Dois Irmãos tem uma das piores estreias de animação da Pixar nos EUA
A nova animação da Disney/Pixar, “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá com arrecadação de US$ 40 milhões. O valor correspondeu à expectativa do mercado, que já calculava que o novo lançamento do estúdio não repetiria fenômenos anteriores por não fazer parte de uma franquia. Mesmo assim, foi uma das piores estreias para uma animação da Pixar na América do Norte, com desempenho similar ao de “O Bom Dinossauro”, que abriu com US$ 39,2 milhões em 2015 e deu prejuízo. Para preocupar não apenas a Disney, mas todos os grandes estúdios de Hollywood, o faturamento internacional foi bem pior. O surto mundial de coronavírus impactou a arrecadação do lançamento, que rendeu apenas US$ 28 milhões em 47 mercados (incluindo US$ 1,1 milhão no Brasil). Todos os cinemas da China estão fechados, assim como boa parte do parque exibidor da Coreia do Sul, Japão e Itália. Ao todo, “Dois Irmãos” teve uma estreia global de US$ 68 milhões. A produção recebeu uma nota A- no CinemaScore, pesquisa de opinião feita junto ao público americano, e conquistou 86% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, o que pode ajudar a animação a se manter entre os filmes mais vistos nas próximas semanas. Líder da semana passada, “O Homem Invisível” caiu para o 2º lugar, somando mais US$ 15,1 milhões na sua conta para superar os US$ 50 milhões na América do Norte e se aproximar dos US$ 100 milhões em todo o mundo. Orçado em apenas US$ 7 milhões, o terror da Universal é um sucesso bastante visível e extremamente lucrativo. A outra grande estreia da semana na América do Norte ficou com o 3º lugar. Ainda sem título em português, “The Way Back”, que traz Ben Affleck lutando contra o alcoolismo, num paralelo com sua vida real, rendeu US$ 8,5 milhões em 2,7 mil cinemas. Muito abaixo das projeções. Mas os críticos se impressionaram o suficiente para dar ao drama 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil vai acontecer apenas em 24 de abril. Outros números relevantes do ranking são a aproximação de “Sonic: O Filme” da marca dos US$ 300 milhões mundiais, o avanço de “O Chamado da Floresta” para os US$ 100 milhões mundiais – ainda longe de cobrir seu orçamento de US$ 135 milhões – , a chegada lenta de “Aves de Rapina” na vizinhança dos US$ 200 milhões globais e o sucesso incontestável de “Bad Boys para Sempre”, que superou os US$ 200 milhões tanto nas bilheterias domésticas quanto no mercado internacional para atingir mais de US$ 400 milhões de arrecadação total. Confira abaixo mais detalhes dos rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica Fim de semana: US$ 40M Total EUA e Canadá: US$ 40M Total Mundo: US$ 68M 2. O Homem-Invisível Fim de semana: US$ 15,1M Total EUA e Canadá: US$ 52,6M Total Mundo: US$ 98,2M 3. The Way Back Fim de semana: US$ 8,5M Total EUA e Canadá: US$ 8,5M Total Mundo: US$ 9,1M 4. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 140,8M Total Mundo: US$ 295,6M 5. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 7M Total EUA e Canadá: US$ 57,4M Total Mundo: US$ 99,5M 6. Emma Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 6,8M Total Mundo: US$ 20,8M 7. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 202M Total Mundo: US$ 415M 8. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 82,5M Total Mundo: US$ 195,7M 9. Impractical Jokers: The Movie Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 9,6M Total Mundo: US$ 9,6M 10. My Hero Academy: Heroes Rising Fim de semana: US$ 1,5M Total EUA e Canadá: US$ 12,7M Total Mundo: US$ 27,8M
O Homem Invisível não tira Sonic: O filme do topo das bilheterias do Brasil
Ao contrário do que aconteceu nos EUA, a estreia do terror “O Homem Invisível” não conseguiu tirar “Sonic: O filme” do topo das bilheterias brasileiras. O filme infantil foi o mais visto no Brasil de quinta (27/2) a domingo (1/3) passados, com público de 376 mil pessoas e R$ 6,1 milhões em ingressos vendidos. Em três semanas em cartaz, a adaptação do videogame já arrecadou R$ 36,9 milhões no mercado nacional. “O Homem Invisível” teve o segundo maior público do fim de semana. Foram 197 mil espectadores e R$ 3,6 milhões em bilheteria para a reimaginação do monstro clássico da Universal no país. O título que completa o Top 3 é “Dolittle”. Grande fracasso mundial de público e crítica, a produção infantil conseguiu atrair 170 mil espectadores e faturar R$ 3 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz. Nas demais posições, destaca-se “Parasita”, que se mantém no ranking há 16 semanas e recebeu novo impulso comercial após vencer o Oscar 2020. Atualmente em 6º lugar, vendeu 70 mil ingressos no fim de semana, com uma arrecadação R$ 1,5 milhão. Desde a estreia, o