Carreira de Pelé é celebrada em homenagens de políticos, atletas e artistas
A notícia da morte do jogador Pelé foi recebida com tristeza em todo mundo. Inúmeras pessoas e veículos de comunicação fizeram homenagens ao ex-jogador, destacando o seu talento e a sua importância para a história do futebol. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros a se manifestar. “Eu tive o privilégio que os brasileiros mais jovens não tiveram: eu vi o Pelé jogar, ao vivo, no Pacaembu e Morumbi. Jogar, não. Eu vi o Pelé dar show. Porque quando pegava na bola ele sempre fazia algo especial, que muitas vezes acabava em gol”, contou Lula no Instagram. “Confesso que tinha raiva do Pelé, porque ele sempre massacrava o meu Corinthians. Mas, antes de tudo, eu o admirava. E a raiva logo deu lugar à paixão de vê-lo jogar com a camisa 10 da Seleção Brasileira.” Ele continuou dizendo que “poucos brasileiros levaram o nome do nosso país tão longe feito ele. Por mais diferente do português que fosse o idioma, os estrangeiros dos quatros cantos do planeta logo davam um jeito de pronunciar a palavra mágica: ‘Pelé’. Pelé nos deixou hoje. Foi fazer tabelinha no céu com Coutinho, seu grande parceiro no Santos. Tem agora a companhia de tantos craques eternos: Didi, Garrincha, Nilton Santos, Sócrates, Maradona… Deixou uma certeza: nunca houve um camisa 10 como ele. Obrigado, Pelé.” O ex-presidente dos EUA Barack Obama também se manifestou, publicando uma foto em que aparece ao lado do Rei do Futebol, com a legenda: “Pelé foi um dos maiores que já jogou o belo jogo. E como um dos atletas mais reconhecidos do mundo, ele entendeu o poder do esporte para unir as pessoas. Nossos pensamentos estão com sua família e todos que o amavam e admiravam.” Os craques atuais do futebol mundial sucederam-se em reverências. O argentino Leonel Messi foi o mais econômico, dizendo apenas “descanse em paz” ao lado de um carrossel de imagens em que aparece com o mestre, enquanto o francês Kylian Mbappé acrescentou que “o Rei do Futebol nos deixou seu legado, que nunca vai ser esquecido”, também de uma imagem em que está juntinho de Pelé. Já o português Cristiano Ronaldo se estendeu, manifestando no Instagram seus “profundos sentimentos a todo o Brasil, e em particular à família do senhor Edson Arantes do Nascimento”. Ele continuou: “Um mero ‘adeus’ ao eterno Rei Pelé nunca será suficiente para expressar a dor que abraça neste momento todo o mundo do futebol. Uma inspiração para tantos milhões, uma referência do ontem, de hoje, de sempre. O carinho que sempre demonstrou por mim foi recíproco em todos os momentos que partilhamos, mesmo à distância. Jamais será esquecido e a sua memória perdurará para sempre em cada um de nós, amantes de futebol. Descansa em paz, Rei Pelé.” Neymar mencionou o peso da camisa 10 da seleção. “Antes de Pelé, ’10’ era apenas um número”, disse ele. “Li essa frase em algum lugar, em algum momento da minha vida. Mas essa frase, linda, está incompleta. Eu diria que antes de Pelé, o futebol era apenas um esporte. Pelé mudou tudo. Transformou o futebol em arte, em entretenimento. Deu voz aos pobres, aos negros e principalmente: deu visibilidade ao Brasil. O futebol e o Brasil elevaram seu status graças ao Rei! Ele se foi, mas a sua magia permanecerá. Pelé é ETERNO!!”. O jogador Richarlison também prestou a sua homenagem. “Hoje o futebol se despede do seu capítulo mais bonito. Do cara que encantou o mundo e mudou a história do jogo pra sempre”, escreveu ele na legenda de uma foto do Rei. “Você sempre será o maior, porque há 60 anos, com todas as dificuldades que enfrentava, já fazia o que alguns poucos conseguem fazer hoje em dia. O cara que dedicou seu milésimo gol às crianças e fez nosso país descobrir que podia muito mais. Você é e sempre será incomparável, Rei. Você é eterno! Obrigado e que Deus te receba de braços abertos.” O boxeador profissional americano Nico Ali Walsh publicou uma foto de seu avô famoso, Muhammad Ali, junto com Pelé, e escreveu: “Esses dois amigos agora podem se encontrar novamente.” Futura Ministra dos Esportes, a estrela do vôlei Ana Moser acrescentou: “O que dizer desse dia, nessa hora? Quis o destino que no mesmo dia em que fui anunciada para o Ministério do Esporte, cadeira que primeiramente foi dele, há 24 anos, Pelé nos deixa. Em meio a tristeza, fica a admiração e o respeito pelo atleta do século, o rei do futebol”. O cantor Mano Brown disse no Twitter que “cresci Santista sem apoio, lembro do cara preto de roupa toda branca, era familiar nos quintais que eu morava antes de ir pro colégio interno, lá todo mundo tinha seu time, o meu era esse, pra vida toda! Eterno súdito do rei Pelé, rei para sempre”. E Frejat comentou que “perdemos hoje o maior jogador da história do futebol. O Brasil perdeu um de seus heróis, o mundo perdeu um dos seus ícones. As memórias de suas jogadas e gols ficarão para sempre na nossa memória.” Xuxa, que foi namorada de Pelé nos anos 1980, preferiu mandar um recado para sua família, filhos e amigos, usando o apelido íntimo com que tratava o Rei: “Márcia, kelly, Edinho, Jennifer, Joshua, Celeste e agregados (filhos de coração), netos, sobrinhos, Lucia… e todos que estiveram do lado do Dico, o meu abraço carinhoso e que a dor da perda se transforme em boas lembranças pra ser menos pesado… Márcia, que Deus te dê o colo que vc precisa”. Já o relato