Globo inova com criação de setor de Diversidade
Seguindo tendência em crescimento nos EUA, a Globo anunciou nesta quarta-feira (26/10) que se tornou o primeiro conglomerado brasileiro de produção de conteúdo a incluir em seu organograma um setor de Diversidade. A nova estrutura terá uma diretoria encarregada de fomentar maior diversidade nas novelas, séries e programas do grupo. A mudança foi anunciada pelo diretor dos Estúdios Globo, Ricardo Waddington, e o novo regime começa a funcionar a partir de novembro. A partir do próximo mês, a estruturação dos Estúdios Globo será baseada em quatro pilares: Conteúdo, Produção, Talentos e Diversidade/Inovação em Conteúdo. No setor de Conteúdo, os autores e diretores artísticos estarão juntos para discutir a evolução dos programas e buscar novos formatos, subordinados aos responsáveis pelos setores de Dramaturgia (José Villamarim), Variedades/Realities e Shows (Boninho), Variedades (Mariano Boni) e Projetos Especiais e Canais Pagos (Raoni Carneiro). Já a área de Produção terá como função desenhar modelos de produção para todas as plataformas do Grupo Globo. A parte de Talentos vai se dedicar ao relacionamento da empresa com atores, cenógrafos, figurinistas, produtores de arte e musicais, caracterizadores, diretores de fotografia, entre outros ofícios. E a recém-criada área de Diversidade e Inovação em Conteúdo buscará manter o compromisso e impacto social dos conteúdos da empresa. “Estou muito feliz com esse novo desenho. Acho que estamos conseguindo responder aos desafios que o mercado está trazendo e também aos que fomos identificando internamente, a partir de uma nova realidade e de uma Globo em permanente transformação. Estamos mais preparados para produzir em diferentes formatos, para diferentes plataformas, em diferentes modelos. Cada vez mais abertos para produzir em parceria, equipando nossos criadores e os nossos talentos artísticos para novas narrativas, linguagens, olhares e formatos”, afirmou Ricardo Waddington. “Em absoluta sintonia com as pautas da sociedade e do país e alinhados aos compromissos ESG da Globo. Não tenho dúvidas de que um entretenimento mais diverso é um entretenimento mais potente e mais conectado e engajado com o Brasil e com os seus desafios”, completou. A área de Diversidade será liderada por Samantha Almeida, que atuava como diretora de Criação de Conteúdo. A executiva terá a missão de fomentar “a inovação nos formatos e linguagens, a criação e produção de conteúdos digitais de entretenimento e a gestão das redes sociais de conteúdos produzidos nos estúdios a partir das estratégias dos produtos”. “Ela será responsável por diversificar, representar e incluir todas as comunidades nas telas e nos times do Entretenimento”, diz um comunicado da Globo enviado para a imprensa.
Diretor e produtor de “O Esquadrão Suicida” são os novos chefes da DC Films
A Warner Bros. Discovery surpreendeu nesta terça com o anúncio dos nomes escolhidos para substituir o executivo Walter Hamada no comando da DC Films. O CEO David Zaslav contratou o produtor Peter Safran e o diretor James Gunn para compartilharem o cargo. Ambos já estavam envolvidos com o universo DC e trabalharam juntos, como produtor e diretor, no filme “O Esquadrão Suicida” e na série “O Pacificador”. Aparentemente se deram muito bem nos bastidores e compartilharam grandes discussões criativas, porque o site Deadline apurou que o convite a Gunn foi exigência de Safran. Segundo este relato, Zaslav teria procurado Safran especificamente. O produtor foi responsável pelos filmes mais bem-sucedidos da Warner nos últimos 10 anos, desde “Invocação do Mal” (2013). Ele passou a produzir títulos da DC a partir de “Aquaman” (2018) e repetiu a dose em “Shazam!” (2019), além de estar envolvido nas continuações desses filmes, nos projetos de “O Esquadrão Suicida” e no vindouro filme do “Besouro Azul”. Ou seja, já era responsável por boa parte dos lançamentos da DC no estúdio – além do universo de terror “Invocação do Mal”. Mas para aceitar, Safran teria pedido a companhia de um parceiro criativo, que seria Gunn. O detalhe é que, ao assumir seu novo papel, Gunn se tornou funcionário exclusivo da Warner Bros Discovery. Ele só realizar trabalhos para o conglomerado, portanto o especial de Natal dos Guardiões da Galáxia e o filme “Guardiões da Galáxia Vol. 3″ marcarão sua despedida da