Pluto TV: Streaming gratuito da ViacomCBS chega no Brasil em dezembro
A ViacomCBS confirmou seus planos de lançar sua plataforma gratuita de streaming, Pluto TV, no Brasil ainda neste ano. Disponibilizada em abril na América Latina, a Pluto TV vai finalmente desembarcar por aqui em dezembro. O conglomerado de comunicação americano adquiriu a PlutoTV por US$ 340 milhões há pouco mais de um ano, apostando num tipo diferente de serviço de streaming. Enquanto Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+ e Disney+ (Disney Plus) oferecem um serviço por assinatura a preço fixo, a PlutoTV não tem cobrança alguma. O negócio funciona à base de comerciais inseridos no meio da programação, como a velha televisão. Em sua recente expansão mundial, o Pluto TV já pode ser encontrado em 22 países, alcançando 33 milhões de usuários ativos por mês. O conteúdo vem, primordialmente, das empresas do conglomerado, como os estúdios de cinema Paramount e DreamWorks Animation, os canais pagos MTV, Nickelodeon, E!, Bravo, Comedy Central e as redes CBS e Sky, mas também de parcerias com terceiros, como a rede BBC, os estúdios MGM e Sony Pictures e os canais pagos NBC News e Fox Sports. A lista de canais destaca Nick Jr. Club, Nick Clássico, Pluto TV Cine Sucessos, Pluto TV Cine Comédia, Pluto TV Cine Drama, Pluto TV Cine Terror, Pluto TV Séries, Pluto TV Retrô, MTV Pluto TV, Pluto TV Anime, Pluto TV Investiga, Pluto TV Natureza, Pluto TV Junior e Pluto TV Kids. Além disso, há oferta de filmes como os títulos da saga “Star Trek”, além de dramas cultuados e blockbusters, rendendo uma programação bastante variada – exemplos incluem “Babel”, “Blue Jasmine”, “Anjos da Noite”, “O Casamento do Ano”, “Amor Bandido”, “Obsessão”, “O Âncora”, “Expresso do Amanhã” e “Carga Explosiva 3”. O acesso à plataforma deverá ser disponibilizado por três meios: por aplicativo (iOS e Android), pelo site da empresa e também no menu de canais das operadoras de TV paga. Mas mais detalhes devem ser anunciados no fim do ano. Vale lembrar que a ViacomCBS também possuiu uma plataforma de streaming com modelo de assinatura, a CBS All Access, que tem programação exclusiva e, embora permaneça atualmente restrita ao público americano, também há planos para seu lançamento global em 2021.
Cinemas brasileiros vão reabrir com festival de blockbusters clássicos
Os cinemas brasileiros estão se preparando para uma possível reabertura a partir de setembro. Mas isso não vai acontecer com lançamentos atuais, apesar de a data ser propícia para receber “Mulan” e “Tenet”. Os distribuidores e exibidores querem, primeiro, reconquistar a confiança do público, e para isso estão programando sessões iniciais com sucessos conhecidos. Batizada de festival De Volta para o Cinema, a iniciativa tem o objetivo de estimular a volta do público com sessões a preços acessíveis. O projeto contará com 24 filmes divididos em oito temas dentro dos gêneros de ação, comédia, ficção científica, terror, fantasia, suspense e drama com ingressos de R$ 10,00 para salas convencionais e R$ 20,00 para salas VIP, além da meia-entrada. A princípio, o chamado “festival” está programado para estrear no dia 3 de setembro. Isto é daqui a duas semanas. Entretanto, não há sinais claros de parte das autoridades para que os cinemas possam abrir nesta data nos principais mercados do país. Manaus foi a primeira grande cidade a autorizar o retorno da atividade, em agosto. No Rio de Janeiro, há expectativa de autorização para a reabertura em setembro. Mas São Paulo segue sem previsão, a espera do avanço das fases de quarentena. Caso a data não possa ser cumprida em muitos locais, a ideia é manter a programação do festival de acordo com a abertura das salas em cada cidade do país, entrando em cartaz sempre na primeira semana de abertura de cada local. Nesta reabertura, as salas funcionarão com público reduzido, com espaço de duas poltronas livres entre os espectadores, para garantir