filme sul-coreano já acumula R$ 17 milhões em bilheteria e público de 893 mil pessoas, um ótimo desempenho para uma produção asiática no Brasil. Também com participação longeva no ranking, “Minha Mãe é Uma Peça 3” completou 9 semanas em cartaz, ampliando sua arrecadação para R$ 180 milhões e atingindo quase 11,5 milhões de espectadores. O filme bateu o recorde de bilheteria do cinema brasileiro em janeiro e continua a ampliá-lo. Além disso, tornou-se nesse fim de semana o segundo filme nacional mais visto de todos os tempos, superando “Os Dez Mandamentos”. Saiba mais sobre os recordes de “Minha Mãe é Uma Peça 3” aqui. E veja abaixo o Top 10 dos filmes mais vistos no Brasil no fim de semana passado, segundo apuração da consultoria Comscore. #Top10 #bilheteria #filmes Final Semana 27/02-01/03:1. Sonic – O Filme2. O Homem Invisível3. Dolittle4. Maria e João – O Conto das Bruxas5. Aves de Rapina6. Parasita7. A Hora da Sua Morte8. Minha Mãe é Uma Peça 39. 191710. Luta por Justiça — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) March 2, 2020
Minha Mãe É um Peça 3 supera Os Dez Mandamentos e vira 2º filme brasileiro mais visto de todos os tempos
“Minha Mãe É uma Peça 3” continua lotando os cinemas e no fim de semana passado atingiu 11,4 milhões de espectadores, superando os 11,3 milhões de ingressos vendidos de “Os Dez Mandamentos” (2016) para se tornar o segundo filme brasileiro mais visto de todos os tempos. A comédia de Paulo Gustavo só vendeu menos ingressos que “Nada a Perder” (2018), cinebiografia do bispo Edir Macedo, que comercializou 12,1 milhões de tickets, mas tem seu público questionado, por conta da estratégia da Igreja Universal de comprar as sessões sem preencher todos os assentos dos cinemas com espectadores. Lançado em 26 de dezembro, o terceiro filme da Dona Hermínia já tem um faturamento de R$ 180 milhões, que representa a maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – recorde superado em janeiro passado, cerca de 45 milhões atrás. O valor se tornou, inclusive, maior que a soma da arrecadação conjunta dos dois primeiros filmes da franquia. A franquia “Minha Mãe É Uma Peça” é baseada na peça homônima, criada e estrelada por Paulo Gustavo como Dona Hermínia. Os dois primeiros filmes, lançados em 2013 e 2016, atingiram juntos o público de 13 milhões de espectadores e uma arrecadação total de R$ 173,7 milhões. O imenso sucesso e alcance de “Minha Mãe É Uma Peça 3” também coloca em cheque a definição do presidente Jair Bolsonaro sobre filmes que só agradam “uma minoria”, já que se trata de uma produção assumidamente LGBTQIA+. Sua trama é estrelada por um homem vestido de mulher (que na vida real é casado com outro homem), tem como tema um casamento homossexual e gira em torno de uma família que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada.
O Homem Invisível estreia em 1º lugar nos EUA
“O Homem Invisível” se tornou o primeiro filme de terror a liderar as bilheterias da América do Norte em 2020. A reimaginação do clássico da Universal faturou US$ 29 milhões em sua estréia, atraindo público com críticas elogiosas e 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se do melhor desempenho do gênero desde “It: Capítulo Dois” em setembro passado, e uma das melhores aberturas de uma coprodução da Blumhouse, a produtora especializada em terrores baratos de Jason Blum. Mantendo a característica econômica dos orçamentos da produtora, o filme foi rodado com apenas US$ 7 milhões (sem P&A, as despesas de marketing e divulgação) e já registra lucro em seu lançamento. Além dos US$ 29 milhões nos EUA e Canadá, “O Homem Invisível” faturou mais US$ 20,2 milhões no exterior e soma US$ 49,2 milhões mundiais. São números excelentes para um mercado enfraquecido, que não conta com os cinemas da China, devido ao coronavírus, e sofre diminuição de público em vários países pelo mesmo motivo. Também representa uma reação importante diante do quadro de filmes de terror que o antecederam, grandes fracassos de crítica e bilheteria, que criavam risco de generalização em relação a novos lançamentos. Campeão por duas semanas consecutivas, “Sonic: O Filme” caiu para o 2º lugar com US$ 16 milhões, mas ainda manteve sua liderança no exterior, onde somou outros US$ 26,8 milhões. Ao todo, a adaptação do videogame já faturou US$ 265,4 milhões em todo o mundo. O Top 3 se completa com “O Chamado da Floresta”, que fez mais US$ 13,2 milhões e totaliza US$ 79,3 milhões mundiais. Entretanto, por causa de seu pesado orçamento de US$ 150 milhões, deve terminar como mais um prejuízo na fatura da compra da Fox pela Disney. As bilheterias ainda registraram, em 4º lugar, a estreia do anime “My Hero Academy: Heroes Rising”, baseado na popular franquia animada japonesa, que fez