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    Atores de Glee reagem à morte de Mark Salling nas redes sociais

    31 de janeiro de 2018 /

    A morte do ator Mark Salling, nesta terça-feira (30/1), foi comentada nas redes sociais por seus colegas da série “Glee”, mesmo que alguns não soubessem o que dizer. O ator de 35 anos foi encontrado morto próximo a um rio, em Sunland, Los Angeles, e a polícia suspeita de suicídio. As circunstâncias de sua morte geraram um doloroso silêncio em Hollywood. Ele foi preso em dezembro de 2015, após uma busca judicial encontrar em uma vasta coleção de fotos com menores em seu computador, num disco rígido e numa unidade USB. Em outubro, Salling declarou-se culpado de posse de pornografia infantil e deveria ouvir sua sentença em um mês, no dia 7 de março. Após um acordo com a promotoria, ele esperava passar de 4 a 7 anos de prisão, seguido de 20 anos de liberdade supervisionada e registro como agressor sexual. Em seu perfil no Instagram, Matthew Morrison, que interpretava o professor Will Schuester no seriado, publicou uma foto em que aparece com Selling e Cory Monteith, outro ator de Glee falecido de forma precoce: em 2013, de overdose. Na legenda, colocou apenas dois emojis de anjos com um emoji triste no centro. A atriz Jenna Ushkowitz, que vivia Tina, curtiu a imagem e comentou com um emoji de coração. Iqbal Theba, que interpretava o diretor Figgins, apenas escreveu no Twitter: “Oh, Mark”. O diretor Paris Barclay, que comandou alguns episódios do seriado, também publicou em seu perfil no Twitter uma foto dos bastidores em que aparece entre Monteith e Salling. “É uma perda dolorosa, de novo. Dois jovens atores, que foram embora cedo demais. Descanse em paz”, escreveu. Tim Davis, que atuou como arranjador na série, pediu compaixão ao ator. “Sim, ele cometeu crimes contra crianças. Sim, é horrível. Mas Mark Salling era um homem quebrado, sem dúvida também uma vítima de abuso. Eu amava Mark e fico triste ao pensar sobre a devastação de seus pais. Por favor, retenham seus comentários cruéis”, disse no Twitter. “Ter compaixão por ele de maneira alguma minimiza seus crimes ou a dor e devastação das vítimas de seus crimes. Só estou dizendo para parar de aumentar a dor de sua família. Esse era o filho deles. Se você não é um pecador, sinta-se livre para atirar pedras.” A atriz Jane Lynch, intérprete da treinadora Sue Sylvester na série, também comentou a morte do ator, mas numa entrevista ao site TMZ. Ela afirmou que a situação é “triste e muito trágica”. Questionada sobre como se lembraria de Salling, ela afirmou: “Como o cara que fez aquele vídeo doce no começo de Glee quando ele estava muito feliz de fazer parte do grupo. É trágico e eu estou de coração partido por causa disso”. ??? Uma publicação compartilhada por Matthew Morrison (@_matthew.morrison_) em 30 de Jan, 2018 às 12:33 PST It’s a painful loss, again. Two young actors, lost too soon. RIP #marksalling pic.twitter.com/g6kx4MWToV — Paris Barclay (@Harparbar) January 30, 2018 Today we lost another #Glee cast member.Yes, he committed crimes against children.Yes, it's horrific. But #MarkSalling was a broken man, no doubt an abuse victim himself. I loved Mark, and am sad when I consider the devastation of his parents. PLEASE withhold your cruel comments. — Tim Davis (@loudmouthmuch) January 30, 2018 Let me be clear. Having compassion for #MarkSalling in no way minimizes his crimes, nor does it minimize the pain and devastation of the victims of those crimes. I'm just saying stop adding to his family's pain. This was their son. If you're without sin, feel free to cast stones. — Tim Davis (@loudmouthmuch) January 30, 2018 Oh Mark — iqbal theba (@iqbaltheba) January 30, 2018

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  • Etc,  Série

    Mark Salling (1982 – 2018)

    30 de janeiro de 2018 /

    O ator Mark Salling, conhecido pela série “Glee”, foi encontrado morto nesta terça (30/1) próximo a um rio, em Sunland, Los Angeles, aos 35 anos. A causa da morte ainda não foi oficialmente anunciada, mas fontes da imprensa americana apontam suicídio. A morte do ator aconteceu três meses após ele se declarar culpado por posse de pornografia infantil, e um mês antes da data em que deveria se apresentar para ouvir a sentença. Salling começou a atuar aos 14 anos, no terror “Colheita Maldita IV” (1996), continuação da adaptação clássica de Stephen King, lançada diretamente em vídeo. Mas sua carreira só emplacou com “Glee”, onde interpretou o atleta-cantor colegial Noah ‘Puck’ Puckerman, entre 2009 e 2015. O sucesso da série lhe permitiu estrelar seu primeiro telefilme como protagonista, a comédia romântica “Rocky Road: Sorvetes à Venda” (2014), mas logo em seguida foi denunciado por posse de pornografia infantil. O ator tinha mostrado algumas imagens impróprias para uma namorada, que o denunciou à polícia. Ele foi preso em dezembro de 2015, após uma busca judicial encontrar em uma vasta coleção de fotos com menores em seu computador, num disco rígido e numa unidade USB. Como parte de um acordo para diminuir sua sentença, Salling admitiu que possuía cerca de 25 mil imagens de crianças envolvidas em conduta sexual. Ele corria o risco de ser condenado a 20 anos de prisão, mas ao se declarar culpado esperava passar de 4 a 7 anos de prisão, seguido de 20 anos de liberdade supervisionada e registro como agressor sexual.

