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  • Filme

    A Grande Jogada consuma transformação de roteirista premiado em autor de cinema

    24 de fevereiro de 2018 /

    Na edição de janeiro de 1954 da revista francesa Cahiers du Cinema, François Truffaut escreveu uma matéria sobre aquilo que viria a ser conhecida como a “Teoria do Autor”. Essa teoria afirma que, por mais que o cinema seja uma arte colaborativa, é a visão do diretor a que prevalece sob todas as demais, mesmo quando trabalha sob o comando de estúdios e produtores poderosos (nomes como Alfred Hitchcock e John Ford foram alçados à condição de “artistas” por conta disso). Via de regra, o cinema passou a ser visto, desde então, como a “arte do diretor”. Mas no atual cenário, em que as séries se sobrepõem, cada vez mais complexas e apreciadas, parece haver uma mudança de paradigma, onde o autor é, reconhecidamente, quem assina os roteiros. E alguns roteiristas vindos da TV já começaram a sobrepujar diretores populares de cinema, com obras que chamam mais atenção pelo personalismo do texto do que pelas qualidades estéticas da cinematografia. E talvez o mais celebrado deles seja Aaron Sorkin, criador das séries “West Wing” e “The Newsroom”, entre outras, que venceu o Oscar por “A Rede Social” (2010), fez “O Homem Que Mudou o Jogo” (2011), “Steve Jobs” (2015) e disputa o Oscar 2018 pelo roteiro de “A Grande Jogada”. Em todas as obras que ele escreveu, sua voz sempre se sobressaiu, as vezes encaixando-se de maneira orgânica com a direção (como em “A Rede Social”), as vezes batendo de frente com ela (“Steve Jobs”). De um jeito ou de outro, a voz de Sorkin nunca se cala. E em “A Grande Jogada” ele assume de vez o papel central atrás das câmeras, ao dobrar a aposta e realizar seu primeiro filme como diretor. Repetindo a mesma fórmula adotada em “A Rede Social”, Sorkin usa o artifício de um processo judicial para contar, em retrospecto, uma história real, neste caso a de Molly Bloom (vivida por Jessica Chastain), uma ex-patinadora olímpica que gerenciou partidas milionárias de pôquer e acabou sendo perseguida pelo FBI. Os jogos gerenciados por Molly eram frequentados por atores de Hollywood, celebridades do esporte, bilionários e, de vez em quando, mafiosos. Ela chegou a escrever um livro detalhando sua vida, mas não citou os nomes das pessoas envolvidas. Em vez de simplesmente adaptar o livro, o texto de Sorkin o inclui na trama. Aqui, quando conhecemos Molly, dois anos já se passaram desde que ela parou de gerenciar os jogos, e passa a revisar todos os detalhes da sua vida e do seu trabalho com o advogado Charlie Jaffey (Idris Elba). Essa revisão não inclui apenas os detalhes relacionados aos jogos, mas também a sua experiência como patinadora e a relação conturbada com seu pai, Larry (Kevin Costner). Aliás, assim como fez em “Steve Jobs”, o autor posiciona a paternidade como um tema central, mas não evidente. Outro elemento narrativo presente na filmografia do roteirista/autor é a constante movimentação em cena, seja quando os personagens andam e falam ao mesmo tempo (o famoso “walk and talk”), o que determina a urgência daquela situação, ou quando ficam trocando de lugares no tribunal, numa gag visual que serve para quebrar um pouco da tensão (algo similar ao que ele fez em “Jogos de Poder”). Mas apesar de todas as semelhanças, existe uma diferença crucial entre esta e as outras obras escritas por Sorkin. Pela primeira vez na sua carreira, o protagonista é uma mulher. Ainda que já tenha chegado perto disso em “Questão de Honra” (1992), ao fazer Demi Moore dividir a tela com Tom Cruise, aqui o show é todo de Jessica Chastain. A atriz compõe a sua personagem como uma mulher de fala rápida, inteligente e extremamente metódica, que chega a justificar o uso de drogas para manter ativo o seu verdadeiro vício. Da mesma maneira, ela reconhece que a sua beleza a auxilia a manipular os homens à sua volta. Como realizador, Sorkin imprime um ritmo frenético à sua narrativa – algo que combina com a verborragia do seu roteiro –, apoiando-se numa montagem acelerada como forma de explicitar a velocidade do pensamento da sua protagonista. Pode-se dizer que ele dirige como escreve. Para materializar isso, conta com a direção de fotografia de Charlotte Bruus Christensen (“A Garota do Trem”), que registra algumas metáforas visuais interessantes, como nos dois momentos em que Molly sai da luz para entrar na escuridão. O primeiro é quando ela confronta um dos jogadores (interpretado por Michael Cera), colocando-se frente a frente com ele, de igual para igual. O segundo é quando ela é espancada por um mafioso e busca refúgio na escuridão. São situações diferentes e motivações diferentes, que a levam ao mesmo lugar. Momentos como estes apontam que, embora alguns temas já tenham sido melhor explorados em filmes anteriores do roteirista, “A Grande Jogada” marca a estreia de um diretor promissor. Assim, até os saudosistas da “crítica francesa” podem ficar mais à vontade e render a Sorkin seu merecido reconhecimento como autor.