US$ 6,3 milhões em 1,2 mil cinemas. Trata-se de um desempenho acima da média para um anime que, mesmo dublado em inglês, ocupa apenas um terço do circuito habitual dos blockbusters americanos. Outra curiosidade, “Impractical Jokers: The Movie”, versão de cinema de um reality show televisivo, atingiu o 7º lugar com U$ 3,5 milhões. Lançado na semana passada em circuito limitado, o longa já soma US$ 6,6 milhões no circuito doméstico. O fim de semana ainda registrou algumas marcas importantes para outros filmes em cartaz. “Bad Boys para Sempre” superou os US$ 400 milhões globais, confirmando seu potencial lucrativo. A produção da Sony foi orçada em US$ 90 milhões e, mesmo com despesas altas de marketing, já rendeu o suficiente para justificar os planos de uma nova sequência. A marca mais impressionante, porém, ficou com “Parasita”. O suspense sul-coreano vencedor do Oscar 2020 tornou-se o quarto filme não falado inglês a superar os US$ 50 milhões em ingressos vendidos no mercado norte-americano. Ao todo, faturou US$ 51,6 milhões nos EUA e Canadá e continua movimentando as bilheterias – foram US$ 1,5 milhão de arrecadação nos últimos três dias, em 12º lugar. Confira a seguir os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. O Homem-Invisível Fim de semana: US$ 29M Total EUA e Canadá: US$ 29M Total Mundo: US$ 49,2M 2. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 16M Total EUA e Canadá: US$ 128,2M Total Mundo: US$ 265,4M 3. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 13,2M Total EUA e Canadá: US$ 45,8M Total Mundo: US$ 79,3M 4. My Hero Academy: Heroes Rising Fim de semana: US$ 6,3M Total EUA e Canadá: US$ 8,4M Total Mundo: US$ 23,5M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 197,3M Total Mundo: US$ 405,3M 6. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 78,7M Total Mundo: US$ 188,3M 7. Impractical Jokers: The Movie Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 6,6M 8. 1917 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 155,8M Total Mundo: US$ 362,3M 9. Brahms: O Boneco do Mal 2 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 9,7M Total Mundo: US$ 16,1M 10. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 2,3M Total EUA e Canadá: US$ 24M Total Mundo: US$ 40,4M
Sonic: O Filme lidera bilheterias da América do Norte pela segunda semana
“Sonic: O Filme” liderou as bilheterias dos EUA e Canadá pelo segundo fim de semana consecutivo, após vencer uma disputa acirrada com “O Chamado da Floresta”. As duas produções infantis chegaram a se alternar no topo ao longo do fim de semana, mas a adaptação de videogame acabou faturando US$ 1,5 milhão a mais nas projeções deste domingo (23/2). Com os US$ 26,3 milhões dos últimos três dias, “Sonic: O Filme” superou a marca de US$ 100 milhões na América do Norte e atingiu o dobro disso no mercado mundial. “O Chamado da Floresta” ficou em 2ª lugar com US$ 24,8 milhões, somando US$ 40,2 milhões em todo o mundo. Mas esse desempenho não deve evitar mais uma “herança maldita” da Disney, numa cortesia da antiga Fox. Isto porque, na verdade, a diferença para “Sonic: O Filme” não é de US$ 1,5 milhão nas bilheterias, mas de US$ 50 milhões no orçamento de produção. O filme estrelado por Harrison Ford e um cachorro digital era uma tentativa da Fox de concorrer com a Disney nas adaptações infantis que misturam animação computadorizada e atores reais, e foi encomendado após o sucesso de “Mogli, o Menino Lobo” com um orçamento de US$ 135 milhões. Numa reviravolta do mundo dos negócios, a tentativa da Fox de parecer a Disney acabou virando Disney de verdade, com a aquisição da 20th Century Fox e sua transformação em 20th Century Studios. A trama até funciona bem no contexto das fábulas live-action do estúdio do Mickey Mouse, mas não é uma novidade como “Sonic”. Ao contrário, trata-se de uma história conhecida demais nos EUA, onde o clássico literário de Jack London (1876–1916) que a inspira faz parte do currículo escolar. Por sinal, se o lançamento não tivesse acontecido nas férias, talvez mais crianças fossem conferir o longa como lição de aula. “Aves de Rapina”, que mudou de nome para “Arlequina: Aves de Rapina”, ficou em 3º lugar com US$ 7 milhões e, após três fins de semana, somou US$ 173,7 milhões mundiais, praticamente o dobro de seu orçamento de US$ 84,5 milhões. Entretanto, a arrecadação em queda e o colapso do mercado asiático após o surto do coronavírus podem virar barreiras para a produção atingir a meta mínima de US$ 250 milhões, ponto em começa a se distanciar do prejuízo. Segundo lançamento amplo do fim de semana, “Brahms: Boneco do Mal 2” abriu em 4º lugar com US$ 5,9 milhões. Trata-se de um fiasco até mesmo para os padrões de um terror barato que custou US$ 10 milhões. Mas ainda mais baixa que a arrecadação foi a avaliação da crítica. Com apenas 8% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, “Boneco do Mal 2” foi considerado pior que “Ilha da Fantasia” (10%), “Os Órfãos” (12%) e “O Grito” (20%), confirmando que 2020 não é um bom ano para filmes de terror. A qualidade da safra é tão fraca que pode afastar de vez o público do gênero e prejudicar possíveis exceções no baixo nível atual. Confira a seguir os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 26,3M Total EUA e Canadá: US$ 106,6M Total Mundo: US$ 203,1M 2. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 24,8M Total EUA e Canadá: US$ 24,8M Total Mundo: US$ 40,2M 3. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 7M Total EUA e Canadá: US$ 72,5M Total Mundo: US$ 173,7M 4. Brahms: O Boneco do Mal 2 Fim de semana: US$ 5,9M Total EUA e Canadá: US$ 5,9M Total Mundo: US$ 8,1M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 191,1M Total Mundo: US$ 391,1M 6. 1917 Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 151,9M Total Mundo: US$ 347,2M 7. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 20,1M Total Mundo: US$ 33,7M 8. Parasita Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 48,9M Total Mundo: US$ 204,5M 9. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 310,9M Total Mundo: US$ 787,9M 10. A Fotografia Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA e Canadá: US$ 17,6M Total Mundo: US$ 17,6M
CEO da Disney diz que Tom Holland lhe deve um chope por salvar o Homem-Aranha
Bob Iger, o poderoso CEO da The Walt Disney Company, brincou que Tom Holland lhe deve um chope por salvar o Homem-Aranha. Ele fez a brincadeira numa publicação do Twitter, em que compartilhou fotos com Holland e Chris Pratt no tapete vermelho da première de “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, animação da Pixar que, em inglês, tem título curtinho (“Onward”). “A estreia de ontem à noite do novo filme da Pixar, ‘Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica’, me deu a chance de ver amigos da Marvel Studios – Chris Pratt e Tom Holland! Tom me deve um ‘chope’ por salvar Homem Aranha!”, escreveu Iger. O CEO da Disney refere-se, na piada, às negociações entre Disney e Sony para produzir um terceiro filme do Homem-Aranha. O herói chegou a ficar alguns dias fora do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) após os estúdios endurecerem suas posições para renovar a parceria. Os bastidores dessa história foram revelados pela revista The Hollywood Reporter em outubro passado. A publicação informou que o intérprete do herói teve encontros com Bob Iger e Tom Rothman, o chefão da Sony, após o anúncio de que o Aranha não estaria mais no Universo Marvel. Ele usou sua participação na D23, a Comic Con da Disney, para mobilizar fãs e usar essa influência para demonstrar aos dois executivos como a permanência do Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) seria mais lucrativo para ambos, com maior venda de ingressos e nenhum protesto de fãs. Ele também teria usado seu contrato para estrelar “Uncharted”, adaptação de game que a Sony pretende transformar em franquia, para fazer Rothman reconsiderar a separação, e se tornou uma das raras estrelas de cinema a ser recebida pessoalmente por Iger, um dos homens mais poderosos de Hollywood, para discutir o aspecto comercial do lançamento de um filme. Tom Holland tem apenas 23 anos. Graças a seus esforços, os dois estúdios retomaram as discussões. No final, Rothman declarou: “Acho que foi uma vitória para a Sony. Acho que foi uma vitória para a Disney. Acho que foi uma vitória para fãs e espectadores”. Ainda não há previsão de estreia para o terceiro filme do Homem-Aranha estrelado por Holland. Mas “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” é a próximo lançamento do ator. E se trata de mais um trabalho de dublagem, após “Um Espião Animal” e “Dolittle”. No filme, ele e Chris Pratt são irmãos elfos, que tentam reencontrar a magia perdida num reino de fadas contemporâneo, em que a fantasia foi substituída pela tecnologia. A estreia está marcada para 5 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Last night's premiere of @Pixar latest film, #Onward, gave me a chance to see @MarvelStudios friends–#ChrisPratt and #TomHolland! Tom owes me a "pint" for saving @SpiderMan! pic.twitter.com/JP1UOQJa6h — Robert Iger (@RobertIger) February 19, 2020
Parasita dispara nas bilheterias brasileiras após vencer o Oscar