mais comovente coube à atriz Tássia Camargo, que contou como o Rei a ajudou a superar a morte da filha, Maria Júlia, com dois anos de idade, vítima de uma doença rara em 1996. “O que falar do Rei Pelé? Tanto… Não só o rei do futebol, mas como amigo que me ajudou muito psicologicamente na morte da minha filha Maria Júlia. Disse-me: ‘pratique futebol feminino’. Foi o que fiz. Um dia, numa partida no meu condomínio NOVA Ipanema, na Barra da Tijuca [Zona Oeste do Rio], estava lá ele a assistir. Apenas para dar-me força”, declarou. “Tenho uma carta dele escrita à mão que não vou postar porque está no Brasil ainda guardada. Ajudou-me com um espetáculo meu chamado ‘Josmarina’, um monólogo. Tinha uma empresa chamada PELÉ PRODUÇÕES ARTÍSTICAS. Vão achar que tivemos algo… Enganam-se, pois era só empatia. Conheci uma ‘família’ dele no edifício CHOPIN. No dia deste vídeo [abaixo], presenciei a gravação, como no dia em que ele foi no campo do Chico e deixou a marca de seus pés no Politheama. Falávamos muito quando morava em New York pelo telefone. Agradeço por tudo, pelos ensinamentos, pelo futebol ímpar. Os meus sentimentos aos filhos, família, amigos em comuns e fãs. Mestre, descanse em paz e até já”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Barack Obama (@barackobama) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cristiano Ronaldo (@cristiano) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leo Messi (@leomessi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por NJ 🇧🇷 (@neymarjr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Richarlison (@richarlison) The king of football has left us but his legacy will never be forgotten. RIP KING 💔👑… pic.twitter.com/F55PrcM2Ud — Kylian Mbappé (@KMbappe) December 29, 2022 Today we lost an incredible athlete and a symbol of peace. I want to give my best condolences to Pelé’s family and loved ones. These two friends can now meet again🖤 pic.twitter.com/nB5moqpJLB — Nico Ali Walsh (@NicoAliX74) December 29, 2022 E pelo cidadão que deu sua contribuição para a sociedade, que representou a qualidade e a força do povo brasileiro. Edson Arantes do Nascimento partiu, Pelé é eterno e continuará alegrando as novas gerações com seus gols! — Ana Moser (@anabmoser) December 29, 2022 Cresci Santista sem apoio, lembro do cara preto de roupa toda branca, era familiar nos quintais que eu morava antes de ir pro colégio interno, lá todo mundo tinha seu time, o meu era esse, pra vida toda! Eterno súdito do rei @Pele, rei para sempre 🕊️👑 pic.twitter.com/37IfhuR1PF — Mano Brown (@manobrown) December 29, 2022 Perdemos hoje o maior jogador da história do futebol. O Brasil perdeu um de seus heróis,o mundo perdeu um dos seus ícones.As memórias de suas jogadas e gols ficarão para sempre na nossa memória.Que ele vá por um caminho de luz 💫🌟” E Pelé disse love, love, love” Viva Pelé!❤️⚽️ pic.twitter.com/Y3qQTKNDJ7 — Frejat (@FrejatOficial) December 29, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tássia Camargo (@tassiacamargo)
Vivienne Westwood, estilista do punk e da new wave, morre aos 81 anos
A estilista e figurinista britânica Vivienne Westwood, responsável por trazer o estilo punk para a moda, morreu nessa quinta-feira (29/12), aos 81 anos. O anúncio da sua morte foi divulgado em suas redes sociais. “Vivienne Westwood morreu hoje, pacificamente e cercada por sua família, em Clapham, no sul de Londres”, diz a postagem no seu Twitter. “O mundo precisa de pessoas como Vivienne para fazer uma mudança para o melhor.” Vivienne Isabel Swire (seu nome de batismo) nasceu em 8 de abril de 1941 em Derbyshire, na Inglaterra. Quando tinha 17 anos, mudou-se para Londres, onde conheceu o primeiro marido, divorciou-se e fez sociedade com Malcolm McLaren, com quem também se casou. Inspirados pelo rock dos anos 1950, Vivienne e Malcolm fundaram sua primeira loja, a “Let it Rock”. O negócio não decolou e, após nova inspiração na cena de S&M (sadomosoquista), a butique foi rebatizada “SEX” e passou a vender roupas fetichista. Com o tempo, ela começou a criar roupas que exprimissem revolta dos jovens marginalizados das periferias de Londres. Para fazer propaganda do negócio, ela transformou alguns desses jovens em modelos ambulantes, atraindo para sua loja vários adolescentes em busca de roupas grátis, entre eles os futuros integrantes da banda Sex Pistols. Ex-empresário da banda americana New York Dolls, Malcolm McLaren conseguiu convencer os jovens a virarem roqueiros, enquanto Vivianne assumiu a criação do visual da nova banda. As roupas retalhadas, os cintos com rebites, as botas, os jeans puídos, os cabelos espetados e o uso de alfinete de segurança por toda a parte logo saíram das roupas dos Pistols para o mundo fashion, inspirando o visual do movimento punk. Com o impacto, membros de outras bandas foram atrás de Vivienne para que ela também os tornassem estilosos. Outros nem precisaram. Chrissie Hynde, dos Pretenders, era sua funcionária na loja. Em seu livro de memórias, Viv Albertine, líder das Slits, escreveu que “Vivienne e Malcolm usam roupas para chocar, irritar e provocar uma reação, mas também para inspirar mudanças. Pulôveres de mohair, tricotados em agulhas grandes, tão soltos que dá para ver até o fim, camisetas recortadas e escritas à mão, costuras e etiquetas do lado de fora, mostrando a construção da peça; essas atitudes se refletem na