o distanciamento social. Os espaços também disponibilizarão álcool em gel ao longo do percurso do cliente. Além disso, os intervalos entre as sessões serão ampliados e as salas higienizadas – incluindo as poltronas, corrimões e guarda-copos. As máscaras serão obrigatórias desde a entrada do espaço e todos terão suas temperaturas medidas. Apesar disso, a iniciativa gerou protestos nas redes sociais. Um tuíte sobre o projeto na conta de Érico Borgo, um dos idealizadores do festival, disparou comentários negativos de usuários, que argumentaram ser irresponsável reabrir os cinemas enquanto os números da pandemia continuam elevados no país. Já outros argumentaram que vários ramos de negócios já tiveram autorização de reabrir (com ou sem medidas de segurança), e que isso serviria para ajudar exibidores em situação financeira complicada após meses de fechamento. Veja os filmes selecionados para o festival “De Volta Para o Cinema” abaixo, divididos por categorias. A Fantástica Lista de Clássicos Pop “Superman: O Filme” “Os Caça-Fantasmas” “Matrix” “De Volta Para o Futuro” A Lista do Espanto “Invocação do Mal” “O Exorcista” (Versão do Diretor) “O Iluminado” “Tubarão” A Sociedade das Sagas “Harry Potter e a Pedra Filosofal” “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” “Crepúsculo” A Vingança dos Geeks “Os Vingadores” “Batman: O Cavaleiro das Trevas” “Homem-Aranha no Aranhaverso” Curtindo a Família Adoidado “Divertida Mente” “Minions” “Turma da Mônica: Laços” “ET – O Extraterrestre” Dias de Identidade “Corra!” “Mulher-Maravilha” “Pantera Negra” Sob o Domínio do Drama “O Palhaço” “Os Bons Companheiros” Tropa de Risos “Até Que a Sorte nos Separe” “Fala Sério, Mãe!” “Minha Mãe É uma Peça”
Primeiro Harry Potter atinge US$ 1 bilhão nas bilheterias com relançamento na China
As circunstância excepcionais da pandemia, em que a abertura dos cinemas em alguns países não tem encontrado títulos inéditos para programar, acabou levando ao resgate de vários sucessos antigos. E isso se provou o empurrãozinho que faltava para “Harry Potter e a Pedra Filosofal” atingir uma marca histórica de bilheteria. Com o relançamento em 3D nas telas da China, o filme da Warner rendeu US$ 13,6 milhões só no último fim de semana em cerca 16 mil salas chinesas. A quantia foi suficiente para a produção de 2001 entrar num clube seleto, ao atingir a bilheteria total de US$ 1 bilhão de faturamento mundial – juntando todos os seus rendimentos de 19 anos nos cinemas. “Harry Potter e a Pedra Filosofal” foi apenas o segundo filme da saga a superar a marca bilionária, após o capítulo final, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”, de 2011, render US$ 1,34 bilhão globalmente. A franquia completa agora soma US$ 7,74 bilhões. O filme da Warner foi o primeiro grande sucesso americano desde que os cinemas fecharam entre fevereiro e março em todo o mundo, devido à pandemia. Por sinal, nos EUA – e no Brasil – as salas de projeção continuam fechadas. Já a China segue uma lenta recuperação, com a evolução da contenção do coronavírus no país. No fim de semana passado, as receitas de bilheterias chinesas registraram aumento de 65% em comparação ao fim de semana anterior, atingindo US$ 26,7 milhões de arrecadação entre sexta e domingo (16/8). O motivo para o crescimento está relacionado ao aumento da capacidade das salas, que passaram de 30% para 50%, bem como na atração de lançamentos inéditos locais, como “The Eight Hundred”, o primeiro blockbuster chinês a estrear depois da pandemia. O presidente de Distribuição Internacional da Warner Bros., Andrew Cripps, disse em comunicado que todos no estúdio “estão entusiasmados em ver Harry Potter maravilhar uma nova geração de espectadores”. “A popularidade do filme entre a audiência chinesa prova que o apelo dessas histórias é verdadeiramente atemporal e universal”, disse. O primeiro “Harry Potter” também faz parte dos planos de reabertura dos cinemas brasileiros.