Marvel. Em suas novas funções, Gunn e Safran liderarão o desenvolvimento e a execução de um plano de longo prazo para todos os títulos da DC Comics em filmes, séries, animações, games e áudio. Por conta disso, trabalharão em conjunto com os diretores de diversas divisões diferentes do estúdio. “A DC tem os personagens mais divertidos, poderosos e icônicos do mundo e estou emocionado por ter os talentos singulares e complementares de James e Peter se juntando à nossa equipe de classe mundial e supervisionando a direção criativa do célebre Universo DC”, disse Zaslav no anúncio oficial. “Suas décadas de experiência na produção de filmes, laços estreitos com a comunidade criativa e histórico comprovado de fãs de super-heróis emocionantes em todo o mundo os tornam excepcionalmente qualificados para desenvolver uma estratégia de longo prazo em cinema, TV e animação, e levar esse universo icônico para a próxima fase da narrativa criativa.” Gunn e Safran também fizeram seus primeiros comentários como novos chefes da DC, assinando uma declaração em conjunto. “Estamos honrados em ser os guardiões desses personagens da DC que amamos desde crianças. Estamos ansiosos para colaborar com os roteiristas, diretores e atores mais talentosos do mundo para criar um universo integrado e multifacetado que ainda permita a expressão individual dos artistas envolvidos”, disseram. “Nosso compromisso com Superman, Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Harley Quinn e o resto do elenco de personagens da DC só é igualado por nosso compromisso com a maravilha da possibilidade humana que esses personagens representam. Estamos empolgados em revigorar a experiência cinematográfico em todo o mundo enquanto contamos algumas das maiores, mais belas e grandiosas histórias já contadas. Estamos especialmente entusiasmados em fazer tudo isso com Mike, Pam, Casey, Channing e toda a equipe da Warner Bros. Discovery, e somos gratos a David Zaslav, cuja visão ousada para o futuro da franquia que compartilhamos e permite esta oportunidade única na vida. Acima de tudo, mal podemos esperar para trazer todos vocês para a história do DCU”, completaram. Os copresidentes da Warner Bros. Film Group, Mike De Luca e Pam Abdy, complementaram, demonstrando grande expectativa pelos projetos da dupla: “Não poderíamos estar mais animados por James Gunn e Peter Safran se juntarem à equipe e assumirem a liderança do Universo DC. James é um cineasta e contador de histórias brilhante e Peter é um produtor extremamente bem-sucedido e prolífico, e tê-los comprometidos a trabalhar juntos para criar esta nova era para a DC é literalmente um sonho tornado realidade. Todos nós compartilhamos uma sensibilidade e paixão muito semelhante por este universo e as estrelas não poderiam ter se alinhado melhor. Mal podemos esperar para começar, aprofundar e colaborar com essas mentes criativas incomparáveis.”
CNN Brasil passa a ser transmitida pela plataforma Prime Video, da Amazon
A CNN Brasil e a Amazon fecharam um acordo de parceria nesta terça-feira (25/10) para a inclusão do canal de notícias na plataforma Prime Video. Com isso, a CNN Brasil será o primeiro canal linear com transmissão 24 horas ao vivo do serviço. O contrato é de longo prazo e não acarreta custo adicional para os assinantes interessados em acessar a novidade. Ou seja, a CNN Brasil está dentro do preço básico do Prime Vide, em vez de integrar o serviço extra Prime Channels, que disponibiliza streamings como o Discovery+, Paramount+, Lionsgate+ e o Première, serviço de pay-per-view esportivo da Globo, com custos adicionais. A negociação foi rápida e teria começado no mês passado. Essa agilidade também se estende à disponibilização do sinal, que já entrou no ar na Prime Video, aproveitando o interesse do público em notícias das eleições presidenciais entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que acontece no domingo (30/10). A inclusão do canal de notícia reflete uma busca por mais conteúdo ao vivo para a plataforma de streaming, que neste ano adquiriu os direitos da Copa do Brasil em licenciamento com a Globo – e negocia a renovação para 2023 – , além de possuir um pacote de jogos de basquete da NBA (Associação Nacional de Basquete, em inglês). Um detalhe curioso do negócio é que o acordo não afeta a transmissão dos principais programas da CNN Brasil pelo YouTube.
