Adan Canto, das séries “A Faxineira” e “Designed Survivor”, morre aos 42 anos
O ator Adan Canto, que atualmente estrelava a série “A Faxineira”, morreu na segunda-feira (8/2) aos 42 anos. A causa da morte foi câncer de apêndice. Ele manteve a luta contra a doença em segredo. O papel do gangster Arman Morales, de “A Faxineira”, foi o mais importante da carreira do ator. A produção da Warner Bros. acompanha uma médica (Elodie Young, a Elektra da série “Demolidor”) que não pode exercer sua profissão por ser um imigrante ilegal nos EUA. Ela está no país por causa de um tratamento experimental para salvar seu filho doente, mas, sem dinheiro e apoio por ser estrangeira, acaba tendo que trabalhar como faxineira. Um dia, por acaso, testemunha um assassinato cometido por traficantes. Sob ameaça de morte, ela faz um acordo com os criminosos, prometendo ser capaz de limpar a cena do crime sem que pareça ter havido uma morte no local. Ao convencer com suas habilidades, recebe a proposta de se tornar uma faxineira oficial de cenas de crime, uma opção melhor que ser assassinada na hora. Adan Canto interpretava o assassino que a descobre e passa a ser seu mentor. Ele participava das gravações da 3ª temporada. Natural do México, mas criado no estado do Texas, nos Estados Unidos, o artista tinha muitos talentos. Ele também foi cantor, violonista e cineasta, tendo dirigido seu primeiro curta-metragem em 2014 e o segundo, um faroeste estrelado por Theo Rossi, em 2020. Outros destaques de sua carreira foram as séries “Designated Survivor” e “Narcos”. Na primeira, Canto desempenhou o papel de Aaron Shore, inicialmente como Chefe de Gabinete da Casa Branca, depois como Vice-Presidente, destacando-se em três temporadas ao lado do protagonista Kiefer Sutherland. Já em “Narcos”, sua participação se limitou à 1ª temporada, onde interpretou o Ministro da Justiça Rodrigo Lara. No cinema, ele ainda interpretou o herói brasileiro Mancha Solar no filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Ele deixa sua esposa, Stephanie Ann Canto, e seus dois filhos pequenos, de três e um ano de idade.
James Kottak, ex-baterista dos Scorpions, morre aos 61 anos
O baterista James Kottak, conhecido por sua longa trajetória na banda de hard rock alemã Scorpions, faleceu na manhã desta terça-feira (9/1), em Louisville, Estados Unidos. Tobi, filha do músico, confirmou a notícia ao site TMZ. Nascido em 1962, Kottak tinha 61 anos. A causa de sua morte ainda não foi divulgada. Durante sua carreira, ele destacou-se no cenário musical, especialmente por sua participação na banda Scorpions entre 1996 e 2016. Seu afastamento do grupo foi motivado por problemas de comportamento ligados ao alcoolismo. O Scorpions, formado em 1965 e ainda em atividade, é reconhecido por suas constantes mudanças na formação. Kottak permaneceu na banda por duas décadas, período significativo dado o histórico do grupo. Mas seu talento foi reconhecido antes pela banda Kingdom Come nos anos 1980. Ele foi casado com Athena Lee, irmã mais nova de outro baterista de hard rock, Tommy Lee, do Motley Crue. O casal teve três filhos: Tobi, nascida em 1991, e os garotos Miles e Matthew, nascidos em 1992 e 1997, respectivamente. O casamento, que durou de 1996 a 2010, terminou com uma disputa pela guarda do filho mais novo. O músico também integrou outras bandas como Montrose, Warrant, Dio, McAuley Schenker Group e Buster Brown. Além de sua música, Kottak era conhecido por suas visões políticas conservadoras. Em 2019, ele criou polêmica ao expressar descontentamento com a representação de casais inter-raciais em comerciais, questionando a realidade dessa representação na sociedade. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por SCORPIONS (@scorpions)
Causa da morte de Sinéad O’Connor é revelada
