Maiara e Maraisa lançam clipe com Marília Mendonça
A dupla sertaneja Maiara e Maraisa lançou o vídeo de uma parceria com Marília Mendonça. A gravação de “Você Não Manda Em Mim” foi registrada no projeto Patroas, idealizada pelas cantoras durante a pandemia, e disponibilizada como clipe na sexta (12/11) no YouTube. A letra é expressão perfeita do sertanejo feminista que elas compartilhavam, música de patroas. O lançamento foi feito para marcar uma semana do acidente aéreo que matou Marília Mendonça. Vários fãs se emocionaram com a gravação e deixaram comentários elogiosos, muitos já sentindo saudades da artista. As três cantoras faziam planos de sair juntas em turnê pelo Brasil no ano que vem e já tinham até nome para os shows: “Festival das Patroas”. Apesar da morte repentina de Marília Mendonça na sexta-feira passada (5/11), quando o avião que a transportava para um show caiu em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais, o projeto pode continuar de outra forma, para homenagear a artista. As irmãs Maiara e Maraisa já vão assumir um show que originalmente seria de Marília Mendonça na cidade de Lorena (SP) no domingo (14/11). Anunciada como homenagem à amiga, a apresentação teve ingressos esgotados em menos de uma hora e precisou ganhar edição extra.
Manu Gavassi terá álbum visual na Disney+. Veja o trailer
A atriz, cantora e ex-“BBB” Manu Gavassi divulgou em seu canal no YouTube o trailer de “Gracinha”, álbum visual que será disponibilizado na plataforma Disney+. Idealizado, roteirizado e co-dirigido por Manu, o projeto segue a tendência aberta pelos dois álbuns visuais de Beyoncé, que por sinal também lançou o mais recente, “Black Is King”, com exclusividade pela Disney+. Além de promover as músicas da cantora, a produção amarra clipes como um narrativa conceitual que confere uma unidade ao projeto. Nunca é demais lembrar que a banda Duran Duran já fazia isso nos anos 1980 e, na prática, o formato foi inaugurado pelos filmes dos Beatles nos anos 1960. Quarto álbum da artista, “Gracinha” chega quatro anos após “Manu”, o disco anterior, disponibilizado nesta sexta-feira (12/11) nas plataformas digitais. A primeira música, “sub.ver.si.va”, já tinha sido adiantada no mês passado. Já o álbum visual vai demorar mais duas semanas. A estreia está marcada para o dia 26 de novembro.
Só se For por Amor: Netflix revela elenco de série musical brasileira
A Netflix divulgou um vídeo anunciando a reta final de produção de uma nova série nacional. Em clima totalmente sertanejo, o teaser apresenta o elenco com instrumentos musicais num cenário de chão batido, acompanhados pelo título da atração: “Só se For por Amor”. A trama acompanha Deusa e Tadeu, um casal de Goiás que forma uma banda batizada com o título da atração. Mas, assim que começam a fazer sucesso, Deusa recebe uma proposta para seguir carreira solo. Ao tomarem rumos diferentes, a relação deles passa por abalos e leva o grupo a sair em busca de uma nova vocalista. É quando surge a misteriosa Eva. Essa história meio “Josie e as Gatinhas” é de Luciano Patrick (“Chorar de Rir”) e o elenco destaca Lucy Alves (“Velho Chico”) e Filipe Bragança (“Dom”) como o casal central, além da cantora baiana Agnes Nunes como o terceiro vértice do triângulo. Além deles, a produção conta ainda com Jeniffer Nascimento (“Pega Pega”), Bruno Fagundes (“3%”) e Clarissa Müller (“Ana e Vitória”), além da participação especial de Marcélia Cartaxo (“Pacarrete”) e dos cantores Leo Jaime (“Novo Mundo”) e Solange Almeida. “Só se For por Amor” tem direção de Ana Luiza Azevedo (“Doce de Mãe”), Gisele Barroco (“Som & Fúria”) e Joana Mariani (“Todas as Canções de Amor”) e estreia prevista para 2022.
