Warner estaria negociando fusão com a Discovery
A AT&T, dona da WarnerMedia, abriu negociações com a Discovery Inc, dona dos canais Discovery, para as duas empresas formarem uma joint venture, visando uma fusão da WarnerMedia e a Discovery para enfrentar a Disney, a Amazon, a Netflix e o próprio Google, dono do YouTube. Segundo apurou o site de notícias Bloomberg, um anúncio oficial pode ser feito nesta semana. A união representaria a criação de uma nova empresa de mídia avaliada em pelo menos US$ 150 bilhões, juntando um portfólio de canais que inclui Discovery, HGTV, Food Network, TLC e Animal Planet ao grupo Warner, dono de estúdios de cinema e TV e canais como HBO, CNN, TNT e Cartoon Network, além de metade da rede The CW. Mas o foco do negócio deve ser mesmo o streaming. A Discovery divulgou em abril que havia alcançado 15 milhões de assinantes após lançar sua própria plataforma de streaming, a Discovery+, enquanto a HBO Max, da WarnerMedia, contabilizava 44 milhões de assinantes até o final de março. Os números estão muito distantes dos líderes do mercado. Lançada há pouco mais de um ano, a Disney+ já superou 100 milhões de assinantes, enquanto a Netflix tem mais de 200 milhões. A união seria uma forma de crescer com mais rapidez num negócio muito competitivo, no qual quem tem mais conteúdo leva maior vantagem. Esta é a visão otimista do negócio. Mas há a pessimista, que avalia que a AT&T teria se arrependido da compra da Time Warner por mais de US$ 80 bilhões em 2018 e busca uma forma de se livrar do conglomerado de mídia sem parecer que esteja fazendo exatamente isso. Afinal, a compra da Warner transformou a AT&T na empresa mais endividada do mundo e qualquer fusão penduraria suas dívidas no bolso de novos sócios. Os gigantes de tecnologia estariam percebendo, aos poucos, que produzir conteúdo não é o bom negócio que aparentava. A tendência é bem clara na venda da divisão de mídia da Verizon (concorrente da ATT&T), com propriedades como o Yahoo e AOL, para a Apollo Global Management Inc. por US$ 5 bilhões. O clima de venda da WarnerMedia pode ser intuído pelos sinais dados pela empresa nos últimos meses, com cortes em seu quadro de funcionários e comercialização de partes do grupo, como o provedor de TV paga DirecTV, vendido para o fundo TPG, a plataforma Crunchyroll, negociada para a Sony por US$ 1,2 bilhão, e o fim de sua participação no serviço de streaming Hulu, adquirida pela Disney. Originalmente uma empresa de telefonia, a AT&T sofre pressão de seus acionistas para voltar a se concentrar em seu lucrativo negócio primário. Segundo o CEO da companhia, John Stankey, o foco principal deve voltar ser tecnologia de comunicação, especialmente com a chegada do 5G e novidades impulsionadas por um wifi mais potente. Claro que o acordo entre AT&T e Discovery pode nunca sair do papel, considerando os entraves comerciais de tamanha negociação. Além disso, é interessante considerar que a Discovery nem foi a primeira opção de sociedade buscada para a WarneMedia. O site Deadline apurou que a NBCUniversal chegou a ser visada anteriormente, mas sua controladora, Comcast, não viu vantagem na fusão, já que também é concorrente da AT&T em telefonia, preferindo apostar que seu próprio portfolio seria suficiente para a era do streaming – mesmo que seu serviço, o Peacock, seja o mais atrasado em planos de expansão entre as novas plataformas digitais.
