Revista Empire elege Mad Max: Estrada da Fúria como melhor filme do ano
A revista britânica de cinema Empire publicou sua lista de melhores filmes de 2015, elegendo “Mad Max: Estrada da Fúria” como o lançamento do ano. Na justificação de sua escolha, a Empire descreveu o longa de George Miller como extraordinário, visceral e puramente cinematográfico. Voltada ao cinema comercial, com destaque para filmes de fantasia e ficção científica, a publicação surpreendeu ao eleger um drama indie em 2º lugar: “Whiplash – Em Busca da Perfeição”. Apesar de ser um lançamento de 2014, o longa, premiado com três Oscars, só foi lançado comercialmente em janeiro no Reino Unido. A animação da Pixar “Divertida Mente” ficou em 3º lugar, seguido pela sci-fi britânica “Ex-Machina” (4º lugar) e o thriller “Sicario” (5º lugar). O Top 10 ainda inclui a cinebiografia “Steve Jobs” (6º lugar), seguido por outra sci-fi, “Perdido em Marte” (7º lugar), o terror “Corrente do Mal” (8º lugar) e mais dois dramas indies: “Carol” (9º lugar) e “O Ano Mais Violento” (10º lugar). Evidenciando a falta de abertura para o cinema mundial, apenas um filme da lista dos 20 melhores não é falado em inglês: “Deus Branco” (14º lugar). [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] TOP 20 2015 DA EMPIRE [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] 1 – Mad Max – Estrada da Fúria 2 – Whiplash – Em Busca da Perfeição 3 – Divertida Mente 4 – Ex-Machina 5 – Sicario 6 – Steve Jobs 7 – Perdido em Marte 8 – Corrente do Mal 9 – Carol 10 – O Ano Mais Violento [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 11 – Birdman 12 – Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer 13 – Missão Impossível: Nação Secreta 14 – Deus Branco 15 – Vingadores: Era de Ultron 16 – Macbeth 17 – Brooklyn 18 – Vício Inerente 19 – A Canção do Mar 20 – Jurassic World [/symple_column]
Carol é eleito melhor filme do ano pelos críticos de Nova York
Os críticos de Nova York elegeram o romance lésbico “Carol” como o Melhor Filme de 2015. A votação anual do New York Film Critics Circle também deu ao filme de Todd Haynes o reconhecimento nas categorias de Melhor Direção, Roteiro e Fotografia. Mas, curiosamente, suas intérpretes Cate Blanchett e Rooney Mara foram preteridas na lista das melhores interpretações. Pelo desempenho no drama de denúncia “Spotlight”, Michael Keaton foi considerado Melhor Ator, enquanto Saoirse Ronan venceu como Melhor Atriz pelo romance “Brooklyn”. Entre os coadjuvantes, Kristen Stewart bisou seu feito histórico no César (primeira atriz americana premiada no “Oscar francês”) e venceu na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em “Acima das Nuvens”, e Mark Rylance foi considerado o Melhor Ator Coadjuvante por “Ponte dos Espiões”. Lançado em 2014, “Timbuktu” surpreendeu ao se impor como Melhor Filme Estrangeiro. Mas o favorito deste ano, o húngaro “O Filho de Saul”, não ficou de mãos vazias, recebendo o troféu de Melhor Filme de Diretor Estreante. Por fim, “Divertida Mente” confirmou seu favoritismo como Melhor Animação e “In Jackson Heights”, sobre uma comunidade de imigrantes no Queens, viu o bairrismo ajudar a se destacar como Melhor Documentário. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] VENCEDORES DO PRÊMIO DOS CRÍTICOS DE NOVA YORK [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Carol Melhor Direção Todd Haynes, por Carol Melhor Ator Michael Keaton, por Spotlight Melhor Atriz Saoirse Ronan, por Brooklyn Melhor Ator Coadjuvante Mark Rylance, por Ponte dos Espiões Melhor Atriz Coadjuvante Kristen Stewart, por Acima das Nuvens [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Roteiro Phyllis Nagy, por Carol Melhor Direção de Fotografia Edward Lachman, por Carol Melhor Animação Divertida Mente Melhor Filme Estrangeiro Timbuktu Melhor Filme de Diretor Estreante O Filho de Saul Melhor Documentário In Jackson Heights [/symple_column]
