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    Noel Neill (1920 – 2016)

    5 de julho de 2016 /

    Noel Neill, a primeira atriz a interpretar Lois Lane no cinema, morreu no domingo (3/7) aos 95 anos em Tucson, nos EUA, de causas não reveladas. Ela ficou famosa ao viver o interesse romântico de Superman nos seriados de aventura dos anos 1940, mas antes disso fez muitas figurações e chegou a integrar o elenco de uma série de “high school” musicais do estúdio Monogram, vivendo a estudante Betty Rogers em seis filmes, entre 1946 e 1948. Neill estrelou “Super-Homem” em 1948, ao lado de Kirk Alyn, o primeiro Superman do cinema. Produzido pela Columbia Pictures, o seriado mostrava o super-herói enfrentando a Mulher-Aranha, uma vilã que nunca existiu nos quadrinhos da DC Comics. Apesar de ter sido lançado quando o formato dos seriados entrava em decadência, a produção fez bastante sucesso e ganhou sequência, “O Homem Atômico Contra o Super-Homem” (1950), voltando a reunir o elenco original e destacando o vilão Lex Luthor, o “Homem Atômico” do título, interpretado por Lyle Talbot. Paralelamente, ela participou de alguns westerns de baixo orçamento, vivendo a donzela em perigo em produções como “As Aventuras de Frank e Jesse James” (1948), “Contrabando de Armas” (1949) e “Pistolas nos Prados” (1951). Mas após o último seriado do Superman, as oportunidades de trabalho no cinema voltaram a se resumir a figurações. Ela até apareceu no clássico “Os Homens Preferem as Louras” (1953), antes de voltar ao papel de sua vida. A identificação com Lois Lane foi tanta que Neill foi contratada para retomar a personagem na TV, na série “As Aventuras do Super-Homem”, como substituta da intérprete original, Phyllis Coates, que saiu da produção em 1953. Entrando na 2ª temporada, ela flertou com o herói vivido por George Reeves até o sexto ano, em 1958, quando a série saiu do ar. Mas nem o fim da série fez os fãs a esquecerem. Neill foi homenageada duas vezes pelos produtores dos filmes de Superman, aparecendo brevemente como Ella Lane, a mãe de Lois, no primeiro longa-metragem do herói, “Superman: O Filme” (1978), e como uma milionária enganada por Luthor em “Superman: O Retorno” (2006). Em 2010, a cidade de Metropolis, no Illinois, inaugurou uma estátua de Lois Lane, modelada em sua fisionomia.

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    Abbas Kiarostami (1940 – 2016)

    4 de julho de 2016 /

    Morreu o cineasta iraniano Abbas Kiarostami, vencedor da Palma de Ouro em Cannes por “Gosto de Cereja” (1997). Ele faleceu aos 76 anos em Paris, onde tratava um câncer, informou nesta segunda-feira (4/7) a agência de notícias oficial do Irã, ISNA. O diretor já tinha passado por uma série de cirurgias e estava em Paris para completar o tratamento. Kiarostami era considerado um dos mais influentes diretores de seu país. Nascido em Teerã, em 22 de junho de 1940, fez faculdade de belas-artes e começou seu envolvimento com o cinema em 1969, quando foi nomeado diretor do departamento de cinema do Instituto para o Desenvolvimento Intelectual de Jovens e Adultos do Irã (Kanoon, na sigla original). Nesse período no Kanoon, no qual se manteve mesmo após a revolução islâmica, o cineasta se tornou uma das figuras mais proeminentes da new wave iraniana – equivalente à nouvelle vague francesa – , dirigindo diversos filmes de ficção e documentários a partir de meados dos anos 1970. Ele passou a chamar atenção internacional com “Onde Fica a Casa do Meu Amigo?” (1987), que lhe rendeu o Leopardo de Bronze em Locarno. O filme abriu uma trilogia, constituída ainda por “E a Vida Continua” (1992) e “Através das Oliveiras” (1994), que lidavam com os problemas da infância. Ambos foram premiados na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, evento que o tornou conhecido no país e que o homenageou com uma retrospectiva em 2004. A Palma de Ouro por “Gosto de Cereja” o consagrou definitivamente como autor, ao contar a história surreal de um homem em busca de alguém para enterrá-lo depois que ele se matar. Seu filme seguinte, “O Vento Nos Levará” (1999), foi premiado no Festival de Veneza. E a fama conquistada lhe permitiu avançar em projetos diversificados, indo filmar no exterior, pela primeira vez, para o documentário “ABC África”, um olhar contundente sobre a expansão da AIDS em Uganda. Também enquadrou a condição feminina, tema pouco explorado no cinema iraniano, no drama “Dez” (2002), centrada numa jovem mãe divorciada. Kiarostami também se tornou conhecido por incentivar outros cineastas de seu país. Ele escreveu os roteiros de “O Balão Branco” (1995) e “Ouro Carmim” (2003), que projetaram a carreira de seu ex-assistente Jafar Panahi com prêmios em Cannes – respectivamente, Melhor Filme de Estreia e Melhor Filme da Mostra Um Certo Olhar – , além de “Willow and Wind” (2000), dirigido por Mohammad-Ali Talebi, “Desert Station” (2002), de Alireza Raisian, “Men at Work” (2006), de Mani Haghighi, e “Meeting Leila” (2011), de Adel Yaraghi. Ele também realizou um filme que registrava apenas as expressões do público sentado no cinema, diante de uma projeção que ninguém mais vê. “Shirin” (2008) representou a materialização de sua ideia de que todo filme é uma obra inacabada, que só se completa com a ajuda do olhar do público. “Enquanto cineasta, eu conto com a intervenção criativa do público, caso contrário, filme e espectador desaparecerão juntos. No próximo século de cinema, o respeito ao espectador enquanto elemento inteligente e construtivo é inevitável. Para alcançá-lo, é preciso talvez se distanciar da ideia segundo a qual o cineasta é o mestre absoluto. É preciso que o cineasta também seja espectador de seu filme”, afirmou Kiarostami, na ocasião. Nos últimos anos, vinha filmando no exterior, num exílio autoimposto, em decorrência do recrudescimento político que, entre outras coisas, levou à prisão seu amigo Jafar Panahi, proibido pelo governo de dirigir por duas décadas. Seus últimos longas foram “Tickets” (2005), rodado num trem rumo à Roma na companhia de outros dois mestres, o britânico Ken Loach e o italiano Ermanno Olmi, “Cópia Fiel” (2010) na região da Toscana, com a estrela francesa Juliette Binoche, e “Um Alguém Apaixonado” (2012) feito no Japão. Sua morte emocionou outro amigo, Ashgar Farhadi, cineasta premiado com o Oscar por “A Separação” (2011), que comendou a perda para o jornal britânico The Guardian: “Kiarostami não foi só um cineasta, foi um místico moderno, tanto no seu cinema como na sua vida privada. Ele abriu caminho a outros e influenciou inúmeras pessoas. O mundo inteiro, não apenas o mundo do cinema, perdeu um grande homem.”