“Eternos” e “Marighella” são as principais estreias de cinema
O novo filme de super-heróis da Marvel e a cinebiografia de um terrorista/herói da resistência nacional são os maiores lançamentos desta quinta (4/11) nos cinemas. Mas a diferença de alcance entre os dois é gritante. “Eternos” tem a maior estreia do ano, entrando em cartaz em 1,7 mil telas. Já “Marighella” chega em 279 cinemas. Também há uma distância brutal entre a avaliação de ambos pela crítica, mas em sentido oposto. Apesar de dirigido pela vencedora do Oscar Chloé Zhao (por “Nomadland”) e estrelado por vários astros famosos, incluindo Angelina Jolie, “Eternos” teve a pior nota de uma produção do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) no Rotten Tomatoes, tornando-se também o primeiro filme do Marvel Studios considerado medíocre, com apenas 53% de avaliações positivas nos EUA. O consenso é que se trata da produção mais genérica da Marvel, plasticamente bonita, mas tão séria que se torna sem graça. “Marighella”, por sua vez, tem 88% de aprovação no mesmo Rotten Tomatoes. Em seu primeiro longa como diretor, Wagner Moura foi coberto de elogios pela crítica internacional, chegando a ser comparado aos grandes cineastas do cinema engajado internacional dos anos 1960 e 1970. A comparação é quase associativa, diante da recriação da guerrilha urbana do Brasil no período citado. Mas assim como todo cinema engajado, a trama comete idiossincrasias ao romantizar o personagem-título, encarnado por Seu Jorge como um herói do povo em luta pela liberdade. Na verdade, o enfrentamento de Carlos Marighella e seus contemporâneos torna-se “democrático” somente por viés anacrônico, em contraste com a repressão vigente na época, mas ninguém razoavelmente informado confundiria ação comunista com luta pela democracia. O fato é que filmes refletem mais seus tempos que os períodos que retratam. E o incômodo causado por “Marighella” entre bolsonaristas, com ou sem cargo político, ajuda a iluminar o quanto esse governo se identifica com a ditadura, a ponto de defender com dentes arreganhados os capítulos mais sinistros da História brasileira. A reação extremada só aumenta a importância de “Marighella”, não por suposta fidelidade histórica, mas por sua liberdade artística ser capaz de traduzir o Brasil atual, que, por meio de suas “autoridades”, ainda mata impunemente “bandidos” pretos como Carlos Marighella no meio da rua. O resto da programação chama atenção por uma característica inusitada, ao trazer três produções da Netflix previstas para chegar ao streaming na semana que vem. A maior aposta é a comédia de ação “Alerta Vermelho”, com exibição até em multiplexes, graças ao apelo comercial de seus astros, Dwayne Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot. Mas o verdadeiro destaque deste lote é o premiado “7 Prisioneiros”, que atingiu 94% no Rotten Tomatoes e conquistou um troféu paralelo no Festival de Veneza, o Sorriso Diverso, dedicado à obra social mais relevante do evento. A trama explora a situação de trabalho análogo à escravidão perpetuada no Brasil por meio da história do jovem Mateus (Christian Malheiros), recém-saído do interior em busca de uma oportunidade de trabalho em São Paulo, que se revela uma cilada. Rodrigo Santoro também está no elenco como o gerente explorador. Com oito títulos ao todo, o circuito ainda recebe o vencedor internacional do Festival de Sundance do ano passado, “Yalda – Uma Noite de Perdão”, que ainda rendeu ao cineasta iraniano Massoud Bakhshi o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Sofia. A história totalmente surreal, mas absolutamente verdadeira, acompanha uma jovem