Documentários sobre Amy Winehouse, Nina Simone e Marlon Brando são finalistas ao Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou sua lista de filmes pré-selecionados para preencher as cinco indicações ao Oscar 2016 de Melhor Documentário. No total, 124 filmes foram inscritos nessa categoria. Mesmo com a redução para 15 é difícil prever quais serão os escolhidos, já que há muitos lançamentos que obtiveram grande repercussão, como “Malala”, “O Olhar do Silêncio” e “Going Clear: Scientology and the Prison of Belief”. Além destes, há dois perfis de cantoras famosas, “Amy”, sobre a cantora Amy Winehouse, e “What Happened, Miss Simone?”, produção do Netflix sobre Nina Simone. A lista ainda inclui um filme criado a partir dos diários gravados pelo ator Marlon Brando, “A Verdade sobre Marlon Brando”, e a nova produção de Michael Moore, “Where To Invade Next”. Os cinco selecionados serão anunciados no dia 14 de janeiro de 2016. Já a cerimônia do Oscar, que premiará o vencedor, está marcada para 28 de fevereiro. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Finalistas ao Oscar 2016 de Melhor Documentário Amy Best Of Enemies Cartel Land Going Clear: Scientology and the Prison of Belief Malala Heart Of A Dog The Hunting Ground A Verdade sobre Marlon Brando O Olhar do Silêncio Meru 3 1/2 Minutes, 10 Bullets We Come As Friends What Happened, Miss Simone? Where To Invade Next Winter On Fire: Ukraine’s Fight For Freedom
Narcos e Que Horas Ela Volta? são indicados aos Satellite Awards
A Associação Internacional de Imprensa (IPA, na sigla em inglês) divulgou a lista dos indicados ao Satellite Awards 2016. E a premiação, que é uma espécie de Globo de Ouro alternativo, incluiu nomeações para duas produções brasileiras: a série “Narcos” e o filme “Que Horas Ela Volta?”. Estrelado por Wagner Moura e produzida pelo cineasta José Padilha (ambos de “Tropa de Elite”), “Narcos” vai competir com outros sete candidatos na categoria de Melhor Série de Drama: “American Crime”, “Better Call Saul”, “Bloodline”, “Fargo”, “Mr. Robot”, “Ray Donovan” e a atração alemã “Deutschland 83”. O filme de Anna Muylaert, “Que Horas Ela Volta?”, tem disputa ainda mais acirrada, contra outras nove produções na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, enfrentando “O Filho de Saul” (Hungria), “O Labirinto de Mentiras” (Alemanha), “Um Pombo Pousou em um Galho Refletindo Sobre a Existência” (Suécia), “A Assassina” (Taiwan), “Mustang” (França), “Boa Noite, Mamãe” (Áustria), “The Throne” (Coreia do Sul) e “The High Sun” (Croácia). A categoria principal, de Melhor Filme, também contempla 10 indicado, numa disputa entre “A Grande Aposta”, “Carol”, “Aliança do Crime”, “Ponte dos Espiões”, “Perdido em Marte”, “Brooklyn”, “Room”, “O Regresso”, “Sicario” e “Spotlight”. Nas categorias de interpretação, a briga pela estatueta de Melhor Ator coloca frente a frente um grupo de pesos-pesados de Hollywood: Leonardo DiCaprio (por “O Regresso”), Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”), Matt Damon (“Perdido em Marte”), Michael Fassbender (“Steve Jobs”), Will Smith (“Concussion”) e Johnny Depp (“Aliança do Crime). Entre as atrizes, a disputa ficou entre Blythe Danner (“I’ll See You in My Dreams”), Brie Larson (“Room”), Carey Mulligan (“As Sufragistas”), Cate Blanchett (“Carol”), Charlotte Rampling (“45 Years”) e Saoirse Ronan (“Brooklyn”). Algumas curiosidades na lista dos coadjuvantes são o reconhecimento a Sylvester Stallone, por “Creed”, e a inclusão de Rooney Mara na categoria, por “Carol”, apesar dela ter vencido o troféu de atriz principal no Festival de Cannes pelo mesmo papel. Para completar a seleção televisiva, entre as séries de comédia, os indicados são: “Brooklyn Nine-Nine”, “Jane the Virgin”, “Sex & Drugs & Rock & Roll”, “Silicon Valley”, “The Spoils Before Dying”, “Unbreakable Kimmy Schmidt” e “Veep”. A cerimônia de premiação acontece no próximo dia 21 de fevereiro, em Los Angeles.