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  • Etc,  TV

    Desirée Vignolli (1965 – 2018)

    22 de janeiro de 2018 /

    Morreu a atriz Desirée Vignolli, vítima de um infarto fulminante no domingo (21/1), no Rio de Janeiro. Conhecida pelo trabalho em novelas de sucesso da Globo, especialmente “Que Rei Sou Eu?” (de 1989), Desirée nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, filha de uma diplomata e de um advogado, e cresceu . Além de viver a sedutora Denise de “Que Rei Sou Eu?”, a atriz também se projetou em “Mico Preto” (1991), no papel de Lucilene, e “De Corpo e Alma” (1992), na qual interpretou Mércia. Sua última novela da Globo foi “O Mapa da Mina”, em 1993. Ela passou os anos seguintes na “geladeira” da emissora. E, após ser cortada da minissérie “Chiquinha Gonzaga” em 1998, acabou presa por furtar a bolsa de uma colega de academia. Disse, em entrevista ao jornal Extra, que vivia com dificuldades financeiras. Após o incidente, foi contratada para a novela “Vidas Cruzadas” (2000), da Record, seu último papel. A atriz foi casada com o ator Luís Gustavo, com quem teve uma filha, Jéssica. Desirée também era mãe de Antônio e Anna Camilla. Em seu perfil no Facebook foi postada a seguinte mensagem: “Rezem, amigos, por Desirée e lembrem-se dela por sua grandiosidade e amor”.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Dorothy Malone (1925 – 2018)

