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    Larry Cohen (1941 – 2019)

    24 de março de 2019 /

    O diretor Larry Cohen, criador da série clássica “Os Invasores” e da franquia de terror “Nasce um Monstro”, entre outras produções cultuadas, morreu no sábado (23/3) aos 77 anos, cercado de seus familiares. Maiores detalhes sobre sua morte não foram divulgados. Cohen começou a carreira como roteirista de TV nos anos 1960, e após demonstrar seu talento em episódios de séries famosas como “O Fugitivo” e “Os Defensores”, começou a criar suas próprias atrações televisivas. A maioria não passou da 1ª temporada, mas duas conseguiram completar o segundo ano: “Branded” (1965–1966), western estrelado por Chuck Connors, e “Os Invasores” (1967-1968). A série sci-fi de 1967 acompanhava a descoberta de uma invasão alienígena por um homem comum (interpretado por Roy Thinnes) e se tornou uma das mais cultuadas e influentes do gênero – inspiração de “Projeto UFO”, “Arquivo X” e várias outras. Apesar de ter só 43 episódios, eternizou-se em reprises, além de ter rendido uma minissérie derivada em 1995. A repercussão de “Os Invasores” o credenciou a escrever para o cinema, onde perseguiu o terror, aterrorizando mulheres em “A Psicose do Medo” (1969) e “Scream Baby Scream” (1969). Ambos traziam psicopatas focados em vítimas jovens. Mas o primeiro, em que a vítima abortou o filho de seu potencial assassino, também foi prelúdio do nascimento de sua obra mais conhecida. Entretanto, Cohen começou sua carreira de diretor num gênero muito diferente daquele que o popularizou. Ele se lançou na carona da blaxploitation, assinando comédias e dramas criminais de baixo orçamento, estrelados por astros negros. Em “Bone” (1972), mostrou Yaphet Cotto (de “Alien”) invadindo uma mansão de Beverly Hills para fazer seus ricos moradores brancos de refém. Em “O Chefão de Nova York” (Black Caesar, 1973), orientou Fred Williamson (“Um Drink no Inferno”) a refazer os passos de Edward G. Robinson no clássico de gângster “Alma no Lodo” (1931) para coroá-lo como o rei do crime do Harlem. E ainda escreveu e dirigiu a sequência, “Inferno no Harlem” (1973), lançada apenas oito meses depois. Como filmes baratos não lhe rendiam muito, Cohen ainda escrevia episódios de “Columbo” (entre 1973 e 1974) quando teve a inspiração para parir seu maior clássico. “Nasce Um Monstro” (It’s Alive, 1974) acompanhava um bebê mutante assassino, materializado no set pelo rei dos efeitos de maquiagem de terror Rick Baker. E fez tanto sucesso que rendeu duas sequências, também escritas e dirigidas por Cohen: “A Volta do Monstro” (1978) e “A Ilha dos Monstros” (1987) – sem esquecer um remake em 2003. A partir daí, Cohen ficou conhecido por seus filmes de terror que invariavelmente viravam terrir (comédia de horror), como “Foi Deus Quem Mandou” (1976), “O Jovem Lobisomem” (1981), “Q – A Serpente Alada” (1982), “Efeitos Especiais” (1984) e especialmente “A Coisa” (1985), sobre uma sobremesa deliciosa que transformava seus consumidores em zumbis famintos por mais. Ainda dirigiu a adaptação de Stephen King “Os Vampiros de Salem, o Retorno” (1987) e “A Madrasta” (1989), último filme estrelado por Bette Davis. E, como se não bastasse, originou outra franquia famosa ao escrever o roteiro de “Maniac Cop” (1988) para o diretor William Lustig. A popularidade de “Maniac Cop” voltou a transformá-lo em roteirista requisitado por outros diretores. Entre muitos roteiros, assinou “Os Invasores de Corpos: A Invasão Continua” (1993) para Abel Ferrara, e conseguiu sucesso inesperado com as tramas tensas dos thrillers “Por um Fio” (2002), estrelado por Colin Farrell, e “Celular: Um Grito de Socorro” (2004), com o jovem Chris Evans. Depois de uma década sem filmar, Cohen se despediu dos sets com um episódio da série “Mestres do Terror” em 2006, antologia que reunia os maiores nomes do terror americano dos anos 1970 e 1980. O criador da série, Mick Garris, insistiu muito para Cohen interromper a aposentadoria para participar da produção-homenagem, reconhecendo a importância do cineasta não apenas pelo sucesso de seus filmes baratos, mas por sua capacidade de injetar comentários sociais de forma irônica em tramas de terror. “Eu queria tentar lidar com o que acontecia no mundo em meus filmes”, disse Cohen em entrevista à revista Diabolique em 2017. “Muitos dos filmes que fiz são extremamente voláteis e lidam com assuntos controversos como o racismo”, argumentou. “Meu primeiro longa, ‘Bone’, estava muito à frente de seu tempo – e continua polêmico até hoje, porque ainda não superamos o racismo”, disse, antes de destacar outro filme. “Veja outro exemplo, ‘A Coisa’, que era sobre produtos vendidos no supermercado que matavam pessoas. Ainda há inúmeros produtos nocivos para a saúde vendidos até hoje, e toda vez que anunciam uma pílula diferente de algum tipo, deixam para avisar só depois sobre os efeitos colaterais. ‘A Coisa’ foi uma alegoria ao consumismo e ao fato de que grandes corporações vão te vender qualquer coisa para conseguir seu dinheiro, mesmo que isso te mate”. Nos últimos anos, a obra de Cohen inspirou diversos documentários, com direito a comentários de Martin Scorsese, JJ Abrams, John Landis, Joe Dante e outros a quem o cineasta inspirou com sua criatividade. Filmes como “King Cohen: The Wild World of Filmmaker Larry Cohen” (2017), “Cohen on Cohen” (2017) e “Cohen’s Alive: Looking Back At The It’s Alive Films” (2018) convidam o público a conhecer as maiores obscuridades de sua carreira e descobrir porque Larry Cohen era cultuado por diretores que os cinéfilos chamam simplesmente de mestres.