Spotlight abre temporada de premiações com vitória no Gotham Awards
O filme “Spotlight” foi o grande vencedor do Gotham Awards 2015, troféu dedicado ao cinema independente americano, que abre a temporada de premiações nos EUA. Além de Melhor Filme, o longa escrito e dirigido por Tom McCarthy levou o troféu de Melhor Roteiro e um Prêmio Especial do Júri para a interpretação de seu elenco. A trama de “Spotlight” aborda um tema polêmico, ao dramatizar a investigação de um grupo de repórteres, que se dedicou a apurar e denunciar o escândalo de pedofilia da Igreja Católica nos EUA. Um dos destaques da produção é realmente seu forte elenco, formado por Mark Ruffalo (“Os Vingadores”), Michael Keaton (“Birdman”), Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”), John Slattery (série “Mad Men”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Billy Crudup (“Watchmen”), Brian d’Arcy James (série “Smash”) e Len Cariou (série “Blue Blood”). “Conseguir que um ator tenha uma performance intensa e altruísta é uma conquista. Mas conseguir que um grupo de atores faça isso junto é um milagre!”, disse Mark Ruffalo, ao agradecer o prêmio especial em nome do elenco. Entre os intérpretes, o Gotham Award de Melhor Atriz ficou com a jovem britânica Bel Powley, por seu papel em “The Diary of a Teenage Girl”, enquanto Paul Dano foi considerado o Melhor Ator, por sua performance como Brian Wilson na cinebiografia “Love & Mercy”. Havia muita expectativa em relação à premiação de “Carol”, mas o romance lésbico, que lidera as indicações ao Spirit Awards – outro prêmio indie americano – , passou em branco. O destaque LGBT acabou ficando com uma produção menos badalada. O filme “Tangerina” ganhou o Prêmio do Público, além do troféu de Atriz Revelação para a jovem transsexual Mya Taylor, em seu primeiro papel no cinema. Outros prêmios incluíram Melhor Documentário para “O Olhar do Silêncio”, de Joshua Oppenheimer, e Melhor Filme de Estreia para o drama “Mediterranea”, de Jonas Carpagiano. O Gotham Awards também premiou a Melhor Série do ano, elegendo o drama hacker “Mr. Robot”. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Vencedores do Gotham Awards 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Spotlight Melhor Atriz Bel Powley, The Diary of a Teenage Girl Melhor Ator Paul Dano, Love & Mercy Revelação Mya Taylor, Tangerina Diretor Filme de Estreia Mediterrânea Melhor Roteiro Tom McCarthy & Josh Singer, Spotlight [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Documentário O Olhar do Silêncio Prêmio do Público Tangerina Prêmio Especial do Júri Elenco de Spotlight Melhor Série Mr. Robot Melhor Série de curta duração Shugs & Fats [/symple_column]
Divertida Mente lidera indicações ao prêmio Annie, o Oscar da animação
A organização do Annie Awards, premiação considerada o “Oscar da animação”, divulgou os indicados a seu prêmio de 2016. E a produção do estúdio Pixar “Divertida Mente” desponta como favorita, liderando a disputa com presença em 14 categorias, entre elas a de Melhor Filme e Direção para Pete Docter (“Up – Altas Aventuras”). “Divertida Mente” vai disputar o prêmio principal com outra animação do mesmo estúdio, “O Bom Dinossauro”, que somou ao todo 10 indicações. A categoria de Melhor Filme ainda inclui “Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme”, o britânico “Shaun, o Carneiro” e o adulto “Anomalisa”. A consagração da Pixar é inversamente proporcional à decepção da Illumination, que não conseguiu emplacar “Minions” nas categorias principais. Outra curiosidade é que o vencedor do Oscar Charlie Kauffman (“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”) está fora da disputa de Melhor Roteiro, apesar de seu “Anomalisa” aparecer entre os melhores filmes. O brasileiro “O Menino e o Mundo” emplacou indicação na categoria de Melhor Filme Independente, onde concorre com a última produção do estúdio Ghibli, “As Memórias de Marnie”. Entre as séries, as principais novidades são “BoJack Horseman” e “Moonbeam City”, que vão disputar prêmios com produções veteranas, como “Bob’s Burgers” e “Os Simpsons”. São diversas categorias, que premiam cada detalhe das produções, por isso selecionamos apenas as principais abaixo. Os vencedores serão revelados em cerimônia que vai acontecer no dia 6 de fevereiro. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Indicados ao Annie Awards 2016 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Anomalisa Divertida Mente O Bom Dinossauro Shaun, o Carneiro Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme Melhor Série Animada Bob’s Burgers BoJack Horseman Moonbeam City Os Simpsons Melhor Filme Animado Independente As Memórias de Marnie O Menino e o Mundo The Boy and the Beast The Prophet Melhor Direção Anomalisa Divertida Mente Extraordinary Tales As Memórias de Marnie Shaun, O Carneiro Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme The Prophet Melhor Direção em Série Archer Dragões: Corrida Até o Limite Elf: Buddy’s Musical Christmas Gravity Falls Mickey Mouse Pickle and Peanut Steven Universo Melhor Roteiro Divertida Mente As Memórias de Marnie Shaun, O Carneiro Melhor Roteiro em Série Adventure Time Bob’s Burgers Gravity Falls Os Simpsons [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Dublagem Anomalisa – Jennifer Jason Leigh (Lisa Hesselman) Divertida Mente – Amy Poehler (Alegria) Divertida Mente – Phyllis Smith (Tristeza) Minions – Pierre Coffin (The Minions) Minions – Jon Hamm (Herb Overkill) Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme – Alex Garfin (Linus) Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme – Hadley Belle Miller (Lucy) Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água – Tom Kenny (Bob Esponja) Melhor Dublagem em Série Bob’s Burgers – Kristen Schaal (Louise Belcher) Breadwinners – Eric Bauza (Buhdeuce) Dawn of the Croods – Grey Griffin (Lerk) Dawn of the Croods – Larainne Newman (Amber) Pig Goat Banana Cricket – Matt Jones (Pig) Star vs the Forces of Evil – Alan Tudyk (Ludo) As Aventuras do Gato de Botas – Eric Bauza (Gato de Botas) Uncle Grandpa – Kevin Michael Richardson (Mr. Gus) Melhor Design de Produção Animada O Bom Dinossauro Cada Um na Sua Casa Divertida Mente O Menino e o Mundo Malala Minions Shaun, o Carneiro Melhores Efeitos Animados – Animação Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água O Bom Dinossauro Cada Um Na Sua Casa Divertida Mente Hotel Transilvânia 2 Minions Melhores Efeitos Animados – Live Action Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos Maze Runner: Prova de Fogo Vingadores: Era de Ultron [/symple_column]
Críticos cariocas elegem Mad Max: Estrada da Fúria o melhor filme do ano
A Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) divulgou sua lista de melhores filmes de 2015. O vencedor foi “Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller, numa seleção que consegue um bom equilíbrio entre blockbusters de qualidade, filmes indies e produções europeias. Mesmo assim, é curioso encontrar nela filmes como “O Abutre” e “Ida”, ambos excelentes, mas lançados no Brasil em 2014. Isto acontece devido à antecipação desnecessária da seleção, divulgada um mês antes do fim do ano. Aparentemente, os críticos cariocas tiram férias antes dos demais. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Top 10 dos Críticos do Rio de Janeiro [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 1. Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller 2. O Abutre, de Dan Gilroy 3. Mil e uma Noites: Volume 1, O Inquieto, de Miguel Gomes 4. Birdman, de Alejandro González Iñárritu 5. Divertida Mente, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen 6. Ida, de Pawel Pawlikowski 7. Pele de Vênus, de Roman Polanski 8. Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert 9. Sono de Inverno, de Nuri Bilge Ceylan 10. Whiplash: Em Busca da Perfeição, de Damien Chazelle [/symple_column]
Revista Cahiers du Cinema divulga lista polêmica de melhores do ano
A tradicional revista francesa Cahiers du Cinema, berço do movimento nouvelle vague, publicou sua lista de melhores filmes do ano, como sempre deixando de fora os lançamentos de dezembro. E esta pode ser a pior seleção já feita pela publicação, escancarando os cacoetes da crítica mais afetada, na tentativa de valorizar a produção cinematográfica francesa e os queridinhos superestimados de outros carnavais. O vencedor foi a produção “Mia Madre”, dirigida pelo italiano Nanni Moretti, seguido por “Cemetery of Splendour”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul, e “L’Ombre des Femmes”, de Philippe Garrel. Todos os três são produções (ou coproduções) francesas. E, apesar de dirigidas por darlings da crítica, nenhum deles conquistou qualquer destaque no circuito dos festivais internacionais. Exibido em Cannes e no Festival do Rio, “Mia Madre” venceu apenas um prêmio paralelo, do júri ecumênico, no evento francês. Trata-se da velha história de uma cineasta em crise, que precisa lidar com um astro galanteador, o fim de um relacionamento e a doença da mãe. Mas o “ponto alto” da lista é o 4º colocado, “O Cheiro da Gente”, de Larry Clark, produção francesa do diretor de “Kids” (1995) que foi destruída pela crítica americana – chamado de “poser” pela revista Slant. O filme americano mais bem-colocado foi “Mad Max – Estrada da Fúria”, do australiano George Miller. E o único latino lembrado foi o argentino “Jauja”, uma coprodução francesa (claro) e das menos expressivas do ano em que o cinema latino-americano consagrou-se campeão dos festivais. A lista ainda traz “Vício Inerente”, de Paul Thomas Anderson, a obra-prima inevitável de Miguel Gomes “As Mil e uma Noites” e o superestimado “Para o Outro Lado”, de Kiyoshi Kurosawa, mas também a inclusão de uma boa surpresa do ano: “The Summer of Sangaile”, coprodução lituano-francesa premiada no Festival de Sundance, que tem motivos concretos para se tornar mais conhecida. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] TOP 10 CAHIERS DU CINEMA: Melhores filmes de 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 1. Mia Madre, de Nanni Moretti 2. Cemetery of Splendour, de Apichatpong Weerasethakul 3. L’Ombre des Femmes, de Philippe Garrel 4. O Cheiro da Gente, de Larry Clark 5. Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller 6. Jauja, de Lisandro Alonso 7. Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson 8. As Mil e uma Noites, de Miguel Gomes 9. The Summer of Sangaile, de Alante Kavaite 10. Para o Outro Lado, de Kiyoshi Kurosawa [/symple_column]
A Assassina é eleito melhor filme do ano pela revista Sight & Sound
A revista Sight & Sound, mais tradicional publicação britânica de cinema, abriu a enxurrada de listas com os melhores filmes do ano. E o 1º lugar de sua seleção coube ao épico de artes marciais “A Assassina”, representante de Taiwan na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2016. Estrelado por Shu Qi (“Carga Explosiva”), o longa acompanha uma assassina profissional, que começa a questionar a sua atividade quando se apaixona pelo homem que deveria matar, durante a dinastia Tang (618-907 a.C.). O pódio ainda inclui “Carol”, romance lésbico de época, protagonizado por Cate Blanchett (“Blue Jasmine”) e Rooney Mara (“Millennium – O Homem que Não Amava as Mulheres”), seguido pela sci-fi de ação “Mad Max – Estrada da Fúria”. Apesar do Top 3 incluir duas produções americanas, a publicação reserva em sua lista bastante espaço para produções internacionais, premiadas no circuito dos festivais, como “As Mil e uma Noites”, do português Miguel Gomes, “Cemetery of Splendour”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul, “O Filho de Saul”, do húngaro Laszlo Nemes, e “No Home Movie”, da belga Chantal Akerman, recentemente falecida. Mesmo assim, nenhum representante latino-americano foi lembrado. Por outro lado, o terror “Corrente do Mal” (12º lugar) e a animação “Divertida Mente” (16º lugar) também figuram na seleção completa. Entre as produções britânicas, o drama “45 Anos” (7º lugar), de Andrew Haigh, e o documentário “Amy” (9º lugar), de Asif Kapadia, foram as mais bem votadas. Publicada desde 1932, a Sight & Sound é a revista oficial do British Film Institute, instituição que possuiu o maior arquivo cinematográfico do mundo, salas de cinema e organiza o Festival de Londres. Por sua vez, a revista é bastante conhecida por suas listas, sendo responsável pela elaboração da mais famosa lista de melhores filmes do mundo, atualizada a cada década. A seleção dos destaques de 2015 foi realizada por meio da votação de 168 críticos, a maior parte do Reino Unido – a repetição de posições, na lista abaixo, reflete sucessivos empates no resultado. Vale lembrar que alguns filmes, que poderiam aparecer na lista, só serão lançados no exterior no final de dezembro e não foram vistos ainda pela crítica – casos, por exemplo, de “O Regresso”, de Alejandro González Iñárritu, “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino, e “Joy”, de David O. Russell. Sight & Sound Top 20: Melhores Filmes de 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 1. A Assassina, de Hou Hsiao-hsien 2. Carol, de Todd Haynes 3. Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller 4. As Mil e Uma Noites, de Miguel Gomes 5. Cemetery of Splendour, de Apichatpong Weerasethakul 6. No Home Movie, de Chantal Akerman 7. 45 Anos, de Andrew Haigh 8. O Filho de Saul, de Laszlo Nemes 9. Amy, de Asif Kapadia 9. Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson 11. Anomalisa, de Charlie Kaufman e Duke Johnson 11. Corrente do Mal, de David Robert Mitchell 13. Phoenix, de Christian Petzold 14. Garotas, de Céline Sciamma 14. Hard to Be a God, de Aleksei German 14. Divertida Mente, de Pete Docter 14. Tangerine, de Sean Baker 14. Táxi Teerã, de Jafar Panahi 19. Cavalo Dinheiro, de Pedro Costa 19. O Olhar do Silêncio, de Joshua Oppenheimer [/symple_column]
Críticos elegem Limite o melhor filme brasileiro de todos os tempos