O suspense sul-coreano “Parasita” disparou nas bilheterias brasileiras após conquistar quatro Oscars, incluindo o de Melhor Filme do ano. Refletindo a estratégia da distribuidora, que dobrou a quantidade de cópias disponíveis, o longa foi o 3º mais visto no Brasil no último fim de semana, aumentando seu público em 364%. Com projeção em 316 salas, “Parasita” teve 158 mil espectadores e arrecadou R$ 3,3 milhões em ingressos vendidos de quinta a domingo (16/2). No mesmo período da semana anterior, tinha sido exibido em 102 salas, com público de apenas 32,8 mil pessoas e faturamento de R$ 607 mil. Há 15 semanas em cartaz nos cinemas brasileiros, o único filme a vencer tanto o Festival de Cannes quanto o Oscar já acumula público de 563 mil espectadores e renda de R$ 10,6 milhões em ingressos vendidos no país. A premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas também teve efeito na bilheteria dos Estados Unidos, onde “Parasita” teve sua arrecadação ampliada 234%. Atualmente, a obra-prima do diretor Bong Joon-ho soma US$ 175 milhões de faturamento mundial. Acima da produção sul-coreana no ranking nacional, só ficaram dois blockbusters americanos, “Sonic: O Filme” e “Aves de Rapina”, em 1º e 2º lugar, respectivamente. O adaptação do videogame levou 708 mil pessoas aos cinemas e obteve R$ 11,6 milhões, enquanto o filme baseado em quadrinhos teve 306 mil espectadores e R$ 5,1 milhões em ingressos vendidos. Veja abaixo o Top 10 das bilheterias brasileiras, em levantamento da empresa Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria Final Semana 13 a 16 FEV:1. Sonic – O Filme2. Aves de Rapina3. Parasita4. Bad Boys Para Sempre5. 9176. Minha Mãe É Uma Peça 37. O Grito8. Jumanji – Próxima Fase9. Jojo Rabbit10. Frozen 2 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) February 17, 2020
Netflix acaba com período de testes de 30 dias para novos usuários
A Netflix não oferece mais teste gratuito por 30 dias para novos usuários no Brasil. Quem busca pelo período de teste grátis na central de ajuda da empresa encontra uma mensagem que diz “no momento, não oferecemos utilização gratuita no seu país”. O fim do teste é parte de um movimento global da Netflix, que começou há quase um ano. Desde março de 2019 o período de utilização gratuita não era mais utilizado na América Latina e na Espanha. Em dezembro, a opção também deixou de ficar disponível no Reino Unido. No Brasil, o término do período de utilização gratuita vinha ocorrendo aos poucos, desde dezembro. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após experiências com novas formas para atrair os assinantes, entre elas a liberação de produções específicas para não-assinantes, como aconteceu no Brasil com a série “Irmandade” e a animação natalina “Klaus”. Nos Estados Unidos, a empresa liberou até o dia 9 de março a comédia romântica “Para Todos Os Garotos que Já Amei”.
Sonic bate recorde com maior estreia de filme baseado em videogame nos EUA
A Paramount descobriu a fórmula ideal para lançar blockbusters. É simples: basta impedir a publicação das críticas até a estreia. Graças a esse estratagema, “Sonic: O Filme” teve desempenho acima do esperado na América do Norte, com faturamento de US$ 58 milhões entre sexta e domingo (16/2), recorde para uma adaptação de filmes baseados em videogames. O recorde anterior era de “Pokemon: Detetive Pikachu”, que abriu com R$ 54,3 milhões nos EUA e Canadá no ano passado. No resto do mundo, houve menos entusiasmo com a produção. “Sonic: O Filme” faturou US$ 43 milhões no exterior, somando US$ 111 milhões em bilheteria global. A adaptação do jogo clássico da Sega, que destaca a participação de Jim Carrey como o vilão Dr. Robotnik, precisou passar por uma revisão completa de efeitos, após o visual do personagem-título ter sido amplamente rejeitado pelo público, na divulgação do primeiro trailer. Temendo também rejeição da crítica ao resultado final, o estúdio proibiu a publicação de resenhas até a quinta-feira passada (13), dia da estreia do longa no mercado internacional. Assim que o embargo foi levantado, as primeira críticas publicadas foram dos sites geeks, fazendo com que o filme aparecesse com 70% de aprovação no Rotten Tomatoes. Como o principal site de venda de ingressos dos EUA, o Fandango, informa essa avaliação para os consumidores, houve estímulo para o comércio dos ingressos. Entretanto, a imprensa propriamente dita (jornais e revistas impressos) teve opinião diversa, fazendo a nota cair para 63% até domingo. Só que esta altura o filme já era um sucesso de público, apesar de ter sido rejeitado pelos críticos considerados top (representantes da própria imprensa), que consideram o filme apenas 50% passável – ou perfeitamente medíocre. Em termos de comparação, os 63% de aprovação geral de “Sonic” no Rotten Tomatoes equivalem à nota dos “tops” para “Aves de Rapina”, que caiu para o 2º lugar na América do Norte. Juntando os blogueiros geeks, o número do filme da Arlequina dispara para 79% no mesmo Rotten Tomatoes. E, mesmo assim, muita gente achou “Aves de Rapina” fraco. Imaginem, então, “Sonic: O Filme”. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics faturou US$ 17,1 milhões em sua segunda semana em cartaz, atingindo US$ 61,6 milhões na América do Norte e US$ 145,2 milhões em todo o mundo. Sem a China e parte da Ásia para impulsionar as bilheterias mundiais, por culpa do coronavírus, a Warner vai ter contas a fazer nas próximas semanas, mas pelo menos aprendeu uma lição com “Liga da Justiça”: o orçamento mais baixo da nova produção, de US$ 84,5 milhões, ajuda a evitar prejuízo. A semana teve mais três lançamentos. O terror que adapta a série “Ilha da Fantasia” e o romance “A Fotografia” abriram muito próximos, respectivamente com 12,4 e 12,2 milhões, em 3º e 4º lugares. “Ilha da Fantasia”, porém, conseguiu uma distinção. Tornou-se o terror pior avaliado do ano, com 9% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entre os críticos top, a situação chega a ser ainda mais aterradora, com 0%. Ou seja, teve pior avaliação que “O Grito” (20%) e “Os Órfãos” (12%), e o acúmulo de tantas lançamentos de baixo nível em tão pouco tempo sinaliza que os filmes do gênero atravessam uma fase de péssima qualidade em Hollywood. Quem se deu mal, realmente, foi “Downhill”, que fez apenas US$ 4,6 milhões em 10º lugar. O filme que completa a lista de novidades e não tem previsão de estreia no Brasil é um remake do drama sueco “Força Maior”. A versão estrelada pelos comediantes Will Ferrell e Julia Louis-Dreyfus conseguiu ser rejeitada por público e crítica. Enquanto o original de 2014 recebeu 94% de aprovação, a cópia inferior americana atingiu 40% (31% entre os tops). Hollywood insiste em refilmar sucessos internacionais com a desculpa de que o público americano não lê legendas. A vitória de “Parasita” no Oscar, em contraste com o acúmulo de fracassos dos remakes, pode mudar a tendência. “Parasita”, por sinal, voltou a aparecer no Top 10 com sua conquista do fim de semana passado. Fez US$ 5,5 milhões, para atingir 44,3 milhões na América do Norte, uma das maiores bilheterias para filmes estrangeiros nos EUA e Canadá. Em todo o mundo, o valor é US$ 175,3 milhões. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – se preferir, clique também em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 58M Total EUA e Canadá: US$ 68M Total Mundo: US$ 112M 2. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 17,1M Total EUA e Canadá: US$ 61,6M Total Mundo: US$ 145,2M 3. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 12,4M Total EUA e Canadá: US$ 14M Total Mundo: US$ 21,6M 4. A Fotografia Fim de semana: US$ 12,2M Total EUA e Canadá: US$ 13,3M Total Mundo: US$ 13,3M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 11,3M Total EUA e Canadá: US$ 182,8M Total Mundo: US$ 369,8M 6. 1917 Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 145,6M Total Mundo: US$ 323,7M 7. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 5,7M Total EUA e Canadá: US$ 307M Total Mundo: US$ 780M 8. Parasita Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 44,3M Total Mundo: US$ 175,3M 9. Dolittle Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 71,7M Total Mundo: US$ 182,3M 10.
HBO Max: Comercial do serviço de streaming reúne Friends, super-heróis e Casablanca
A HBO Max divulgou seu comercial de conteúdo, prometendo a HBO com “muito mais”. O vídeo desfila rapidamente algumas séries clássicas, começando com “Friends”, mas também “The Big Bang Theory”, “O Rei do Pedaço” e “South Park”, alternadas com cenas de cinema, de clássicos como “O Mágico de Oz” e “Casablanca” a lançamentos mais recentes, com destaque para as adaptações da DC Comics “Mulher-Maravilha” e “Coringa”. Prometendo 10 mil horas de conteúdo já na sua estreia, o serviço terá conteúdo das emissoras HBO, TNT, TBS, TCM (Turner Classic Movies), TruTV e The CW, dos canais de animação Cartoon Network, Rooster Teeth, Adult Swim e Crunchyroll, e também todo o catálogo da Warner Bros., New Line, Looney Tunes, CNN e DC Entertainment, além de produções da BBC, num acordo recentemente firmado. Isso significa também séries como “Game of Thrones”, “Big Little Lies”, “Pretty Little Liars”, “Doctor Who”, “The Alienist”, “Rick and Morty” e “Chernobyl”, além de milhares de filmes, atrações clássicas da TV e ainda produções originais. A plataforma de streaming tem planos para desenvolver conteúdo próprio, como um revival de “Gossip Girl”, uma animação sobre a família real britânica, uma atração sci-fi de Ridley Scott (“Perdido em Marte”), novos desenhos dos Looney Tunes e uma série do super-herói Lanterna Verde, entre outras produções. O objetivo é estrear em maio, nos EUA, já com 31 atrações inéditas e exclusivas. Ainda não há previsão para o lançamento do serviço no Brasil.
