Ariana Grande celebra amizade com Victoria Monét em clipe repleto de emojis
Ariana Grande se juntou à amiga Victoria Monét para lançar o clipe de “Monopoly”. Com visual low-tech, gravado com uma câmera caseira dos anos 2000 (com resolução pior que vídeo de celular) e editado com efeitos antiquados de texto e emojis, o vídeo é um grande contraste com as superproduções da cantora. Mas reflete a carreira da música. Originalmente chamada “She Got Her Own”, foi gravada por Ariana em 2016, mas nunca lançada oficialmente. Virou sobra. Até que a cantora e Monét a apresentaram ao vivo em um show recente. O clipe celebra a amizade das duas, que dançam, conversam, lembram intimidades, fazem revelações e atiram pra longe palavras que consideram negativas, como “haters” e “Trump”. Ariana ainda aproveita para cantar: “Gosto de mulheres e homens (yeah)”. Monét não é a única miga que participa do vídeo. A direção é de Alfredo Flores & Ricky Alvarez. O primeiro dirige os vídeos de turnê de Ariana e o segundo é um antigo dançarino dos shows. Ariana e Alvarez até foram namorados há três anos, na época da gravação original da canção.
Dumbo estreia em 1º lugar, mas com um dos piores desempenhos da Disney nos EUA
“Dumbo” não voou muito alto em sua estreia. O remake em live-action dirigido por Tim Burton estreou com US$ 45M (milhões) em 4,2 mil cinemas na América do Norte, abaixo das expectativas do mercado – e da própria Disney. Embora o valor tenha lhe rendido o 1º lugar nas bilheterias do fim de semana nos Estados Unidos e Canadá, representa uma das piores aberturas de um remake do catálogo animado da Disney, desde que o próprio Tim Burton lançou a tendência com “Alice no País das Maravilhas” em 2010. Em comparação, a “Bela e a Fera” (2017) estreou com US$ 174M, “Mogli (2016) com US$ 103M e “Cinderela” (2015) com US$ 67M. Apenas “Christopher Robin” (2018) foi pior – e muito, com US$ 24,5M. Não faltam teorias para explicar porque o elefantinho não conseguiu atrair mais público. Há o fato de o desenho original ter 80 anos e ser menos lembrado que desenhos mais recentes, como “A Bela e a Fera”, entre o público atual. Há também o problema da fadiga causada pelo lançamento em massa desse tipo de produção. E, se for esse o caso, a Disney terá problemas à vista, já que programou uma avalanche de remakes em curto prazo – “Aladdin”, “Rei Leão” e “Malévola: A Mestra do Mal” também estreiam em 2019. Para complicar as contas, “Dumbo” teve um orçamento de produção de US$ 170M – mais caro que a “Capitã Marvel”, por exemplo. E para recuperar o investimento, terá que fazer muito sucesso no exterior. Sua abertura internacional foi melhor que a doméstica, levando o total mundial para US$ 116M, mas ainda muito longe da meta de US$ 600M para se pagar. A produção também teve problemas para agradar a crítica, dividindo radicalmente as opiniões da imprensa norte-americana. Isto se refletiu em redondos 50% de aprovação na média registrada no site Rotten Tomatoes – inclusive entre os chamados “críticos top”. O fato impressiona de forma negativa, porque também foi a pior avaliação entre os lançamentos da semana. Pior até que o horrendo “Unplanned”, drama literalmente barato da produtora evangélica PureFlix, que não esconde sua agenda política. Peça de propaganda anti-aborto, o filme foi lançado para “inspirar” mudanças nas leis dos Estados Unidos, assim como “Deus Não Está Morto 2” (2016) em relação à divisão entre “igreja” e estado. Com aval de críticos de blogs conservadores, conseguiu atingir 53% de aprovação no Rotten Tomatoes. É muito, considerando que, entre os “tops”, sua nota é 0%. “Unplanned” abriu em 5º lugar. Bem melhor que o desastre “The Beach Bum”, novo fracasso estrelado por Matthew McConaughey, que fechou o Top 10 com apenas US$ 1,8M em seu lançamento. Nenhum desses dois filmes tem previsão de estreia no Brasil. Outra novidade no ranking é o thriller “Hotel Mumbai”, que ampliou seu circuito. Após ser lançado em quatro salas na semana passada, adicionou mais 920 telas e apareceu em 8º lugar. Curiosamente, a produção vai estrear em maio no Brasil com um título bem diferente: “Atentado ao Hotel Taj Mahal”. Coisa de “tradutor” criativo. Entre os demais filmes em cartaz, vale destacar ainda que “Capitã Marvel” está a US$ 10M de entrar no clube dos bilionários mundiais. E “Como Treinar Seu Dragão 3” superou a marca dos US$ 500 mil. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dumbo Fim de semana: US$ 45M Total EUA e Canadá: US$ 45M Total Mundo: US$ 116M 2. Nós Fim de semana: US$ 33,6M Total EUA e Canadá: US$ 128,2M Total Mundo: US$ 174,5M 3. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 20M Total EUA e Canadá: US$ 353,8M Total Mundo: US$ 990,6M 4. A Cinco Passos de Você Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 35,8M Total Mundo: US$ 50,6M 5. Unplanned Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 6,1M Total Mundo: US$ 6,1M 6. O Parque dos Sonhos Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 37,8M Total Mundo: US$ 52,2M 7. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 348,9M Total Mundo: US$ 501,8M 8. Hotel Mumbai Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 3,2M Total Mundo: US$ 3,2M 9. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 70M Total Mundo: US$ 71,1M 10. The Beach Bum Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 1,8M Total Mundo: US$ 1,8M
