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    Jojo Rabbit: Comédia do diretor de Thor: Ragnarok vence o Festival de Toronto

    15 de setembro de 2019 /

    O filme “Jojo Rabbit”, do cineasta neozelandês Taika Waititi (de “Thor: Ragnarok”), foi o grande vencedor do Festival de Toronto. A comédia em que Waititi vive Adolf Hitler foi a obra favorita do público do festival canadense. Diferentemente de outras mostras de cinema, o vencedor de Toronto é escolhido pelo público e não por um júri. A vitória coloca a produção da Fox Searchlight na mira do Oscar, já que os ganhadores do prêmio de Toronto costumam se destacar no troféu da Academia. No ano passado, por exemplo, o vencedor de Toronto foi “Green Book: O Guia”, que também conquistou o Oscar de Melhor Filme. Curiosamente, “Jojo Rabbit” não foi unanimidade entre a crítica, atingindo 75% de aprovação no Rotten Tomatoes devido ao humor ultrajante da trama, que acompanha um menino da juventude hitlerista que sofre bullying e é confortado por seu amigo imaginário, ninguém menos que Adolf Hitler. Passada na Alemanha nazista, a trama se complica quando a criança descobre que sua mãe está escondendo uma garota judia em sua casa. Por conta disso, o prêmio foi recebido com surpresa pela imprensa norte-americana, que considerava outros dois longas como favoritos: “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, e “Parasita”, de Bong Joon-ho, que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Estes filmes acabaram ficando, respectivamente, com o 2º e o 3º lugar na premiação do público de Toronto. Também é muito interessante reparar que os dois melhores filmes são estrelados pela mesma atriz: Scarlett Johansson – que vive a mãe de “Jojo Rabbit” e a esposa de “História de um Casamento”. Um desses papéis pode lhe render a primeira indicação ao Oscar de sua carreira. “Jojo Rabbit” estreia comercialmente em 18 de outubro nos Estados Unidos, mas a previsão original de lançamento no Brasil é apenas para fevereiro de 2020. Após a vitória em Toronto, essa data pode ser antecipada.

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    Jojo Rabbit: Taika Waititi vira Hitler em novo trailer de comédia ultrajante

    3 de setembro de 2019 /

    A Fox Searchlight divulgou um novo trailer de “Jojo Rabbit”, comédia do diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”). A prévia explora o humor ultrajante da trama, ao acompanhar um menino da juventude hitlerista que sofre bullying e é confortado por seu amigo imaginário, ninguém menos que Adolf Hitler. Passada na Alemanha nazista, a trama se complica quando a criança descobre que sua mãe está escondendo uma garota judia em sua casa. O elenco destaca o estreante Roman Griffin Davis como o personagem do título, Scarlett Johansson (“Vingadores: Ultimato”) como sua mãe, Thomasin McKenzie (de “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”) como a menina judia e o próprio Taika Waititi como Hitler – um Hitler maori! O elenco também inclui Sam Rockwell (vencedor do Oscar 2018 por “Três Anúncios para um Crime”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”), vistos no vídeo com uniformes nazistas. Baseado no romance homônimo de Christine Leunens, o filme foi selecionado para o Festival de Toronto, que começa nesta quarta (4/9), e estreia comercialmente em 18 de outubro nos Estados Unidos. Já a previsão de lançamento no Brasil é apenas para 6 de fevereiro.

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    Jojo Rabbit: Taika Waititi vira Hitler no trailer legendado de sua nova comédia