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    Michael Cimino (1939 – 2016)

    3 de julho de 2016 /

    Morreu o diretor Michael Cimino, que venceu o Oscar com o poderoso drama de guerra “O Franco Atirador” (1978) e logo em seguida quebrou um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood. Ele morreu no sábado, aos 77 anos, em Los Angeles. Cimino nasceu e cresceu em Nova York, cidade em que também iniciou sua carreira como diretor de comerciais de TV. Em 1971, ele decidir ir para Los Angeles tentar fazer filmes, e impressionou Hollywood com seu primeiro trabalho como roteirista: a sci-fi ecológica “Corrida Silenciosa” (1972), um clássico estrelado por Bruce Dern (“Os Oito Odiados”), que ele co-escreveu com Deric Washburn (“Fronteiras da Violência”) e Steven Bochco (criador da série “Murder in the First”). Dirigido por Douglas Trumbull, mago dos efeitos especiais que trabalhou em “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Corrida Silenciosa” acabou se tornando uma das influências de “Star Wars” (1977). Em seguida, trabalhou com John Milius (“Apocalipse Now”) no roteiro do segundo filme de Dirty Harry, “Magnum 44” (1973), estrelado por Clint Eastwood (“Gran Torino”). O sucesso desse lançamento rendeu nova parceria com Eastwood, “O Último Golpe”, que marcou a estreia de Cimino na direção. Também escrita pelo cineasta, a trama girava em torno de uma gangue de ladrões, liderada por Eastwood e seu parceiro irreverente, vivido pelo jovem Jeff Bridges (“O Doador de Memórias”), envolvidos num golpe mirabolante. Após esse começo convincente, Cimino recebeu várias ofertas de trabalho, mas deixou claro que só queria dirigir filmes que ele próprio escrevesse. Por isso, dispensou propostas comerciais para se dedicar à história de três amigos operários do interior dos EUA, que vão lutar na Guerra do Vietnã. Aprisionados pelos vietcongs, eles são submetidos a torturas físicas e psicológicas que os tornam marcados pelo resto da vida. Entre as cenas, a roleta russa entre os prisioneiros assombrou o público e a crítica, numa época em que as revelações do terror da guerra ainda eram incipientes em Hollywood – “Apocalypse Now”, por exemplo, só seria lançado no ano seguinte. “O Franco Atirador” capturou a imaginação dos EUA. Pessoas tinham crises de choro durante as sessões, veteranos do Vietnã faziam fila para assistir e o filme acabou indicado a nove Oscars, inclusive Melhor Roteiro para Cimino, Ator para Robert De Niro (“Joy”) e ainda rendeu a primeira nomeação da carreira de Meryl Streep (“Álbum de Família”), como Melhor Atriz Coadjuvante. Na cerimônia de premiação, levou cinco estatuetas, entre elas a de Melhor Ator Coadjuvante para Christopher Walken (“Jersey Boys”), Melhor Diretor para Cimino e Melhor Filme do ano. Coberto de glórias, Cimino embarcou em seu projeto mais ambicioso, “O Portal do Paraíso” (1980), western estrelado por Kris Kristofferson (“O Comboio”) no papel de um xerife, que tenta proteger fazendeiros pobres dos interesses de ricos criadores de gado. O resultado desse confronto é uma guerra civil, que aconteceu em 1890 no Wyoming. Conhecido por filmar em locações reais, que ele acreditava ajudar os atores a entrarem em seus papeis, Cimino decidiu construir uma cidade cenográfica no interior dos EUA. Preocupado com o realismo da produção, ele chegou a mandar demolir a rua principal inteira no primeiro dia de filmagem, porque “não parecia correta”, atrasando o cronograma logo de cara e deixando ocioso seu numeroso elenco, que incluía Christopher Walken, Jeff Bridges, John Hurt (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”), Joseph Cotten (“O 3º Homem”), Sam Waterston (série “Law and Order”), até a francesa Isabelle Huppert (“Amor”) e Willem Dafoe (“Anticristo”) em seu primeiro papel. Ele também mandou construir um sistema de irrigação para manter a relva sempre verdejante, querendo um impacto de cores nas cenas em que o sangue escorresse nas