Fernando Birri (1925 – 2017)
Morreu o cineasta, escritor e poeta argentino Fernando Birri. Considerado o pai do novo cinema latino-americano, ele faleceu na quarta-feira (27/12), aos 92 anos, em Roma. Birri fundou a Escola Latino-Americana de Documentários de Santa Fé, na Argentina, e da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba. Ele rodou um de seus filmes mais famosos na cidade em que nasceu, Santa Fé. No curta “Jogue uma Moeda” (1958), mostrou a situação de miséria em que viviam as crianças de sua província natal. Seu primeiro longa de ficção foi “Los Inundados” (1961), comédia com toques dramáticos sobre uma família pobre forçada a fazer várias viagens de trem durante um período de inundações, a fim de alcançar um refúgio seguro, enquanto burocratas corruptos transforam a vida do povo num inferno. Muito ligado ao Brasil, deu aulas para Maurice Capovilla e Vladimir Herzog na escola de Santa Fé. E também viu o nascimento do Cinema Novo, ao lado dos amigos Nelson Pereira dos Santos e Glauber Rocha, quando desembarcou no Rio para fugir da ditadura argentina. Birri foi forçado a se exilar após o golpe militar na Argentina, e foi na Itália que filmou sua obra mais experimental, “Org” (1979), que ele descrevia como um pesadelo de três horas de duração. Sua filmografia inclui dois documentários distintos sobre Che Guevara, além de uma colaboração com o escritor Gabriel García Márquez, com quem escreveu o roteiro de “Un Señor Muy Viejo Con unas Alas Enormes” (1988), clássico cinematográfico do realismo fantástico. Seu último filme foi “El Fausto Criollo” (2011), adaptação de um poema de Estanislao del Campo. Em 2015, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner o homenageou por “sua inestimável ajuda ao cinema argentino e latino-americano” e anunciou um projeto de recuperação digital de todas as suas obras.
Aracy Cardoso (1937 – 2017)
Morreu a atriz Aracy Cardoso, que participou de várias novelas na TV Globo. Ela estava internada há um mês no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, tratando de vários problemas no coração e nos rins, e faleceu nesta terça-feira (26/12), aos 80 anos. Nascida no Rio em 17 de junho de 1937, filha de uma cantora de ópera, Aracy seguiu a carreira artística desde cedo, primeiro nos palcos, depois no cinema, com o drama “Fatalidade” (1953) e várias chanchadas – “Sai de Baixo” (1956), “Depois do Carnaval” (1959), etc. Mas foi se destacar mesmo na televisão. A atriz interpretou as principais “mocinhas” das novelas dos anos 1960 da TV Excelsior, como “Os Quatro Filhos” (1965), “A Indomável” (1965) e “Sublime Amor” (1967), antes de estrear na Globo com “Anastácia, a Mulher sem Destino”, em 1967. Após uma breve passagem pela Tupi na década seguinte, voltou à Globo para se destacar em novelas que marcaram as décadas de 1970 e 1980, entre elas “Fogo sobre Terra” (1974), “Vejo a Lua no Céu” (1976), “O Pulo do Gato” (1978), “Água Viva” (1980), “Final Feliz” (1982), “Selva de Pedra” (1986) e “Mandala” (1987). Foi nesta época que viveu uma de suas personagens mais lembradas, a governanta Zazá, de “A Gata Comeu” (1985). Após três décadas dedicadas à televisão, ela retomou a carreira cinematográfica em “O Homem Nu” (1997), de Hugo Carvana, e fez ainda “Nosso Lar” (2010), de Wagner de Assis. Bastante ativa, acumulou trabalhos em minisséries, séries e novelas nos últimos anos, inclusive na Record, onde integrou “Bela, a Feia” (2009) e “Dona Xepa” (2013). Sua última aparição na TV aconteceu neste ano, numa participação especial em “Sol Nascente”, da Globo. Discreta em relação à sua vida pessoal, Aracy Cardoso foi casada com o diretor e produtor Ibañez Filho, e deixa duas filhas.