Novo “Jogos Mortais” estreia em 1º lugar nos EUA
A estreia de “Espiral – O Legado de Jogos Mortais” liderou as bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá, arrecadando US$ 8,7 milhões em 2,8 mil cinemas. O valor é similar ao atingido na semana passada pelo lançamento de “Infiltrado”, novo thriller de ação estrelado por Jason Statham, e aponta que o mercado estabilizou em nível baixo. Apesar da vacinação avançada e da liberação do uso de máscaras nos EUA, ainda há cerca de 45% de cinemas fechados na América do Norte, especialmente no Canadá. A situação aflige estúdios que olham para o calendário e veem que em duas semanas tem feriadão com os lançamentos de “Cruella” e “Um Lugar Silencioso – Parte II”. Enquanto “Infiltrado” segurou o segundo lugar, com US$ 3,7 milhões em 3 mil telas, os sinais de alerta piscaram forte para o lançamento de “Aqueles que Me Desejam a Morte”, thriller de ação estrelado por Angelina Jolie, que faturou apenas US$ 2,8 milhões em mais salas (3,1 mil) que qualquer outro filme na semana. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” estreou simultaneamente na HBO Max, como todos os outros títulos da Warner Bros neste ano, mas ao contrário dos anteriores, como “Godzilla vs Kong” e “Mortal Kombat”, o estúdio não investiu tanto em publicidade. Se dependesse da crítica, o filme dirigido por Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone”) mereceria mais público. Considerado convencional, mas tenso na medida certa para o gênero, o thriller atingiu 64% de aprovação no Rotten Tomatoes. Bem mais que os 39% do novo “Jogos Mortais”, que foi considerado uma oportunidade perdida de reviver a franquia. A maior novidade da semana, entretanto, foi um lançamento que nem apareceu no Top 5, mas representa um acordo inédito entre a Netflix e as salas de cinema para começar a exibir produções feitas para a plataforma nos cinemas dos EUA, uma semana antes da estreia em streaming. Sem a pandemia, esse negócio seria inimaginável, devido o clima de rivalidade do circuito exibidor com as plataformas digitais. A novidade permitiu a estreia de “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, o filme de zumbis de Zack Snyder, em pouco mais de 400 telas. Ainda é pouco, mas muito mais que a dezena de salas que a Netflix costumava mobilizar em suas antigas tentativas de qualificação para o Oscar. Apesar disso, a falta de publicidade não deve ter rendido um estouro de vendas. Só que ninguém sabe ao certo quanto foi a bilheteria, porque a Netflix não liberou a contabilidade, mantendo a obscuridade que cerca seus números também no levantamento da venda de ingressos.
Disney anuncia lançamento de novo streaming no Brasil
A Disney anunciou que o lançamento da plataforma Star+, novo serviço de streaming que é considerado a versão internacional da Hulu, ficou para o dia 31 de agosto no Brasil. A inauguração vai acontecer simultaneamente em toda a América Latina, levando ao streaming séries como “This is Us”, “American Horror Story”, “Pose” e “The Walking Dead”, e filmes como “Deadpool”, “A Forma da Água”, “Planeta dos Macacos”, “Alien” e “Logan”. O novo serviço também contará com a programação esportiva da ESPN, incluindo eventos ao vivo, produções inéditas dos antigos estúdios Fox e conteúdos atuais dos canais Star, FX e da plataforma Hulu, além de atrações brasileiras exclusivas, como uma biografia de Silvio Santos, atualmente em desenvolvimento. A data de agosto representa uma mudança em relação aos planos originais. Em dezembro, durante um evento de mercado, a Disney americana revelou um cronograma que previa o lançamento da Star+ em junho na América Latina. Entretanto, a um mês da previsão original, o novo serviço ainda não ganhou campanha de divulgação. A falta de publicidade pode ter relação com o processo de uma empresa rival. O canal pago americano Starz tenta impedir na justiça que o nome Star continue a ser usado no mercado latino, especialmente para o lançamento da Star+. É que a pronúncia da nova plataforma, Star Plus em inglês, é muito parecida com o nome Starzplay, utilizado pelo canal em seu próprio serviço de streaming. Já há algum tempo em