Netflix volta a crescer e chega a 223,1 milhões de assinantes
A Netflix fechou o terceiro trimestre de 2022 com um aumento no número de assinantes, acrescentando 2,41 milhões de novos usuários – o que inclui um ganho de 100 mil somente no mercado dos EUA e Canadá. Com isso, a empresa fechou o mês de setembro com um total de 223,1 milhões de assinantes – superando, e muito, sua previsão de adicionar 1 milhão de novos assinantes nesse período. Entusiasmada com a volta de seu crescimento após perder público no começo do ano, a empresa espera aumentar ainda mais este número no quarto semestre do ano, estimando ganhar mais 4,5 milhões de novos clientes. Em parte, esses novos assinantes podem vir em decorrência do lançamento do plano mais barato de assinatura, com anúncios, que será lançado em 12 países em novembro. Mas a estimativa interna é que essa opção tenha impacto apenas em 2023. Da mesma maneira, também não está claro quantos dos clientes que se inscreverem no plano de anúncios serão assinantes existentes da Netflix, que escolheram migrar para um pacote mais barato. No entanto, o executivo da Netflix, Greg Peters, disse anteriormente que a empresa acredita que a receita por assinante do plano com anúncios será “de neutra a positiva”. A ideia do lançamento dessa opção é faturar com os anúncios e não com as assinaturas. Ainda assim, desde que anunciou seu plano de anúncios, as ações da Netflix subiram mais de 14%. Em termos de receita, a empresa registrou US$ 7,93 bilhões no trimestre, um aumento de 5,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, e um lucro diluído por ação de US$ 3,10, superando as expectativas. Para o quarto trimestre, a Netflix prevê uma receita de US$ 7,8 bilhões, atribuindo o declínio “ao fortalecimento contínuo do dólar americano em relação a outras moedas”. Parte desse crescimento se deve aos lançamentos da empresa nesse período, como as séries “Dahmer: Um Canibal Americano”, “Uma Advogada Extraordinária” e os episódios finais da 4ª temporada de “Stranger Things”, além dos filmes “Agente Oculto” e “Continência ao Amor”, que geraram grande repercussão e consumo de dados. Com isso, a Netflix resgata seu histórico de sucesso, após registrar sua primeira perda de assinantes em mais de uma década. No primeiro trimestre de 2022, a Netflix perdeu 200 mil assinantes e, no segundo semestre, esse número subiu para 970 mil. Em parte, essa perda refletiu o crescimento da concorrência acirrada e a inflação, que encareceu as assinaturas. Outro fator que pode aumentar o número de assinantes é o investimento da Netflix no setor de games. Atualmente, a empresa oferece 35 games dentro da sua plataforma, disponíveis nas assinaturas ou em compras nas lojas de aplicativos para celular. “Estamos vendo alguns sinais encorajadores de jogabilidade levando a uma maior retenção”, declarou a empresa, que já tem outros 55 games em desenvolvimento, muitos deles baseados em franquias de sucesso da própria Netflix.
Amazon disponibiliza “Poliana Moça” e fará nova novela com o SBT
O Prime Video lançou nesta quinta (13/10) os primeiros 25 capítulos da novela “Poliana Moça”, atualmente no ar no horário nobre do SBT. A trama protagonizada por Sophia Valverde terá novos capítulos disponibilizados em novembro, num acordo de exibição que levará o final da trama para o streaming em abril do ano que vem. Com isso, a plataforma da Amazon tirou da Netflix a exclusividade do conteúdo infantil da emissora, após a rival experimentar grande sucesso com a disponibilização de “Carrossel” (2012), “Chiquititas”(2013), “Carinha de Anjo” (2016) e “As Aventuras de Poliana” (2018) – entre as maiores audiências do streaming. Além disso, a Amazon vai coproduzir a próxima produção infantil da emissora de Sílvio Santos, “Romeu e Julieta”, escrita por Iris Abravanel, esposa de Silvio Santos, visando um lançamento conjunto em 2023. A novela será exibida primeiramente no SBT e logo depois os capítulos vão estar disponíveis no streaming da Amazon. Os negócios são facilitados pelo fato de a emissora de Silvio Santos não investir numa plataforma de streaming forte, diferentemente das concorrentes Globo (Globoplay) e Record (PlayPlus), o que permite a negociação de seu conteúdo para empresas desse setor. “Já temos uma relação excepcional com o SBT e, por meio desse acordo de longo prazo, estamos estreitando laços e abrindo caminho para muitos projetos conjuntos, reforçando, assim, nosso investimento em conteúdo local, com muitas ideias já em andamento”, disse João Mesquita, country manager do Amazon Prime Video Brasil, em comunicado. Como mencionou João Mesquita, este não é o primeiro negócio da Amazon com o SBT. A empresa patrocina as transmissões da Libertadores da América no canal de TV desde 2020.
