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    Scarlett Johansson e Adam Driver vão estrelar novo filme do diretor de Frances Ha

    25 de novembro de 2017 /

    O diretor Noah Baumbach, responsável por comédias indies cultuadas como “Frances Ha” (2012), “Mistress America” (2015) e a recente “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, lançado pela Netflix, está juntando um grande elenco para seu próximo filme. Segundo a revista Variety, os atores Adam Driver (“Logan Lucky – Roubo em Família”), Scarlett Johansson (“Ghost in the Shell”), Laura Dern (da série “Big Little Lies”) e Merrit Wever (série “Nurse Jackie”) estarão no elenco da produção. Assim como “Os Meyerowitz”, o filme será financiado e distribuído pela Netflix. Mas por enquanto não há detalhes sobre a trama ou dos personagens que serão vividos pelos atores. O projeto não tem um título oficial até o momento, além de não possuir previsão de lançamento.

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    Ben Stiller entra em crise e faz um de seus melhores filmes em O Estado das Coisas

    11 de novembro de 2017 /

    Não deixa de ser interessante a virada atual na carreira de Ben Stiller, de astro de comédias escrachadas para papéis mais tragicômicos. Ele tem feito, em geral, tipos inseguros, que funcionam como uma evolução da persona que construiu em suas comédias mais populares. É provável que este potencial já estivesse presente desde “Caindo na Real” (1994), “Os Excêntricos Tenenbaums” (2001) e “O Solteirão” (2010), sua primeira parceria com Noah Baumbach, mas se acentuou após o fracasso de “Zoolander 2” (2016), que ele próprio dirigiu, estimulando-o a se aventurar mais no cinema indie, o que resultou num novo filme de Baumbach, “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, e neste “O Estado das Coisas”, de Mike White. “O Estado das Coisas” é, como “O Solteirão” e “Enquanto Somos Jovens” (2014), ambos de Baumbach, mais um filme em que Stiller interpreta alguém em crise de meia-idade. Na verdade, não há nada de errado com a vida de Brad Sloan (Stiller). Ele trabalha em uma empresa sem fins lucrativos, é casado com uma mulher encantadora (Jenna Fisher, da série “The Office”) e agora está ajudando o filho inteligente e educado (Austin Abrams, de “Cidades de Papel”) a entrar em um novo e excitante momento de sua vida: a universidade. O problema de Brad é que ele tem a mania de ficar comparando suas realizações com as de seus colegas de escola, que se tornaram milionários e famosos. Segundo filme dirigido por Mike White, que tem uma carreira extensa como roteirista (“Escola do Rock”, “Emoji: O Filme”, etc), “O Estado das Coisas” agradou em cheio a crítica americana (81% de aprovação no Rotten Tomatoes), mas não deve ser visto com muita expectativa, por ser mesmo uma obra pequena e sutil no tratamento de seu tema. Dito isto, é também um filme bem engraçado, por mais que os pensamentos do protagonista sejam quase doentios. Isto porque é muito fácil se identificar de alguma forma com a situação de Brad. Um dos destaques do filme – e que pode incomodar alguns – é o uso intensivo do voice-over pelo protagonista, em um trabalho muito bom do fluxo de consciência, apresentando monólogos ora divertidos ora amargos sobre a vida. Um dos acertos do roteiro de White, que inclusive concorre ao troféu Gotham (premiação do cinema indie americano), é sua extrema honestidade, que não deixa de explicitar as falhas de seu herói. Essas falhas estão bem à sua frente, como se houvesse um véu cobrindo seu olhar. E que se revelam numa resposta muito boa de uma jovem garota universitária, que resumem o personagem como um egocêntrico que não sabe a sorte que tem. A personalidade bipolar de Brad fica clara em momentos inesperados, como na visualização de um sonho, em que vê o filho aceito na Universidade de Harvard. Mas o que seria um momento de celebração em família logo lhe induz pensamentos sombrios, que voltam a deprimi-lo, diante da possibilidade de ele ter inveja do próprio filho, que poderia se tornar melhor do que ele jamais foi na vida. As cenas de Brad desejando mulheres mais jovens também são hilárias, bem como o modo como ele imagina um amigo de escola, que hoje vive aposentado e morando com duas garotas em uma praia havaiana. Curioso, aliás, como a praia – e mulheres jovens -sempre aparecem como status de sucesso na vida. Entre os coadjuvantes, o destaque é para Michael Sheen (série “Masters of Sex”), no papel de um antigo colega de escola que virou um famoso e arrogante apresentador de televisão. O ator funciona muito bem em tipos assim, vide o recente “De Volta para Casa”, com Reese Witherspoon. Se há um problema no filme talvez seja a timidez com que o diretor utiliza cenas dramáticas, talvez com medo de transformar sua trama inteligente em um dramalhão, especialmente nos momentos de emoção intensa do personagem de Stiller. Mesmo com esta ressalva, “O Estado das Coisas” é um prazer do início ao fim, algo cada vez mais difícil de se dizer sobre os filmes em cartaz.

