidade do Arizona, onde foi capitão do time e jornalista estudantil. Selecionado pelo New York Giants em 1989, ele passou a jogar na linha defensiva do Denver Broncos e chegou a aparecer no Super Bowl XXIV. Porém, depois de diversas lesões, foi obrigado a se aposentar do esporte em 1994. Nessa época, se mudou para Los Angeles em busca de um emprego como treinador. Porém, ao participar de um teste de elenco que buscava “caras grandes” para fazer um comercial, logo começou uma nova e inesperada carreira. Somente no ano de 1996, Henke apareceu nos filmes “Deu Tudo Errado”, “Estranha Obsessão”, “Space Jam: O Jogo do Século”, e nas séries “Chicago Hope”, “Paixões Perigosas” e “Nash Bridges”. Nos anos seguintes, ele também participou de “Plantão Médico” (em 1998), “Sports Night” (1998) e “Um Policial da Pesada” (1999), sempre em episódios isolados. Seu primeiro papel recorrente foi na série de comédia “Nikki” (entre 2000 e 2001), em que interpretou o personagem Thor em 16 episódios. Depois disso, Henke foi escalado para o papel principal ao lado de Sam Trammell na série “Going to California”, que durou apenas uma temporada. Com o cancelamento de “Going to California”, ele voltou a fazer participações em diversas séries e ainda apareceu num punhado de filmes, com destaque para “Terra Fria” (2005) e “As Torres Gêmeas” (2006). Ele começou a chamar mais atenção ao participar de quatro episódios da série “Dexter”. Em seguida, esteve em 19 episódios de “October Road”, mais seis episódios de “Lost” (entre 2009 e 2010) e sete em “Justified” (2011), na qual interpretou o personagem Coover Bennett. Mas seu grande papel de destaque foi em “Orange Is the New Black” (entre 2016 e 2018), na qual interpretou o grande vilão das temporadas finais, Desi Piscatella, um agente penitenciário truculento responsável pelos momentos mais tensos da trama. Entre seus últimos papéis no cinema, encontram-se participações em “Círculo de Fogo” (2013), “Corações de Ferro” (2014), “Fragmentado” (2016) e “Bright” (2017). Ele se despediu como ator num episódio da série “Law & Order” e no filme “Block Party Juneteenth” (2022).
Mylène Demongeot, estrela de clássicos franceses, morre aos 87 anos
A atriz francesa Mylène Demongeot, dona de uma carreira que durou quase 70 anos, morreu nessa quinta (1/12) em um hospital de Paris. Ela tinha 87 anos de idade. Entre seus principais papéis, destacam-se suas participações nos clássicos “Bom Dia, Tristeza” (1958), dirigido por Otto Preminger, e “A Vingança de Milady” (1961), onde vive a famosa vilã Milady de Winter, criada por Alexandre Dumas no livro “Os Três Mosqueteiros”. Nascida em 29 de setembro de 1935, em Nice, na França, ela despontou para as premiações desde cedo, quando foi indicada ao BAFTA de Melhor Estreante por “As Virgens de Salem” (1957), filme baseado numa peça de Arthur Miller adaptada para as telas por ninguém menos que o filósofo Jean-Paul Sartre. Desde então, estrelou mais de 100 produções europeias, incluindo duas trilogias: os filmes de “Fantomas” na década de 1960, e a trilogia “Camping” nos anos 2000. Outros trabalhos de destaque de sua longa trajetória foram “Um Amor em Roma” (1960), “O Marujo Tremendão” (1968), “Surprise Party” (1983), “36” (2004), “Victoire” (2004), “Ela Vai” (2013) e “O Reencontro” (2017). Ela se manteve popular até o fim, estrelando “Retirement Home” ao lado de Gerard Depardieu, filme que se tornou um dos maiores sucessos de bilheteria de 2022 na França. Demongeot era frequentemente comparada à sua contemporânea Brigitte Bardot na sua juventude. Além da similaridade física, as duas partilhavam da paixão por causas sociais, de defesa ambiental e de defesa dos animais.
Frank Vallelonga Jr., ator de “Green Book”, é encontrado morto aos 60 anos
O ator Frank Vallelonga Jr., que trabalhou no filme “Green Book: O Guia” (2018), foi encontrado morto nessa segunda (28/11). A polícia o encontrou caído do lado de fora de uma fábrica de chapas metálicas no bairro do Bronx, em Nova York. Ele foi declarado morto no local. A causa da morte ainda não foi divulgada e não havia sinal de trauma no corpo do ator de 60 anos, mas a polícia confirmou ter detido um homem de 35 anos, chamado Steven Smith sob a acusação de ocultação de um cadáver humano. Vallelonga Jr. era filho do falecido ator Tony Lip, apelido de Frank Vallelonga, que viveu mafiosos em filmes famosos como “O Poderoso Chefão” (1972), “Os Bons Companheiros” (1990) e “Donnie Brasco” (1997), além de ter interpretado Carmine Lupertazzi em “Família Soprano”. Tony Lip também inspirou o filme “Green Book”. O filme narra uma passagem específica de sua vida, quando trabalhou como motorista de um músico negro durante o ano de 1962, viajando com ele pelo sul racista dos EUA. O papel de Tony foi desempenhado por Viggo Mortensen, enquanto o papel do músico, Dr. Donald Shirley, rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Mahershala Ali. Na trama, Frank Vallelonga Jr. interpretou outro parente, seu tio na vida real Rudy Vallelonga. Para completar, o filme foi escrito por seu irmão, Nick Vallelonga, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por contar a história da família. Em sua curta carreira como ator, Frank Vallelonga Jr. também fez participações nos filmes “Um Brilhante Disfarce” (1994), “Olho por Olho” (1995) e “Cartada De Risco” (2006), todos dirigidos por seu irmão Nick, além de “The Signs of the Cross” (2005) e “The Birthday Cake” (2021). Ele também participou das séries “Família Soprano”, “The Neighborhood” e “Gravesend”. E era dono do Tony Lip’s Italian Restaurant, em Nova Jersey.
