Anitta exalta Rio que turista não vê no clipe de “Girl from Rio”
Anitta lançou o clipe de “Girl from Rio” (Garota do Rio), música cantada em inglês, que usa e abusa de referências musicais à “Garota de Ipanema”, para exaltar com ironia as garotas de Ramos. Após uma abertura inspirada em musicais hollywoodianos dos anos 1940 – época de Carmen Miranda e postais de País Tropical – , Anitta põe para quebrar a quarta parede para mostrar o Rio que os turistas não veem. “Deixe eu te contar sobre um Rio diferente”, ela canta, no instante que cenas de uma Copacabana artificial são substituídas por ônibus lotado e banhistas de carne, osso e banhas no Piscinão de Ramos. Em meio ao churrasco com areia na praia, cervejas quentes, biquínis com estrias e muito demonstração explícita de amor, o vídeo celebra todas as formas das garotas do Rio. “Garotas gostosas, de onde eu venho, nós não parecemos modelos”, ela destaca, enquanto exalta os corpos imperfeitos. A conclusão de Anitta é certeira: “Você vai se apaixonar pela garota do Rio”. Precedido por muitos teasers nas redes sociais e um meme viral com o ônibus da capa de seu single, o clipe acabou se provando merecedor de todo o hype. “Girl from Rio” é o complemento perfeito de “Vai Malandra”, celebrando a alegria carioca e o Rio que as novelas e séries brasileiras não mostram. Além do empoderamento feminino, que valoriza todos os corpos, também enfatiza o entretenimento público e inclusivo das classes baixas – não, “favela” não tem só crime. Um choque de cultura que pode surpreender não apenas turistas gringos. O clipe também é o mais caro da carreira de Anitta – segundo ela, dava para gravar cinco vídeos com seu orçamento (não revelado) – e tem direção de Giovanni Bianco, responsável pelo trabalho que mudou radicalmente a história da cantora: “Bang”, em 2015. O brasileiro radicado em Nova York costuma fazer campanhas para grifes como Miu Miu, Versace, Dolce & Gabbana, tem parcerias com artistas como Madonna e travou discussões quentes com Anitta nos bastidores produção de “Girl from Rio” – mais detalhes num vindouro making of.
The Weeknd é o artista com mais indicações ao Billboard Music Awards
Esnobado pelo Grammy, o cantor canadense The Weeknd lidera as indicações ao Billboard Music Awards 2021, divulgadas nesta quinta (29/4). A premiação baseia a sua lista em estatísticas de consumo musical (streaming, vendas, engajamento online de fãs), mas apenas para chegar aos finalistas. Os vencedores são eleitos supostamente por méritos artísticos e serão conhecidos no próximo dia 23 de maio. Bem atrás de The Weeknd, que teve 16 indicações, os artistas mais lembrados foram os rappers DaBaby, com 11 lembranças, e Pop Smoke, que foi morto a tiros dentro de sua própria casa no ano passado, com 10 indicações. A seleção também destaca Drake, Bad Bunny, Chris Brown, Megan Thee Stallion (todos com sete indicações), a cantora Taylor Swift (um pouco atrás, com seis) e o grupo sul-coreano BTS (quatro). As músicas do álbum “After Hours”, de The Weeknd, já tiveram consagração nas premiações do American Music Awards e MTV Video Music Awards. Mas apesar da repercussão positiva entre a crítica, o cantor não recebeu nem uma indicação sequer ao Grammy, o que o fez denunciar o prêmio como corrupto e preconceituoso, além de anunciar que boicotaria a premiação “para sempre”. “Por causa dos comitês secretos [que indicam os concorrentes], não permitirei mais que minha gravadora envie minha música ao Grammy”, disse The Weeknd em um comunicado enviado à imprensa em março passado. O desabafo aconteceu um ano depois de Deborah Dugan ser demitida como presidente da Academia por fazer várias denúncias internas sobre corrupção e abusos – incluindo sexuais – de membros da instituição. Em sua saída, ela tornou algumas das denúncias públicas, inclusive que os “comitês secretos” mencionados por The Weeknd são formados por pessoas que representam ou têm relacionamentos com os artistas indicados, e que a própria Academia força esses comitês a escolher artistas que gostaria que se apresentassem ao vivo no evento. Dugan processou a Academia e, por isso, a discussão sobre os bastidores da organização se tornaram segredo de Justiça. Veja abaixo o vídeo com o anúncio completo dos indicados ao Billboard Music Awards.
