Lula agradece Fábio Barreto pelo “filme que fez sobre minha juventude”
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva manifestou-se nas redes sociais sobre a morte do cineasta Fábio Barreto, que foi diretor do longa “Lula, o Filho do Brasil”. “Fábio Barreto foi um grande cineasta de uma família com uma contribuição imensa para a cultura nacional. Pelo cinema contou histórias do nosso Brasil e ajudou estrangeiros e nós mesmos a sabermos mais sobre nosso país. Depois de décadas, conseguiu o feito raro de disputar um Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Quatrilho”. Agradeço sua dedicação e o carinho com que tratou a mim, minha mãe, Marisa e o movimento sindical no filme que fez sobre minha juventude”, escreveu Lula no Twitter. “Depois de anos de um trágico acidente, Fábio descansou. Meu carinho, minha solidariedade e abraço fraterno para seu pai, Luiz Carlos Barreto, sua mãe, Lucy, seus familiares, amigos e admiradores”, completou o político. O cineasta estava em coma desde 2009, quando sofreu um grave acidente de carro, dois dias após a première de “Lula, o Filho do Brasil” no Festival de Brasília. O último trabalho de Fábio Barreto acabou se tornando o longa mais controvertido de sua carreira, após a consagração de ter obtido a segunda indicação brasileira no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com “Quatrilho”. “Lula, o Filho do Brasil” era uma hagiografia de Luiz Inácio Lula da Silva, filmada quando o retratado nas telas ainda era presidente do Brasil. A obra conta a trajetória de Lula antes de ingressar na política, desde que sua família saiu do interior do Nordeste com destino a São Paulo até o momento em que ele se estabeleceu como líder sindical no ABC paulista. Seu pai, Luiz Carlos Barreto, produziu o filme acreditando que quebraria recordes de bilheteria, tamanha a popularidade de Lula no período – capaz de eleger a inexperiente Dilma Rousseff como sua sucessora na presidência do país. Mas o fenômeno não aconteceu. Durante a Operação Lava Jato, a produção acabou investigada por conta de sua ligação com as grandes empreiteiras condenadas por corrupção. Ostentando o fato de ter sido filmado sem apoio federal ou incentivo fiscal, “Lula, o Filho do Brasil” foi totalmente bancado pelas empresas Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, cujos dirigentes foram posteriormente presos em meio às investigações de desvios bilionários na Petrobrás. Fábio Barreto não viu nada disso, apenas a recepção positiva à première no Festival de Brasília, em 17 de novembro de 2009. Dois dias depois, capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico. Ele entrou em coma e nunca mais acordou. Fábio Barreto foi um grande cineasta de uma família com uma contribuição imensa para a cultura nacional. Pelo cinema contou histórias do nosso Brasil e ajudou estrangeiros e nós mesmos a sabermos mais sobre nosso país. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019 Depois de décadas, conseguiu o feito raro de disputar um Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Quatrilho”. Agradeço sua dedicação e o carinho com que tratou a mim, minha mãe, Marisa e o movimento sindical no filme que fez sobre minha juventude. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019 Depois de anos de um trágico acidente, Fábio descansou. Meu carinho, minha solidariedade e abraço fraterno para seu pai, Luiz Carlos Barreto, sua mãe, Lucy, seus familiares, amigos e admiradores. — Lula (@LulaOficial) November 21, 2019
Fábio Barreto (1957 – 2019)
Morreu na noite de quarta-feira (20/11), no Rio, o cineasta Fábio Barreto, diretor dos filmes “O Quatrilho” e “Lula, o Filho do Brasil”. Ele tinha 62 anos e estava em coma desde dezembro de 2009, após capotar o carro no Rio. Filho dos produtores Luiz Carlos e Lucy Barreto e irmão do cineasta Bruno Barreto, Fábio começou a trabalhar como diretor de cinema em 1977, fazendo curtas-metragens — a estreia aconteceu com “A História de José e Maria”, quando ele tinha 20 anos. Foi assistente de direção do irmão mais velho em “Amor Bandido” (1978), e de Cacá Diegues em “Bye Bye Brasil” (1979), antes de dirigir seu primeiro longa em 1982, “Índia, a Filha do Sol”, com Gloria Pires. Sua estreia foi lançada no Festival de Cannes. Fábio Barreto também atuou em alguns filmes, como “Memórias do Cárcere” (1984) e “For All – O Trampolim da Vitória” (1997). Mas seu principal foco foi a direção. Ao longa da carreira, dirigiu 10 longas dos mais variados gêneros, como o thriller de vingança “Luzia Homem” (1988), o caça-níquel musical “Lambada” (1989), ironicamente pouco visto, e o drama religioso “Nossa Senhora de