O motivo da morte da cantora irlandesa Sinéad O’Connor foi declarado como “causas naturais” pela equipe legista encarregada do relatório final. A cantora foi encontrada desacordada em um endereço de Londres em julho do ano passado, e foi declarada morta no local. Na ocasião, a causa foi tratada como “desconhecida”, mas não como suspeita. Detalhes da Investigação A polícia metropolitana de Londres tentou montar uma linha do tempo dos eventos que antecederam sua morte, mas os detalhes foram inconclusivos. “A polícia foi chamada às 11h18 da manhã, na quarta, 26 de julho, com relatos de uma mulher que não respondia em um endereço residencial. Policiais foram ao local e uma mulher de 56 anos foi apontada como morta na cena. A morte não está sendo tratada como suspeita”, afirmou uma declaração oficial das autoridades. Últimos dias e músicas inéditas Antes de sua morte, Sinéad O’Connor havia compartilhado sua empolgação por ter retornado a Londres e mostrou vídeos de seu novo lar. A cantora tinha planos de escrever novas músicas e lançar um novo álbum no próximo ano. As gravações, na verdade, começaram em 2020, mas o lançamento foi suspenso devido ao suicídio do filho de 17 anos da cantora, Shane O’Connor, em 2022. O produtor irlandês David Holmes, que trabalhou no projeto, confirmou ao jornal The Guardian que o álbum foi completado e o descreveu como “o melhor trabalho dela — é muito, muito especial”. No entanto, não soube dizer se as músicas serão lançadas e afirmou que a decisão cabe ao espólio e à gravadora da cantora. “Lembro-me de pensar na época: não sei se ela sobreviverá a isso”, disse Holmes, sobre a tragédia que interrompeu os planos originais. “Porque eu entendi a fragilidade dela e o quanto ela amava Shane.” Instruções para os filhos Consciente de como a indústria da música poderia explorar seu legado após sua morte, Sinéad deixou instruções claras para seus três filhos sobre como proceder em relação a suas músicas. Em uma entrevista à revista People em 2021, a cantora revelou que os instruiu a contatar um contador caso a encontrassem morta, antes mesmo de chamarem a emergência. “Quando os artistas estão mortos, eles são muito mais valiosos do que quando estão vivos”, disse a artista na época. “Tupac lançou muito mais álbuns desde que morreu do que jamais fez vivo, então é meio nojento o que as gravadoras fazem.”
Christian Oliver, ator de “Speed Racer”, morre em acidente aéreo com as filhas
O ator alemão Christian Oliver, conhecido por seus papéis em “Saved by the Bell: The New Class”, “Speed Racer” e “Hunters”, morreu no Mar do Caribe na quinta-feira (4/12), após um acidente de avião privado em que viajava com suas duas filhas pequenas. A Polícia Real de São Vicente e Granadinas recuperou quatro corpos, incluindo o do ator e suas filhas. Conforme as autoridades locais, a aeronave decolou do Aeroporto J.F. Mitchell em Paget Farm, de São Vicente e Granadinas, por volta do meio-dia, com destino a Santa Lúcia. Mas, logo após a decolagem, a aeronave “enfrentou dificuldades e mergulhou no oceano”. A polícia local esclareceu na sexta-feira que os corpos foram inicialmente recuperados dos destroços da aeronave por mergulhadores locais antes de serem entregues ao pessoal da Guarda Costeira. Uma carreira longa e variada Christian Oliver era o pseudônimo de Christian Klepser, que apesar de ter nascido na Alemanha fez sua carreira nos EUA, iniciada em 1994 como integrante do elenco de “Saved by the Bell: The New Class”. Ele assumiu um dos papéis principais da série adolescente, dando vida a um dos estudantes da Bayside High. Mas não ficou muito tempo na atração, abandonando-a ao fim da 2ª temporada para se dedicar ao cinema. A estreia cinematográfica aconteceu em 1995 na cultuada comédia adolescente “O Clube das Babás”, mas a sequência de sua trajetória não se deu como ele planejou, com participações em episódios de séries, videogames, telefilmes, terrores baratos e produções feitas para o mercado de vídeo. A situação só começou a melhorar em meados dos anos 2000, quando sua ascendência germânica lhe garantiu papéis em produções de relevo, como “O Segredo de Berlim” (2007), de Steven Soderbergh, “Operação Valquíria” (2008), de Bryan Singer, e até “Speed Racer” (2008), das irmãs Wachowski, nos quais trabalhou com astros como George Clooney, Tom Cruise e Emile Hirsch, respectivamente. Ele também atuou na mais recente versão americana de “Os Três Mosqueteiros” (2011), de Paul W.S. Anderson, e em várias séries, incluindo “Sense8” (em 2015), onde foi novamente dirigido por Lana Wachowski, e a recente “Hunters” (em 2020), como um nazista. Seu último trabalho no cinema foi uma pequena participação nos bastidores de “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” (2023), gravando diversas vozes em alemão para cenas de fundo da trama.