Billie Eilish é sufocada por cobra em novo clipe
Billie Eilish lançou o clipe de “Your Power”, primeiro single de seu novo álbum, “Happier Than Ever”. Ela própria dirigiu o vídeo, em que aparece sentada sobre uma colina em uma paisagem desértica, enquanto uma cobra começa a se enrolar em torno de seu corpo, sufocando-a. Acústica, suave e quase bossa nova (ou The Cardigans), a música soa bem diferente do som eletrônico depressivo de seu álbum de estreia. Ela também mudou visualmente. Está loira (como a cantora do Cardigans). E o título do novo disco parece aludir a todas essas transformações, ao afirmar ironicamente (com lágrimas nos olhos) que a cantora está “mais feliz que nunca” – após colecionar estatuetas do Emmy em duas edições seguidas da premiação mais importante da música americana. O novo álbum de Billie Eilish chega no dia 30 de julho.
Babu lança selo musical e primeiro clipe da Paizão Records
O ator, cantor e ex-“BBB” Babu Santana lançou seu próprio selo musical, Paizão Records, para investir em artistas da cena do rap, funk e trap. A estreia foi com a música “Prioridades pra Quem”, que ganhou clipe na terça (27/4). A música foi gravada no estúdio da Paizão Records, que é a própria casa de Babu, com apoio dos produtores que se mudaram por alguns meses para lá. O clipe reflete a simplicidade da empreitada. Gravado em preto e branco, traz Babu e seus colaboradores, Kowl, Manuh Silva, Lacerda e Estudante, dizendo as rimas de olho na câmera, sem cenário ou efeito visual – exceto uma fumacinha. Os efeitos foram usados nas vozes. A verdade é que as frases instigantes, que refletem a situação da pandemia no Brasil e seu impacto maior na periferia – o contraste entre a inevitabilidade dos ônibus lotados e a vacinação drive thru das celebridades – sofrem da terrível aflição que atualmente afeta o rap e até o pop mundial. O sintoma é claro: uma geração inteira querendo soar como se estivesse gripada, efeito colateral do uso indiscriminado do auto-tune, com comprometimento das vias respiratórias por pitch, saturação, distorção e delay. Babu tem o plano de lançar ao menos uma música nova por mês até o fim do ano.
Milva (1939–2021)
A cantora e atriz italiana Milva, que foi a mais famosa intérprete da canção “Bella Ciao”, morreu na última sexta (23/4) aos 81 anos, após muitos anos doente, segundo contou a filha Martina Corgnati, com quem vivia em Milão. Apelidada de “Pantera de Goro”, em referência à sua cidade natal, e de “A Vermelha”, por causa de seus cabelos ruivos, Milva estourou ao lançar “Bella Ciao” em 1965. De autoria desconhecida, a música original existia desde o século 19 e virou símbolo da resistência da Itália durante a 2ª Guerra Mundial. Com Milva, a canção se fortaleceu como tornou hino de liberdade e de luta contra o fascismo. Mais recentemente, a música voltou aos holofotes por integrar a trilha sonora da série “La Casa de Papel”, da Netflix. Milva lançou muitas outras canções de sucesso entre os anos 1960 e 1970, e chegou a participar de 15 edições do Festival de Sanremo da Canção, principal concurso musical da Itália, conquistando um 2º lugar em 1962. No mesmo ano, ela estreou no cinema, atuando como coadjuvante em “A Beleza de Hipólita”, de Giancarlo Zagni, ao lado de Gina Lollobrigida. Ao todo, Milva apareceu em 9 filmes até os anos 1990, trabalhando com diretores como o francês Jacques Rouffio e o polonês Krzysztof Zanussi, além de atuar em cerca de 40 peças entre 1964 e 2009. Mas apesar do extenso trabalho como atriz, sempre foi considerada uma cantora pelo público italiano. O presidente da Itália, Sergio Mattarella, afirmou que Milva foi uma “protagonista da música italiana”. “Uma intérprete culta, sensível e versátil, muito apreciada na Itália e no exterior. Expresso meu sentimento de condolências à família”, ele escreveu em seu Twitter. Já o ministro da Cultura, Dario Franceschini, disse que Milva foi uma das cantoras “mais intensas” da história do país. “Sua voz suscitou profundas emoções em gerações inteiras. Uma grande italiana, uma artista que, começando de sua terra amada, alcançou os palcos internacionais, tornando seu sucesso global e levando ao alto o nome de seu país”, salientou.