Caravaggio” (2006). Seu longa-metragem de maior relevância foi “O Quatrilho” (1995), baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato. Estrelada por Gloria Pires e Patrícia Pillar, a produção foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Quatrilho” foi apenas o segundo longa brasileiro a disputar o Oscar, 33 anos após “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, lançado em 1962. O filme também rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Glória Pires no Festival de Havana. Mas a qualidade vista naquele filme não se manteve nas obras seguintes, que incluem o romance tropical “Bela Donna” (1998) e o drama de época “A Paixão de Jacobina” (2002). O último trabalho do diretor se tornou seu longa mais controvertido. “Lula, o Filho do Brasil” era uma hagiografia de Luiz Inácio Lula da Silva, filmada quando o retratado nas telas ainda era presidente do Brasil. A obra conta a trajetória de Lula antes de ingressar na política, desde que sua família saiu do interior do Nordeste com destino a São Paulo até o momento em que ele se estabeleceu como líder sindical no ABC paulista. O destaque positivo da produção foi a participação de Gloria Pires como mãe de Lula, repetindo parceria com o cineasta que a lançou no cinema em “Índia, a Filha do Sol” e também a escalou no premiado “O Quatrilho”. Seu pai, Luiz Carlos Barreto, produziu o filme acreditando que quebraria recordes de bilheteria, tamanha a popularidade de Lula no período – capaz de eleger a inexperiente Dilma Rousseff como sua sucessora na presidência do país. Mas o fenômeno não aconteceu. Durante a Operação Lava Jato, a produção acabou investigada por conta de sua ligação com as grandes empreiteiras condenadas por corrupção. Ostentando o fato de ter sido filmado sem apoio federal ou incentivo fiscal, “Lula, o Filho do Brasil” foi totalmente bancado pelas empresas Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, cujos dirigentes foram posteriormente presos em meio às investigações de desvios bilionários na Petrobrás. O filme teve première no Festival de Brasilía, em 17 de novembro de 2009. Dois dias depois, Fábio Barreto capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico. Ele entrou em coma e nunca mais acordou.
Virginia Leith (1925 – 2019)
A atriz Virginia Leith, que ficou conhecida por interpretar uma cabeça sem corpo no clássico trash “O Cérebro que Não Queria Morrer” (1962), morreu em 4 de novembro em sua casa em Palm Springs, aos 94 anos. O anúncio de sua morte foi feito apenas nesta semana pela família. Nascido em 15 de outubro de 1925 em Cleveland, Leith trabalhou como garçonete antes de se tornar modelo. Durante uma sessão de fotos para a revista Look, ela acabou chamando atenção do fotógrafo, um jovem chamado Stanley Kubrick, que a convidou a participar de seu primeiro filme como diretor, “Medo e Desejo”, rodado de forma independente e com orçamento de apenas US$ 10 mil em 1953. No filme anti-guerra, Leith aparece como uma camponesa “estranha meio animal” que é capturada, amarrada a uma árvore e eventualmente morta por um soldado interpretado por Paul Mazursky. Ela decidiu seguir carreira de atriz e até foi contratada pela 20th Century Fox, aparecendo em três clássicos do cinema noir, “A Viúva Negra” (1954), “Um Sábado Violento” (1955) e “Amor, Prelúdio de Morte” (1956). No último, fez par romântico com o galã Robert Wagner. Também estrelou a elogiada sci-fi dramática “No Limiar do Espaço” (1956) e o drama “Rumo ao Desconhecido” (1956), com William Holden. Mesmo assim, não encontrou o sucesso esperado e acabou migrando para a TV. O único filme que fez depois disso foi “O Cérebro Que Não Não Queria Morrer”. Produzido em 1959, mas só lançado pela American International Pictures em 1962, o longo trazia Leith como Jan Compton, a noiva de um cientista (Jason Evers) demente que experimenta transplantes humanos. Após um acidente de carro em que Jan morre, ele recupera a cabeça decepada da noiva e a conecta a equipamentos que lhe permitem reviver. Mas precisa encontrar um novo corpo para que a cabeça para a mulher, e assim decide buscar candidatas em clubes de strip-tease, concursos de beleza e estúdios de modelos. Em 1960, Leith se casou com o ator canadense Donald Harron (“Hee-Haw”) e se afastou da indústria do entretenimento, voltando apenas por um curto período, entre 1977 e 1980, para participar de séries policiais como “Baretta”, “Barnaby Jones” e “Police Woman”. Com o casamento, ela virou madrasta de Mary Harron, que anos depois virou diretora de filmes como “Um Tiro para Andy Warhol” (1996), “Psicopata Americano” (2000), “Bettie Page” (2005) e “Relação Mortal” (2011).
