Michael Mann desenvolve minissérie sobre a Guerra do Vietnã
O fracasso de “Hacker”, há dois anos, tem dificultado os planos de Michael Mann para tirar do papel seu projeto da cinebiografia de Enzo Ferrari. Por isso, ele decidiu retornar à televisão, onde começou a carreira e experimentou sucesso como produtor de “Miami Vice” nos 1980. O cineasta vai produzir e dirigir uma minissérie baseada no vindouro romance “Huê 1968”, escrito por Mark Bowden, autor também da obra que virou “Falcão Negro em Perigo” (2001). “Huê 1968” retrata a Ofensiva do Tet, o grande ataque dos vietcongs às tropas dos EUA e do Vietnã do Sul em 1968, momento de virada no rumo da Guerra do Vietnã, que resultou numa das batalhas mais sangrentas do século 20. O grande problema foi a reação americana, que resolveu reagir com força desmedida, causando uma grande tragédia, ao vitimar milhares de civis. A famosa foto de uma garota correndo nua desesperada, após ser queimada por napalm, correu o mundo na época, denunciando a barbárie da guerra química realizada no Vietnã. O impacto fez a própria população americana questionar a guerra e o governo americano foi pressionado a começar a retirar suas tropas em 1971. Mas ainda foi preciso o escândalo de Watergate para os republicanos perderem a maioria no Congresso, o que finalmente permitiu que os EUA abandonassem a guerra em 1975. A decisão, porém, ocorreu já com os vietcongs na capital do Vietnã do Sul, e com os últimos militares e integrantes do consulado americano tendo apenas a opção da fuga improvisada em helicópteros, completamente derrotados e humilhados. O livro de Bowden é inédito e será publicado em junho nos EUA. A adaptação televisiva terá 10 episódios, com coprodução de Michael De Luca, produtor de sucessos cinematográficos como “A Rede Social” (2010) e “Cinquenta Tons de Cinza” (2015). O projeto ainda não tem canal definido nem previsão de estreia.
Hugh Jackman vai estrelar cinebiografia de Enzo Ferrari
A cinebiografia de Enzo Ferrari, que será dirigida por Michael Mann (“Inimigos Públicos”), definiu seu protagonista. Hugh Jackman viverá o fundador da escuderia mais famosa da Fórmula 1. A cinebiografia é o primeiro contrato fechado por Jackman após se aposentar do papel de Wolverine. Segundo o site da revista Variety, a produção também contará com a atriz sueca Noomi Rapace (“Prometheus”). Mann está desenvolvendo “Enzo Ferrari” há 17 anos, tanto que o projeto se originou como uma parceria com o cineasta Sydney Pollack, que morreu em 2008. Recentemente, a produção chegou a ter Christian Bale escalado para o papel, mas o ator precisou desistir por recomendações médicas, ao ter dificuldades para ganhar peso. “Enzo Ferrari” será ambientado no ano de 1957, o período mais tumultuado da vida de Ferrari, em que ele enfrentou um rivalidade dura com a Maserati e lidou com fracassos e um processo criminal, em decorrência de um acidente que levou à morte seu piloto e nove espectadores durante uma corrida. O próprio Michael Mann escreveu o roteiro, adaptando o livro escrito por Brock Yates, “Enzo Ferrari: The Man, the Cars, the Races”. Além deste filme, uma cinebiografia rival chegou a ser anunciada em 2015, com Robert De Niro no papel principal, mas, desde então, nenhuma outra novidade foi informado sobre este projeto.
Christian Bale desiste de viver Enzo Ferrari no cinema por medo de engordar
O ator Christian Bale desistiu de estrelar a cinebiografia “Enzo Ferrari”. Dirigido por Michael Mann (“Hackers”), o filme pretende contar a história do criador da mais famosa montadora de carros do planeta, a Ferrari. Segundo o site da revista Variety, a saída de Christian Bale se deu por um motivo prosaico: a dificuldade para ganhar peso. O ator chegou a começar o esforço de “engorda”, mas não se sentiu seguro para continuar, por temer não alcançar os quilos necessários antes das filmagens, marcadas para o primeiro semestre deste ano. Além disso, abusar do processo poderia ser prejudicial à sua saúde. Christian Bale é conhecido por se dedicar fisicamente a seus papeis, a ponto de ter virado quase um esqueleto em “O Operário” (2004) e aparecido balofo em “Trapaça” (2013). O emagrecimento visto em “O Vencedor”, por sinal, o ajudou a vencer o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2011. Mas, em seu último filme, “A Grande Aposta”, precisou apenas tirar os sapatos, e mesmo assim foi indicado ao Oscar 2016.