Cade mantém fusão entre Disney e Fox paralisada no Brasil
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu manter paralisado o processo de fusão entre Disney e Fox no Brasil. Em contraste ao avanço obtido pela aprovação da fusão entre Warner e a AT&T na semana passada pela Anatel, o conselho do Cade não pautou a análise do outro caso urgente de mídia, mesmo com – ou por causa da – reclamação da Disney em relação ao ritmo lento adotado pelo órgão para analisar o processo. No último dia 6 de fevereiro, representantes da Disney e membros do Cade tiveram uma reunião em Brasília (DF) na sede do órgão, onde o clima teria se tornado tenso. Os representantes da empresa de entretenimento se disseram bastante incomodados com a lentidão do órgão para definir a situação da fusão entre Disney e Fox no Brasil. Segundo apuraram vários veículos de imprensa, a Disney deixou claro nesta reunião que apresentou todos os pedidos de venda do Fox Sports, que era a condição para a aprovação, além de ter cumprido todas as obrigações que o Cade pediu para aprovar o negócio. Mas o próprio Cade impediu propostas do maior interessado, o grupo Globo. A próxima sessão do Cade para julgar processos que podem caracterizar monopólio está marcada para quarta-feira (19/2), mas a pauta publicada no site oficial do órgão não prevê a discussão do caso da Disney. Com isso, a conclusão da fusão entre Disney e Fox está adiada pelo menos até o dia 9 de março, quando ocorre a terceira sessão do ano. Assim como aconteceu com a WarnerMedia, o Brasil é último país a travar o negócio da Disney em nível mundial. Por conta dessa indefinição, o estúdio diminuiu seus investimentos no país. Não só na área de esportes, que vive a maior incógnita, mas principalmente em seus planos para o lançamento da plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), que utiliza propriedades da Fox, como a série animada “Os Simpsons”. Também são afetados os planos relacionados aos demais serviços da empresa, como a Hulu, que depende mais fortemente do conteúdo da Fox, e a versão de streaming da ESPN, que está perdendo prazos para negociar direitos de transmissões. Ao mesmo tempo, a empresa tem feito reestruturações nas chefias de departamentos da Fox, a partir da decisão original do Cade de aprovar o negócio. O aval foi dado há exatamente um ano, mas incluiu a condição de venda do canal Fox Sports. Como a Disney não conseguiu nenhum comprador que atendesse as exigências do órgão, o Cade afirmou em novembro que iria rever toda a operação, o que inclui as mudanças estruturais já realizadas pela Disney na Fox. Só que até agora não marcou reunião para tratar disso.
Minha Mãe É uma Peça 3 já é terceiro filme brasileiro mais visto em todos os tempos
O público do filme “Minha Mãe É uma Peça 3” não pára de crescer. Nesta quinta (13/2), a comédia de Paulo Gustavo atingiu 11,2 milhões de espectadores, superando os 11,1 milhões de ingressos vendidos de “Tropa de Elite 2”. Com isso, transformou-se no terceiro filme mais visto da história da indústria cinematográfica nacional, atrás apenas dos dramas “Nada a Perder” (2018) e “Os Dez Mandamentos” (2016), justamente os filmes que têm seu público questionado, por conta de uma estratégia da Igreja Universal, que esgotou os ingressos das sessões sem preencher os assentos dos cinemas com espectadores. Como a diferença é pequena, os números polêmicos do 2º colocado devem ser superados em breve. A diferença para “Os Dez Mandamentos” é de apenas 100 mil ingressos, enquanto “Nada a Perder” tem cerca de 900 mil de vantagem. Atualmente em 3º lugar no ranking nacional, “Minha Mãe É uma Peça 3” ainda continua lotando suas sessões. No fim de semana passado, levou 209 mil espectadores aos cinemas. Basta atingir metade desse número até domingo para superar o recorde de “Os Dez Mandamentos”. Há oito semanas em cartaz, a comédia da Dona Hermínia já tem um faturamento de R$ 175 milhões, que representa a maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – recorde superado em janeiro passado, cerca de 40 milhões atrás. O valor se tornou, inclusive, maior que a soma da arrecadação conjunta dos dois primeiros filmes da franquia. A franquia “Minha Mãe É Uma Peça” é baseada na peça homônima, criada e estrelada por Paulo Gustavo como Dona Hermínia. Os dois primeiros filmes, lançados em 2013 e 2016, atingiram juntos o público de 13 milhões de espectadores e uma arrecadação total de R$ 173,7 milhões. O imenso sucesso e alcance de “Minha Mãe É Uma Peça 3” também coloca em cheque a definição do presidente Jair Bolsonaro sobre filmes que só agradam “uma minoria”, já que se trata de uma produção assumidamente LGBTQIA+. Sua trama é estrelada por um homem vestido de mulher (que na vida real é casado com outro homem), tem como tema um casamento homossexual e gira em torno de uma família que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada.