condenada à morte por assassinar o marido, que ganha uma chance de comutar sua sentença, bastando para isso conseguir o perdão de sua enteada (bem mais velha que ela) num reality show televisivo! Veja abaixo os títulos e os trailers de todas as estreias. Eternos | EUA | Ação Marighella | Brasil | Drama 7 Prisioneiros | Brasil | Drama Amor sem Medida | Brasil | Comédia Alerta Vermelho | EUA | Comédia de Ação Yalda – Uma Noite de Perdão | França, Alemanha, Suíça, Líbano | Drama Lá Vamos Nós | Israel, Itália | Drama Amigo Arrigo | Brasil | Documentário
Luísa Sonza foge com Jão e é presa em novo clipe
A cantora Luísa Sonza lançou o clipe de “Fugitivos”, sua parceria com Jão. Em ritmo pop, a música tem um frescor que anda em falta no mercado, saturado pelas mesmas batidas – é mais Kid Abelha que funk/reggaeton. Já o clipe reflete o pior deste mercado: a indefectível inserção comercial aleatória. A atual geração pop brasileira é gananciosa. Não basta o YouTube exibir publicidade paga, tem que inserir publicidade também dentro dos vídeos. Paradoxalmente, a cantora faz isso fingindo-se de rebelde, num clipe que a transforma em fora-da-lei com direito à prisão. Presa por “fraudar” clipes? Vale observar que a narrativa, dirigida por Jacques Dequeker em sua quinta parceria com Luísa, tem um bom desenvolvimento, do encontro do casal algemado à noitada barata de cerveja (não patrocinada), karaokê e tatuagem, ainda que o excesso de glamour incomode na cena de brutalidade policial – contexto social e tal. Curiosamente, “Fugitivos” é a terceira vez que Jão aparece fugindo da polícia num vídeo musical.
Karol Conká mostra seu “original style” no clipe mais dançante da nova fase
Descancelada e leve, Karol Conká lançou mais um clipe, “Louca & Sagaz”, música mais dançante de sua nova fase, que tem tudo para virar hit. Com influência de reggae e funk, a gravação em parceria com WC no Beat reforça que Karol é uma das artistas do rap mais criativas do Brasil, em busca de um caminho próprio, que passa pelo dub jamaicano sem perder sua identificação com o hip-hop. “Original style bem safada”, de fato. O detalhe é que a sagacidade da música têm história de bastidores. Quem recorrer ao Globoplay poderá comprovar que Karol chegou a cantar e dançar a coreografia de “Louca & Sagaz” algumas vezes no “BBB21”. A dancinha no Quarto do Líder, que chegou a viralizar nas redes sociais, é a mesma do clipe. O plano original era lançar a música durante o programa, bem no início do ano, aproveitando a visibilidade trazida pela audiência da Globo. Só que ela apareceu demais, bateu recorde de rejeição e acabou saindo do “BBB 21” totalmente odiada. A música ficou guardada, enquanto o Brasil foi elegendo outros vilões e Karol seguiu lançando outras faixas. Com seu talento, fez as pazes com o público e agora vai para a galera. “Louca & Sagaz” é a consagração da volta por cima.
“Sintonia” ganha novo teaser com reencontro entre personagens
A Netflix divulgou um teaser da 2ª temporada de “Sintonia”, que destaca o reencontro entre os três protagonistas da série. A evolução dos personagens vai mostrar MC Doni em busca de sucesso na indústria musical, Rita tentando reabrir uma igreja na periferia e Nando em situações de risco, ao se envolver cada vez mais com o crime. Na prévia, ele é seguido e vigiado de perto. Estrelada por Jottapê, Bruna Mascarenha e Christian Malheiros, a atração produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, teve seu retorno atrasado devido às dificuldades da pandemia. Gravada em Jaraguá, bairro de São Paulo, com todos os protocolos de segurança, a 2ª temporada vai chegar nesta quarta (27/10) em streaming.