    30 de agosto de 2019 /

    A Fox divulgou o trailer legendado de “Jojo Rabbit”, novo filme do diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”). A prévia explora o humor ultrajante da trama, ao acompanhar um menino da juventude hitlerista que sofre bullying e é confortado por seu amigo imaginário, ninguém menos que Adolf Hitler. Passada na Alemanha nazista, a trama vai se complicar quando a criança descobrir que sua mãe está escondendo uma garota judia em sua casa. O elenco destaca o estreante Roman Griffin Davis como o personagem do título, Scarlett Johansson (“Vingadores: Ultimato”) como sua mãe, Thomasin McKenzie (de “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”) como a menina judia e o próprio Taika Waititi como Hitler – um Hitler maori! O elenco também inclui Sam Rockwell (vencedor do Oscar 2018 por “Três Anúncios para um Crime”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”), vistos no vídeo com uniformes nazistas. Baseado no romance homônimo de Christine Leunens, o filme foi selecionado para o Festival de Toronto, que acontece entre 4 e 15 de setembro, e estreia comercialmente em 18 de outubro nos Estados Unidos. A previsão de lançamento no Brasil é apenas para 6 de fevereiro.

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    Diretor de Thor: Ragnarok vira Hitler em teaser de comédia ultrajante

    23 de julho de 2019 /

    A Fox Searchlight divulgou o primeiro teaser de “Jojo Rabbit”, novo filme do diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”). A prévia explora humor ultrajante, ao acompanhar um menino da juventude hitlerista que sofre bullying e é confortado por seu amigo imaginário Adolf Hitler. Passada na Alemanha nazista, a trama vai se complicar quando a criança descobrir que sua mãe está escondendo uma garota judia em sua casa. O elenco destaca o estreante Roman Griffin Davis como o personagem do título, Scarlett Johansson (“Vingadores: Ultimato”) como sua mãe, Thomasin McKenzie (de “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”) como a menina judia e o próprio Taika Waititi como Hitler – um Hitler maori! O elenco também inclui Sam Rockwell (vencedor do Oscar 2018 por “Três Anúncios para um Crime”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”), vistos no vídeo. Baseado no romance homônimo de Christine Leunens, o filme foi selecionado para o Festival de Toronto, que acontece entre 4 e 15 de setembro, e estreia comercialmente em 18 de outubro nos Estados Unidos. A previsão de lançamento no Brasil é apenas para 30 de janeiro.

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    Memórias da Dor recria período terrível da vida de Marguerite Duras

    15 de julho de 2019 /

    Impressionante como certos diretores com uma carreira já relativamente longa permanecem praticamente desconhecidos até que certo filme chama a atenção de tal forma que coloca em questão a inabilidade das distribuidoras de darem o devido destaque aos artistas. É o caso de Emmanuel Finkiel, que teve seu longa-metragem de estreia, “Viagens” (1999), premiado em Cannes e no César (Melhor Primeiro Filme). Também alcançou prestígio internacional em diversos países, inclusive no circuito arthouse americano. Além dos filmes como diretor e roteirista, Finkiel tem em seu currículo vários trabalhos como assistente de direção de cineastas de primeiro escalão, como Jean-Luc Godard, Krzysztof Kieslowski e Bernard Tavernier. Mas o que aconteceu é que os demais filmes de Finkiel meio que passaram batidos ao longo dos anos, por mais que cinéfilos atentos tenham visto seus trabalhos em mostras. “Não Sou um Canalha (2015), seu filme anterior, ganhou algum destaque e já trazia Mélanie Thierry, que brilha neste novo e magistral “Memórias da Dor” (que é na verdade de 2017), indicado a nada menos que oito troféus César. Eis um filme que merece não só a atenção, mas uma especial reverência. O trabalho de construção da personagem, baseada na escritora Marguerite Duras, faz uma espécie de bioficção de seus livros, ao contar da dor que foi o período em que ela passou esperando o marido voltar de um campo de concentração. “Memórias da Dor” é basicamente sobre isso, embora seja rico o suficiente para ser também sobre culpa, desejo e ser carregado de uma aura de desencantamento com a vida que só encontra paralelos em situações de terrível depressão. Em determinado momento do filme, o amigo e amante vivido por Benjamin Biolay fala para que Marguerite tome banho, que está fedendo. Àquela altura, ela não estava mais conseguindo cuidar de si. Na angústia de esperar, toma a decisão de falar com um perverso colaborador do nazismo na França ocupada. Como a história se passa entre os anos de 1944 e 1945, vemos a variação no comportamento e no grau de segurança dessas pessoas que trabalhavam para os nazistas e que estavam acostumados com tortura física e psicológica – isso, claro, na posição de torturadores. Um dos aspectos que chama a atenção é o modo como o diretor trabalha as sombras e também, com frequência, coloca a protagonista como único elemento não borrado, acentuando ainda mais seu sentimento de solidão e abandono naquele mundo de pesadelo. E como a trilha sonora é usada apenas entre os espaços da cena, como para acentuar o clima de tristeza, os silêncios nas sequências dramáticas enfatizam a grande performance de Mélanie Thierry. Há também destaque para a narração em voice-over da protagonista. Uma narração pausada, que lembra e muito o estilo de “Hiroshima Meu Amor” (1959), de Alain Resnais, não por acaso uma obra roteirizada por Duras. Assim, os traços da obra literária da escritora estão explicitamente presentes, mas servindo não como muleta para a narração cinematográfica, mas para enriquecer ainda mais o trabalho visual. Por isso, ver “Memórias da Dor” é uma dessas experiências raras e recompensadoras, que só cresce na memória afetiva.

