15 mil pessoas foram aos cinemas do Brasil no fim de semana
Fechados na maior parte do país e com restrições de funcionamento no resto, os cinemas brasileiros foram frequentados por apenas 15,2 mil espectadores entre quinta e domingo (22/3), com arrecadação de R$ 178,6 mil em bilheteria. “Raya e o Último Dragão”, que também está disponível na plataforma Disney+ (Disney Plus), foi o filme mais visto, segundo dados da consultoria Comscore. A pior fase da pandemia levou o mercado cinematográfico nacional a registrar números similares aos de setembro do ano passado, quando os cinemas começaram a reabrir após um longo período de fechamento. Entre os dias 10 e 13 de setembro, 16,5 mil pessoas foram aos cinemas, gerando R$ 288 mil em ingressos vendidos na segunda semana da “reabertura” do país. Mas o que chama mais atenção neste comparativo é o fato de ainda haver cinemas abertos diante dos recordes de mortes e infecção de coronavírus vistos no país. No ano passado, quando os números eram praticamente metade dos atuais, a tranca foi mais completa, levando ao renascimento dos cine drive-ins e ao fortalecimento do mercado digital.
Minari lidera bilheterias da Coreia do Sul pela terceira semana
O filme indie americano “Minari – Em Busca da Felicidade” surpreendeu sua produtora, a Plan B Entertainment de Brad Pitt, ao se tornar um blockbuster na Coreia do Sul, superando estreias locais e até o lançamento da animação “Raya e o Último Dragão”, da Disney. “Minari” estreou em 1º lugar nas bilheterias sul-coreanas há três fins de semana e se mantém no topo desde então, com uma arrecadação que sofre apenas pequenas quedas a cada nova apuração. Em sua terceira semana na liderança, o longa de Lee Isaac Chung rendeu US$ 1 milhão nas bilheterias. Com isso, o total acumulado do filme na Coreia do Sul chegou a US$ 5,63 milhões, após 19 dias de lançamento, de acordo com dados do Korean Film Council. O montante faz de “Minari” o terceiro filme de maior bilheteria do ano no país. Só é superado por duas animações: “Soul”, da Disney/Pixar, que faturou US$ 16,6 milhões até o momento, e o fenômeno japonês “Demon Slayer The Movie: Mugen Train”, com US$ 11,5 milhões. Capitalizando o interesse da imprensa local, especialmente pela atuação da veterana atriz sul-coreana Youn Yuh-jung (“Sense8”), a vovó da trama, a distribuidora local Pancinema colocou o filme dirigido por Lee Isaac Chung em 1.162 telas. E a expectativa é que o sucesso continue por mais algumas semanas, graças às conquistas do filme na temporada de premiações nos Estados Unidos. Vencedor do Festival de Sundance em janeiro de 2020, “Minari” conquistou recentemente o Globo de Ouro e o Critics Choice como Melhor Filme em Língua Estrangeira, tendo sido enquadrado nesta categoria por se dividir entre diálogos em inglês e coreanos. Além disso, disputa seis categorias do Oscar 2021, inclusive Melhor Filme do ano. O drama acompanha uma família sul-coreana que luta para se estabelecer no interior rural dos EUA. O elenco também destaca Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”), Yeri Han (“Secret Zoo”) e o menino Alan Kim, que venceu o Critics Choice de Melhor Ator Jovem.
Avatar lidera bilheterias chinesas pela segunda semana
Após recuperar o recorde de maior bilheteria mundial de todos os tempos, “Avatar” ampliou ainda mais sua liderança sobre “Vingadores: Ultimato” com o sucesso sem precedentes de seu relançamento na China. O filme de 2009 faturou mais US$ 14 milhões entre sexta e este domingo (121/3) no mercado chinês. Com isso, já são US$ 41,1 milhões em dez dias de relançamento na China. A bilheteria da sci-fi de James Cameron representa o maior faturamento de um relançamento desde que os cinemas voltaram a abrir na China, em julho passado, e a projeção para os próximos dias é que seu desempenho não diminua, devendo render até US$ 60 milhões a mais para os cofres da Disney, quase 12 anos após seu lançamento original. O sucesso é ótimo para a franquia, que volta a ser lembrada e celebrada enquanto James Cameron prepara sua volta aos cinemas, desta vez com lançamentos inéditos. Já filmada, a continuação “Avatar 2” tem estreia marcada para dezembro de 2022, com novos filmes planejados para os anos seguintes.