batalhas. Por conta do realismo, também comprou brigas com ONGs que acusaram a produção de crueldade contra os cavalos em cena. A obsessão pelos detalhes ainda o levou a filmar exaustivamente vários ângulos da mesma cena, gastando 220 horas e mais de 1,2 milhões de metros de filme, um recorde no período. “O Portal do Paraíso” rapidamente estourou seu cronograma e orçamento, e seu título virou sinônimo de produção fora de controle. Quando os executivos do estúdio United Artists viram a conta, entraram em desespero. Para completar, Cimino montou uma “cópia de trabalho” de 325 minutos. Pressionado a entregar uma versão “exibível” a tempo de concorrer ao Oscar, montou o filme com 219 minutos (3 horas e 39 minutos), o que exasperou os donos de cinema. A pá de cal foram as críticas negativas. Para tentar se salvar, após a première em Nova York, o estúdio cancelou o lançamento para produzir uma versão reeditada, de 149 minutos, que entretanto não se saiu melhor. O filme que custou US$ 44 milhões faturou apenas US$ 3,5 milhões. Como resultado, a United Artists, fundada em 1919 por D. W. Griffith, Charlie Chaplin, Mary Pickford e Douglas Fairbanks, quebrou. Atolada em dívidas, viu seus investidores tomarem o controle, e foi vendida para a MGM no ano seguinte. O impacto negativo foi tão grande que o gênero western se tornou maldito, afastando os estúdios de produções passadas no Velho Oeste por um longo tempo. A carreira de Cimino nunca se recuperou. Ele só voltou a assinar um novo filme cinco anos depois, o thriller noir “O Ano do Dragão” (1985), estrelado por Mickey Rourke (“O Lutador”). Mas a história de gangues asiáticas em Chinatown voltou a provocar polêmica, ao ser acusada de racismo contra os chineses que moravam nos EUA. A pressão foi tanta que levou o estúdio a incluir um aviso no início do filme, salientando que era uma obra de ficção, ao mesmo tempo em que a submissão demonstrava como ninguém defenderia Cimino após o fiasco da United Artists. O filme ainda foi indicado a cinco prêmios Framboesa de Ouro, incluindo Pior Roteiro e Diretor do ano, mas se tornou um dos favoritos de Quentin Tarantino. Cimino nunca mais escreveu seus próprios filmes. Ele ainda dirigiu “O Siciliano” (1987), drama de máfia baseado em livro de Mario Puzo (“O Poderoso Chefão”), e o remake “Horas de Desespero” (1990), com Mickey Rourke reprisando o papel de gângster interpretado por Humphrey Bogart em 1955. O primeiro fez US$ 5 milhões e o segundo US$ 3 milhões nas bilheterias, de modo que seu último longa, “Na Trilha do Sol” (1996), foi lançado direto em vídeo. Depois disso, encerrou a carreira com um curta na antologia “Cada Um com Seu Cinema” (2007), que reuniu três dezenas de mestres do cinema mundial. Em 2005, a MGM resolveu resgatar a produção que lhe deu de bandeja a prestigiosa filmografia da United Artists, relançando a versão de 219 minutos de “O Portal do Paraíso” numa sessão de gala no Museu de Arte de Nova York. E desta vez, 25 anos depois da histeria provocada pelo estouro de seu orçamento, o filme teve uma recepção muito diferente. Uma nova geração de críticos rasgou as opiniões de seus predecessores, passando a considerar o filme como uma obra-prima. O diretor sempre acusou o cronograma pouco realista da United Artists pela culpa do fracasso do filme. Dizia que não teve tempo suficiente para trabalhar na edição do longa. Pois em 2012, a produtora especializada em clássicos Criterion, em acerto com a MGM, deu-lhe todo o tempo que ele queria para produzir uma versão definitiva, com a sua visão, para o lançamento de “O Portal do Paraíso” em Blu-ray. Esta versão, de 216 minutos, foi exibida em primeira mão durante o Festival de Veneza, com a presença do diretor. Ao final da projeção, Cimino foi às lágrimas, ovacionado durante meia hora de palmas ininterruptas. “Sofri rejeição por 33 anos”, o diretor desabafou na ocasião, em entrevista ao jornal The New York Times. “Agora, posso descansar em paz”.

