Coldplay lança o clipe caleidoscópico de Birds
“Feliz ano novo a todos. Este é o vídeo de ‘Birds’”, assim o Coldplay apresentou seu novo clipe no Twitter no último sábado (2/1). Dirigido por James Marcus Haney, o vídeo foi gravado num cartão postal da Califórnia, a “Salvation Mountain”, uma montanha coberta por pinturas de temática cristã, criada pelo artista local Leonard Knight (1931–2014) em meio ao deserto do Colorado. Não é a primeira vez que uma banda britânica usa o local como locação de vídeo. O clipe de “Somebody to Die For”, da banda Hurts, foi filmado lá em 2013. No cinema, a “Salvation Mountain” pôde ser vista ainda em “Na Natureza Selvagem” (2007). Uma foto da montanha também foi incluída na edição gráfica do disco “A Head Full of Dreams”, do Coldplay, de onde saiu a faixa “Birds”. Por sinal, a estética do clipe, que lembra os filtros do Instagram, reflete a arte caleidoscópica e colorida da capa do álbum. Já a música sugere novos rumos para a banda, combinando ecos de U2 e The Smiths. “Birds” é o segundo clipe do novo álbum do Coldplay, após a macaquice dançante de “Adventure of a Lifetime”. Vale a pena destacar ainda a carreira do diretor James Marcus Haney, que é uma figuraça do circuito dos festivais de rock. Ele entrou no mundo da música pela porta da contravenção, falsificando pulseiras de identificação de grandes eventos, fingindo ser um fotógrafo credenciado para circular nos principais festivais dos EUA de graça. E de tanto ver shows, começou a ser conhecido pelos artistas, o que lhe rendeu um convite da banda Mumford and Sons para acompanhá-los numa turnê e tirar a foto que acabou virando a capa de seu disco “Babel” (2012). Acabou virando fotógrafo de verdade, além de cineasta. Ele filmou suas aventuras no mundo do rock no documentário “No Cameras Allowed” (2014), que obteve reconhecimento em outros tipos de festivais.
Taylor Swift enfrenta a natureza no primeiro clipe de 2016
A cantora Taylor Swift lançou o primeiro videoclipe de 2016 – o sexto de seu álbum “1989”. Que, por sinal, já é também o primeiro grande sucesso do ano. Disponibilizado nas primeiras horas de sexta (1/1), o vídeo de “Out of the Woods” foi visto por mais de 2 milhões de pessoas em menos de 24 horas. Com uma fotografia esmaecida e belíssima, e com direito a muitos efeitos visuais, o clipe, gravado em uma locação na Nova Zelândia, mostra a cantora enfrentando toda a força da natureza, em meio à neve, fogo, água, lama, galhos de árvores, sendo perseguida por lobos ferozes na floresta, caindo num abismo até o fundo do mar, mas sempre levantando, até encontrar a si mesma no último minuto. A direção é de Joseph Kahn, responsável pelos igualmente fantásticos clipes anteriores da cantora, “Blank Space”, “Bad Blood” e “Wildest Dreams”.
Cinebiografia do rapper Tupac contrata protagonista
O filme “All Eyez on Me”, cinebiografia do rapper Tupac Shakur, contratou o seu protagonista. Segundo o jornal The New York Times, o escolhido foi Demetrius Shipp Jr., ator novato, que participou do reality “#unlock’d” e estreará no cinema. O fator decisivo teria sido a semelhança física, que é impressionante. O jovem ator, inclusive, já começou a postar fotos nas redes sociais em que destaca sua semelhança (veja acima). Numa delas, chegou a posar com o ator Jamal Woolard, que interpretou o rival de Tupac, Notorious B.I.G., no filme “Notorious” (2009). Jamal vai voltar a viver B.I.G. em “All Eyez on Me”. A direção do filme está a cargo de Benny Boom, que tem uma carreira destacada como diretor de videoclipes e comerciais. A produção pretende mostrar todos os lados de Tupac, com ênfase no sucesso, mas sem esconder as controvérsias, que lhe levaram à prisão e também a uma rivalidade com Notorious B.I.G. Tupac morreu em 1996, aos 25 anos, em um tiroteio fruto dessa rivalidade. Um ano depois foi a vez de B.I.G. ser assassinado, numa suposta vingança. Desde sua morte, Tupac se tornou um ícone, aparecendo em diversos produtos e inspirando teorias de conspiração sobre ter sobrevivido ao atentado contra sua vida. Assim como Elvis, ele também estaria vivo. “All Eyez on Me” ainda não tem previsão de estreia.