    20 de janeiro de 2018 /

    A atriz americana Dorothy Malone, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “Palavras ao Vento” (1956), morreu na manhã de sexta-feira (19/1) aos 92 anos, por causas naturais. Malone iniciou a sua carreira artística nos anos 1940, estrelando dezenas de westerns e filmes noir, venceu o Oscar quase duas décadas depois e atingiu o pico de sua fama nos anos 1960, graças a seu trabalho na série “Caldeira do Diabo” (Peyton Place), exibida entre 1964 e 1969. Dorothy Eloise Maloney nasceu em Chicago em 30 de janeiro de 1925 e teve seu encontro com o destino enquanto estudava na faculdade para virar enfermeira. Sua beleza chamou atenção de um olheiro de Hollywood, que a levou a assinar um contrato com o estúdio RKO Radio Pictures aos 18 anos de idade. Ela figurou em inúmeras produções dos anos 1940, mas foi só quando se acertou com a Warner e encurtou o nome para Malone que sua carreira desabrochou. Howard Hawks ficou impressionado quando ela apareceu entre os figurantes do estúdio. Em 1946, a escalou em “A Beira do Abismo” (The Big Sleep), um dos maiores clássicos do cinema noir. Era um pequena participação, em que ela aparecia diante de Humphrey Bogart para fechar uma livraria e dizer uma única frase. Mais tarde, o diretor revelou que incluiu a sequência no filme “só porque a menina era muito bonita”. Em pouco tempo, seus diálogos aumentaram, num crescimento que envolveu filmes de verdadeiros gênios de Hollywood, como “Canção Inesquecível” (1946), de Michael Curtiz, “Ninho de Abutres” (1948), de Delmer Davis, e “Golpe de Misericórdia” (1949), de Raoul Walsh. Até que, a partir de 1949, seu nome passou a aparecer nos cartazes de cinema. Seu contrato de exclusividade acabou na virada da década, e ela seguiu carreira em westerns baratos, virando uma das “mocinhas” mais vistas nos filmes de cowboy da década de 1950 – ao lado de astros do gênero, como Joel McCrea, Randolph Scott, Jeff Chandler, Fred MacMurray, Richard Egan, Richard Widmark, Henry Fonda e… o futuro presidente Ronald Reagan. Ela chegou até a ilustrar um pôster dispensando “mocinhos”, de chapéu, calças e dois revólveres nas mãos – “Guerrilheiros do Sertão” (1951). Mas não abandonou o cinema noir, coadjuvando em “A Morte Espera no 322” (1954), de Richard Quine, “Dinheiro Maldito” (1954), de Don Siegel, e “Velozes e Furiosos” (1955), um dos primeiros filmes de carros de fuga, dirigido e estrelado por John Ireland. Todos cultuadíssimos. Também fez dois filmes com Jerry Lewis e Dean Martin, outro com Frank Sinatra e causou grande impacto no drama “Qual Será Nosso Amanhã” (1955), seu reencontro com o diretor Raoul Walsh, no papel da esposa solitária de um jovem fuzileiro (Tad Hunter) que embarca para a 2ª Guerra Mundial. Ela completou sua transformação no melodrama “Palavras ao Vento” (1956), do mestre Douglas Sirk. A morena deslumbrante virou uma loira fatal. E roubou a cena da protagonista – ninguém menos que Lauren Bacall. Como um Iago (com “I” maiúsculo”) de saias, ela semeava ciúmes e destruição em cena, colocando dois amigos (Rock Hudson e Robert Stark) em conflito por causa da personagem de Bacall, sem que nenhum tivesse feito nada de errado, além de amar a mesma mulher. Em meio a tantas estrelas, Malone venceu o único Oscar do filme, como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz voltou a se reunir com Hudson, Stack e o diretor Douglas Sirk em “Almas Maculadas” (1957), interpretou a mulher do lendário ator Lon Chaney na cinebiografia “O Homem das Mil Faces” (1957), até ver seu nome aparecer antes de todos os demais pela primeira vez, em “O Gosto Amargo da Glória” (1958). O filme era outra cinebiografia de atores célebres, em que Malone interpretou Diana Barrymore, tia de Drew Barrymore e filha do famoso John Barrymore (vivido no drama por Errol Flynn), numa espiral de autodestruição. No auge da carreira cinematográfica, ela fez seu derradeiro e melhor western, “O Último Por-do-Sol” (1961), uma superprodução estrelada por Rock Hudson e Kirk Douglas, escrita por Dalton Trumbo e dirigida por Robert Aldrich em glorioso “Eastman Color”, antes de inesperadamente virar a “coroa” de um filme de surfe, o cultuado “A Praia dos Amores” (1963), que lançou a “Turma da Praia” de Frankie Avalon e Annette Funicello. As novas gerações acabariam adorando Dorothy por outro papel, como a mãe solteira e superprotetora Constance MacKenzie na série “A Caldeira do Diabo”. A produção fez História como o primeiro novelão do horário nobre da TV americana. Além da narrativa melodramática, tinha a novidade de continuar no próximo capítulo, algo inédito na programação noturna da época, e de abordar sexo fora do casamento, outra ousadia. A personagem de Dorothy já tinha sido interpretado por Lana Turner no cinema, num filme de 1957 que rendeu o Oscar para a atriz. A versão televisiva trouxe uma indicação ao Globo de Ouro para Malone, que interpretava a mãe da futura esposa de Woody Allen, Mia Farrow. A atriz sofreu uma embolia pulmonar enquanto trabalhava na série em 1965 e precisou passar por sete horas de cirurgia durante a produção, sendo substituída temporariamente por outra atriz no programa. Mas também teve que lutar por sua vida na ficção, quando os roteiristas resolveram “matá-la” em 1968, após reclamações de descaso com sua personagem. Dorothy foi à justiça contra a 20th Century Fox e recebeu uma fortuna – mais de US$ 1 milhão na época – e sua Constance sobreviveu, mas saiu da série. Sem problemas, pois “A Caldeira do Diabo” acabou no ano seguinte sem ela. Apesar do clima inamistoso com que saiu da produção, a atriz voltou ao papel de Constance MacKenzie mais duas vezes, em telefilmes que reuniram o elenco original da série, exibidos em 1977 e 1985. Ela ainda contracenou com Alain Delon no giallo “Crepúsculo dos Insaciáveis” (1969), mas o resto de sua carreira foi preenchido por pequenas participações em filmes e séries. Seu último trabalho aconteceu em 1992, no papel de uma amiga de Sharon Stone no suspense “Instinto Selvagem”. O sucesso profissional não se refletiu em sua vida pessoal. Seus casamentos duraram pouco. O primeiro foi com o ator francês Jacques Bergerac, ex-marido de Ginger Rogers, em 1959, com quem teve duas filhas. O matrimônio terminou num divórcio amargo, em que Malone acusou Bergerac de se casar com atrizes famosas para promover sua própria carreira. Em 1969, ela se uniu ao empresário Robert Tomarkin, mas o casamento foi anulado em questão de semanas, com acusações ainda piores: ele seria um golpista tentando extorqui-la – anos depois, Tomarkin foi preso por roubo. O último casamento foi com um executivo do ramo de motéis, Charles Huston Bell, em 1971. Igualmente curto, terminou após três anos. Dorothy Malone costumava dizer que sua vida tinha mais drama que a ficção de “A Caldeira do Diabo”. Cinéfilos também poderiam afirmar que ela foi uma atriz com muito mais classe que a maioria dos filmes que estrelou. Mas quando se portava mal, fazia um bem danado para o cinema.

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    Bradford Dillman (1930 – 2018)