David Soul, astro de “Justiça em Dobro”, morre aos 80 anos
O ator David Soul, conhecido por seu papel como o Sargento Kenneth “Hutch” Hutchinson na série clássica “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch), morreu na quinta-feira (4/2) aos 80 anos. A morte foi anunciada por sua esposa, Helen Snell, que descreveu os últimos momentos do ator como uma “batalha valente pela vida na companhia amorosa da família”. Soul também fez sucesso na música, com o hit número 1 “Don’t Give Up on Us”. O começo da carreira Nascido em Chicago em 28 de agosto de 1943, ele começou a se destacar nos anos 1960 ao seguir sua paixão pela música. Ao cantar no programa “The Merv Griffin Show” em 1967, recebeu grande atenção, que lhe rendeu seu primeiro papel televisivo na série em “Flipper”. No mesmo ano, também apareceu em episódios de “Jeannie é um Gênio” e “Jornada nas Estrelas”. E isso o levou a assinar um contrato com a Columbia Pictures para seu primeiro grande papel como Joshua Bolt em “E As Noivas Chegaram”. Na série clássica, ele interpretava um lenhador de uma família de irmãos no Velho Oeste, que esperam se casar com noivas que viajam até Seattle para cortejá-los. O show foi exibido de 1968 a 1970 e tornou Soul uma grande estrela. Em 1971, ele fez sua estreia no cinema em “Johnny vai a Guerra” e em seguida apareceu ao lado de Clint Eastwood em “Magnum 44” (1973), um dos filmes da franquia Dirty Harry. O fenômeno “Justiça em Dobro” Após mais participações em séries variadas, Soul conseguiu o maior papel de sua carreira em “Justiça em Dobro”, como o Sargento David Michael Starsky. Ele e Paul Michael Glaser, intérprete de Starsky, marcaram época como os policiais mais “durões” da TV. Seus personagens eram detetives da polícia do sul da Califórnia, que batiam sem dó nos criminosos que perseguiam. A série começou com um telefilme piloto de 1975 e foi exibida na rede ABC até 1979. Fenômeno de audiência, acabou chamando atenção pelo realismo e a brutalidade policial registrada em suas cenas – na esteira do sucesso, justamente, de Dirty Harry. A série do produtor Aaron Spelling também se tornou conhecida pelo icônico Ford Gran Torino listrado de vermelho e branco, que os dois dirigiam, além da atitude fraternal dos protagonistas, ao estilo “nós contra o mundo”, diferente das típicas séries policiais. O bromance da dupla se tornou um marco dos anos 1970 e chegou a virar alvo de piadas eróticas. Até Glaser admitiu mais tarde que Starsky e Hutch tinham alguns “elementos homoeróticos”. Multiplicação de talentos Graças à repercussão da série, Soul retornou às suas raízes musicais e fez enorme sucesso como cantor. Sua gravação musical de “Don’t Give Up on Us” foi lançada em janeiro de 1977, durante a 2ª temporada de “Justiça em Dobro”, e alcançou o 1º lugar na parada de sucessos Billboard Hot 100. Em seguida, veio “Silver Lady”, que também virou hit. Ao todo, Soul gravou cinco álbuns de estúdio, mas sua carreira ainda rendeu mais sete compilações de sucessos. “Justiça em Dobro” ainda lhe rendeu outra mudança na carreira. Ele estreou como diretor à frente de três episódios da série, o que o levou a ser convidado a continuar esse trabalho em outras produções televisivas, como “Miami Vice” e “Crime Story”, ambas produzidas pelo cineasta Michael Mann, que havia sido roteirista de “Justiça em Dobro”. Depois da série policial Com o fim da atração policial, o artista se dedicou a papéis variados na TV, com destaque para a minissérie de terror “Vampiros de Salem” (Salem’s Lot), de 1979, baseada num romance de Stephen King. Ele interpretou o personagem principal, um escritor que retorna à sua cidade natal, apenas para descobrir que ela é assolada por vampiros. Ao longo dos anos 1980, Soul continuou aparecendo em diversas produções televisivas e cinematográficas, incluindo os filmes “Hanoi Hilton” (1987) e “Encontro Marcado com a Morte” (1988), adaptação de Agatha Christie que fazia parte da franquia do detetive Poirot (“Assassinato no Expresso Oriente” e “Morte no Nilo”). Na década de 1990, sua carreira tomou uma nova direção quando ele se mudou para o Reino Unido e passou a atuar no teatro e em produções britânicas. Ele se naturalizou inglês em 2004 e encerrou sua trajetória nas telas com o filme “Filth – O Nome da Ambição” de 2014, estrelado por James McAvoy.