Radiohead revela música inédita de 007 Contra Spectre rejeitada pela produção
A banda Radiohead deu um presente de Natal para os fãs: uma canção inédita, originalmente composta para o último filme de James Bond. O grupo britânico, que não lança músicas novas desde 2011, anunciou ter recebido a encomenda da composição de um tema para “007 Contra Spectre”, mas o resultado acabou sendo preterido pela música de Sam Smith, “Writing’s On The Wall”. “Não funcionou, mas neste processo criamos uma canção muito nossa, de que gostamos muito”, informou a banda em seu site na internet, onde disponibilizou a faixa gratuitamente. “Já que o ano está para acabar, achamos que poderiam gostar de ouvi-la”, escreveu o grupo. Intitulada “Spectre”, a canção já originou diversas montagens dos fãs, que recriaram a abertura do filme, substituindo a balada de Sam Smith pelo pós-rock atmosférico. Confira abaixo como poderia ter sido o começo de “007 Contra Spectre”, ao som do Radiohead:
I Saw the Light: Tom Hiddleston vive o lendário cantor Hank Williams em novo trailer da cinebiografia
A Sony Pictures Classics divulgou o trailer internacional de “I Saw the Light”, cinebiografia do lendário cantor de música country Hank Williams, que traz Tom Hiddleston (“Thor”) no papel principal. A prévia traz clássicos do country e a trajetória de autodestruição do cantor, numa espiral de alcoolismo e sexo, que cobrou um grande preço sobre seu casamento e sua saúde, levando-o à morte precoce no auge da fama, aos 29 anos de idade, em 1953. O elenco também destaca Elizabeth Olsen (“Vingadores: Era de Ultron”), Maddie Hasson (série “Twister”) e Wrenn Schmidt (série “The Americans”) como as mulheres da vida de Williams. Escrito e dirigido por Marc Abraham (“Jogada de Gênio”), o filme estreia em 23 de março nos EUA e apenas três meses depois, em 30 de junho, no Brasil.
Selena Gomez assume fase sensual em clipe do diretor de Na Cama com Madonna
A cantora e atriz Selena Gomez não consegue manter as mãos quietas em seu novo clipe, “Hands to Myself”. Além das referências óbvias à masturbação, o vídeo explora a obsessão com as celebridades, mostrando a cantora objetificando o modelo inglês Christopher Mason, que aparece o tempo inteiro sem camisa. Os dois ralam e rolam, mas é tudo fantasia da adolescente, que ao final é presa por invadir a casa e dormir na cama do rapaz, dando um sentido diferente ao acessório “Cinquenta Tons de Cinza” que ela usa no começo da produção: um par de algemas para aquietar suas mãos. O clima sensual faz parte do novo perfil adotado pela cantora e foi filmado pelo cineasta Alek Keshishian, que ficou conhecido como diretor do documentário “Na Cama com Madonna” (1991). Ele também dirigiu a comédia “Amor e Outros Desastres” (2006). Inspirada por Prince e, claro, Madonna, “Hands to Myself” é considerada a melhor música do novo disco de Selena, “Revival”, lançado em outubro.
Remake de Caçadores de Emoção ganha clipe de rock
A Warner Bros. divulgou um clipe com a canção-tema de “Caçadores de Emoção: Além do Limite”, remake do filme estrelado por Keanu Reeves e Patrick Swayze em 1991. E assim como a ideia da produção, não há nada original na música “Still Breathing”, uma power ballad convencional, tocada por uma banda que faz muitas caretas, Dig the Kid. Mas o estúdio se esforçou bastante para encontrar o óbvio, lançando um concurso que atraiu 7,5 mil candidatos, segundo o ReverbNation, que foi responsável por selecionar os melhores. Além do clipe, a música foi incorporada nos comerciais do filme, com a expectativa de que também empolgasse o público a comprar a trilha sonora. O disco foi lançado em 4 de dezembro. E a vendagem comprovou a previsibilidade da canção: total desinteresse. O filme, por sua vez, estreia em 25 de dezembro nos EUA e apenas em 28 de janeiro no Brasil.