Robert Freeman (1933 – 2019)
Morreu o fotógrafo e cineasta Robert Freeman, que ficou conhecido por suas fotos icônicas dos Beatles. A informação foi divulgada por Paul McCartney em seu blog oficial nesta sexta (8/11), sem revelar a causa da morte. Mas o artista tinha sofrido um AVC em 2014 e vinha doente desde então. Freeman começou sua carreira como jornalista fotográfico no jornal britânico The Sunday Times. Ele causou uma forte impressão inicial com fotografias em preto e branco de vários músicos de jazz, incluindo o saxofonista John Coltrane, e isso chamou a atenção do empresário dos Beatles, Brian Epstein, que encomendou um retrato da banda em 1963. Este contato inicial levou a uma longa associação com os quatro músicos de Liverpool, incluindo o design e a fotografia das capas dos álbuns “With The Beatles” (“Meet The Beatles!” nos EUA), “The Beatles For Sale”, “Help!” e “Rubber Soul”. Ele também desenhou as sequências dos créditos finais dos dois primeiros filmes dos Beatles, “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (A Hard Day’s Night, 1964) e “Help!” (1965), ambos dirigidos por Richard Lester, além de ter sido responsável pelas fotografias oficiais da produção e pelo visual dos pôsteres e materiais promocionais dos filmes. Ficou tão íntimo da banda que sua esposa, Sonny, teria sido a inspiração de John Lennon para compor a música “Norwegian Wood” – numa relação que também envolveria sexo. A alegação foi feita pela ex-esposa de Lennon, Cynthia Lennon, em sua biografia. Por coincidência, Freeman acabou se afastando dos Beatles nesta época. Mas aproveitou os contatos da banda, como Richard Lester. O diretor, que tinha gostado do trabalho do fotógrafo, o contratou para desenhar os créditos de seu filme mais premiado. Marco do cinema mod, “Bossa da Conquista” (The Knack) venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1965. A experiência com esses filmes permitiu a Freeman estrear como diretor, assinando outro cultuadíssimo filme mod, “As Tocáveis” (The Touchables, 1968). Definitivamente uma obra de fotógrafo, o longa é considerado um deleite visual, mas péssimo em termos de narrativa – o fiapo de história girava em torno do rapto do cantor de uma banda de rock por fãs histéricas. Uma curiosidade de sua trilha sonora é o destaque dado à obscura banda Nirvana original (dos anos 1960), além de incluir a primeira música do Pink Floyd ouvida no cinema (“Interstellar Overdrive”). Robert Freeman também dirigiu o documentário “O Mundo da Moda (Ontem-Hoje e Amanhã)” (Mini-Mid), sobre a Swinging London, e o drama “A Doce Promessa” (1969) na França, além de ter sido o fotógrafo oficial do primeiro calendário Pirelli. “Grande profissional, ele era imaginativo e um verdadeiro pensador original”, escreveu Paul McCartney em seu blog. “As pessoas costumam pensar que a foto da capa do ‘Meet The Beatles’ em meia-sombra foi uma foto de estúdio cuidadosamente arranjada. Na verdade, foi registrada rapidamente por Robert no corredor de um hotel em que estávamos hospedados, onde a luz natural vinha das janelas no final do corredor. Eu acho que não demorou mais que meia hora para chegar naquele resultado”. “Bob também inovou na foto da capa de ‘Rubber Soul’. Ele tinha o costume de usar um projetor de slides para mostrar pra gente como ficariam as fotos nos discos, projetando-as em um pedaço de papelão branco do tamanho exato da capa de um álbum. Durante a sessão de observação dessa imagem, o papelão que estava apoiado em uma pequena mesa caiu para trás, dando à fotografia uma aparência esticada. Então, ficamos empolgados com a ideia dessa nova versão de sua fotografia. Ele nos garantiu que era possível imprimi-lo dessa maneira, e como álbum era intitulado ‘Rubber Soul’ (alma de borracha), sentimos que a imagem se encaixava perfeitamente”, revelou o cantor. “Sentirei saudades deste homem maravilhoso e sempre apreciarei as boas lembranças que guardo dele. Obrigado Bob”.