atividade no Brasil, o Starzplay enfrentaria concorrência direta, no mesmo segmento, do novo produto da Disney. Por outro lado, o nome Star+ já está sendo usado no mercado europeu, onde chegou de forma diferente, como uma opção de conteúdo dentro da própria Disney+ – ao lado de Marvel, Pixar, Star Wars, National Geographic e Disney. Embora a disputa tumultue seus planos, a Disney parece bem confiante ao divulgar um dia definitivo para a inauguração do serviço no Brasil. Ainda não há informação sobre valores, mas o conteúdo da plataforma poderá ser assinado tanto de forma independente quanto em pacote com a Disney+. Nos EUA, a opção combo (que inclui Disney+, Hulu e ESPN+) tem preço promocional. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Star+ Brasil (@starplusbr)
Criador de “O Legado de Júpiter” anuncia novas adaptações de quadrinhos
Lançado com críticas negativas, “O Legado de Júpiter” atingiu apenas 39% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mesmo assim, a Netflix tem planos de produzir novas adaptações dos quadrinhos de seu autor, Mark Millar. O próprio Millar confirmou que o projeto de “The Magic Order”, que chegou a ser descartado pela plataforma, voltou à fase de desenvolvimento. “O distanciamento nos deu a chance de voltar ao material com um olhar completamente novo e devemos começar a trabalhar com os roteiristas em breve”, ele contou em seu blog, confirmando que as situações que impediam a produção foram superadas com a retomada das filmagens na Europa, com o começo da vacinação e a superação da mais crítica do coronavírus. Além disso, ele revelou o lançamento de “Super Crooks”, série animada que terá sua première no próximo mês no Festival de Annecy, na França, o desenvolvimento de um filme baseado em “Reborn”, com direção de Chris McKay (“Lego Batman: O Filme”) e produção da atriz Sandra Bullock (“Gravidade”), e a definição dos roteiristas de “Prodigy”, que será adaptado pelos primos Matthew e Ryan Firpo, autores do roteiro de “Eternos”, da Marvel. As produções são resultado da compra da Millarworld pela Netflix em 2017. O objetivo da aquisição foi lançar novos títulos do criador de “Kingsman” e “Kick-Ass” que pudessem ser explorados em streaming. O primeiro projeto deveria ter sido “Magic Order”, que foi abortado em outubro passado após entrar em desenvolvimento. Com isso, a adaptação inaugural acabou sendo “O Legado de Júpiter”, que não empolgou a crítica. Caso não tenha a audiência esperada, o desempenho da série pode prejudicar os planos de expansão ambiciosa do universo do autor de quadrinhos.
Filme de ação com Jason Statham lidera as bilheterias dos EUA
“Infiltrado”, novo thriller de ação estrelado por Jason Statham, nocauteou facilmente a concorrência nas bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá com uma ótima estreia de US$ 8,1 milhões. O filme marca o reencontro entre o astro e o diretor Guy Ritchie, que começaram suas carreiras juntos em 1998, em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”. Eles também fizeram “Snatch: Porcos e Diamantes”, em 2000, e “Revólver”, lançado em 2005. Remake do francês “Assalto ao Carro Forte” (2004), “Infiltrado” traz Statham como um segurança letal de carro-forte, que torce para ser assaltado e ter uma desculpa para matar os criminosos. Na trama, ele conseguiu esse emprego apenas para se vingar dos responsáveis pelo assassinato de seu filho num assalto similar. Ele deduziu que integrantes da própria empresa de segurança vazam informações ou lideram os assaltos, e planeja chegar aos mandantes como um guarda armado, com o álibi perfeito para eliminar, um por um, todos os suspeitos do crime. Com 66% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme foi considerado razoável. A produção também fez sucesso no exterior, onde arrecadou US$ 17,6 milhões para um total global de US$ 25,6 milhões. A estreia no Brasil está marcada para 27 de maio. O Top 5 bilheteria norte-americana ainda traz o anime “Demon Slayer: Mugen Train” em 2º lugar com US$ 3,1 milhões, “Mortal Kombat” em seguida com US$ 2,4 milhões, “Godzilla vs. Kong” com US$ 1,9 milhão e “Raya e o Último Dragão” com US$ 1,86 milhão.