Clarence Gilyard, de “Duro de Matar” e “Chuck Norris: O Homem da Lei”, morre aos 66 anos
Clarence Gilyard, um ator veterano que teve papéis de destaque em filmes como “Duro de Matar” (1988) e nas séries “Matlock” e “Chuck Norris: O Homem da Lei”, morreu na segunda-feira (28/11), aos 66 anos. O anúncio da sua morte foi feito pela Universidade de Nevada, onde Gilyard lecionou. Ele já vinha sofrendo de uma doença há muito tempo, mas não foram divulgados detalhes a respeito da causa da morte. Clarence Darnell Gilyard Jr. (seu nome de batismo) nasceu em 24 de dezembro de 1955, em Moses Lake, Washington, cursou a Academia da Força Aérea dos EUA e frequentou o Sterling College no Kansas, com cota de atleta. Mas como não tinha dinheiro para bancar sua estadia, acabou se mudando para a Califórnia, onde buscou aulas e carreira na área de atuação. Ele começou a aparecer em pequenos papéis na TV no começo dos anos 1980, em séries como “Arnold” (em 1981), “Making the Grade” (1982) e no telefilme “The Kid with the 200 I.Q.” (1983). Seu primeiro papel recorrente foi na série policial “CHiPs”. Ele interpretou o oficial Ben Webster em 20 episódios da temporada final, entre 1982 e 1983. Em seguida, conseguiu outro papel de destaque ao lado do comediante Jim Carrey em “A Fábrica de Patos” (1984), que durou só uma temporada. Paralelamente, começou a fazer pequenas aparições em grandes filmes, como “Top Gun: Ases Indomáveis” (1986), “Karatê Kid 2: A Hora da Verdade Continua” (1986) e “Duro de Matar” (1988), no qual interpretou Theo, um terrorista hacker da gangue de Hans Gruber (Alan Rickman). Seu primeiro grande destaque veio em 1989, quando conseguiu o papel de Conrad McMasters no drama jurídico “Matlock”, em que trabalhou ao lado de um herói da sua infância, Andy Griffith. Gilyard apareceu em 96 episódios da série. “Andy poderia ter escolhido qualquer um entre mil caras para ser seu parceiro por quatro temporadas e ele me escolheu”, disse Gilyard ao Review-Journal em 2017. “Andy era engraçado, um contador de histórias e um artesão. Eu não acho que eu era engraçado antes dele. Ele me ensinou o timing cômico.” Ele deixou “Matlock” em 1993 para viver seu maior papel, como um dos protagonistas de “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger). Na série, Gilyard interpretava o Sargento James “Jimmy” Trivette, o melhor amigo e parceiro do protagonista Cordell Walker (Chuck Norris). A atração durou oito temporadas – e um total de 203 episódios até 2001 – , além de ter gerado um telefilme, intitulado “Trial by Fire” (2005), que também contou com uma participação especial de Gilyard. Declaradamente católico, ele também apareceu em diversos filmes de temática religiosa, como “Deixados para Trás” (2000), “Deixados para Trás II: Comando Tribulação” (2002) e “Uma Questão de Fé” (2014). Em meados dos anos 2000, após o fim de “Chuck Norris: O Homem da Lei”, Gilyard foi largando a atuação para passar a lecionar teatro na Universidade de Nevada. Sobre o motivo de ter trocado as telas por aulas, ele disse ao Review-Journal: “Conheci minha esposa, me casei, tivemos filhos e meus dois primeiros filhos não me tiveram. Eu estava atuando o tempo todo – 15 anos consecutivos na televisão. Mas o compromisso com minha família e minha esposa é fundamental. Eu sabia que se não trabalhasse no casamento, não daria certo”. A reitora da UNLV College of Fine Arts, Nancy Uscher, disse ao Review-Journal que os alunos de Gilyard “foram profundamente inspirados por ele, assim como todos os que o conheceram. Ele tinha muitos talentos extraordinários e era extremamente conhecido na universidade por sua dedicação ao ensino e suas realizações profissionais. Sua generosidade de espírito era ilimitada – ele estava sempre pronto para contribuir com projetos e performances da maneira que fosse possível.” Nos últimos anos, Gilyard ainda apareceu em filmes pouco conhecidos, como “Little Monsters” (2012), “Chasing Shakespeare” (2013), “The Track” (2015), “The Sector” (2016) e “The Perfect Race” (2019), seu último trabalho em um longa-metragem. No momento da sua morte, ele estava envolvido no telefilme “Eleanor’s Bench”, que ainda não tem previsão de estreia. A última atuação de Gilyard foi ao ar em 2021, quando voltou a viver o personagem Theo, de “Duro de Matar”, em um comercial de bateria exibido durante o intervalo do Super Bowl. Assista abaixo ao comercial.