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    Sobibor recria com realismo levante histórico da 2ª Guerra Mundial

    27 de abril de 2019 /

    Sobibor foi um campo de concentração conduzido pela Alemanha nazista na Polônia, nos anos de 1942 e 1943, que chegou a exterminar cerca de 250 mil prisioneiros judeus, de diversas nacionalidades. Entre eles, os russos. Foi um prisioneiro de guerra soviético, o oficial Alexander Pechersky, que conseguiu realizar o impensável: organizar um motim de detentos que assassinou os 12 principais comandantes alemães do campo e resultou numa fuga em massa, de 300 pessoas, na única ação desse tipo bem sucedida durante toda a 2ª Guerra Mundial. Ainda que muitos dos fugitivos tenham sido mais tarde capturados e mortos, foi um feito e tanto. Os compatriotas de Pechersky que sobreviveram engrossaram as linhas defensivas russas na guerra. Não surpreende que Alexander Pechersky tenha se tornado um grande herói russo, postumamente premiado com a Ordem de Bravura, e que hoje é celebrado nos livros escolares de História, dá nome a uma Fundação, teve um busto inaugurado em 2017, uma exposição no Museu da Vitória e inspirou vários livros publicados sobre os fatos. Um poema “Luca“ dedicado à rebelião deu origem a uma campanha internacional de resgate dessa memória e dos atos corajosos, heroicos, de todo o grupo comandado por Pechersky. Uma ação que conseguiu ser realizada apesar do estrito controle de uma prisão tenebrosa, envolvendo diferentes idiomas. Neste filme russo “Sobibor”, de 2018, dedicado ao 75º aniversário da rebelião no campo de concentração nazista, o elenco representa essa diversidade de línguas – os personagens falam russo, alemão, polonês, holandês e iídiche. Um trabalho de peso, em busca da autenticidade, que exigiu bastante do diretor e também protagonista do filme, Konstantin Khabenskiy – que estreia como diretor de longas. O processo de criação e reconstrução desse episódio foi especialmente complicado, apesar da existência de objetos, fotos, informações escritas e outras. Sobibor foi inteiramente destruído, para que nada de sua estrutura física restasse, e o terreno recebeu o plantio de muitas árvores. O filme consegue recuperar essa estrutura física histórica, o que é importante para que o espectador tenha a dimensão dos fatos nos espaços correspondentes. Direção de arte, fotografia e um elenco talentoso dão à produção grande sustentação. “Sobibor” é eficiente, ao mostrar o cotidiano, a realidade do campo de extermínio, os sentimentos dos personagens, e alcança bom resultado em termos de ação e suspense, ao mostrar como a revolta se formou e se desenvolveu. A questão do heroísmo numa luta para combater o mal escapa ao clichê, na medida em que o nazismo conseguiu ser pior do que a mais cruel das ficções poderia imaginar. Assim, esse movimento político de extrema direita, variante requintada do fascismo, acabou virando a própria representação desse mal. Os que conseguiram combatê-lo e vencê-lo, ainda que parcialmente, certamente merecem a designação de heróis. O filme foi baseado no livro “Alexander Pechersky: Breakthrough to Imortality”, de Ilya Vasilyev, que inclui as memórias de Pechersky e o poema “Luca”, de Mark Geylikman. O autor é chefe da Fundação Pechersky e produtor criativo do filme. Apesar de o assunto ser pouco conhecido e difundido internacionalmente, “Sobibor” não é o primeiro filme sobre o tema. Em 1987, Rutger Hauer protagonizou o telefilme britânico–iugoslavo “Fuga de Sobibor”, que chegou ao mercado internacional em DVD. Agora, com “Sobibor” tendo representado a Rússia na disputa do Oscar de filme estrangeiro, a história conquista uma parcela do público mundial mais expressiva.