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    Os Meyerowitz: Filme que rendeu elogios a Adam Sandler ganha primeiro trailer legendado

    20 de setembro de 2017 /

    A Netflix divulgou quatro pôsteres e o trailer legendado de “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe” (“The Meyerowitz Stories”), filme dirigido por Noah Baumbach (“Frances Ha”), que teve sua première no Festival de Cannes. A prévia apresenta a família excêntrica da produção, formada por Adam Sandler (“Zerando a Vida”), Ben Stiller (“Zoolander”), Dustin Hoffman (“Trocando os Pés”), Elizabeth Marvel (série “Homeland”) e Emma Thompson (“O Bebê de Bridget Jones”). “The Meyerowitz Stories” gira em torno de uma família cujos membros, que não se veem há anos, são obrigados a se reunirem para um evento que celebra as obras de arte do pai (Hoffman), um escultor que já foi famoso e se encontra em decadência. Aos poucos, as feridas e rancores do passado retornam, entre refeições e reuniões familiares. O filme foi bastante elogiado em sua exibição no festival francês. Até Adam Sandler recebeu críticas positivas, situação rara na carreira do ator, que prefere se ridicularizar nas suas comédias apelativas. Sua interpretação, como um músico desempregado e em processo de divórcio, foi o que mais chamou atenção da imprensa internacional. O jornal britânico The Guardian declarou ter visto um “ator formidável na tela”. E o site Indiewire completou: “Como Adam Sandler pode ser bom quando não protagoniza filmes típicos de Adam Sandler”. A estreia da produção vai acontecer em 13 de outubro, tanto na Netflix quanto em circuito limitado nos cinemas americanos.

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    Filme que rendeu elogios a Adam Sandler ganha primeiro teaser

    15 de agosto de 2017 /

    A Netflix divulgou seis fotos e o primeiro teaser de “The Meyerowitz Stories (New and Selected)”, filme dirigido por Noah Baumbach (“Frances Ha”), que teve sua première no Festival de Cannes. A prévia traz o elenco eclético da produção cantando. E que eclético! O filme é estrelado por Adam Sandler (“Zerando a Vida”), Ben Stiller (“Zoolander”), Dustin Hoffman (“Trocando os Pés”) e Emma Thompson (“O Bebê de Bridget Jones”). “The Meyerowitz Stories” gira em torno de uma família cujos membros, que não se veem há anos, são obrigados a se reunirem para um evento que celebra as obras de arte do pai (Hoffman), um escultor que já foi famoso e se encontra em decadência. Aos poucos, as feridas e rancores do passado retornam, entre refeições e reuniões familiares. O filme foi bastante elogiado em sua exibição no festival francês. Até Adam Sandler recebeu críticas positivas, situação rara na carreira do ator, que prefere se ridicularizar nas suas comédias apelativas. Sua interpretação, como um músico desempregado e em processo de divórcio, foi o que mais chamou atenção da imprensa internacional. O jornal britânico The Guardian declarou ter visto um “ator formidável na tela”. E o site Indiewire completou: “Como Adam Sandler pode ser bom quando não protagoniza filmes típicos de Adam Sandler”. A estreia da produção vai acontecer em 13 de outubro, tanto na Netflix quanto em circuito limitado nos cinemas americanos.