Raya e o Último Dragão lidera bilheteria dos EUA pela terceira semana
“Raya e o Último Dragão” manteve a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pelo terceiro fim de semana consecutivo, demonstrando o apelo dos filmes infantis em meio à maior crise da História do mercado cinematográfico. A animação arrecadou mais US$ 5,2 milhões entre sexta e domingo (21/3), numa queda de apenas 5% em relação ao fim de semana passado. A sustentação se deu graças à reabertura dos cinemas de Los Angeles, que receberam permissão para retomar as operações. Mesmo com muitas restrições de funcionamento, Los Angeles foi responsável por 9% de todos os ingressos de cinema vendidos neste fim de semana nos EUA, de acordo com a Comscore. Em outro sinal positivo do mercado, a maior rede de cinemas do país, a AMC Theatres, reabriu na sexta (19/3) 98% de suas locações, incluindo 40 salas na Califórnia. O circuito espera reabrir ainda mais locais no próximo fim de semana. “Há exatamente um ano fechamos todas as unidades da AMC nos Estados Unidos”, disse Adam Aron, CEO da AMC. “Tenho imensa alegria em dizer que, até o final da próxima semana, esperamos que 99% de nossas unidades nos Estados Unidos estejam reabertas.” Por conta da volta dos cinemas, “Raya e o Último Dragão” não foi o único título a manter sua arrecadação praticamente inalterada. Nenhum dos filmes do topo do ranking perdeu mais de 15% em relação ao fim de semana anterior. O híbrido de animação e live-action “Tom e Jerry” permaneceu em 2º lugar com US$ 3,8 milhões, uma queda de 7% em relação ao último fim de semana. O filme, que também está disponível na HBO Max, já arrecadou US$ 33 milhões nas bilheterias nacionais. Internacionalmente, “Tom e Jerry” adicionou outros US$ 4 milhões, elevando sua conta no exterior para US$ 43,5 milhões e o total mundial para US$ 77,2 milhões. No mercado internacional, “Raya e o Último Dragão” acumulou mais US$ 8 milhões de 29 países. O filme, que oferece opção de streaming para assinantes da Disney Plus por um valor adicional, já gerou US$ 71 milhões em todo o mundo até o momento.
Liga da Justiça de Zack Snyder bate recorde de locação digital no Brasil
A estreia do filme “Liga da Justiça de Zack Snyder” chegou às plataformas digitais na última quinta-feira (18/3) e já se tornou um dos maiores sucessos de vendas na plataforma NOW, streaming da Claro. Segundo a empresa, “Liga da Justiça de Zack Snyder” teve uma performance 140% maior do que o último filme de sucesso da plataforma, “Mulher Maravilha 1984”. O longa, que tem 4 horas de duração, foi disponibilizado na sessão de “Super Lançamentos” da NOW, com valor de locação de R﹩49,90, acima da média de um ingresso inteiro de cinema. O título também está disponível como vídeo premium sob demanda (PVOD) para locação digital nas lojas online Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Sky Play, Vivo Play e outras. Um detalhe é que a nova versão de “Liga da Justiça” ficará disponível online no Brasil apenas por três semanas. Depois disso, ele sairá de todas as plataformas de streaming para voltar apenas no final do ano como um lançamento convencional (em vez de “super lançamento”) a preço de mercado (que é bem menor). O filme apresenta cenas, personagens e desfecho diferentes da “Liga da Justiça” exibida nos cinemas, submetida a refilmagens e edição de Joss Whedon em 2017. Para poder realizá-lo, Zack Snyder aceitou trabalhar de graça, num acordo com a WarnerMedia para recuperar o controle sobre a obra e conseguir o orçamento que precisava para finalizar efeitos visuais e realizar duas cenas extras, que não estavam nos planos originais do longa. A maior parte das cenas, porém, foi filmada há cerca de quatro anos. Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva de tudo o que estava pronto. Mas o resultado dessa intervenção foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas (40% no Rotten Tomatoes). Além disso, as refilmagens foram tumultuadas e geraram acusações de abusos que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Em meio às controvérsias, a versão de Snyder, batizada pelos fãs de SnyderCut, ganhou status de lenda. Após uma campanha exaustiva nas redes sociais, que chamou atenção dos executivos do conglomerado, os fãs finalmente tem acesso ao que pediram, podendo comprovar aquilo que acreditavam ou se confrontar com nova frustração diante da edição alternativa de “Liga da Justiça”. Por enquanto, a curiosidade – e as críticas mais positivas – tem demonstrado que a decisão da WarnerMedia de bancar o projeto não foi a loucura que muitos acreditavam. Dependendo do tamanho de seu sucesso, “Liga da Justiça de Zack Snyder” pode influenciar novos lançamentos similares do estúdio – e David Ayer já está em campanha pelo “AyerCut” de “Esquadrão Suicida”.