Marie Laforêt (1939 – 2019)
A cantora e atriz francesa Marie Laforêt morreu neste domingo (3/11) em Genolier, na Suíça, aos 80 anos de idade. O assessor da cineasta Lisa Azuelos (“Rindo à Toa”), filha de Laforêt, confirmou a morte à imprensa sem revelar as causas. Sua carreira começou acidentalmente em 1959, quando ela substituiu a irmã no último minuto em um concurso de talentos numa rádio francesa e venceu. Com isso, chegou a ser convidada pelo diretor Louis Malle a participar de um filme, mas o projeto não foi adiante. Assim, acabou fazendo sua estreia no clássico de René Clément “O Sol por Testemunha”, adaptação do famoso livro de suspense “O Talentoso Ripley”, de Patricia Highsmith, com Alan Delon no papel principal. Em seu segundo filme, a comédia “Saint Tropez Blues” (1961), Laforêt cantou a música-título e decidiu seguir cantando fora das telas. Lançou seu primeiro single em 1963, “Les Yendanges de L’amour”, que foi um estouro comercial e lhe rendeu ainda mais popularidade. Ela assinou com a gravadora CBS e se tornou uma estrela da música francesa. Mas não abandonou o cinema. Continuou a fazer filmes impactantes, como “Leviathan” (1962), ao lado de Louis Jordan, e “Mulheres no Front” (1965), com Anna Karina, até pender para aventuras e comédias ligeiras, como “A Espiã de Olhos de Ouro Contra Dr. K” (1965), de Claude Chabrol, vindo a formar uma parceria popular com o astro Jean-Paul Belmondo – em “A Caça ao Homem” (1964), “Tira ou Ladrão” (1979), “Les Morfalous” (1984) e “Feliz Páscoa” (1984). Sua filmografia ainda inclui o clássico infantil “O Reino Encantado de Polegarzinho” (1972), o papel principal no célebre drama musical “Tangos – O Exílio de Gardel” (1985), que foi premiado no Festival de Veneza, e participação na sci-fi “Tykho Moon – Segredos da Eternidade” (1996), do artista de quadrinhos Enki Bilal. Mas os filmes foram diminuindo e Laforêt também passou progressivamente a perder o interesse na indústria fonográfica, graças às pressões da gravadora para se repetir. Acabou mudando-se para Genebra, na Suíça, em 1978, onde abriu uma galeria de arte e se focou na carreira de atriz, com ênfase em apresentações teatrais, elogiadas pela crítica. Em setembro de 2005, ela decidiu voltar a cantar e fez sua última turnê pela França, com todos os shows esgotados. Confira abaixo cinco clipes da carreira musical de Marie Laforêt.
Brian Tarantina (1959 – 2019)
O ator americano Brian Tarantina, um dos integrantes da série “Maravilhosa Sra. Maisel”, foi encontrado morto neste sábado (2/11) em seu apartamento em Nova York, aos 60 anos. Segundo o site TMZ, o caso está sendo tratado pela polícia como morte por overdose. O corpo foi descoberto pela sobrinha do ator, que o encontrou estirado no sofá por volta de 12h30 (horário local). Policiais e paramédicos foram acionados, mas seu óbito foi declarado no local. Ainda de acordo com o TMZ, uma substância branca em pó foi encontrada próxima ao corpo, o que levanta suspeitas sobre overdose. A causa oficial da morte ainda será divulgada após realização de necrópsia. Tarantina tinha uma longa carreira, tendo estreado no cinema em 1984 no musical “Cotton Club”, de Francis Ford Coppola. Ele participou de vários filmes famosos, como “Quem Vê Cara Não Vê Coração” (1989), “Nascido em 4 de Julho” (1989), “Alucinações do Passado” (1990), “O Pagamento Final” (1993), “Donnie Brasco” (1997), “O Verão de Sam” (1999), “O Talentoso Ripley” (1999) e “Encontro Explosivo” (2010), mas sempre em pequenos papéis, geralmente interpretando tipos durões. Também apareceu em várias séries, a maioria de temática criminal, como “Miami Vice”, “Família Sopranos”, “Nova York Contra o Crime” e “Lei & Ordem”, sem deixar grandes marcas. Isso só foi mudar quando ele foi escalado para aparecer numa série de comédia estreante em 2000. Tarantina acabou conquistando a produtora Amy Sherman-Palladino em “Gilmore Girls”, que transformou suas aparições em papel recorrente. Ela também se lembrou dele durante a escalação do elenco fixo de sua mais recente produção, “Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel). Na série, que virou o maior sucesso de crítica da plataforma Amazon, Tarantina interpretava Jackie, o apresentador do clube de comédia onde Midge (Rachel Brosnhan) costuma se apresentar. Seus últimos papéis no cinema foram “Infiltrado na Klan”, grande sucesso do ano passado, e “Rainhas do Crime”, grande fracasso deste ano – lançado há apenas três meses.
Heloísa Raso (1955 – 2019)
A atriz Heloísa Raso, conhecida de novelas clássicas da Globo, morreu na quinta-feira (31/11) aos 64 anos. Ela estava internada no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, mas o hospital ainda não confirmou a causa da morte. Apesar de afastada há mais de 20 anos das telas, Heloísa construiu uma carreira marcada por papéis em telenovelas de sucesso da rede Globo. Seu primeiro trabalho foi na novela “O Grito”, em 1975, e logo após ela apareceu no fenômeno “Estúpido Cupido” (1977), partindo em seguida para o cinema. Ela apareceu em cinco filmes no curto espaço de dois anos, entre eles a comédia discothèque “Sábado Alucinante” (1979), de Claudio Cunha, e a comédia caipira “A Banda das Velhas Virgens” (1979), de Mazzaropi. Voltou para a TV na novela “As Três Marias” (1980) e ainda fez “Sassaricando” (1987), “Lua Cheia de Amor” (1990), “Felicidade” (1992) e “Anjo de Mim” (1996). Heloísa Raso também tinha diploma de bailarina clássica pela Royal Academy de Londres e graduação em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Actors Studio em Nova York. Fez dublagem, fotonovelas e radionovelas, e ainda foi cantora. Fez shows e gravou um disco ao lado do então marido Sebastião Tapajós, nos anos 1970. Após abandonar a carreira, casou-se novamente e tornou-se empresária do ramo de anúncios publicitários em táxis e ônibus.