Netflix tem material inédito para lançar até metade de 2021
A Netflix ainda tem muito material inédito para enfrentar a crise causada pela pandemia de coronavírus, que paralisou as produções de filmes e séries em todo o mundo. Enquanto os cinemas permanecem fechados, canais improvisam com aquisições de streaming e as plataformas concorrentes ficam sem novidades, o maior de todos os serviços de streamings garante ter conteúdo exclusivo para entreter seus assinantes até metade de 2021. “Temos muita coisa para lançar, definitivamente por todo o ano de 2020 e parte de 2021. Nós queremos voltar ao trabalho, como todo mundo, e queremos passar este ano da melhor forma possível, mas ainda estamos em boa forma”, revelou Tendo Nagenda, chefe de originais da Netflix, em entrevista ao site da revista The Hollywood Reporter Por conta disso, a empresa não está preocupada, ao menos por enquanto, com a falta de conteúdo para preencher sua programação durante a pandemia. Esta também é uma das razões pelas quais a Netflix tem aumentado consideravelmente sua quantidade de assinantes. Foram 10 milhões a mais no segundo trimestre de 2020. Além do material inédito que ainda tem para lançar – o que inclui a aguardada 5ª temporada de “Lucifer” – , a plataforma também está buscando aquisições externas – filmes e séries de várias partes do mundo – para adicionar ao seu serviço. Isto inclui produções brasileiras, como “Cidade Pássaro”, lançada na plataforma na quarta (29/7) passada – menos no Brasil, onde ainda tentará chegar aos cinemas.
A Mulher da Janela: Netflix negocia lançar suspense estrelado por Amy Adams
A Netflix está finalizando um acordo de aquisição de “A Mulher da Janela”, suspense estrelado por Amy Adams (“A Chegada”) e dirigido por Joe Wright (“O Destino de uma Nação”). “A Mulher da Janela” era a última produção da Fox 2000, estúdio fechado pela Disney após completar a aquisição do acervo da 21st Century Fox, e tinha lançamento previsto para maio passado. Entretanto, a data coincidiu com o período de fechamento dos cinemas como prevenção contra a covid-19. Devido à pandemia, a Disney tem dado diferentes destinos para algumas de suas produções já finalizadas. Filmes de baixa classificação etária, como “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” e “O Grande Ivan”, foram encaminhados para a plataforma Disney+ (Disney Plus). Mas títulos produzidos para o público mais velho começam a ser negociados com o mercado. Com a negociação com a Netflix, “A Mulher da Janela” não deverá mais chegar aos cinemas, assinalando um final amargo para a Fox 2000. Criado e comandado por Elizabeth Gabler desde 1999, o estúdio era especializado em filmes contemporâneos de médio orçamento. E lançou muitos sucessos, como “O Clube da Luta” (1999), “Nunca Fui Beijada” (1999), “Johnny & June” (2005), “O Diabo Veste Prada” (2006), “Marley & Eu” (2008), “A Culpa É Das Estrelas” (2014), “Joy: O Nome do Sucesso” (2015), “Ponte dos Espiões” (2015), “Estrelas Além do Tempo” (2016), “Com Amor, Simon” (2018) e “O Ódio que Você Semeia” (2018). Adaptação do best-seller homônimo de A.J. Finn, “A Mulher da Janela” é um suspense hitchcockiano, que combina “Janela Indiscreta” (1954) e “Um Corpo que Cai” (1958). Como não é a primeira vez que um filme junta as duas tramas, “Dublê de Corpo” (1984), de Brian De Palma, é outra inspiração óbvia. No filme, Adams vive Anna Fox, uma psicóloga infantil que mora sozinha em Nova York. Ela sofre de fobia por espaços públicos e locais abertos, e passa os dias em casa assistindo filmes e interagindo com as pessoas apenas pela internet. Mas um dia permite que sua vizinha (Julianne Moore, de “Kingsman: O Círculo Dourado”) a visite, descobrindo que ela sofre nas mãos do marido (Gary Oldman, de “O Destino de uma Nação”). Pouco depois, testemunha uma agressão pela janela, mas o que viu é refutado por fatos, que a levam a questionar se foi verdade ou se imaginou tudo, devido a seus remédios. O elenco ainda inclui Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Wyatt Russell (“Operação Overlord”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”) e Jennifer Jason Leigh (“Os 8 Odiados”). Veja abaixo o primeiro trailer legendado da produção, divulgado em dezembro passado.