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  • Série

    Winona Ryder e John Turturro vão estrelar minissérie de História alternativa na HBO

    10 de abril de 2019 /

    A HBO divulgou os protagonistas de sua vindoura minissérie “The Plot Against America”. A atriz Winona Ryder (atualmente em “Stranger Things”) e o ator John Turturro (“Transformers”) viverão o casal principal da trama de História alternativa, que adapta o livro homônimo de 2004 do renomado autor Philip Roth (“Pastoral Americana”), lançado no Brasil como “Complô Contra a América”. A minissérie imagina o que aconteceria nos EUA se o aviador Charles Lindbergh tivesse se candidatado a presidente e vencido Franklin D. Roosevelt em 1940. Lindbergh simpatizava com a filosofia nazista, manifestando-se contra a miscigenação racial e a “predominância” dos judeus nos EUA. A história é narrada pelo ponto de vista de uma família judia de classe média, que mora em Nova Jersey. Ryder vai interpretar Evelyn, que não pode aproveitar sua juventude porque estava cuidando de sua mãe, gravemente doente. Quando um apoiador de Lindbergh se apaixona por ela, Evelyn fica dividida entre sua herança cultural e este novo amor. Tururro viverá o apaixonado Lionel Bengelsdorf, que apesar de ser rabino apoia Lindbergh. O elenco ainda contará com Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) na pele da irmã mais nova de Evelyn, uma dona de casa dedicada que vê seu mundo desmoronar com as tensões criadas pelo novo presidente, além de Morgan Spector (“Homeland”) como seu marido, Azhy Robertson (“Juliet, Nua e Crua”) e o estreante Caleb Malis como seus filhos, e Anthony Boyle (“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”) no papel de um sobrinho rebelde. A minissérie é criação do premiado roteirista-produtor David Simon (criador de “A Escuta/The Wire” e “The Deuce”) em parceria com o ator-produtor-roteirista-diretor Edward Burns (criador de “Public Morals”). Ainda não há previsão para a estreia.

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  • Filme

    Keira Knightley vive triângulo amoroso em trailer de melodrama passado na Alemanha do pós-guerra

    16 de outubro de 2018 /

    A Fox Searchlight divulgou uma foto, o pôster e o trailer de “The Aftermath”, melodrama passado na Alemanha, em meio aos escombros da 2ª Guerra Mundial. A prévia explora o vértice típico de um triângulo amoroso, com a esposa mal-amada, o estranho atraente ao lado e o marido sempre ocupado. Os papéis são vividos, respectivamente, por Keira Knightley (“Mesmo Se Nada Der Certo”), Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”) e Jason Clarke (“Planeta dos Macacos – O Confronto”). Baseado no romance escrito por Rhidian Brook, “The Aftermath” acompanha uma mulher, que viaja com seu filho à Alemanha em 1946 para encontrar o marido, um coronel britânico, ocupado com a reconstrução da cidade de Hamburgo. Ao chegar na nova casa, ela acaba descobrindo que precisará dividir o novo lar com os antigos donos, um viúvo alemão e sua problemática filha, porque seu marido decidiu não desalojá-los. Lá fora, crianças reduzidas a feras, cadáveres ainda não recolhidos da guerra e escombros compõem o que restou da cidade. O roteiro é da dupla Anna Waterhouse e Joe Shrapnel (de “Raça”), a direção está a cargo do britânico James Kent (“Juventudes Roubadas”) e a produção é assinada pelo cineasta Ridley Scott (“Alien: Covenant”), por meio de sua produtora Scott Free. A estreia está marcada para 1 de março no Reino Unido, 26 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o Brasil.

