Coringa já bate recorde de bilheteria nos cinemas norte-americanos
“Coringa” bateu seu primeiro recorde de bilheteria na América do Norte. O longa da Warner se tornou na noite de quinta-feira (3/10) a maior pré-estreia de um filme lançado em outubro, com US$ 13,3 milhões arrecadados em suas primeiras sessões noturnas dos Estados Unidos e Canadá. Com o montante, o filme protagonizado por Joaquin Phoenix superou a arrecadação de “Venom” (2018), antigo recordista de outubro, que faturou US$ 10 milhões em sua pré-estreia. A expectativa é que “Coringa” consiga superar “Venom” também na arrecadação de seu fim de semana de estreia. O longa do Aranhaverso da Sony faturou US$ 80,2 milhões em seus primeiros dias de exibição na América do Norte, em outubro do ano passado. Dirigido por Todd Phillips, “Coringa” também já está em cartaz no Brasil.
Tom Holland teria sido responsável pela volta do Homem-Aranha aos filmes da Marvel
O ator Tom Holland teve papel fundamental para que Disney e Sony fechassem um novo acordo em relação ao Homem-Aranha, apurou revista The Hollywood Reporter. A publicação informou que o intérprete do herói teve encontros com Bob Iger, CEO da Disney, e Tom Rothman, chefão da Sony, após o anúncio de que o Aranha não estaria mais no Universo Marvel. Ele usou sua participação na D23, a Comic Con da Disney, para mobilizar fãs e usar essa influência para demonstrar aos dois executivos como a permanência do Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) seria mais lucrativo para ambos, com maior venda de ingressos e nenhum protesto. Ele teria usado seu contrato para estrelar “Uncharted”, adaptação de game que a Sony pretende transformar em franquia, para fazer Rothman reconsiderar a separação, e se tornou uma das raras estrelas de cinema a ser recebida pessoalmente por Iger, um dos homens mais poderosos de Hollywood, para discutir uma questão puramente comercial. Tom Holland tem apenas 23 anos. O resultado dessa intervenção foi anunciado por outro defensor da permanência do Aranha no MCU, ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel. “Eu estou feliz que a jornada do Aranha no MCU vai continuar, e todos nós aqui da Marvel estamos muito animados que vamos continuar trabalhando nisso”, disse Feige, em comunicado, na sexta-feira passada (27/9). “O Homem-Aranha é um ícone poderoso e um herói que as histórias cruzam todas as idades e públicos ao redor do mundo. E também ele é o único herói com o superpoder de cruzar universos cinematográficos, então a Sony continuará a produzir os seus próprios filmes do Aranhaverso e você nunca sabe quais surpresas o futuro trará”, completou. Detalhes da negociação entre Disney e Sony não foram revelados, mas o site Deadline apurou que a Disney conseguiu aumentar sua participação de 5% para 25% das bilheterias, em troca de um investimento equivalente (25%) no orçamento da produção. Além disso, a Sony concordou em ceder o Aranha para outro filme do MCU. Em contrapartida, a Disney não vai mais se opor à participação do Aranha num novo filme de Venom ou outro personagem derivado dos quadrinhos do herói. Mais que isso, o Aranhaverso poderá citar o MCU. Os personagens dos dois universos não serão exatamente compartilhados, mas estarão conectados – isto é, terão consciência da existência uns do outros. Isto significa que Morbius poderá ver uma notícia sobre o Homem de Ferro na televisão, por exemplo.