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    Bud Spencer (1929 – 2016)

    28 de junho de 2016 /

    Morreu Bud Spencer, ator de diversos westerns e comédias italianas de sucesso. Ele faleceu na segunda (27/6) em Roma, aos 86 anos, de causa não revelada. Segundo seu filho, sua última palavra foi “Obrigado”. Nascido em Nápoles em 1929, Carlo Pedersoli começou a carreira de ator graças a seu porte físico. Ex-nadador profissional, chegou a disputar duas Olimpíadas, em 1952 e 1956, e se tornou requisitado para envergar uniformes e até mesmo aparecer sem camisa em filmes de época. A primeira figuração veio no clássico “Quo Vadis” (1951), como um guarda romano, fase que se estendeu até “Anibal, O Conquistador” (1959). Foi durante as filmagens de “Anibal” que Pedersoli encontrou seu futuro parceiro, Mario Girotti. Os dois mudariam de nome para estrelarem seu primeiro filme como protagonistas, “Deus Perdoa… Eu Não!”, um western spaghetti escrito e dirigido por Giuseppe Colizzi em 1967. Os pseudônimos americanizados eram regra das produções comerciais da época, visando o mercado internacional, para onde os filmes eram exportados com dublagem em inglês. Com isso, criava-se a ilusão de uma produção de Hollywood, muitas vezes incrementada com a participação de atores americanos para aumentar a credibilidade do elenco. No caso dos westerns filmados no deserto espanhol, a necessidade do “disfarce” era ainda maior, uma vez que o gênero era considerado o mais americano de todos. Pedersoli e Girotti escolheram seus nomes a partir de uma lista fornecida pelos produtores de seu primeiro western. Pedersoli escolheu virar Bud Spencer para homenagear seu ator favorito, Terence Spencer, e sua cerveja favorita, Budweiser. Girotti se tornou Terence Hill porque o nome tinha as iniciais de sua mãe. “Deus Perdoa… Eu Não!” acabou virando um sucesso inesperado e rendeu duas continuações, “Os Quatro da Ave Maria” (1968) e “A Colina dos Homens Maus” (1969), tornando os nomes de Terence Hill e Bud Spencer bastante conhecidos. Apesar de participarem de projetos independentes – Spencer, por exemplo, estrelou vários westerns como o estereótipo do fortão de diferentes gangues de pistoleiros – , a dupla acabou se tornando inseparável aos olhos do público a partir de uma nova franquia, lançada em 1970. Escrito e dirigido por Enzo Barboni, “Chamam-me Trinity” (1970) aumentou a carga de humor do western spaghetti, transformando as aventuras de Trinity (Hill) e seu parceiro Bambino (Spencer) em verdadeiros pastelões com tiroteios. O apelo cômico foi ainda mais longe na continuação, “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971), que virou fenômeno internacional e sacramentou “Trinity” como a franquia mais bem-sucedida do cinema italiano do período. A esta altura, Hill e Spencer se tornaram os atores mais bem pagos da Itália. Mas isso trouxe um efeito colateral inevitável. Mesmo que interpretassem outros personagens, seus filmes eram lançados no exterior como “Trinity”. A situação chegou ao cúmulo de render “Que Assim Seja… Trinity” (1972) e “Trinity… Os Sete Magníficos” (1972) sem a participação de Terence Hill, o intérprete de Trinity. Já em “Dá-lhe Duro, Trinity!” (1972), a reunião da dupla aconteceu nos dias de hoje, numa aventura na selva. Marcado pelo gênero, Spencer raras vezes se arriscou fora do humor e do western. Numa dessas ocasiões, participou do giallo “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza” (1971), do mestre Dario Argento. Mas ficou nisso seu esforço para se distanciar do tipo que consagrou em “Trinity”: o fortão engraçado, de cara feia, mas bom coração. Tampouco renegou a parceria com Hill, com quem filmou mais de uma dezena de comédias. A partir de 1974 os filmes da dupla já não precisavam mais trazer o nome de “Trinity” ou cenários do Velho Oeste para lotar os cinemas. Eles continuaram faturando alto com lançamentos como “Dois Missionários do Barulho” (1974), “A Dupla Explosiva” (1974), “Dois Tiras Fora de Ordem” (1977), “Par ou Ímpar” (1978), “Quem Encontra um Amigo, Encontra um Tesouro” (1981), “Dois Loucos com Sorte” (1983) e “Os Dois Super-Tiras em Miami” (1985). Paralelamente, Spencer também começou a intercalar sucessos individuais, como “Chamavam-lhe Bulldozer” (1978), em que viveu um treinador de futebol amador, “O Xerife e o Pequeno Extraterrestre” (1979), que teve sequência, “O Super Xerife” (1980), além de “Buddy no Velho Oeste” (1981), “Banana Joe” (1982) e “Aladdin” (1986), em que viveu o gênio da lâmpada. Em 1984, no auge do sucesso, Spencer e o parceiro chegaram a ser entrevistados por Renato Aragão no programa “Os Trapalhões”, quando o gordinho barbudo mostrou sua fluência em português, graças aos dois anos que morou no Brasil (entre 1947 e 1949), trabalhando como funcionário do consulado da Itália no Recife. Mas, ironicamente, logo em seguida a dupla caiu no ostracismo. Hill ainda viveu o herói dos quadrinhos belgas “Lucky Luke” em 1991. Contudo, as carreiras de ambos estagnaram nos anos 1990, a ponto de empurrá-los para um último reencontro sob o manto de “Tritiny”. Nove anos após “Os Dois Super-Tiras em Miami”, Hill e Spencer se despediram dos fãs com o lançamento de “A Volta de Trinity” (1994), seu retorno ao faroeste, com personagens diferentes de Trinity e Bambino, mas divulgados como se fossem os mesmos. Hill faria só mais um filme, em 1997. Spencer continuou ativo até 2009, mas sem emplacar nenhum sucesso. Apesar da fama alcançada, Bud Spencer nunca escondeu sua amargura por não ter merecido maior reconhecimento da crítica e jamais ter trabalhado com cineastas renomados. “Na Itália, eu e Terence Hill simplesmente não existimos, apesar da grande popularidade que temos hoje entre as crianças e os mais jovens”, lamentou há alguns anos.

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    Anton Yelchin (1989 – 2016)