Irene Cara, estrela de “Fama” e cantora de “Flashdance”, morre aos 63 anos
A cantora e atriz Irene Cara, que venceu dois Oscars de Melhor Canção, morreu no sábado aos 63 anos, na Flórida. A causa da morte não foi divulgada. Irene Cara nasceu em 18 de março de 1959, na região do Bronx, em Nova York, e era filha de um saxofonista porto-riquenho, e era conhecida por cantar “Flashdance… What a Feeling”, da trilha de “Flashdance – Em Ritmo de Embalo” (1983) e a música-título de “Fama” (1980), ambas premiadas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. A artista também estrelou “Fama” como atriz, após se destacar anteriormente em outro musical: “Sparkle”, de 1976, sobre três irmãs cantoras cujos laços familiares são rompidos enquanto buscam a fama. O começo de sua carreira foi justamente em musicais da Broadway, ainda adolescente, de onde ela saiu para estrelar o romance interracial “Aaron Loves Angela” (1975) no cinema. Depois de “Sparkle”, ainda teve papéis proeminentes na minissérie de televisão “Raízes II” (1979) e no telefilme “Jim Jones: A Tragédia da Guyana” (1980). Mas foi no musical de 1980 de Alan Parker que ela despontou para o sucesso. Cara viveu a protagonista de “Fama”, Coco Hernandez, lutando ao lado de estudantes de um escola de artes cênicas para aperfeiçoar seus talentos e buscar viver de arte. O filme foi um fenômeno de bilheteria e de venda de discos. Ela cantou a faixa-título e o hit “Out Here on My Own”, que entraram nas listas das músicas mais tocadas do ano. Ambas ainda foram indicadas ao Oscar de Melhor Canção Original, numa disputa que deu a estatueta para “Fame”. A repercussão levou Cara a ser indicada ao Grammy de Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop Feminina de 1980. E em 1983 ela dobrou o feito como cantora e coautora de “What a Feeling”, que lhe rendeu vitórias no Grammy e no Oscar em 1984. Entretanto, após atingir esse ponto alto da carreira, Cara viu tudo desabar com grande rapidez. Ela estrelou uma seleção de filmes muito ruins nos anos 1980, incluindo a comédia besteirol “Taxi Especial” (1983) com Mr. T., a comédia de ação “Cidade Ardente” (1984) com Clint Eastwood e o thriller “Choque Mortal” (1985) com Tatum O’Neal. Nenhum desses trabalhos fez sucesso comercial, o que a colocou na rota das produções trash e encurtou sua carreira. Em 1989, ela fez seu último filme: “Caged in Paradiso”, em que viveu uma presidiária encarcerada com outras mulheres numa ilha tropical. Depois disso, ainda estrelou a série policial “Anjo Maldito” (Gabriel’s Fire), ao lado de James Earl Jones, mas a produção durou apenas uma temporada, entre 1990 e 1991, e Cara só voltou a trabalhar como dubladora de games e animações lançadas diretamente em vídeo. Paralelamente, a carreira musical sofreu com sua decisão de processar sua gravadora, Network Records, por se sentir usada e roubada. No processo aberto em 1985, Cara pediu US$ 10 milhões, afirmando que a Network havia explorado o seu trabalho e sua confiança, fazendo-a assinar contratos que lhe custaram mais de US$ 2 milhões. A ação correu na Justiça durante oito anos, antes de a Corte reconhecer que Cara, de fato, havia sido prejudicada pela gravadora. Mas ela só ganhou US$ 1,5 milhão de indenização, grande parte comprometida com os custos do processo, e terminou com a reputação prejudicada numa época em que mulheres deveriam apenas fazer o que lhes era mandado. Em entrevistas ao longo dos anos, Cara afirmou que foi renegada pela indústria musical após ir atrás de seus direitos, recebendo o rótulo de “difícil”. Cara teve um último salvo de fama ao regravar “Flashdance… What a Feeling” com DJ BoBo para a trilha da comédia “Ou Tudo ou Nada” de 1997. O filme fez bastante sucesso e devolveu a música às rádios, lhe permitindo reviver pela última vez seus dias de glória. Historicamente, “Fama” e “Flashdance” se diferenciaram dos musicais que os precederam por mostrar diversidade racial e histórias de superação de personagens da classe trabalhadora. Isto também ajudou a transformar suas músicas em hinos de desprivilegiados dispostos a vencer as adversidades sociais. Esse detalhe foi lembrado pela atriz Jennifer Beals, que estrelou “Flashdance”, ao homenagear Cara em seu Instagram, enquanto celebrava o multitalento da artista. “Foi preciso uma bela sonhadora para criar e cantar as trilhas sonoras para aqueles que ousam sonhar.” Lembre abaixo os três maiores hits de Irene Cara.