Chay Suede é Erasmo Carlos na primeira foto da cinebiografia Minha Fama de Mau
A produção do filme “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do cantor Erasmo Carlos, divulgou a primeira foto oficial do ator Chay Suede (novela “Babilônia”) caracterizado para o papel principal. Clique na imagem acima para ampliá-la em tela inteira. As últimas cenas do longa-metragem foram rodadas na semana passada, com direção de Lui Farias (“Com Licença, Eu Vou à Luta”). O filme contará a juventude do cantor e o início de sua carreira nos anos 1960. Chay Suede interpreta Erasmo jovem, no período em que ele conquistou a fama de Tremendão. A produção vai recriar os bastidores dos shows e dos programas de TV do período e acompanhar a amizade e parceria com Roberto Carlos (Gabriel Leone, da novela “Verdades Secretas”) e Wanderléa (Malu Rodrigues, de “Confissões de Adolescente”), no auge da Jovem Guarda. “Minha Fama de Mau” deve chegar aos cinemas no segundo semestre de 2016.
Califórnia revive com graça e emoção a adolescência da geração dos anos 1980
“Califórnia”, que marca a estreia de Marina Person como diretora de ficção, sintetiza muito bem os anos 1980, década que foi um misto de alegria e colorido com algo de soturno e bem depressivo (inclusive com a chegada da Aids). A disparidade da música da época é bem representativa dessa bipolaridade. Por isso, a trilha é tão importante neste filme, em especial o destaque dado à banda The Cure, que, além de comparecer com duas faixas (em momentos bem especiais), ainda inspira um personagem muito importante que se veste um pouco como o seu ídolo Robert Smith – e é o esquisitão da escola. The Cure se caracterizava por alternar canções depressivas com outras extremamente alegres em seus discos. Do lado brasileiro, temos os Titãs, que comparecem também com esses dois lados da moeda: toca a alegre “Sonífera Ilha” e a versão acústica e noventista de “Não Vou Me Adaptar”. E tem o cantor Paulo Miklos (“Carrossel – o Filme”) presente, no papel de pai da protagonista Estela (a estreante Clara Gallo), uma moça cujo sonho maior é viajar para a Califórnia, lugar onde seu tio Carlos (Caio Blat, de “Alemão”) mora. Ele trabalha escrevendo sobre música pop, outra das paixões de Estela, que, ainda novinha, descobrindo a vida, é fã de David Bowie. O filme começa no dia de sua primeira menstruação. A sexualidade, como é natural, é algo muito importante para ela e para as amigas, que falam sobre os romances com os meninos. Assim, enquanto a viagem para a Califórnia não chega, Estela tem uma queda por um rapaz da escola e vê nele o sujeito ideal para tirar a sua virgindade. As coisas não saem muito bem como ela quer, assim como a viagem para a Califórnia, que é adiada pela chegada-surpresa do tio Carlos, visivelmente abatido e sem expectativa de retornar para os Estados Unidos. Sim, o filme também trata da Aids e de como ela trouxe consigo inúmeras tragédias familiares. A aproximação e o amor de Estela pelo tio são bastante evidenciados e há um momento em especial que é bem emocionante: a cena do restaurante, quando os dois estão sós. Estela nada sabe do grave problema do tio e os espectadores se tornam cúmplices daquele momento de nó na garganta, numa idade em que todos os sentimentos são potencializados. E que bom que o filme consegue potencializá-los, pois o público ganha com isso, com a paixão que aqueles personagens têm pela música, em especial pelo rock daquela época. Assim, há cenas em loja de discos, na casa cheia de discos (e livros e quadrinhos) do novo amigo que Estela conhece na escola (Caio Horowicz, da série “Família Imperial”), personagem que a apresenta a livros e discos que considera importantes, talvez até sem saber o quanto isso contribuísse para sua formação. Claro que acaba surgindo algo além da amizade entre os dois, algo esperado pela estrutura da narrativa. O que não quer dizer que não tenhamos uma sucessão de pequenas surpresas ao longo da jornada de autoconhecimento de Estela. Uma jornada que contará com corações partidos, um parente querido muito doente e a sublimação pela arte, não apenas como válvula de escape, mas como descoberta da própria identidade e razão de viver. Embora Marina Person tenha dito que não se trata de um filme autobiográfico, é inevitável imaginá-la ali, guiando o público por um túnel do tempo que, ora é visto com certo distanciamento, ora experimentado como uma imersão na adolescência de sua geração. Quam já foi jovem sabe o quanto é perturbador ter tanta energia, ter o mundo inteiro pela frente e não ter a menor ideia de como agir, seja na vida amorosa, seja na construção de seu futuro. A vida é cheia de coisas lindas como a arte e o amor, que convivem ao lado de tragédias e tristezas. Essa é a graça, na verdade, e por isso às vezes é necessário que um filme como “Califórnia” nos ajude a lembrar disso.