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    Os Invisíveis resgata história dos judeus que sobreviveram ao nazismo em Berlim

    13 de outubro de 2018 /

    Em junho de 1943, o ministro Joseph Goebbels declarou Berlim “livre de judeus”. Mas, na verdade, cerca de 7 mil judeus permaneceram na capital alemã, na clandestinidade, a maior parte jovens. 1,7 mil deles conseguiram sobreviver até o final da guerra. Para que isso fosse possível, era preciso que muitos alemães – dezenas de milhares – ajudassem a escondê-los ou, pelo menos, deixassem de denunciá-los. O que indica que, apesar do maciço apoio ao regime nazista, havia uma oposição humanitária e corajosa, agindo silenciosamente nos subterrâneos. Esse fato histórico é explorado em “Os Invisíveis”, uma ficção não só inspirada na realidade comprovada, como mesclada ao documentário, por meio de entrevistas com os sobreviventes retratados na narrativa do filme de Claus Räfle. São eles Cioma Schönhaus (1922-2015), interpretado por Max Mauff (“Sense8”), Ruth Arndt (1922-2013), papel de Ruby O. Fee (“Os Irmãos Negros”), Hanni Lévy, nascida em 1924 e vivendo em Paris, interpretada por Alice Dwyer (“A Garota das Nove Perucas”, e Eugen Friede, nascido em 1926 e vivendo na Suíça, papel de Aaron Altaras (“Nem Todos Eram Assassinos”). Pequena parte das entrevistas feitas com esses quatro sobreviventes, que são os protagonistas da trama, aparece no filme entremeada com a evolução da narrativa ficcional. A sobrevivência de Cioma, Hanni, Ruth e Eugen é mostrada alternadamente em histórias paralelas, sem encontro entre eles. Cada um deles, todos muito jovens, se torna “invisível” de forma diferente, numa clandestinidade que aparece à luz do sol. Cioma, estudante de artes gráficas, acabou trabalhando como falsificador de passaportes e se utilizou desse mesmo recurso para se salvar, chegando à fronteira com a Suíça, onde passou a viver. Hanni, de 17 anos, após a morte dos pais encontrou refúgio ao ser acolhida por uma vendedora de ingressos de cinema em sua casa, após pintar o cabelo de loiro, o que a tornava algo invisível. Passava a maior parte do tempo na rua. Ruth vive uma odisseia de esconderijo em esconderijo, se disfarça de viúva de guerra e trabalha como empregada doméstica na casa de um oficial das forças armadas do Terceiro Reich. Eugen, de 16 anos, único na família que precisava usar a estrela amarela porque tinha mãe judia e padrasto cristão, viveu escondido e se juntou a um grupo de resistência que, por meio de panfletos, denunciava crimes nazistas. O que eles vivem, mostrado realisticamente, mas em tom poético, com suspense e até humor, traz um retrato humanista, muito colado á realidade, e esperançoso, quase otimista, apesar de toda a barbárie. A forte sustentação documental do filme se explica por anos de pesquisa, instituições alemãs que preservam a memória do período e pela longa experiência anterior do cineasta como documentarista.