Rammstein volta após dez anos com clipe superproduzido e polêmico
A banda alemã de metal industrial Rammstein voltou à ativa de forma bombástica, após dez anos sem lançar discos. Primeiro clipe de seu novo álbum, “Deutschland” (Alemanha) explodiu no YouTube e impactou as redes sociais por trazer menções ao holocausto, gerando críticas da comunidade judaica. A presidente do Congresso Judeu Europeu, Charlotte Knobloch, chegou a dizer que a banda passou dos limites. “Com esse vídeo, eles passaram do ponto. A instrumentalização e tratar o Holocausto como algo trivial, como mostram as imagens, é irresponsável”, ela reclamou ao tabloide Bild. Felix Klein, da comissão que combate antissemitismo no governo alemão, foi no mesmo tom. “É uma exploração desrespeitosa em nome de uma liberdade artística.” O clipe é uma superprodução. E uma porrada como a música da banda, repleto de imagens violentas, que traçam a História da Alemanha, sempre cercada de mortes, desde os tempos do império romano até um enterro sci-fi no espaço sideral. O nazismo faz parte desta História, assim como as cruzadas, os conflitos entre católicos e protestantes, os comunistas de Berlim Oriental, a tragédia do zepelim de Hindeburg, os terroristas da extrema esquerda dos anos 1970 e os protestos incendiários da extrema direita atual, todos representados na obra. Os integrantes da banda atuam como personagens dessa convulsão histórico-social, enquanto a própria Alemanha (Germania) é representada por uma modelo negra (Ruby Commey), que simboliza as lutas do país e seu destino inexorável, rumo à morte. Cheio de simbolismo, o clipe tem quase 10 minutos, que passam voando diante de tanta criatividade – numa das cenas, Germania dá luza a um lobo, pelas mãos ensanguentadas de um cardeal. Polêmico, claro, como a música da banda – e como se espera de seus clipes após “Mein Teil”(2004). Mas não antissemita. Muito antes pelo contrário. A direção é de Specter Berlin, pseudônimo de Eric Remberg, um respeitado diretor alemão de publicidade, designer e fundador do selo de rap Aggro Berlin, que em 2017 transformou um álbum do rapper Marteria em filme – “Antimarteria”.
Evento Star Wars in Concert vai acontecer no Brasil pela primeira vez
O “Star Wars in Concert” ganhará uma versão brasileira pela primeira vez. O evento exibe o famoso filme de George Lucas, lançado nos cinemas como “Guerra nas Estrelas” em 1977 (e rebatizado “Star Wars: Uma Nova Esperança” em 1981), com a presença de uma orquestra sinfônica ao vivo. A apresentação acontecerá no mês de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em SP, a exibição está marcada para o dia 20, no Allianz Parque, com preços que variam de R$ 125 a R$ 460. No Rio, ela será no dia 27, na Jeunesse Arena, com valores entre R$ 120 e R$ 420. Os ingressos podem ser comprados pelos sites Ingresso Rápido e Guichê Web. O detalhe é que as orquestras responsáveis por executar a icônica trilha de John Williams são brasileira. A trilha paulista será fornecida pela Orquestra Sinfônica Villa Lobos, formada por músicos da OSESP (Orquestra Sinfônica de São Paulo) e OSMSP (Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo). Já no Rio, o concerto será realizado pela OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira). Ambas as apresentações serão regidas pelo maestro brasileiro Thiago Tibério, que rege apresentações dos filmes da Disney em todo o mundo.
Tom Hanks negocia viver empresário de Elvis Presley em cinebiografia
O ator Tom Hanks está em negociações para estrelar uma cinebiografia de Elvis Presley, ainda sem título, que será dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) para a Warner Bros. Caso o acordo seja fechado, ele viverá o Coronel Tom Parker, o lendário empresário que controlava todos os aspectos da vida de Elvis. Lurhmann está produzindo o longa com a esposa Catherine Martin. Os dois estão desenvolvendo o projeto desde que o diretor finalizou seu último filme em 2013. O filme vai se focar na ascensão e no auge de Presley, destacando seu relacionamento com Parker. Tom Parker era um trapaceiro nascido na Holanda que nunca se naturalizou americano e ganhou seu posto de “coronel” como título honorário. Ele estava tendo dificuldades para iniciar sua carreira como empresário musical quando se deparou com Elvis em meados dos anos 1950 e ficou impressionado com o talento do jovem (que ainda não tinha 18 anos na época). Ao longo de dois anos, ele adquiriu todos os contratos e pagou todas as demais figuras que cuidavam da carreira do cantor para se tornar seu representante exclusivo. E com sua direção, Elvis se tornou o Rei do Rock – e algo que a América nunca tinha visto antes. Luhrmann escreveu o roteiro com Craig Pearce, com quem também escreveu “O Grande Gatsby” e “Moulin Rouge”. Segundo o site The Hollywood Reporter, a expectativa é que as filmagens comecem no outono norte-americano (entre setembro e novembro), mas os produtores ainda não começaram a procurar um intérprete para Elvis. Hanks pode ter uma abertura em sua agenda para o papel, porque seu próximo filme após a sci-fi “Bios”, atualmente em pré-produção, seria “News of the World”, do diretor Paul Greengrass, que pode não sair do papel. É que a Disney fechou o estúdio responsável pelo projeto, a Fox 2000.