Hector Bonilla, galã de “Chaves”, morre aos 83 anos
O ator mexicano Hector Bonilla morreu na tarde desta sexta (25/11), vítima de câncer renal, aos 83 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria de Cultura do Governo do México. Em seu comunicado, a entidade ressalta que ele era “considerado um dos melhores atores do México”. Bonilla tinha sido diagnosticado em 2019 com um tumor maligno nos rins e fazia tratamento desde então. Embora tenha uma vasta carreira, iniciada nos anos 1960, ele ficou conhecido no Brasil por sua participação na série “Chaves”, como uma celebridade que visita a vila e é tietado pelas personagens femininas, como Chiquinha (María Antonieta de las Nieves) e Dona Florinda (Florinda Meza). Sua participação foi originalmente gravada em 1979, época em que era galã de telenovelas, como “Viviana” e “Pacto de Amor”. Além de interpretar, Bonilla também exerceu a função de diretor na Televisa e na TV Azteca, trabalhando nos bastidores de novelas e programas. Seu último trabalho como ator foi numa comédia natalina da Netflix, “Natal, mas Pouco”, lançada no fim do ano passado. Ele deixa uma viúva, a também atriz Sofía Álvarez, e três filhos, Leonor, Sergio e Fernando Bonilla.
Wilko Johnson, roqueiro e ator de “Game of Thrones”, morre aos 75 anos
O músico Wilko Johnson, famoso guitarrista da banda britânica Dr. Feelgood e ator da série “Game of Thrones”, morreu na segunda-feira (21/11) aos 75 anos. Ele chegou a ser diagnosticado com câncer terminal, mas tinha superado a doença e viveu por uma década após ter recebido a sentença de morte natural. John Wilkinson, seu nome de batismo, nasceu em 12 de julho de 1947, em Canvey Island, uma cidade petroleira na Inglaterra. Ele estudou literatura anglo-saxônica na Universidade de Newcastle e trabalhou como professor antes de formar o Dr. Feelgood em 1971 com amigos locais. Em uma época de glamour extravagante e rock progressivo, eles tocavam uma versão de blues e R&B minimalista e raivosa, vestidos com ternos e gravatas baratos que os faziam parecer como “ladrões de banco de má qualidade”, conforme definiu o próprio Johnson certa vez. O visual “mod sem dinheiro” e o rock tocado de forma veloz e barulhenta chegou a ser chamado de “pub rock”, mas foi precursor do movimento punk e acabou inspirando muitas outras bandas, que impulsionaram a explosão punk do Reino Unido. Sua abordagem raivosa de rockabilly também foi o estopim de um revival do gênero. Com três álbuns influentes e um disco ao vivo estouradíssimo, eles estiveram à beira da fama global, chegando ao 1º lugar no Reino Unido com turnês marcadas pelos Estados Unidos e um contrato vultoso com a CBS Records. Mas tudo isso ruiu em 1977, quando Johnson saiu da banda em meio a atritos com o vocalista Lee Brilleaux, que morreu em 1994. Johnson disse mais tarde que se a banda tivesse sido capaz de seguir os pedidos de seus empresários para se comportarem, “tenho certeza de que seríamos multimilionários. Mas nós não conseguimos. Nós éramos de Canvey Island. Éramos apenas grandes amigos e nos separamos”. Apesar da separação, Dr. Feelgood continua na ativa até a morte do cantor, mas Wilko Johnson seguiu em frente. Passou a tocar na banda de Ian Dury, os Blockheads, antes de formar sua própria banda e uma base devota de fãs, principalmente no Reino Unido e no Japão. Além de música, Johnson também se arriscou como ator. Ele foi convidado e aceitou interpretar o personagem Ilyn Payne, um cavaleiro mudo que serve ao rei Baratheon (Robert e seu herdeiro Joffrey) em quatro episódios da série “Game of Thrones”, entre a 1ª e a 2ª temporada (2011-2012). Em 2012, Johnson foi diagnosticado com câncer de pâncreas e recebeu a notícia de que tinha pouco tempo de vida. A perspectiva da morte reviveu sua energia criativa. Ele recusou a quimioterapia e decidiu fazer uma turnê de despedida, gravando um álbum “final”, “Going Back Home”, com Roger Daltrey do The Who. “De repente, me vi em uma posição em que nada mais importava”, disse ele à Associated Press em 2013. “Normalmente, sou um miserável comum, que reclamava da cobrança de impostos e com todas as coisas com as quais nos preocupamos no cotidiano. E de repente nada disso importava mais. Você passa a andar na rua e se sentir intensamente vivo. ‘Oh, olhe para aquela folha!’ Você olha em volta e pensa: ‘Estou vivo. Não é incrível?’” Mas um fã do Dr. Feelgood, que também era especialista em câncer, surgiu em sua vida se oferecendo para lhe ajudar. Johnson aceito. Passou por uma cirurgia para remover seu tumor de quase três quilos, e anunciou em 2014 que estava livre do câncer. Ele lançou outro álbum, “Blow Your Mind” em 2018, e fez shows com sua Wilko Johnson Band até o mês passado. Ao saber da morte do colega, Roger Daltrey prestou uma homenagem. “Mais do que tudo, Wilko queria ser poeta”, escreveu ele no site oficial do The Who. “Tive a sorte de conhecê-lo e tê-lo como amigo. Sua música continua viva, mas não há como escapar da cortina final desta vez.” Lembre abaixo o pioneirismo de Dr. Feelgood com Wilko Johnson e a recente parceria mod do guitarrista com Roger Daltrey (tocando um clássico do repertório do Dr. Feelgood).