Glynis Johns, estrela de “Mary Poppins”, morre aos 100 anos
A atriz Glynis Johns, conhecida por seu papel como a mãe feminista de “Mary Poppins”, morreu nesta quinta (4/1) aos 100 anos. Segundo seu agente, ela faleceu de causas naturais em uma casa de repouso assistido em West Hollywood, na grande Los Angeles. Início de carreira Nascida em 5 de outubro de 1923 em Pretoria, África do Sul, Johns iniciou sua carreira através de competições de dança na Inglaterra, aos 10 anos de idade. A estreia no cinema veio aos 13 anos, no drama inglês “Abnegação” (1938). E a consagração no teatro aconteceu aos 19, por interpretar o papel principal em “Peter Pan” numa montagem londrina da fábula de J.M. Barrie. Ela virou protagonista de cinema aos 23 anos, ao viver o papel-título do filme “Miranda, a Sereia” (1948), de Ken Annakin, que foi seguido por protagonismos em “Segredo de Estado” (1950), de Sidney Gilliat, “Na Estrada do Céu” (1951), de Henry Koster, e nas comédias “Ação Fulminante” (1951), como par romântico de David Niven, e “Às Voltas com 3 Mulheres” (1952), disputando Alec Guinness. Sucesso em Hollywood Acabou chamando atenção de Hollywood, tornando-se estrela de dois famosos filmes de aventura da Disney em 1953: “Entre a Espada e a Rosa”, novamente dirigida por Ken Annakin, e “O Grande Rebelde” (Rob Roy), de Harold French. Ela também protagonizou a comédia medieval da Paramount “O Bobo da Corte” (1955), ao lado de Danny Kaye, e a aventura épica “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1956), que venceu cinco Oscars, ao mesmo tempo em que mantinha uma carreira ativa no Reino Unido – sua parceria com Ken Annakin seguiu forte com o drama “Terra da Sedução” (1954) e a comédia “Lua de Mel em Monte Carlo” (1956). Seu talento multifacetado a levou a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “Peregrino da Esperança” (1960), de Fred Zinnemann, um drama sobre a colonização australiana. Mas seu maior reconhecimento veio com o papel da Sra. Banks em “Mary Poppins” (1964), a mãe feminista das crianças cuidadas pela babá mágica do título (vivida por Julie Andrews). Sua atuação memorável, especialmente na performance da canção “Sister Suffragette”, consolidou sua posição como uma atriz carismática e querida do público da Disney. Glynis ainda obteve sucesso com as comédias “O Estado Interessante de Papai” (1963), ao lado de Jackie Gleason, e “Minha Querida Brigitte” (1965), como a mãe de um menino (Billy Mumy, de “Perdidos no Espaço”) obcecado pela estrela francesa Brigitte Bardot. Além disso, teve um papel recorrente memorável na popular série “Batman”, aparecendo em quatro episódios como Lady Penelope Peasoup em 1967. Entretanto, ao final dos anos 1960 as produções ingênuas que ela costumava estrelar começaram a sair de moda e suas tentativas de embarcar na onda dos filmes mais picantes – “Por um Corpo de Mulher” (1968), “As Virgens Impacientes” (1969) e “Sob o Bosque de Leite” (1971), este com Richard Burton e Elizabeth Taylor – não foram tão bem sucedidas. Consagração no teatro e final da carreira Voltando-se ao teatro, a atriz ganhou o Tony Award por sua performance no musical da Broadway “A Little Night Music” em 1973. Esta atuação foi particularmente notável porque incluiu a interpretação de “Send in the Clowns”, música escrita especificamente para ela por Stephen Sondheim. Ela seguiu fazendo apresentações teatrais, filmes e participações televisivas pelas décadas seguintes. Uma de suas participações mais famosas na TV foi como a mãe de Diane Chambers (Shelley Long), protagonista de “Cheers”, num episódios de 1983. Figura constante nas telas até o final do século 20, ela se aposentou após as comédias “O Árbitro” (1994), “Enquanto Você Dormia” (1995) e “Superstar: Despenca uma Estrela” (1999), em que viveu mãe e avó dos protagonistas. Glynnis Johns se casou quatro vezes e teve um único filho, o ator Gareth Forwood (“Gandhi”), que morreu em 2007. Ela deixa um neto e três bisnetos.