Listas de séries mais vistas da Netflix revelam distorções
A Netflix divulgou duas listas com suas séries mais assistidas em todos os tempos. Os nomes não trazem surpresas, nem números, mas revelam distorções causadas por critérios diferentes de apuração. A primeira lista contém séries que foram assistidas por pelo menos dois minutos. São elas “The Witcher”, “La Casa de Papel” (Parte 4), “Tiger King”, “Você” (2ª temporada), “Brincando com Fogo”, “Eu Nunca…”, “Space Force”, “Jogo de Lava”, “Criando Dion”, “Casamento às Cegas”, “Ozark” (3ª temporada) e “The Crown” (2ª temporada). A segunda classificação reúne produções que tiveram pelo menos 70% de seus episódios assistidos. No top 3 ficaram “Stranger Things, “The Umbrella Academy” e “La Casa de Papel”, seguidos por “Você”, “Sex Education”, “Nosso Planeta”, “Inacreditável”, “Disque Amiga para Matar”, “Olhos que Condenam” e “Elite”. A comparação entre as duas relações revela grandes diferenças e ajuda a demonstrar como o atual critério de medição de audiência da Netflix gera resultados irreais. Desde janeiro, a Netflix adota o critério dos dois minutos para considerar a audiência completa de sua séries. Por isso, tornaram-se costumeiros os comunicados que celebram 40 milhões de visualizações para seus lançamentos. Mas basta comparar as duas lista para perceber como essa medição gera distorções. A lista de séries vistas por dois minutos tem apenas duas atrações em comum com o Top 10 dos programas realmente assistidos. E a produção campeã dos dois minutos nem sequer entrou no Top 10 dos 70%.
São Paulo chega a 10 cines drive-ins em um mês
Com a abertura de mais dois drive-ins, o estado de São Paulo passou a ter dez estabelecimentos do tipo em um mês, oito deles na capital, oferecendo programação regular de cinema. O Drive-In Marte começa a funcionar no aeroporto Campo de Marte neste sábado (18/7), com ingressos que variam de R$ 75 a R$ 100 e uma programação inaugural repleta de filmes inspirados em quadrinhos, como “Coringa”. Já o drive-in Go Dream começa a operar na quinta (23/7) no estádio do Pacaembu, que até recentemente abrigava um hospital de campanha para pacientes contaminados pelo coronavírus. Com espaço para 148 carros, o mais novo drive-in de São Paulo vai cobrar por R$ 200 por veículo, mas há a possibilidade de pagar uma meia-entrada solidária, doando 1 kg de alimento não perecível. A programação dos drive-ins paulistanos, entre esta sexta (17/7) e a próxima quinta, prevê a exibição de 49 filmes diferentes espalhados pelos dez drive-ins. Mas nenhum filme anunciado é inédito. Vale lembrar que até o mês passado a capital paulista não tinha nenhum estabelecimento do gênero – os primeiros foram abertos em 12 de junho, décadas após a tendência dos cinemas para carros sair de moda. Retrato maior da reviravolta, o cine drive-in da Praia Grande era um dos dois únicos estabelecimentos do tipo remanescentes em todo o país antes da pandemia de coronavírus. Ele continua a ser a única opção de cinema no litoral paulista.