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  • Etc,  Filme

    Marlen Khutsiev (1925 – 2019)

    19 de março de 2019 /

    O cineasta Marlen Khutsiev, considerado o pai da “new wave” do cinema soviético dos anos 1960, morreu em Moscou aos 93 anos, anunciou a União de Cineastas da Rússia nesta terça (18/3). “Viveu uma vida cheia de drama e alegria”, declarou a porta-voz da organização, Tatiana Nemchinskaya. Ele nasceu em Tiflis (atualmente, parte Georgia) em 1925 logo após a Revolução Bolchevique, e seu nome Marlen era um acrônimo de Marx e Lênin. Apesar desse batismo, o regime comunista não foi benevolente com sua família. Sua mãe era uma ex-aristocrata que perdeu tudo e seu pai um dirigente do partido que acabou executado em 1937, durante os expurgos stalinistas. Sua carreira floresceu após a morte de Stalin, em 1953, representando um sopro de renovação nas artes soviéticas. “Primavera na Rua Zarechnaya”, lançado em 1956, o ano em que Nikita Khrushchev denunciou o culto à personalidade de Stalin, surpreendeu pelo realismo de sua história, ao retratar a vida de uma jovem professora que chega a uma cidade de província para dar aulas noturnas a operários. A obra chamou atenção por não seguir os enredos soviéticos: a mulher bem-educada da cidade grande não se apaixonava imediatamente por um trabalhador bruto, mas charmoso. Apesar disso, foi visto por mais de 30 milhões de espectadores nos cinemas, tornando-se cultuadíssimo na União Soviética. Seu segundo filme, “Two Fyodors” (1959), focou a reconstrução das famílias no período do pós-guerra, acompanhando um soldado que volta do front e adota um órfão com quem compartilha o nome (ambos se chamam Fyodor). Mas esse relacionamento é quase destruído quando ele se casa. Apesar das críticas sutis, seus problemas com o governo só começaram em seu filme seguinte, sobre a juventude soviética dos anos 1960. A história de “I Am Twenty” contrapunha os sonhos da idade com as limitações impostas pelo comunismo, acompanhando três jovens que ansiavam pela liberdade e não expressavam o menor fervor socialista. O filme venceu o Prêmio do Júri do Festival de Veneza em 1965, mas foi condenado por Khrushchev, que só liberou sua estreia comercial dois anos depois, após ser completamente reeditado. A versão original foi reconstituída e exibida para o público russo apenas em 1988, durante a abertura da glasnost. O diretor também chamou atenção com “July Rain”, filmado em 1967 de maneira similar a nouvelle vague francesa, usando câmera na mão, ao estilo dos documentários, atores não profissionais e um enredo que parecia inexistente. A partir de 1968, o regime o designou para trabalhar na TV estatal, sob censura ainda mais rígida, acabando com sua liberdade para filmar. Por conta disso, somente voltou ao cinema em 1984 com “Epilogue”. Khutsiev lançou apenas mais um longa de ficção depois disso, “Infinitas”, premiado no Festival de Berlim de 1992. Mas os poucos filmes que lançou durante a Guerra Fria representaram uma das principais resistências culturais da juventude russa à ditadura comunista, com enredos discretos e repletos de ambiguidades, que serviram de inspiração para gerações de cineastas que se seguiram, além de fornecerem algumas das imagens mais icônicas daquele período. Ele ainda foi premiado com um Leopardo de Ouro pela carreira no Festival de Locarno em 2015 e trabalhava num novo filme, que marcaria o seu retorno.

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  • Etc,  Filme

    John Carl Buechler (1952 – 2019)

    18 de março de 2019 /

    O diretor e artista de efeitos especiais John Carl Buechler morreu nesta segunda (18/3) após luta contra o câncer de próstata. A morte do cineasta de 66 anos foi anunciada pelo amigo Ted Geoghan, organizador do evento Fantasia Film Festival. Buechler iniciou sua reputação como idealizador de efeitos especiais e maquiagens prostéticas para filmes da produtora Empire, especializada em filmes B nos anos 1980, como “Ragewar” (1984), “Trancers: O Tira do Futuro” (1984), “Ghoulies” (1984), “Re-Animator” (1985) e “TerrorVision” (1986). E foi por lá mesmo que estreou na cadeira de diretor, com “Troll – O Mundo do Espanto” (1986). Ele também dirigiu “O Monstro Canibal” (1988) para a produtora de Charles Band, antes de comandar uma franquia mais famosa, assumindo a direção de “Sexta-Feira 13, Parte 7: A Matança Continua” (1988). Buechler continuou trabalhando em continuações de franquias clássicas, mas como técnico de efeitos. A lista inclui desde “A Hora do Pesadelo 4: O Mestre dos Sonhos” (1988) e “Halloween 4: O Retorno de Michael Myers” (1988) até “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989), entre outros. Ainda dirigiu “Os Ghoulies Vão ao Colégio” (1991), lançado direto em vídeo, mas nunca emplacou nenhum sucesso – ou filme que fosse pelo menos medíocre. Sua filmografia final é repleta de lançamentos de terror para VOD, inéditos no Brasil, que ele escreveu e dirigiu para horrorizar a crítica. Nenhum tem nem sequer nota no Rotten Tomatoes. Até os filmes de carnossauros, ciborgues e lobisomens adolescentes que receberam seus efeitos compartilham a mesma falta de elogios nos comentários do IMDb. Em compensação, o tempo transformou seu trabalho na Empire em objeto de culto e tema de convenções. No mês passado, a mulher do cineasta começou uma campanha no site Go Fund Me para ajudar no tratamento do marido. A família conseguiu arrecadar US$ 40 mil com doações dos fãs.