Netflix faz clipe de sua programação com artistas brasileiros
A Netflix divulgou um clipe com participação de vários artistas da música brasileira em cenários de séries conhecidas de seu catálogo. Intitulada “Tudum Remix”, a música tem como base o som da vinheta que virou marca registrada da plataforma, ouvido na abertura e no encerramento de suas atrações. Estrelado pelo dançarino e tiktoker Martin Klayver, o clipe tem participações de Duda Beat, Péricles, Mari Fernandez, BK’ e Olodum evocando cenas de “Bridgerton”, “Sex Education” e “Stranger Things”, entre outras. Além disso, a batida conta com a criatividade de MC Fioti. Tudum também é o nome de um evento promovido pela Netflix para divulgar as novidades de sua programação. A terceira edição aconteceu em setembro passado.
Karol Conká celebra fim da rejeição no clipe de “Subida”
Karol Conká já superou o “BBB 21”. No clipe de sua nova música, “Subida”, ela dança e canta a superação da rejeição recorde que sofreu no reality show. “Vem ver como eu tô bem aceita que, tô bem/Que eu vou lá, tô pronta pra decolar/Tô na subida/E ainda vou subir mais”, celebra o refrão da música, que ainda menciona os likes e os deslikes das redes sociais. De fato, Karol Conká deixou de ser a vilã mais odiada dos reality shows brasileiros, abrindo vaga para Nego do Borel, expulso da atual edição de “A Fazenda” e sujeito a investigação criminal por estupro de vulnerável. “Subida” foi feita para a trilha sonora do jogo “Fifa 2022”, mostrando que não é só a autoestima de Karol Conká que está em ascensão, mas também os bons contratos comerciais.
Trailer da 2ª temporada “Sintonia” tem participações de Alok e MC Kevinho
A Netflix divulgou um novo pôster e o trailer da 2ª temporada de “Sintonia”, que destaca os três protagonistas da série e ainda conta com participações de Alok e MC Kevinho. A dupla fará parte da reviravolta na trajetória do personagem MC Doni, que aparece na prévia milionário ao entrar na indústria da música. A evolução dos demais personagens mostra Rita tentando reabrir uma igreja na periferia e Nando em situações de risco, em meio a tiros e vários maços de dinheiro. Estrelada por Jottapê, Bruna Mascarenha e Christian Malheiros, a atração produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, teve seu retorno atrasado devido às dificuldades da pandemia. Gravada em Jaraguá, bairro de São Paulo, com todos os protocolos de segurança, a 2ª temporada terá até um show de funk em que o espaço do público foi preenchido com truques de câmera e efeitos visuais. A estreia dos novos episódios vai acontecer no dia 27 de outubro em streaming.
Pabllo Vittar vira cowgirl em novo clipe dançante
Pabllo Vittar lançou um novo clipe de sua fase breganejo, “Bang Bang”, em que aparece caracterizada como cowgirl para alvejar corações. A música besteirol interpola o tema do spaghetti western “Três Homens em Conflito” (1966), composto por Ennio Morricone, e encerra com um sample do tema de James Bond, de Monty Norman, para acompanhar uma letra divertida sobre um flerte de “olhar 43”. No contexto do clipe dirigido por Vinícius Cardoso, a canção também celebra a beleza e a sensualidade LGBTQIAP+, com direito a coreografia apenas de homens. “Bang Bang” faz parte do álbum “Batidão Tropical”, quarto álbum da carreira de Pabllo Vittar, que quebrou recordes do Spotify em seu lançamento.