Mickey Kuhn, ex-ator mirim de “E o Vento Levou”, morre aos 90 anos
Mickey Kuhn, famoso ator mirim dos anos 1930 e 1940, conhecido por interpretar Beau Wilkes, filho dos personagens de Olivia de Havilland e Leslie Howard no clássico “…E o Vento Levou” (1939), morreu aos 90 anos. Kuhn morreu no último domingo (20/11) em um asilo em Naples, no estado americano da Flórida. A sua esposa, Barbara, disse ao site The Hollywood Reporter que ele estava com excelente saúde até recentemente. Theodore Matthew Michael Kuhn Jr. nasceu em 21 de setembro de 1932, em Waukegan, Illinois. Ele e sua família se mudaram para Los Angeles logo em seguida, quando seu pai arranjou emprego num açougue. O artista fez a sua estreia com apenas dois anos de idade, aparecendo como um bebê no filme “O Seu Primeiro Amor” (1934), estrelado por Janet Gaynor. “Minha mãe e eu estávamos na Sears Roebuck em Santa Monica e Western quando uma senhora parou minha mãe e disse que a Fox Studio estava procurando bebês gêmeos para um filme que eles estavam filmando”, ele contou em uma entrevista de 2008. “Ela tinha uma filha que se parecia muito comigo e pensou que poderíamos ser escalados. Bem, nós fomos lá, mas eu foi escolhido e o bebê daquela senhora não.” Depois disso, seus pais o matricularam na Escola Mar-Ken para crianças do show business e Kuhn começou uma carreira de ator mirim. Após um dia de filmagem em “S.O.S. na Onda Tidal” (1939), ele e sua mãe foram para enfrentar os testes de “…E o Vento Levou”. Havia “68 crianças e adultos no escritório de elenco”, lembrou ele. “Comecei a chorar e quis ir embora, mas mamãe disse para subir e dar meu nome para a senhora da recepção. Se em 10 minutos eu não tivesse sido chamado, a gente ia embora. Fui até a senhora e disse: ‘Sou Mickey Kuhn’. Ela disse: ‘Mickey, estávamos esperando por você. Vocês todos podem ir embora.’” Kuhn tinha 6 anos quando fez “…E o Vento Levou” (1939). Em uma entrevista de 2014 para o jornal The Washington Post, ele relembrou que ficava estragando uma cena com Clark Gable. “Minha fala era: ‘Olá, tio Rhett'”, disse ele. “Mas eu ficava dizendo: ‘Olá, tio Clark.’” Levou algumas tomadas para acertar. Além de “…E o Vento Levou”, Kuhn trabalhou em outros cinco filmes lançados em 1939: “S.O.S. na Onda Tidal”, “Noite de Pecado”, “Menina de Ninguém”, “Contra a Lei” e “Juarez”. Ele seguiu trabalhando até a adolescência. Seu currículo incluiu dois filmes de James Stewart, “Cidade Encantada” (1947) e “Flechas de Fogo” (1950), bem como “Mania do Divórcio” (1940), com Dick Powell, “Com Um Pé no Céu” (1941), estrelado por Fredric March, “Laços Humanos” (1945), dirigido por Elia Kazan, “A Esperança Não Morre” (1946), com Robert Young, “Conquista Alpina” (1947), de Irving Allen, e “A Cena do Crime” (1949), protagonizado por Van Johnson. Kuhn também interpretou o pupilo do herói dos quadrinhos Dick Tracy num filme de 1945 e versões mais jovens de Kirk Douglas e Montgomery Clift em “O Tempo Não Apaga” (1946) e “Rio Vermelho” (1948), respectivamente. Ele também atuou no clássico “Uma Rua Chamada Pecado” (1951), em que voltou a trabalhar num filme com a atriz Vivien Leigh (de “…E o Vento Levou”). Seu papel foi pequeno, como um marinheiro que dava instruções a Blanche DuBois (personagem de Leigh). Sua carreira foi tolhida pela maioridade. Em 1951, ele iniciou o serviço militar, passando quatro anos na Marinha dos Estados Unidos. O tempo longo distante das carreiras fez com que fosse esquecido. Após o serviço, Kuhn aina apareceu em “O Tirano da Fronteira” (1955) e “Barcos ao Mar” (1956), e em três episódios da série “Alfred Hitchcock Presents”, antes de desistir da carreira. Na vida adulta, ele trabalhou na gestão de aeroportos da American Airlines e em terminais em Washington e Boston, vindo a se aposentar em 1995. Uma das maiores curiosidades da “…E o Vento Levou” envolveu o ator. Certa vez, ele contou que, apesar de viver o filho de Olivia de Havilland, ele nunca dividiu a tela com a atriz e só foi conhecê-la no aniversário de 90 anos dela, em 2006. Mas depois disso, Kuhn passou a ligar para ela todos os anos em seu aniversário e passavam um bom tempo conversando – até ela morrer em 2020, com 104 anos.