    19 de janeiro de 2018 /

    Morreu Bradford Dillman, que fez diversos filmes de prestígio e produções cultuadas, como “Fuga do Planeta dos Macacos” (1971), “Nosso Amor de Ontem” (1973) e “Piranha” (1978). Ele faleceu na terça (16/1) em Santa Monica, na California, devido a complicações de pneumonia, aos 87 anos. Dillman nasceu em 14 de abril de 1930, em São Francisco, e passou seus verões em Santa Barbara, atuando em produções teatrais locais. Após servir como oficial na Guerra da Coréia, ele entrou no lendário Actors Studio, de Lee Strasburg, junto com James Dean e Marilyn Monroe. E de lá fez sua estreia na Broadway em 1956, com a peça “Longa Jornada Noite Adentro”, pelo qual foi premiado como melhor ator do ano, o que lhe rendeu um contrato com o estúdio 20th Century Fox. Ele iniciou a carreira cinematográfica em 1958, como coadjuvante no drama “Um Certo Sorriso” (1958), de Jean Negulesco, e no filme de guerra “Três Encontros com o Destino”, de Philip Dunne, e recebeu o Globo de Ouro como o estreante mais promissor daquele ano. Sua carreira ganhou ainda mais impulso quando ele estrelou o suspense “Estranha Compulsão” (1959), ao lado de Dean Stockwell. O filme de Richard Fleischer recriava o famoso caso de Leopold e Loeb, dois estudantes de direito que mataram um colega para provar que poderiam cometer o crime perfeito. A história também tinha inspirado “Festim Diabólico” (1948), de Alfred Hitchcock. Mas a versão de Fleischer foi mais premiada, rendendo um troféu compartilhado de Melhor Ator a Dillman, Stockwell e Orson Wells no Festival de Cannes. O começo retumbante lhe encheu de trabalho. No ano seguinte, foi a Londres filmar o suspense “Círculo de Decepção” (1960), seu primeiro papel de protagonista, e se apaixonou no set por sua colega de trabalho, a modelo e atriz Suzy Parker. Os dois casaram e viveram juntos até a morte dela, em 2003. Em ascensão, também estrelou a cinebiografia de “São Francisco de Assis” (1961), do mestre Michael Curtiz. Mas, a partir daí, tomou uma decisão inusitada para a época, passando a fazer participações em atrações televisivas. Ele apareceu em mais de uma centena de séries, chegando até a ter um papel recorrente como um padre em “Dr. Kildare”, além de viver um vilão em um episódio duplo de “O Agente da UNCLE” que foi adaptado para o cinema. Onipresente na telinha, Dillman deixou sua marca em “Mulher-Maravilha”, “Mod Squad”, “São Francisco Urgente”, “James West”, “Missão Impossível”, “O Sexto Sentido”, “O Homem de Virgínia”, “Têmpera de Aço”, “A Ilha da Fantasia”, “As Panteras”, “O Incrível Hulk”, “Barnaby Jones”, “Galeria do Terror” e em muitas outras produções. Ao mesmo tempo, manteve-se presente no cinema, estrelando os suspenses “Obsessão de Amar” (1965) e “A Noite Convida ao Crime” (1968), o filme de guerra “A Ponte de Remagem” (1969), seu primeiro terror, “Balada Para Satã” (1971), e sua primeira sci-fi, “Fuga do Planeta dos Macacos” (1971). Voltou a trabalhar num filme premiado em “Nosso Amor de Ontem” (1973), no qual interpretou o melhor amigo de Robert Redford. Segundo a filha do ator, a obra foi a que melhor captou a essência de Dillman, particularmente durante a cena em um barco, quando os dois atores relembram suas vidas e os melhores momentos do passado. O filme venceu dois Oscars, por trilha e música original. Dillman também coestrelou dois longas da franquia “Dirty Harry” com Clint Eastwood, “Sem Medo da Morte” (1976) e “Impacto Fulminante” (1983). E se especializou em filmes de desastre com ataques de animais. Ele estrelou três produções do gênero: “Praga Infernal” (1975), “O Enxame” (1978) e o clássico “Piranha” (1978). O ator ainda participou de dois novelões televisivos, “Falcon Crest” (num arco entre 1982 e 1983) e “Dinastia” (em 1984), antes de embarcar em diversos filmes B que estagnaram sua carreira. Seu último trabalho foi um telefilme: “O Coração da Justiça” (1992), dirigido pelo brasileiro Bruno Barreto.

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    Hugh Wilson (1943 – 2018)

    17 de janeiro de 2018 /

    O cineasta e roteirista Hugh Wilson, diretor das comédias “Loucademia de Polícia” (1984) e “O Clube das Desquitadas” (1996), faleceu no fim de semana aos 74 anos de idade em sua casa, no interior da Virgína, nos Estados Unidos. A causa da morte foi divulgada como “doença”. Nascido em Miami, em 1943, Wilson começou sua carreira como roteirista das séries de comédia “The Bob Newhart Show” e “The Tony Randall Show” em meados da década de 1970. E em 1978 criou sua primeira série, a influente sitcom “WKRP in Cincinnati”, passada nos bastidores de uma estação de rádio. A série durou quatro temporadas na rede CBS, entre 1978 e 1982, e disputou o Emmy de Melhor Série de Comédia por três anos consecutivos. Um dos episódios, com tema do Dia de Ação de Graças, entrou numa lista de revista TV Guide entre os 100 Melhores Episódios de Todos os Tempos da TV. Ele criou outras séries nos anos 1980, que não tiveram o mesmo impacto, mas acabou influenciando o cinema ao mudar de mídia. Após estrear como roteirista cinematográfico com “O Imbatível” (1983), comédia estrelada por Burt Reynolds, ele fez sua estreia como diretor à frente de “Loucademia de Polícia” (1984), um besteirol desvairado que fez enorme sucesso e virou franquia. Além de dirigir, Wilson também ajudou a escrever a história sobre como um grupo de cadetes incompetentes que se tornavam policiais. A produção fez tanto sucesso que acabou dando o tom do humor da década. Wilson não participou das sequências de “Loucademia de Polícia” e levou mais 12 anos para emplacar um novo sucesso, após diversas comédias sem graça. Mas voltou a marcar época com “O Clube das Desquitadas” (1996), em que três mulheres divorciadas (e não “desquitadas” como no título nacional) se unem para se vingar dos ex-maridos que as trocaram por garotas mais novas. Estrelado por Goldie Hawn, Bette Midler e Diane Keaton, a produção foi pioneira do humor feminino que apenas recentemente passou a ser incentivado entre as comédias de Hollywood. O diretor ainda comandou duas comédias estreladas por Brendon Fraser, “De Volta para o Presente” (1999) e “Polícia Desmontada” (1999). A última, baseada num desenho animado, era uma grande aposta da Universal Pictures, e seu fracasso de público e crítica causou estrago na carreira de todos os envolvidos. Wilson só fez mais um filme depois disso. E, curiosamente, seu primeiro e único drama: “Mickey” (2004).