música que fazemos. Tudo bem não ser perfeito, mostrar o funcionamento de sua vida e sua mente em suas músicas e roupas”. Com o fim dos anos 1980, a estilista se divorciou de McLaren e se reinventou. Em 1981, lançou sua primeira coleção de alta costura, “Pirates”, apresentando looks com cortes inspirados nas cortes dos séculos XVII e XVIII. O visual que romantizava o período histórico também influenciou o rock, lançando o movimento new romantic, momento da new wave em que artistas passaram a se fantasiar/montar com roupas de época, como Adam and the Ants (banda agenciada por Malcolm McLaren), com detalhes como babados como Duran Duran, e adotaram vestidos e maquiagem feminina como Boy George (seu modelo) do Culture Club. Ele seguiu causando. Em 1987 abordou erotismo masculino numa nova coleção. Em 1994, fez um desfile com modelos de bundas expostas. O estilo de flanelas escocesas que adotou em suas peças dos anos 1990 também virou febre. E ela continuou a provocar, eventualmente lançando camisetas com frases de protesto, como “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, em 2005. Centro da moda inglesa por pelo menos três décadas, Vivienne acabou homenageada pela Rainha Elizabeth II com o título de Lady – ironicamente, foi ela quem criou a icônica imagem antimonarquista da capa do single “God Save the Queen”, dos Pistols. Seu impacto também chegou a Hollywood. Ela desenvolveu os figurinos dos filmes “Despedida em Las Vegas” (1995), “Matadores de Aluguel” (2005) e “Boy George – A Vida é Meu Palco” (2010), biografia do cantor do Culture Club, além de ter feito parceria com Madonna no clipe de “Rain” (1993). Sempre atraindo músicos famosos, nos últimos anos ainda colocou vestidos no corpo do cantor Harry Styles. Recentemente, sua história foi contada em vários documentários – o melhor deles é “Westwood – Punk, Ícone, Ativista” (2018), dirigido por Lorna Tucker (“Amá”) – e abordada na série de ficção “Pistol”, disponível na Star+, focada em sua fase punk. Assista abaixo os trailers do documentário e da série.
Globo interrompe programação para homenagear Pelé
A Globo interrompeu exibição do filme “Jumper”, na Sessão da Tarde desta quinta-feira (29/12), para o anúncio da morte de Pelé, feito pela jornalista Renata Vasconcellos. E não retomou mais sua programação habitual. Em seguida, a emissora exibiu um especial narrado por Galvão Bueno contando a trajetória do Rei do Futebol, morto nesta data aos 82 anos, após uma batalha contra o câncer. “O roteiro de vida que Pelé escreveu com os pés por todos os campos do planeta não tem ponto final, é uma história que vai continuar sendo contada de geração a geração, de gol a gol… um personagem que nasceu para se tornar imortal”, disse Galvão no documentário. Após o especial, a Globo seguiu exibindo matérias sobre a trajetória do atleta e a repercussão de sua morte, adotando o selo “Rei Eterno” no canto superior direito da sua tela. As homenagens vão seguir nos próximos dias. O filme da sessão “Temperatura Máxima”, no próximo domingo (1/1) será a cinebiografia “Pelé: O Nascimento de uma Lenda”, uma produção americana dirigida por Jeff e Michael Zimbalist (“Nossa Chape”) que destaca o início da carreira do Rei, desde a infância, na cidade mineira de Três Corações, até conduzir o Brasil na campanha do título da Copa do Mundo de 1958, com apenas 17 anos. No mesmo dia, logo após o “Fantástico”, será exibido “Pelé Eterno” (2004), documentário de Aníbal Massaini Neto que resgata a história do atleta por meio de imagens de arquivo e depoimentos de amigos, familiares e ex-colegas de campo.
Causa da morte de ator mirim da Amazon é revelada
A causa da morte de Tyler Sanders, encontrado morto na sua casa no dia 16 de junho, aos 18 anos de idade, foi revelada. De acordo com o Instituto Médico Legal de Los Angeles, o jovem ator de “Uma Pitada de Magia: Cidade Misteriosa” morreu pelos efeitos da droga fentanil. O fentanil é um remédio opióide de efeito analgésico, usado para aliviar a dores crônicas ou súbitas, além de servir como complemento de uma anestesia geral ou local. Anteriormente, chegou a ser levantada a suspeita de que a causa da morte teria sido overdose. O site TMZ apurou com fontes da investigação que um canudo de plástico e pó branco estavam no local onde ele foi encontrado morto. Por conta da conclusão de morte acidental, o caso de Sanders foi dado como encerrado. Tyler Sanders era considerado um talentoso ator mirim, que atuava desde os dez anos de idade, e no ano passado foi indicado ao Daytime Emmy, premiação voltada às atrações diurnas e infantis dos EUA, como Melhor Ator pelo papel de Leo na série da Amazon Prime Video. Ele viveu o personagem pela primeira vez em 2019, num episódio da série original “Uma Pitada de Magia”, da Amazon. A aparição serviu para lançar um spin-off centrado nos meio-irmãos Leo (Sanders) e Zoe (Jolie Hoang-Rappaport) e seu vizinho Ish (Jenna Qureshi) em 2020. Na trama de “Cidade Misteriosa”, o personagem de Sanders torna-se o novo protetor de um livro de receitas mágicas. Antes disso, ele participou de episódios de “Fear the Walking Dead” (em 2017) e do drama policial “The Rookie” (em 2018). Sua última aparição na TV foi num episódio de “911: Lone Star”, exibido nos Estados Unidos em abril. O ator deixou pronta sua atuação no suspense “The Price We Pay”, que será lançado no início do ano que vem.