Séries da Marvel para a Disney+ terão orçamento de filmes do estúdio
A Disney abriu os cofres para financiar as novas séries da Marvel para o Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus). A revista Variety apurou que cada temporada das atrações de super-heróis do serviço de streaming custará o equivalente a um longa-metragem do Marvel Studios, com orçamentos entre US$ 100 e 150 milhões. Com duração de seis a oito episódios por temporada, essas séries custarão, portanto, entre US$ 12 e US$ 15 milhões por capítulo. São valores bem mais próximos de “Game of Thrones” que das produções anteriores da Marvel Television. Os títulos feitos para a Netflix, como “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e “Justiceiro”, custavam em torno de US$ 3,8 milhões por episódio. A diferença fundamental é que as novas produções estão a cargo da divisão cinematográfica, o Marvel Studios, presidido por Kevin Feige. A iniciativa foi tomada com a justificativa de se tratar de uma expansão do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), com o lançamento de séries centradas em personagens já vistos no cinema, como “Loki”, “WandaVision” (série da Feiticeira Escarlate com o Visão), “Hawkeye” (atração do Gavião Arqueiro), “The Falcon and The Winter Soldier” (de Falcão e Soldado Invernal) e até a animação “What If…?” (série animada que explora universos alternativos, com dublagem do elenco dos filmes). Mas a desculpa foi por terra quando três novas séries foram anunciados na D23, a Comic Con da Disney: “Ms. Marvel”, “She-Hulk” e “Moon Knight” (Cavaleiro da Lua), centradas em personagens inéditos no cinema. Trata-se de uma estratégia para tirar da Marvel Television a responsabilidade por desenvolver séries live-action, após o fiasco de “Inumanos”, o cancelamento de todos os títulos produzidos para a Netflix e a vergonha de ter a série do “Motoqueiro Fantasma” abortada na pré-produção. Atualmente, a Marvel Television responde apenas por “Agents of SHIELD”, que vai acabar na próxima temporada, “Cloak and Dagger” (Manto e Adaga), que ainda não foi renovada, e “Runaways” (Fugitivos), além de desenvolver “Helstrom” (Filho de Satã) para a plataforma Hulu. Todas essas séries tem orçamento bastante limitado, porque a Marvel Television é diretamente subordinada ao CEO da Marvel, Isaac “Ike” Perlmutter, famoso pelo pão-durismo. Já o Marvel Studios é atualmente uma divisão do Walt Disney Studios, fora do alcance de Perlmutter. Lançado na semana passada nos Estados Unidos, o livro de memórias do CEO da Disney, Bob Iger, revelou a existência de uma briga criativa muito grande entre a visão da Disney para os personagens da Marvel e a abordagem ultraconservadora de Perlmutter. O CEO da Marvel tentou até barrar as produções dos filmes “Pantera Negra” e “Miss Marvel”, o que fez com que o Marvel Studios fosse tirado do organograma controlado pelo empresário israelense. A recente incursão de Kevin Feige na produção de séries indica uma nova fase desse conflito. A vasta diferença de orçamentos para a realização das séries do Marvel Studios sugere uma pressão para que a Marvel Television se limite apenas à produção de animações para crianças.
Animação Abominável estreia em 1º lugar na América do Norte
Única estreia ampla da semana, a animação “Abominável” liderou as bilheterias em seu lançamento na América do Norte, arrecadando US$ 20,8 milhões. Não é uma fortuna em termos de blockbuster hollywoodiano, especialmente para um filme exibido em mais de 4,2 mil telas, mas registrou alguns feitos. A nova produção da DreamWorks Animation, sobre a inesperada amizade entre uma adolescente e um yeti com poderes mágicos, tornou-se a maior bilheteria de uma animação original deste ano. E ainda se juntou a dois outros lançamentos distribuídos pela Universal, o terror “Nós” e a comédia “Bons Meninos”, na restrita lista de produções originais (isto é, que não são adaptações ou continuações) que conseguiram estrear em 1ª lugar nos Estados Unidos e Canadá em 2019. Com este resultado, o filme derivado da série “Downton Abbey” caiu para a vice-liderança, após abrir no topo na semana passada. A produção britânica de época da BBC fez mais US$ 14,5 milhões entre sexta e domingo (29/9) e continua