Erasmo Carlos morre aos 81 anos
O cantor e ator Erasmo Carlos, ícone da Jovem Guarda e do rock brasileiro, morreu nessa terça (22/11) no Rio de Janeiro, aos 81 anos de idade. O cantor chegou a ser internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. O hospital foi o mesmo local onde Erasmo se internou no início do mês para tratar uma infecção pulmonar. Embora a causa da morte ainda não tenha sido divulgada, Erasmo tratava há alguns meses uma síndrome edemigênica, que ocorre quando há um desequilíbrio bioquímico, dificultando a manutenção dos líquidos dentro dos vasos sanguíneos. Ao longo da sua carreira, o artista compôs mais de 600 músicas, incluindo clássicos como “Minha Fama de Mau”, “Mulher”, “Quero que Tudo Vá para o Inferno”, “Mesmo que Seja Eu”, “É Proibido Fumar” e “Sentado à Beira do Caminho”. Erasmo Esteves, seu nome de batismo, nasceu em 5 de junho de 1941, na Tijuca. Já na infância, teve contato com grandes nomes da MPB, como Tim Maia e Jorge Ben Jor, com quem convivia na vizinhança. Na adolescência, foi ver um show de Bill Haley no Maracanãzinho, onde conheceu seu parceiro no rock, Roberto Carlos, com quem formaria a dupla de compositores mais bem-sucedida do Brasil. No começo, Erasmo não acreditava que conseguiria seguir numa carreira solo. Ele fez parte da banda Snakes, com quem tocou até 1961, e então decidiu trabalhar como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial. Em 1963, ele se tornou vocalista do grupo Renato & Seus Blue Caps, substituindo Ed Wilson, o vocalista original. Além de ter garantido a contratação da banda por uma gravadora, ele fez sucesso gravando uma faixa ao lado de Roberto Carlos – o que marcou a primeira parceria dos dois. O nome artístico que ele adotou, Erasmo Carlos, foi uma homenagem aos parceiros que o ajudaram no início da carreira: Roberto Carlos e Carlos Imperial. Erasmo também era conhecido como Tremendão e como Gigante Gentil. Na década de 1960, Roberto e Erasmo se tornaram os dois principais compositores da Jovem Guarda, movimento musical nacional que foi muito influenciado pelo som dos Beatles. Aos poucos, porém, Erasmo começou a se aproximar da MPB e chegou até a gravar “Aquarela do Brasil”, em 1969, antes de assumir influência da cultura hippie e da música soul de seus velhos amigos Tim Maia e Jorge Ben. Seu disco “Carlos, Erasmo”, lançado em 1971, foi bastante polêmico, especialmente por causa de uma faixa “De Noite na Cama”, escrita por Caetano Veloso, que era uma ode à maconha. Marcou época. Na década seguinte, ele iniciou o projeto “Erasmo Convida” (1980), pioneiro por ser o primeiro disco totalmente de duetos no Brasil, feito em parceria com grandes artistas, como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben, entre outros. Nesse período, ele também se posicionou na linha de frente de causas importantes como a defesa do meio ambiente, que cantou na impactante “Panorama Ecológico” (1978), sem esquecer de “O Progresso” (1978), “As Baleias” (1982), “Amazônia” (1989) e outras gravadas por Roberto. Fez também uma ode ao feminismo em “Mulher” (1981) e chegou a escandalizar conservadores com um clássico LGBTGQIA+, elogiando a beleza da musa transexual Robert Close em “Dá um Close Nela” (1984). Erasmo também marcou presença na primeira edição do Rock in Rio, que aconteceu em 1985. Após um tempo distante da mídia, ele aproveitou os 30 anos da Jovem Guarda em 1995 para retomar ao rock como novos shows, lançando no ano seguinte o álbum “É Preciso Saber Viver”, com regravações de canções de seu repertório. Ao longo dos anos, Erasmo Carlos fez parcerias de sucessos com grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Lulu Santos, Zeca Pagodinho, Skank, Los Hermanos, Djavan, Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Frejat, Marisa e Milton Nascimento. E seguia gravando neste século, sendo reconhecido dias antes de morrer com o Grammy Latino. Na última quinta-feira (17/11), Erasmo recebeu o troféu pelo Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa, “O Futuro Pertence À… Jovem Guarda”, lançado em fevereiro, que fazia uma releitura de canções do período da Jovem Guarda que ele nunca tinha gravado anteriormente. Além da conhecida carreira musical, Erasmo Carlos também se destacou no cinema. Sua estreia na tela chega a anteceder a Jovem Guarda: foi na comédia “Minha Sogra É da Polícia” (1958), dirigida por Aloisio T. de Carvalho. Mas foi ao lado de Roberto Carlos e da cantora Wanderlea que virou astro das telas, no programa musical “Jovem Guarda”, na Record TV, e num par de filmes inspirados pelas comédias dos Beatles: “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa” (1968) e “Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora” (1971). Paralelamente, ele também