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  • Música

    Dick Dale (1937 – 2019)

    17 de março de 2019 /

    Morreu Dick Dale, o músico conhecido como “rei da guitarra do surfe”, que integrou o universo dos filmes da Turma da Praia nos anos 1960 e cedeu suas hits instrumentais para diversos momentos icônicos da história do cinema, como a cena do assalto na lanchonete de “Pulp Fiction”. “É um dia triste para o rock’n’roll”, disse o baixista de sua banda, ao comunicar o falecimento, que aconteceu na noite de sábado (16/3). A causa da morte não foi informada, mas Dale já vinha com a saúde debilitada, embora continuasse a fazer shows como se mais nada importasse. Ele tinha 81 anos de idade. O “Rei da Surf Guitar” fazia parte da cena musical do sul da Califórnia do começo dos anos 1960. Surfista de verdade, Richard Anthony Monsour adorou a mudança da família de Boston para El Segundo, na California, no final dos anos 1950, onde ainda adolescente se juntou à banda Del-Tones. Em 1962, lançou sua música emblemática, “Misirlou”, com o som de guitarra mais imitado de sua geração, resultado de experiências com escalas e reverberação. Ele foi um dos primeiros guitarristas a usar o efeito de “reverb” para estender as notas arrancadas à base de palhetadas firmes. Vieram outros hits, como “Pipeline”, “The Wedge” e “Let’s Go Trippin'”. E suas inovações foram aumentando sua fama. Para tirar seu som lendário, Dale começou a criar amplificadores caseiros que atingissem o volume e a reverberação que desejava. Com isso, inventou o primeiro amplificador de guitarra com capacidade para 100 watts. Sua obsessão em tocar cada mais alto o fez estourar inúmeros amplificadores. Mas também o transformou em “piloto de testes” de Leo Fender para o desenvolvimento de amplificadores mais potentes e da guitarra Fender Stratocaster, mais tarde associada a Jimi Hendrix. Por isso, também chegou a ser considerado, pela revista Guitar Player, como “o pai do heavy metal”. Curiosamente, ele estreou no cinema antes de ser associado à surf music. E no papel de ninguém menos que Elvis Presley, numa pequena participação na comédia “Adorável Pecadora” (1960), estrelada por Marilyn Monroe. A aparição seguinte foi como outro roqueiro famoso: ele mesmo. Dick Dale teve papel de destaque no primeiro filme da Turma da Praia, “A Praia dos Amores” (1963), do qual participou com sua banda. Ao contrário dos artistas convidados do resto da franquia (Stevie Wonder, The Kingsmen, etc), ele apareceu no filme inteiro e era considerado por Frank Avalone como um integrante da turma dos surfistas. Tanto que voltou a cruzar com Frankie e Annette Funicello na sequência “Quanto Mais Músculos Melhor” (1964). Décadas mais tarde, os três voltaram a se reencontrar no nostálgico “De Volta à Praia” (1987), em que Frankie e Annette levaram os filhos adolescentes à praia em que costumavam namorar na juventude. E onde Dick Dale ainda reinava com sua guitarra. O músico também apareceu em “A Swingin’ Affair” (1963), num episódio de “Barrados no Baile” (Beverly Hills 90201), no filme de surfistas adolescentes “No Calor do Verão” (2002) e até dublou a si mesmo numa aventura surfista de Scooby-Doo, “Aloha, Scooby-Doo!” (2005). Sua carreira experimentou um renascimento quando Quentin Tarantino selecionou “Misirlou” para uma cena-chave de “Pulp Fiction” (1994). A mesma música voltou às telas em mais dois blockbusters, “Space Jam: O Jogo do Século” (1996) e “As Panteras: Detonando” (2003). E continuou tocando tanto que, meio a esses lançamentos, Dale foi introduzido na Calçada da Fama de Hollywood em 1996 e recebeu um troféu por suas realizações da revista LA Weekly em junho de 2000. Ele ainda recebeu uma fatia do lucro do hit “Pump It”, da banda Black Eyed Peas, pelo uso do sample de “Misirlou” em 2006. Em uma entrevista de 2015 para a revista Billboard, finalmente admitiu que a idade e as doenças tinham lhe debilitado, assumindo que sofria de insuficiência renal, diabetes e muito mais. Mas também que isto não o impediria de continuar tocando. “Mesmo com minhas doenças, sou mais rápido com minhas mãos do que jamais fui”, ele afirmou, defendendo seu reinado até o fim. Reveja abaixo a performance de Dick Dale para seu maior sucesso em cena do filme “A Swingin’ Affair” e uma de suas participações musicais em “A Praia dos Amores”.

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    Richard Erdman (1925 – 2019)