Ruggero Deodato, diretor do polêmico “Holocausto Canibal”, morre aos 83 anos
O cineasta italiano Ruggero Deodato, responsável pelo clássico do terror “Holocausto Canibal” (1980), morreu nessa quinta-feira (29/12) em Roma, aos 83 anos. A notícia foi publicada no Facebook por Sergio Martino (“Torso”), outro cineasta que marcou época no cinema extremo italiano. Deodato é lembrado até hoje como o grande pioneiro do subgênero do terror de “found footage”, e se envolveu em diversas polêmicas na época do lançamento de “Holocausto Canibal” devido ao realismo das imagens mostradas. Nascido em 7 de maio de 1939, ele iniciou sua carreira no audiovisual trabalhando como assistente de direção de cineastas como Roberto Rossellini (em “Alma Negra”) e Sergio Corbucci (no famoso “Django”). Seu primeiro trabalho na direção foi em “Ursus, Prisioneiro de Satanás” (1964), baseado no mito do herói Hércules. Porém, sua participação não foi creditada nesse filme, e a direção foi assinada apenas por Antonio Margheriti (“Um Tira Virtual”), de quem foi assistente naquele ano em “Dança Macabra”. Seu primeiro crédito como diretor só veio quatro anos depois, mas em abundância. Ele lançou nada menos que quatro filmes em 1968: “Fenomenal and the Treasure of Tutankamen”, “Gungala, the Black Panther Girl”, “Man Only Cries for Love” e “Holidays on the Costa Smeralda”. Nesse início de carreira, Ruggero Deodato trabalhou em gêneros como comédia e musical. Embora alguns dos seus filmes trouxessem um toque de exploitation, não se comparam aos extremos dos projetos que o tornaram famoso. Sua estreia no terror aconteceu em 1977, quando lançou “O Último Mundo dos Canibais”, sobre um garimpeiro de petróleo que é capturado por uma tribo canibal violenta e primitiva da floresta tropical das Filipinas. Foi o prenúncio do que viria a seguir. Logo depois de dirigir o thriller “O Caso Concorde” (1979), sobre um repórter que tenta impedir um acidente aéreo, o cineasta voltou ao tema do cinema canibal, fazendo o filme mais famoso dessa vertente em todos os tempos. Para dar realismo a “Holocausto Canibal”, Deodato contou a história por meio de um artifício que seria muito imitado décadas depois. A narrativa se materializava na tela por meio de um filme perdido, encontrado por um professor universitário após seus responsáveis, uma equipe de documentaristas, ter sido supostamente devorada por uma tribo de canibais. O artifício foi tão convincente que muitos acreditaram que as imagens do falso documentário eram reais. Isto gerou um frenesi na época, amplificando o impacto das imagens violentas registradas, especialmente de mortes agonizantes de animais, ao ponto de Deodato quase ser preso por exibir suposto canibalismo autêntico e mortes reais como entretenimento. O elenco precisou vir a público para provar que estava vivo e que tudo não passava de ficção. Ou melhor, quase tudo. Porque as mortes dos animais foram reais. A ideia era misturar cenas falsas de mortes (das pessoas) com cenas verdadeiras (de animais) para fazer tudo parecer verdadeiro. A estratégia ajudou a tornar o filme convincente, mas os maus-tratos contra os animais fez o filme ser banido em cerca de 50 países. E a polêmica o acompanhou pelo resto da vida. Quando participou do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, em 2016, Deodato foi atacado verbalmente por membros do público por conta da crueldade contra animais mostrada no seu filme. Essa mistura de realidade e ficção, que vem à luz por meio de uma “filmagem encontrada”, fez de “Holocausto Canibal” o pioneiro do subgênero found footage. As características que ficaram conhecidas com esse tipo de filme tiveram início ali, como o aparente amadorismo das imagens, a apresentação como relato autêntico e documental, e o fato de os registros terem sido encontrados após a morte de quem filmou. Tudo isso, 19 anos antes de “A Bruxa de Blair”, que repetiu exatamente a mesma fórmula. Depois do sucesso de “Holocausto Canibal”, Deodato dedicou boa parte da sua carreira ao gênero de terror. Somente na década de 1980, explorando situações extremas como torturas e matanças em “A Casa no Fundo do Parque” (1980), “Inferno ao Vivo” (1984), “Contagem de Cadáveres” (1986), “A Face” (1987) e “Grite por Socorro” (1988). Ele diminuiu o ritmo a partir da década seguinte, fazendo mais trabalhos na TV e dirigindo pouquíssimos filmes, como os terrores “As Três Faces do Mal” (1993) e “Ballad in Blood” (2016). Mas também estreou como ator, sendo homenageado por Eli Roth com uma participação especial como canibal italiano em “O Albergue 2” (2007). Seu último crédito como diretor foi comandando um segmento da antologia de terror “Deathcember” (2019).