“BBB 23” será o mais lucrativo da Globo
Três meses antes da estreia, o “BBB 23” já fez História na Globo como o mais lucrativo de todos os tempos. Depois de vender todos os patrocínios disponíveis, o canal começou a oferecer novos espaços e já fechou dois anunciantes a mais. Com isso, o próximo “Big Brother Brasil” já acumula 13 marcas anunciantes, com uma arrecadação acima dos R$ 800 milhões. Se todos os espaços forem vendidos, o valor pode chegar à R$ 1 bilhão antes de o programa ir ao ar. Os principais novos parceiros comerciais da produção serão a rede de supermercados Carrefour, o Zé Delivery, serviço de entrega de bebidas em casa que pertence à Ambev, e a Chevrolet. Já as três cotas mais caras de anúncios, chamadas da Cota Big, foram ocupadas por Americanas, Seara e Stone. Cada uma delas pagou R$ 105,1 milhões pelo espaço. A Stone, por sinal, vai substituir a PicPay como empresa financeira do “BBB”. A Globo decidiu oficializar os cem dias de duração e vai começar a exibição do programa em 16 de janeiro. Com isso, o vencedor será conhecido em 25 de abril, uma terça. Tadeu Schmidt seguirá no comando da atração, que continuará com a disputa entre os famosos do Camarote e os anônimos Pipoca.
Apple TV+ aumenta valor da assinatura no Brasil
O serviço de streaming Apple TV+ aumentou valor de sua assinatura mensal de R$ 9,90 para R$ 14,90. Embora a empresa não tenha anunciado previamente o reajuste, o novo valor já consta na página de contratação do serviço. A Apple TV+ teve seu conteúdo valorizado neste ano com a vitória no Oscar de “No Ritmo do Coração” – filme que só foi exclusivo do serviço do streaming nos EUA – , e com a segunda conquista consecutiva de “Ted Lasso” como Melhor Série de Comédia no Emmy. Neste ano, a plataforma ainda vai lançar os filmes “Emancipation”, com Will Smith, e “Passagem”, com Jennifer Lawrence, além de novas temporadas de “Slow Horses”, “The Mosquito Coast” e a série inédita “Shantaram”, entre outras atrações.
Plataforma de streaming Starzplay vira Lionsgate+
O estúdio Lionsgate, dono do canal pago Starz e da plataforma Starzplay, anunciou nesta quarta (28/9) que seu serviço de streaming mudou de nome. A Starzplay passa a partir de agora a se chamar Lionsgate+, refletindo a tendência de Hollywood de batizar seus streamings com o nome do estúdio seguido pelo símbolo de “plus”. É o que acontece, por exemplo, com a Disney+. A ironia é que a Lionsgate chegou a travar uma briga jurídica com a Disney no Brasil para impedir que a empresa batizasse seu segundo serviço de Star+, alegando semelhança de nomes. Chegou a vencer na Justiça, travando a campanha de lançamento da Star+, o que forçou a Disney a fechar um acordo extrajudicial em agosto do ano passado, no valor de R$ 50 milhões, para estrear a plataforma no país. Agora, R$ 50 milhões mais rica, a Starzplay simplesmente decidiu mudar de nome. A iniciativa, porém, é mundial. Além do Brasil, a plataforma vai virar Lionsgate+ em 34 países da América Latina, Europa e Ásia. “Operar internacionalmente sob o Lionsgate+ traz uma identidade distinta e diferenciada em um mercado internacional cada vez mais concorrido e se baseia no valor da marca no nome Lionsgate, que nossa extensa pesquisa provou ser forte em todo o mundo. Mesmo com a separação da Starz e do negócio de estúdios da Lionsgate, a marca Lionsgate continuará sendo valiosa para o sucesso contínuo de nossa plataforma internacional”, disse Jeffrey Hirsch, presidente e CEO da Starz, em comunicado à imprensa. A menção à separação da Starz se deve à intenção da Lionsgate de vender o canal pago americano e até o próprio estúdio, mas separadamente. Por isso, o ato de rebatizar a plataforma sugere que o estúdio pretende manter o streaming, caso venda o canal. Por outro lado, isto também dificulta a venda do Starz e deixa indefinido, para possíveis interessados na aquisição, se a plataforma está atrelada ao estúdio ou ao canal, porque nos EUA a Starzplay não mudou de nome. O agora Lionsgate+ internacional tem diversas séries originais exclusivas, como a franquia “Power”, “The Great”, “The Girl From Plainville”, “Gangs of London” e “The Serpent Queen”, entre muitas outras. A assinatura do streaming custa R$ 14,90 por mês no Brasil e também pode ser adquirida em combos de TV por assinatura ou de outras plataformas de streaming, como o Prime Video, Globoplay e Star+. Confira abaixo o vídeo que anuncia a mudança de nome.