    17 de março de 2019 /

    O ator Richard Erdman, conhecido pelas novas gerações por interpretar o aluno mais velho de “Community”, morreu no sábado (16/3) aos 93 anos. Nenhum detalhe foi informado sobre seu falecimento. Com mais de 70 anos de carreira, Erdman participou de dezenas de filmes e séries, incluindo a versão original de “Além da Imaginação” (The Twilight Zone), na qual estrelou um dos episódios mais famosos da produção da década de 1960, como McNulty, um homem que ganha um relógio capaz de congelar o tempo. Erdman estreou no cinema aos 19 anos. Ele impressionou tanto o lendário diretor Michael Curtiz (de “Casablanca”) em testes para “Janie Tem Dois Namorados” (1944), como um dos namorados da Janie do título (Joyce Reynolds), que acabou assinando um contrato com a Warner, especializando-se em interpretar soldados, marinheiros, ajudantes e amigos engraçados. O início de sua carreira foi marcada por pequenos papéis em grandes clássicos, como “Um Punhado de Bravos” (1945), de Raoul Walsh, “Regeneração” (1946), de Jean Negulesco, e “Tormento de uma Glória” (1949), de Jacques Tourneur, até se destacar em “Espíritos Indômitos” (1950), de Fred Zinneman, na pele de Leo, um dos pacientes em uma ala paraplégica de veteranos de guerra que ajuda um furioso recém-chegado (ninguém menos que Marlon Brando em sua estréia no cinema) a se ajustar a uma nova vida na sociedade. Numa entrevista de 2010, Erdman lembrou com orgulho que o crítico do New York Times, Bosley Crowther, escreveu sobre o filme que “o sr. Brando é impressionante, mas ele tem algumas coisas para aprender com um ator de Hollywood chamado Richard Erdman”. Richard Erdman voltou a ganhar elogios como coadjuvante de Dick Powell e Rhonda Fleming, interpretando um ex-fuzileiro naval alcoólatra no clássico noir “Golpe do Destino” (1951), a estréia na direção de Robert Parrish, editor de filmes premiado com o Oscar. Fez ainda outro noir famoso, “Gardênia Azul” (1953), dirigido pelo mestre Fritz Lang, e algumas comédias, entre elas “O Biruta e o Folgado” (1951), com Dean Martin e Jerry Lewis, antes de viver um de seus papéis mais famosos, como o Sargento “Hoffy” Hoffman no icônico filme de prisioneiros de guerra “O Inferno Nº 17” (1953), obra-prima de Billy Wilder. Ele contou, numa entrevista de 2012, que “Wilder deu uma olhada em mim e disse: ‘Não ria. Nem uma pequena risada, porque você é a cola que mantém esse filme funcionando. Todo mundo é engraçado, menos você'”. Ao final dos anos 1950, Erdman passou a se dedicar mais à TV, chegando a estrelar as séries “Where’s Raymond?” e “The Tab Hunter Show”, de onde partiu para uma infindável leva de participações especiais – em “Perry Mason”, “Jeannie É um Gênio”, “A Família Buscapé”, “James West”, “O Agente da UNCLE” e até “Guerra, Sombra e Água Fresca”, a série inspirada em “O Inferno Nº 17”, entre inúmeras outras atrações. Voltou a se destacar no filme de guerra “Tora! Tora! Tora!” (1970), mas o resto de sua carreira foi basicamente na TV, onde trabalhou durante todos os anos seguintes, tanto como ator quanto dublador de séries animadas. Nos últimos anos, Erdman tinha reencontrado a popularidade graças às participações em “Community”, onde deu vida a Leonard, o aluno mais veterano da universidade Greendale, que era sempre repreendido pelo grupo de estudos de Jeff (Joel McHale) e cia. Ele apareceu em 53 episódios da série, exibida entre 2009 e 2015. Seu papel final foi como ele mesmo, numa participação de 2017 em “Dr. Ken”, série estrelada por Ken Jeong, seu colega de “Community”.

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    Márcia Real (1929 – 2019)

    15 de março de 2019 /

    A atriz Márcia Real faleceu na madrugada desta sexta-feira (15/3), em um hospital em Ibiúna, interior do estado de São Paulo, aos 90 anos de idade. De acordo com sua filha Márcia Regina, a atriz, que se destacou em novelas entre os anos 1960 e 1980, sofria há mais de uma década de Alzheimer. Eunice Alves (seu nome verdadeiro) nasceu em São Paulo, em 6 de janeiro de 1929. E estreou no teatro ainda adolescente, após um encontro casual com Bibi Ferreira na rua. Da conversa veio o convite para a peça “Minhas Queridas Esposas”, que a lançou na profissão de atriz no final dos anos 1940. Ela estreou no cinema logo em seguida, aos 20 anos, no musical “Carnaval no Fogo” (1949), uma chanchada da produtora Atlântida dirigida por Watson Macedo. Fez também os dramas “Liana, a Pecadora” (1951), de Antonio Tibiriçá, e “O Sobrado” (1956), de Walter George Durst e Cassiano Gabus Mendes, antes de se destacar na TV. Os papéis televisivos surgiram a partir de teleteatros da rede Tupi, como o “TV de Vanguarda”, “TV de Comédia” e “Grande Teatro Tupi”, que a tornaram um dos nomes mais prestigiados da emissora, entre o final dos 1950 e início de 1960, levando-a a apresentar o programa de variedades “Clube dos Artistas”. Com a popularização das telenovelas, ela migrou para o novo gênero, estrelando “Corações em Conflito”, na TV Excelsior, em 1964. Acabou participando das principais produções do canal, como “Vidas Cruzadas”, “A Grande Viagem”, “Redenção”, “Sangue do Meu Sangue” e outras. Após a extinção da Excelsior, migrou para a Record em 1970, onde estrelou “As Pupilas do Senhor Reitor”, “Os Deuses Estão Mortos”, “O Leopardo”, etc. E ainda esteve na fase final da Tupi, em “Aritana” e “Gaivotas”, entre 1978 e 1979. A crise que se abateu sobre a televisão nos anos 1970, com o fechamento de canais, reconduziu a atriz de volta ao cinema durante o auge da pornochanchada. Após participar do clássico “O Rei da Noite” (1975), de Hector Babenco, emendou três longas apelativos de Jean Garret, “A Ilha do Desejo” (1975), “Amadas e Violentadas” (1975) e “Possuídas pelo Pecado” (1976). Ela também fez diversas peças. Márcia Real só retornou à TV no final dos anos 1980, desta vez na Globo. Os papéis que marcaram essa fase eram sempre de mulheres ricas, finas e espirituosas, como Walkíria em “Bebê a Bordo”, Áurea em “Mico Preto”, Sálvia em “De Corpo e Alma” e Isadora em “Quatro por Quatro”, exibidas entre 1988 e 1995. Pelo timing para o humor televisivo, tornou-se uma das atrizes que mais marcaram as novelas de Carlos Lombardi. Mas ela ficou menos de uma década na Globo. Depois de “Quatro por Quatro” foi fazer minisséries e a novela “Canoa do Bagre” (1997) na Record, entrou na série de comédia “Ô… Coitado!” (1999-2000) e fez participação especial em “O Direito de Nascer” (2001) no SBT, encerrando sua filmografia no ano seguinte com a série “SPA TV Fantasia” (2002) na rede Brasil e o filme “Avassaladoras” (2002), de Mara Mourão.