Cantora e atriz Denise Assunção morre aos 67 anos
A cantora, atriz e compositora Denise Assunção morreu na manhã desta quinta-feira (4/1) aos 67 anos, após ser internada no Hospital das Clínicas de São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de intestino. Denise ficou conhecida a partir da participação na banda Isca de Polícia do seu irmão, Itamar Assumpção, um dos principais expoentes da Vanguarda Paulista, cena musical alternativa que marcou a década de 1980. Apesar da longa carreira, ela só lançou um único álbum solo, “A Maior Bandeira Brasileira”, em 1990. Isso não a impediu de fazer shows constantes – sua última apresentação ocorreu em 25 de novembro, no Sesc Guarulhos. Além de cantora, Denise teve destaque como atriz, carreira que seguiu desde os anos 1970, com participação em dois filmes de Mazzaropi, “Jeca e Seu Filho Preto” (1978) e “A Banda das Velhas Virgens” (1979), e em encenações no Teatro Oficina. Ela também atuou em séries da Globo, como “Sob Nova Direção” e “Hoje É Dia de Maria”, ambas em 2005. “Denise morrenasce em paz. Ela trazia a dignidade e a ancestralidade encarnadas. Presença marcante, impressionava pela consciência e lucidez, pelo talento sem limites, pelas atitudes firmes e inusuais para afirmar a necessidade de respeito e reparação. Com sua vida e corpo, mostrou-nos o que é ser uma artista negra no país”, disse um comunicado divulgado pelo Instituto Itamar Assunção. “Ela trazia a dignidade e a ancestralidade encarnadas. Presença marcante, impressionava pela consciência e lucidez, pelo talento sem limites, pelas atitudes firmes e inusuais para afirmar a necessidade de respeito e reparação. Com sua vida e corpo, mostrou-nos o que é ser uma artista negra no país”, completou o texto.
Morre o cantor sertanejo João Carreiro aos 41 anos
João Sérgio Batista Corrêa Filho, mais conhecido como o cantor sertanejo João Carreiro, morreu na quarta-feira (3/1) aos 41 anos de idade. Segundo o especialista Renato Sertanejeiro, o artista fez um procedimento cardíaco para trocar a válvula do coração, mas não resistiu. Horas antes da cirurgia, João Carreiro contou a um amigo próximo que precisava realizar o procedimento para cuidar de um “sopro” cardíaco, chamado tecnicamente de prolapso da válvula mitral. Ele ainda gravou um vídeo sorridente para as redes sociais antes de morrer. A mulher do artista, Francine Caroline, inicialmente contou que a cirurgia estava correndo bem, mas, em seguida, fez um apelo pedindo por orações pela vida do marido. “Minha vida me deixou”, ela lamentou nos Stories do Instagram. O velório do sertanejo ocorreu nesta manhã (4/1), das 7h às 9h, na Câmara Municipal de Campo Grande (MS). Na sequência, o corpo foi encaminhado para Cuiabá (MT). Quem ele era? João Carreiro nasceu em 24 de novembro de 1982, na cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. Ele era fascinado por música sertaneja desde a infância e escolheu o nome artístico em homenagem ao lendário Tião Carreiro (1934-1993), da dupla Tião Carreiro & Pardinho (1932-2001). Ele chegou a se formar em Administração de Empresas, mas seguiu a voz do coração e dedicou-se à música num todo. Para além do canto, João também foi responsável por compôr canções ao longo dos anos. Contudo, o destaque na música veio com a dupla formada com Capataz, em meados de 2006. Eles ganharam projeção nacional com a música “Bruto, Rústico e Sistemático”, parte da trilha sonora da novela “Paraíso” (2009). João Carreiro deixa a mulher e a filha Helena. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por JOÃO CARREIRO (@joaocarreirooficial)
Morre Quinho do Salgueiro, ícone do Carnaval carioca, aos 66 anos
Melquisedeque Marins Marques, mais conhecido como o sambista Quinho do Salgueiro, morreu aos 66 anos de insuficiência respiratória na quarta-feira (3/1). Ele era considerado uma das maiores vozes do Carnaval do Rio de Janeiro. Afastado dos desfiles carnavalescos, Quinho lutava contra um câncer de próstata desde 2022. Nos últimos tempos, ele teve uma piora no quadro de saúde e foi internado no Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador. Ele chegou a ser mencionado durante o último desfile do Salgueiro. A escola de samba Salgueiro compartilhou uma nota de pesar nas redes sociais: “Hoje o Salgueiro Chora! Com profunda emoção e um nó na garganta, comunicamos o doloroso adeus a Melquisedeque Marins Marques, nosso Quinho do Salgueiro, um gigante cuja ligação com o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro transcendeu os limites da música e do carnaval”. “Quinho não foi apenas um intérprete talentoso; ele foi a voz que ecoou em cada conquista, em cada desfile, e que se entrelaçou intimamente com a alma do Salgueiro (…) Quinho não era apenas um cantor, mas um poeta