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    Greta Thyssen (1933 – 2018)

    13 de janeiro de 2018 /

    A atriz dinamarquesa Greta Thyssen, que foi dublê de corpo de Marilyn Monroe, namorou Cary Grant, estrelou filmes dos Três Patetas e produções cultuadas do cinema B, morreu de pneumonia em 5 de janeiro. Ela tinha 90 anos. Nascido em Hareskovby, Dinamarca, Thyssen foi Miss Dinamarca no início da década de 1950 e, com essa realização na bagagem, veio aos Estados Unidos tentar carreira no cinema. Mas a língua se provou uma barreira. Assim, seus primeiros trabalhos foram como dublê de Marilyn Monroe, com quem se parecia fisicamente. Após filmar cenas como Marilyn em “Nunca Fui Santa” (1956), ela apareceu em três curtas de “Os Três Patetas”, com direito a ganhar uma tortada na cara. Thyssen também estrelou vários filmes “B”, incluindo o terror “Criatura Sangrenta” (1959), uma adaptação barata do clássico de HG Wells “A Ilha do Dr. Moreau”, na qual interpretou a esposa de um cientista maluco. Coprodução filipina, o filme ficou conhecido por incorporar uma “campainha de alerta”, que soava para alertar os espectadores quando uma cena particularmente horrível estava prestes a acontecer, para que pudessem fechar os olhos. Obviamente, a “ideia brilhante” servia apenas para matar todo o suspense da trama. Ela ainda apareceu como loira fatal no noir “Marcado para a Morte” (1956) e como loira festeira no clássico indie “Sombras” (1961), de John Cassavettes, mas é mais lembrada como loira de outro mundo em “Monstro do Planeta Perdido” (1962), uma sci-fi bastante cultuada. A ficção espacial de Sidney W. Pink (mesmo diretor de “Viagem ao Mundo Proibido”) é daqueles filmes ruins que se tornam ótimos com o passar do tempo. Filmado na Dinamarca, país da atriz, o longa acompanhava uma expedição ao planeta Urano, mas em vez de se deparar com uma superfície congelada, os astronautas encontravam um paraíso tropical habitado por mulheres lindas de biquíni, entre elas uma beldade chamada Greta Thyssen – o papel tinha o nome da atriz. Tudo não passava de manipulação mental de um monstro alienígena. O filme ajudou a projetar a imagem de Greta como loira literalmente dos sonhos. Tanto que, na época, ela fez diversos ensaios fotográficos como pin-up e começou a namorar o carismático ator Cary Grant (“Intriga Internacional”). “Aparentemente, o romance terminou quando minha mãe deu uma entrevista à revista Cosmopolitan sobre como era namorar Cary Grant. Ele ficou furioso por ela ter compartilhado isso publicamente”, disse sua filha, Genevieve Guenther, ao site da revista The Hollywood Reporter. A carreira de Thyssen não foi muito longe depois disso. Após mais duas comédias baratas, ela abandonou o cinema em 1967. Sua filha contou que ela não falava sobre os filmes, porque “se sentia um pouco envergonhada com a personalidade que adotou no cinema, como uma loira voluptuosa e glamourosa, que não tinha nada na cabeça”. “Minha mãe era uma mulher muito inteligente. Se ela nascesse em uma época diferente, acho que poderia ter sido advogada ou professora”, disse Guenther.

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    Peggy Cummins (1925 – 2017)