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    Maria Isabel de Lizandra (1946 – 2019)

    15 de março de 2019 /

    Morreu na noite de quinta-feira (15/3), em São Paulo, a atriz Maria Isabel de Lizandra, que fez muito sucesso em novelas das décadas de 1960 e 1970. Ela tinha 72 anos e tinha dado entrada no Hospital das Clínicas pela manhã, com pneumonia. Maria Isabel Reclusa Antunes Maciel nasceu em São Paulo em 1946, e estreou na TV Tupi aos 18 anos, na novela “Se o Mar Contasse” (1964), de Ivani Ribeiro. Em seguida passou a estrelar novelas da TV Excelsior, sempre em personagens de destaque, como Raquel em “As Minas de Prata”, Eulália Terra em “O Tempo e o Vento”, Ruth em “O Terceiro Pecado”, e Rosália em “A Muralha”, entre 1966 e 1969. Com o fim da TV Excelsior, em 1970, voltou à Tupi, onde se tornou uma das principais estrelas da emissora, emendando 10 novelas em 10 anos, com personagens ainda lembradas pelos fãs mais velhos, como Malu de “Mulheres de Areia” (1973-1974), Catarina Batista de “O Machão” (1974-1975) – nestas duas, formando par romântico com Antônio Fagundes -, Lúcia de “Xeque-Mate” (1976) e Isabel de “Éramos Seis” (1977) – filha de Dona Lola (Nicette Bruno). Durante sua fase mais popular, tornou-se também estrela cinematográfica. Levou quase uma década entre a estreia em “Vereda da Salvação” (1964), de Anselmo Duarte, ao segundo filme, “O Supermanso” (1974), de Ary Fernandes, mas emendou lançamentos consecutivos no auge do gênero que ficou conhecido como pornochanchada – “As Mulheres Sempre Querem Mais” (1974), “A Noite da Fêmeas” (1976) e “Belas e Corrompidas” (1977). Ela não fez mais filmes após se casar com Ênio Gonçalves, seu par romântico na novela “Xeque Mate” (1976), com quem teve duas filhas. Mas continuou a fazer sucesso em novelas, chegando à Globo em 1983, onde atuou nas minisséries “Moinhos de Vento” (1983) e “Tenda dos Milagres” (1986) e nas novelas “Champagne” (1983) e “Vale Tudo” (1988), recentemente reprisada no Canal Viva, em que interpretou Marisa, a amiga de Raquel (Regina Duarte) de Foz do Iguaçu. Ainda participou de novelas na Bandeirantes, na Record e na Manchete, onde integrou o elenco de “Dono Beja”. Até encerrar a carreira na minissérie “Labirinto”, da Globo, em 1998. A atriz também atuou em peças como “Quarto de Empregada” e “Freud, Além da Alma”, e foi professora de Teatro e História do Teatro em universidades de São Paulo, mas já estava aposentada.

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    Jed Allan (1935 – 2019)

    11 de março de 2019 /

    O ator Jed Allan, que interpretou o personagem Rush Sanders na série “Barrados no Baile”, morreu aos 84 anos. O filho de Allan confirmou a morte do pai em um post no Facebook no último sábado (9/3). “Eu sinto muito por ter que postar a triste notícia da morte do meu pai nesta noite”, escreveu Rick Brown. “Ele morreu pacificamente, cercado por sua família, e muito amado por todos nós e muitos outros”. O personagem de Allan em “Barrados no Baile” era pai de Steve Sanders (Ian Ziering), um dos protagonistas da série. Ele apareceu em um total de 18 episódios, entre 1994 e 1999. Ziering postou uma homenagem ao ator em seu Instagram, dizendo-se entristecido por revelar que perdeu mais um colega de “Barrados no Baile”. Veja abaixo. Allan é o segundo ator da série a morrer neste mês. Na segunda passada (4/3), Luke Perry, intérprete o galã Dylan McKay na série, faleceu em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral) aos 52 anos. As duas mortes aconteceram pouco depois do anúncio de um revival de “Barrados no Baile”, pela emissora norte-americana Fox. Vários membros do elenco original vão se juntar novamente para uma minissérie de seis episódios. Além de “Barrados”, o nova-iorquino Allan ficou conhecido por seus papéis em novelas diurnas (as chamadas soup operas). Ele começou a carreira fazendo aparições em atrações do gênero nos anos 1960, como “General Hospital”, “Love of Life” e “The Secret Storm”, antes de encarar um de seus papéis mais duradouros em “Days of Our Lives”, a partir de 1977. Ele interpretou Don Craig na novela interminável por 14 anos, tendo recebido uma indicação ao Emmy em 1979. E em 1986 estrelou mais de mil episódios diários como o patriarca C.C. Capwell em “Santa Barbara”. Visualizar esta foto no Instagram. So sad to hear we've lost another 90210 castmate. I had the pleasure of working with Jed Allan from 94 to 99. He played Rush Sanders, Steve's father. Such a great guy to work with, he will be missed. #ripjedallan Uma publicação compartilhada por Ian Ziering (@ianziering) em 10 de Mar, 2019 às 10:15 PDT

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  • Série

    Revival da série Barrados no Baile fará homenagem especial a Luke Perry

    11 de março de 2019 /

    O revival da série “Barrados no Baile” pretende realizar uma homenagem especial a Luke Perry, astro do elenco original da série, que faleceu na segunda passada (4/3), aos 52 anos, após um acidente vascular cerebral (AVC). A revelação foi feita pelo presidente da CBS TV Studios, David Stapf, durante a conferência internacional de televisão (INTV) nesta segunda (11/3) em Jerusalém, Israel. “Ainda não determinamos como vamos lidar com a morte dele na série, ainda vamos pensar. Mas Luke sem dúvida será notado e homenageado de alguma forma”, garantiu o executivo, que ainda lembrou que “ele seria um dos poucos atores do elenco original que não ia atuar na nova série, por causa de seu comprometimento com ‘Riverdale'”, referindo-se ao papel de Perry como Fred Andrews na série da rede CW. A morte do ator será assunto inescapável porque a atração reunirá o elenco dos anos 1990 não como seus personagens, mas como eles próprios, refletindo sobre os anos que se passaram desde o sucesso de “Barrados no Baile”, enquanto tentam tirar do papel uma continuação. Stapf contou que a abordagem do revival partiu de Tori Spelling. “Ela costuma vir no escritório e despejar várias ideias de séries”. Uma delas finalmente empolgou o suficiente para ser levada adiante. “Ela brincou com ideia de como seria divertido reunir toda a turma novamente”. E o passo seguinte foi sugerir o projeto para a rede Fox, que exibiu o “Barrados no Baile” original nos Estados Unidos. O projeto foi aprovado sem gravação de piloto e só agora a sala de roteiristas foi formalizada. Os responsáveis pelos roteiros estão atualmente escrevendo os seis episódios da minissérie, prevista para estrear no meio do ano, durante o verão norte-americano, com o título de “90210” como o primeiro revival, exibido na rede CW nos anos 2000. O título original da atração criada por Darren Starr era “Beverly Hills 90210”. Seis integrantes do elenco clássico estarão de volta na continuação: Jason Priestley (Brandon), Jennie Garth (Kelly), Ian Ziering (Steve), Gabrielle Carteris (Andrea), Brian Austin Green (David) e Tori Spelling (Donna). Mas após a morte de Perry surgiu a possibilidade de Shannen Doherty (Donna) também aparecer para prestar homenagem ao intérprete de Dylan, que foi seu namorado na série. Ela encheu sua página do Instagram com fotos do amigo.