Playlist: Cinco clipes de clássicos acústicos do folk rock
Tim Buckley (“Song to the Siren”), Stephen Stills (“4+20”), Donovan (“Catch the Wind”), Melanie Safka (“Beautiful People”) e Neil Young (“Heart of Gold”) fornecem a trilha folk rock com violão, voz, uma eventual gaita e a perenidade dos grandes clássicos em mais um passeio pela ladeira da memória.
100 anos de Frank Sinatra: As 10 melhores músicas que ele cantou no cinema
O centenário de Frank Sinatra, que se comemora neste sábado (12/12), é uma ótima oportunidade para relembrar os clássicos eternizados pela famosa The Voice – a original – em alguns de seus melhores filmes musicais. Sinatra foi um dos primeiros cantores a virar ídolo dos cinemas, com algo que Al Jolson e Bing Crosby, por exemplo, nunca tiveram: sex appeal. Basta ver as cenas em que ele aparecia contracenando com Grace Kelly, Rita Hayworth e Shelley Winters para perceber suas intenções. Suas letras não eram para garotas tímidas, falando de amor sem muitos rodeios. Quase uma década antes dos Beatles cantaram que queriam pegar na mão, ele já ensinava a “amá-las de manhã, beijá-las toda a noite e hmm enchê-las de amor”. A Sinatramania também precedeu a Beatlemania ao mudar o público da música popular. Até então voltados para adultos, os discos entraram nos quartos das bobby soxers (adolescentes que predataram os “teenagers”) após Sinatra seduzi-las sua voz e com as capas de compactos impressas com seus olhos azuis. Sua fórmula de sucesso com filmes musicais também foi seguida por Elvis Presley. Mas enquanto o roqueiro jamais foi levado a sério como ator, Sinatra venceu um Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Assim Caminha a Humanidade” (1953), produção que marcou a segunda fase de sua carreira, quando conquistou de vez a crítica. Dois anos depois, ainda foi indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo trabalho excepcional de “O Homem do Braço de Ouro” (1955), em que viveu um viciado. Nestes dois clássicos, não cantou nenhuma canção. Mas, claro, ele cantou muito no cinema, inclusive alguns de seus maiores sucessos. As cenas abaixo fazem parte dos musicais mais famosos de sua carreira, após as aparições iniciais como cantor da big band de Tommy Dorsey e dos duetos como coadjuvante de Gene Kelly. Em ordem cronológica: “Ao Compasso da Vida” (1951), “Corações Enamorados” (1954), “Armadilha Amorosa” (1955), “Alta Sociedade” (1956), “Chorei Por Você” (1957), “Meus Dois Carinhos” (1957), “Os Viúvos Também Sonham” (1959), no qual cantou “High Hopes”, consagrada com o Oscar de Melhor Canção Original, fechando com “Can-Can” (1960), último dos grandes musicais de Sinatra. De “All of Me” a “Let’s Do It”.