com um desempenho acima do esperado. Em dez dias, superou os US$ 100 milhões de arrecadação mundial, A grande surpresa, porém, foi o ressurgimento de “As Golpistas” no Top 3. O longa em que Jennifer Lopez lidera uma gangue de strippers, subiu duas posições, saindo do 5º lugar no ranking passado para o 3º neste fim de semana. Neste retorno, deixou para trás “It: Capítulo Dois” e “Ad Astra”. O ranking semanal ainda registrou um lançamento limitado no Top 10. Distribuído em apenas 467 salas, “Judy”, cinebiografia da atriz Judy Garland estrelada por Renée Zellwegger, abriu em 7º lugar, com rendimento de US$ 3 milhões. O interesse do público fez da sua estreia a que mais encheu cinemas no período, mantendo a maior média de faturamento por tela. Para comparar, cada sessão de “Judy” rendeu US$ 6,7 mil, enquanto as salas de “Abominável” faturaram US$ 4,2 mil. “Judy” também teve a melhor avaliação crítica, com 84% de aprovação no Rotten Tomatoes, à frente dos 80% de “Abominável”. Ainda inédito no Brasil, o filme que deve render indicação ao Oscar para Renée Zellwegger nem sequer tem previsão de lançamento nacional. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Abominável Fim de semana: US$ 20,8M Total EUA e Canadá: US$ 20,8M Total Mundo: US$ 31M 2. Downton Abbey Fim de semana: US$ 14,5M Total EUA e Canadá: US$ 58,5M Total Mundo: US$ 107,1M 3. As Golpistas Fim de semana: US$ 11,4M Total EUA e Canadá: US$ 80,6M Total Mundo: US$ 95,4M 4. It: Capítulo Dois Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA e Canadá: US$ 193,9M Total Mundo: US$ 417,4M 5. Ad Astra Fim de semana: US$ 10,1M Total EUA e Canadá: US$ 35,5M Total Mundo: US$ 89M 6. Rambo: Até o Fim Fim de semana: US$ 8,5M Total EUA e Canadá: US$ US$ 33,1M Total Mundo: US$ 46,7M 7. Judy Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 3M Total Mundo: US$ 3M 8. Bons Meninos Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 80,3M Total Mundo: US$ 104M 9. O Rei Leão Fim de semana: US$ 1,6M Total EUA e Canadá: US$ 540M Total Mundo: US$ 1,6B 10. Invasão ao Serviço Secreto Fim de semana: US$ 1,5M Total EUA e Canadá: US$ 67,1M Total Mundo: US$ US$ 123,9M
CEO da Disney revela briga com CEO da Marvel para filmar Pantera Negra e Capitã Marvel
Dois dos maiores sucessos de cinema da Marvel quase não foram lançados. O motivo? Preconceito. Quem fez a revelação foi ninguém menos que o CEO da Disney, Bob Iger, em seu livro de memórias, “The Ride of a Lifetime”, lançado nesta semana nos Estados Unidos. Ele conta em detalhes que precisou se livrar do CEO ultraconservador da Marvel Entertainment, Ike Perlmutter, um dos maiores contribuidores financeiros da campanha eleitoral de Donald Trump, para conseguir lançar “Pantera Negra” e “Capitã Marvel”. Perlmutter era dono de uma companhia de brinquedos que acabou assumindo as dívidas da Marvel e controlando a empresa a partir de 1997. Ele foi responsável por vender os direitos de personagens como o Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Hulk, Demolidor e Justiceiro para empresas de cinema. E quando a Disney comprou a editora, o empresário israelense veio no pacote, criando problemas desde o início. Kevin Feige vivia tendo problemas com sua intromissão no Marvel Studios. Teria sido Perlmutter, por exemplo, quem mandou demitir Terrence Howard do papel de James Rhodes, porque o ator tinha salário que ele considerava muito alto, substituindo-o por Don Cheadle em “Homem de Ferro 2” – negros seriam todos iguais e o público nem notaria, segundo relatos. E ele criava dificuldades para todos os projetos imaginados por Feige, barrando a produção de filmes que tivessem minorias como protagonistas. Foi por isso que a Warner saiu na frente com “Mulher-Maravilha” e o filme da Viúva Negra, pedido pelos fãs, era sempre protelado. O israelense achava que filmes de heroínas ou heróis negros davam prejuízo. Um dos emails vazados na época do ataque hacker da Sony comprova a tese reacionária, mostrando que Perlmutter listava os desempenhos financeiros de “Elektra”, “Mulher-Gato” e “Supergirl” como justificativa para bloquear qualquer iniciativa de atender aos pedidos dos fãs sobre o filme da Viúva Negra ou de outras personagens femininas, além de heróis de minorias raciais. Bob