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  • Etc

    Museu do Louvre diz que foto de Rebeca Andrade no pódio é obra-prima

    6 de agosto de 2024 /

    O tradicional museu francês sugere que a imagem deveria ser pendurada em suas paredes

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  • Música

    Museu do Louvre cita clipe de Beyoncé e Jay-Z ao comemorar recorde de público em 2018

    3 de janeiro de 2019 /

    O famoso museu do Louvre, em Paris, quebrou seu recorde de visitantes em 2018 e acredita que parte deste sucesso se deve ao clipe de “Apes**t”, gravado por Beyoncé e Jay-Z (como The Carters) em meio às pinturas e esculturas do local. O clipe é um dos destaques da lista dos melhores do ano da Pipoca Moderna. Confira aqui. “Está claro que 2018 foi um ano notável para a reputação internacional do Louvre”, disse o diretor do museu, Jean-Luc Martin, em comunicado. “O vídeo da Beyoncé, como a inauguração do museu do Louvre em Abu Dhabi, garantiu que o Louvre fosse falado em todo o mundo, e uma das conseqüências disso foi o aumento espetacular no número de visitantes no ano passado”. O vídeo de “Apes**t” foi visto mais de 146 milhões de vezes no YouTube. E logo após seu lançamento, os responsáveis pelo Louvre passaram a oferecer uma turnê temática pelo museu que destacava 17 das peças artísticas destacadas no vídeo – incluindo, é claro, a célebre “Mona Lisa”, de Leonardo Da Vinci. Com 10,2 milhões de visitantes, o Louvre foi museu mais visitado do mundo em 2018, contabilizando um aumento de 2 milhões de turistas em relação ao ano passado. Também foi a primeira vez que o museu francês registrou mais de 10 milhões de visitas num único ano. Pouco

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  • Filme

    Francofonia é um filme sofisticado, que dá margem a muitas reflexões

    26 de agosto de 2016 /

    História e Arte são elementos centrais do trabalho do cineasta russo Alexandr Sokurov. Em 2002, em “A Arca Russa”, ele percorreu o museu Hermitage, em São Petersburgo, num único plano-sequência, mostrando as obras de arte associadas a elementos da história russa, sendo encenados à medida em que a visita acontecia. Agora, o foco de seu interesse é o Museu do Louvre, em Paris, num momento delicado de sua história: o da ocupação nazista. “Francofonia – O Louvre sob Ocupação” nos oferece a oportunidade de conhecer um pouco da história desse museu emblemático, que reflete a própria história da França, exibe algumas de suas obras pictóricas e esculturas, abordando as relações entre poder e arte e os significados associados aos acervos culturais. Os museus representam a própria civilização em seu momento mais glorioso: o da criação artística. Para Sokurov, não há nada mais importante do que eles. O que significaria a França sem o Louvre, ou a Rússia, sem o Hermitage? É isso o que talvez explique a luta pela preservação de obras de arte em meio às guerras. Esta, porém, não é uma questão a ser entendida linearmente. “Francofonia” mostra que o poder nazista pretendia incorporar a cultura e a arte francesas a um suposto Estado francogermânico, que se sucederia aos conflitos da 2ª Guerra Mundial. Daí a reverência, o respeito e o desejo de preservar o patrimônio artístico-cultural francês. Já quanto ao acervo cultural soviético, não havia qualquer preocupação de preservação. Esse era o inimigo a ser eliminado, varrido do mapa civilizatório. A justificativa para o combate à arte degenerada, tal como mostra muito bem o documentário “Arquitetura da Destruição” (1992), de Peter Cohen, é puramente ideológica. O combate ao comunismo soviético levaria tudo para essa categoria de avaliação. Considere-se, ainda, que preservar, aqui, significa também roubar, saquear, como resultado das guerras. A própria figura de Napoleão Bonaparte é chamada em encenação do filme não só apreciar a arte em que ele figurava, mas para jactar-se de ter amealhado todo aquele acervo maravilhoso para a França. Obras de grande valor artístico também têm de ser transportadas e estão sujeitas a todo tipo de risco, como o representado pelos temporais que atingem os navios. De qualquer modo, os bombardeios são fatais. E foi preciso deslocar a maior parte das peças do Louvre, durante a guerra, para evitar um possível desastre. Se alguém se preocupa seriamente com essas coisas, tanto estando do lado dos invasores quanto dos invadidos, é sinal de que há esperança e civilização possíveis. Em “Francofonia”, isso é mostrado pela relação entre o diretor do Louvre do período, Jacques Jaujard (1895-1967), interpretado por Louis-Do de Lencquesaing, que continuou seu trabalho junto ao governo colaboracionista de Vichy, e o conde Wolff Metternich (1893-1978), vivido por Benjamin Utzerath, o interventor que, em nome do governo alemão, tinha a tarefa de controlar o acervo artístico e, quando solicitado, enviá-lo para a Alemanha. O que ele evitou de forma consciente que, de fato, se concretizasse. A parceria de Jaujard e Metternich em nome da arte, em plena guerra, transforma até o sentido de palavras como colaboracionismo, obediência e patriotismo, tão comuns em referências bélicas, porque surge uma ética que se superpõe a essas questões, em nome da humanidade e da cultura universal. “Francofonia” é um filme rico, que dá margem a muitas reflexões de toda ordem e é criativo, do ponto de vista cinematográfico, além de visualmente muito bonito. Cenas documentais filmadas na época se acoplam a encenações atuais, por meio das tonalidades fotográficas. Passado e presente se integram em panorâmicas da cidade de Paris e do Louvre, os personagens dialogam com as obras de arte dentro do museu e o próprio filme se faz à nossa frente, contando com as explicações narradas por Sokurov. É um filme sofisticado, que não tem a pretensão de atingir grandes bilheterias. É daquelas coisas pelas quais os cinéfilos babam, mas muito gente acha simplesmente tedioso. Fazer o quê? Não é todo mundo que consegue apreciar uma obra de arte.

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