estendeu a parceria com Wanderlea em “Agnaldo, Perigo à Vista” (1969), estrelado pelo cantor Agnaldo Rayol. E ainda apareceu na comédia “Os Machões” (1972) e no infantil “O Cavalinho Azul” (1984). Depois de muitas décadas, ele retomou a carreira de ator nos últimos anos, estrelando o drama musical “Paraíso Perdido” (2018), que homenageava a música brega, e a comédia juvenil “Modo Avião” (2020), produção da Netflix estrelada por Larissa Manoela. Nesse meio tempo, Erasmo também viu sua vida ser transformada em filme. Intitulada “Minha Fama de Mau”, a cinebiografia trouxe o ator Chay Suede no papel de Erasmo, revivendo a juventude do artista. Seu último trabalho foi lançado no mês passado, a canção “Nanda”, feita em parceria com Celso Fonseca. A música foi uma homenagem à atriz Fernanda Montenegro. Ao saber de sua morte, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais para prestar uma homenagem. “Erasmo carlos, muito além da Jovem Guarda, foi cantor e compositor de extremo talento, autor de muitas das canções que mais emocionaram brasileiros nas últimas décadas. Tremendão, amigo de fé, irmão camarada, cantou amores, a força da mulher e a preocupação com o meio ambiente”, disse. “Deixa saudades e dezenas de músicas que sempre estarão em nossas lembranças e na trilha sonora de nossas vidas. Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs de Erasmo Carlos”, concluiu.
Jean-Marie Straub, ícone do cinema experimental, morre aos 89 anos
O cineasta Jean-Marie Straub, ícone do cinema experimental europeu e responsável por realizar diversos filmes ao lado da sua esposa Danièle Huillet (1936-2006), morreu na noite de sábado (19/11) em Rolle, na Suíça. Ele tinha 89 anos. A morte de Straub foi confirmada pelo jornal francês Le Monde, mas a causa ainda não foi divulgada. Nascido em 8 de janeiro de 1933, na cidade de Metz, na França, Straub fez parte da geração cinéfila francesa da década de 1950, responsável pela criação da cultuada revista Cahiers du Cinema. Quando os críticos franceses resolveram fazer seus próprios filmes, Straub os acompanhou. Ele começou a sua carreira no cinema trabalhando como assistente de grandes cineastas, como Jean Renoir, Robert Bresson e Jacques Rivette. Em 1958, Straub foi convocado para o serviço militar durante a Guerra da Argélia, mas em vez disso preferiu se exilar na Alemanha. E foi lá que iniciou a sua carreira como diretor, integrando o chamado Novo Cinema Alemão, cujos maiores expoentes eram Werner Hezog e Rainer Werner Fassbinder. No ano seguinte, Straub se casou com Danièle Huillet (1936-2006) e os dois começaram a realizar filmes juntos, começando pelo curta-metragem “Machorka-Muff”, lançado em 1963. Dois anos depois ele lançou “Os Não-Reconciliados”, um filme de 55 minutos que narra a história de diferentes gerações de uma família alemã. Straub assinou a direção do filme sozinho, mas escreveu o roteiro em parceria com a esposa. Straub e Huillet dividiram a direção do filme seguinte deles, “Crônica de Anna Magdalena Bach” (1968), uma cinebiografia do compositor Johann Sebastian Bach contada pelo olhar da sua esposa, Anna. O filme arrancou elogios rasgados da crítica e consagrou o casal de cineastas, que começou a assinar suas obras como os Straubs. Logo em seguida, o casal se mudou para Roma, onde iniciou nova fase com o lançamento de vários longas. Em cinco décadas, os dois buscaram manifestar o que chamavam de “um sonho pictórico-abstrato”, criando homenagens a cineastas como Jean Renoir e Robert Bresson. A lista de obras dos Straubs ainda inclui “Moisés e Aarão” (1975), “Da Nuvem à Resistência” (1979), “Relações de Classe” (1984), “A Morte de Empédocles” (1987), “Antígona” (1992), “Gente da Sicília” (1999) e “Esses Encontros Com Eles” (2006). Mas apesar de prolíficos, a dupla nunca teve um grande acolhimento popular ou sucesso comercial, ainda que tenham construído sua carreira adaptando obras conhecidas da literatura ou do teatro. Entre os nomes adaptados por eles estão Bertolt Brecht, Franz Kafka e Elio Vittorini. Depois da morte da esposa, em 2006, Straub praticamente abandonou os longas, dedicando-se à realização de curtas-metragens. Ele dirigiu mais de 20 curtas num período de 14 anos. Seu único longa nesse intervalo de tempo foi “Kommunisten” (2014) e seu último crédito como diretor foi no curta “La France Contre les Robots” (2020). O casal recebeu um Leão de Ouro horário pela carreira no Festival de Veneza de 2006 e Straub foi homenageado com um Leopardo de Honra no Festival de Locarno de 2017. Além disso, sua influência abrange uma nova geração de cineastas, como o português Pedro Costa (“Cavalo Dinheiro”) e o americano Thom Andersen (“Los Angeles Por Ela Mesma”), que já admitiram publicamente a sua admiração pela dupla.