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    Jan-Michael Vincent (1945 – 2019)

    8 de março de 2019 /

    O ator Jan-Michael Vincent, galã de cinema dos anos 1970 e astro da série “Águia de Fogo” (1984-1986), morreu em 10 de fevereiro, de uma parada cardíaca num hospital na Carolina do Norte. A informação só se tornou pública após quase um mês de sua morte, coincidindo com o fato de Vincent ter se tornado esquecido pela mídia, décadas após ser celebrado como um dos astros mais quentes de Hollywood. Ele tinha 73 anos de idade. Jan-Michael Vincent nasceu em Adams, Colorado, em 15 de julho de 1945, filho de um piloto de bombardeiro da 2ª Guerra Mundial, e se mudou na juventude para a Califórnia, para ir à faculdade e surfar. Numa dessas saídas descamisadas da praia, o jovem loiro de olhos azuis chamou atenção do caçador de talentos Dick Clayton, o agente que descobriu James Dean. Clayton colocou Vincent num programa de treinamentos da Universal para virar ator, e em pouco tempo deslanchou sua carreira. Sua estreia aconteceu em 1967, com 22 anos, num filme derivado da série dos Hardy Boys. No mesmo ano, apareceu no western “Os Bandidos”, escrito, dirigido e estrelado por Robert Conrad (o “James West”), e ainda participou de três episódios de “Lassie” e dois de “Bonanza”. Assim, chamou atenção da Hanna-Barbera para inaugurar a primeira incursão do estúdio de animação numa série com atores reais: “A Ilha do Perigo”, seriado de aventura inserido entre os segmentos animados do programa “Banana Splits”, em 1968. Os papéis e as produções foram melhorando rapidamente. No western “Jamais Foram Vencidos” (1969), fez parte de um elenco encabeçado por John Wayne e Rock Hudson. Ao mesmo tempo, entrou na série de curta duração “The Survivors”, como o filho de Lana Turner. E mudou de patamar ao virar protagonista de um telefilme premiado com o Emmy, “O Soldado que Declarou a Paz” (1970). Ele tinha o papel-título, um hippie recrutado para lutar no Vietnã, que se recusava a seguir o treinamento militar. A consagração do telefilme lhe rendeu convites para papéis de destaque no cinema, como em “A Mancha do Passado” (1971), em que viveu o filho de Robert Mitchum, e especialmente “Assassino a Preço Fixo” (1972), como o aprendiz do matador profissional interpretado por Charles Bronson. Este filme fez grande sucesso e projetou sua carreira – até ganhou remake em 2011, estrelado por Jason Statham e com Ben Foster reprisando o papel de Vincent. A partir daí, Vincent passou a protagonizar seus próprios longas. A princípio, Hollywood quis explorar sua aparência de galã juvenil. Em “O Maior Atleta do Mundo’ (1973), virou um Tarzan colegial e descamisado da Disney. Mas foi com o desempenho dramático de “Buster e Billie” (1974) que estabeleceu suas credenciais de astro. O romance entre o rapaz tímido e a garota fácil da escola (Joan Goodfellow) marcou época pelo desfecho brutal, de arrebentar os corações mais duros. O filme lhe deu tanto destaque que a Universal o escolheu para estrelar seu maior lançamento de 1975. Nada menos que “Tubarão”. Mas o diretor Steven Spielberg não estava tão convencido quanto o estúdio, e, em vez do galã, achou que o papel de Matt Hooper funcionava melhor com um nerd de óculos – Richard Dreyfuss. Talvez querendo provar seu valor, Vincent cometeu o equívoco de se achar versátil o suficiente para estrelar filmes muito diferentes uns dos outros, do bom policial “Inferno no Asfalto” (1975) à sci-fi trash “Herança Nuclear” (1977), passando por romances, comédias e até terror. A carreira de protagonista já começava a apontar para produções de baixo orçamento quando ele estrelou “Amargo Reencontro” (1978), de John Millius, na qual viveu um surfista autodestrutivo, ecoando sua própria vida num desempenho digno. Ganhou novo destaque em “Hooper, o Homem das Mil Façanhas” (1978), como o dublê jovem que rivalizava com o veterano vivido por Burt Reynolds. E ainda namorou Kim Basinger em “Terra Indomável” (1981), último trabalho relevante de sua filmografia. Ele se voltou para a TV como forma de revitalizar a carreira e se deu muito bem ao estrelar a minissérie “The Winds of War” (1983), novamente no papel de filho de Robert Mitchum. A participação lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie. No ano seguinte, virou um dos atores mais bem pagos da TV para estrelar a série “Águia de Fogo”, produção pela qual é mais lembrado. A versão original da atração durou três temporadas, acompanhando as aventuras do piloto renegado Stringfellow Hawke a bordo de um helicóptero ultramoderno de guerra. Vincent ainda apareceu como Hawke em episódios do reboot da série, lançado em 1987, um ano após o cancelamento do programa original. O sucesso de “Águia de Fogo” lhe deu popularidade, mas também acabou com sua trajetória no cinema. Marcado como “ator de TV”, Vincent passou a receber oportunidades apenas em produções baratas, que começavam a alimentar o recém-criado mercado de home vídeo. Os rumos de sua vida ganharam contornos trágicos. Enquanto travava uma batalha muito pública contra o abuso de drogas e álcool, ele sofreu um grave acidente de carro em 1996, ao dirigir bêbado. Ele quase morreu ao quebrar o pescoço, mas danificou as cordas vocais, prejudicando sua voz. Apesar disso, conseguiu aparecer no cultuado “Buffalo 66” (1998), de Vincent Gallo. Fez apenas mais quatro filmes depois disso, todos para DVD e o último em 2002. Logo em seguida, sofreu outro acidente de carro, que o levou a amputar partes da perna direita. Ele passou seus últimos anos afastado das telas e vivendo com sua terceira esposa, Patricia, na Carolina do Norte. Relembre abaixo a abertura da série clássica “Águia de Fogo”.