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  • Filme

    Jessica Chastain se envolve em escândalo real no novo trailer de A Grande Jogada

    6 de outubro de 2017 /

    “A Grande Jogada” (Molly’s Game) ganhou seu pôster nacional e mais um trailer americano. Baseado num escândalo real, o drama é estrelado por Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”) e marca a estreia do roteirista Aaron Sorkin (“A Rede Social”, “Steve Jobs”) como diretor de cinema. Assim como nos demais trabalhos de Sorkin, trata-se de uma cinebiografia. O filme acompanha a trajetória da ex-esquiadora Molly Bloom que, após não conseguir se classificar para as Olimpíadas, começou a organizar partidas ilegais de poker, ficando conhecida como a “Princesa do Poker”. Suas jogatinas se tornaram concorridíssimas, atraindo astros famosos do cinema, como Matt Damon, Ben Affleck e Tobey Maguire. Mas sua vida glamourosa, de muita ostentação, acabou chamando atenção da máfia russa para o negócio, além da Justiça americana. O filme conta a história real, mas, como mostra o trailer, há relutância em usar os nomes reais dos envolvidos. Apenas Molly, vivida por Chastain, teve a identidade real preservada. O elenco ainda destaca Idris Elba, no papel do advogado de Bloom, além de Michael Cera (“Como Se Tornar um Conquistador”), Kevin Costner (“Estrelas Além do Tempo”), Chris O’Dowd (“O Lar das Crianças Peculiares”), Brian d’Arcy James (“Spotlight”), Rachel Skarsten (série “Reign”), Jeremy Strong (“A Grande Aposta”), Michael Kostroff (“O Mago das Mentiras”) e Graham Greene (“A Cabana”) como seus clientes famosos. A première mundial aconteceu no Festival de Toronto e foi muito elogiada (93% de aprovação no Rotten Tomatoes). A estreia comercial está marcada para 22 de novembro nos Estados Unidos e a previsão para o lançamento no Brasil é “em breve”, o que significa começo de 2018. [gallery targetsize=”full” captions=”hide” bottomspace=”ten” gutterwidth=”10″ columns=”3″ size=”medium” newtab=”true”

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  • Filme

    Jessica Chastain vive a Princesa do Poker em trailer de drama baseado em escândalo real