Warner é acusada de mentir sobre números da HBO Max
Uma ação coletiva aberta contra a Warner Bros. Discovery (WBD) na sexta (23/9) em Nova York, em nome de acionistas minoritários, alega que o conglomerado teria inflado o número de assinantes da HBO Max em até 10 milhões para ter a fusão aprovada. Segundo o site The Wrap, a ação foi feita em nome da Collinsville Police Pension Board, fundo de pensão de Illinois que se disse enganado para trocar suas ações ordinárias da WarnerMedia pelas da nova empresa e assim facilitar a coligação com a Discovery. “A WarnerMedia estava concentrando seus investimentos em streaming e ignorando suas outras linhas de negócios…”, diz o processo. “[E] exagerou o número de assinantes da HBO Max em até 10 milhões de assinaturas, incluindo como assinantes clientes da AT&T que recebiam acesso ao pacote da HBO Max de graça, mas não assinavam o serviço”. O processo nomeia David Zaslav, CEO da WBD, e o Diretor Financeiro Gunnar Wiedenfels como réus. A WBD ainda não se manifestou sobre a ação. A Discovery finalizou sua fusão com a WarnerMedia, que pertencia à AT&T, no final de abril em um acordo que movimentou US$ 43 bilhões. Com isso, HBO, HBO Max, CNN, Warner Bros., DC Films, New Line Cinema, Cartoon Network e mais empresas da antiga WarnerMedia se juntam ao Discovery Channel, Food Network, TLC, Animal Planet e Oprah Winfrey Network num novo conglomerado de mídia. Mais de 700 milhões de ações da WBD foram emitidas para os acionistas ordinários e preferenciais da Discovery no acordo da fusão, o que, segundo o processo, significa que “centenas de milhares” de pessoas poderiam se juntar à ação coletiva contra a empresa. Relatórios públicos das empresas parecem corroborar a denúncia. Em janeiro deste ano, o então CEO da WarnerMedia, Jason Killar, anunciou que a HBO Max tinha 73,8 milhões de assinantes mundiais. Mas em agosto, a WBD decidiu apresentar números diferentes ao mercado. Sem diferenciar assinantes de HBO Max e Discovery+, informou que as duas plataformas somadas tinham 92,1 milhões de assinantes. Isto apontou uma perda de 8,7 milhões de assinantes entre os dois serviços. Praticamente admitindo o problema com os números, a WBD ressaltou na ocasião que, por decisão própria, decidiu não considerar 10 milhões de assinantes que ganharam acesso a um dos serviços numa parceria promocional com a AT&T. Isto é, que ganharam a assinatura como bônus na aquisição de pacotes de internet com a empresa telefônica. É exatamente o que alega a ação.