    3 de janeiro de 2018 /

    A atriz Peggy Cummins, loira fatal do cinema noir, morreu na sexta-feira passada (29/12) aos 92 anos de idade. A atriz, que vivia em Londres, foi vítima de um ataque cardíaco. Peggy Cummins nasceu em 18 de dezembro de 1925 no País de Gales e iniciou a sua carreira de atriz ainda jovem, aos 13 anos, nos palcos londrinos. Ela protagonizou alguns longas britânicos antes de ir para Hollywood após a 2ª Guerra Mundial. E logo em seu primeiro filme americano teve seu nome destacado nos letreiros e cartazes, como a filha que escolhe o noivo “errado” na comédia “Tenho Direito ao Amor” (1947), de Joseph L. Mankiewicz. Apesar deste começo, sua carreira não seguiu o caminho dos risos fáceis. Ao contrário, foi marcada por personagens sombrias, como a chantagista do potencial assassino vivido por Victor Mature no suspense “Rosas Trágicas” (1947), a jovem que ajuda um presidiário (Rex Harrison) a fugir da polícia em “Homem em Fuga” (1948) e a filha que rouba o amante da mãe (Myrna Loy!) em “Se Isto É Pecado” (1949). O filme que lhe deu reconhecimento como femme fatale veio em 1950. E foi um papel radical até mesmo para o gênero noir. Como dizia o título nacional, ela era “Mortalmente Perigosa” (1950) no grande clássico do diretor Joseph H. Lewis, escrito por Dalton Trumbo sob pseudônimo, durante o auge da lista negra. O pôster original de “Gun Crazy” (o título em inglês) a estampava de blazer, saia, salto alto, boina e dois acessórios de metal em cada mão: revólveres em ponto de bala. Sua personagem, Annie Laurie Starr, era uma atiradora de circo com a pontaria perfeita, que amava armas e, após se casar com um ex-militar, convence o marido a resolver os problemas financeiros do casamento com uma maratona de assaltos ousados. O problema é que a natureza violenta da mulher não demora a assustar o homem que ela arrasta para o crime. “Mortalmente Perigosa” foi considerado um marco do cinema e é tido como precursor do revolucionário “Um Rajada de Balas” (1967), sobre a história real do casal de assaltantes Bonnie e Clyde (Fay Dunaway usa até a famosa boina popularizada por Cummins), além de ter influenciado produções da nouvelle vague francesa. Até Quentin Tarantino lista o filme entre seus favoritos de todos os tempos. Temendo ficar marcada, a atriz buscou fazer mais comédias, como “A Noiva Eterna” (1953), “A Loteria do Amor” (1954) e “Com a Cegonha Não Se Brinca” (1954). Mas nenhum desses filmes atingiu a mesma repercussão, o que a trouxe de volta ao Reino Unido e ao noir no clássico “Na Rota do Inferno” (1957), de Cy Endfield. Ela não parou nisto e radicalizou, ao estrelar o único terror de sua filmografia, novamente um clássico, “A Noite do Demônio” (1957), sobre um culto satânico, que foi dirigido pelo mestre francês do gênero, Jacques Tourneur (de “Sangue de Pantera”). Sua carreira não foi muito além, encerrando-se em 1962 após mais quatro comédias britânicas bobas. O título da última revela o tom das produções: “Deu a Louca no Doutor”. Mas Cummins não precisava fazer mais nenhum outro filme para completar sua importância na história do cinema. “Na Rota do Inferno” e “A Noite do Demônio” foram belos bônus. Mas sua participação em “Mortalmente Perigosa” é lendária, a ponto de ser considerada uma das maiores interpretações de femme fatale da história do cinema.

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    Rose Marie (1923 – 2017)

    29 de dezembro de 2017 /

    Morreu a atriz americana Rose Marie, que ficou conhecida por viver a personagem Sally Rogers no sitcom clássico “The Dick Van Dyke Show”. Ela faleceu na quinta-feira (28), aos 94 anos, de causa não informada. Rose Marie Mazzetta nasceu em 1923 em Nova York e estreou como atriz de forma precoce, aos quatro anos de idade, quando venceu um concurso de artistas amadores em Nova Jersey. Aos dez, começou a participar de filmes, como “Torre de Babel” (1933) e alguns curtas, mas foi só na década de 1950 que passou a se dedicar à carreira de verdade. Ela filmou participação em “The Big Beat” (1958), um dos filmes de rock do período, e acabou contratada para seu primeiro papel reincidente, aparecendo em 10 episódios das duas últimas temporadas de “The Bob Cummings Show”. De lá, entrou no elenco fixo de outro sitcom, “My Sister Eileen”, que durou apenas uma temporada, entre 1960 e 1961. Para sua sorte, já que isso abriu sua agenda para que pudesse viver seu papel mais famoso. A atriz estrelou as cinco temporadas e os 158 episódios de “The Dick Van Dyke Show” entre 1961 e 1966. Considerada uma das melhores sitcoms de todos os tempos, a produção girava em torno dos bastidores de um programa de comédia fictício, The Alan Brady Show. Metalinguístico já naquela época, tinha direito a participação do criador da série, o genial Carl Reiner, no papel de produtor da atração de mentirinha. Na trama, Rose Marie trabalhava ao lado de Morey Amsterdam e Dick Van Dyke como uma das roteiristas do show fictício, um trabalho que ainda era pouco exercido por mulheres no início dos anos 1960. Além disso, sua personagem lutava por salário igual ao de seus colegas homens e usava a pílula anticoncepcional, duas bandeiras do feminismo que ela empunhou de forma pioneira. E foi indicada a três prêmios Emmy pelo papel. Ao final da atração, a atriz fez participações em algumas séries – chegou a bisar “Os Monkees” – , mas em três anos entrou no elenco fixo de outra sitcom, “The Doris Day Show”. Rose Marie participou de 50 episódios da atração, entre 1969 e 1971, quando decidiu diversificar. Ela se arriscou a deixar de lado o gênero que a tornou famosa para se aventurar em outros tipos de produção: dublou uma vilã da animação “A Turma do Zé Colmeia” e virou policial em outra série clássica, “S.W.A.T.”, de 1975. Tudo isso enquanto acumulava aparições em programas de humorismo e variedades, e participava incansavelmente do game show “The Hollywood Squares”, que estrelou de 1965 a 1980. “S.W.A.T.” foi sua última experiência bem-sucedida com uma personagem fixa, mas Rose Marie continuou a ser bastante vista na TV até os anos 1990, em participações em “Remington Steele”, “Murphy Brown”, “Suddenly Susan” e “Wings”, entre outras séries. E também muito ouvida. Ela se especializou em dublagens, chegando até a fazer a voz de Norma Bates no remake de “Psicose” (1998), de Gus Van Sant. Seu último trabalho foi como dubladora na série animada “The Garfield Show”, em 2013. Antes de se aposentar, Rose Marie ainda voltou a viver Sally Rogers. Em 2004, a rede CBS realizou um especial de reencontro do elenco da sitcom clássica, batizado de “The Dick Van Dyke Show Revisited”. Na época, a maioria do elenco ainda estava viva. Rose foi a segunda atriz da série a morrer em 2017. Em janeiro, Mary Tyler Moore, que interpretava a jovem esposa de Dick Van Dyke, morreu aos 80 anos. “Fiquei tão triste em saber sobre a passagem da Rose Marie. Nunca houve uma artista mais envolvente e talentosa. Em uma carreira de 90 anos, já que começou aos quatro, a querida Rosie fez shows no rádio, no vaudeville, casas noturnas, filmes, TV e em Las Vegas, e sempre deixou o público clamando por ‘Mais!!’, lembrou Carl Reiner, que lhe deu o papel de Sally Rogers, numa homenagem postada no Twitter.