Paulo Gustavo morreu com contrato assinado para virar estrela da Amazon
Humorista de maior sucesso no Brasil, Paulo Gustavo morreu no momento em que pretendia fazer decolar sua carreira internacional. Falecido na terça (4/5), em decorrência de complicações da covid-19, ele tinha assinado um contrato de longo prazo com a Amazon para ser a principal estrela brasileira da plataforma. O contrato iria começar a valer a partir de 1º de janeiro de 2022, com duração de cinco anos. Até lá, Paulo Gustavo iria cumprir seus compromissos profissionais no Grupo Globo – entre eles o lançamento de uma série baseada na peça e nos filmes de “Minha Mãe é uma Peça”. Roteiro, cenário e figurinos estavam prontos, mas, na véspera do início das gravações, Paulo Gustavo foi internado com covid-19. Segundo apurou a revista Piauí, a negociação entre Paulo Gustavo e a Amazon levou mais de dois anos e só foi fechada pela promessa de internacionalização de sua carreira e a chance de assinar como produtor-executivo de seus projetos. A proposta era fazer séries, filmes e especiais de fim de ano. O contrato previa exclusividade e participação nos lucros, com uma cláusula segundo a qual receberia, além de um valor fixo anual, um complemento de acordo com a performance de cada obra. Ainda conforme a Piauí, só as luvas do contrato, para tê-lo no casting da Amazon, foram de R$ 1,8 milhão. E a estimativa do negócio era para que ele ganhasse R$ 5 milhões por ano – valor que poderia ser maior a depender do sucesso de cada produto. O acordo também previa que seus próximos filmes poderiam estrear no cinema, para só depois migrarem para o catálogo do streaming. Com o negócio, a Amazon passaria a contar com o artista mais popular do país, que só em seu último filme, “Minha Mãe é uma Peça 3”, levou 11,5 milhões de brasileiros ao cinema e rendeu R$ 143,9 milhões de bilheteria – o maior faturamento de um filme nacional em todos os tempos. Ele também tinha um dos maiores cachês do mercado publicitário brasileiro, mas devolvia parte do que arrecadava em obras sociais. O padre Julio Lancellotti contou que o artista doou 1,5 milhão de reais só para o projeto Obras Sociais Irmã Dulce. Paulo Gustavo também doou R$ 500 mil para a compra de oxigênio durante a crise deste ano em Manaus. E durante o auge da pandemia no ano passado, depositou R$ 1 mil ao longo de três meses para 120 pessoas que trabalharam em seus filmes – que empregavam direta e indiretamente 150 pessoas.
“Nomadland” surpreende nas bilheterias do Brasil após vencer o Oscar
A reabertura dos cinemas brasileiros e a premiação do Oscar 2021 coincidiram para transformar “Nomadland” numa espécie de “blockbuster” no país. O drama independente da diretora Chloé Zhao, que venceu o Oscar de Melhor Filme do ano, levou 7,1 mil espectadores aos cinemas e arrecadou R$ 162 mil neste fim de semana, ficando atrás apenas de um blockbuster de verdade, “Godzilla vs Kong”, que teve 104 mil espectadores e obteve R$ 1,8 milhão nas bilheterias do Brasil. A ironia é que “Nomadland” foi um grande fracasso comercial nos EUA, consagrando-se como o vencedor do Oscar de menor arrecadação de todos os tempos. Ao todo, o filme da Searchlight Pictures faturou apenas US$ 2,1 milhões no mercado norte-americano. Já “Godzilla vs Kong” é um fenômeno global, que ultrapassou US$ 90 milhões na América do Norte e US$ 400 milhões nas bilheterias mundiais. Os monstros gigantes e o Oscar juntaram forças no Brasil para reaquecer o mercado. Ao todo, 142,9 mil espectadores foram aos cinemas brasileiros entre quinta e domingo (2/5), resultando numa arrecadação de R$ 2,59 milhões no fim de semana, de acordo com levantamento da consultoria Comscore. Os números representam um salto de 343% no público em comparação com a semana anterior, quando apenas 32,3 mil pessoas foram as cinemas. A diferença tem menos relação com o Oscar que aparenta. Deve-se simplesmente à volta do funcionamento das salas de exibição, que estavam fechadas em muitos estados devido à pandemia de coronavírus – inclusive em São Paulo, maior mercado de cinema do Brasil. A bilheteria deste fim de semana se assemelha aos valores registrados no final de fevereiro, quando ocorreu o fechamento de São Paulo. Desde então, os números só voltaram a registrar mais de 100 mil espectadores neste fim de semana.