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  • Etc,  Filme

    Claude Lanzmann (1925 – 2018)

    5 de julho de 2018 /

    Morreu o cineasta e escritor francês Claude Lanzmann, diretor do famoso documentário “Shoah” (1985), com mais de nove horas de duração sobre o Holocausto. Ele faleceu nesta quinta-feira (5/7) em Paris, aos 92 anos, após ficar em estado “frágil por vários dias”, de acordo com comunicado da editora Gallimard. Nascido em Paris em 1925, ele chegou a lutar na resistência francesa contra os nazistas e dedicou sua vida à questão judaica e a expor as atrocidades do nazismo. Lanzmann também teve grande relação com os líderes do movimento existencialista. Foi o secretário do filósofo Jean-Paul Sartre e, durante sete anos, entre 1952 e 1959, viveu com a escritora Simone de Beauvoir, de quem recebeu 112 cartas de amor – vendidas em leilão à Universidade de Yale em janeiro deste ano, por valor não revelado. Seu primeiro filme foi “Por Que Israel?” (1973), em que entrevistou os imigrantes que se estabeleceram, lutaram e ajudaram a fundar o país, na época com 25 anos de existência, buscando demonstrar o que tinham em comum estudantes marxistas da Rússia e intelectuais burgueses dos Estados Unidos, reunidos em torno da mesma causa. Mas foi com “Shoah” que se tornou o maior documentarista da história judaica. “Shoah” (em hebraico, catástrofe ou calamidade) era a palavra que Lanzmann usava, em vez de holocausto (oferenda queimada) para definir o genocídio causado pelo nazismo. Em sua autobiografia, “A Lebre da Patagônia”, Lanzmann escreveu: “Como poderia haver um nome para algo que não tivesse precedentes na história da humanidade? Se tivesse sido possível não dar um título ao filme, eu teria feito isso”. Para seu documentário épico, em escopo e duração, Lanzmann localizou e entrevistou diversas testemunhas vivas do extermínio: oficiais e burocratas que administravam os campos; sobreviventes judeus, incluindo veteranos do levante de 1943 no gueto de Varsóvia; e pessoas da cidade polonesa em Treblinka, onde ficava o pior dos campos de concentração: Auschwitz. Com o objetivo de registrar depoimentos de ex-nazistas, chegou a se passar por um historiador francês que pretendia “endireitar as coisas”, mostrando o lado dos alemães. E assim conseguiu acesso a pessoas como Franz Suchomel, ex-funcionário da SS em Treblinka, condenado a seis anos de prisão por crimes de guerra. Premiado em diversos festivais – como Berlim e Roterdã – e pelas Academias Francesa e Britânica, “Shoah” é considerado o filme definitivo sobre o Holocausto. Mas Lanzmann o chamava de “uma ficção do real”. Foi conscientemente artístico, disse ele certa vez, de modo a “tornar o insuportável suportável”. Israel e o holocausto continuaram a ser temas dominantes em sua filmografia, que também destaca “Tsahal” (1994), sobre as forças de defesa de Israel, “Un Vivant qui Passe” (1999), sobre como a Cruz Vermelha elogiou os campos de concentração nazistas, “Sobibór, 14 Octobre 1943, 16 Heures”, sobre um levante de prisioneiros contra nazistas, e “O Último dos Injustos” (2013), sobre o gueto-modelo de Theresienstadt. Seu último filme, “Napalm”, foi também o único em que mudou de assunto. Exibido na Mostra de São Paulo do ano passado, revisitava casos amorosos em uma de suas viagens quando era jovem. Poucos anos antes, Lanzmann veio ao Brasil lançar sua autobiografia “A Lebre da Patagônia” e participar da Festa Literária de Paraty (Flip). Mas o debate de que participou, com o tema “A ética da representação”, desandou sob mediação do professor da Unicamp Márcio Seligmann-Silva. Ao fim do festival, o curador da edição de 2011, Manuel da Costa Pinto, atacou Lanzmann afirmando que ele havia feito “uma coisa nazista” ao adotar uma postura “contra o debate intelectual”. Lanzmann ficou indignado. “Esse sujeito (Costa Pinto) é um estúpido. É uma vergonha ele dizer isso. Logo eu, um inimigo dos nazistas. Eu dediquei a minha vida a revelar os abusos do Holocausto. Ele deveria ser demitido. Já o mediador queria demonstrar erudição às minhas custas. Ele queria mostrar o quanto era inteligente, mas eu estava ali para conversar com o público e falar do meu livro”, reagiu o francês. Seu projeto final, “The Four Sisters” – uma minissérie documental de quatro capítulos – foi lançado na França na véspera sua morte. Composta de filmagens feitas para “Shoah” mas não usadas no filme final, “The Four Sisters” traz entrevistas com quatro mulheres que sobreviveram ao Holocausto. No ano passado, ele ficou profundamente abalado pela morte de seu filho Félix, de 23 anos, vítima de um câncer. Amigos dizem que ele nunca se recuperou e foi morrendo aos poucos.