Estreias de Sonic: O Filme e O Grito são bons motivos para ir ao cinema… (re)ver Parasita
Sem empolgar, a programação de estreias desta quinta (13/2) serve de desculpa para rever ou – para quem ainda não viu – conhecer “Parasita”, que vai dobrar sua ocupação de salas após vencer o Oscar no domingo passado (9/2). Quando estreou no território nacional, em novembro passado, o filme de Bong Joon Ho recebeu distribuição limitada em apenas 60 salas, mas, graças ao boca-a-boca e conquista ininterrupta de prêmios, já tinha atingido 137 salas no fim de semana passado. A partir de agora, a oferta aumenta para 248 salas em todo o país. A distribuição ampla torna “Parasita” a melhor alternativa aos lançamentos dos cinemas de shopping center, que recebem a produção infantil “Sonic: O Filme” e o terror “O Grito”. “Sonic: O Filme” teve um desenvolvimento conturbado, precisando refazer seus efeitos após o visual humanizado do personagem-título, um ícone dos videogames, ter sido amplamente rejeitado pelo público. Infelizmente, não deu para refazer o filme inteiro, cujas críticas estão sendo escondidas dos espectadores. Apesar de estrear na sexta nos EUA, as primeiras análises foram derrubadas na internet por intervenção do estúdio Paramount. Fato: o Google indexou várias resenhas, inclusive nacionais, que levam a páginas com erro 404. A maioria tinha teor negativo. Por outro lado, exaltações de comentaristas obscuros estão liberadas no Twitter. Ao esconder as críticas profissionais, o estúdio aposta na curiosidade dos fãs do game para fazer a maior bilheteria de abertura possível, antes da constatação de sua qualidade. Fica a dica. “O Grito”, por outro lado, já é constatadamente ruim. Como o filme estreou em janeiro na América do Norte, a péssima recepção já se encontra disseminada. Não apenas entre a crítica, que lhe deu só 21% de aprovação (podre) no Rotten Tomatoes, mas também entre o público, com direito à pior nota CinemaScore possível, F, votada pelos espectadores na saída das sessões de cinema dos EUA. No circuito limitado, o título que ocupa mais telas é “O Preço da Verdade”, um drama jurídico ao estilo de “Conduta de Risco” (2007), em que Mark Ruffalo (o Hulk) vive um advogado de grandes corporações. Inspirado em história real, o longa mostra como ele sofre uma crise de consciência ao perceber que um de seus maiores clientes está poluindo sua cidadezinha natal, matando o gado e envenenando a população – inclusive sua família. É quando decide usar tudo o que sabe sobre litígio empresarial para enfrentar seus colegas de trabalho e (ex)patrão. Com 89% no Rotten Tomatoes, o drama tem direção do premiado Todd Haynes (“Carol”) e ainda traz no elenco Anne Hathaway (“As Trapaceiras”). Já a distinção de melhor lançamento inédito do fim de semana cabe ao elogiadíssimo “Antologia da Cidade Fantasma”, considerado o ponto alto da carreira do canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”). Apesar da premissa de terror sobrenatural, a história é apresentada como um drama. Numa cidadezinha em que nada acontece, um acidente de carro fatal inicia um ciclo de perturbações. Pessoas estranhas começam a aparecer ao redor da cidade, observando os moradores à distância, em cada vez maior número, e o tempo parece não passar como deveria. Altamente atmosférico, conquistou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. A programação se completa com “Dilili em Paris”, mais recente animação de Michel Ancelot, premiada no César de 2019 – mas sem a qualidade de “Kiriku e a Feiticeira” (1999) e “Príncipes e Princesas” (2000) – , o drama sérvio “Cicatizes”, em que mãe justiceira enfrenta complô de rapto de bebês, e o documentário musical “Inaudito”, dedicado à carreira do guitarrista Lenny Gordin, cujos acordes eletrificaram a Tropicália. Confira abaixo os detalhes, com todos os títulos, sinopses e trailers das estreias da semana. Sonic: O Filme | EUA | Infantil Sonic tenta se adaptar à sua nova vida na Terra com seu recém-descoberto melhor amigo humano Tom Wachowski, e os dois unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik capture Sonic e use seus poderes para dominar o mundo. O Grito | EUA | Terror Em uma casa, uma maldição nasce após uma pessoa morrer em um momento de terrível terror e tristeza. Voraz, a entidade maligna não perdoa ninguém, fazendo vítima atrás de vítima e passando a maldição adiante. O Preço da Verdade | EUA | Drama Robert Bilott (Mark Ruffalo) é um advogado de defesa corporativo que ganhou prestígio trabalhando em casos de grandes empresas de químicos. Quando fazendeiros de sua cidade chamam sua atenção para mortes que podem estar ligadas a lixo tóxico de uma grande corporação, ele embarca em uma luta pela verdade, em um processo judicial que dura anos e põe em risco sua carreira, sua família e seu futuro em geral. Antologia da Cidade Fantasma | Canadá | Drama Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e o prefeito Smallwood começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade. Dilili em Paris | França | Animação Com a ajuda do seu amigo, um entregador, Dilili, uma jovem Kanak, investiga uma série de sequestros misteriosos a jovens garotas que está assolando a Paris da Belle Epoque. Encontrando uma série de personagens misteriosos, cada um deles com pistas que vão ajudar na sua busca. Cicatrizes | Sérvia | Drama Há 20 anos, Ana sofre de uma dor implacável. Ela passou todo esse tempo convicta de que seu filho, alegado natimorto pelo hospital, na realidade teria sido vendido para um esquema de adoção ilegal que vigora até os dias atuais na Sérvia. Com uma nova pista e o relato de outras dezenas de mulheres que acreditam ter passado pela mesma situação, Ana vê motivos para recuperar as esperanças. Inaudito | Brasil | Documentário Nascido na China, Lanny Gordin fez carreira como músico no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970. Neste período, trabalhou em discos e shows de Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Jards Macalé e outros ícones da música popular brasileira. O ostracismo veio no final da década de 1970, associado ao desenvolvimento de esquizofrenia. Aos 65 anos, Lanny relata sua chegada ao país e revela seus pensamentos sobre a vida e, especialmente, sua relação com a música.