    19 de junho de 2016 /

    O ator Anton Yelchin, que interpreta Chekov na franquia “Star Trek”, faleceu na madrugada deste domingo (19/6), num acidente de carro. Ele foi encontrado por amigos esmagado por seu carro em sua própria casa, em San Fernando Valley, na grande Los Angeles. Segundo informações do site TMZ, ele foi espremido entre o veículo e uma caixa de correio de tijolos, que ficava junto a um portão de segurança. Os amigos o encontraram por volta da 1h da madrugada, e o motor do carro ainda estava funcionando, embora o veículo estivesse em ponto morto. Tudo indica que foi um acidente provocado por descuido. Yelchin tinha apenas 27 anos. Nascido na Rússia em 1989, Yelchin se mudou para os Estados Unidos com a família aos seis meses de idade. A carreira de ator teve início precoce, com uma estreia na TV aos 10 anos em um papel na série “E.R. — Plantão Médico”. Um ano depois, atuou ao lado de Anthony Hopkins no filme “Lembranças de um Verão” (2001). Após se destacar na minissérie sci-fi “Taken” (2002), produzida por Steven Spielberg, e no elenco da série “Huff” (2004-2006), passou a se dedicar à carreira cinematográfica, assumindo um papel importante em “Alpha Dog” (2006), ao lado de Justin Timberlake, e protagonizando a comédia “Charlie, Um Grande Garoto” (2007). A grande virada em sua carreira veio com o papel do navegador russo da Enterprise, Pavel Checov, no reboot da franquia “Star Trek”, dirigido por J.J. Abrams em 2009. Ele voltou a viver o personagem em “Além da Escuridão: Star Trek” (2013), após dar vida a dois outros papeis icônicos, encarnando o jovem Kyle Reese em “O Exterminador do Futuro — A Salvação” (2009), e o matador de vampiros adolescente Charley Brewster do remake de “A Hora do Espanto” (2011). Nos últimos anos, Yelchin vinha se destacando cada vez mais, conquistando papeis importantes em produções premiadas, como o cultuado romance “Loucamente Apaixonados” (2011), em que namorou Felicity Jones; “Um Novo Despertar”, no qual viveu o filho de Mel Gibson e Jodie Foster; e no filme de vampiros “Amantes Eternos” (2013), de Jim Jarmusch. E filmava como nunca, chegando a estrelar nada menos que 14 produções nos últimos três anos, geralmente em papeis fora do comum, independente do gênero, como atesta sua lista recente de fantasias juvenis (“O Estranho Thomas”), comédias bizarras (“Enterrando Minha Ex”), dramas sensíveis (“Sonhos à Deriva”) e produções ousadas (“Cymbeline”). Um de seus trabalhos mais elogiados acaba de estrear em circuito limitado nos EUA, o suspense “Sala Verde” (tradução preguiçosa de “Green Room”, que é camarim em inglês), em que vive o baixista de uma banda punk que testemunha um assassinato cometido por um grupo de skinheads. Mas Yelchin estava em fase tão prolífica que deixou cinco filmes prontos para serem lançados. Além de seu retorno ao papel de Chekov, “Star Trek: Sem Froteiras”, que estreia em 21 de julho no Brasil, a lista inclui quatro obras de cineastas iniciantes, inclusive “Porto”, estreia na ficção do brasileiro Gabe Klinger, que escreve sobre cinema na revista britânica Sight & Sound e é curador do Festival de Roterdã, na Holanda. Sua morte absolutamente inesperada gerou uma onda de incredibilidade nas redes sociais. “Não acredito”, resumiu Karl Urban, intérprete do Dr. McCoy na franquia “Star Trek”. “Ainda em choque”, reagiu Justin Lin, diretor de “Star Trek: Sem Fronteiras”. “Um talento tão tão brilhante, nunca esquecerei seu sorriso doce”, despediu-se Olivia Wilde, que trabalhou com Yelchin em “Alpha Dog”.

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    Ron Lester (1970 – 2016)

    18 de junho de 2016 /

    Morreu o ator Ron Lester, conhecido por ter interpretado o personagem Billy Bob no filme “Marcação Cerrada” (1999). Segundo o TMZ, o ator sofria de problemas no fígado e estava internado em um hospital em Dallas, nos Estados Unidos, há cerca de quatro meses. “Marcação Cerrada” (Varsity Blues) ganhou culto nos EUA por juntar drama esportivo com rito de passagem da adolescência para a vida adulta. Ao acompanhar um time de futebol americano colegial, do interior do Texas, adiantou vários temas posteriormente explorados com sucesso “Tudo Pela Vitória” (2004) e sua série derivada, a excelente “Friday Night Lights”. Dirigido por Brian Robbins (“As Mil Palavras”), o filme também incluía no elenco o então jovem Paul Walker (“Velozes e Furiosos”). Nascido no estado da Georgia, nos Estados Unidos, em 1970, Ron Lester estreou no cinema com 17 anos, em “A Guerra do Hambúrguer” (1997), do mesmo diretor, comédia da Nickelodeon protagonizada por Kenan e Kel. Ele também integrou o elenco das duas temporada sda série “Popular” (1999 – 2001), sobre tribos do colegial, que revelou Leslie Bibb (“Homem de Ferro”) e Christopher Gorham (série “Covert Affairs”). Mas ficou marcado mesmo pelo papel de Billy Bob, que acabou repetindo, com outro nome, na paródia “Não é Mais um Besteirol Americano” (2001). Logo após a estreia deste filme, ele se cansou de interpretar personagens obesos e estar sempre cansado nos sets de filmagens, e decidiu passar por cirurgia bariátrica. Obeso desde a infância, o ator ainda precisou fazer diversas cirurgias plásticas para remover o excesso de pele. A perda de peso coincidiu com a falta de papeis para continuar sua carreira, mas deixou, ao menos, uma participação impactante. No filme “The Fat Boy Chronicles” (2010), ele interpretou um médico que aconselhava um menino com obesidade mórbida a se esforçar para perder peso, pois gordos viviam pouco. Ironicamente, Ron Lester faleceu aos 45 anos de idade.

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    Rubén Aguirre (1934 – 2016)