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    Cachorro dá à Netflix seu primeiro prêmio no Festival de Cannes

    26 de maio de 2017 /

    A Netflix ganhou seu primeiro prêmio no Festival de Cannes. Nesta sexta (26/5), os críticos internacionais presentes do evento francês conferiram o troféu alternativo Palm Dog ao cachorro de “The Meyerowitz Stories”, dirigido por Noah Baumbach (“Frances Ha”). O troféu foi conquistado por Einstein pelo papel de Bruno, o poodle do filme produzido pela plataforma de streaming. A palma canina é uma tradição recente de Cannes. Foi criada em 2001 para destacar o melhor trabalho de um cachorro entre os filmes do festival e já premiou cães famosos, como Lucy, de “Wendy & Lucy” (2008), o saudoso Uggie, de “O Artista” (2011), e todo o elenco canino de “White God” (2014). Neste ano, Einstein conquistou o troféu por sua “atuação” como o cão da problemática família formada por Dustin Hoffman e Emma Thompson. Além da Palma Canina, também foram distribuídos um Prêmio do Júri, espécie de 2º lugar, para o pastor alemão Lupo, do filme “Ava”, de Lea Mysius, e o “Dogmanitarian Award”, que homenageia a melhor relação entre homens e cachorros, que foi para Tchi Tchi, uma shitzu de 16 anos que pertence à atriz Leslie Caron. Os dois contracenam na série britânica “The Durrells”.

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    Adam Sandler transforma vaias em elogios no Festival de Cannes

    21 de maio de 2017 /

    A Netflix continua a ser o assunto dominante no Festival de Cannes. Mal a poeira de sua estreia no evento se assentou, chega seu segundo filme, “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach. E novamente a projeção foi marcada por vaias da crítica ao logotipo da plataforma de streaming. O cineasta espanhol Pedro Almodóvar, presidente do júri da competição, deu aval para as manifestações conservadoras ao declarar-se contrário à premiação, no festival, de um filme que não será exibido no cinema. Seria um “paradoxo”, na sua definição. Sem ter como evitar o tema, o diretor americano de “The Meyerowitz Stories” brincou, na entrevista coletiva: “Não fiquei sabendo dessa controvérsia”. Baumbach explicou que sua obra não foi planejada como um produto destinado ao serviço de streaming, e que o local de exibição não alterou em nada seu trabalho atrás das câmeras. Em suma, que filme é filme e não sala de cinema. E que ainda assim prefere a forma tradicional de se assistir cinema, embora seu novo longa, como todos de sua carreira, seja rodado em 16mm, uma bitola antiga, que não é recomendada para as atuais salas de projeção digital. Um paradoxo, como diria Almodóvar. “O filme foi feito com a expectativa de ser exibido em tela grande, que ainda considero uma experiência única, que não vai acabar. O fiz de forma independente, com película em Super 16mm, assim como tenho feito todos os meus trabalhos. A Netflix adquiriu os direitos sobre ele na fase de pós-produção e, deste então, ela tem nos dado todo apoio e suporte”, resumiu. O elenco eclético da produção, composto por Adam Sandler, Ben Stiller, Dustin Hoffman e Emma Thompson, resolveu encarar a polêmica com humor. “Eu tenho uma televisão bem grande”, disse Hoffman, após Baumbach mencionar que preferia assisti-lo em “tela grande”. A discussão sobre formato quase ofuscou o debate do conteúdo, que, por sinal, tende a dar muito o que falar. Quando isso se tornou possível, veio à tona que o elenco queria evitar participar do filme por motivos bem diversos da Netflix. Os quatro atores principais chegaram a recusar o convite inicial do diretor, e só aceitaram após muita insistência para lerem o roteiro. Para começar, Adam Sandler tinha medo de fazer um papel dramático tão complexo, completamente diferente dos que costumava interpretar. Já Stiller, ao contrário, achava que o personagem se parecia demais com todos que ele tem interpretado. O receio de Thompson era atuar como uma alcoólatra com sotaque americano. E, para completar, Dustin Hoffman “não queria interpretar um velho”, brincou. “The Meyerowitz Stories” gira em torno de uma família cujos membros, que não se veem há anos, são obrigados a se reunirem para um evento que celebra as obras de arte do pai (Hoffman), um escultor que já foi famoso e se encontra em decadência. Aos poucos, as feridas e rancores do passado retornam, entre refeições e reuniões familiares. “O que me interessa em meus filmes é a diferença entre o que somos realmente e o que gostaríamos de ser. Neste filme, eu queria abordar o tema do sucesso, o que o sucesso significa para diferentes pessoas”, afirmou o diretor. E, assim como aconteceu com “Okja”, após a poeira se assentar, o filme de Baumbach recebeu críticas bastante positivas. Até Adam Sandler foi elogiado, situação rara na carreira do ator, que prefere se ridicularizar em suas comédias apelativas. Sua interpretação de um músico desempregado e em processo de divórcio chamou tanta atenção que algumas publicações até especulam a possibilidade de obter premiação. O jornal britânico The Guardian declarou ter visto um “ator formidável na tela”. E o site Indiewire completou: “Como Adam Sandler pode ser bom quando não protagoniza filmes típicos de Adam Sandler”. A Netflix ainda não divulgou a data do lançamento.