que traduzia em notas a essência da nossa escola”. “Quinho não apenas cantou para o Salgueiro; ele viveu e respirou cada nota, cada batida do coração acelerado da bateria. Ele personificou o espírito salgueirense, e sua ausência deixa um vazio indescritível. Hoje, não choramos apenas a perda de um grande artista; choramos a partida de um membro querido da nossa família”, ainda afirmou a nota do Salgueiro. Carreira no Carnaval Quinho começou a carreira no bloco Boi da Freguesia, quando foi chamado para compor o carro de som de Aroldo Melodia na União da Ilha do Governador, em 1988. Ele ficou por lá até 1990. Em 1991, o intérprete entrou para o Salgueiro e, dois anos depois, obteve grande destaque com o samba “Peguei um Ita no Norte”. Mas, em 1994, Quinho voltou para a União da Ilha. Ao longo da carreira, Quinho passou por outras escolas cariocas, como São Clemente, Acadêmicos do Grande Rio, Império da Tijuca e Acadêmicos de Santa Cruz. Ele ainda participou de escolas de São Paulo, como a Rosas de Ouro, e de Porto Alegre, como a Vila do IAPI. Foi com o Salgueiro que teve sua forte ligação. Em 2009, Quinho interpretou “Tambor”, com o qual a escola de samba conquistou seu último título. No entanto, divergências com a diretoria motivaram um afastamento e a tentativa de se candidatar à presidência da agremiação. A candidatura foi impugnada. Por fim, Quinho retornou à escola em 2019, quando ele passou a dividir o carro de som com Emerson Dias. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Acadêmicos do Salgueiro (@salgueirooriginal)
Tom Wilkinson, ator de “Ou Tudo ou Nada” e “Batman Begins”, morre aos 75 anos
O ator britânico Tom Wilkinson, conhecido por filmes como “Ou Tudo ou Nada” (1997), “Batman Begins” (2005) e “Conduta de Risco” (2008), morreu neste sábado (30/12) aos 75 anos. Segundo seus familiares, ele sofreu um mal súbito em casa e faleceu repentinamente. Wilkinson tinha uma longa e premiada carreira, tendo trabalhado com alguns dos principais cineastas contemporâneos, de Christopher Nolan a Ang Lee, passando pelos polêmicos Woody Allen e Roman Polanski. Foi indicado a dois Oscars e seis prêmios BAFTA (o Oscar britânico), tendo vencido a premiação de cinema do Reino Unido em 1997 pela atuação no filme “Ou Tudo ou Nada” (Full Monty). Neste ano, ele voltou a encarnar seu papel do filme, o capataz Gerald, numa série produzida pela Disney+, que mostrou a vida dos personagens 26 anos depois. Nascido em Yorkshire, na Inglaterra, o artista frequentou a Royal Academy of Dramatic Art e começou a atuar na TV em 1975. A transição para o cinema veio dez anos depois, como coadjuvante em filmes como “Sombras do Passado” (1985) e “Sylvia” (1985). Mas foi só nos anos 1990 que começou a chamar atenção, embora ainda em pequenos papéis, como o promotor de “Em Nome do Pai” (1993), de Jim Sheridan, e o rico aristocrata de “Razão e Sensibilidade” (1995), de Ang Lee, que ao morrer deixa as filhas na miséria. Ele também foi o chefe de Michael Douglas em “A Sombra e a Escuridão” (1996), de Stephen Hopkins, e o vilão de “Mistério na Neve” (1997), de Bille August, antes de ser escalado no papel que mudou tudo em “Ou Tudo ou Nada”. A comédia de Peter Cattaneo acompanhava seis trabalhadores desempregados de uma fábrica que, em meio à crise financeira, resolvem fazer um show de striptease para arrecadar dinheiro. Wilkinson vivia o ex-capataz da fábrica, que estava escondendo sua demissão da esposa. Sucesso enorme de público e crítica, foi indicado a 4 Oscars e 12 BAFTAs, vencendo a premiação britânica como Melhor Filme do ano, além de render troféus de Melhor Ator para Robert Carlyle e de Coadjuvante para Wilkinson. A partir daí, sua carreira deslanchou e Wilkinson apareceu em vários sucessos, incluindo o filme vencedor do Oscar “Shakeaspeare Apaixonado” (1998). Em seguida, ele consolidou sua carreira com duas indicações ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. A primeira foi por “Entre Quatro Paredes” (2001), de Todd Field, como o pai enlutado de um filho assassinado. A segunda veio por “Conduta de Risco” (2007), de Tony Gilroy, como um advogado, colega de George Clooney, que surta ao descobrir que o conglomerado que defendia era culpado por várias mortes, tendo um fim trágico por saber demais. Entre os dois títulos, ele apareceu em mais de uma dezena de filmes, alguns bem famosos como “Moça com Brinco de Pérola” (2003), de Peter Webber, “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004), de Michel Gondry, “O Exorcismo de Emily Rose” (2005), de Scott Derrickson, e “Batman Begins” (2009), de Christopher Nolan, onde viveu o chefão do crime Carmine Falcone. A filmografia impressionante seguiu com “O Sonho de Cassandra” (2007), filme britânico de Woody Allen, “Rock’n’Rolla: A Grande Roubada” (2008), de Guy Ritchie, “Operação Valquíria” (2009), de Bryan Singer, “O Escritor Fantasma” (2010), de Roman Polanski, “O Exótico Hotel Marigold” (2011), de John Madden, e “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” (2011), de Brad Bird. Mas nesse ponto ele também começou a ter presença de destaque em produções premiadas da TV americana. Wilkinson foi indicado a dois Emmy e dois Globos de Ouros em 2008, por seu papel como Benjamin Franklin na minissérie “John Adams” (2008) e pela atuação no telefilme político “Recontagem”, ambos produzidos pela HBO. Ele venceu os dois troféus pela série. E em 2011 voltou a ser indicado ao Emmy como o patriarca da família Kennedy, na minissérie “Os Kennedys”. Entre seus últimos trabalhos, destacam-se as minisséries britânicas “Belgravia” (2020), criada por Julian Fellowes (de “Downton Abbey”), e “Ou Tudo ou Nada” (2022), que encerrou a carreira de Wilkinson com uma volta ao papel que o consagrou. Ele era casado com a atriz Diana Hardcastle, com quem contracenou em “O Exótico Hotel Marigold”, “Os Kennedys” e “Belgravia”, e tinha dois filhos.
Choquei é investigada por indução ao suicídio de Jéssica Vitória Canedo
O perfil Choquei está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais devido à morte da Jéssica Vitória Canedo, que tirou a própria vida após ser vítima de uma fake news sobre um possível relacionamento amoroso com o influenciador Whindersson Nunes. De acordo com o delegado Felipe Monteiro, responsável pelo inquérito, foi solicitada a quebra de sigilo das páginas do veículo nas redes sociais. A tentativa de enquadramento é por suspeita de indução ao suicídio. Outras páginas que compartilharam a notícia falsa também estão sendo investigadas. “Para dar prosseguimento à investigação, que avalia o crime doloso de indução ao suicídio, estamos aguardando a aprovação do pedido de quebra de sigilo das contas das contas do veículo nas redes sociais. Também estamos avaliando quem serão as próximas pessoas interrogadas”, afirmou o delegado ao jornal O Globo. O que fez a Choquei O texto original da Choquei citava o perfil Garoto do Blog com fonte da notícia. “Veja: o perfil Garoto do Blog no Instagram divulgou prints de uma conversa do humorista Whindersson Nunes com uma mulher de Minas Gerais. A garota teria enviado os prints para uma amiga, que divulgou nas redes sociais”. Além desse texto foram publicadas fotos de Whindersson e dois prints de mensagens do Whatsapp, que eram falsos. Em outra postagem com mais dois prints, a Choquei ainda afirmou: “Na sequência, o humorista estaria disposto a pagar para a moça encontrá-lo para ‘distrair a cabeça'”. Não há uma indução literal a suicídio nos textos, que não citam o nome de Jéssica (ela foi “descoberta” por outros perfis), mas a notícia falsa fez com que a jovem passasse a ser assediada, sofrendo bullying virtual. Diagnosticada com depressão, ela não aguentou e tirou a própria vida. O caso ampliou a discussão em torno da transformação de fake news em crime, porém há quem argumente que as leis atuais podem punir os responsáveis. A abertura do inquérito servirá para comprovar se é possível responsabilizar fake news por suicídio. Processo da família de Jéssica Além desse enquadramento, a família de Jéssica teria “interesse em instaurar um inquérito por crime contra a honra”, segundo o delegado Monteiro. Crimes da espera privada só podem ser abertos pela família ou a própria vítima, mas até o momento não houve “uma ação efetiva dos familiares”, confirmou o policial. Ao Globo, o advogado da família confirmou que eles colhem provas para enquadrar a conduta da página em outros crimes na justiça, além do que está sendo investigado no atual inquérito. No caso, haveria tentativa de enquadrar a postagem num dos três crimes previstos de ofensa à honra: Calúnia (mentir sobre cometimento de crime), Difamação (ofender a reputação) e Injúria (desqualificar e atingir honra e moral). Não houve relato falso de cometimento de crime e sim de um suposto affair, o que já eliminaria calúnia. A acusação buscaria, portanto, provar que a exposição dos prints falsos seria difamação e/ou injúria. O enquadramento é possível, mas mais difícil de ser comprovado sem que fake news seja considerado crime. Evolução do inquérito Na quinta-feira (28/12), Raphael Souza, dono da Choquei, deu depoimento à polícia. Num texto publicado nas redes sociais, a Choquei afirmou que ele “apresentou fatos e documentos que contribuem para elucidar o episódio e dar a real dimensão do papel da Choquei no caso”. Outros veículos, que também publicaram a notícia falsa de que Jessica teria um relacionamento amoroso com o influenciador Whindersson Nunes, estão sendo convidados pela Polícia Civil a dar depoimento.