Globoplay dá 3 meses de Apple TV+ de graça para assinantes
O Globoplay fechou uma parceria estratégica com a Apple TV+ para oferecer a seus assinantes três meses de acesso gratuito à plataforma de streaming da Apple. A oferta está disponível para os atuais assinantes de planos anuais do Globoplay, para novos assinantes e para aqueles que fizerem upgrade de plano. Depois dos três meses de degustação, os assinantes deverão pagar a assinatura mensal do serviço, que custa apenas R$ 9,90 por mês. Os maiores atrativos da Apple TV+ são as produções originais, que incluem as séries de sucesso “The Morning Show”, “Ted Lasso”, “For All Mankind”, e a recém-lançada “The Mosquito Coast”, e filmes como “Greyhound”, “Palmer” e “Wolfwalkers”. A plataforma também prepara novas séries estreladas por Tom Holland (chamada “The Crowded Room”), Tom Hiddleston (“The Essex Serpent”), Brie Larson (“Lessons on Chemistry”), Nicole Kidman (“Roar”), Justin Timberlake (“Confessions of a Dangerous Mind”), Vera Farmiga ( “Five Days at Memorial”), Rose Byrne (“Physical”), Natalie Portman e Lupita Nyong’o (ambas em “Lady in the Lake”), Jared Leto e Anne Hathaway (“WeCrash”), além do novo de Martin Scorsese estrelado por Leonardo DiCaprio (“Killers of the Flower Moon”) e o drama vencedor do Festival de Sundance 2021 (“Coda”), entre muitas outras produções. A programação da Apple TV+ pode ser acessada por aplicativos em todos os aparelhos móveis, smart TVs, web, dispositivos como Roku, Amazon Fire TV, Chromecast e consoles de jogos PlayStation e Xbox.
“Demon Slayer” surpreende e vence “Mortal Kombat” nos EUA
O anime “Demon Slayer: Mugen Train” confirmou que é mesmo um fenômeno ao ultrapassar “Mortal Kombat” nos Estados Unidos e Canadá neste final de semana. Filme de maior bilheteria do Japão em todos os tempos, o desenho animado faturou US$ 6,4 milhões entre sexta e domingo (2/5), enquanto “Mortal Kombat” fez US$ 6,2 milhões. Os dois estrearam no fim de semana passado em posições invertidas. Eles também tiveram uma queda de arrecadação similar, de cerca de 70% em relação às suas bilheterias iniciais. Numa época “normal”, esta queda poderia ser interpretada como uma catástrofe financeira, mas durante a pandemia não é tão terrível. Afinal, a reabertura do mercado norte-americano está acontecendo em ritmo lento. Apenas 57% dos cinemas estão em funcionamento. Exibido em 1,9 mil salas, “Demon Slayer” já soma impressionantes US$ 34,1 milhões na América do Norte até o momento. Com isso, ultrapassou “Dragon Ball: Super Broly” (US$ 30 milhões) para se tornar o terceiro maior sucesso de anime lançado nos cinemas dos EUA. No exterior, o filme coleciona recordes. Ele se tornou o campeão japonês ao faturar US$ 368 milhões e virou o anime de maior bilheteria da História ao ultrapassar US$ 423 milhões em todo o mundo. Já “Mortal Kombat” atingiu US$ 34 milhões na América do Norte em duas semanas, apesar de a Warner ter lançado a adaptação do videogame simultaneamente em streaming na HBO Max. No mundo inteiro, o filme soma US$ 66 milhões em vendas de ingressos, mas ainda não estreou em vários países, inclusive no Brasil, onde o lançamento está marcado para 20 de maio. O 3º lugar norte-americano ficou com “Godzilla vs. Kong”, outra produção da Warner Bros., que adicionou mais US$ 2,7 milhões a seu faturamento, chegando a US$ 90 milhões no mercado doméstico. Sucesso global, o filme já arrecadou US$ 415 milhões em todo o mundo. O Top 5 ainda inclui a estreia do terror “Separation” (US$ 1,8 milhão), que foi destruído pela crítica (11% no Rotten Tomatoes), e o thriller “Anônimo” (US$ 1,2 milhões) em sua 6ª semana em cartaz. Estrelado por Bob Odenkirk (“Better Call Saul”), “Anônimo” já fez US$ 23 milhões no mercado interno e chega ao Brasil em 27 de maio.