Straight Outta Compton celebra vida bandida em aula de história do rap
Maior surpresa do cinema americano em 2015, “Straight Outta Compton – A História do N.W.A.” ficou três semanas em 1º lugar nas bilheterias dos EUA, reverenciando a importância e a popularidade dos personagens retratados, e principalmente o impacto duradouro da arte que eles criaram. O filme funciona como uma espécie de aula sobre a origem do gangsta rap e a história do hip-hop californiano entre os anos 1980 e 1990, aumentando um mito ou outro, já que se trata, no fim das contas, de entretenimento. E não faltam mitos na “História do N.W.A.”. Se Dr. Dre, por exemplo, não era toda aquela simpatia encarnada, conforme representado no filme, Ice Cube tampouco era um poço de violência, tão diferente do comediante que os fãs aprenderam a achar engraçado no cinema. Além deles, se destaca na trama o rapper Eazy-E, mentor do N.W.A., que se inspirou nos gângsteres de Compton, região miserável onde morava, para gravar os primeiros raps sobre situações violentas, muitas vezes assumindo o papel dos bandidos nas letras das músicas. Completam a turma o rapper MC Ren e o DJ Yella. A sigla N.W.A. significava Niggaz Wit Attitudes (Negões com atitudes, em inglês mal-falado), e suas atitudes chamaram atenção imediata, colocando o grupo no foco da mídia como pioneiros das ofensas, palavrões, misoginia, apologia da violência e das drogas, numa celebração da vida bandida – em suma, aquilo que viria a ser conhecido como gangsta rap. A expressão, por sinal, foi cunhada numa de suas músicas, “Gangsta, Gangsta”. Mas foi o hit “Fuck tha Police”, com palavrão para xingar a polícia, que lhes deu fama nacional, graças, também, à reação exagerada das forças policiais. O FBI passou a vigiá-los e eles foram proibidos de se apresentar em vários lugares, pois a polícia se recusava a garantir a segurança dos shows. A reação só validou a razão da música, que acusava a polícia de preconceito, até que gerou confronto direto. O grupo gravou cenas em que a polícia os perseguia após um show e incluiu num clipe, da música “100 Miles and Runnin'”. Logo, centenas de outros jovens começaram a cantar sobre os mesmos temas e uma revolução cultural teve início na América – ou Amerikkka, como Ice Cube grafava – , dando voz a quem estava excluído, empoderando os negros pobres e apresentando sua vida para a população do país. Era tão chocante, em plenos anos 1980, que o álbum de estreia da banda, intitulado exatamente “Straight Outta Compton”, foi lançado com um selo de alerta sobre seu conteúdo explícito – um dos primeiros discos a ganhar a infame tarja da censura, em 1989. A fama cresceu a ponto de o N.W.A. ser chamado de o grupo musical mais perigoso do mundo. Mas quanto maior a controvérsia, mais discos eles vendiam. Até que entraram em cena os egos dos artistas, que saíram da pobreza extrema para a vida de milionários em tempo recorde. O filme traça toda a história, da ascensão à queda, em meio a brigas, separação, drogas, tiros e algumas tragédias, que são filmadas de maneira competente por F. Gary Gray, cineasta afro-americano que fez vários thrillers de ação no começo do século, como “O Vingador” e “Uma Saída de Mestre” (ambos em 2003), mas andava sumido desde “Código de Conduta” (2009), fazendo aqui o seu retorno triunfal – o sucesso já lhe garantiu contrato para dirigir “Velozes e Furiosos 8”. O elenco também pode ser considerado outro acerto, com a inclusão de vários novatos competentes. Um deles, O’Shea Jackson Jr., é o filho de Ice Cube, e está muito bem como o próprio pai na trama. Há ainda Corey Hawkins (participou da série “The Walking Dead”), Jason Mitchell (que entrou em “Kong: Skull Island”) e o mais conhecido Aldis Hodge (séries “Leverage” e “Turn”), além de Paul Giamatti (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) como o famoso empresário Jerry Heller. Fãs de rap poderão, ainda, identificar vários artistas do gênero entre os personagens coadjuvantes, como Snoop Dogg, Lil’ Kim, The D.O.C. e Warren G. Mas, curiosamente, não há rapper algum entre os intérpretes da produção. O batidão e a testosterona podem incomodar quem for fã de sertanejo. Mas os fãs de rap devem fazer maratona. Trata-se de um lançamento obrigatório também para punks, metaleiros e até indies, qualquer um que acredite que a música deva fazer diferença e mudar a percepção do mundo. “Straight Outta Compton” não narra apenas a origem de um gênero musical: ensina que quem tem voz pode ser ouvido.
Dave Grohl e Animal travam duelo de baterias em vídeo dos Muppets
A rede americana ABC divulgou um divertido vídeo da série “The Muppets”, que mostra o fantoche Animal travando um duelo feroz de bateria com Dave Grohl, líder do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana. A provocação inicia assim que Animal faz o seu primeiro solo e Grohl toca no prato para retrucar: “Oh, o que é isso, um sino? Hora da aula”. As rodadas de percussão vão acelerando até virarem demolição, colocando as duas baterias abaixo, no melhor estilo de outro animal, o falecido baterista Keith Moon. “Você ganhou”, eles dizem, simultaneamente. Vale lembrar que Grohl já tinha duelado com Animal antes, no filme “Os Muppets” (2011), no qual ele interpretou Animool, o baterista de uma banda chamada The Moopets. A série dos fantoches, que começou com boa audiência em setembro, perdeu muito público e vai sofrer uma reformulação completa em 2016. No Brasil, “The Muppets” é exibida pelo canal pago Sony.