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  • Filme

    Fernando Birri (1925 – 2017)

    28 de dezembro de 2017 /

    Morreu o cineasta, escritor e poeta argentino Fernando Birri. Considerado o pai do novo cinema latino-americano, ele faleceu na quarta-feira (27/12), aos 92 anos, em Roma. Birri fundou a Escola Latino-Americana de Documentários de Santa Fé, na Argentina, e da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba. Ele rodou um de seus filmes mais famosos na cidade em que nasceu, Santa Fé. No curta “Jogue uma Moeda” (1958), mostrou a situação de miséria em que viviam as crianças de sua província natal. Seu primeiro longa de ficção foi “Los Inundados” (1961), comédia com toques dramáticos sobre uma família pobre forçada a fazer várias viagens de trem durante um período de inundações, a fim de alcançar um refúgio seguro, enquanto burocratas corruptos transforam a vida do povo num inferno. Muito ligado ao Brasil, deu aulas para Maurice Capovilla e Vladimir Herzog na escola de Santa Fé. E também viu o nascimento do Cinema Novo, ao lado dos amigos Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha, quando desembarcou no Rio para fugir da ditadura argentina. Birri foi forçado a se exilar após o golpe militar na Argentina, e foi na Itália que filmou sua obra mais experimental, “Org” (1979), que ele descrevia como um pesadelo de três horas de duração. Sua filmografia inclui dois documentários distintos sobre Che Guevara, além de uma colaboração com o escritor Gabriel García Márquez, com quem escreveu o roteiro de “Un Señor Muy Viejo Con unas Alas Enormes” (1988), clássico cinematográfico do realismo fantástico. Seu último filme foi “El Fausto Criollo” (2011), adaptação de um poema de Estanislao del Campo. Em 2015, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner o homenageou por “sua inestimável ajuda ao cinema argentino e latino-americano” e anunciou um projeto de recuperação digital de todas as suas obras.

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  • Etc,  Filme,  Série,  TV

    Aracy Cardoso (1937 – 2017)

    26 de dezembro de 2017 /

    Morreu a atriz Aracy Cardoso, que participou de várias novelas na TV Globo. Ela estava internada há um mês no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, tratando de vários problemas no coração e nos rins, e faleceu nesta terça-feira (26/12), aos 80 anos. Nascida no Rio em 17 de junho de 1937, filha de uma cantora de ópera, Aracy seguiu a carreira artística desde cedo, primeiro nos palcos, depois no cinema, com o drama “Fatalidade” (1953) e várias chanchadas – “Sai de Baixo” (1956), “Depois do Carnaval” (1959), etc. Mas foi se destacar mesmo na televisão. A atriz interpretou as principais “mocinhas” das novelas dos anos 1960 da TV Excelsior, como “Os Quatro Filhos” (1965), “A Indomável” (1965) e “Sublime Amor” (1967), antes de estrear na Globo com “Anastácia, a Mulher sem Destino”, em 1967. Após uma breve passagem pela Tupi na década seguinte, voltou à Globo para se destacar em novelas que marcaram as décadas de 1970 e 1980, entre elas “Fogo sobre Terra” (1974), “Vejo a Lua no Céu” (1976), “O Pulo do Gato” (1978), “Água Viva” (1980), “Final Feliz” (1982), “Selva de Pedra” (1986) e “Mandala” (1987). Foi nesta época que viveu uma de suas personagens mais lembradas, a governanta Zazá, de “A Gata Comeu” (1985). Após três décadas dedicadas à televisão, ela retomou a carreira cinematográfica em “O Homem Nu” (1997), de Hugo Carvana, e fez ainda “Nosso Lar” (2010), de Wagner de Assis. Bastante ativa, acumulou trabalhos em minisséries, séries e novelas nos últimos anos, inclusive na Record, onde integrou “Bela, a Feia” (2009) e “Dona Xepa” (2013). Sua última aparição na TV aconteceu neste ano, numa participação especial em “Sol Nascente”, da Globo. Discreta em relação à sua vida pessoal, Aracy Cardoso foi casada com o diretor e produtor Ibañez Filho, e deixa duas filhas.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Heather Menzies-Urich (1949 – 2017)