Heather Menzies-Urich (1949 – 2017)
Morreu a atriz Heather Menzies-Urich, que se tornou conhecida ainda adolescente como a personagem Louisa von Trapp no musical clássico “A Noviça Rebelde” (1965), filme vencedor do Oscar. Ela tinha 68 anos e faleceu de câncer no domingo (24/12). A atriz canadense havia recebido recentemente um diagnóstico de câncer no cérebro, informou o seu filho Ryan à revista Variety. “Ela foi uma atriz, uma bailarina, e amou viver sua vida ao máximo. Ela não estava com dor, mas, quase quatro semanas depois de seu diagnóstico com câncer cerebral, estava cansada”, disse Ryan. Depois de ter Julie Andrews como babá/governanta em “A Noviça Rebelde”, Heather voltou a atuar com a atriz em “Havaí” (1966), e seguiu carreira com papéis de destaque em “O Protesto” (1969), com Michael Douglas, no terror “O Homem Cobra” (1973) e em “Piranha” (1978), de Joe Dante, entre outros, além de viver a protagonista da série sci-fi “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run, 1977-78). Seu último filme foi o thriller “A Morte Vem do Céu” (1982), no qual contracenou com o marido Robert Urich (série “Vega$”). Desde a morte de Urich em 2002, ela se dedicava integralmente à Robert Urich Foundation, dedicada a arrecadar fundos para pesquisas sobre o câncer e para o tratamento de pacientes.
Dominic Frontiere (1931 – 2017)
Morreu Dominic Frontiere, compositor de temas clássicos de séries televisivas, como “Quinta Dimensão”, “A Noviça Voadora” e “Patrulha do Deserto”. Ele faleceu aos 86 anos na quinta-feira (21/12) em Tesuque, Minnesota, mas só agora a notícia chegou à imprensa americana. Frontiere marcou época como compositor televisivo entre os anos 1960 e 1980, sendo responsável por centenas de horas de músicas inesquecíveis. Além de trabalhar em séries, ele também criou trilhas para muitos filmes do período. A carreira do músico, nascido em Connecticut em 17 de de junho de 1931, incluiu ainda passagens pela big band de Horace Heidt, no final da década de 1940, e um disco solo cultuadíssimo de 1959, “Festival Pagano”, considerado um clássico do gênero conhecido como exotica. Ele se mudou para Hollywood no início da década de 1950, ao ser contratado por Alfred Newman, então diretor musical da 20th Century Fox, para trabalhar como músico na orquestra do estúdio. Os dois forjaram grande amizade e Newman incentivou Frontiere a começar a compor no começo dos anos 1960. Ao fazer sua terceira trilha, para a comédia “Eu, Ela e o Problema” (1961), Frontiere encontrou outro parceiro importante, o roteirista e produtor Leslie Stevens, que em 1962 o convocou para compor o tema de sua primeira produção televisiva: o western “Stoney Burke”, estrelado por Jack Lord (o futuro Steve McGarrett de “Havaí 5-0”). Mas foi a segunda série da parceria, “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), que determinou o rumo da carreira do compositor. A música da abertura era bastante experimental, criando “white noise” e ambiências para sugerir que a TV estava fora do ar – “Não há nada de errado com sua TV”, alertava a narração – , alimentando um clima crescente de mistério e tensão. Vieram outras séries que ajudaram a definir a época, como “Os Invasores”, “Noviça Voadora”, “Patrulha do Deserto”, “Cavalo de Aço”, “Que Garota”, “Os Audaciosos”, “O Imortal”, “Missão Heroica”, “Controle Remoto” e “Vega$”. Ele também compôs a trilha do western “A Marca da Forca” (1968), primeiro western americano de Clint Eastwood, e conseguiu a proeza de manter o nível estabelecido por Ennio Morricone na trilogia spaghetti do ator. A façanha fez com que John Wayne o convidasse a orquestrar seu especial televisivo de cunho patriótico, “Swing Out, Sweet Land” (1970), que rendeu um Emmy para Frontiere e uma nova amizade importante em sua carreira. A parceria acabou se estendendo a mais três filmes de Wayne: “Chisum, Uma Lenda Americana” (1970), “Os Chacais do Oeste” (1973) e “A Morte Segue Seus Passos” (1975). O compositor continuou fazendo trilhas diversas para filmes de ação e comédia e até venceu o Globo de Ouro pela música do cultuadíssimo thriller “O Substituto” (1980), de Richard Rush. Mas sua trajetória foi bruscamente interrompida em 1986, quando foi sentenciado a um ano de prisão por sonegação fiscal, efeito colateral de seu casamento com a enrolada proprietária do time de futebol americano Los Angeles Rams. Além de trilhas de cinema, ele também produziu discos de Gladys Knight, Dan Fogelberg, Chicago e The Tubes, até encerrar a carreira com a composição do filme “A Cor da Noite” (1994), que lhe rendeu nova indicação ao Globo de Ouro. Relembre abaixo 15 temas e trilhas da carreira de Dominic Frontiere.