Iger percebeu o problema e ficou do lado de Feige. “Estou nesta indústria há tempo suficiente para ouvir todo tipo de argumento ultrapassado, e eu aprendi sobre eles justamente isso: são apenas velhos que não sabem onde o mundo está hoje”, escreveu em seu livro. “Tínhamos a chance de fazer ótimos filmes e mostrar segmentos sub-representados e esses objetivos não eram mutuamente excludentes. Liguei para Ike e disse a ele para dizer à sua equipe que parasse de colocar obstáculos e ordenei que colocássemos ‘Pantera Negra’ e ‘Capitão Marvel’ em produção”. O CEO da Disney é modesto ao descrever o que fez. Ele não ficou só no pedido. Iger reestruturou todo o organograma da Marvel para tirar Perlmutter do caminho e fortalecer Feige. Na prática, desvinculou o Marvel Studios da Marvel Entertainment, transformando o estúdio presidido por Kevin Feige numa unidade da Disney. Assim, Feige deixou de ter Perlmutter como chefe, passando a responder diretamente aos cabeças do Walt Disney Studios, atualmente Alan Horn e Alan Bergman. E o resultado foram bilheterias cada vez maiores para os filmes da Marvel. Tanto “Pantera Negra” quanto “Capitã Marvel” renderam mais de US$ 1 bilhão, e o filme seguinte, “Vingadores: Guerra Infinita”, quebrou o recorde de faturamento mundial do cinema em todos os tempos. Além disso, “Pantera Negra” se tornou o primeiro título da Marvel indicado ao Oscar de Melhor Filme do ano. Ao mesmo tempo, a Marvel Television, que continuou sob controle de Perlmutter, passou a acumular cancelamentos, além de render o maior vexame recente sob o nome da Marvel: a série dos Inumanos. Feito à moda de Perlmutter, com baixo orçamento, diretor de filmes B e roteirista fraquíssimo, a série destruiu a franquia e virou um constrangimento por associar a Marvel à sua péssima realização. Por conta disso, quando começou a traçar os planos de lançamento da Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus), Iger decidiu encarregar a divisão de Feige de produzir as séries da Marvel exclusivas da plataforma, em vez da Marvel Television. Atualmente, inclusive, discute-se planos para restringir a Marvel Television à produção de séries animadas. Caso a tendência se concretize, todas as novas séries baseadas em quadrinhos da companhia teriam produção do Marvel Studios. E Ike Perlmutter passaria a ser a “rainha da Inglaterra” da empresa, sem nenhuma influência nos destinos cinematográficos e televisivos dos personagens.
Surgem detalhes da negociação que manteve o Homem-Aranha nos filmes da Marvel
Detalhes da negociação entre Disney e Sony para a permanência do Homem-Aranha no MCU (sigla, em inglês, do Universo Cinematográfico da Marvel) começaram a vir à tona. O site Deadline apurou que os estúdios encontraram um meio termo entre suas propostas e entraram em acordo para compartilhar o herói em outros filmes. Enquanto a Sony queria manter o acordo original, em que a Disney ficava com 5% dos lucros das bilheterias, o estúdio dono da Marvel só aceitava renovar a parceria por 50%, contribuindo também com 50% do orçamento da produção. A diferença de propostas fez o negócio congelar. Até que a Disney sentiu a reação negativa dos fãs durante a feira D23, sua Comic-Con particular. Tom Holland, o intérprete do Homem-Aranha, foi ao evento divulgar sua participação num desenho da Pixar, mas o público – e a imprensa – só queria saber do que iria acontecer com o filme do super-herói. Por conta disso, a Disney decidiu voltar à mesa de negociações. Ainda de acordo com o Deadline, o estúdio dos Vingadores vai agora receber 25% das bilheterias, em troca de um investimento de 25% no orçamento da produção. Além disso, a Sony concordou em ceder o Aranha para outro filme do MCU. A novidade é que, em contrapartida, a Marvel não vai se opor à participação do Aranha num novo filme de Venom ou outro personagem derivado dos quadrinhos do herói. Mais que isso, o Aranhaverso poderá citar o MCU. Os personagens dos dois universos não serão exatamente compartilhados, mas estarão conectados – isto é, terão consciência da existência uns do outros. Isto significa que Morbius poderá ver uma notícia sobre o Homem de Ferro na televisão, por exemplo. Com alguma sorte, mais detalhes serão revelados em breve.