John Witherspoon (1942 – 2019)
O ator John Witherspoon, parceiro de comédias de Eddie Murphy e Ice Cube, morreu na terça (29/10) aos 77 anos. Sua família confirmou a notícia no Twitter, sem divulgar a causa da morte. Witherspoon começou a carreira como comediante de stand-up. Após tentar, sem sucesso, se apresentar em shows de comédia em Las Vegas, foi para Los Angeles e começou a frequentar as noites de microfone aberto na Comedy Store. Ele também trabalhou de porteiro no clube de comédia e acabou contratado como MC, para apresentar os shows. Acabou criando amizade com o famoso comediante Richard Pryor, que o convidou a participar de seu programa humorístico, “The Richard Pryor Show”. Foi a estreia de Witherspoon nas telas, em 1977. Ele também apareceu em séries dramáticas, como “O Incrível Hulk”, “Barnaby Jones” e “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), antes de se lançar no cinema com um pequeno papel no remake de “Nasce um Cantor” (1980). A carreira cinematográfica ganhou fôlego no final dos anos 1980, a partir de parcerias com os cineastas que se destacaram nas primeiras comédias de elenco negro no período. Escalado no sucesso “Confusões em Hollywood” (1987), de Robert Townsend, ele entrou em seguida em “Vou Te Pegar Otário” (1988), de Keenen Ivory Wayans (que escreveu o filme anterior), e ainda repetiu a parceria com Townsend no cultuado musical “Ritmo & Blues – O Sonho do Sucesso” (1991) e em “Homem Meteoro” (1993). Também apareceu em mais duas obras clássicas relacionadas à música, a cinebiografia “Bird” (1988), sobre a vida do jazzista Charlie “Bird” Parker, dirigida por Clint Eastwood, e na popular comédia “Uma Festa de Arromba” (1990), de Reginald Hudlin, com os rappers adolescentes Kid & Play. Hudlin foi quem o transformou em parceiro de Eddie Murphy, dirigindo ambos em “O Príncipe das Mulheres” (1992). Witherspoon ainda filmou “Um Vampiro no Brooklyn” (1995), “Dr. Dolittle 2” (2001) e “As Mil Palavras” (2012) com o famoso comediante. Mas foi a comédia “Sexta-Feira em Apuros” (1995) que lhe deu seu papel mais famoso: Willie Jones, o pai do personagem preguiçoso de Ice Cube. Willie era, entre outras coisas, propenso a dar conselhos paternais enquanto usava o banheiro. Witherspoon apareceu em três filmes da franquia Ele também participou de mais de 100 episódios da série de comédia “Dupla do Barulho” (1995-1999), estrelada pelos irmãos Marlon e Shawn Wayans, com quem ainda contracenou no cinema em “O Pequenino” (2006). Sua filmografia inclui até uma produção de Adam Sandler, “Um Diabo Diferente” (2000), em meio a dezenas de outros projetos. Entre seus últimos trabalhos estão a dublagem da série animada “The Boondocks” (2005-2014), como o vovô Robert Freeman, e a série de comédia “Black Jesus”, atualmente em sua 3ª temporada.