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    Colegas de Riverdale e Barrados no Baile lamentam morte de Luke Perry nas redes sociais

    4 de março de 2019 /

    A morte de Luke Perry nesta segunda (4/3) rendeu uma grande comoção nas redes sociais. O ator tinha 52 anos e morreu nesta manhã no St. Joseph’s Hospital, em Burbank, na Califórnia, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) severo no dia 27 de fevereiro. Vários atores e profissionais com quem Perry trabalhou ao longo da carreira se manifestaram de forma comovente nas redes sociais, celebrando o talento, a graça e a bondade do amigo que se foi. Colega do ator em “Barrados no Baile”, Ian Ziering chegou a pedir a Deus um lugar de destaque no Céu para seu amigo de 30 anos. “Meu querido Luke”, escreveu Ziering, “eu sempre vou me aquecer nas memórias amorosas que compartilhamos nos últimos 30 anos. Que sua jornada adiante seja enriquecida pelas magníficas almas que passaram antes de você, assim como você fez aqui por aqueles que você deixou para trás. Deus, por favor, dê-lhe um assento perto de você, ele merece. Marisol Nichols, que interpreta Hermione Lodge em “Riverdale”, postou uma foto deles juntos no Instagram com a legenda: “Eu não tenho palavras agora. Talvez depois”. Também se dizendo sem palavras, a atriz Emma Caulfield Ford, de “Barrados no Baile”, o definiu como “um anjo e um amigo”. Molly Ringwald, que vive sua ex-mulher em “Riverdale”, afirmou estar “de coração partido” e que sentirá “muito a sua falta”. Christine Elise postou uma foto da época de “Barrados no Baile”, dizendo-se “atordoada e devastada” pela morte do amigo, que deixará saudades “em todos os que o conheceram e nos milhões que o amaram”. Cole Sprouse, o Jughead, postou uma foto dos dois em seu Instagram, acrescentando apenas “Te amo, cara”. Com mais palavras, Asha Bromfield, a Melody de “Riverdale”, representou o elenco jovem ao descrever como Perry a tratava na série. “Luke Perry era o ser humano mais gentil, caloroso e amoroso. Ele sempre fazia de tudo para que me sentisse segura, ouvida e vista. Eu te amo muito, Luke. Você me abraçou naquele set e aliviou todos os desconfortos. Obrigado por ser um raio de luz para mim e para muitos”. Em seu Instagram, Shannon Doherty, que interpretou Brenda, a namorada de Dylan (o icônico papel de Perry) em “Barrados no Baile”, ainda aparece mandando forças para o ator, no post de uma foto do casal. Mas ela também disse, em entrevista na TV, que não conseguiria fazer mais nada além de chorar se sua morte fosse confirmada. Visualizar esta foto no Instagram. Dearest Luke, I will forever bask in the loving memories we've shared over the last thirty years. May your journey forward be enriched by the magnificent souls who have passed before you, just like you have done here for those you leave behind. God please give him a seat close to to you, he deserves it. Uma publicação compartilhada por Ian Ziering (@ianziering) em 4 de Mar, 2019 às 10:31 PST Visualizar esta foto no Instagram. I don’t have any words now. Maybe I will later. ? Uma publicação compartilhada por Marisol Nichols (@marisolnichols) em 4 de Mar, 2019 às 12:03 PST My heart is broken. I will miss you so much Luke Perry. Sending all my love to your family. ❤️ #LukePerry — Molly Ringwald (@MollyRingwald) March 4, 2019 Oh God. I’m heart sick. I love you Luke. You were an angel and a friend to me. Loss for words. #LukePerry — emma caulfield ford (@emmacaulfield) March 4, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. With the heaviest of hearts, I am stunned and devastated to tell you that Luke passed away. I am still in shock and I have no words beyond saying he was a truly kind gentleman. He will be mourned and missed by everyone who knew him and the millions who love him. RIP, dearie Luke. Your time here was far too short. ??? Uma publicação compartilhada por Christine Elise McCarthy (@christineelisemccarthy) em 4 de Mar, 2019 às 10:00 PST Visualizar esta foto no Instagram. Woke up this morning a ball of tears. Luke Perry was the kindest, warmest, most loving human being. He always went out of his way to make me feel safe, heard and seen in his presence. I love you so much Luke. You embraced me on that set and eased any discomfort. You always made me feel included when I did not. You are a stand up man and for that I am so grateful. Thank you for being a ray of light for me and so many ❤️ Uma publicação compartilhada por ASHA (@ashabrom) em 4 de Mar, 2019 às 11:32 PST Visualizar esta foto no Instagram. Love you bud Uma publicação compartilhada por Cole Sprouse (@colesprouse) em 28 de Fev, 2019 às 7:00 PST

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    Produção de Riverdale é suspensa após morte de Luke Perry