Tom Holland comemora permanência do Homem-Aranha na Marvel com vídeo de O Lobo de Wall Street
O ator Tom Holland e a atriz Zendaya comemoram nas redes sociais a notícia de que o próximo filme do Homem-Aranha vai continuar no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). Pouco mais de um mês depois de anunciarem o fim de seu acordo, Sony e Disney encontraram um meio termo para voltar a trabalhar juntos, com o objetivo de lançar pelo menos mais um filme do super-herói no mesmo universo compartilhado pelos Vingadores. A novidade foi anunciada nesta sexta (27/9) por ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel, que não revelou as condições financeiras do negócio. O intérprete do Homem-Aranha se manifestou no Instagram com um trecho do filme “O Lobo de Wall Street”, postando a cena em que o ator Leonardo DiCaprio diz ao microfone da firma não vai embora, levando os coadjuvantes (seus funcionários na trama) à loucura. “O show continua”, ele completa. A mensagem de Holland foi comentada com emojis (de chorar de rir) por Zendaya, que coestrela os últimos filmes do super-herói no papel de M.J. Ela também publicou sua comemoração nas redes sociais, postando um gif com o Homem-Aranha dançando. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram ? Uma publicação compartilhada por Tom Holland (@tomholland2013) em 27 de Set, 2019 às 8:41 PDT pic.twitter.com/VNSRL27Y8Z — Zendaya (@Zendaya) September 27, 2019
Disney e Sony se acertam e Homem-Aranha volta para a Marvel
Uma reviravolta inesperada nas negociações entre Disney e Sony garantiu a permanência do Homem-Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). Pouco mais de um mês depois de anunciarem o fim de seu acordo, os dois estúdios encontraram um meio termo para voltar a trabalhar juntos, com o objetivo de lançar pelo menos mais um filme do super-herói no mesmo universo compartilhado pelos Vingadores. A novidade foi anunciada por ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel. “Eu estou feliz que a jornada do Aranha no MCU vai continuar, e todos nós aqui da Marvel estamos muito animados que vamos continuar trabalhando nisso. O Homem-Aranha é um ícone poderoso e um herói que as histórias cruzam todas as idades e públicos ao redor do mundo. E também ele é o único herói com o superpoder de cruzar universos cinematográficos, então a Sony continuará a produzir os seus próprios filmes do Aranhaverso e você nunca sabe quais surpresas o futuro trará”, disse Feige, em comunicado. Os termos do novo acordo não foram revelados, mas Feige continuará a ser responsável pela visão criativa do terceiro longa do Homem-Aranha interpretada por Tom Holland, depois de “De Volta ao Lar” (2017) e “Longe de Casa” (2019). Além disso, pelo novo acordo, o Aranha irá aparecer como coadjuvante no filme de outro herói da Marvel, ainda não determinado. Tem mais: o terceiro “Homem-Aranha” tem até data de lançamento definida. Ainda sem título, chegará aos cinemas em 16 de julho de 2021. Os mesmos roteiristas do filme anterior, Chris McKenna e Erik Sommers, já estão trabalhando na história, que liderá com as revelações feitas ao final de “Longe de Casa”. Para quem não sabe, o Homem-Aranha não faz oficialmente parte do MCU porque a Sony comprou os direitos do personagem em 1999 por aproximadamente US$ 7 milhões, três anos após a Marvel declarar falência e uma década antes de ser comprada pela Disney. O primeiro filme foi lançado em 2002, com Tobey Maguire no papel principal, e foi um sucesso. Mas a pós a primeira trilogia, a Sony quis reinventar o personagem e implodiu a franquia. Após a compra da Marvel pela Disney em 2009 e a consolidação do MCU, os estúdios entraram em um acordo para a produção em conjunto de novos longas do herói, visando resgatar sua popularidade. A estreia de Tom Holland como Homem-Aranha aconteceu “Capitão América: Guerra Civil” (2016), que marcou a primeira parceria entre Sony e Disney. O último filme do herói, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. E o sucesso mudou tudo. A Disney teria crescido o olho diante do desempenho do filme, que se tornou a maior bilheteria da Sony em todos os tempos. Paralelamente, a Sony percebeu que poderia usar o Homem-Aranha para ancorar um universo de adaptações de quadrinhos da Marvel independente da Disney. As duas posições dificultaram entendimento entre os estúdios para manter o Homem-Aranha no MCU. A oferta original feita pela Disney para renovar a parceria era um acordo de coprodução completo, bancando 50% de todos os filmes e dividindo os lucros ao meio. E além do Aranha, essa oferta se estenderia a produções como “Venom 2” e “Morbius”, atualmente em produção, que também seriam incorporadas ao MCU. A Sony recusou, pois os filmes do Aranhaverso representam seus maiores sucessos comerciais. Liderada por Tom Rothman e Tony Vinciquerra, a Sony simplesmente não queria compartilhar sua maior franquia. Em vez disso, propôs manter o acordo sob os termos atuais, em que a Marvel recebe na faixa de 5% do primeiro dólar bruto, sem precisar investir nenhum centavo, e ainda fica com todo o lucro do merchandising. A Disney recusou. Foi esse impasse que tirou, por 37 dias, o Aranha da Marvel. Mesmo com o final das negociações, a Sony manteve um tom elogioso em relação à Marvel e especialmente Kevin Feige. O prestígio do produtor, que preside a Marvel Studios, pode ter ajudado a retomar as negociações. Feige é o único produtor de Hollywood que nunca conheceu o fracasso. Todos os seus filmes da Marvel, desde o primeiro “X-Men” em 2000, quando ainda não presidia o estúdio, foram sucessos retumbantes. E ele é o responsável por “Vingadores: Guerra Infinita”, que neste ano destronou “Avatar” (2009) para se tornar a maior bilheteria de cinema de todo o mundo em todos os tempos.