Cinema britânicos voltarão a abrir em agosto
Os cinemas, teatros e casas de shows do Reino Unido poderão reabrir a partir do dia 1º de agosto. O anúncio foi feito por Oliver Dowden, secretário de cultura, mídia e esporte do governo britânico, pelas redes sociais. O secretário disse que a liberação acontece após a aprovação de “programas piloto” supervisionados pelo governo, incluindo performances da Orquestra Sinfônica de Londres que admitiram espectadores, implementando medidas de distanciamento social. O governo do Reino Unido ainda não apresentou as medidas de segurança que serão exigidas dos proprietários dos estabelecimentos durante a reabertura. A retomada da China, porém, sugere um modelo para o entretenimento pós-pandemia do coronavírus. A partir de segunda (20/7), os cinemas chineses poderão reabrir com a metade suas sessões diárias habituais e ocupação de apenas 30% de suas salas. Além disso, os ingressos só serão vendidos online, o uso de máscaras será obrigatório e os clientes terão suas temperaturas checadas antes de ingressarem nos locais. Mas o detalhe mais curioso é que os filmes exibidos não poderão ter mais de 2 horas de duração, para diminuir o tempo passado nas salas. Vários blockbusters recentes têm em torno de 2h30 de duração e alguns, como “Titanic” e “Vingadores: Ultimato”, até 3 horas. From 1 August socially distanced audiences can return for indoor performances in theatres, music halls and other venues. This builds on pilots with @londonsymphony and others. So pleased to make progress to Stage 4 of our road map for culture. pic.twitter.com/Js7dQUghZ6 — Oliver Dowden (@OliverDowden) July 17, 2020
Nova York anuncia volta das filmagens a partir de segunda-feira
A prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta sexta (17/7) que a produção de filmes e séries poderá ser retomada na cidade a partir de segunda-feira (20/7). As filmagens estavam paralisadas em toda a cidade desde março, quando Nova York se tornou o epicentro da pandemia de coronavírus nos EUA. “É tudo uma questão de segurança. Queremos trazer as pessoas de volta ao trabalho. Queremos que as pessoas recuperem seus meios de subsistência. Queremos trazer nossa cidade de volta. Mas segurança e saúde em primeiro lugar, sempre”, declarou o prefeito em entrevista coletiva. A retomada das produções cinematográficas faz parte da fase 4 de reabertura de Nova York. Nesta semana, as hospitalizações por covid-19 chegaram ao nível mais baixo dos últimos quatro meses na cidade.
Netflix acrescenta mais 10 milhões de assinantes no trimestre
A Netflix adicionou mais assinantes que o esperado no segundo trimestre de 2020, impulsionada pelo isolamento social e o fechamento de outras opções de lazer devido ao coronavírus. A gigante do streaming somou 10,09 milhões de novos assinantes no período, aumentando sua base global para quase 193 milhões, após um primeiro trimestre recorde para a empresa, quando adicionou 15,8 milhões de usuários durante os primeiros dias da pandemia. Os números superaram com folga a previsão da empresa, que acreditava poder conseguir mais 7,5 milhões de assinaturas, mas refletiram as expectativas mais otimistas de Wall Street. Em uma carta aos acionistas, a empresa atribuiu as adições adicionais à “aquisição e retenção melhores do que o previsto”. Com os resultados do primeiro semestre de 2020, a empresa acrescentou 26 milhões de novas assinaturas, não muito longe das 28 milhões conquistadas em todo o ano de 2019. No entanto, o relatório alerta que “o crescimento está diminuindo à medida que os consumidores passam pelo choque inicial das restrições cívicas e sociais”. A empresa está prevendo um número bem mais modesto, cerca de 2,5 milhões de novos assinantes, no terceiro trimestre – abaixo dos 6,8 milhões de um ano atrás. Embora a Netflix, como seus colegas tradicionais da indústria de entretenimento, tenha sido forçada a pausar a produção em vários de seus filmes e séries originais, ela continua a lançar mais projetos concluídos que qualquer outra empresa de audiovisual, alimentando um público carente por novidades, que só é informado de adiamentos nos cinemas e na TV. “Como nosso prazo de produção de conteúdo é longo, nossos planos para 2020 de lançar programas e filmes originais continuam intactos”, diz o relatório de lucros da empresa, dirigido ao mercado. “Para 2021, com base em nosso plano atual, esperamos que as produções pausadas levem a uma lista de conteúdo com mais ponderação, mas antecipamos que o número total de programas originais para o ano inteiro ainda será maior que em 2020.” A Netflix acrescentou que está buscando aquisições externas, como alguns filmes e séries de várias partes do mundo, para adicionar ao seu serviço. Entre os lançamentos mais recentes, a empresa disse que a série de comédia “Space Force” foi vista por 40 milhões de espectadores e o filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee, visto por 27 milhões. Os resultados foram especialmente positivos para Ted Sarandos, o chefe de conteúdo do serviço de streaming, responsável pela receita vitoriosa. O balanço trimestral foi acompanhado pelo anúncio de que Sarandos foi promovido a co-CEO da Netflix, ao lado de Reed Hastings, o CEO original.