Veja os clipes oficiais das músicas que disputam o Oscar 2021
Já conhece as músicas que disputam o Oscar de Melhor Canção? A premiação de 2021, que acontece neste domingo (24/4), será diferente de todas as edições anteriores, com uma abertura dedicada às músicas indicadas à premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Intitulado Oscars: Into the Spotlight, o evento musical servirá de aquecimento para a programação principal e incluirá shows de Celeste, H.E.R., Leslie Odom, Jr., Laura Pausini, Daniel Pemberton, Molly Sandén e Diane Warren. Das cinco músicas indicadas ao Oscar, quatro terão apresentações gravadas nas redondezas do Dolby Theatre, palco tradicional do Oscar em Los Angeles, enquanto a quinta acontecerá em Húsavik, na Islândia. Trata-se, por sinal, da música que tem o nome do local, “Husavik”, que faz parte da trilha do “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars”. As outras músicas indicadas ao Oscar de Melhor Canção são “Fight for You” (de “Judas e o Messias Negro”), “Hear my Voice” (“Os 7 de Chicago”), “Io Sí” (“Rosa e Momo”) e “Speak Now” (“Uma Noite em Miami”). Os shows vão começar às 15h30 da tarde em Los Angeles, horário equivalente às 19h30 da noite em Brasília. Já o evento principal está marcado para às 17h em Los Angeles, 21 horas na capital nacional. A exibição no Brasil vai acontecer pela rede Globo (apenas o final, após o “BBB 21”) e pelo canal pago TNT (a íntegra ao vivo). Veja abaixo os clipes oficiais das canções que disputam o Oscar 2021. H.E.R.: “Fight For You” | Judas e o Messias Negro Celeste: “Hear My Voice” | Os Sete de Chicago Leslie Odom Jr.: “Speak Now” | Uma Noite em Miami Molly Sandén: “Husavik” | Festival Eurovision da Canção Laura Pausini: “Io Sí (Seen)” | Rosa e Momo
Save Your Tears: Hit de The Weeknd ganha remix e clipe com participação de Ariana Grande
O cantor The Weeknd lançou um remix de “Save Your Tears”, uma versão (ainda) mais eletrônica e dançante do hit, que conta com participação especial de Ariana Grande. A nova gravação também ganhou clipe: uma animação que mostra o cantor canadense num bunker subterrâneo, construindo uma boneca de Ariana em tamanho real. Os dois já tinham gravado duas parcerias de sucesso, “Love me Harder”, lançada por Ariana em 2014, e “Off the Table”, que fez parte do consagrado disco “Positions”, da cantora, no ano passado. A versão original de “Save Your Tears” (veja aqui) integra o excelente disco “After Hours”, disponibilizado há 13 meses e que também rendeu os hits “Blinding Lights” e “In Your Eyes”. Apesar das boas vendagens, consagração em premiações (American Music Awards e MTV Video Music Awards) e coberto de elogios pela crítica, o disco foi esnobado pelo Grammy, o que fez o cantor anunciar que boicotaria a premiação “para sempre”.