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    Diretor de Thor: Ragnarok vira Hitler em fotos de filme de época com Scarlett Johansson

    12 de junho de 2018 /

    O diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”) divulgou no Instagram as primeiras fotos dos bastidores de “Jojo Rabbit”, seu novo filme, atualmente em produção. Ele aparece atrás e na frente das câmeras. Numa das imagens, pode ser visto encarnando Adolf Hitler num jantar com Scarlett Johansson (“Vingadores: Guerra Infinita”) e uma criança, que é o personagem principal do filme. Vivido pelo estreante Roman Griffin Davis, o menino faz parte da Juventude Hitlerista e imagina ser amigo do próprio Hitler – sim, a versão do Fuhrer de Waititi é um amiguinho imaginário. A trama se complica quando a criança descobre que sua mãe (Johansson) está escondendo uma garota judia (Thomasin McKenzie, de “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”) em sua casa. O elenco também inclui Sam Rockwell (vencedor do Oscar 2018 por “Três Anúncios para um Crime”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”). Escrito e dirigido por Waititi, numa adaptação do romance homônimo de Christine Leunens, o filme ainda não tem previsão de estreia. Veja as imagens das filmagens abaixo. Week one down of our anti-fuckface satire, Jojo Rabbit. Can't wait to share it with the world. Also, what better way to insult Hitler than having him portrayed by a Polynesian Jew? ? #FuckYouShitler @jojorabbitmovie @foxsearchlight ? @kimberleyfrench Uma publicação compartilhada por Taika Waititi (@taikawaititi) em 1 de Jun, 2018 às 10:36 PDT Possibly the weirdest dinner I've ever been to. #jojorabbit #Shitler @jojorabbitmovie ? @kimberleyfrench Uma publicação compartilhada por Taika Waititi (@taikawaititi) em 10 de Jun, 2018 às 11:27 PDT Teaching that Avengers lady how to do biscuit acting. #jojorabbit @jojorabbitmovie Uma publicação compartilhada por Taika Waititi (@taikawaititi) em 11 de Jun, 2018 às 7:38 PDT Shoot's going well. Here's another "Taika sleeping at work" pic for the collection. #professionalagahrnfhjshdndllFilmakershaakebdj Uma publicação compartilhada por Taika Waititi (@taikawaititi) em 6 de Jun, 2018 às 1:30 PDT

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  • Filme

    Sam Rockwell se junta a Scarlett Johansson no novo filme do diretor de Thor: Ragnarok

    29 de abril de 2018 /

    Vencedor do Oscar 2018 de Melhor Ator Coadjuvante por “Três Anúncios para um Crime”, Sam Rockwell foi confirmado no elenco de “Jojo Rabbit”, próximo filme do diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”), passado na época da 2ª Guerra Mundial. Ele vai se juntar a Scarlett Johansson (“Vingadores: Guerra Infinita”), anteriormente confirmada no elenco, que também contará com o próprio diretor como intérprete de uma versão imaginária de Hitler. Por curiosidade, Rockwell e Johansson já trabalharam juntos numa produção da Marvel, “Homem de Ferro 2” (2010). O filme conta a história de Jojo, um garoto que deseja entrar na Juventude Hitlerista e tem Hitler como amigo imaginário. Ele descobre uma garota judia morando em seu porão e, depois de tentar se livrar dela, passa a vê-la como humana. Rockwell será um capitão nazista que comanda um acampamento da Juventude Hitlerista. Johansson será a mãe do personagem principal, que está secretamente trabalhando para a Resistência. O diretor ainda busca um ator para o papel principal. As filmagens devem começar em maio.