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    CEO da Netflix responde às redes de cinema e ao Festival de Cannes: “Vejam na Netflix”

    10 de maio de 2017 /

    A decisão do Festival de Cannes de barrar filmes da Netflix a partir de 2018 ganhou uma resposta de Reed Hastings, fundador e CEO do serviço de streaming. Ele fez um breve comentário, em tom desafiador, na sua página no Facebook: “O establishment fechando o cerco contra nós. Vejam ‘Okja’ na Netflix em 28 de junho, filme incrível que as redes de cinema querem impedir que participe da competição do Festival de de Cannes”, disse. O festival deste ano, que começa na semana que vem, terá dois filmes da Netflix em sua mostra competitiva pela primeira vez, mas esta inclusão causou revolta entre os exibidores de cinema da França, já que esses filmes só estarão disponíveis em streaming para assinantes. Ao anunciar a mostra competitiva deste ano, o diretor do festival, Thierry Fremaux, chegou a sugerir que a Netflix providenciaria algum tipo de lançamento cinematográfico dos dois filmes na competição, “Okja”, de Bong Joon-Ho, e “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach. Mas nesta quarta (10/5) os organizadores do festival disseram que tal acordo não foi feito e que, embora os dois filmes tenham recebido permissão de continuar na competição deste ano, no futuro nenhum filme será aceito sem uma garantia de distribuição nos cinemas franceses. “O Festival de Cannes está ciente da ansiedade despertada pela ausência de lançamento desses filmes nos cinemas franceses”, justificaram os responsáveis pelo evento, em comunicado, no qual tentam afirmar que a situação era “invisível” até virar polêmica. “O festival tem o prazer de acolher um novo operador que decidiu investir no cinema, mas quer reiterar seu apoio ao modo tradicional de exibição na França e no mundo. Consequentemente, após consultar os membros do seu conselho, o Festival de Cannes decidiu adaptar suas regras a esta situação, invisível até agora: qualquer filme que pretenda competir em Cannes terá que se comprometer a ser distribuído nos cinemas franceses. Esta nova medida será aplicada a partir da edição de 2018”, conclui o texto. A decisão de Cannes está sendo comemorada pelo setor de distribuição de filmes tradicional. Na França, um filme só pode ser exibido em um serviço de streaming 36 meses após sua saída dos cinemas. “Estamos certos de que os amantes franceses de cinema não vão querer ver esses filmes três anos depois do resto do mundo”, chegou a dizer a Netflix em um comunicado, quando tentava negociar a exibição dos filmes nos cinemas franceses. Mas não houve acordo com os exibidores. Aliás, nem agora nem nunca. A Netflix chegou a tentar exibir seus filmes no cinema, quando entrou nesse mercado. O plano original da empresa para “Beasts of No Nation” em 2015 era exibir a produção em alguns cinemas selecionados dos Estados Unidos, mas as redes de exibidores boicotaram a distribuição, proibindo que seu circuito fosse utilizado e o filme só entrou em 31 salas independentes. Por conta disso, o serviço de streaming passou a lançar seus filmes diretamente na plataforma. A questão tem desdobramentos interessantes, desde a discussão do que é cinema – as salas ou o filme – e até mesmo o que é filme – afinal, o processo de filmagem tradicional há muito foi abandonado pela gravação digital, e hoje os “filmes” chegam em todas as telas em arquivos de mídia.