Morrissey diz que não tem dinheiro para processar Os Simpsons
O cantor Morrissey, ex-The Smiths, ficou realmente revoltado com o episódio de domingo passado (19/4) de “Os Simpsons”, que o parodiou como um artista hipócrita e racista. Depois de seu empresário, Peter Katsis, detonar a série na conta oficial do artista no Facebook, num texto sem assinatura, o próprio cantor resolver se manifestar contra o episódio, batizado como “Panic on the Streets of Springfield” em referência à música “Panic” dos Smiths. No episódio, a personagem Lisa Simpson se apaixona pela música alternativa britânica e por um músico extremamente parecido com Morrissey, dublado por Benedict Cumberbach (“Doutor Estranho”), apenas para descobrir, tempos depois, que ele teria abandonado o veganismo, virado uma pessoa desleixada, racista e com opiniões de extrema direita. Manifestando-se num longo texto publicado no site Morrissey Central, ele disse que só não processa a série porque, supostamente, não tem dinheiro suficiente para bancar a briga judicial. Leia abaixo a íntegra do desabafo, que recebeu até título: “Olá Inferno”. “Esse é o meu primeiro comentário (e espero que seja o último) sobre o episódio de ‘Os Simpsons’ – que eu sei que irritou muita gente. O ódio direcionado a mim de parte dos criadores de ‘Os Simpsons’ é obviamente uma provocação para processo judicial, mas é também um processo que precisa de mais financiamento do que eu poderia reunir para ter uma chance. Eu também não tenho uma equipe de advogados determinados pronta para agir. Eu acho que isso é de conhecimento geral e é o motivo pelo qual eu sou atacado de forma tão descuidada e tão barulhenta. Você é especialmente odiado se a sua música afeta as pessoas de uma forma poderosa e bela, já que a música não é mais algo requisitado. Na verdade, a pior coisa que você pode fazer em 2021 é oferecer um pouco de força para as vidas de outras pessoas. Não há lugar na música moderna para alguém com emoções fortes. Limitações foram colocadas sobre a arte e nenhuma gravadora irá contratar um artista que possa responder à altura. De qualquer forma, peço desculpas, todos sabemos disso porque podemos ver como a música – e o mundo em geral – , se tornou uma bagunça hipnotizante, e todos devemos deixar pra lá e girar juntos porque a liberdade de expressão não existe mais. Todos sabemos disso. No meu caso, nada sobre a minha vida tem sido ‘literal’; nada em relação às minhas canções é ‘literal’… então por que elas seriam agora? Desde a minha primeira entrevista, há várias décadas, eu convivi com acusações horríveis que chegaram a um nível em que as pessoas padronizaram que ‘é assim que escrevemos sobre Morrissey’. Em outras palavras, eu estou acostumado. Já me tocaram terror suficiente para matar uma manada de bisões. As acusações normalmente vêm de alguém com algum desejo maluco de importância; eles não operam em um nível muito alto. Escrever para ‘Os Simpsons’, por exemplo, evidentemente requer apenas completa ignorância. Mas todas essas coisas são muito fáceis de dizer. Em um mundo obcecado por Leis de Ódio, não há nenhuma para me proteger. Com frequência, os ‘jornais de escândalo’ (nós AINDA nos referimos a eles como jornais de ‘notícias’?) tentam machucar um artista psicologicamente, e aí reunir ódio suficiente contra aquele artista para que ele/ela seja fisicamente machucado. Falsas teorias de raça são agora o aspecto mais comum (e entediante) das críticas, e continuarão sendo até que as acusações de racismo se tornem, por elas mesmas, ilícitas. Eu já vi fãs de Smiths sendo atacados pela imprensa do Reino Unido porque ‘os fãs de Smiths’ seriam muito atrasados para entender a pessoa que eu sou hoje; eu já vi as plateias modernas de Morrissey sendo ridicularizadas pela imprensa do Reino Unido porque eles, também, não poderiam saber quem eu sou, e eu perdi vários amigos de renome porque eles não conseguiam mais viver com a perseguição diária dos jornalistas britânicos, que são angustiados de forma suicida, porque não conseguem fazer com que as pessoas ao meu redor reflitam incidentes fabricados de racismo. Eu carrego sozinho a fadiga dessa batalha, apesar de ser muito grato à escritora Fiona Dodwell por suas mensagens eloquentes a respeito da vitimização que agora é automaticamente associada ao meu nome, e sobre as quais o mais recente episódio de ‘Os Simpsons’ se delicia. As pessoas me perguntam com frequência sobre por que eu não inicio uma retaliação – especialmente após as críticas abertas no [canal de TV] Sky Sports. A resposta está explicada nas primeiras linhas desse comentário. A vida é difícil e você deve enfrentá-la por conta própria. E mesmo com uma artilharia legal impossível-de-imaginar, tudo pode ser reparado… menos o coração humano. Para mim é mais fácil não seguir em frente. Vocês sabem que eu não duraria”.