Campanha prepara reabertura das salas de cinema no Brasil
Exibidores, distribuidores, produtores e outros integrantes do mercado cinematográfico brasileiro lançaram nesta terça (7/7) a campanha #JuntosPeloCinema, que visa preparar o público para a reabertura dos cinemas no país. A primeira etapa é a divulgação de um vídeo que destaca os laços entre cinema e os espectadores, e que pode ser visto logo abaixo. A segunda etapa será a divulgação de um estudo sobre os protocolos de segurança desenvolvidos por autoridades sanitárias em conjunto com o setor, voltado sobretudo a pequenos e médios exibidores, para que possam reabrir suas salas segundo diretrizes que serão estabelecidas. Para completar, assim que for definido o período de reabertura oficial das salas, será realizado o Festival De Volta para o Cinema, que ocupará salas em todo o Brasil nas duas semanas iniciais da volta às atividades, com a exibição de clássicos e sucessos recentes de bilheteria. Com os cinemas fechados há cerca de três meses, o setor contabiliza os prejuízos e ainda enfrenta as incertezas em relação às possibilidades de retorno. Enquanto o mercado não se normalizar, a tendência é as distribuidoras segurarem os lançamentos de peso. Por isso, os primeiros dias de abertura serão marcados por reprises, que precisarão ser atraentes o suficiente para justificar a volta do público aos cinemas.
Reunião do Fundo Setorial do Audiovisual ignora Fundo Setorial do Audiovisual
O comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) realizou nesta quarta (24/6), por videoconferência, sua segunda reunião do ano – a quarta desde a eleição de Jair Bolsonaro e apenas a segunda com membros suficientes. A falta de reuniões, ocasionada pela alta rotatividade da pasta da Cultura, paralisa o fomento do setor desde 2018, caracterizando a política de destruição cultural em vigor. Como esperado, de acordo com o padrão, a protelada reunião do comitê do fundo tratou de vários assuntos, menos do fundo. Participaram do encontro virtual o ministro do Turismo (ao qual a Secretaria Especial de Cultura é vinculada) Marcelo Álvaro Antônio, o diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Alex Braga, e o quinto secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, o recém-empossado Mario Frias, além de representantes do setor. Na pauta, entraram temas já tocados pela Ancine, como a suspensão de prazos diante da pandemia (prestação de contas, entrega e exibição de filmes etc.), a suspensão da obrigatoriedade da primeira janela no cinema, um programa de apoio ao pequeno exibidor, a suspensão temporária de dívidas de exibidores junto ao BNDES pelo programa Cinema Perto de Você e a definição de linhas de crédito para o setor. Neste último ponto, foi aprovada a polêmica proposta da Ancine de oferecer linhas de crédito do BNDES, de R$ 250 milhões no total, e do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), de R$ 150 milhões, para o setor audiovisual. As linhas teriam prazo total de oito anos, com 24 meses de carência, e seriam voltadas à folha de pagamento, fornecedores e demais despesas operacionais para a manutenção da atividade fim das empresas. Trata-se de empréstimo bancário, que poderia ser complemento para uma ampla política cultural. Entretanto, parece ser tratado como a única verba vislumbrada pela Ancine – e por extensão o comitê – para o setor. Empréstimo bancário não tem nenhuma relação com a finalidade do fundo. O dinheiro do FSA