Censura chinesa à Bohemian Rhapsody irrita fãs do Queen e gays do país
A censura sofrida por “Bohemian Rhapsody” nos cinemas da China foi lamentada por fãs do Queen e gays do país. Os censores locais decidiram cortar uma série de cenas relacionadas à sexualidade de Freddie Mercury (Rami Malek), as referências à Aids e os momentos em que a banda consome drogas. “As cenas deletadas afetam a história. O filme é sobre como Freddie encontrou sua identidade, e sua sexualidade é parte disso”, disse Peng Yanzi, ativista de direitos LGBTQIA+ na China e fã de longa data do Queen, em entrevista à revista americana Billboard, que realizou reportagem sobre a polêmica. Outra ativista, Hua Zile, fez questão de comparar a versão chinesa de “Bohemian Rhapsody” com a exibida no território semiautônomo de Hong Kong, que não sofreu censura. “É uma pena o que eles fizeram com o filme”, comentou. “Isso enfraquece a identidade gay do personagem. É desrespeitoso à experiência real de Mercury, e deixa o personagem superficial. Não o vemos crescendo”. Entre as cenas cortadas pelos censores chineses, estão o momento em que Mercury diz para Mary Austin, então sua mulher, que pode não ser heterossexual. O momento em que o vocalista conta aos companheiros de banda que tem AIDS ficou sem o áudio. Su Lei, que trabalha como contadora, disse à Billboard que leu a biografia de Mercury antes de assistir ao filme. “Os cortes foram desnecessários. É uma nova era na China, influenciada por produtos do Ocidente. Todo mundo seria capaz de entender e aceitar [a sexualidade do personagem]”, disse. A lei chinesa não proíbe a exibição da homossexualidade nos cinemas, mas veta expressamente os temas LGBTQIA+ na TV e nos serviços de streaming disponíveis no país. Apesar disso, os censores chineses costumam não autorizar a exibição de filmes com personagens LGBTQIA+. Filmes americanos premiados como “O Segredo de Brokeback Mountain” e “Moonlight” não estrearam no país, e até a versão para menores de “Deadpool 2” (que inclui um casal lésbico de super-heroínas) precisou fazer cortes para entrar na China.
Banda Sex Pistols vai ganhar cinebiografia
A carreira intensa e meteórica da banda Sex Pistols, que deu início à era punk no Reino Unido, vai virar filme. Segundo a imprensa britânica, a produtora Starlight Films já está trabalhando na pré-produção do longa, incentivada pelo sucesso de “Bohemian Rhapsody”, sobre a banda Queen. “Ficamos impressionados com aos números de bilheteria de ‘Bohemian Rhapsody’. Isso só serve para mostrar que o público tem apetite por esses filmes”, disse a produtora Ayesha Plunkett ao jornal Daily Mail. Mas não se deve esperar uma grande produção como a história do Queen ou o vindouro “Rocketman”, sobre Elton John. Ayesha Plunkett é uma produtora especializada em, digamos, filmes de baixo orçamento – e quando são apenas medíocres, é um bônus. Quem tiver curiosidade sobre a história dos Pistols sempre pode procurar o clássico “Sid & Nancy” (1986), que está disponível em alguns serviços de streaming.
Nós, novo terror de Jordan Peele, assusta a concorrência com recorde de bilheteria nos EUA
“Nós”, segundo filme dirigido por Jordan Peele, fez história ao arrecadar US$ 70 milhões em sua estreia neste fim de semana na América do Norte. O valor não só é muito maior que os US$ 38M (milhões) obtidos pela estreia elogiadíssima – e premiada com o Oscar – do diretor, o filme “Corra!” em 2017, como se trata da maior bilheteria inaugural de um terror que não faz parte de uma franquia – deixando muito para trás o antigo recordista, “Um Lugar Silencioso”, lançado com US$ 50,2M no ano passado. Mesmo diante das franquias, a estreia de “Nós” impressiona, sendo superada apenas por dois lançamentos de terror em todos os tempos, o fenômeno “It – A Coisa” (US$ 123,4M) e a sequência recente de “Halloween” (US$ 76,2M). Também é a segunda maior estreia do ano, atrás somente de “Capitã Marvel”, que arrecadou US$ 153M em sua abertura há três semanas. O terror de Peele sobre uma família confrontada por um grupo de sósias também assustou quem se baseou nas projeções dos “especialistas”, que estimavam inicialmente algo entre US$ 38M e 45M nos primeiros três dias. Com isso, a produção do estúdio Blumhouse, com distribuição da Universal, tirou o 1º lugar de “Capitã Marvel”, que após duas semanas no topo faturou US$ 35M entre sexta e domingo (24/3). Apesar da queda, o filme da super-heroína da Marvel não sofreu grande abalo, atingindo um total de US$ 321,4M na América do Norte e US$ 910,2M em todo o mundo. Sua entrada no clube do bilhão não deve passar do próximo fim de semana. Como não houve nenhum outro grande lançamento, o resto do ranking estendeu a despedida de alguns fracassos deste ano, como “Uma Aventura Lego 2” e “Alita: Anjo de Combate”, ambos em seu último fim de semana no Top 10. Mesmo com relativo sucesso internacional, “Alita” tornou amarga a despedida da Fox como estúdio independente. A produção orçada em US$ 200M sairá de cartaz em breve, sem ter nem sequer rendido US$ 100M no mercado doméstico. Seu prejuízo vai se somar aos elevados custos da compra da Fox pela Disney. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Nós Fim de semana: US$ 70,2M Total EUA e Canadá: US$ 70,2M Total Mundo: US$ 86,9M 2. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 35M Total EUA e Canadá: US$ 321,4M Total Mundo: US$ 910,2M 3. O Parque dos Sonhos Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 29,4M Total Mundo: US$ 39,6M 4. A Cinco Passos de Você Fim de semana: US$ 8,7M Total EUA e Canadá: US$ 26,4M Total Mundo: US$ 32,7M 5. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 145,7M Total Mundo: US$ 488M 6. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA e Canadá: US$ 65,8M Total Mundo: US$ 66,8M 7. Gloria Bell Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 2,4M Total Mundo: US$ 3M 8. No Manches Frida 2 Fim de semana: US$ 1,7M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ _ 9. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 1,1M Total EUA e Canadá: US$ 103,3M Total Mundo: US$ 179,5M 10. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 1M Total EUA e Canadá: US$ 83,7M Total Mundo: US$ 399,8M
Rocketman pode cortar homossexualidade de Elton John para ser exibido para menores
Uma cena de “Rocketman”, cinebiografia de Elton John, pode ser cortada para o filme ser lançado com classificação para menores. Segundo apurou o tabloide britânico Daily Mail e confirmou o Guardian, são cerca de 40 segundos, que representam o momento em que o cantor assume sua sexualidade de forma mais clara na produção. Na cena, Elton John, vivido por Taron Egerton (“Robin Hood”), aparece na cama sem roupas com seu empresário e amante, interpretado por Richard Madden (“Game of Thrones”). O diretor Dexter Fletcher estaria sob pressão do estúdio Paramount para tirar o trecho do filme, que assim seria liberado para maiores de 13 anos nos Estados Unidos. O problema do estúdio é que Elton John teria dado carta branca ao diretor para que mostrasse o que bem entendesse, não importando qual fosse a classificação indicativa final da obra. Fletcher foi quem assumiu a direção de “Bohemian Rhapsody” após a demissão de Bryan Singer, que causou tumultos no set e ainda enfrentou denúncias de abuso sexual no ano passado. Mesmo com estes problemas, a cinebiografia da banda Queen acabou estourando as bilheterias e vencendo vários prêmios, inclusive o Oscar de Melhor Ator para Rami Malek. Assim como Freddie Mercury, Elton John tinha uma namorada (Linda Woodrow) e dizia-se bissexual nos anos 1970. Foi até além: foi casado com uma mulher (a engenheira de som alemã Renate Blauel) durante quatro anos na década de 1980. Ele só se assumiu gay em 1992, logo após a morte do cantor do Queen por Aids e um ano antes de conhecer seu marido, David Furnish. “Rocketman” tem previsão de estreia para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Teen Spirit: Elle Fanning vira cantora em clipe com cenas de seu novo filme
A Interscope Records divulgou um clipe do filme “Teen Spirit”, que traz a atriz Elle Fanning (“O Estranho que Nós Amamos”) cantando a música “Dancing On My Own”, da artista sueca Robyn. Na trama, ela interpreta Violet, uma adolescente britânica que sonha com o estrelato musical como uma maneira de escapar de sua vida proletária na Ilha de Wight. Com a ajuda não convencional de um aspirante a empresário (Zlatko Buric, de “Contra o Tempo”), ela decide entrar em uma competição de calouros ao estilo de “American Idol”, algo que a testará em todos os aspectos. Fanning chamou a atenção da crítica por usar sua própria voz para cantar no filme e surpreendeu pelo talento vocal demonstrado, que sugere uma carreira paralela em potencial. O disco da trilha vai testar essa hipótese. O repertório é baseado nas músicas que ela canta no filme, o que inclui hits de Ellie Goulding, Tegan & Sara, Annie Lennox e outros artistas. O roteiro e a direção são de outro jovem talento que até então era conhecido apenas como ator: Max Minghella (de “The Handmaid’s Tale”), em sua estreia atrás das câmeras – após ter se aventurado como roteirista em “A Nona Vida de Louis Drax” (2016). A première mundial aconteceu no Festival de Toronto 2018 e a estreia comercial está marcada para 5 de abril nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Playlist: Conheça os 200 melhores clipes indies de fevereiro