Jorge Fernando (1955 – 2019)
O ator e diretor Jorge Fernando morreu no domingo (27/10), aos 64 anos, após dar entrada no Hospital CopaStar, em Copacabana, devido a uma parada cardíaca. Ele vinha se recuperando de um AVC (acidente vascular cerebral), que sofreu há dois anos, e tinha inclusive retomado a carreira, como ator e diretor da novela “Verão 90”, encerrada em julho passado. Jorge começou a atuar na escola onde estudava no Méier, Zona Norte do Rio, e se lançou em meio ao boom do teatro besteirol, estreando como ator profissional em 1976, na peça “As Mil e uma Encarnações de Pompeu Loredo”, de Mauro Rasi e Vicente Pereira. A carreira televisiva começou dois anos depois, como ator na série “Ciranda, Cirandinha”, de 1978, no papel de Reinaldo (Rei). Mas ele não queria ficar só na frente das câmeras. Mostrando sua versatilidade, no mesmo ano estrelou e dirigiu a peça “Zoológico” e foi assistente de direção do filme “Na Boca do Mundo”. Ele fez transição para as novelas com um papel de destaque em “Pai Herói” (1979), onde viveu o antagonista de Tony Ramos. Mas ao atuar em sua novela seguinte, “Água Viva” (1980), passou a se interessar mais pelo trabalho atrás das câmeras, acumulando sem créditos o papel de co-diretor. Sua estreia oficial como diretor da Globo aconteceu logo em seguida, em “Coração Alado”, de Janete Clair, em 1980. Ao todo, ele dirigiu 34 novelas, minisséries e séries. Um dos seus sucessos mais marcantes foi “Guerra dos Sexos” (1983), escrita por Sílvio de Abreu, que tinha como protagonistas Fernanda Montenegro e Paulo Autran (seu pai em “Pai Herói”). O tom de humor que ajudou a imprimir na produção acabou virando sua marca, e por um bom tempo determinou o estilo das novelas das 19h. Ele próprio assinou a direção de alguns dos maiores sucessos do horário, como “Vereda Tropical” (1984), “Cambalacho” (1986), “Brega & Chique” (1987) e “Que Rei Sou Eu?” (1989), antes de fazer sua transição para o “horário nobre” com “Rainha da Sucata” (1990), mais uma parceria bem-sucedida com o escritor Sílvio de Abreu. A partir daí, passou a transitar entre os dois horários, assinando hits pela noite inteira da Globo, de “Vamp” (1991), às 19h, até “A Próxima Vítima” (1995), às 20h, que fez o Brasil parar para debater a identidade de seu grande assassino. Consagrado como diretor de novelas, passou a se desafiar com outros formatos. Dirigiu séries (“Armação Ilimitada”, “Sai de Baixo”), programas infantis (“Angel Mix”, “Gente Inocente”), de variedades (“Não Fuja da Raia”, “TV Xuxa”) e foi redefinir o horário das 18h com “Chocolate com Pimenta” (2003), de Walcyr Carrasco, com quem trabalhou em mais quatro folhetins, entre eles “Alma Gêmea” (2004), que bateu recorde de audiência do horário. O último foi “Êta Mundo Bom!”, em 2016. Esteve à frente, também, dos remakes de “Ti Ti Ti” (2010) e da própria “Guerra dos Sexos” (2012). E estabeleceu uma parceria criativa com o casal Fernanda Young e Alexandre Machado em duas séries de comédia, “Nada Fofa” (2008) e “Macho Man” (2011). Além de dirigir, ele também estrelou a última produção no papel principal, como um ex-gay determinado a provar sua heterossexualidade. Para completar, trouxe sua mãe, Hilda Rebello, para atuar em algumas novelas que dirigiu, permitindo-lhe início tardio de uma vida artística, reprimida na juventude. Sua carreira, entretanto, não coube inteira na TV. Jorge Fernando também desenvolveu diversos trabalhos no cinema e no teatro. Dirigiu (e atuou em) “Sexo, Amor e Traição” (2004), “Xuxa Gêmeas” (2006) e “A Guerra dos Rocha” (2008), além de aparecer no clássico “Alma Corsária” (1993), de Carlos Reichenbach, e no blockbuster “Se Eu Fosse Você” (2006), de Daniel Filho. No palco, esteve à frente de sucessos do teatro besteirol, comandou Cláudia Raia no musical “Não Fuja da Raia”, coordenou a adaptação teatral de “Vamp” e criou a peça autobiográfica “Salve Jorge”, com histórias que marcaram sua trajetória profissional. Sua vida se multiplicou em arte.