não é para ser emprestado a juros. Ele já foi cobrado do setor, via taxas, e deve ser reinvestido como fomento. Portanto, a pauta não tocou na superfície, muito menos no que deveria estar no fundo. Em dezembro passado, ficou estabelecido que a reunião seguinte definiria a política de editais para encaminhar um montante de R$ 703,7 milhões do FSA, resultado da cobrança do Condecine e taxas de 2018, aprovado para ser utilizado dentro do Plano Anual de Investimentos (PAI) de 2019 – isto é, dinheiro que deveria ter sido liberado no ano passado mesmo. Mas isto não entrou em discussão na tal reunião seguinte, que aconteceu em fevereiro. Nem no encontro virtual desta quarta. Há poucas semanas, a Ancine deu a entender que esse dinheiro, sob sua responsabilidade, tinha sumido. “Mesmo se consideradas as disponibilidades financeiras para 2019 e 2020, o valor seria insuficiente para a contratação do total de investimentos em projetos anunciados [em 2018], restando ainda um saldo negativo de R$ 3,6 milhões”, disse um comunicado da agência, após sondagem do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o FSA. O déficit inexplicado fez com que produtores selecionados em editais de 2018, que não receberam a verba acordada, entrassem com liminares contra a Ancine para a liberação dos pagamentos. Enfim, segundo relato do roteirista Paulo Cursino, que integra o comitê como representante da sociedade civil, foram apenas duas horas de reunião. Ele disse ao jornal O Globo que uma nova reunião “deve” ser marcada para breve, para tratar do FSA. “Para duas horas de reunião, conseguimos avançar bastante”, ele disse. “Como a pauta era muito extensa, focamos no que era prioridade para o setor neste momento, para apagar o incêndio causado pela pandemia. São definições que vão trazer um alívio geral para produtores e exibidores. Devemos ter uma nova reunião em breve, em que poderemos tratar de outros temas urgentes, como a análise dos números do FSA de 2018 a 2019”, completou. Está prevista, portanto, uma nova reunião do comitê para o fim do mês de julho. Novamente, com a pauta do FSA. O detalhe é que estas reuniões de meados de 2020 são relativas à verbas que deveriam ter fomentado o audiovisual no ano passado. Vale lembrar que a reunião anterior, de fevereiro, aconteceu apenas para discutir um edital de 2018! E porque ele foi alvo de ação na Justiça, após ter sido suspenso pelo governo. Era o famoso edital com produções LGBTQIA+ que Bolsonaro disse ter mandado “pro saco”. “Conseguimos abortar essa missão aqui”, ele comemorou, numa live, falando que o edital era “um dinheiro jogado fora”. “Não tem cabimento fazer um filme com esse enredo, né?” O dinheiro pode ter sido realmente jogado fora. Não se sabe onde. Nem parece haver muita pressa para se descobrir. O próprio TCU emitiu um parecer técnico nesta quarta, no âmbito do processo que investiga irregularidades no FSA em 2019 e 2020, sugerindo que o valor não utilizado do fundo permaneça com o Tesouro Nacional. Isto é, no buraco negro – literalmente sem fundo. O parecer ignora o pedido de medida cautelar de seis entidades do audiovisual para que fosse suspenso “o retorno ao Tesouro Nacional de valores provenientes dos rendimentos de aplicações financeiras dos recursos do FSA” ou, se já tiverem sido devolvidos “determinar seu retorno ao FSA, com a manutenção de sua destinação legal, isto é, para o fomento de projetos audiovisuais”. Porque esse dinheiro não aparece nunca.