    16 de agosto de 2017 /

    A STX divulgou fotos e o primeiro trailer de “Molly’s Game”, filme baseado num escândalo real, estrelado por Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”) e que marca a estreia do roteirista Aaron Sorkin (“A Rede Social”, “Steve Jobs”) como diretor de cinema. Assim como nos demais trabalhos de Sorkin, trata-se de uma cinebiografia. Baseado no livro de memórias escrito por Molly Bloom, o filme acompanha a trajetória da ex-esquiadora que, após não conseguir se classificar para as Olimpíadas, começou a organizar partidas ilegais de poker, ficando conhecida como a “Princesa do Poker”. Suas jogatinas se tornaram concorridíssimas, atraindo astros famosos do cinema, como Matt Damon, Ben Affleck e Tobey Maguire. Mas sua vida glamourosa, de muita ostentação, acabou chamando atenção da máfia russa para o negócio, além da Justiça americana. O filme conta a história real, mas, como a protagonista diz no trailer, os nomes dos envolvidos foram mudados. Apenas Molly, vivida por Chastain, teve a identidade real preservada. O elenco ainda destaca Idris Elba, no papel do advogado de Bloom, além de Michael Cera (“Como Se Tornar um Conquistador”), Kevin Costner (“Estrelas Além do Tempo”), Chris O’Dowd (“O Lar das Crianças Peculiares”), Brian d’Arcy James (“Spotlight”), Rachel Skarsten (série “Reign”), Jeremy Strong (“A Grande Aposta”), Michael Kostroff (“O Mago das Mentiras”) e Graham Greene (“A Cabana”) como seus clientes famosos. A première mundial vai acontecer no Festival de Toronto e a estreia comercial está marcada para 22 de novembro nos Estados Unidos. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Jessica Chastain e Idris Elba vão estrelar primeiro filme dirigido pelo roteirista de Steve Jobs

    8 de maio de 2016 /

    A atriz Jessica Chastain (“O Caçador e a Rainha do Gelo”) e o ator Idris Elba (“Beasts of no Nation”) vão estrelar “Molly’s Game”, estreia na direção do roteirista Aaron Sorkin, que escreveu o recente “Steve Jobs” e venceu o Oscar por “A Rede Social” (2010). A informação foi compartilhada pelo próprio Sorkin, em comunicado à imprensa da produtora eOne (Entertainment One). “Ter Jessica e Idris como protagonistas é o sonho de qualquer cineasta. Eles são dois dos maiores atores da geração, que aparecerão juntos pela primeira vez. A química deles será elétrica”, declarou Sorkin. Baseado no livro de memórias escrito por Molly Bloom, o filme vai acompanhar a trajetória da ex-esquiadora que, após não conseguir se classificar para as Olimpíadas, começou a organizar lendárias partidas ilegais de poker. Ela ficou milionária com suas jogatinas, que atraíram astros famosos do cinema, como Matt Damon, Ben Affleck e Tobey Maguire. Mas sua vida glamourosa, de muita ostentação, também chamou atenção da máfia russa para o negócio lucrativo, além da Justiça americana. Chastain vai interpretar a personagem do título, mas o papel de Elba não foi revelado. Tudo indica, porém, que ele viverá um agente do FBI. Além de dirigir, Sorkin também assina o roteiro de “Molly’s Game”, que ainda não tem previsão de estreia.

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  • Filme

    Roteirista de Steve Jobs vai estrear na direção com filme de poker clandestino

    8 de janeiro de 2016 /

    Vencedor do Oscar por “A Rede Social” (2010) e cotado a repetir a façanha por “Steve Jobs”, Aaron Sorkin se prepara para estrear como diretor de cinema. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele vai dirigir um drama sobre poker clandestino, intitulado “Molly’s Game”, para a Sony Pictures. Assim como em seus outros trabalhos, trata-se de uma cinebiografia, baseada no livro de memórias escrito por Molly Bloom. O filme vai acompanhar a trajetória da ex-esquiadora que, após não conseguir se classificar para as Olimpíadas, começou a organizar lendárias partidas ilegais de poker. Ela chegou a ganhar US$ 8 milhões nessa época em Los Angeles. Suas jogatinas se tornaram concorridíssimas, atraindo astros famosos do cinema, como Matt Damon, Ben Affleck e Tobey Maguire. Mas sua vida glamourosa, de muita ostentação, acabou chamando atenção da máfia russa para o negócio, além da Justiça americana. O filme ainda não tem cronograma de produção nem previsão de lançamento.

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