Kiss vai ganhar filme biográfico da Netflix
A Netflix adquiriu os direitos de “Shout It Out Loud”, cinebiografia da banda Kiss que será dirigida por Joachim Rønning, o cineasta norueguês de “Malévola: Dona do Mal” e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”. O roteiro foi escrito por Ole Sanders (também conhecido como Traktor), diretor do clipe “Die Another Day”, de Madonna, a partir de um esboço concebido por William Blake Herron (“A Identidade Bourne”). O filme vai se concentrar na amizade entre Gene Simmons e Paul Stanley, que surgiu ainda na adolescência, quando eram apenas dois garotos desajustados do Queens, em Nova York, que resolvem formar uma banda inspirada em heróis de quadrinhos após recrutarem o guitarrista Ace Frehley e o baterista Peter Criss. Totalmente maquiados, eles foram considerados uma piada até que ligaram seus instrumentos em amplificadores decentes e deixaram todos “boquiabertos”, de acordo com Simmons. Dos porões do rock nova-iorquino às turnês de estádios lotados, Kiss bateu recorde de venda de ingressos, vendeu mais de 100 milhões de discos e deixou sua marca na História do Rock. Atualmente, a banda está no meio de sua “End of the Road Tour”, turnê de despedida que tinha sido interrompida pela pandemia. Mas há todos os motivos para imaginar que a aposentadoria será adiada mais uma vez para aproveitar a sinergia do lançamento do filme biográfico, que deverá chegar ao streaming em 2023, a tempo de comemorar os 50 anos dos primeiros shows da banda em Nova York. “Shout It Out Loud” será a segunda cinebiografia de rock da Netflix, após o lançamento de “The Dirt – Confissões do Mötley Crüe”, em 2019.
Filme sobre Boy George troca produtora e agenda filmagens
O filme biográfico de Boy George, cantor da banda dos anos 1980 Culture Club, mudou sua produção da MGM para a Millennium Media, planejando acelerar o início dos trabalhos. O cronograma atual visa começar as filmagens em Londres durante o próximo verão europeu (nosso inverno). O próprio Boy George contou as novidades num vídeo divulgado nesta terça (20/4), no qual ainda afirma que a busca pelo elenco está em andamento. Ele chegou a revelar que Daniel Mays (“Belas Maldições”, “White Lies”) vai viver seu pai e que “há rumores de Keanu Reeves aparecendo”. Quando o projeto foi anunciado em 2019, a atriz Sophie Turner (a Sansa de “Game of Thrones”) se candidatou a viver o cantor. Intitulada “Karma Chameleon”, a cinebiografia está a cargo do roteirista e diretor Sacha Gervasi (“Hitchcock”, “Meu Jantar com Hervé”) e vai cobrir da juventude de George, trabalhando numa chapelaria no Blitz, club londrino onde aconteceu a explosão da cena “new romantic”, até o seu sucesso com os hits “Karma Chameleon”, “Miss Me Blind” e “Do You Really Want to Hurt Me”, à frente do Culture Club. Conhecido pelo visual andrógino com o qual se apresentava, George se tornou um ícone do movimento LGBTQIA+ no Reino Unido e em todo o mundo. O cantor, que se identificava como bissexual no auge do sucesso do Culture Club, passou a se declarar abertamente gay nos anos 2000. Juntando o sucesso do Culture Club com seus álbuns solo, George já vendeu mais de 100 milhões de singles e 50 milhões de álbuns ao redor do mundo. O músico também escreveu duas autobiografias que se tornaram best-sellers, “Take It Like a Man” (1995) e “Straight” (2004). E teve uma carreira como DJ. Dos anos 1980 até recentemente, ele também lutou contra o vício em drogas, especificamente a heroína. O filme de Boy George é reflexo do sucesso de “Bohemian Rhapsody”, focado em Freddie Mercury, e “Rocketman”, sobre Elton John, e faz parte de uma tendência que levará várias outras cinebiografias musicais aos cinemas nos próximos anos, abrangendo as carreiras de artistas tão diferentes quanto Aretha Franklin, Robbie Williams, os Ramones e os Bee Gees. Veja abaixo o vídeo do anúncio e o clipe da música que dá nome à produção.