Serviços de streaming ultrapassam 1 bilhão de assinantes no mundo
Os serviços de streaming ultrapassaram 1 bilhão de assinantes em todo o mundo, atingindo 1,1 bilhão globalmente. O número faz parte de um relatório anual da Motion Pictures Association (conhecida pela sigla MPA, e pela antiga sigla MPA), entidade que representa a indústria cinematográfica dos EUA. Ao mesmo tempo, as receitas de bilheteria despencaram com boa parte dos cinemas em todo o mundo fechados ao longo de 2020 e 2021. As vendas globais de ingressos atingiram US$ 12 bilhões no ano passado, com a América do Norte respondendo por US$ 2,2 bilhões desse total. Embora as circunstâncias não sejam comparáveis, as receitas de bilheteria em todo o mundo totalizaram US$ 42,5 bilhões em 2019, com US $ 11,4 bilhões provenientes dos cinemas norte-americanos. Isto representa um declínio de 72% entre os dois anos. Já o entretenimento doméstico digital se fortaleceu durante a pandemia, crescendo 23% e atingindo um faturamento de US$ 68,8 bilhões no ano passado. Este desempenho ajudou a compensar os números baixos das bilheterias nos cinemas. Nos EUA, o total de assinaturas atingiu 308,6 milhões, representando um aumento de 32% em relação a 2019. Ironicamente, em um período que testemunhou a rápida ascensão e queda da Quibi, uma plataforma focada em celulares, mais de 85% das crianças e mais de 55% dos adultos assistiram a filmes e programas de TV em seus dispositivos móveis. O público mais jovem, especificamente aquele entre as idades de 18 a 39 anos, foram o público móvel mais ativo. A MPA também observou que, mesmo com poucos lançamentos nos cinemas, a Classification and Rating Administration, responsável por definir a classificação etária de conteúdo cinematográfico, avaliou 497 filmes em 2020, mais que os 488 filmes avaliados no ano anterior. É a segunda vez neste século que foram classificados mais filmes em um ano do que no ano anterior. Isto se deve, claramente, ao avanço da produção de filmes feitos exclusivamente para o streaming.
Netflix doa R$ 3 milhões ao Fundo de Amparo a Profissionais do Audiovisual Negro
A Netflix anunciou que irá fazer diversas doações para apoiar profissionais negros e organizações focadas em maior segmentação audiovisual no mundo. Especificamente no Brasil, a empresa de streaming se prontificou a doar R$ 3 milhões ao Fundo de Amparo a Profissionais do Audiovisual Negro, beneficiando 875 profissionais autônomos e 275 representantes legais de empresas vocacionais. A iniciativa integra um fundo de US$ 150 milhões da empresa, criado para apoiar a representatividade e ajudar segmentos mais prejudicados com a pandemia no setor de produção audiovisual. Este é o segundo ano em que a Netflix oferece apoio financeiro para a comunidade negra brasileira. Em 2020, destinou R$ 2 milhões à APAN, Instituto Querô, Instituto Criar e Instituto Nicho 54 para programas de mentoria, treinamento e capacitação de talentos negros em todo o Brasil.
Avatar lidera bilheterias mundiais com mais US$ 21 milhões da China
Após recuperar o recorde de maior bilheteria mundial de todos os tempos no sábado (13/3), “Avatar” ampliou ainda mais sua liderança sobre “Vingadores: Ultimato” com o sucesso sem precedentes de seu relançamento na China. O filme de 2009 faturou cerca de US$ 21 milhões entre sexta e este domingo (14/3) no mercado chinês, atingindo um total mundial de US$ 2,81 bilhões. “Vingadores: Ultimato”, que tinha ultrapassado “Avatar” em julho de 2019, tem ao todo US$ 2,79 bilhões. A bilheteria da sci-fi de James Cameron representa o maior faturamento de um relançamento desde que os cinemas voltaram a abrir na China, em julho passado. O mais impressionante é que “Avatar” também se tornou o líder das bilheterias chinesas neste fim de semana, e a projeção para os próximos dias é que seu desempenho não diminua, devendo render até US$ 60 milhões a mais para os cofres da Disney. “Avatar” também foi o filme que mais vendeu ingressos no mundo nos últimos três dias, quase 12 anos após seu lançamento original. Detalhe: o relançamento visou majoritariamente salas Imax. O CEO da IMAX, Rich Gelfond, emitiu um comunicado comemorando o feito: “’Avatar’ mudou tudo para o Imax – catapultando nossa marca para a estratosfera e nos colocando no mapa da China – e somos gratos por ajudar James, Jon (Landau) e este filme decisivo a consolidar ainda mais seu lugar na história do cinema. Mais uma vez, os cinéfilos chineses estão demonstrando uma demanda reprimida por sucessos de bilheteria, algo que aguardam os cinemas em todo o mundo, à medida que começam a reabrir, e o Imax continua ajudando a liderar a recuperação do setor cinematográfico global.” O sucesso é ótimo para a franquia, que volta a ser lembrada e celebrada enquanto James Cameron prepara sua volta aos cinemas, desta vez com lançamentos inéditos. Já filmada, a continuação “Avatar 2” tem estreia marcada para dezembro de 2022, com novos filmes planejados para os anos seguintes.