WarnerMedia pretende produzir cinco filmes por ano no Brasil
A WarnerMedia anunciou nesta semana que vai produzir 15 filmes originais por ano na América Latina, nos próximos três anos, e um terço deles (cinco) serão feitos no Brasil. As produções terão o selo Particular Crowd, como parte de um “hub” de realização cinematográfica colaborativa para toda a WarnerMedia Latin America, tanto para títulos voltados ao cinema da Warner Bros quanto para a plataforma de streaming HBO Max. Lançado no ano passado, o Particular Crowd já realizou pequenos encontros virtuais entre executivos da companhia e diretores, produtores, autores e atores brasileiros. Os filmes irão abranger diferentes gêneros como comédia, romance, terror, suspense e filmes para a família. Para a executiva Monica Albuquerque, uma das diretoras do departamento de entretenimento da WarnerMedia América Latina, o Brasil é um dos mercados com maior capacidade de fornecer conteúdo para a iniciativa. “Este não é um mercado emergente, é um mercado muito bem estabelecido, pioneiro no cinema. A WarnerMedia Latin America no Brasil já trabalha com diversos talentos e cineastas locais e celebramos as diversas perspectivas que eles trazem para a mesa”, ela afirmou em comunicado.
Warner anuncia segunda edição da DC FanDome para outubro
A Warner vai voltar a realizar a DC FanDome em 2021. O Twitter oficial da DC Comics anunciou a segunda edição do evento digital para 16 de outubro. A DC FanDome foi a primeira convenção criada exclusivamente para fãs dos personagens dos quadrinhos da DC Comics e também um dos primeiros eventos online bem-sucedidos da pandemia. Dividida em duas partes, a edição inaugural aconteceu em agosto e setembro do ano passado. E a primeira parte reuniu 22 milhões de fãs ao vivo de 220 países diferentes, ansiosos por novidades sobre os projeto da Warner/DC para cinema, TV e games – com muitos vídeos exclusivos, painéis de elenco e revelações. A nova versão ainda não teve sua estrutura e pauta definidas, mas a Warner tem muitos projetos da DC em desenvolvimento na HBO Max e nos cinemas, que devem ganhar mais detalhes durante a convenção – do novo filme do Batman até a nova série de Constantine. The epic global event is back!Return to #DCFanDome 10.16.21 pic.twitter.com/ZifZGCPOig — DC (@DCComics) April 28, 2021
Starz tenta impedir Disney de usar o nome Star no Brasil
A Disney rebatizou os canais Fox de Star em toda a América Latina, mas a mudança de nome pode ser revertida por causa de um processo. O canal pago americano Starz tenta impedir na justiça que o nome Star continue a ser usado no mercado latino, além de tentar barrar o lançamento em junho da plataforma de streaming Star+ (Star Plus), conforme planejado pela Disney. O registro da marca Star+ foi encaminhado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em fevereiro, mas em 1 de abril a empresa dona do canal, Starz Entertainment LLC, abriu processo para impedir o uso da denominação no Brasil, Argentina e México. O canal pago americano