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    Festival de Cannes cede às pressões e vai barrar a Netflix a partir do ano que vem

    10 de maio de 2017 /

    O Festival de Cannes cedeu às pressões dos exibidores franceses e anunciou mudanças para a edição de 2018. O alvo da polêmica foi a inclusão de duas produções da Netflix, que não serão exibidas nos cinemas, em sua seleção competitiva. Embora tenha decidido manter os filmes de Noah Baumbach (“The Meyerowitz Stories”) e Bong Joon Ho (“Okja”) na disputa da Palma de Ouro deste ano – até porque barrá-los, a esta altura, criaria ainda mais controvérsia – , a Netflix não poderá mais concorrer ao prêmio se continuar fazendo filmes apenas para streaming. Ou seja, se continuar a ser a Netflix. “O Festival de Cannes está ciente da ansiedade despertada pela ausência de lançamento desses filmes nos cinemas franceses”, justificaram os responsáveis pelo evento, em comunicado, afirmando que a organização tentou negociar com a Netflix para que os filmes fossem exibidos de forma tradicional. “Pedimos em vão que a Netflix aceitasse que esses dois filmes pudessem alcançar outro público nos cinemas franceses e não apenas seus assinantes. Por isso, o festival lamenta que não tenhamos chegado a nenhum acordo”. Eximindo-se da inclusão dos filmes na competição, os organizadores declararam no mesmo comunicado que a situação era “invisível” até o momento da polêmica. “O festival tem o prazer de acolher um novo operador que decidiu investir no cinema, mas quer reiterar seu apoio ao modo tradicional de exibição na França e no mundo. Consequentemente, após consultar os membros do seu conselho, o Festival de Cannes decidiu adaptar suas regras a esta situação, invisível até agora: qualquer filme que pretenda competir em Cannes terá que se comprometer a ser distribuído nos cinemas franceses. Esta nova medida será aplicada a partir da edição de 2018”, conclui o texto. Na prática, isto significa que, para o Festival de Cannes, cinema é um lugar, no caso salas de exibição, e não uma arte. A discussão deve ser retomada durante a exibição dos filmes da Netflix no festival deste ano, que acontece entre 17 e 28 de maio na Riviera Francesa.

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    Exibidores franceses protestam contra filmes da Netflix no Festival de Cannes

    15 de abril de 2017 /

    Os donos das empresas de exibição de cinema da França decidiram protestar contra o Festival de Cannes. Eles não gostaram de ver dois filmes da Netflix na programação do evento deste ano. “Okja”, de Bong Joon-Ho, e “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach, são as duas produções do serviço de streaming na programação do festival. Os exibidores franceses questionam porque estes filmes foram escolhidos, se eles não passarão nos cinemas e a Netflix inclusive fechou seu escritório em Paris. Afinal, a exibição online os qualifica a participar de um festival de cinema? A questão tem desdobramentos interessantes, desde a discussão do que é cinema – as salas que realizavam a projeção tradicional de película agora fazem exibição digital – e até mesmo filme – o processo de filmagem tradicional também foi abandonado pela gravação digital. A produção cinematográfica mudou completamente graças à evolução tecnológica, desde que os filmes eram realizado sem som e em preto e branco, a ponto de todos os “filmes” de Cannes terem sua produção digitalizada. Mas vale observar que protesto é encabeçado por uma entidade, o Centro Nacional de Cinema, que é subsidiado por uma taxa cobrada na exibição de filmes nos cinemas franceses, e por isso tem interesse econômico e não filosófico na questão. “A Netflix vem evitando as regulações francesas e as obrigações fiscais. Essas leis ajudam a financiar nossa forte indústria e o ecossistema que permite a seleção de muitos filmes franceses e estrangeiros a serem feitos”, declarou o CNC em comunicado à imprensa. Segundo fontes das revistas Variety e The Hollywood Reporter dentro da indústria francesa de cinema, a Netflix e os exibidores franceses devem negociar para fazer com que os dois filmes sejam exibidos nos cinemas do país. O diretor do festival Thierry Fremaux sugeriu que Ted Sarandos, principal executivo do serviço de streaming, deverá fazer um anúncio importante durante o Festival de Cannes.