China inaugurou mais de 2 mil salas novas de cinema em 2021
A China construiu mais de 2 mil novas salas de cinema nos primeiros dois meses de 2021, apesar das incertezas que o setor de exibição enfrenta devido à pandemia de covid-19. Os dados foram divulgados pelo departamento de Administração Nacional de Cinema do país. Com isso, a China passa a dispor de 77,769 mil salas de exibição. Não é à toa que o país tem batido recordes de bilheteria mesmo operando com restrições ao funcionamento dos cinemas do país, com a redução das capacidades das salas para manter o distanciamento social. O mercado chinês superou o norte-americano durante a pandemia, no ano passado, tornando-se o maior do mundo. E deve manter essa supremacia nos próximos anos, pois a crise financeira causada pelo fechamento das salas está levando a uma retração no número de cinemas nos EUA. Como comparação, a bilheteria total da China atingiu US$ 2,4 bilhões em fevereiro, muito além dos US$ 145 milhões somados na América do Norte no primeiro trimestre incompleto de 2021.
Disney+ supera 100 milhões de assinantes mundiais
O serviço de streaming Disney+ (Disney Plus) chegou a 100 milhões de assinantes no mundo todo, menos de um ano e meio após seu lançamento. O anúncio foi feito por Bob Chapek, CEO da Disney, durante uma reunião com acionistas nesta terça (9/3). Em menos de um mês, a plataforma ganhou cerca de 5 milhões de novos assinantes. O crescimento ajudou a elevar o preço das ações da Disney a níveis recordes, consagrando o conglomerado como o que mais se valorizou durante a pandemia em Hollywood. Ao celebrar o resultado, Chapek afirmou que o sucesso da plataforma Disney+ inspirou a companhia a estabelecer metas ainda mais ambiciosas que as originalmente previstas para a plataforma. “Colocamos uma meta de mais de 100 novos títulos por ano, incluindo produções da Disney Animation, Disney Live Action, Marvel, Star Wars e National Geographic”, disse Chapek. “Nosso negócio direto ao consumidor é a principal prioridade da empresa, e nossa robusta produção de conteúdo continuará a alimentar seu crescimento.” No último mês, o aumento no número de assinantes foi puxado pelo sucesso de um novo conteúdo em específico: “WandaVision”, primeira série da Marvel na plataforma. A marca também coincidiu com o lançamento de “Raya e o Último Dragão” simultaneamente nos cinemas e na Disney+ (mas os assinantes precisam pagar R$ 69,90 a mais para ter acesso ao filme).
Bilheterias brasileiras desabam com novas restrições contra pandemia
As bilheterias brasileiras do primeiro fim de semana de março sofreram forte impacto com a volta das restrições de funcionamento dos cinemas, especialmente devido aos decretos de lockdown em estados importantes do circuito, como São Paulo e Minas Gerais. Segundo dados da consultoria Comscore, a arrecadação, que já era baixa devido à pandemia, caiu pela metade entre quinta e domingo (7/3) passados. No total, foram arrecadados R$ 1,16 milhão em bilheteria, com a frequência de 72,8 mil espectadores nos cinemas. O valor equivale ao que “Tom & Jerry: O Filme” fez sozinho na semana anterior, antes da volta das quarentenas obrigatórias. Neste fim de semana, “Tom & Jerry: O Filme” teve renda de R$ 299 mil e foi o filme mais visto nos cinemas, por 19,2 mil pessoas. O número de espectadores representa uma queda de 55,8% na comparação com o fim de semana passado, quando 165 mil pessoas foram aos cinemas. Na comparação com o mesmo período em 2020, o tombo é de 92,8%. Entre 5 e 8 de março do ano passado, os cinemas brasileiros tiveram público de 1,01 milhão de pessoas e arrecadação de R$ 17,7 milhões com a venda de ingressos. Mas, no começo de março do ano passado, as salas ainda operavam sem nenhuma restrição em todo o país. As más notícias não devem acabar nisso, já que a expectativa é de ampliação da “zona vermelha” do lockdown para mais estados, especialmente nas cidades maiores, que já definiram toque de recolher e fechamento das atividades não essenciais aos fins de semana. Enquanto outros países que seguiram orientações de distanciamento social e iniciaram vacinação em massa começam a retomar suas atividades, o Brasil vive a pior fase da pandemia desde seu começo há um ano atrás.