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    Imagens do Estado Novo 1937-1945 é aula de História sobre a ditadura de Getúlio Vargas

    14 de abril de 2018 /

    Reavaliar o período da ditadura getulista do Estado Novo, partindo de imagens, do período compreendido entre 1937 e 1945, é um desafio que Eduardo Escorel encarou com sucesso, em seu documentário, concluído em 2016. “Imagens do Estado Novo 1937-1945” recolheu uma infinidade de material, entre eles, filmes, tanto oficiais quanto particulares, que registram esse período histórico conturbado do Brasil, quase todo ocorrendo em meio à 2ª Guerra Mundial. O problema é que os filmes disponíveis são os do cinejornais (brasileiros e estrangeiros), documentários oficiais, registros de eventos, festas e outras solenidades que, evidentemente, faziam propaganda, escondendo todas as mazelas, excluindo todas as notícias negativas. E, na época, o tom era muito laudatório e havia forte censura do chamado DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, de inspiração nazifascista. Os vídeos pessoais ou familiares permitem observar comportamentos, roupas, ruas, transportes, a cara e o jeito das cidades, especialmente do Rio, capital do país, e das pessoas comuns. E, por outro lado, como se comportavam as multidões que acompanhavam e aplaudiam Getúlio Vargas pelas ruas, nos grandes eventos. Tudo isso, por si só, já tem uma importância história admirável e é apresentado em longos 227 minutos. Inclui, também, trechos de filmes, como “O Grande Ditador”, de Chaplin, filmagens relativas à guerra mundial e a suas negociações, além de filmes sobre os pracinhas brasileiros. Percebe-se a vastidão da aula de história que isso comporta. Eduardo Escorel escreveu a narrativa dessa história, que é ilustrada pelas imagens, mas vai além dela, faz a crítica histórica e política, revelando o outro lado das imagens e o que não está nelas. Muitas vezes, o texto se descola das imagens, não tem ilustração possível ou está tratando do macro, enquanto a imagem mostra o micro. Ou o oficial e o oficioso, o que não aparece, nem pode aparecer. O documentário faz esse trabalho ao longo de todo o tempo, não há entrevistas, comentários, análises feitas por historiadores, políticos ou especialistas. Há uma narração constante, articulada, que toma posição, mas dentro dos limites do bom jornalismo, que dá preponderância total aos fatos. Inclui, ainda, registros em diário, que o próprio Getúlio Vargas fez durante grande parte desse período. O ditador que ficou também conhecido como o “pai dos pobres” realizou um governo ambíguo, de clara inspiração fascista, nacionalista, mas gerando aqui o chamado trabalhismo, que criou e ampliou direitos, como os da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que duraram todo esse tempo, até serem alvejados pela reforma trabalhista do governo atual, de Michel Temer, o mais impopular da história do país. Getúlio Vargas, ao contrário, era extremamente popular, seus discursos alcançavam o povo e incomodavam segmentos da elite. Depois de flertar com os regimes nazista e fascista, de Hitler e Mussolini, a opção pelos Estados Unidos colocou o Brasil no lado certo do conflito mundial e trouxe vantagens pragmáticas. As circunstâncias que envolveram as negociações da guerra foram benéficas para a industrialização do país. Só que democracia e liberdade não combinavam com o regime do Estado Novo, que não resistiu à própria vitória na guerra. Enfim, contradições monumentais e circunstanciais, semelhantes àquelas que o documentário “Imagens do Estado Novo 1937-1945” teve de lidar para extrair dos filmes oficiais a sua sombra, em busca de uma narrativa crítica, capaz de informar e produzir reflexão. A longa duração do filme recomenda sua fruição em duas ou mais partes, para melhor aproveitamento do trabalho que é apresentado, denso e fortemente informativo. É possível assisti-lo integralmente, ou em duas partes, no cinema e há a promessa de exibição na TV, em canais como o Curta! e TV Cultura. Esse filme foi lançado no festival “É Tudo Verdade”, de 2016. A nova edição desse festival internacional de documentários, a 23ª., de 2018, está atualmente em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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