alega que o nome é muito similar ao do StarzPlay, seu serviço de streaming que já se encontra em operação na América Latina. Na ação, o Starz reforça que o Star+ da Disney é concorrente direto de seu Starzplay no Brasil e o nome parecido poderia levar as pessoas a confundirem as marcas, o que seria prejudicial para seus negócios. O Starz também faz oposição ao registro da marca dos canais Star na TV paga, que incluem o Star Channel, Star Life, Star Hits, Star Fun, Star Action, Star Comedy, Star Classics e Star Premium no Brasil, Argentina e México. Esta contestação ajuda a explicar porque a Disney ainda não começou a divulgação da Star+ no Brasil. Após a campanha do rebranding dos canais Fox para Star, não houve nenhum comunicado sobre o lançamento da Star+, originalmente previsto para chegar ao país daqui a dois meses. Como comparação, a HBO Max, que também chega em junho, já tem peças publicitárias em exibição. A marca Star é derivada da Star India, originalmente uma rede de TV indiana, que se tornou propriedade da Disney por ocasião da compra do conglomerado de entretenimento da 21st Century Fox. Já a plataforma Star+ seria o equivalente ao Hulu no mercado internacional, funcionando como complemento ao Disney+. O serviço oferecia conteúdo de streaming voltado ao público adulto, produzido por estúdios como 20th Century Studios, 20th Television, Searchlight, FX, Touchstone e outras empresas do conglomerado, além de contar com sua própria programação original produzida especialmente para consumo online. Caso o Starz consiga fazer valer sua oposição ao registro da Star no INPI, a Disney ficaria impedida de usar a marca no Brasil.
Com recorde de prêmios, Oscar 2021 reconhece qualidade dos filmes de streaming
O streaming foi o principal vencedor do Oscar 2021. Graças à pandemia, a distribuição digital consolidou-se como forma utilizada por um número recorde de filmes premiados. Líder do mercado, a Netflix também liderou as plataformas no Oscar, conquistando sete troféus por cinco filmes na noite de domingo (26/4) – e vencendo a categoria de Melhor Documentário pelo segundo ano consecutivo. A Amazon Prime Video ganhou outros dois prêmios por “O Som do Silêncio. Com títulos originalmente feitos para o cinema, a Disney+ e a HBO Max atingiram o mesmo número com “Soul” e “Judas e o Messias Negro”, embora o segundo longa também tenha sido disponibilizado simultaneamente nas salas de exibição. Além disso, a Hulu também distribuiu o vencedor do Oscar “Nomadland” nos EUA, em paralelo ao circuito cinematográfico. Seja qual for a conta – se apenas os 7 da Netflix ou os 16 prêmios totais – , a quantidade de troféus conquistados por filmes distribuídos em streaming eclipsa o recorde anterior de quatro vitórias estabelecidas pela Netflix nas cerimônias realizadas em 2017 e 2019. Em um ano atípico, a Academia permitiu que mais filmes exibidos em streaming disputassem o Oscar, sem ter pelo menos a contrapartida de uma semana de exibição nas salas de cinema. E até agora os organizadores da premiação não indicaram se esse processo excepcional será interrompido ou mantido no próximo ano, podendo virar uma norma regular daqui para frente. Independente de ser ou não exceção, a premiação inevitavelmente reconheceu a qualidade dos lançamentos digitais, dificultando que argumentos contrários à sua incorporação no Oscar possam prosperar no futuro.