Harry Dean Stanton se despede do cinema e da vida no poético Lucky
Pode até não parecer, mas a trajetória de Harry Dean Stanton, falecido em setembro de 2017, perpassou metade da história do cinema americano. Atuando desde os anos 1950, no cinema e na televisão, o ator hoje é lembrado principalmente por aquele que é o papel de sua vida, o do solitário e atormentado Travis Henderson, de “Paris, Texas” (1984), de Wim Wenders, um dos filmes mais belos já feitos. “Lucky”, de John Carroll Lynch, é uma espécie de filme-testamento do ator. O personagem, um senhor de 90 anos que é veterano da 2ª Guerra Mundial, foi totalmente inspirado em Dean Stanton. Afinal, assim como o personagem, o ator nunca casou, nunca teve filhos (não que ele saiba), começou a fumar desde muito cedo e também serviu, como cozinheiro, durante a guerra dos anos 1940. Logo, Stanton acaba por interpretar a si mesmo em “Lucky”, filme que parece pequeno em suas pretensões, mas que alcança uma dimensão poética impressionante. Na trama, Lucky descobre, depois de um desmaio, que seu corpo começa a dar sinais de chegar ao fim. Em sua vida, vemos muitos espaços vazios, desertos, além de bares e restaurantes. Alguns desses lugares se repetem ao longo da narrativa, como que para acentuar a rotina pouco excitante de Lucky. Essa carência de emoções, ou mesmo de pouca energia para desperdiçar, talvez seja um dos segredos da longevidade de Lucky, junto com o apego à sua vida simples e aos pequenos prazeres que sua vida lhe proporciona. E haja simplicidade em sua vida: as únicas coisas que Lucky abastece no mercadinho são cigarros e caixas de leite. O café é tomado na lanchonete, espaço em que ele é tratado como uma espécie de integrante da família, numa cidade pequena onde todo mundo se conhece. Importante, gostoso e enriquecedor ter no filme a participação especial do amigo David Lynch, interpretando alguém muito parecido com o Gordon de “Twin Peaks”. Lynch e Stanton trabalharam juntos em diversos filmes. Na nova temporada da série, inclusive, o ator aparece em cinco episódios, também em um papel semibiográfico, falando sobre o hábito de fumar desde cedo. Lynch, como um diretor que valoriza muito a figura do homem velho, trata com muito carinho aquele homem que carrega quase um século nas costas. Algumas cenas são de uma beleza ímpar: a cena do aniversário do garotinho mexicano, em que Lucky canta uma canção em espanhol; a cena da conversa com um colega aposentado das forças armadas (Tom Skerritt, com quem Stanton trabalhou em “Alien”), que conta uma história fascinante sobre uma garotinha japonesa; a cena em que David Lynch fala sobre o amor incondicional por seu bicho de estimação desaparecido; e há também mistérios em algumas cenas, ainda que bastante ligados ao realismo que o filme promove. Não falta espaço para filosofar sobre a finitude, sobre aceitar a realidade como ela é, tanto em discussões dos próprios personagens quanto nas entrelinhas, o que faz com que o filme fica com o espectador após a sessão. Trabalhos como este justificam a ida ao cinema. Até porque resulta numa paz de espírito, em vez de lamento pelo fim de uma jornada.