Quibi teria menos de 2 milhões de assinantes na véspera de começar a cobrar pelo serviço
A plataforma Quibi não deu mesmo certo. Uma reportagem do Wall Street Journal apurou que a startup de vídeos curtos para celulares, fundada por Jeffrey Katzenberg (que criou a DreamWorks Animation), não vai atingir nem remotamente sua meta de assinantes para seu primeiro ano de operação. O texto pouco lisonjeiro, publicado no domingo em Nova York, detalhou brigas internas entre Katzenberg e o CEO Meg Whitman e informou que o Quibi conseguiu menos de 2 milhões de assinantes desde seu lançamento em 6 de abril. A empresa projetava 7,4 milhões de assinantes até o final do ano. Para piorar, o download do aplicativo da Quibi diminuiu consideravelmente após a semana inaugural. O baixo interesse é ainda mais preocupante porque os usuários ainda nem estão pagando pelo uso do serviço. A plataforma foi lançada com uma oferta promocional, que garantia acesso gratuito de 90 dias. Isso significa que apenas a partir de julho, quando os usuários precisarem gastar dinheiro para acessar seu conteúdo (US$ 4,99 mensais com anúncios ou US$ 7,99 sem anúncios), é que os números reais de assinaturas vão aparecer. E qualquer projeção aponta que serão muito menores que os atuais números decepcionantes. De 6 de abril a 28 de maio, o aplicativo Quibi foi baixado cerca de 4 milhões de vezes, apurou a empresa de análise Apptopia. Desses, apenas 30% do total são usuários ativos diariamente. O conteúdo mais popular do Quibi, segundo a análise da Apptopia, é “Reno 911!”, revival de uma série de comédia do canal pago Comedy Central, exibida entre 2003 e 2009 na TV americana. Katzenberg culpou o surto de covid-19 pelos resultados decepcionantes da Quibi. “Atribuo tudo que deu errado ao coronavírus. Tudo”, disse Katzenberg em entrevista ao jornal The New York Times, publicada há um mês. Mais recentemente, a empresa acrescentou que o número mais lento de downloads do aplicativo também é resultado de “sua decisão de reduzir seu marketing à luz de protestos nos Estados Unidos após a morte de George Floyd”, segundo relato do Wall Street Journal. Um dos principais problemas da Quibi foi o lançamento exclusivo para celular numa época em que as famílias estavam juntas em casa, em isolamento social. O aplicativo não fornecia alternativa para assistir seu conteúdo nas TVs. A empresa correu para adicionar suporte ao AirPlay da Apple (que foi feito na semana de 25 de maio) e ao Chromecast do Google (em 9 de junho). Mas esse esforço podem ter vindo muito tarde. O baixo número de downloads reduziu o interesse de anunciantes em incluir comerciais no produto, o que levou a chefe de marketing da Quibi a deixar a empresa apenas duas semanas após o lançamento. Para completar, a Quibi ainda está sendo processada pela startup de vídeo interativo Eko, que alega que o recurso Turnstyle do aplicativo – a capacidade de ver vídeos na horizontal ou vertical – viola uma patente sua importante e que a empresa de Katzenberg roubou segredos comerciais. Katzenberg originalmente fundou a empresa como “NewTV”. Ao anunciar o financiamento inicial de US$ 1 bilhão do empreendimento em agosto de 2018, ele divulgou o enorme potencial da empresa como um serviço de vídeo por assinatura apenas para celular, dizendo à Variety: “Não consideramos que competimos com o Hulu, HBO, Netflix ou as redes. É um caso de uso completamente diferente.” Entretanto, buscou conteúdos similares ao das outras plataformas, como séries e reality shows, apresentando-os apenas em capítulos menores, de menos de 10 minutos, e restringiu a exibição do material aos celulares. A Quibi acabou levantando US$ 1,75 bilhão junto a investidores como Disney, WarnerMedia, Sony, NBCUniversal e ViacomCBS. Mas consumiu o caixa rapidamente, com várias encomendas de conteúdo, num surto de produção digno da Netlix. Para criar interesse no produto, fechou contratos com uma longa lista de talentos de Hollywood, como Jennifer Lopez, Chance the Rapper, Chrissy Teigen, Liam Hemsworth, Sophie Turner, Lena Waithe, Reese Witherspoon e diretores como Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Antoine Fuqua, Sam Raimi, Catherine Hardwicke e Peter Farrelly. Por conta disso, a plataforma pode precisar de US$ 200 milhões adicionais até o segundo semestre de 2021, de acordo com o relatório do Journal.