Empresário de Morrissey ataca Os Simpsons por paródia do cantor
O cantor Morrissey não gostou nada de se ver parodiado em “Os Simpsons”. Seu empresário, Peter Katsis, detonou a série na conta oficial do artista no Facebook. O episódio exibido no domingo (18/4) na rede americana Fox mostrou um “cantor britânico deprimido dos anos 1980”, dublado pelo astro Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) e claramente inspirado pelo antigo vocalista dos Smiths. Na trama, ele aparece como um amigo imaginário de Lisa Simpson chamado Quilloughby, cantor da banda fictícia Snuffs, que é vegano e se parece incrivelmente com Morrissey. Intitulado “Panic on the Streets of Springfield” (referência ao single “Panic”, dos Smiths), o capítulo abordou várias passagens polêmicas da carreira de Morrissey, como abandonos de shows, opiniões de extrema direita, declarações racistas e até um falso veganismo – o desenho dá a entender que ele havia desistido da ideia e passado a comer carne recentemente. Na verdade, Morrissey fez vários comentários questionáveis sobre raça ao longo de sua carreira, principalmente nos últimos anos, nos quais apoiou um grupo político de direita britânico, que chamou o povo chinês de “subespécie” e zombou do sotaque do prefeito Sadiq Khan. Mesmo assim, o empresário de Morrissey achou ruim. “Quando uma série se rebaixa tanto para usar táticas odiosas, como mostrar o personagem Morrissey com a pança para fora da camisa (quando ele nunca se apresentou assim em qualquer momento de sua carreira) faz você se perguntar quem é o verdadeiro grupo racista e nocivo aqui. Pior ainda: chamar o personagem de Morrissey de racista, sem apontar nenhum caso específico não serve de nada. Isso só serve para insultar o artista”, diz o texto publicado, sem identificação, no Facebook do cantor. O post ainda afirma: “Morrissey nunca fez algo só por dinheiro, nunca processou qualquer pessoa por seus ataques, nunca parou ótimos shows no meio e ainda é um vegano sério e apoiador ferrenho dos direitos animais”. A mensagem finaliza acusando “Os Simpsons” de hipocrisia: “Eles deveriam pegar esse espelho e olhar para eles mesmos. O pedido de desculpas recente do ator Hank Azaria, de ‘Os Simpsons’, para o país inteiro da Índia e seu papel em manter o ‘racismo estrutural’ diz tudo. A observação é uma referência às polêmicas raciais recentes envolvendo “Os Simpsons”, após o dublador Hank Azaria ter pedido desculpa ao povo indiano pela sua interpretação, considerada racista, do personagem Apu aos longo de três décadas. https://developers.facebook.com/docs/plugins/embedded-posts/?prefill_href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FMorrissey%2Fposts%2F304857347667167&__cft__[0]=AZViPswRys6LkTkpzFRgFjz_Km699GpPMtTjTP2fA8NbIh7KHTg8hu1HhB30LeGvi5yMddzr0_TuknL94nYrDQPssatfu4BeT0M_ZmjfuJjcryHXcpEup4mjaoqmPt1n3KSoeSaZ8-DABWwivSQECJMJ&__tn__=p%2CP-R#code-generator
Nova série de Dave Grohl explora relação de roqueiros e suas mães