Chandler Riggs aparece com novo visual após The Walking Dead
Após ser “demitido” de “The Walking Dead”, como disse seu pai, o ator Chandler Riggs ressurgiu nas redes sociais com um novo visual. Foram-se os cabelos longos de Carl. No lugar do visual roqueiro, apareceu um cantor de boy band. Ele comentou: “Eu me sinto tão exposto quanto uma toupeira nua ou algo assim”. O ator vai sair da série após seu personagem ser mordido por um zumbi. Esta revelação da midseason finale fez com que os fãs se revoltassem e tomassem a iniciativa de criar uma petição no site Change.org para que o showrunner Scott M. Gimple seja demitido. Mais de 50 mil pessoas já assinaram a petição. A série volta a ser exibida em 11 de fevereiro. No Brasil, ela vai ao ar pelos canais pagos Fox e Fox Premium. new hair who dis pic.twitter.com/fHq22R5I3C — chandler riggs (@chandlerriggs) December 16, 2017 i feel so exposedlike a naked mole rat or something — chandler riggs (@chandlerriggs) December 16, 2017
Fãs de The Walking Dead criam petição para o showrunner da série ser demitido
Os fãs de “The Walking Dead” estão inconformados com a iminente morte de Carl na série, após o personagem aparecer mordido por um zumbi na midseason finale da série, e tomaram a iniciativa de criar uma petição no site Change.org para que o showrunner Scott M. Gimple seja demitido. A descrição do abaixo-assinado diz: “A série inteira estava caminhando para mostrar Carl se tornando o líder que seu pai é, talvez um dia tomando o papel para si. O ator Chandler Riggs até considerou atrasar sua educação superior para trabalhar na série, depois de Gimple ter lhe prometido que ele estaria no programa para os próximos três anos”. O texto conclui: “Esta petição espera ligar o holofote para que o canal AMC demita o showrunner Scott Gimple por suas ações e maus tratos do ator Chandler Riggs”. Quase 50 mil pessoas já assinaram a petição. A morte de Carl, que continua vivo nos quadrinhos de Robert Kirkman em que a série se baseia, foi consequência de outros equívocos de Gimple, responsável por arrastar a narrativa da série a ponto de transformar a atração outrora tensa em tediosa. Sob seu comando, “The Walking Dead” triplicou sua audiência, apenas para perder mais público do que tinha conquistado, voltando aos níveis de sua 2ª temporada. A audiência do final do ano foi a pior da atração desde o primeiro midseason finale, em 2011. Neste contexto, a decisão de matar Carl sugere a busca de um chamariz para fazer o público voltar a se interessar pela série, com seu destino fatídico interrompido até o retorno dos próximos episódios. A série volta a ser exibida em 25 de fevereiro. No Brasil, ela vai ao ar pelos canais pagos Fox e Fox Premium. Veja o trailer da segunda metade da temporada neste link.
Perdeu? Confira a cena em que Carl é mordido por um zumbi em The Walking Dead
O último episódio do ano de “The Walking Dead” deixou os fãs arrasados com o destino de um personagem importante da série: Carl, vivido por Chandler Riggs, que apareceu mordido por um zumbi. Passado o impacto, muitos ficaram em dúvida sobre o momento em que isso aconteceu. Afinal, o episódio não mostrou um encontro do adolescente com zumbis. O fato é que a mordida não ocorreu naquele capítulo, mas dois episódios atrás, exibida na TV em 27 de novembro. A razão disso gerar dúvida se deve à estrutura problemática da narrativa estabelecida na série. Ao contrário de “Game of Thrones”, os produtores de “The Walking Dead” não conseguem contar uma história com tantos personagem, o que faz com que alguns sumam entre os episódios. E a mordida de Carl foi um desses momentos interrompidos, prejudicando o entendimento do que realmente aconteceu. O personagem de Chandler Riggs foi mordido quando tentava ajudar seu novo amigo, Siddiq (Avi Nash), a matar um grupo de zumbis em “The King, the Widow and Rick”. A cena abaixo mostra claramente o momento em que isso aconteceu. No instante fatídico, o jovem luta sozinho contra dois zumbis e um deles avança para sua barriga, sem nada impedi-lo. Embora a dentada não tenha recebido um close que a denunciasse, o instante é marcado por um corte de cena, que mostra Siddiq enfrentando outra criatura, e ao voltar a Carl a imagem revela o zumbi já afastando a boca de seu corpo. Confira:
Documentário sobre os últimos anos de David Bowie ganha trailer
A HBO divulgou o trailer de “David Bowie: The Last Five Years”, documentário que registra os últimos anos de vida do músico britânico. O filme é dirigido por Francis Whately, que também fez “David Bowie: Five Years” (2013) sobre o auge do cantor nos anos 1970. E traz uma informação surpreendente, ao afirmar que Bowie só soube que seu câncer era terminal apenas três meses antes de morrer. Segundo o documentário, ele descobriu que tinha poucos meses de vida enquanto gravava o clipe da música “Lazarus”, que ilustra sua doença e se encerra com uma metáfora de sua saída de cena. Bowie veio a morrer logo em seguida àquela gravação, em 10 de janeiro de 2016, dois dias depois de ter completado 69 anos e de ter lançado seu 25º álbum de estúdio, “Blackstar”, um projeto repleto de simbolismos que sugerem referências à sua própria morte – e que foi considerado um dos melhores discos de sua carreira. Produção original da BBC já exibida no Reino Unido, “David Bowie: The Last Five Years” chega na HBO no dia do aniversário do cantor, em 8 de janeiro.