    25 de dezembro de 2017 /

    Morreu a atriz Heather Menzies-Urich, que se tornou conhecida ainda adolescente como a personagem Louisa von Trapp no musical clássico “A Noviça Rebelde” (1965), filme vencedor do Oscar. Ela tinha 68 anos e faleceu de câncer no domingo (24/12). A atriz canadense havia recebido recentemente um diagnóstico de câncer no cérebro, informou o seu filho Ryan à revista Variety. “Ela foi uma atriz, uma bailarina, e amou viver sua vida ao máximo. Ela não estava com dor, mas, quase quatro semanas depois de seu diagnóstico com câncer cerebral, estava cansada”, disse Ryan. Depois de ter Julie Andrews como babá/governanta em “A Noviça Rebelde”, Heather voltou a atuar com a atriz em “Havaí” (1966), e seguiu carreira com papéis de destaque em “O Protesto” (1969), com Michael Douglas, no terror “O Homem Cobra” (1973) e em “Piranha” (1978), de Joe Dante, entre outros, além de viver a protagonista da série sci-fi “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run, 1977-78). Seu último filme foi o thriller “A Morte Vem do Céu” (1982), no qual contracenou com o marido Robert Urich (série “Vega$”). Desde a morte de Urich em 2002, ela se dedicava integralmente à Robert Urich Foundation, dedicada a arrecadar fundos para pesquisas sobre o câncer e para o tratamento de pacientes.

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  • Música

    Dominic Frontiere (1931 – 2017)

    24 de dezembro de 2017 /

    Morreu Dominic Frontiere, compositor de temas clássicos de séries televisivas, como “Quinta Dimensão”, “A Noviça Voadora” e “Patrulha do Deserto”. Ele faleceu aos 86 anos na quinta-feira (21/12) em Tesuque, Minnesota, mas só agora a notícia chegou à imprensa americana. Frontiere marcou época como compositor televisivo entre os anos 1960 e 1980, sendo responsável por centenas de horas de músicas inesquecíveis. Além de trabalhar em séries, ele também criou trilhas para muitos filmes do período. A carreira do músico, nascido em Connecticut em 17 de de junho de 1931, incluiu ainda passagens pela big band de Horace Heidt, no final da década de 1940, e um disco solo cultuadíssimo de 1959, “Festival Pagano”, considerado um clássico do gênero conhecido como exotica. Ele se mudou para Hollywood no início da década de 1950, ao ser contratado por Alfred Newman, então diretor musical da 20th Century Fox, para trabalhar como músico na orquestra do estúdio. Os dois forjaram grande amizade e Newman incentivou Frontiere a começar a compor no começo dos anos 1960. Ao fazer sua terceira trilha, para a comédia “Eu, Ela e o Problema” (1961), Frontiere encontrou outro parceiro importante, o roteirista e produtor Leslie Stevens, que em 1962 o convocou para compor o tema de sua primeira produção televisiva: o western “Stoney Burke”, estrelado por Jack Lord (o futuro Steve McGarrett de “Havaí 5-0”). Mas foi a segunda série da parceria, “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), que determinou o rumo da carreira do compositor. A música da abertura era bastante experimental, criando “white noise” e ambiências para sugerir que a TV estava fora do ar – “Não há nada de errado com sua TV”, alertava a narração – , alimentando um clima crescente de mistério e tensão. Vieram outras séries que ajudaram a definir a época, como “Os Invasores”, “Noviça Voadora”, “Patrulha do Deserto”, “Cavalo de Aço”, “Que Garota”, “Os Audaciosos”, “O Imortal”, “Missão Heroica”, “Controle Remoto” e “Vega$”. Ele também compôs a trilha do western “A Marca da Forca” (1968), primeiro western americano de Clint Eastwood, e conseguiu a proeza de manter o nível estabelecido por Ennio Morricone na trilogia spaghetti do ator. A façanha fez com que John Wayne o convidasse a orquestrar seu especial televisivo de cunho patriótico, “Swing Out, Sweet Land” (1970), que rendeu um Emmy para Frontiere e uma nova amizade importante em sua carreira. A parceria acabou se estendendo a mais três filmes de Wayne: “Chisum, Uma Lenda Americana” (1970), “Os Chacais do Oeste” (1973) e “A Morte Segue Seus Passos” (1975). O compositor continuou fazendo trilhas diversas para filmes de ação e comédia e até venceu o Globo de Ouro pela música do cultuadíssimo thriller “O Substituto” (1980), de Richard Rush. Mas sua trajetória foi bruscamente interrompida em 1986, quando foi sentenciado a um ano de prisão por sonegação fiscal, efeito colateral de seu casamento com a enrolada proprietária do time de futebol americano Los Angeles Rams. Além de trilhas de cinema, ele também produziu discos de Gladys Knight, Dan Fogelberg, Chicago e The Tubes, até encerrar a carreira com a composição do filme “A Cor da Noite” (1994), que lhe rendeu nova indicação ao Globo de Ouro. Relembre abaixo 15 temas e trilhas da carreira de Dominic Frontiere.

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