Patricio Bisso (1957 – 2019)
O artista argentino Patricio Bisso morreu no domingo passado (13/10) em Buenos Aires, após sofrer um ataque cardíaco, aos 62 anos. Natural da capital argentina, Bisso mudou-se para a cidade de São Paulo aos 17 anos, no fim dos anos 1970, e teve a maior parte de sua carreira no Brasil. Ele se projetou inicialmente como ilustrador, publicando seus trabalhos no jornal Folha de S. Paulo, mas logo se tornou um ícone na noite LGBTQIA+ paulistana por suas performances de humor, na maioria das vezes travestido. Uma das personagens que criou nesses shows foi até parar na Globo, a russa Olga del Volga, sexóloga e conselheira sentimental. Além de personagens próprios, ele recriava nos shows o visual de divas da música internacional dos anos 1950 e 1960, como Connie Francis e Gigliola Cinquetti. Acompanhado pela banda Os Boko Mokos e pelo trio vocal As Notas Pretas, seu show “Louca Pelo Saxofone” estreou em 1985 e ficou anos em cartaz. No ano passado, o selo Discobertas relançou pela primeira vez em CD o álbum “Louca pelo Saxofone”, derivado do show, que serve como testamento de sua genialidade. Bisso quase materializou uma carreira musical, participando do movimento de músicos Vanguarda Paulista, mas foi mais consistente como ator de cinema, atividade iniciada em “Maldita Coincidência” (1979), de Sergio Bianchi. Ele participou de clássicos da filmografia nacional, como “Das Tripas Coração” (1982), de Ana Carolina, “O Homem do Pau-Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade, “Onda Nova” (1983) e “A Estrela Nua” (1984), ambos da dupla José Antonio Garcia e Ícaro Martins, antes de levar Olga del Volga para a Globo, na novela “Um Sonho a Mais” (1985). A versão Olga de Patricio também foi uma convidada frequente do programa de Hebe Camargo, o que acabou lembrado no longa “Hebe – A Estrela do Brasil”, atualmente em cartaz. Bisso também atuou e foi figurinista do filme “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), de Hector Babenco, e seguiu trabalhando com os figurões do cinema brasileiro, como Bruno Barreto, em “Além da Paixão” (1986), e Cacá Diegues em “Dias Melhores Virão” (1989), até sair do Brasil. Na época, dizia que tinha se cansado, por não conseguir dinheiro para projetos mais ambiciosos, como um longa-metragem focado em Olga Del Volga. Mas a gota d’água pode ter sido sua prisão em flagrante na noite de 3 de dezembro de 1994. Ele acabava de terminar a temporada do show “Bissolândia”, o mais elaborado de sua carreira, em que recriava canções dos personagens da Disney, quando foi preso por sexo com dois outros homens em plena praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Passou a noite em cana, pagou fiança e saiu dizendo ter apanhado na delegacia. Em seguida, voltou a morar em sua Buenos Aires natal, no mesmo prédio de sua mãe, praticamente sumindo do mundo pop. Mesmo assim, voltou a trabalhar com o conterrâneo Babenco em 2007, desenhando figurinos do filme “O Passado”, em que o cineasta também voltou (provisoriamente) à Argentina em que nasceu. E chegou a ensaiar uma volta por cima com o musical satírico “Castronauts”, que ele concebeu. Após ser exibido em um festival em Nova York, Bisso planejava em transformá-lo em filme. Mas foi outro projeto frustrado. Nos últimos anos, ele passou a compartilhar seu humor ácido, acompanhado por ilustrações sessentista e referências à iconografia das pin-ups, com os seguidores de seu perfil no Facebook, onde, de forma significativa, sempre escrevia em português. Seu último post foi publicado no sábado (12/10).
Sam Bobrick (1932 – 2019)
O escritor e dramaturgo Sam Bobrick, criador da clássica sitcom “Galera do Barulho” (Saved by the Bell), morreu aos 87 anos na última sexta-feira (11/10), após sofrer um derrame. Com uma lista extensa de trabalhos produzidos na TV, Bobrick também escreveu mais de 40 peças, das quais quatro comédias chegaram à Broadway, além de músicas, como “The Girl of My Best Friend”, gravada por Elvis Presley em 1960, e piadas para apresentações de stand-up do lendário humorista Groucho Marx. Sam Bobrick iniciou a carreira como contínuo na sala de correspondência do canal ABC, mas logo começou a desbravar espaço para suas piadas nos programas de variedades do canal, como o game show “Make Me Laugh”. Ele fez sua estreia como roteirista de séries em 1964, com três episódios de “Os Flintstones” e 19 da sitcom “The Andy Griffith Show”. Um capítulo da série estrelada por Andy Griffith lhe rendeu seu primeiro prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Ele bisaria a premiação com a série de comédia “Agente 86” em 1969. E ainda foi indicado ao Emmy por roteiros do programa de variedades “The Smothers Brothers Comedy Hour”. Sua lista de trabalhos em séries clássicas também inclui capítulos de “Fuzileiro das Arábias” (Gomer Pyle: USMC”) e “A Feiticeira” (Bewitched). A última lhe rendeu amizade com o humorista Paul Lynde, intérprete do Tio Arthur, para quem desenvolveu a série “The Paul Lynde Show” em 1972. Bodrick assinou ainda “Diana” em 1973, que trazia Diana Rigg, sex symbol da série inglesa “Os Vingadores” (e velhinha poderosa em “Game of Thrones”), como uma divorciada londrina recém-chegada em Nova York para recomeçar sua vida. Mas suas primeiras criações duraram só uma temporada. Ele só foi encontrar seu público com “Good Morning, Miss Bliss”, exibida no Disney Channel em 1988, que trazia a ex-atriz mirim Hayley Mills no papel principal e dois futuros integrantes de “Galera do Barulho” como coadjuvantes. A série chamou tanta atenção que a rede NBC resolveu adquirir seus direitos, mudar alguns detalhes, como a ênfase nos estudantes em vez da professora, e contratar mais garotos para o elenco principal. Ao final, decidiu rebatizá-la para que fosse vista como uma produção inteiramente nova. Virou “Saved by the Bell”, a “Galera do Barulho”, em 1989. A série acompanhava a rotina de uma escola de Ensino Médio, concentrando-se num grupo de seis amigos durante seu período escolar. Virou um fenômeno de audiência, que perdurou além de suas quatro temporadas originais. Após os estudantes se formarem, a série ganhou um spin-off sobre a etapa universitária da vida dos personagens e um telefilme de conclusão com o casamento do par principal da atração, Zack (Mark-Paul Gosselaar) e Kelly (Tiffani Thiessen). Mas isto não foi o fim da franquia, que paralelamente ganhou um reboot com uma nova geração. Ainda mais bem-sucedida, a segunda “Galera do Barulho” durou sete temporadas, entre 1993 e 2000. Bodrick abandonou a TV após sua criação se multiplicar e dar frutos, decidindo se concentrar no teatro desde os anos 1990. Mas não sem antes dar uma passadinha pelo cinema, com os roteiros das comédias “A Mais Louca das Aventuras de Beau Geste” (1977), estrelada e dirigida por Marty Feldman, e “Jimmy the Kid” (1982), com Gary Coleman. Planos para uma terceira geração de “Galera do Barulho” foram confirmados e uma nova série baseada na criação de Bodrick está atualmente em desenvolvimento para a plataforma de streaming Peacock, da rede NBC, que tem previsão de lançamento para 2020. Relembre abaixo a abertura da série original.