Em janeiro, foram 50 clipes. Mas os subterrâneos do YouTube são muito mais profundos. Com uma exploração espeleológica mais radical em fevereiro, foi possível trazer à tona duas centenas de clipes interessantes do underground e adjacências – estalactites mais próximas da superfície (mainstream) e estalagmites tão profundas que nascem no outro lado do mundo, literalmente. Do porão do rock ao clube dançante clandestino, do cantor com violão à banda com backing vocals, passando por diferentes gêneros, países, orientações sexuais e propostas, conheça abaixo 200 clipes de músicas independentes lançados no mês de fevereiro (além de meia dúzia de janeiro). Apenas duas bandas repetem-se na lista com dois clipes, ambos lançados no período pesquisado. Os demais são artistas completamente diferentes uns dos outros. E incluem desde um prodígio de 15 anos de idade, Max Blanjaar, além da banda Chromatics, cuja cantora ilustra o post, até veteranos calejados, como Against All, The Specials, Neneh Cherry, Belly, Teenage Fanclub, L7 e Front Line Assembly. E esta pequena listagem já serve de dica da variedade de estilos. A duração passa das 10 horas de música direta, sem parar. E com um detalhe (que explica a demora para a compilação ir ao ar): 10 horas arranjadas em ordem sequencial, visando uma transição mais harmônica entre cada clipe. Mesmo com guitarras de hardcore e violão acústico, rap alternativo e bandas góticas, techno e dream pop, o playlist foi concebido como trilha para ser ouvida com um simples apertar de play. A maratona não é para todos os ouvidos. Mas experimente. O eco do underground pode parecer estranho, até que embala. 1 Telekinesis – A Place in the Sun (EUA) | 2 Little Jesus – Los Años Maravillosos (México) | 3 Teenage Fanclub – Everything Is Falling Apart (Escócia) | 4 Rock Eupora – Inbetween (EUA) | 5 Belly – Human Child (EUA) | 6 Star Horse – Pickle Plum (Suécia) | 7 Hatchie – Without a Blush (Austrália) | 8 Desperate Journalist – Satellite (Inglaterra) | 9 Dear Boy – Semester (EUA) | 10 Margot – Coffee Stained Scars (Inglaterra) | 11 The Fur. – Short Stay (Taiwan) | 12 Cléa Vincent – Dans les Strass (França) | 13 Broncho – Big City Boys (Directors Cut) (EUA) | 14 Palm Springsteen – Hey There Cowgirl (EUA) | 15 Wallows feat. Clairo – Are You Bored Yet? (EUA) | 16 Sundara Karma – Higher States (Inglaterra) | 17 Front Line Assembly feat. Jimmy Urine – Rock Me Amadeus (Canadá) | 18 The Pirouettes – Héros de la Ville (França) | 19 Chromatics – Time Rider (EUA) | 20 Kimbra – Lightyears (Chris Tabron Mix) (Nova Zelândia) | 21 Mild Minds – Weak Signal (Austrália) | 22 Lions of Dissent – Turn Up the Struggle (Inglaterra) | 23 Pool – Take Me Out (Alemanha) | 24 L’Impératrice – Matahari (França) | 25 Mòn – Calypso (França) | 26 Feet – English Weather (Inglaterra) | 27 Sego – Shame (EUA) | 28 Warbly Jets – Propaganda (EUA) | 29 Victoria+Jean – Free Insult (Bélgica) | 30 Delicate Steve – Freedom (EUA) | 31 Kap Bambino – Erase (França) | 32 Shad Shadows – Under Valium (Itália) | 33 Nonn – Home (Suécia) | 34 She Pleasures HerSelf – Ich Bin Dead (Portugal) | 35 The Nightmares – Adore (República Tcheca) | 36 Weeknight – Done with Me (EUA) | 37 Dagobert – Einsam (Alemanha) | 38 Cruel Reflections – 26 (Is So Damn Cold) (EUA)| 39 Kakkmaddafakka – Runaway Girl (Noruega) | 40 Sunbeam Sound Machine – Talking Distance (Austrália) | 41 Junodream – Terrible Things that Could Happen (Inglaterra) | 42 Loose Tooth – Asteroids (Austrália) | 43 Desert Ships – Idle Daze (Inglaterra) | 44 Cellar Doors – City Girl (EUA) | 45 Versing – Tethered (EUA) | 46 Communions – Flesh and Gore, Dream and Vapor (Dinamarca) | 47 Man of Moon – Ride the Waves (Escócia) | 48 Flamingods – Marigold (Inglaterra e Bahrein) | 49 Wovoka Gentle – Sin Is Crouching at Your Door (Inglaterra) | 50 Laura Petit – Namorado (Brasil) | 51 Sebadoh – Celebrate the Void (EUA) | 52 The Leisure Society – God has Taken a Vacation (Inglaterra) | 53 Niki Moss – GP Motorcycle Racing (Portugal) | 54 Circa Waves – Times Won’t Change Me (Inglaterra) | 55 Jade Bird – I Get No Joy (Inglaterra) | 56 Maria Due – The Colour White (Noruega) | 57 Aldous Harding – The Barrel (Nova Zelândia) | 58 Vampire Weekend – Harmony Hall (EUA) | 59 Wet – Old Bone (EUA) | 60 Baptiste W. Hamon – Je Brûle (França) | 61 Elena Setién – She was So Fair (Espanha) | 62 Molina – Venus (EUA) | 63 Letrux – Ninguém Perguntou por Você (Brasil) | 64 Farah – The Only Ones (Inglaterra) | 65 Sneaks – Ecstasy (EUA) | 66 St. Vincent – Masseduction (EUA) | 67 Teen – Pretend (EUA) | 68 Mating Ritual – Falling Back (EUA) | 69 Charly Bliss – Capacity (EUA) | 70 Cass McCombs – Sleeping Volcanoes (EUA) | 71 Mansionair – We Could Leave (Austrália) | 72 The Royal Concept – Need To Know (Suécia) | 73 Foxwarren – Sunset Canyon (Canadá) | 74 Hand Habits – What Lovers Do (EUA) | 75 Teca Figueiredo – Corra (Brasil) | 76 Albert Hammond Jr – Fast Times (EUA) | 77 Broken Social Scene – Boyfriends (Canadá) | 78 The Gooch Palms – Are We Wasted? (Austrália) | 79 Pearl Lion – Himalaya (EUA) | 80 Guilles – Dirty Rags (Espanha) | 81 Against All – Creepy Crawl (EUA) | 82 Moshino – 釣った魚にエサやれ (Japão) | 83 Clutch – Ghoul Wrangler (EUA) | 84 Ticking Time Bomb – Dealt a Blow (Costa Rica) | 85 Case 39 – Grandsons of Elvis (Alemanha) | 86 Bankrupt – Green Light, Blue Lambo (Hungria) | 87 The Bouncing Souls – Crucial Moments (EUA) | 88 Masked Intruder – All of My Love (EUA) | 89 Demob Happy – Less Is More (Inglaterra) | 90 Frank Carter & The Rattlesnakes – Crowbar (Inglaterra) | 91 Pretty Vicious – These Four Walls (País de Gales) | 92 The Luka State – What’s My Problem (Inglaterra) | 93 Teenage Bottlerocket – Everything to Me (EUA) | 94 Heart Attack Man – Fake Blood (EUA) | 95 Hello Yello – I Dont Care (EUA) | 96 Cloud Nothings – So Right So Clean (EUA) | 97 Gemma Ray – Death Tapes (Inglaterra) | 98 The Mysterines – Bet Your Pretty Face (Inglaterra) | 99 Valeras – Ricochet (Nunca Morirá) (Inglaterra) | 100 Sharkmuffin – Liz Taylor (EUA) | 101 L7 – Burn Baby (EUA) | 102 Voiid – Vile (Austrália) | 103 Alex Lahey – Don’t Be so Hard on Yourself (Austrália) | 104 Olympia – Shoot to Forget (Austrália) | 105 Honeyblood – The Third Degree (Escócia) | 106 Lily & Madeleine – Can’t Help the Way I Feel (EUA) | 107 The Cosmics – Trust is Blind (Inglaterra) | 108 Max Blansjaar – You’re Always on My Mind (Inglaterra) | 109 Jyocho – Sugoi Kawaii (Japão)| 110 Sego – Neon Me Out (EUA) | 111 Andrew Bird – Sisyphus EUA) | 112 Peter Doherty & The Puta Madres – Who’s Been Having You Over (Inglaterra) | 113 Foals – On the Luna (Inglaterra) | 114 The Japanese House – Maybe You’re the Reason (Inglaterra) | 115 Tamaryn – Angels of Sweat (Nova Zelândia) | 116 Golden Rain – Break My Heart (Itália) | 117 Missio – Rad Drugz (EUA) | 118 Fictions · UFO (EUA) | 119 Steeple Remove – Oval-Strii (Laurent Garnier Remix) (França) | 120 Rackett – I Please Myself (Australia) | 121 Archive feat. Band of Skulls – Remains of Nothing (Inglaterra) | 122 Band of Skulls – Cool Your Battles (Inglaterra) | 123 Circa Waves – Me, Myself and Hollywood (Inglaterra) | 124 Metric – Love You Back (Canadá) | 125 Chai – Choose Go! (Japão) | 126 Friedberg – Boom (Inglaterra) | 127 Russian Baths – Slenderman (EUA) | 128 Wand – Scarecrow (EUA) | 129 Lamb – Armageddon Waits (Inglaterra) | 130 Adult. – Silent Exchange (EUA) | 131 These New Puritans – Anti– Gravity (Inglaterra) | 132 Kerchief – Til the End (EUA) | 133 Gurr – She Says (Alemanha) | 134 Potty Mouth – Starry Eyes (EUA) | 135 The Wild Reeds – Giving Up on You (EUA) | 136 Greta Stanley – Kick (Austrália) | 137 Partner – Long and McQuade (Canadá) | 138 Mal Blum – Things Still Left To Say (EUA) | 139 Skye Wallace – Coal In Your Window (Canadá) | 140 Little Room – Tangled (Londres) | 141 The Beths – Uptown Girl (Nova Zelândia) | 142 Ex Hex – Tough Enough (EUA) | 143 Der Baum – French Fries (Brasil) | 144 The Growlers – Who Loves the Scum? (EUA) | 145 Bazooka – Φυλακή (Prison) (Grécia) | 146 Fontaines D.C. – Big (Irlanda) | 147 The Coathangers – F the NRA (EUA) | 148 The Interrupters – Gave You Everything (EUA) | 149 Beach Slang – I Hate Alternative Rock (EUA) | 150 USA Nails – Smile (Inglaterra) | 151 Numb.er – Again (EUA) | 152 Madonnatron – Sucker Punch (Inglaterra) | 153 Blaenavon – Catatonic Skinbag (Inglaterra) | 154 Strand of Oaks – Ruby (EUA) | 155 Weyes Blood – Everyday (EUA) | 156 Foxygen – Livin’ a Lie (EUA) | 157 The Claypool Lennon Delirium – Blood and Rockets: Movement I, Saga of Jack Parsons – Movement II, Too the Moon (EUA) | 158 Idlewild – Dream Variations (Escócia) | 159 Maps – Just Reflecting (Inglaterra) | 160 Johnny Marr – Armatopia (Inglaterra) | 161 C Duncan – Impossible (Escócia) | 162 Xinobi & Gisela