    17 de junho de 2016 /

    Morreu o ator mexicano Rubén Aguirre, conhecido por ter interpretado o Professor Girafales em “Chaves”. A notícia foi informada por Edgar Vivar, intérprete do Senhor Barriga, e confirmada pela filha de Aguirre, Verónica Aguirre, na manhã desta sexta-feira (17/6). Segundo Veronica, o ator morreu de madrugada por complicações de uma pneumonia. Aguirre nasceu em Coahuila, México, em 15 de junho de 1934, e atuou em áreas diversas, tanto à frente quanto atrás das câmeras: foi locutor de rádio e televisão, narrador de touradas, ventríloquo, ator e diretor de TV. Começou a trabalhar com Roberto Gómez Bolaños, o criador e intérprete de Chaves, no final da década de 1960 no programa “El Ciudadano Gómez” e, além de participar de “Chaves”, também atuou em outras séries famosas do comediante, como “Chespirito” e “Chapolin”. Como o personagem Girafales, do “Chaves”, conheceu o sucesso internacional. Seu personagem era um professor apaixonado pela dona Florinda, que sempre ficava nervoso com o menino Chaves. Também fez filmes com os personagens da televisão, como “El Chanfle” (1979), “El Chanfle 2” (1982) e e “Charrito” (1984), todos derivados de “Chesperito”. Após o fim de “Chaves”, produziu, em 1994, o programa “Aqui Esta la Chilindrina”, com a personagem Chiquinha, interpretada por Maria Antonieta de Las Nieves, e se dedicou ao circo, criando “El Circo del Professor Jirafales”. Mas, no final de 2007, o ator e sua mulher, Consuelo Reyes, sofreram um acidente de carro e ele teve de abandonar os palcos e usar cadeira de rodas. Já Consuelo perdeu uma das pernas e precisou passar por quatro cirurgias. Em sua biografia, “Después de Usted”, publicada em 2015, Aguirre contou toda sua vida, desde o início de sua trajetória na televisão, o nascimento do personagem Girafales, as brigas pelos direitos dos personagens do “Chaves”, entre outras memórias. O epílogo da obra dedicou ao amigo Bolaños, que morreu em novembro de 2014. Com idade avançada e problemas de saúde, Aguirre tinha sido recomendado por médicos para viver ao nível do mar. Por causa disso, não ia à capital, Cidade do México, a 2.250 m de altitude, e nem viajava longas distâncias, o que o impedia de vir ao Brasil com frequência. Em junho de 2015, chegou a publicar uma carta aberta, pedindo para a ANDA (Asociación Nacional de Actores) custear seus tratamentos médicos. Com título “E agora, quem poderá me defender?”, uma referência ao personagem Chapolin, Rubén revelou que há dez anos lutava pelo direito de ter assistência médica, já que sempre contribuiu com as cotas estabelecidas pela associação. “Minhas forças se acabaram”, assumiu o ator mexicano, que tinha diabetes, controlada com medicamentos, além de cálculos na vesícula e problemas de coluna, e não pôde retirar pedras em seus rins devido a uma dívida hospitalar. Aguirre sentia orgulho de ter vivido o Professor Girafales, especialmente porque, brincava, lhe “pagam muito melhor para ser o professor Girafales do que para ser Rubén Aguirre”. Amigo de Aguirre, Edgar Vivar foi quem anunciou a morte do ator. “Meu professor favorito descansa em paz”, ele escreveu no Twitter. E foi ecoado por Carlos Villagran, intérprete do Quico no “Chaves”. “Nosso querido professor se foi, nossa querida vizinhança está se reunindo no céu”, escreveu no Facebook. Mulher de Roberto Bolaños, Florinda Meza, a intérprete da Dona Florinda, afirmou à TV mexicana que, com as mortes de seu marido e de Rubén Aguirre, “está terminando uma era, uma linda era de algo bom e mágico que nunca se repetirá”.

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    Ivan Cândido (1931 – 2016)

    2 de junho de 2016 /

    Morreu o ator Ivan Cândido, que participou de diversos filmes clássicos e novelas da Globo. Ele faleceu vítima de pneumonia, na terça-feira (31/6), aos 84 anos. Carioca, nascido em 21 de dezembro de 1931, Ivan começou a carreira no teatro, nos anos 1950, e foi estrear no cinema em 1962, vivendo o repórter Caveirinha no filme “Boca de Ouro”, adaptação de Nelson Rodriguez (que ele já tinha interpretado no teatro) com direção de Nelson Pereira dos Santos. O ator deu sequência a carreira em filmes importantes como “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra, e “A Falecida” (1965), de Leon Hirszman, antes de firmar parceria com o diretor e produtor Miguel Borges, com quem trabalhou em comédias sexuais e produções sensacionalistas – “Maria Bonita, Rainha do Cangaço” (1968), “As Escandalosas” (1970), “O Último Malandro” (1974) e “Pecado na Sacristia” (1975). Se não rendeu clássicos, a parceria lhe permitiu explorar outros talentos: roteirista em “O Último Malandro” e diretor assistente em “As Escandalosas”. A partir dos anos 1970, Ivan tornou-se mais conhecido por seus trabalhos televisivos, participando de marcos da teledramaturgia da rede Globo, como “Irmãos Coragem” (1970), “Pecado Capital” (1975), “Dancin’ Days” (1978) e “Pai Herói” (1979). Mas não largou o cinema, estrelando a adaptação de Machado de Assis “A Cartomante” (1974) e a pornochanchada “O Roubo das Calcinhas” (1975), além de dois clássicos que delimitaram a fase de abertura política no pais, “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco, e “Pra Frente, Brasil” (1982), de Roberto Farias. Ele ainda voltaria ao tema da ditadura militar em “Zuzu Angel” (2006), de Sérgio Rezende. Esse ímpeto se arrefeceu após os anos 1980, quando também participou dos filmes “Tensão no Rio” (1982), de Gustavo Dahl, “Luz del Fuego” (1982), de David Neves, “Urubus e Papagaios” (1985), de José Joffily, e “Pedro Mico” (1985), de Ipojuca Pontes. Porém, mais de 20 anos se passaram até “Zuzu Angel”, seu filme seguinte – e último trabalho cinematográfico, no mesmo ano em que encerrou a carreira televisiva. Se ficou muito tempo afastado do cinema, Ivan quase não se ausentou das telas até 2006, aparecendo em novelas e minisséries consecutivas da Globo, como “Elas por Elas” (1982), “Tenda dos Milagres” (1985), “Roda de Fogo” (1986), “O Salvador da Pátria” (1989), “Lua Cheia de Amor” (1990), “Perigosas Peruas” (1992), “Anos Rebeldes” (1992), “Agosto” (1993), “Pátria Minha” (1994), “Incidente em Antares” (1994), “Hilda Furacão” (1998), “Suave Veneno” (1999), “Senhora do Destino” (2004), “A Lua Me Disse” (2005) e no derradeiro papel, vivendo padre Valeriano na novela “Cobras & Lagartos” (2006). O ator já era viúvo e deixou três filhas e quatro netos.