Bruce Brown (1937 – 2017)
Morreu o diretor Bruce Brown, especialista em documentários de surfe, que ganhou ficou famoso pelo clássico “Alegria de Verão” (Endless Summer), de 1966. Ele faleceu no domingo (10/12) aos 80 anos, de causas naturais na cidade de Santa Bárbara, na Califórnia. O documentário lançado em 1966 foi na verdade o sexto filme sobre surfe de Brown, que filmava o esporte desde 1958, tornando-se o primeiro expert cinematográfico na modalidade. Em todos eles, o cineasta foi responsável por diversas funções da produção, da câmera à narração. A experiência nas produções anteriores permitiu a Brown realizar um filme perfeito para conjurar o “verão sem fim” que encapsulou o espírito da época. Para materializar seu filme mais famoso, ele decidiu acompanhar dois surfistas em uma viagem por diversos países, incluindo Austrália, Nova Zelândia e Havaí, em busca de ondas perfeitas, num verão que as viagens por diferentes hemisférios estendiam infinitamente. O filme de baixo orçamento ganhou grande repercussão e foi responsável por mudar a imagem dos surfistas, transformando sua viagem numa missão quase espiritual. Além de imortalizar a música-título da banda The Sandals, um dos mais belos instrumentais da surf music, o filme aposentou de vez o clichê do surfista-palhaço-vagabundo, popularizado nos filmes da “Turma da Praia” (estrelados por Frankie Avalon e Annette Funicello). Cultuadíssimo, “Alegria de Verão” ainda ganhou uma continuação em 1994, quase trinta anos depois do lançamento original. Foi o último trabalho do diretor, que também fez um famoso filme sobre motocross, “Um Domingo Sobre Moto” (1971), que incluía o ator Steve McQueen (“Bullit”). Recentemente, o clássico de Brown foi remasterizado e lançado em versão digital. Veja os vídeos da produção abaixo.
The Walking Dead: Rick diz que Negan é o próximo a morrer no trailer da metade final da 8ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou o trailer do próximo episódio de “The Walking Dead”, que só será exibido em fevereiro. Já legendado por fãs, o episódio marca o começo da metade final da 8ª temporada e traz cenas de combate entre os Salvadores e seus inimigos, com Rick (Andrew Lincoln) dizendo para Negan (Jeffrey Dean Morgan) que ele é o próximo a morrer. Este, porém, não é o desfecho do conflito, segundo adiantou Chandler Riggs, o intérprete de Carl, ao sair da série. A 8ª temporada de “The Walking Dead” só voltará a exibir episódios inéditos em 25 de fevereiro. No Brasil, a série é transmitida pelos canais pagos Fox e Fox Premium (sem intervalos).
Pai de Chandler Riggs ataca produtor de The Walking Dead nas redes sociais
A saída do ator Chandler Riggs, intérprete de Carl, da série “The Walking Dead” motivou um ataque furioso de seu pai contra o produtor Scott M. Gimple. “Ver Gimple despedir meu filho duas semanas antes de seu aniversário de 18 anos, e depois de lhe dizer que desejava que ele continuasse na série pelos próximos três anos, foi decepcionante”, escreveu o pai de Riggs no Facebook. “Eu nunca confiei em Gimple ou no canal AMC, mas Chandler confiava. Eu sei o quanto isso o machucou. Mas nós também sabemos como tivemos sorte de fazer parte de tudo isso e apreciamos todo o amor dos fãs durante todos esses anos”. Após expressar seu desgosto, William Riggs apagou o post. Mas ele pode ser visto em cópia abaixo. Ao final, o próprio Chandler deixou clara sua insatisfação numa entrevista publicada pelo site The Hollywood Reporter logo após o episódio ir ao ar. Confira os detalhes aqui.