João – Fado para esta Noite (Portugal) | 163 Phillipi & Rodrigo – Retrogrado (Brasil) | 164 Irene Dresel – Victoire (França) | 165 The Chemical Brothers – Got to Keep on (Inglaterra) | 166 Worakls – Cloches (França) | 167 Prospa – Prayer (Inglaterra) | 168 Underworld – Soniamode (País de Gales) | 169 [KRTM] – Sleepwalker (Bélgica) | 170 Modeselektor feat. Tommy Cash – Who (Alemanha) | 171 Chasms – Every Heaven In Between (EUA) | 172 Malik Djoudi – Belles Sueurs (França) | 173 Donna Missal – Jupiter (EUA) | 174 Grand Pax – Bunk (Inglaterra) | 175 Sean – Mercutio (França) | 176 King – Shit Show (Dinamarca) | 177 JGrrey – Pretty Insane (An Interlude) (Inglaterra) | 178 Arlo Parks – Super Sad Generation (Inglaterra) | 179 Toro y Moi – Ordinary Pleasure (EUA) | 180 Jungle – Casio (Inglaterra) | 181 Christine and the Queens – 5 Dols (França) | 182 Robyn – Send to Robin Immediately (Suécia) | 183 Breathe. – London (Austrália) | 184 Gus Harvey – The Don (Inglaterra) | 185 Tahiti 80 – Hurts (França) | 186 Helado Negro – Running (EUA) | 187 Dizzee Rascal – Quality (Inglaterra) | 188 Pivot Gang – Jason Statham, Pt. 2 (EUA) | 189 Barny Fletcher – Christ Flow (Inglaterra) | 190 OrelSan – White Snake Freestyle (França) | 191 Neneh Cherry – Natural Skin Deep (Inglaterra) | 192 Suzi Wu – Error 404 (Inglaterra) | 193 The Specials – Vote for Me (Inglaterra) | 194 Wild Belle – Mockingbird (EUA) | 195 Séverin feat. Léa Salamé – L’interview (França) | 196 Cannibale – Not Easy to Cook (França) | 197 Illy e Duda Beat – Só Eu e Você na Pista (Tomás Tróia Remix) (Brasil) | 198 Wild Belle – Have You Both (EUA) | 199 Stella Donnelly – Tricks (Austrália) | 200 Nouvelle Vague – Bizarre Love Triangle (França)
Dick Dale (1937 – 2019)
Morreu Dick Dale, o músico conhecido como “rei da guitarra do surfe”, que integrou o universo dos filmes da Turma da Praia nos anos 1960 e cedeu suas hits instrumentais para diversos momentos icônicos da história do cinema, como a cena do assalto na lanchonete de “Pulp Fiction”. “É um dia triste para o rock’n’roll”, disse o baixista de sua banda, ao comunicar o falecimento, que aconteceu na noite de sábado (16/3). A causa da morte não foi informada, mas Dale já vinha com a saúde debilitada, embora continuasse a fazer shows como se mais nada importasse. Ele tinha 81 anos de idade. O “Rei da Surf Guitar” fazia parte da cena musical do sul da Califórnia do começo dos anos 1960. Surfista de verdade, Richard Anthony Monsour adorou a mudança da família de Boston para El Segundo, na California, no final dos anos 1950, onde ainda adolescente se juntou à banda Del-Tones. Em 1962, lançou sua música emblemática, “Misirlou”, com o som de guitarra mais imitado de sua geração, resultado de experiências com escalas e reverberação. Ele foi um dos primeiros guitarristas a usar o efeito de “reverb” para estender as notas arrancadas à base de palhetadas firmes. Vieram outros hits, como “Pipeline”, “The Wedge” e “Let’s Go Trippin'”. E suas inovações foram aumentando sua fama. Para tirar seu som lendário, Dale começou a criar amplificadores caseiros que atingissem o volume e a reverberação que desejava. Com isso, inventou o primeiro amplificador de guitarra com capacidade para 100 watts. Sua obsessão em tocar cada mais alto o fez estourar inúmeros amplificadores. Mas também o transformou em “piloto de testes” de Leo Fender para o desenvolvimento de amplificadores mais potentes e da guitarra Fender Stratocaster, mais tarde associada a Jimi Hendrix. Por isso, também chegou a ser considerado, pela revista Guitar Player, como “o pai do heavy metal”. Curiosamente, ele estreou no cinema antes de ser associado à surf music. E no papel de ninguém menos que Elvis Presley, numa pequena participação na comédia “Adorável Pecadora” (1960), estrelada por Marilyn Monroe. A aparição seguinte foi como outro roqueiro famoso: ele mesmo. Dick Dale teve papel de destaque no primeiro filme da Turma da Praia, “A Praia dos Amores” (1963), do qual participou com sua banda. Ao contrário dos artistas convidados do resto da franquia (Stevie Wonder, The Kingsmen, etc), ele apareceu no filme inteiro e era considerado por Frank Avalone como um integrante da turma dos surfistas. Tanto que voltou a cruzar com Frankie e Annette Funicello na sequência “Quanto Mais Músculos Melhor” (1964). Décadas mais tarde, os três voltaram a se reencontrar no nostálgico “De Volta à Praia” (1987), em que Frankie e Annette levaram os filhos adolescentes à praia em que costumavam namorar na juventude. E onde Dick Dale