A Paramount+ divulgou o trailer de “From Cradle to Stage”, nova série documental produzida por Dave Grohl, líder da banda Foo Fighters. Inspirada pelo livro homônimo da mãe do roqueiro, lançado em 2017, a série vai explorar a dinâmica da relação entre músicos de sucesso e suas mães, e contará com as participações das cantoras country Brandi Carlile e Miranda Lambert, do rapper Pharrell Williams e dos roqueiros Geddy Lee (do Rush), Tom Morello (do Rage Against the Machine) e Dan Reynolds (do Imagine Dragons) juntos de suas mães, além, claro, de Dave e Virginia Grohl. “Eu acredito que a relação entre um músico e sua mãe é muito importante porque é a base de sua compreensão do amor, que é certamente a maior musa de todo artista”, disse Grohl, em comunicado sobre o projeto. “Ter a oportunidade de viajar pelo país e contar as histórias dessas mulheres incríveis por trás da cortina não só iluminou a música que elas inspiraram, mas também me fez apreciar o amor que recebi de minha própria mãe, minha melhor amiga. Nem é preciso dizer o que todos devemos às mulheres que nos deram a vida. Sem elas, não haveria música. ” “Esta série, baseada no aclamado livro de Virginia Grohl, oferece um raro olhar sobre os momentos íntimos e inspiradores entre alguns dos maiores artistas do mundo e suas mães – bem a tempo para o Dia das Mães”, acrescentou Bruce Gillmer, Presidente de Programação de Eventos e Músicas da ViacomCBS. A estreia está marcada para o dia 6 de maio, três dias antes do Dia das Mães, na plataforma de streaming Paramount+. Além desse projeto, Dave Grohl ainda tem outro lançamento previsto para as próximas semanas: o documentário “What Drives Us”, sobre a relação dos músicos de rock com a estrada à bordo das vans de turnês, que estreia na Amazon Prime Video em 30 de abril. Ele também já lançou uma série sobre a história do lendário estúdio californiano Sound City em 2013 e documentou o 20º aniversário do Foo Fighters em 2014.
Oscar 2021 terá evento separado para shows dos indicados à Melhor Canção
Os organizadores da cerimônia do Oscar 2021 anunciaram neste sábado (17/4) que as músicas indicadas à premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas serão apresentadas num evento à parte, intitulado Oscars: Into the Spotlight, que servirá de aquecimento para o evento principal. De acordo com um comunidado oficial da Academia, as performances serão exibidas antes da cerimônia oficial, na noite de 26 de abril, e incluirão shows de Celeste, H.E.R., Leslie Odom, Jr., Laura Pausini, Daniel Pemberton, Molly Sandén e Diane Warren. Das cinco músicas indicadas ao Oscar, quatro terão apresentações gravadas nas redondezas do Dolby Theatre, palco tradicional do Oscar em Los Angeles, enquanto a quinta acontecerá em Húsavik, na Islândia. Trata-se, por sinal, da música que tem o nome do local, “Husavik”, que faz parte da trilha do “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars”. As outras músicas indicadas ao Oscar de Melhor Canção são “Fight for You” (de “Judas e o Messias Negro”), “Hear my Voice” (“Os 7 de Chicago”), “Io Sí” (“Rosa e Momo”) e “Speak Now” (“Uma Noite em Miami”). Embora as cinco músicas não durem mais que 20 minutos ao todo, o especial dedicado à sua exibição terá 90 minutos de duração – ocupando, portanto, mais tempo que o tradicionalmente reservado para as interpretações das canções indicadas ao Oscar. Os shows vão começar às 15h30 da tarde em Los Angeles, horário equivalente às 19h30 da noite em Brasília. Já o evento principal está marcado para às 17h em Los Angeles, 21 horas na capital nacional. A exibição no Brasil vai acontecer pela rede Globo (apenas o final, após o “BBB 21”) e pelo canal pago TNT (a íntegra ao vivo).