Sylvester Stallone se despede de Rambo após novo filme acabar com a franquia
O ator Sylvester Stallone usou seu perfil no Instagram para agradecer aos fãs da franquia “Rambo” e declarar que “Rambo: Até o Fim” foi a última vez em que interpretou o personagem. “Obrigado por estarem lá todos esses anos, eu sei que foi uma grande jornada. Todos somos parte de uma família. Se cuidem”, declarou o ator em um vídeo em que ele ainda aparece com a maquiagem usada para simular machucados sofridos pelo seu personagem. O filme realmente acabou com a franquia. “Rambo: Até o Fim” abriu apenas em 3º lugar nos Estados Unidos e foi um fracasso mundial. Sua bilheteria inicial de US$ 19 milhões sequer conseguiu superar a de “Rambo II”, lançado há 34 anos – e isso sem reajuste pela inflação. Para demonstrar a preocupação do estúdio, os valores do mercado internacional não foram divulgados até esta terça (24/9). Diante disso, a consultoria Comscore avalia que a produção fez apenas US$ 9,2 milhões nos 33 países em que foi lançado fora da América do Norte, valor que contabilizaria inclusive o Brasil. A pá de cal ficou por conta das críticas extremamente negativas. A avaliação não para de cair desde o começo do fim de semana. Está atualmente em 28% de aprovação geral no Rotten Tomatoes, desabando para 9% entre a crítica “top” – categoria dedicada à grande imprensa dos Estados Unidos. A produção custou US$ 50 milhões, fora P&A (despesas de cópias e publicidade, que costumam aumentar o orçamento em mais 30%), e deve dar grande prejuízo. Ver essa foto no Instagram After #Rambo’s final battle… Bone weary, 14 lbs. lighter, but grateful and proud to be there for you. Love all of you the way I have loved every second of playing this amazing character… Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em 24 de Set, 2019 às 9:12 PDT
It: Capítulo Dois mantém liderança nas bilheterias brasileiras
O terror “It: Capítulo Dois” segue na liderança das bilheterias nacionais pela terceira semana seguida. O filme levou mais 290 mil pessoas aos cinemas brasileiros e faturou R$ 4,8 milhões entre quinta e domingo (22/9) passados, segundo levantamento da consultoria Comscore. Maior lançamento do fim de semana, “Rambo: Até o Fim” estreou na vice-liderança. O longa protagonizado por Sylvester Stallone foi visto por 253 mil espectadores, arrecadando R$ 4,3 milhões. Em 3º, “Vai que Cola 2 – O Começo” somou 147 mil pessoas e R$ 2,4 milhões. Em duas semanas em cartaz, a comédia brasileira já arrecadou R$ 7,7 milhões e levou 506 mil pessoas aos cinemas. Além da produção derivada da TV, o Top 10 brasileiro inclui mais três produções nacionais. O religioso “Divaldo – O Mensageiro da Paz” aparece em 4º lugar com mais R$ 1,3 milhão, totalizando uma arrecadação de R$ 3,8 milhões desde seu lançamento, na mesma semana de “Vai que Cola 2″. “Bacurau” aparece em 6º lugar após quatro semanas. Desde que estreou, o longa de Kleber Mendonça Filho acumula R$ 7,6 milhões em bilheteria e público de 475 mil pessoas. Já “Nada a Perder 2” desabou do 3º lugar para a 8ª posição. Em cartaz há seis semanas, a continuação da cinebiografia de Edir Macedo acumula R$ 56,7 milhões em bilheteria para um total de 5,7 milhões de ingressos vendidos. Veja abaixo a lista com os dez filmes de maior bilheteria no fim de semana, em levantamento da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Finde 19 a 22/09:1. It Capitulo Dois 2. Rambo: Até o Fim3. Vai Que Cola 2 – O começo4. Divaldo – O Mensageiro da Paz5. Yesterday6. Bacurau7. O Rei Leão8. Nada a Perder 29. O Mal Não Espera a Noite – Midsommar10. Depois do Casamento — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) September 23, 2019
Filme de Downton Abbey surra Rambo nas bilheterias da América do Norte