Stephen Greif, ator de “The Crown”, morre aos 78 anos
O ator britânico Stephen Greif, conhecido por fazer participações em séries como “Blake’s 7” e “The Crown”, morreu aos 78 anos. Sua morte foi anunciada por seus representantes por meio de uma publicação nas redes sociais, mas a causa da morte não foi revelada. Dono de uma carreira longeva que se estendeu por mais de 50 anos, Stephen Greif trabalhou sem parar em filmes, séries e teatro. Ao todo, ele tem mais de 130 créditos como ator. Nascido em 26 de agosto de 1944, em Hertfordshire, na Inglaterra, Greif se formou com honras na Academia Real de Artes Dramáticas. Ele também foi membro da Royal Shakespeare Company e foi indicado ao prêmio Laurence Olivier e London Critics Circle por seu trabalho no National Theatre por muitos anos. Suas primeiras aparições na TV foram justamente em filmagens das peças de teatro que ele estrelava, como “The Tragedy of King Richard II” (1970) e “Edward II” (1970). Logo, porém, ele já conseguiu seu primeiro papel em um filme, “Nicholas e Alexandra” (1971), além de sempre fazer participações em séries de TV. Um dos seus primeiros papéis de destaque na TV foi na série sci-fi “Blake’s 7”, na qual interpretou o vilão comandante Travis. Ele também apareceu em 12 episódios de “Citizen Smith”, além de diversas participações esporádicas em outras séries, como “Casal 20” (em 1983), “Zorro” (1990) e “EastEnders” (1996) Os créditos de Greif também incluem muitas outras séries e, mais recentemente, ele apareceu em “O Alienista”, e na 4ª temporada de “The Crown”, na qual interpretou o presidente do parlamento, Sir Bernard Weatherill. No cinema, seus créditos incluem os filmes “Spartan” (2004), “Casanova” (2005), “A Outra Face da Raiva” (2005), “Trair é uma Arte” (2009) e “A Dama Dourada” (2015). Os últimos trabalhos de Greif como ator foram no filme “D Is for Detroit” (2022) e no game “Total War: Warhammer III” (2022), no qual ele dublou um dos personagens.
Reynaldo Boury, diretor mais importante da TV brasileira, morre aos 90 anos
O veterano diretor de novelas Reynaldo Boury morreu neste domingo (25/12), dia de Natal, aos 90 anos. A notícia foi anunciada por sua filha, a novelista Margareth Boury. Diretor que disputa com Daniel Filho o título de mais importante da TV brasileira, Boury foi revolucionário, responsável por clássicos como “Irmãos Coragem” e “Selva de Pedra”, além da série “Sítio do Picapau Amarelo” na Globo, sem esquecer os maiores sucessos da História do SBT. Ele começou a carreira como fotógrafo, clicando atores na TV Tupi, para que pudessem se ver em cena nos teleteatros ao vivo, no começo da TV – quando ainda não havia videotape. Em pouco tempo, trocou esse emprego pelo de cameraman. Foi nessa função que assinou contrato com a TV Excelsior, onde iniciou sua trajetória atrás da câmera de “A Outra Face de Anita” (1964). Na Excelsior, Boury participou da implantação das primeiras novelas diárias no país, virou diretor e ainda dirigiu a maior quantidade de episódios de uma mesma novela na TV brasileira: “Redenção” (1966), que durou 596 capítulos. Ele quase quebrou seu recorde muitas décadas depois, ao gravar 523 episódios de “Chiquititas” – a maior novela de todos os tempos, com mais de 800 episódios. Com o fechamento da Excelsior, o diretor foi contratado pela Globo em 1970 e colocado à frente do projeto mais ousado da emissora até aquele momento: “Irmãos Coragem”, de Janete Clair, que marcou a teledramaturgia com sua história de aventura, romance e barbárie no garimpo, em clima de Velho Oeste. Os papéis principais, como os irmãos do título, consagraram os atores Tarcisio Meira, Claudio Marzo e Cláudio Cavalcanti. Boury também foi responsável por “Minha Doce Namorada” (1971), que rendeu o apelido de “namoradinha do Brasil” a Regina Duarte, e “Selva de Pedra” (1972), primeira novela da História a atingir 100% de audiência, segundo medição da época. Após a consagração no horário nobre das novelas, ele ajudou a estabelecer a faixa das 18h da Globo, assinando “Bicho do Mato” (1972) e “A Patota” (1973), respectivamente segunda e terceira novela exibidas na nova linha de programação. Em seguida, assumiu o controle das produções das 19h, começando por “Supermanoela” (1974), que projetou Marília Pêra no papel-título, e pela hilária “Corrida do Ouro” (1975), que encontrou o tom de humor da faixa. Nessa pegada, fez igualmente “Chega Mais” e “Plumas & Paetês” (ambas em 1980). O diretor também foi pioneiro da dramaturgia infantil da Globo, com o lançamento da série “Shazan, Xerife & Cia.” em 1972, seguida pelo grande sucesso do “Sítio do Picapau Amarelo” em 1977. Na Globo, ainda comandou o programa Caso Verdade (1982-1986), a premiada minissérie “O Primo Basílio” (1988) e novelas das oito famosas como “Sol de Verão” (1982), “Tieta” (1989), “Meu Bem, Mel Mal” (1990) e o remake de “Irmãos Coragem” (1995). Apesar dessa trajetória, acabou na geladeira da emissora, de onde saiu para reinventar sua carreira com novos feitos históricos, a começar pela direção da primeira novela da TV angolana, “Minha Terra, Minha Mãe”, em 2009. Em 2011, assinou com o SBT para comandar “Amor e Revolução”, e mais uma vez fez História, ao gravar o primeiro beijo gay de uma novela brasileira. No ano seguinte, assumiu a direção de dramaturgia da emissora e transformou o SBT numa fábrica de sucessos infantis, assinando mais de 1,5 mil capítulos entre as produções de “Carrossel” (2012-2013), “Chiquititas” (2013-2015), “Cúmplices de um Resgate” (2015-2016) e “As Aventuras de Poliana” (2018-2020), seu último trabalho. Intérprete de Poliana, a atriz Sophia Valverde publicou um longo texto nas redes sociais, emocionada com a morte do diretor, com quem criou uma relação muito próxima. “Eu amava ele porque ele era um diretor incrível, uma pessoa maravilhosa, estava sempre pronto a me escutar quando eu precisasse e me ensinou muito! No nosso último encontro, que foi na pizzaria, ele me fez chorar com as palavras que disse pra mim, sempre com muito carinho, ele me orientava para tentar sempre ser uma atriz melhor”, declarou ela. Larissa Manoela também celebrou a parceria com o diretor nas redes. “Grande mestre! Meu diretor de 3 das novelas que fiz. Seu legado será mantido, seus ensinamentos levados adiante e toda sua genialidade guardada em minha memória porque só quem teve a honra de ser dirigida por Reynaldo Boury sabe o quanto ele realmente era genial”, disse.