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  • Etc,  Filme

    Burt Kwouk (1930 – 2016)

    24 de maio de 2016 /

    Morreu o ator britânico Burt Kwouk, que ficou conhecido pelo papel de Cato Fong, o fiel criado oriental do Inspetor Clouseau na franquia de comédia “A Pantera Cor de Rosa”. Ele faleceu nesta terça-feira (24/5) aos 85 anos de idade, comunicou seu agente. Nascido no norte da Inglaterra, mas criado em Xangai, na China, Kwouk iniciou sua carreira na televisão britânica nos anos 1950 e, ao longo das seis décadas seguintes, fez participações em diversas atrações famosas, como “Danger Man”, “O Santo”, “Man of the World”, “Seres do Amanhã” e “Doctor Who” chegando a estrelar, nos últimos anos, 78 episódios da longeva soup opera “Last of the Summer Wine”, entre 2002 e 2010. Ele também atuou em vários filmes, alguns considerados clássicos, como “A Morada da Sexta Felicidade” (1958), estrelado por Ingrid Bergman, “As Sandálias do Pescador” (1968), com Anthony Quinn, e “Império do Sol (1987), de Steven Spielberg, além de produções B cultuadas – “A Seita do Dragão Vermelho” (1961), “As 13 Noivas de Fu Manchu” (1966), etc – e três longas do espião James Bond, incluindo o famoso “007 Contra Goldfinger” (1964) – quatro, se também contar a sátira “Cassino Royale” (1967). Mas será sempre mais lembrado por ter estrelado seis filmes da franquia “A Pantera Cor-de-Rosa”, desde “Um Tiro no Escuro” (1964) até os filmados após a morte de Peter Sellers, como o criado que realizava ataques de surpresa nos momentos mais inesperados, seguindo a orientação de testar a prontidão do Inspetor Clouseau a qualquer momento. Sua performance rendeu alguns dos momentos mais memoráveis da franquia e entronizou Cato entre os personagens mais conhecidos do cinema.

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  • Filme

    Madeleine Lebeau (1923 – 2016)

    16 de maio de 2016 /

    A atriz francesa Madeleine Lebeau, que ficou conhecida ao interpretar Yvonne, a amante abandonada de Rick Blaine (Humphrey Bogart), em “Casablanca” (1942), morreu no dia 1 de maio, na Espanha, depois de quebrar o fêmur. A informação só foi confirmada agora pelo enteado dela, Carlo Aberto Pinelli. Lebeau chamava atenção no filme ao aparecer cantando “A Marselhesa” num duelo com os alemães no Rick’s Cafe. Ao final do hino francês, gritava “Viva la France!”, para consternação dos nazistas. Ela era a última integrante do elenco clássico que permanecia viva. Madeleine nasceu em 1923 na França e, assim como sua personagem em “Casablanca”, ela também fugiu do país após a ocupação nazista. Em Hollywood, ela ainda participou de “Paris nas Trevas” (1943), sobre a resistência francesa, e “Música para Milhões” (1944), um musical de grande sucesso. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, ela voltou à terra natal, onde seguiu carreira no cinema europeu, causando furor ao aparecer nua na comédia picante “Et Moi j’te Dis qu’elle t’a Fait d’l’oeil!” (1950). Entre os clássicos que estrelou em seu retorno à França ainda se destacam o noir “Encruzilhada do Pecado” (1951), que foi seu principal desempenho dramático, a cinebiografia “Napoleão” (1955), as comédias “Ele, Ela… e o Outro” (1956), do mestre Marcel Carné, e “O Príncipe e a Parisiense” (1957), com Brigitte Bardot, o drama “Mercado Negro” (1958), com Alain Delon. Ao final da carreira, ela ainda atuou em dois clássicos que, de modos diferentes, marcaram a história do cinema: a obra-prima italiana “8 1/2” (1963), de Federico Fellini, e um dos maiores sucessos do cinema francês, o romance de época “Angélica, a Marquesa dos Anjos” (1964), de Bernard Borderie.

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  • Música

    Cauby Peixoto (1931 – 2016)