ainda reinava com sua guitarra. O músico também apareceu em “A Swingin’ Affair” (1963), num episódio de “Barrados no Baile” (Beverly Hills 90201), no filme de surfistas adolescentes “No Calor do Verão” (2002) e até dublou a si mesmo numa aventura surfista de Scooby-Doo, “Aloha, Scooby-Doo!” (2005). Sua carreira experimentou um renascimento quando Quentin Tarantino selecionou “Misirlou” para uma cena-chave de “Pulp Fiction” (1994). A mesma música voltou às telas em mais dois blockbusters, “Space Jam: O Jogo do Século” (1996) e “As Panteras: Detonando” (2003). E continuou tocando tanto que, meio a esses lançamentos, Dale foi introduzido na Calçada da Fama de Hollywood em 1996 e recebeu um troféu por suas realizações da revista LA Weekly em junho de 2000. Ele ainda recebeu uma fatia do lucro do hit “Pump It”, da banda Black Eyed Peas, pelo uso do sample de “Misirlou” em 2006. Em uma entrevista de 2015 para a revista Billboard, finalmente admitiu que a idade e as doenças tinham lhe debilitado, assumindo que sofria de insuficiência renal, diabetes e muito mais. Mas também que isto não o impediria de continuar tocando. “Mesmo com minhas doenças, sou mais rápido com minhas mãos do que jamais fui”, ele afirmou, defendendo seu reinado até o fim. Reveja abaixo a performance de Dick Dale para seu maior sucesso em cena do filme “A Swingin’ Affair” e uma de suas participações musicais em “A Praia dos Amores”.
Capitã Marvel já soma 760 milhões de bilheteria mundial – em 11 dias
“Capitã Marvel” segue na liderança das bilheterias em seu segundo fim de semana em cartaz. E os valores continuam astronômicos. Os US$ 69,3M (milhões) que arrecadou nos últimos três dias, nos Estados Unidos e Canadá, representam o maior segundo fim de semana de um lançamento do mês de março desde “A Bela e a Fera” (US$ 90,4M), há dois anos. Com isso, o faturamento doméstico atingiu US$ 266,2M em dez dias. Ainda mais impressionante é seu desempenho internacional, de quase US$ 500 mil em 11 dias. Ao todo, o novo longa da Marvel tem US$ 760,2M. E pode chegar a US$ 1 bilhão já no próximo fim de semana – no máximo, em duas semanas. Para dimensionar o tamanho de seu sucesso, basta lembrar que o filme da super-heroína vivida por Brie Larson precisou só de dois fins de semana para superar as bilheterias totais de outros sucessos da Marvel, como “Homem-Formiga e a Vespa” (US$ 622,6M), “Homem de Ferro 2” (US$ 623,9M), “Thor: O Mundo Sombrio” (US$ 644,5M), “Doutor Estranho” (US$ 677,7M) e “Capitão América: O Soldado Invernal” (US$ 714,3M). Diante desse domínio, as demais estreias precisaram se contentar com trocados. Em 2º lugar, o lançamento da animação “O Parque dos Sonhos” não passou dos US$ 16M. E ainda foi trucidado pela crítica – 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desenho também estreou no Brasil no fim de semana. O romance de adolescentes doentes “A Cinco Passos de Você” fez um pouco menos, US$ 13,1M, em 3º lugar. Mas a crítica não achou pavoroso, apenas medíocre, com 53% de aprovação. Estreia por aqui na quinta (21/3). Pior destino teve a sci-fi “A Rebelisão” (Captive State). Com um marketing que apostou no mistério, o filme não engajou o público e rendeu apenas US$ 3,1M em 7º lugar. Uma catástrofe em 2,5 mil salas, que foi ultrapassada nas bilheterias até por uma comédia mexicana de 472 telas. A história dos invasores espaciais “benevolentes”, que transformam o planeta numa ditadura, foi cancelada na TV em julho passado (“Colony”) e sua variação cinematográfica causou 48% de decepção da crítica. A invasão no Brasil acontece em 28 de março. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 69,3M Total EUA e Canadá: US$ 266,2M Total Mundo: US$ 760,2M 2. O Parque dos Sonhos Fim de semana: US$ 16M Total EUA e Canadá: US$ 16M Total Mundo: US$ 20,3M 3. A Cinco Passos de Você Fim de semana: US$ 13,1M Total EUA e Canadá: US$ 13,1M Total Mundo: US$ 13,1M 4. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 9,3M Total EUA e Canadá: US$ 135,6M Total Mundo: US$ 466,5M 5. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 56M Total Mundo: US$ 59,7M 6. No Manches Frida 2 Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 3,8M Total Mundo: US$ _ 7. A Rebelião Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 8. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 101,3M Total Mundo: US$ 171,4M 9. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 81,8M Total Mundo: US$ 394M 10. Green Book Fim de semana: US$ 1,2M Total EUA e Canadá: US$ 82,2M Total Mundo: US$ 274,6M