“Rensga Hits!” vai trazer artistas pop na 2ª temporada
A 2ª temporada de “Rensga Hits!” teve sua produção agendada. E com isso começaram a surgir as primeiras novidades da trama. De acordo com a coluna de Patria Kogut, no jornal O Globo, novos personagens entrarão na trama musical, que desta vez não se restringirá ao gênero sertanejo. Os personagens cantarão com artistas do pop. A autora Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) e sua equipe estão atualmente trabalhando nos capítulos, que só começarão a ser gravados no segundo semestre de 2023. Serão ao todo oito episódios, que contarão com a volta do elenco original. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Fabiana Karla (“Lucicreide Vai pra Marte”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (“Orgulho e Paixão”), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”), Mouhamed Harfouch (“Amor de Mãe”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). A série foi um grande sucesso em seu lançamento pelo Globoplay. Por isso, também já está com a 3ª temporada confirmada.
Diane McBain, que filmou com Elvis e Batman, morre aos 81 anos
A atriz Diane McBain, conhecida pelas suas participações na série “Surfside 6” e no filme “Minhas Três Noivas” (1966), morreu nessa quarta (21/12), aos 81 anos, após uma batalha contra um câncer de fígado. McBain também estrelou quatro episódios da série do “Batman”, primeiro como uma ajudante do Chapeleiro Louco (David Wayne) e depois como proprietária da empresa de selos Pinky Pinkston, num episódio que também contou com a participação dos heróis Besouro Verde (Van Williams) e Kato (Bruce Lee). Nascida em 18 de maio de 1941, em Cleveland, McBain mudou-se com sua família para Glendale em 1944. Ela foi modelo de comerciais de TV e anúncios de revistas quando adolescente e, enquanto aparecia em uma peça na Glendale High School, foi descoberta por um caçador de talentos e assinou um contrato de sete anos com a Warner no dia do seu aniversário de 18 anos. “Quando eu estava prestes a me formar no ensino médio, eles me ofereceram o papel da neta de Richard Burton em ‘O Gigante do Gelo’ (1960)”, disse ela certa vez. “E acredite ou não, eu nem sabia quem era Richard Burton!… Ele era um ator inglês e eu era uma adolescente.” Antes do filme com Burton, porém, McBain fez sua estreia na TV em 1959, em dois episódios da série “Maverick” e na série “77 Sunset Strip”, seu primeiro papel recorrente. Logo veio sua participação em “O Gigante do Gelo”, seguida por aparições em várias séries, como “The Alaskans”, “Sugarfoot”, “Lawman” e “Bourbon Street Beat”, todas em 1960. Também foi nessa época que McBain começou a trabalhar na série “Surfside 6”, naquele que se tornaria o seu papel mais memorável. Ela interpretou Daphne, a dona de um iate que ficava ao lado da casa flutuante que servia de base para os detetives particulares interpretados por Van Williams, Troy Donahue e Lee Patterson. Ao todo, McBain apareceu em 45 episódios da série. Seus trabalhos seguintes foram nos filmes “No Vale das Grandes Batalhas” (1961), estrelado por Claudette Colbert, “Com Pecado no Sangue” (1961), dirigido por Gordon Douglas, “O Caçador de Petróleo” (1962), com Philip Carey, e “Almas nas Trevas” (1963), estrelado por Joan Crawford. Ela também voltou a se reunir com Donahue em “Um Clarim ao Longe” (1964), último filme dirigido por Raoul Walsh. McBain deixou a Warner após recusar um pequeno papel no filme “Médica, Bonita e Solteira” (1964). “Eu estava fazendo protagonistas e pensei que não era uma boa ideia”, disse ela. Isso lhe possibilitou conseguir destaque no filme da MGM “Minhas Três Noivas”, em que deu bons beijos no cantor Elvis Presley. Ela apareceu em outros filmes típicos dos anos 1960 como “A Pista do Trovão” (1967), “The Mini-Skirt Mob” (1968), “Five the Hard Way” (1969) e “I Sailed to Tahiti with an All Girl Crew” (1969), em que viveu motoqueiras, velejadora e participou de corridas de carros, antes de partir para séries como “Mod Squad”, “Terra de Gigantes”, “James West”, “O Agente da UNCLE”, “Havaí Cinco-0”, “As Panteras”, “Dallas” e “A Supermáquina”, entre outras. Recentemente, ela tinha voltado ao cinema em participações nos longas “O Clube dos Corações Partidos” (2000) e “Besotted” (2001). No livro “Fantasy Femmes of Sixties Cinema” (2001), McBain disse que se arrependeu de ter sido rotulada como uma garota má, especialmente seus papéis de motoqueira selvagem no final dos anos 1960. “Eu queria interpretar a ingênua”, disse ela. “Eu nunca consegui entender por que todo mundo queria interpretar a vadia. Porque quando você entra na sociedade, as pessoas te veem como te veem na tela. É terrível ser considerado uma pessoa horrível e complicada quando você não é!” Além da carreira no cinema e na TV, McBain também entreteve as tropas americanas no exterior nos anos 1960 e auxiliou sobreviventes de estupro, após ela própria ter sido vítima em 1982. McBain publicou sua autobiografia, “Famous Enough, a Hollywood Memoir”, co-escrita por Michael Gregg Michaud, em 2014, depois escreveu dois romances, “The Laughing Bear” (2020) e “The Color of Hope” (2021). “Ela viveu uma vida plena e experimentou todas as oportunidades que se apresentaram. Ela era muito gentil, atenciosa, leal e generosa, e tinha um senso de humor perverso”, escreveu Michaud, nas suas redes sociais. “Apesar de suas notáveis realizações profissionais, ela era a estrela de cinema menos afetada que já conheci.”
Causa da morte repentina da estrela de “Triângulo da Tristeza” é revelada
Um porta-voz do Instituo Médico Legal de Nova York revelou à revista People a causa da morte da atriz e modelo Charlbi Dean. A estrela do filme vencedor do Festival de Cannes, “Triângulo da Tristeza”, faleceu repentinamente em 29 de agosto, aos 32 anos. Segundo a informação divulgada, Dean morreu de sepse bacteriana após ser exposta à bactéria Capnocytophaga. A sepse ocorre quando substâncias químicas são liberadas na corrente sanguínea para combater uma infecção e desencadeiam uma inflamação em todo o corpo. Ela tinha predisposição à doença porque precisou remover um baço após um acidente de carro ocorrido na Cidade do Cabo, na África do Sul, em 2009. A sua trágica morte aconteceu quando ela estava prestes a alavancar sua carreira de atriz, após ter interpretado a modelo Yaya em “Triângulo da Tristeza”, do sueco Ruben Östlund, que também foi eleito Melhor Filme Europeu do ano pela Academia Europeia de Cinema. A atriz também era conhecida por ter vivido uma vilã na série de super-heróis “Raio Negro” (Black Lightning) “A morte repentina de Charlbi é um choque e uma tragédia”, escreveu Östlund no Instagram logo após sua morte. “É uma honra ter conhecido e trabalhado com ela. Charlbi tinha um cuidado e uma sensibilidade que animavam seus colegas e toda a equipe de filmagem. O pensamento de que ela não estará ao nosso lado no futuro me deixa muito triste. Neste momento difícil, meus pensamentos vão para seus entes queridos, sua família e seu noivo Luke”. Assista abaixo ao trailer “Triângulo da Tristeza”.
Causa da morte de Jô Soares é revelada após quatro meses
O apresentador Jô Soares, falecido em agosto deste ano, teve a causa de sua morte revelada. Segundo a certidão de óbito, o ator enfrentou “complicações com a obesidade, que comprometeu parte de seu sistema interno”. O Notícias da TV obteve acesso público ao documento pelo Hospital Sírio-Libanês nesta quinta-feira (22/12), embora a certidão estivesse emitida desde a morte de Jô. A publicação apontou que o artista teve “insuficiência renal e cardíaca, estenose aórtica e fibrilação atrial” como a causa definitiva. Em outras palavras, os rins de Jô perderam suas funções básicas, enquanto o coração não bombeava sangue o suficiente. A certidão de óbito também acusou um estreitamento da abertura da válvula aórtica, que bloqueou a passagem do sangue, que já não estava circulando. Até então, as informações envolvendo a morte de Jô haviam sido preservadas a pedido do próprio apresentador, conforme explicou a ex-esposa Flávia Pedras. “Tendo sua morte sido natural e não trágica, felizmente, sendo ele um sujeito elegante na vida, desejamos que a morte dele fosse um pouco mais calma e reservada. Ele se mostrou tanto na vida, estava de bom tamanho. Quis caixão fechado e cremação, tudo rápido, e teve todo meu apoio”, afirmou. José Eugênio Soares faleceu em 5 de agosto aos 84 anos, após mais de seis décadas dedicadas à carreira de ator, humorista, escritor e diretor.