Nicki Aycox, atriz de “Supernatural”, morre aos 47 anos
A atriz Nicki Aycox, conhecida pela sua participação na série “Supernatural”, morreu na última quarta (16/11), aos 47 anos. A notícia foi confirmada por sua cunhada, Susan Raab Ceklosky, por meio de uma postagem feita no seu perfil no Facebook. “Minha cunhada linda, inteligente, feroz, incrivelmente talentosa e amorosa, Nicki Aycox Raab, faleceu ontem com meu irmão, Matt Raab, ao seu lado”, escreveu. “Nicki e Matt tiveram uma vida maravilhosa juntos na Califórnia. Ela era definitivamente uma lutadora e todos que a conheciam a amavam.” A causa da morte não foi revelada, mas Aycox foi diagnosticada com leucemia há mais de um ano. Ela frequentemente discutia sua jornada médica e estilo de vida vegano nas suas redes sociais. Bastante conhecida pelos fãs de “Supernatural”, Aycox interpretou Meg Masters, uma mulher possuída por um demônio entre a 1ª e 4ª temporadas da série. Ao longo da série, o demônio, que ficou conhecido como “Meg”, também apareceu em outras formas, ao possuir o protagonista Sam (Jared Padalecki) e uma jovem não identificada de Cheboygan, Michigan, que se mudou para Los Angeles para se tornar atriz. Nessa última versão, interpretada por Rachel Miner, a personagem chegou a se aliar aos irmãos Winchester. Mas foi Aycox quem popularizou a personagem. O criador de “Supernatural”, Erik Kripke, prestou sua homenagem por meio de uma postagem no Twitter. Segundo ele, Aycox era “um deleite e entregou falas como mel e veneno. Fico maravilhado com a forma como ela tornou uma palavra simples como ‘desbotado’ lendária”. Nascida em 26 de maio de 1975, em Hennessey, estado americano do Oklahoma, Nicki Aycox também interpretou papeis recorrentes nas séries “Providence”, “Arquivo X”, “Ed”, “Cold Case” e “Dark Blue”. No cinema, ela aparece em filmes como “Crime e Castigo” (2000), “Olhos Famintos 2” (2003), “A Casa dos Pássaros Mortos” (2004), “A Estranha Perfeita” (2007) e “The Girl on the Train” (2004). Seu último crédito como atriz foi no suspense “Dead on Campus” (2014). Aycox também era cantora e lançou um EP, “Red Velvet Room”, em 2015. Gutted to hear the great #NickiAycox, our first #MegMasters, passed away. Too young. She was a delight & delivered lines like honey & venom. I marvel at how she made a simple word like ‘lackluster’ legendary. #RIP #SPN #SPNFamily @JensenAckles @jarpad pic.twitter.com/2xBK9rxs31 — Eric Kripke (@therealKripke) November 20, 2022
Jason David Frank, o Power Ranger verde, morre aos 49 anos
O ator Jason David Frank, que viveu o Power Ranger verde, morreu no sábado (19/11) aos 49 anos. A morte do artista, que também era lutador de MMA, foi informada por Mike Bronzoulis, que foi seu treinador, sem revelar a causa. Mas o site americano TMZ publicou que foi suicídio. Frank deveria aparecer como Tommy Oliver apenas num punhado de episódios da atração original de 1993, mas acabou se tornando o segundo ator que mais estrelou capítulos e produções derivadas da franquia, encarnando versões diferentes do herói entre 1993 e 2018, em sete títulos diferentes. Na trama da série original, ele foi apresentado na 1ª temporada inicialmente como um inimigo dos heróis. No entanto, logo mudou de lado. Em sua trajetória, o personagem Tommy também vira o Power Ranger branco e o novo líder do grupo – condição em que aparece em dois filmes da década de 1990. Além disso, em 2017 Frank fez uma breve participação no filme “Power Rangers”, reboot cinematográfico da série original, produzido pela Lionsgate, e estrelou um reality show sobre sua vida, “My Morphin Life”, entre 2014 e 2018. Ele era faixa preta 8º dan em Karatê, faixa roxa em Brazilian Jiu-jitsu, além de praticar wrestling, Kickboxing e Boxe regularmente. A partir de 2010, começou a lutar em competições de MMA. Era fã do lutador Anderson Silva e tinha uma tatuagem em homenagem ao brasileiro em seu pé esquerdo. O artista deixa quatro filhos de dois casamentos. Veja abaixo a primeira cena de Frank em “Power Rangers”, quando foi introduzido como antagonista, e o registro de seu retorno à franquia, décadas depois.