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    Netflix compra mais um filme estrelado por Adam Sandler

    15 de abril de 2017 /

    Não satisfeita com o filme que ainda resta rodar no contrato original que fechou com o comediante Adam Sandler e os quatro contratados num novo acordo, a Netflix comprou os direitos de distribuição de outro longa com o ator. Trata-se de “The Meyerowitz Stories”, a nova obra do cineasta indie Noah Baumbach (“Frances Ha”). “The Meyerowitz Stories” gira em torno da família do título, que se reúne para preparar uma festa de retrospetiva da carreira do patriarca. Sandler é um dos integrantes da família e a produção também conta com interpretações de Ben Stiller (“Zoolander”), Elizabeth Marvel (série “House of Cards”), Candice Bergen (“O Casamento do Meu Ex”), Emma Thompson (“O Bebê de Bridget Jones”), a cineasta Rebecca Miller (“Maggie Tem um Plano”) e Dustin Hoffman (“Trocando os Pés”) como o patriarca. O filme foi selecionado para o Festival de Cannes 2017, o que coloca a empresa na festa mais exclusiva dos cinéfilos europeus, que barrou os grandes estúdios de Hollywood neste ano.

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    Documentário deleita cinéfilos com a trajetória de Brian De Palma

    29 de novembro de 2016 /

    De todos os cineastas da Nova Hollywood, Brian De Palma foi o que se manteve mais fiel às suas raízes, ainda produzindo um cinema com os mesmos interesses estéticos e temáticos sem que para isso precise se proibir de navegar por diferentes gêneros e estúdios. Ele não tem a estabilidade financeira de George Lucas ou está na posição confortável de Steven Spielberg, que tem seu próprio estúdio e dirige uma média de um filme a cada dois anos. Por outro lado, talvez seja muito mais influente do que seus colegas, algo que se reflete pelo interesse em refilmar a sua obra e os inúmeros cineastas inebriados por seu estilo. Realizadores do documentário “De Palma”, Jake Paltrow e Noah Baumbach são oriundos do cinema indie e têm em alta conta o cineasta norte-americano. Os constantes encontros entre os três renderam uma amizade que agora se traduz nesta contribuição no cinema, na qual De Palma traça uma linha do tempo de sua própria carreira, rememorando desde o seu interesse juvenil por tecnologia até “Paixão” (2012), seu filme mais recente. Quem é fã do cineasta sabe que a idade o tornou cada vez mais avesso a entrevistas, sendo por vezes monossilábico principalmente em questões sobre o seu passado. Não à toa, nos primeiros minutos do documentário, o vemos de braços cruzados, um tanto desinteressado ao tratar sobre si mesmo e a sua velha obsessão pelo cinema de Alfred Hitchcock. No entanto, o conforto em estar em um ambiente familiar e revendo a sua trajetória para amigos fazem toda a diferença, logo reavaliando os seus próprios altos e baixos com algum senso de humor. Trata-se de uma filmografia tão incrível e cheia de experiências para compartilhar que um documentário com quase duas horas de duração soa insuficiente. Após a realização de filmes experimentais (“Dionysus in ’69”, “Woton’s Wake”) e outros que flertavam sobre o anseio da juventude diante da guerra no Vietnã (“Saudações” e a sua continuação “Olá, Mamãe!”), De Palma quase viu o seu ofício de diretor ganhar um fim abrupto com a sua demissão durante a pós-produção de “O Homem de Duas Vidas” (1972), o seu primeiro filme para um grande estúdio, a Warner Bros. A sorte veio com “Carrie, a Estranha” (1976), o primeiro de quatro filmes que julga ter obtido uma harmonia entre o sucesso comercial, a liberdade artística e o êxito da crítica – os demais são “Vestida Para Matar” (1980), “Os Intocáveis” (1987) e “Missão: Impossível” (1996). Por outro lado, o fracasso esteve à espreita sempre que De Palma atingia o topo. Das sessões vazias de “O Fantasma do Paraíso” (1974) em Los Angeles aos comentários severos por “A Fogueira das Vaidades” (1990), o cineasta ainda assim encontra alguma satisfação ao reconhecer o status de cult que algumas de suas produções receberam, especialmente “Um Tiro na Noite” (1981), cujo fiasco à época fez o seu casamento com a atriz Nancy Allen chegar ao fim, bem como levou à falência a companhia Filmways. Hoje, o longa é considerado brilhante, um clássico. Mesmo dando conta de todos esses percalços, “De Palma” tem sido severamente criticado pela escolha de seu formato. Tendo somente Brian De Palma como testemunha e uma montagem bem astuta com a sua seleção de trechos de filmes e fotografias, houve quem taxasse Paltrow e Baumbach de preguiçosos, ao criarem basicamente um seleção de comentários para material extra de DVD. Não soa justo, pois De Palma não é um artista que precisa de comentários bajuladores de terceiros, sendo os seus depoimentos e as imagens antológicas que arquitetou as melhores defesas de seu próprio legado.