IBGE revela que quase metade dos lares brasileiros tem Smart TVs
Um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentado na sexta (16/9) revelou que quase metade dos lares brasileiros já assiste suas séries e programas favoritos na tela grande de uma Smart TV. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada no quarto trimestre de 2021, 44,4% dos domicílios do país estão usando televisores para se conectar à internet e assistir streaming, superando pela primeira vez os computadores, que caíram de 45,2% para 42,2%. Ambos, porém, perdem para os celulares, preferência em 99,5% dos lares. Os números não são excludentes, uma vez que quem acessa pelo celular, também pode acessar pela TV ou o computador. Ao assumir a vice-liderança entre os dispositivos que os brasileiros mais usam para acessar a internet, as TVs registraram um crescimento de 12,1% em relação ao levantamento anterior, realizado em 2019, e deram um salto gigantesco em relação à primeira pesquisa do tópico – representavam 11,7% dos acessos à internet em 2016. Além disso, os domicílios com internet somaram 90% na nova pesquisa, 6% a mais do que em 2019. Ou seja, apenas 10% dos lares brasileiros não tem acesso à internet. Ainda assim, a maior parte desse acesso se deve à telefonia. Outra revelação do estudo foi que, de 2019 para 2021, o número de lares com TV no Brasil subiu de 68,4 milhões para 69,6 milhões e 91% desses aparelhos recebem os sinais de TV digital aberta, que fez sua estreia no Brasil há 15 anos. Ainda segundo a pesquisa, 96,2% das moradias urbanas e 90,8% das rurais tem televisor no país. O aumento de acesso à internet na TV já estaria impactando outras tecnologias. O número de domicílios com antena parabólica caiu de aproximadamente 27% para cerca de 22,6%, totalizando 15,7 milhões de lares – 56,1% concentrados em área rural. Mas onde há maior impacto é na queda no número de assinaturas de TV paga. De 2019 a 2021, o percentual de domicílios brasileiros com TV por assinatura caiu de 30,3% para 27,8%. Para 43,5% dos entrevistados que não tem acesso à TV paga, o serviço é caro, outros 45,6% não têm interesse, e 8,7% substituíram os pacotes de televisão por serviços de streaming. O estudo é abrangente, mas mais antigo que o realizado pela empresa Nielsen, em parceria com a MetaX, que revelou há duas semanas um número maior de lares com Smart TVs: 61% dos domicílios brasileiros. A diferença pode ser atestada pelo crescimento das vendas dos aparelhos em períodos promocionais, como Black Friday e Natal, que não teriam sido aferidos na pesquisa do IBGE. Além disso, a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) apontou uma expectativa de crescimento ainda maior para televisores mais modernos neste segundo semestre, especialmente entre os modelos de 50 a 65 polegadas, para a Copa do Mundo.
HBO e HBO Max vencem Netflix no Emmy 2022
A combinação do canal pago HBO e da plataforma HBO Max superou com folga a rival Netflix na contagem geral do Emmy deste ano. Após vencer uma dúzia dos prêmios principais da Academia de Artes e Ciências Televisivas na noite de segunda (12/9), as HBOs chegaram a um total de 37 vitórias, incluindo os troféus preliminares, entregues em 3 e 4 de setembro. As séries mais premiadas do streaming do conglomerado Warner Bros. Discovery foram “The White Lotus” (10 prêmios), “Euphoria” (6) e “Succession” (4). Já Netflix levou para casa um total de 26 troféus, mas apenas três na cerimônia de segunda. Os destaques do streaming mais antigo foram “Round 6” (6), “Stranger Things” (5) e “Arcane” (4). O resultado representa uma reversão das fortunas de 2021, quando a Netflix teve 44 Emmys no total, contra 19 da HBO/HBO Max. O resultado é importante especialmente para a HBO Max, que enfrenta uma crise administrativa após a fusão da Warner e da Discovery, com cancelamentos repentinos e sumiços de séries na plataforma. Também reforça a estratégia de Casey Bloys, chefe de conteúdo das HBOs, de priorizar produtos de qualidade sobre quantidade. Este parece ser justamente o problema da Netflix, que produz uma quantidade inigualável de atrações. Só que o excesso faz com que até produções de qualidade se percam na página inicial da plataforma, sem que o público consiga descobri-las. Com a ambição de reconhecimentos no Emmy e até no Oscar, a Netflix pode ter que repensar seus métodos de produção, aproveitando para transformar a atual crise de assinantes da empresa numa oportunidade para rever seu modelo de negócios. No caso, não se trata sequer de reinvenção, mas de volta às origens. Vale lembrar que, em seus primeiros anos, a aposta da plataforma era em produções de prestígio, como “House of Cards” e “Orange is the New Black”, que fizeram História no Emmy e mudaram a cara da “televisão” para sempre. Em meio à essa disputa, é importante prestar atenção ainda no crescimento das plataformas da Disney, Hulu (equivalente à Star+ no Brasil) e Disney+. Elas tiveram seis vitórias cada, gerando uma dúzia de prêmios somados. Durante a D23 Expo, convenção da Disney realizada no último fim de semana, o CEO da companhia, Bob Chapek, confirmou planos de juntar Hulu e Disney+ num único streaming – o que já acontece na Europa. Isto só não foi adiante ainda nos EUA porque a Disney não detém 100% da Hulu – a Comcast, dona da NBCUniversal, possui 33%. Mas a situação deve mudar a partir de 2024, quando está prevista contratualmente a possibilidade de compra das ações minoritárias pelo império comandado por Chapek. Na D23, o executivo afirmou que gostaria, inclusive, de apressar esse cronograma, revelando que tem participado de conversas com a NBCUniversal sobre o tema. A médio prazo, isso pode significar uma ameaça para o reinado da HBO e da Netflix nas premiações da indústria.