Minari vira blockbuster e bate Raya e o Último Dragão na Coreia do Sul
O filme indie americano “Minari – Em Busca da Felicidade” foi lançado na Coreia do Sul no último fim de semana e surpreendeu ao se tornar blockbuster no país, com desempenho 80% superior ao de outro lançamento americano do período, a animação “Raya e o Último Dragão”, da Disney. “Minari” estreou em 1º lugar nas bilheterias sul-coreanas, com arrecadação de US$ 1,68 milhão entre sexta e domingo (7/3), de acordo com dados do serviço KOBIS do Korean Film Council. O valor equivela a uma participação de quase 38% no total de ingressos vendidos no país nos últimos três dias. Capitalizando o interesse da imprensa local, especialmente pela atuação da veterana atriz sul-coreana Youn Yuh-jung (“Sense8”), a vovó da trama, a distribuidora local Pancinema colocou o filme dirigido por Lee Isaac Chung em 1.162 telas. E a expectativa é que o sucesso seja ampliado pela temporada de premiações nos Estados Unidos nas próximas duas semanas. Vencedor do Festival de Sundance em janeiro de 2020, “Minari” venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice como Melhor Filme em Língua Estrangeira, tendo sido enquadrado nesta categoria por se dividir entre diálogos em inglês e coreanos. O filme acompanha uma família sul-coreana que luta para se estabelecer no interior rural dos EUA. O elenco também destaca Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”), Yeri Han (“Secret Zoo”) e o menino Alan Kim, que venceu o Critics Choice de Melhor Ator Jovem. A Coreia é o terceiro território internacional a lançar “Minari”. Na Austrália e na Nova Zelândia, o longa teve um lançamento limitado, acumulando quase US$ 1 milhão nos dois países, mas deverá chegar em mais telas após as esperadas indicações ao Oscar em 14 de março.
Netflix faz maior negócio do Festival de Berlim com terror estrelado por Christian Bale
A Netflix fechou o maior negócio da European Film Market (EFM), a feira de negócios paralela ao Festival de Berlim, ao adquirir por estimados US$ 55 milhões os direitos mundiais do projeto de terror gótico “The Pale Blue Eye”. O projeto volta a reunir o diretor Scott Cooper com o ator Christian Bale, após o thriller “Tudo por Justiça”, de 2013, e o western “Hostis”, de 2017. Além de dirigir, Cooper escreveu o roteiro, que adapta o romance de Louis Bayard lançado no Brasil com o título de “O Pálido Olho Azul”, e também produzirá o longa com Bale e a Cross Creek (produtora de “Os 7 de Chicago”). A trama se concentra em uma tentativa de resolver uma série de assassinatos ocorridos na Academia Militar de West Point em 1830. Bale tem o papel de um detetive veterano que investiga os crimes, e para isso conta com a ajuda de um jovem cadete, que mais tarde se tornaria mundialmente famoso como escritor, Edgar Allan Poe. A premissa e os nomes envolvidos no projeto atraíram muitas propostas, mas a Netflix superou a oferta dos concorrentes. As filmagens vão começar no outono norte-americano (primavera no Brasil), após Bale encerrar sua participação em “Thor: Love And Thunder” e num filme ainda sem título de David O Russell (“Trapaça”), ambos atualmente em produção. Além de “The Pale Blue Eye”, a Netflix também comprou no EFM os projetos de “Operation Mincemeat”, filme sobre a 2ª Guerra Mundial estrelado por Colin Firth, e “The Ice Road”, thriller de ação que vai reunir Liam Neeson e Laurence Fishburne, pagando, respectivamente, US$ 15 e 18 milhões pelas duas aquisições. “The Pale Blue Eye” custou, portanto, bem mais que os dois juntos.