    4 de março de 2019 /

    O elenco e a equipe de produção de “Riverdale” foram dispensados das gravações da série nesta segunda (4/3), após a notícia da morte de Luke Perry, intérprete de Fred Andrews na atração. Os produtores executivos de “Riverdale”, Greg Berlanti, Sarah Schechter, Roberto Aguirre-Sacasa e Jon Goldwater, emitiram uma declaração em conjunto com o estúdio WBTV e a rede The CW. “Estamos profundamente tristes em saber hoje sobre a morte de Luke Perry. Membro amado da família de ‘Riverdale’, Warner Bros e CW, Luke era tudo o que você esperaria que ele fosse: um profissional incrivelmente atencioso e consumado com um coração gigante e um verdadeiro amigo para todos. Figura paterna e mentora do jovem elenco do programa, Luke foi incrivelmente generoso e infundiu no set amor e bondade. Nossos pensamentos estão com a sua família durante esse período difícil.” O ator tinha 52 anos e morreu nesta manhã no St. Joseph’s Hospital, em Burbank, na Califórnia. Ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no dia 27 de fevereiro e foi colocado em coma induzido, não conseguindo se recuperar. O ator despontou para o estrelato com “Barrados no Baile”, que ficou no ar entre 1990 e 2000, onde interpretava o galã Dylan McKay. Em “Riverdale”, ele interpretava o pai do protagonista Archie (K.J. Apa). Ele vinha gravando normalmente as cenas da série nos estúdios da Warner Bros, em Los Angeles e sua morte surpreendeu a todos. Não há previsão para a série voltar a ser produzida. Os roteiristas ainda não pararam para imaginar como se dará a saída do personagem do ator da série. Além de ter gravado episódios inéditos de “Riverdale”, Perry também finalizou sua participação no filme “Era uma Vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino, que estreia em julho nos Estados Unidos.

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    Luke Perry (1966 – 2019)

    4 de março de 2019 /

    O ator Luke Perry, que se destacou em papéis nas séries “Barrados no Baile” e “Riverdale”, morreu nesta segunda (4/3) aos 52 anos. Ele foi levado ao hospital na quarta passada (27/2) por paramédicos, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) severo em sua casa em Sherman Oaks, na Califórnia. Em estado crítico, chegou a ficar em coma induzido, mas veio a falecer após cinco dias internado, acompanhado por sua família. Nascido Coy Luther Perry III em Mansfield, Ohio, o ator começou sua carreira em novelas matinais (as soup operas americanas) nos anos 1980, antes de ser catapultado para a fama no papel de Dylan McKay em “Barrados no Baile” (Beverly Hills 90210). O personagem do galã rebelde multiplicou seu rosto em capas de revistas, pôsteres e decoração de quartos de garotas adolescentes, dando-lhe status de teen idol, que normalmente era reservado para cantores de boy band. E também levou milhões a torcerem contra e a favor suas atitudes e romances, primeiro com Brenda Walsh (interpretado por Shannen Doherty), depois com Kelly Taylor (Jennie Garth), casais de TV que definiram os anos 1990. A série criada por Darren Star durou exatamente uma década, entre 1990 e 2000, tornando-se indissociável do período. Mesmo assim, ganhou uma continuação/revival em 2008, do qual Perry se recusou a participar. Ele também optou por não se envolver no novo revival, marcado para o próximo verão norte-americano, que reúne a maioria do elenco original. Ao contrário dos demais integrantes de “Barrados no Baile”, sua carreira sobreviveu ao final da série, porque ele se antecipou e começou a fazer filmes enquanto a atração experimentava seu auge de popularidade. Entre eles, “Buffy, a Caça-Vampiros” (1992), o thriller “Fronteiras do Crime” (1996) e a sci-fi blockbuster “O Quinto Elemento” (1997). Também se dedicou a dublar animações, fazendo a voz de Rick Jones no desenho do “Incrível Hulk” e de Sub-Zero em “Mortal Kombat: Os Defensores da Terra” (ambos lançados em 1996), além de ter dublado a si mesmo em “Johnny Bravo”. Perry aproveitou o fim de “Barrados no Baile” para se reinventar, entrando no elenco de uma das primeiras séries da HBO, o drama prisional “Oz”, como um padre num arco de 10 episódios entre a 4ª e a 5ª temporadas. Depois, assumiu o papel-título da cultuada série sci-fi canadense “Jeremiah”, criação de J. Michael Straczynski (de “Babylon 5” e “Sense8”), que durou duas temporadas entre 2002 e 2004. Mas também tropeçou, ao tentar voltar para a TV aberta com “Windfall” (2006), na rede NBC, e retornar à HBO com “John from Cincinnati” (2007). Ambas foram encerradas na 1ª temporada. Nesse período, ainda fez dezenas de telefilmes – incluindo a sci-fi “Supernova” (2005) – e participações em séries – como “Will & Grace”, “What I Like About You” e “Criminal Minds”. Um novo filão se abriu nos lançamentos das franquias “Godnight” e “K-9 Adventures”, em telefilmes e produções para homevideo. Na primeira, Perry interpretava um juiz itinerante do velho Oeste chamado John Goodnight. Na segunda, o pai de uma família amorosa e dono de um cachorro-herói. Renderam várias produções, enquanto o ator tentava voltar às séries, em participações recorrentes em “Body of Proof” e no elenco da produção policial canadense “Detective McLean”, cancelada na 1ª temporada. A volta definitiva se deu em “Riverdale” em 2016, quando assumiu o papel de Fred Andrews, pai do protagonista Archie (K.J. Apa). O personagem foi baleado, concorreu à prefeito e enfrentou os poderosos da cidade, rendendo-lhe um grande desempenho dramático. “Eu gosto de interpretar o pai de Archie porque eu gosto de ser pai, e eu acho que é um ótimo personagem nessa série, o mais centrado, que realmente se importa com os garotos”, ele disse, em entrevista para a revista The Hollywood Reporter, aludindo ao fato de ter dois filhos crescidos – de seu casamento com Rachel Minnie Sharp (de 1993 a 2003). Ele estava gravando episódios da 3ª temporada da série, quando faleceu. Além de ainda poder ser visto em capítulos inéditos de “Riverdale”, Luke Perry também finalizou sua participação no próximo filme de Quentin Tarantino, “Era uma Vez em Hollywood”, onde interpreta, justamente, um ator de séries de TV.

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