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    Mistress America é mais uma boa parceria entre a atriz e o diretor de Frances Ha

    26 de novembro de 2015 /

    O novo filme de Noah Baumbach é mais um exemplo do quanto ele parece deixar nas mãos de Greta Gerwig o peso (ou seria a leveza?) de seu trabalho. Os dois fizeram juntos o roteiro de “Mistress America” (2015) com um fiapo de enredo, mas tudo parece ser improvisado, com a passagem na casa de Mamie-Claire (Heather Lind) evocando a adaptação de uma peça teatral maluca. Em certo momento do filme, Tracy, a jovem de 18 anos interpretada por Lola Kirke, reclama ao telefone com a mãe, dizendo que estar em Nova York, lugar onde foi estudar na faculdade, é como estar em uma festa o tempo inteiro. Com a diferença que é uma festa em que você está o tempo todo se sentindo sozinho, deslocado. E é fácil compreender esse sentimento. Muitas pessoas, tímidas ou não, já passaram por isso. A situação muda para Tracy quando ela entra em contato com sua futura irmã postiça. Isto é, o pai da jovem vai se casar com sua mãe. Trata-se de Brooke, a personagem de Greta Gerwig, que já está perto dos 30 anos. Acontece que Tracy ama Brooke, acha-a a mulher mais divertida que já conheceu e, dentro de sua curta vida, passou sua noite mais divertida com ela em uma festa. Brooke sabe se divertir como ninguém, tem uma atitude prática (não parece ligar para faculdade ou coisa do tipo) e está planejando montar um restaurante com o namorado. Tracy acaba aproveitando bastante dessa personalidade sem igual de Brooke para se inspirar e escrever um conto, visando concorrer num clube de leitura pela possibilidade de ser publicado em um livro com outros vários jovens escritores. A vida real, afinal, é tantas vezes objeto de inspiração para a construção de obras fantásticas, não é mesmo? “Mistress America” tem um estilo despojado de narrar a sua história, importando-se mais em tecer as personalidades de suas protagonistas. Brooke e Tracy não chegam a ser opostas. Brooke contém traços de personalidade que Tracy gostaria de ter para si, mas ao mesmo tempo Tracy se sente bastante confiante no que ela é e no que é capaz de construir para sua vida, tendo 12 anos a menos que Brooke. Já Brooke esconde muito de suas inseguranças em uma personalidade aparentemente forte, mas as fragilidades começam a vir à tona e a amiga e quase irmã faz questão de estar ali para lhe dar apoio moral. Se “Mistress America” é melhor ou não que “Frances Ha” (2012), isso talvez não seja tão importante. São filmes com propostas diferentes – o anterior tem maior influência da nouvelle vague – , mas a verdade é que ambos se beneficiam bastante da presença de Greta Gerwig, tão encantadora que não chega a ser exatamente eclipsada por Lola Kirke, que também é linda e brilhante. Um talento que havia sido revelado por David Fincher em “Garota Exemplar” (2014). O fato é que ambas as personagens se tornam ainda mais adoráveis quando expõem os seus defeitos e suas fragilidades, como se convidassem o espectador para um abraço, embora vivendo em um mundo que parece frio demais para carinhos desse tipo.

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