Ator de The Walking Dead confirma que mordida de zumbi é sua morte na série
O último episódio do ano de “The Walking Dead” deixou muitos fãs arrasados com o destino de um personagem importante da série: Carl, vivido por Chandler Riggs. Ele apareceu mordido por um zumbi e seu intérprete confirmou, em entrevista ao site The Hollywood Reporter, que Carl não sobreviverá: “Não tem como ele se recuperar disso. Sua história definitivamente chegou ao fim”. Mas os fãs não foram os únicos contrariados. O ator deixou claro sua insatisfação. “Não esperava nunca que Carl seria morto”, disse Riggs, ao descobrir que a sairia da série. “Sair de ‘The Walking Dead’ não foi uma decisão minha. Mas serve a um propósito na história. Fazia sentido para a trama acontecer isso a Rick, Michonne e todos os outros”, afirmou ele. “Eu descobri (sobre a morte) quando eu estava fazendo ensaios para o episódio seis, em junho. Foi bem chocante para mim, Andy (Andrew Lincoln, que interpreta Rick) e os outros, acho que ninguém estava esperando por isso. Eles me chamaram pessoalmente para falar disso, por ser algo tão grande. Chamaram a mim, minha mãe e meu pai para falar sobre o que ia acontecer. Foi devastador, por uns dias eu não sabia como reagir”, admitiu Riggs. Mas ele levou numa boa: “Não é algo ruim, porque tem sido incrível estar no seriado e agora eu posso fazer muitas que não pude por um tempo.” Ele alertou que, apesar da mordida fatal, ele ainda gravou participação importante no próximo episódio. “Apesar de a história de Carl estar chegando ao fim, ainda não acabou.” Segundo o ator, o produtor executivo Scott Gimple usou a saída do personagem da história para ligar duas pontas soltas da trama, mal-explicadas nos quadrinhos. Ele revelou seu papel nisso dando um grande spoiler do final da guerra entre Rick e Negan, para quem não leu os quadrinhos de Robert Kirkman. “Scott estava tentando entender onde estava o buraco nos quadrinhos entre Rick cortando a garganta de Negan no final do arco da ‘Guerra Total’ e o salto temporal em que Negan aparece vivo e na prisão, e Rick não o matou. Scott estava tentando descobrir como conectar essa lacuna entre Rick querendo matar Negan e não querendo, o que ele achou agora. O jeito que ele encontrou foi tornar Carl uma figura muito humanitária e uma pessoa que conseguia ver o lado bom das pessoas, capaz de ver que elas podem mudar e nem todo mundo é mau. É isso que significa a conversa entre Carl e Rick no episódio: não há jeito de eles matarem todo mundo dos Salvadores e nem todo mundo é ruim e deve existir um meio de avançar que não seja matar todo mundo.” Quem não viu Carl ser mordido no episódio, não perdeu nada. Isto não aconteceu no último domingo, mas há dois domingos atrás, no capítulo exibido em 27 de novembro. O fato disso gerar dúvida se deve a decisões problemáticas dos produtores sobre como dividir os episódios e apresentar a trama da série. Bastante criticado por arrastar a trama e fazer adaptações literais dos quadrinhos, Scott M. Gimple resolveu radicalizar com a morte de Carl, tirando da trama um dos últimos personagens presentes desde o primeiro episódio e que ainda está vivo na publicação de Kirkman. “Eu estava entusiasmado para fazer as próximas histórias dos quadrinhos, porque há muitas coisas realmente legais”, disse Riggs, referindo-se a importância de Carl para o próximo arco, após a queda de Negan. A exibição do episódio, inclusive, foi precedida por vários apelos nas redes sociais para o público não perdê-lo, porque algo importante iria acontecer. Uma foto de mordida serviu para divulgar o capítulo nas redes sociais. É a imagem que ilustra este post.