Globoplay prepara seis novas séries brasileiras
A Globoplay voltou a produzir novas séries à todo vapor, após as paralisações causadas pela pandemia de covid-19. A lista inclui o desenvolvimento das atrações inéditas “Guerreiros do Sol”, “Musa Música”, “Dragon”, “Rota 66”, “Rensga Hits!” e “As Aventuras de José e Durval”. Em “Musa Música”, uma jovem vai tentar transformar seu bairro por meio da arte e para isso conta com ajuda da musa grega Euterpe. O roteiro está sendo escrito por Rosane Svartman (“Malhação”). Produzida em parceria com a Casa de Cinema de Porto Alegre, “Dragon” é sobre uma família falida que passa a ganhar dinheiro por causa da equipe de eSports dos filhos. Apesar do título ser o mesmo de uma série clássica americana, “Rota 66” é uma produção policial baseada no livro homônimo de Caco Barcellos. A trama é focada no período mais violento de atuação da Rota, a tropa de elite da PM paulista, entre 1970 e 1990, e terá como protagonista um jornalista vivido por Humberto Carrão (“Paraíso Perdido”). A coprodução é com a Boutique Filmes. “Rensga Hits!” se passa no universo da música sertaneja e vai juntar Alice Wegmann (“Onde Nascem os Fortes”), Lorena Comparato (“Impuros”), Fabiana Karla (“De Perto Ela Não é Normal”) e Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”). A cargo da Glaz Entretenimento, a produção já começou em Goiânia. “As Aventuras de José e Durval” também vai trazer muitas músicas sertanejas. A produção é uma biografia da dupla Chitãozinho e Xororó. José e Durval são os nomes reais dos dois cantores. Coprodução com a O2 Filmes, o projeto tem direção de Hugo Prata (“Coisa Mais Linda”) e vai juntar os irmãos Rodrigo e Felipe Simas nos papéis principais, após estrelarem juntos a novela “Salve-se Quem Puder”. Já “Guerreiros do Sol” vai revisar o romance cangaceiro de Lampião e Maria Bonita, com roteiro da dupla George Moura e Sergio Goldenberg (“Onde Está Meu Coração”), 40 anos após o sucesso de “Lampião e Maria Bonita”, a primeiríssima minissérie brasileira, estrelada por Nelson Xavier e Tânia Alves em 1982. Para completar, ainda está em produção uma nova temporada de “Cilada”, de Bruno Mazzeo, em parceria com o Multishow.
Caetano Veloso lança seu primeiro clipe em quase uma década
Caetano Veloso lançou um novo clipe após quase uma década distante do formato, hiato tão longo que transformou sua página do YouTube numa coleção de trechos de shows e registros ao violão. Mas é como se o tempo não tivesse passado. O registro de “Anjos Tronchos” retoma a estética minimalista do último clipe produzido, “A Bossa Nova É Foda”, de 2013, voltando a trazer o cantor em poses acanhadas num estúdio escuro. O diretor é o mesmo, Fernando Young, também responsável pela fotografia, que explora reflexos. Em vez de ser abraçado sem parar, agora Caetano reflete-se infinitamente, num novo afago ao ego. Moderna e desconcertante, a música destaca a guitarra de Pedro Sá, outro parceiro da década passada de Caetano, que integrou a banda Cê. A melodia de rock sombrio (choque de pós-punk com música concreta) embala uma letra pós-moderna, focada na internet. Vão longe os tempos em que Caetano mandava notícias “via Intelsat” para “O Pasquim”. “Agora, a minha história é um denso algoritmo”, ele canta em “Anjos Tronchos”, poetizando desde a toxidade das redes (“Um post vil poderá matar”) até suas possibilidades artísticas (“Miss Eilish faz tudo o quarto com o irmão”). A letra parafraseia o “anjo torto” de Carlos Drummond de Andrade, que já tinha inspirado Chico Buarque a ir “Até o Fim”. Desta vez, o anjo de silício faz Caetano olhar para a internet e se ver refletido, fazendo descobertas para redescobrir a si mesmo, porque “há poemas como jamais/Ou como algum poeta sonhou/Nos tempos em que havia tempos atrás/E eu vou, por que não?/Eu vou, por que não? Eu vou”. Afinal, “Alegria, Alegria” também era um contraste ambulante, criada numa época de colagens poéticas, onde o sol em capas de revistas era mais mais relevante que as notícias censuradas da ditadura. “Anjos Tronchos” é um excelente cartão de visitas para o novo disco de Caetano, batizado de “Meu Coco”, que deve incluir composições do poeta da MPB nunca gravadas por ele próprio, como “Noite de Cristal” (lançada por Maria Bethânia, em 1988), além de faixas inéditas.