Sylverster Stallone foi com Rambo até o fim. Um fim melancólico nas bilheterias deste fim de semana na América do Norte. O longa distribuído pela Lionsgate teve o menor público entre as estreias amplas da semana, faturando apenas US$ 19M, que lhe rendeu o 3º lugar no ranking. Ficou atrás da sci-fi “Ad Astra”, estrelada por Brad Pitt, e levou uma surra de “Downton Abbey”. O filme baseado na série dramática britânica estreou em 1º lugar com US$ 31M nos Estados Unidos e Canadá. E liderou também as bilheterias do Reino Unido, somando US$ 61,8M em todo o mundo. O resultado foi o melhor desempenho da história do estúdio Focus, divisão da Universal especializada em produções de baixo orçamento e nos chamados filmes de arte. Na prática, os resultados deste fim de semana sinalizam que a grosseria brutal de Rambo pertence definitivamente ao passado. Não foi páreo para um drama sobre aristocratas refinados. O que deve motivar muita reflexão em Hollywood. Outro aspecto a ser considerado no sucesso de “Downton Abbey” é a iniciativa de produzir uma continuação de série de TV para o público de cinema. Embora seja um caminho óbvio no Brasil, é uma opção rara em Hollywood, que popularizou reboots e remakes, em vez de revivals para o cinema. Filmes derivados diretamente de séries costumam virar especiais de TV ou, mais recentemente, lançamentos de streaming, como o anunciado “El Camino”, spin-off de “Breaking Bad”. A bilheteria da produção britânica pode alterar essa estratégia. Nem a Universal devia acreditar no potencial da produção, já que deixou o lançamento fora de vários mercados internacionais importantes. A estreia no Brasil está marcada somente para daqui a dois meses, em 21 de novembro. “Ad Astra” ocupou o 2ª lugar com US$ 19,2M, mas rendeu mais no exterior, atingindo US$ 45,2M mundiais. O desempenho surpreendeu as expectativas de analistas, que projetaram uma derrota clamorosa para “Rambo”. Mas as críticas positivas encheram os cinemas. Assim como “Downton Abbey”, a sci-fi espacial foi muito elogiada na imprensa, atingindo 83% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil acontece já nesta quinta (26/9). Já “Rambo: Até o Fim” fracassou em tudo. Sua bilheteria sequer conseguiu superar a de “Rambo II”, lançado há 34 anos – e isso sem reajuste pela inflação. Para demonstrar a preocupação do estúdio, os valores do exterior não estão sendo liberados. Diante disso, a consultoria Comscore avalia que o filme fez apenas US$ 9,2M nos 33 mercados externos em que foi lançado, valor que contabilizaria inclusive o Brasil. A produção custou US$ 50 milhões, fora P&A (despesas de cópias e publicidade, que costumam aumentar o orçamento em mais 30%). A pá de cal ficou por conta das críticas extremamente negativas. A avaliação não para de cair desde o começo do fim de semana. Está atualmente em 28% de aprovação geral no Rotten Tomatoes, desabando para 9% entre a crítica “top” – categoria dedicada à grande imprensa dos Estados Unidos. Com os três lançamentos ocupando o topo do ranking, o campeão das duas últimas semanas, “It: Capítulo Dois”, desceu para o 4º lugar. A comédia “As Golpistas”, estrelada por Jennifer Lopez, completa o Top 5. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Downton Abbey Fim de semana: US$ 31M Total EUA e Canadá: US$ 31M Total Mundo: US$ 61,8M 2. Ad Astra Fim de semana: US$ 19,2M Total EUA e Canadá: US$ 19,2M Total Mundo: US$ 45,2M 3. Rambo: Até o Fim Fim de semana: US$ 19M Total EUA e Canadá: US$ 19M Total Mundo: US$ 28,3M 4. It: Capítulo Dois Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA e Canadá: US$ 179,1M Total Mundo: US$ 358,8M 5. As Golpistas Fim de semana: US$ 17M Total EUA e Canadá: US$ 62,5M Total Mundo: US$ 72,3M 6. O Rei Leão Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 537,5M Total Mundo: US$ 1,6B 7. Bons Meninos Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 77,3M Total Mundo: US$ 98,7M 8. Invasão ao Serviço Secreto Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA e Canadá: US$ 64,6M Total Mundo: US$ 118,2M 9. Mais que Vencedores Fim de semana: US$ 1,5M Total EUA e Canadá: US$ 31,5M Total Mundo: US$ 31,5M 10. Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw Fim de semana: US$ 1,4M Total EUA e Canadá: US$ 170,6M Total Mundo: US$ US$ 750,1M
Ainda inéditos, streamings da Disney e Apple já fazem Netflix se desvalorizar
A Netflix tomou um tombo no mercado de ações de Nova York na sexta-feira (20/9). Suas ações caíram 5,5% em um único dia. A responsabilidade pela desvalorização súbita é atribuída à sinceridade de Reed Hastings, CEO da companhia, ao admitir para a revista Variety que será muito difícil se manter na liderança do mercado de streaming com a chegada da Disney+ (Disney Plus) e outras plataformas. “Embora tenhamos competido com muitas pessoas na última década, é um mundo totalmente novo a partir de novembro, entre o lançamento da Apple e o lançamento da Disney e, é claro, o crescimento da Amazon. Será uma competição difícil. Os consumidores terão muitas opções de escolha”, disse E a competição só vai aumentar. Em 2020, também vão se juntar às ofertas de streaming os serviços HBO Max (da WarnerMedia), Peacock (da Comcast – isto é, NBCUniversal) e a plataforma ainda sem nome da ViacomCBS (inclui a Paramount)