PC Siqueira é sepultado após homenagens em São Paulo
O corpo de PC Siqueira foi velado e sepultado na manhã desta sexta-feira (28/12) no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, zona metropolitana de São Paulo. O youtuber, que foi encontrado morto em seu apartamento, foi homenageado por amigos e familiares. A médica legista responsável pelas investigações da tragédia afirmou que PC Siqueira morreu de “intoxicação por abusos de substâncias controladas e proibidas”, que foram combinadas com asfixia por enforcamento. O Instituto Médico Legal (IML) precisa laudar a causa da morte para que seja divulgada oficialmente pelos órgãos. Informações ainda não confirmadas oficialmente acrescentam que PC teria se enforcado em frente à ex-namorada, Maria Watanabe, que tentou impedi-lo, mas não conseguiu sustentá-lo e entrou em desespero. Ela prestou depoimento à polícia após a tragédia. Depressão profunda PC Siqueira tratava depressão profunda. Ele perdeu a carreira na internet após ser alvo de investigação criminal em 2020, quando um profissional de fofoca publicou nas redes sociais prints e áudios que o ligavam à pedofilia. Em março deste ano, o youtuber havia sido encontrado desacordado em seu apartamento e foi socorrido por bombeiros. Na ocasião, ele agradeceu aos fãs pelo apoio e disse que estava se recuperando bem de uma tentativa de suicídio. Atenção! Se você está atravessando um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida), no número 188, e receba apoio emocional e prevenção do suicídio. A ligação é sigilosa e gratuita para todo o território nacional. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil. ➡️ Mãe de PC Siqueira se declara durante velório: "Sua mãe te ama muito" Em tom de despedida, a mãe do youtuber PC Siqueira, Deise Moreno Siqueira, se declarou para o filho durante o velório que acontece na manhã desta sexta-feira (29/12), na Grande São Paulo: “Sua mãe te ama… pic.twitter.com/sI439wJdSe — Metrópoles (@Metropoles) December 29, 2023
Choquei volta com pedido de desculpas por fake news, após dono ir à polícia
O perfil de fofocas Choquei voltou a ser atualizado nesta quinta (28/12) nas redes sociais. A página que aborda o mundo dos famosos nas redes sociais ficou sem postar nada desde 22 de dezembro, devido à morte de Jéssica Vitória Canedo, motivada pela publicação de uma fake news. Em sua volta, a Choquei publicou uma nota em que admite ter replicado um conteúdo falso sobre suposto affair entre Jéssica e Whindersson Nunes, além de lamentar o ocorrido e pedir desculpas. “O perfil lamenta a morte e se solidariza com a família. Informamos aos seguidores que, em sinal de respeito ao trágico acontecimento, as redes da Choquei estavam paralisadas até esse momento”, diz a nota, que foi publicada após o dono da página, Raphael Souza, prestar depoimento na polícia. A nota comenta o fato. “Nesta quinta-feira, dia 28 de dezembro, o proprietário do perfil Choquei prestou esclarecimentos à Polícia Civil de Minas Gerais e apresentou fatos e documentos que contribuem para elucidar o episódio e dar a real dimensão do papel da Choquei no caso”, diz o texto. Na publicação, o perfil admite ter republicado notícia falsa. “Foram fornecidas provas sobre o fato gerador da notícia falsa — publicada originalmente por outro perfil e republicada posteriormente pela Choquei — e foram disponibilizadas imagens de diálogos que mostram procedimentos adotados assim que falsidade foi descoberta.” O texto estende solidariedade à família de Jéssica e conclui dizendo que “a Choquei está à disposição para contribuir com órgãos de investigação, assim como colaborar para o aprimoramento do setor de notícias online”.