Pesquisa revela que 61% dos lares brasileiros já têm Smart TV
Uma pesquisa da Nielsen, em parceria com a MetaX, apresentou números surpreendentes do mercado consumidor, apontando que 61% dos lares brasileiros já têm Smart TV. O estudo revelou ainda que 51% dos entrevistados preferem acompanhar o conteúdo das plataformas de streaming na TV. Do total, 86% consomem esses serviços na TV pelo menos uma vez na semana. As marcas de televisores mais citadas pelos usuários foram Samsung e LG, com 39% e 30%, respectivamente. A pesquisa também apontou que a maior parte dos usuários (56%) está na faixa de 25-44 anos e prefere assistir em companhia de outras pessoas (63%). Além disso, 70% dos entrevistados mexem no celular enquanto assistem às séries do streaming. De acordo com a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), as vendas de televisores devem crescem mais no segundo semestre entre os modelos de 50 a 65 polegadas, para a Copa do Mundo. Maiores e com mais recursos, esses tamanhos se tornaram o alvo dos mais diferentes consumidores, de cinéfilos a fãs de futebol.
Netflix comemora 25 anos de atividade
A Netflix está completando 25 anos. Fundada em 29 de agosto de 1997 por Reed Hastings e Marc Randolph, a Netflix surgiu como um serviço de locação e compras de filmes pelo correio, bem antes de virar a plataforma líder do streaming mundial. Para marcar a data, a empresa divulgou um vídeo em tom nostálgico, que registra sua evolução desde a época em que entregava DVDs pelo correio. O vídeo também destaca a diversidade de suas produções originais, como as séries “Orange Is the New Black”, “Stranger Things” e “Round 6”. Segundo a lenda, a ideia para o serviço surgiu quando Hastings recebeu uma multa de US$ 40 pelo atraso na devolução do filme “Apollo 13” (1995) que ele havia alugado na locadora Blockbuster. Ele passou a imaginar, então, um modelo de negócios em que não haveriam multas por atraso de devolução. Em busca de patrocínio, ele e o sócio conseguiram um capital inicial de US$ 1,9 milhões para lançar o que, a princípio, seria apenas uma loja online para compra e aluguel de filmes. Mas o modelo não gerava lucro. Os DVDs eram caros, os custos com correios muito altos e o retorno era mínimo. Os fundadores chegaram a considerar a possibilidade de vender a Netflix para a Amazon – e para a própria Blockbuster – , mas resolveram insistir com outra ideia: um serviço com mensalidades fixas. Foi o que salvou a empresa, atraindo mais de 200 mil assinantes. Em 2002, o número de assinantes ultrapassou os 600 mil e, com os avanços em velocidade e a queda na instabilidade da internet, o serviço de streaming foi introduzido em 2010. Isso possibilitou um crescimento astronômico. Um ano após virar serviço de streaming, o número de assinantes da Neflix nos EUA chegou aos 20 milhões. Com o lançamento de “Lilyhammer” em 2012, a plataforma deu outro passo, iniciando a exibição de conteúdos exclusivos e originais. Logo aconteceu a expansão para outros países. E, durante uma década, a Netflix dominou sozinha o mercado de streaming, tornando-se sinônimo de filmes vistos na internet. Foi só recentemente que a empresa começou a perder o seu reinado, com perda de quase 1 milhão de usuários no trimestre passado. Confira o vídeo comemorativo.