    16 de maio de 2016 /

    Uma das vozes mais famosas do Brasil se calou na noite de domingo (15/5). O cantor Cauby Peixoto faleceu aos 85 anos de idade. Ele estava internado no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, desde o último dia 9, com um quadro de pneumonia. A notícia de sua morte foi confirmada na página oficial do artista no Facebook, que publicou: “Foi em paz e nos deixa com eterna saudades.” Com quase 70 anos de carreira, Cauby passou por diversas fases, tornando-se icônico já na era do rádio, quando arrastava multidões de fãs apaixonadas. Foi nessa época que se tornou também ator, virando estrela do ciclo cinematográfica da chanchada. Ela apareceu em diversos musicais dos anos 1950, como “Carnaval em Marte” (1955), “De Pernas Pro Ar” (1956), “Com Água na Boca” (1956), “Chico Fumaça” (1956), “Com Jeito Vai” (1957) e “Metido a Bacana” (1957), ao lado de ícones do humor brasileiro – Grande Otelo, Ankito, Renata Fronzi, Zezé Macedo, Ilka Soares, o palhaço Carequinha, Mazzaropi, o jovem Jô Soares etc. Foi em “Água na Boca” que Cauby imortalizou seu maior sucesso, “Conceição”. Além disso, os filmes o aproximaram da cantora Ângela Maria, uma de suas amizades mais duradouras. E, curiosamente, registraram seu curto mas significativo flerte com o rock. Cauby foi o primeiro cantor brasileiro a gravar um rock em português, a música “Rock and Roll”, em 1957 – composta por Miguel Gustavo, também autor da marchinha “Pra Frente, Brasil”, hino da ditadura. E apareceu cantando “That’s Rock” (composta por Carlos Imperial) na comédia “Minha Sogra É da Policia” (1958). No filme, ele era acompanhado pelo grupo The Snakes, que tinha, entre seus integrantes, Erasmo Carlos. Mais significativa ainda foi sua estreia em Hollywood, como integrante do musical americano “Jamboree” (1957), que incluía performances das lendas do blues Fats Domino e Joe Williams e do roqueiro Jerry Lee Lewis. No filme, ele assumia o nome de Ron Coby e cantava “Toreador”, canção de temática mexicana. Cauby chegou a lançar discos com este nome nos EUA. Ao comentar seu talento, a revista Time o chamou de “Elvis Presley brasileiro”. Mas seu ídolo, na verdade, era outro, o cantor romântico Nat King Cole, com quem compartilhava o tom grave e aveludado. Em 1958, ele teve a chance de cantar com o mestre e nunca se esqueceu da experiência, dedicando um disco a Cole em 2015. Uma de suas maiores transformações aconteceu nos anos 1970, quando mudou radicalmente o visual em conseqüência do encontro com Ney Matogrosso, tornando-se um personagem extravagante. Foi quando começou a relaxar sobre sua preferência sexual, até então resguardada sob uma aparência de elegância séria e estudada. O período também incluiu uma participação em “O Donzelo” (1974), comédia escrita e estrelada por Flávio Migliaccio, que ainda destacava no elenco a saudosa Leila Diniz e Grande Otelo. Sua última aparição no cinema foi em outra comédia, “Ed Mort” (1997), vivendo um dos muitos personagens chamados Silva que o detetive do título, vivido por Paulo Betti, esbarra ao procurar um Silva desaparecido. No ano passado, o cantor foi tema de documentário, “Cauby – Começaria Tudo Outra Vez” (2015), de Nelson Hoineff, que já o havia incluído em outra obra, “Alô, Alô Teresinha” (2009), documentário sobre o Chacrinha. Ainda em plena atividade, Cauby estava em turnê pelo Brasil com o show “120 Anos de Música”, ao lado de Ângela Maria. Sua última apresentação foi no dia 3 de maio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

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  • Etc,  Filme

    Christian Petermann (1966 – 2016)

    4 de maio de 2016 /

    Morreu o crítico de cinema Christian Petermann, conhecido do público pela participação no programa “Todo Seu”, apresentado por Ronnie Von na TV Gazeta. Ele estava internado no Hospital das Clínicas, onde teve uma crise de asma seguida de uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, falecendo na madrugada de terça (3/5), aos 49 anos. A informação foi confirmada na página oficial do jornalista no Facebook. “Trabalhamos nos mesmos lugares, embora em épocas alternadas, mas nos encontramos várias vezes naquilo que mais gostávamos de fazer: discutir cinema. Com todo seu humor ácido, ele era um dos mais agradáveis críticos de sua geração, sempre demonstrando sua inteligência e paixão pela sétima arte. Vai deixar saudades e fazer muita falta”, lembrou Marcel Plasse, editor da Pipoca Moderna, em seu Facebook. Christian trabalhava como crítico de cinema há 30 anos. Teve passagens pela revista Set, pelo Guia do jornal Folha de S. Paulo, foi colaborador regular da revista Rolling Stone, do programa “Metrópolis”, da TV Cultura, e membro fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Ele completaria 50 anos de idade no dia 16 e deixou pronto um texto sobre “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, que será publicado no vindouro livro “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros”, produzido pela Abraccine.

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  • Etc,  Série,  TV

    César Macedo (1935 – 2016)

    1 de maio de 2016 /

    Morreu o ator César Macedo, que ficou conhecido por interpretar o personagem Seu Eugênio na “Escolinha do Professor Raimundo”. Ele estava internado há duas semanas por conta de uma infecção hospitalar, contraída após a realização de uma cirurgia no Hospital Estadual de Franco da Rocha (SP), sofreu um choque séptico causado por uma pneumonia e faleceu aos 81 anos. Segundo a família, o ator havia sido diagnosticado com o mal de Alzheimer e lutava contra a depressão desde a morte da mulher, em 2012. O comediante falou do problema no programa do apresentador Gugu Liberato, na Record, em 2015. Ele participou do elenco original da “Escolinha do Professor Raimundo”, programa apresentado por Chico Anysio que estreou na TV em 1990. De cabelos arrepiados como os de Albert Einstein, seu personagem, o Seu Eugênio eternizou o bordão “Pode perguntar que comigo é na manteiga”. Após o fim da atração da Globo, César Macedo levou seu personagem à outras configurações do programa, como a “Escolinha do Barulho”, da rede Record, entre 1999 e 2001, e na “Escolinha do Gugu”, seu último trabalho na TV, em 2009. A amizade com Gugu lhe rendeu um presente em 2011, a reforma de sua casa. O apresentador ainda voltou a ajudá-lo no ano passado, quando ele apareceu bem debilitado no palco de seu programa, acusando os filhos de abandono e exploração. Além de estrelar programas humorísticos, César Macedo também participou da pornochanchada “O Campineiro, Garotão Para Madames” (1981) e da novela “O Fim do Mundo” (1996). Paulo Cintura, que trabalhou com ele nas diversas encarnações da “Escolinha”, prestou uma homenagem ao amigo no Facebook. “Notícia muito triste”, escreveu na legenda de uma foto em que os dois aparecem juntos.

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