Mike Hodges, diretor de “Flash Gordon”, morre aos 90 anos
O cineasta britânico Mike Hodges, diretor de filmes como “Carter, o Vingador” (1971) e “Flash Gordon” (1980), morreu no último sábado (17/12), aos 90 anos. A notícia da sua morte foi divulgada pelo amigo e produtor Mike Kaplan, que trabalhou com o diretor em “Vingança Final” (2003). Michael Tommy Hodges nasceu em 29 de julho de 1932, em Bristol, na Inglaterra. Ele estudou para ser contador e depois serviu na marinha britânica por dois anos. Sua carreira no show business começou quando conseguiu um trabalho como operador de teleprompter para a televisão britânica. Hodges aprendeu a linguagem audiovisual observando o trabalho na TV e, depois de um tempo, começou a escrever roteiros para o teleteatro “Armchair Theatre”, do canal britânico ITV, o que lhe permitiu largar o emprego de técnico. Em 1969, escreveu e dirigiu dois episódios de outro teleteatro do canal, “ITV Playhouse”, e a repercussão foi tão positiva que lhe rendeu o convite para escrever e dirigir “Carter, o Vingador”, filme que marcaria sua estreia no cinema. Hodges adaptou “Carter, o Vingador” de um romance de Ted Lewis. No filme, Michael Caine interpreta um gângster londrino em busca de vingança depois que seu irmão é morto. Foi um sucesso tão marcante que acabou revisitado por um remake americano no ano 2000, intitulado “O Implacável”, com Sylvester Stallone no papel principal. Ele repetiu a parceria com Caine em seu filme seguinte, “Diário de um Gângster” (1972), sobre um escritor convidado a escrever as memórias de uma celebridade misteriosa. Nos anos seguintes, Hodges se aventurou por produções do gênero fantástico, dirigindo “O Homem Terminal” (1974) e “Flash Gordon” (1980), que foi o filme de maior repercussão de sua carreira. A superprodução baseada nos quadrinhos de Alex Raymond tinha trilha sonora da banda Queen e veio no embalo de “Guerra nas Estralas” (Star Wars), conquistando grande bilheteria. Sua relação com a banda Queen ainda rendeu clipes (“Flash” e “Body Language”), e esse sucesso também lhe vingou da maior frustração de sua carreira. Antes de “Flash Gordon”, Hodges começou a trabalhar no terror “A Profecia II” (1978), mas acabou se desentendendo com os produtores e demitido por “diferenças criativas”, ficando sem créditos em seu lançamento. Sua filmografia continuou se alterando em produções de temas sci-fi e criminais até o fim, incluindo a comédia “Corra! Os ETs Chegaram” (1985), sobre três alienígenas que se tornam celebridades após caírem na Terra, o policial “Prece para um Condenado” (1987), que narra a relação entre um assassino (Mickey Rourke) e um padre (Bob Hoskins), e “Arco-Íris Negro” (1989), sobre uma médium (Rosanna Arquette) que tem a visão de um assassinato e passa a ser perseguida pelo assassino. Na virada do século, Hodges dirigiu dois filmes estrelados por Clive Owen: “Crupiê: A Vida em Jogo” (1998), sobre um aspirante a escritor que é contratado como crupiê em um cassino, e “Vingança Final” (2003), que mostra um ex-gangster retornando ao mundo do crime após a morte do seu irmão. Seu último longa foi o documentário “Murder by Numbers” (2004), co-dirigido por Paul Carlin, que abordou a popularidade dos filmes sobre serial killers nas últimas décadas. Hodges também escreveu peças de teatro como “Soft Shoe Shuffle” (1985) e “Shooting Stars and Other Heavenly Pursuits” (2000) – que foi adaptada para a rádio BBC – e publicou o romance “Watching the Wheels Come Off”, em 2010. Veja abaixo o trailer da nova versão restaurada de “Flash Gordon”
Betito Tavares, da novela “Coração de Estudante”, morre aos 42 anos
O ator Betito Tavares, que se destacou na novela “Coração de Estudante” (2002) morreu na quinta (15/12), aos 42 anos, de causa não revelada. O falecimento foi anunciado pela irmã, Milena Tavares, e depois confirmada em uma homenagem do ator Renato Góes nas redes sociais. “Morávamos no mesmo prédio em Recife. Eu ainda um adolescente sonhador quando ele foi embora fazer sua primeira novela, ‘Coração de Estudante’. Suas conquistas muito me inspiraram. Hoje perdemos um inteligente e inquieto companheiro! Siga em paz! Beijo nos amigos e família”, escreveu Góes ao lado de uma imagem de Betito. Na novela de Emanuel Jacobina na Globo, ele Ficou conhecido por interpretar Cardosinho, estudante de medicina que era o “palhaço” da turma de universitários e dividia a “República das Bananeiras” com Fábio (Paulo Vilhena), Baú (Cláudio Heinrich) e Carlos (Rodrigo Prado). Era filho de lavradores nordestinos, mas fingia que seus pais eram grandes latifundiários, e marcou a produção com bordões como “seu cabra”, “meu bichinho” e “na minha terra, isso dava até morte”. Após o trabalho em “Coração de Estudante”, Betito seguiu para a temporada de 2003 de Malhação, na pele de Ceará. Mas sua carreira não deslanchou nas telas e seu último trabalho na televisão foi um episódio da série “Casos e Acasos”, em 2008. Apesar disso, continuou envolvido em muitos projetos no teatro. Sidcley Batista, fundador do grupo Nós do Teatro, contou que Betito sofria de “doença mental”. “Por onde anda Betito Tavares??? Betito, agora não ‘anda’ mais, hoje ele se foi… Depois de anos convivendo com doença mental… Não é fácil, principalmente para a família e as pessoas que o amavam, ver aquele jovem talentoso, produtivo passar por isso. Como com certeza não era nada fácil para ele…”, disse. Uma mulher que se identificou como prima revelou no Twitter que o mal do ator era depressão. E Renato Góes confirmou com um “isso” num comentário ao post.