Festival do Rio recorre ao crowdfunding para não acabar
Sob ameaça de acabar por falta de patrocínios, o Festival do Rio decidiu recorrer ao crowdfunding. A organização do evento abriu nesta quinta-feira (19/9) uma campanha no site Benfeitoria para arrecadar quase R$ 1,2 milhão. O detalhe é que esta quantia cobre apenas parte dos R$ 4,5 milhões necessários para a mostra carioca acontecer. As negociações para suprir o resto estão sendo feitas com empresas e o governo do estado. O jornal O Globo revelou que, hoje, o Festival do Rio tem apenas R$ 500 mil garantidos. Na semana passada, os organizadores fizeram um “apelo público” no Facebook, acenando para a possibilidade de o evento ser cancelado diante da dificuldade de levantar recursos. O cancelamento se tornou uma possibilidade após o governo Bolsonaro ordenar o corte de financiamento ao “setor que alguns dizem ser de cultura”. Por determinação do inimigo declarado dos gastos em cultura no país, a Petrobras revelou que não renovaria o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que incluía o Festival do Rio, mas também a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Dias depois, o governo encaminhou um novo modelo para aprovação de incentivos culturais no país, que estabeleceu o teto de R$ 1 milhão por projeto. Todos os festivais de cinema importantes do país foram atingidos duplamente pelas duas medidas, já que custam mais que isso por edição. Além disso, os recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) foram congelados por portaria do governo – que a grande imprensa insiste em ignorar – , impossibilitando acesso aos programas de fomento e apoio cultural da Ancine. O primeiro evento de cinema a enfrentar problemas no governo Bolsonaro foi um dos menores e mais baratos do Brasil, o Anima Mundi. Correndo risco de acabar, o festival mudou sua configuração, diminuiu ainda mais e recorreu à vaquinha virtual para realizar sua edição deste ano. Graças a financiamento coletivo, o festival, que dá vaga na disputa do Oscar de Melhor Curta de Animação, conseguiu sobreviver mais um ano. É nesta pequena vitória que o Festival do Rio se inspira para tentar sair do papel. Mas só isso não adianta. O Festival do Rio não é, obviamente, o Anima Mundi, que buscou “apenas” RS$ 400 mil para se viabilizar. É – ou era – o maior festival de cinema do país. Mesmo em crise financeira, no ano passado, conseguiu exibir 200 títulos de 60 países em 20 locais da cidade, durante 11 dias — uma redução em relação aos 250 filmes da edição anterior. Deste total, 84 obras eram brasileiras (ou coproduções) – 64 longas e 20 curtas, entre ficções e documentários. Por conta disso, o evento é considerado a maior e mais relevante mostra do cinema nacional contemporâneo, que ao passar por suas telas ganha um cobertura intensa a mídia, que nenhum outro festival consegue replicar. Talvez o festival tenha que abrir mão de uma parte de sua programação, pois, se por um lado tem uma grande importância para o cinema nacional, apresenta-se como um festival internacional, com centenas de obras estrangeiras numa disputa direta por talento com a Mostra de São Paulo. Mas Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio, revelou ao jornal O Globo que o desabafo público da semana passada rendeu o aparecimento de empresas interessadas em patrocinar o evento. Como os apoios ainda não foram fechados, ela não cita os nomes. “O prazo é apertado, temos que montar um festival em menos de dois meses. Se acontecer, certamente será uma edição menor, não vamos fingir que nada aconteceu. Mas seguimos trabalhando na programação e dialogando com os produtores dos filmes”, disse Ilda a O Globo. Segundo a coluna de Ancelmo Gois, o governador do Rio, Wilson Witzel, comprometeu-se a ajudar o festival. Veja abaixo o vídeo da campanha de financiamento coletivo.