Canal da série The Walking Dead vai a julgamento pela morte de dublê na produção
Um júri popular vai decidir se o canal pago AMC é culpado pela morte do dublê John Bernecker no set de “The Walking Dead” em 2017. Os advogados da emissora entraram com recurso argumentando que o risco foi do próprio profissional, mas a juíza Emily Brantley negou o pedido, dando prosseguimento ao processo. O julgamento está marcado para o dia 9 de dezembro. A AMC discordou de Brantley, mas respeitou a decisão da juíza. “O acidente foi trágico. Embora continuemos acreditando que nossos argumentos para o julgamento sumário foram apropriados e apoiados pelos fatos deste caso e da lei [da Georgia], respeitamos a escolha.” Os documentos apresentados pela emissora são contratos padrão em que Bernecker assume todos os riscos associados ao seu trabalho como dublê, por isso a AMC acredita que não pode se responsabilizar pela morte do profissional. O dublê John Bernecker morreu em julho de 2017 após sofrer uma queda de quase 10m de altura, quando filmava cenas para a 8ª temporada de The Walking Dead. Havia uma almofada de segurança sob o local, mas o ator caiu ao lado dela, mergulhando de cabeça no chão de concreto. O artista foi socorrido e internado na UTI do Atlanta Medical Center, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele tinha 33 anos e trabalhou em várias produções, inclusive blockbusters como “Logan”, “Corra!” e três filmes da franquia “Jogos Vorazes”. Além da investigação da justiça, a produtora da série recebeu a multa máxima de US$ 12,6 mil da Administração de Segurança Ocupacional e Saúde do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (OHSA, na sigla em inglês) por “falhar em fornecer proteção adequada contra perigos de quedas”, resultando no acidente fatal.
Riverdale: Trailer da 4ª temporada destaca o funeral de Fred Andrews
A rede americana The CW divulgou o pôster e um novo trailer da 4ª temporada de “Riverdale”, que adianta cenas de vários episódios e foi produzido para a New York Comic Con. A prévia apresenta diversas situações dramáticas, desde o funeral de Fred Andrews, que será tema do episódio de estreia, até a nova etapa da vida dos protagonistas em busca de faculdades. Não faltam, claro, os momentos quentes de romance/insinuação sexual e as obrigatórias alucinações de viés sobrenatural. A volta de “Riverdale” vai acontecer na quarta-feira (9/10) com um episódio chamado “In Memoriam”, uma homenagem ao falecido ator Luke Perry, intérprete de Fred Andrews, que morreu subitamente em março deste ano. O criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa disse à revista Entertainment Weekly em julho que a estréia é “um episódio realmente emocional, um estremecimento”. “Quando fizemos a leitura coletiva do roteiro, não vou mentir, estávamos todos chorando”, acrescentou. Ele completou, em seu Twitter, dizendo que se trata de “provavelmente o episódio mais importante de ‘Riverdale’ que faremos este ano, se não de toda a série. Um tributo ao nosso amigo que se foi”. Além do elenco oficial, “In Memoriam” contará com uma participação muito especial. A atriz Shannen Doherty, amiga de Perry desde que os dois viveram namorados na série “Barrados no Baile”, dos anos 1990, vai aparecer como convidada. Ela pode ser vista na imagem acima, ao lado de Archie (KJ Apa), Veronica (Camila Mendes), Jughead (Cole Sprouse) e Betty (Lili Reinhart). A série tem exibição simultânea no Brasil pelo canal pago Warner.