A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) elegeu “Limite”, de Mário Peixoto, o melhor filme nacional de todos os tempos. A eleição foi realizada para o livro “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros”, com lançamento previsto para 2016 pela editora Livramento. Na verdade, são 101 filmes, já que houve um empate na “última” posição. A publicação trará textos sobre cada título, escritos pelos associados da Abraccine. Dirigido por Mário Peixoto em 1931,”Limite” acompanha um homem e duas mulheres confinados em um barco em meio à imensidão do oceano, logo após uma intensa tempestade tê-los isolado do mundo. O filme é mudo e foi a única obra realizada por Peixoto, que além de dirigir, escreveu, compôs a trilha, produziu e atuou no longa-metragem. Em 2º lugar, a lista destaca o grande clássico de Glauber Rocha, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), marco do movimento Cinema Novo. Por sinal, Glauber aparece com outro filme nas primeiras posições, “Terra em Transe” (1967), colocado em 5º lugar. A produção mais atual do Top 10 é “Cidade de Deus” (2002). O longa de Fernando Meirelles, indicado a quatro Oscars, ficou em 8º lugar. Mas outros filmes do século 21 acabaram figurando na lista completa, incluindo uma superestimação de “O Som ao Redor” (2012 – 15º lugar) e uma subestimação de “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (2010 – 35º lugar). Entre os mais recentes, aparecem ainda “O Lobo Atrás da Porta” (2014 – 60º lugar), “Que Horas Ela Volta?” (2015 – 71º lugar), “Tatuagem” (2013 – 73º lugar) e “Estômago” (2010 – 74º lugar). Além de trazer 101 filmes sob o título de “100 Melhores”, a seleção conta com “Ilha das Flores” (1989 – 13º lugar), de Jorge Furtado, que é um curta-metragem. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Confira o Top 10 da Abraccine: 1. Limite (1931), de Mario Peixoto 2. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha 3. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos 4. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho 5. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha 6. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla 7. São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person 8. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles 9. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte 10. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade E o resto da lista: 11. Central do Brasil (1998), de Walter Salles 12. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco 13. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado 14. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman 15. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho 16. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho 17. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho 18. Bye Bye, Brasil (1979), de Carlos Diegues 19. Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias 20. São Bernardo (1974), de Leon Hirszman 21. Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna 22. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri 23. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra 24. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro 25. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci 26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1968), de Roberto Santos 27. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos 28. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho 29. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos 30. Tropa de Elite (2007), de José Padilha 31. O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade 32. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci 33. Santiago (2007), de João Moreira Salles 34. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha 35. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), de José Padilha 36. O Invasor (2002), de Beto Brant 37. Todas as Mulheres do Mundo (1967), de Domingos Oliveira 38. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane 39. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto 40. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra 41. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga 42. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral 43. Sem Essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla 44. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro 45. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach 46. À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins 47. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles e Daniela Thomas 48. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla 49. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos 50. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach 51. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias 52. Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor 53. Madame Satã (2000), de Karim Ainouz 54. A Falecida (1965), de Leon Hirzman 55. O Despertar da Besta – Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins 56. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor (1978) 57. A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha 58. Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles 59. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos 60. O Lobo Atrás da Porta (2014), de Fernando Coimbra 61. O Beijo da Mulher-Aranha (1985), de Hector Babenco 62. O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade 63. O Auto da Compadecida (1999), de Guel Arraes 64. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto 65. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Junior 66. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person 67. Ônibus 174 (2002), de José Padilha 68. O Anjo Nasceu (1969), de Julio Bressane 69. Meu Nome é… Tonho (1969), de Ozualdo Candeias 70. O Céu de Suely (2006), de Karim Ainouz 71. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert 72. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bondanzky 73. Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda 74. Estômago (2010), de Marcos Jorge 75. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes 76. Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira 77. Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias 78. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco 79. O Viajante (1999), de Paulo Cezar Saraceni 80. Anjos do Arrabalde (1987), de Carlos Reichenbach 81. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina 82. O País de São Saruê (1971), de Vladimir Carvalho 83. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel 84. Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna 85. Inocência (1983), de Walter Lima Jr. 86. Amarelo Manga (2002), de Cláudio Assis 87. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko 88. Di (1977), de Glauber Rocha 89. Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade 90. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), de José Mojica Marins 91. Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia 92. Chuvas de Verão (1977), de Carlos Diegues 93. Dois Córregos (1999), de Carlos Reichenbach 94. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha 95. Carandiru (2003), de Hector Babenco 96. Blá Blá Blá (1968), de Andrea Tonacci 97. O Signo do Caos (2003), de Rogério Sganzerla 98. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger 99. Meteorango Kid, Herói Intergalactico (1969), de Andre Luis Oliveira 100. Guerra Conjugal (1975), de Joaquim Pedro de Andrade 101. Bar Esperança, o Último que Fecha (1983), de Hugo Carvana
Carol lidera indicações ao Independent Spirit Awards 2015 – o “Oscar indie”
A organização do Independent Spirit Awards, considerado o Oscar do cinema independente, anunciou os indicados para sua 31ª edição. A lista destaca o romance “Carol”, dirigido por Todd Haynes, que concorre em seis categorias, incluindo Melhor Filme, Direção e Roteiro, seguido por “Beasts of No Nation”, produção original do Netflix, com 5 indicações. É a primeira vez que uma obra de ficção do Netflix disputa um prêmio de cinema, após o serviço de streaming ter obtido vitórias importantes, nos últimos dois anos, na categoria de documentário. Uma premiação a “Beast of No Nation” tende, inclusive, a balançar o modelo atual de exibição de filmes. Redes de cinema, que se recusaram a programar o longa por temer a competição dos serviços VOD (video on demand), podem se ver sem poder de barganha para pressionar os estúdios a manterem aberta a janela de exibição (o espaçamento) entre os lançamentos no cinemas e sua chegada na internet. As indicações ao troféu indie também ampliam as chances de “Beasts of No Nation” ser considerado para o Oscar – o que causaria furor entre os proprietários de cinema. Mas, em termos artísticos, a supremacia de “Carol” também chama atenção, levando o romance lésbico a disputar troféus importantes, que incluem o domínio na categoria de interpretação feminina – as atrizes Cate Blanchett e Rooney Mara vão disputar entre si, sendo que a primeira venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes pelo filme. A animação “Anomalisa” e o drama “Spotlight”, sobre a reportagem que denunciou o escândalo de pedofilia na Igreja Católica, também tiveram bom desempenho, com quatro indicações cada. Mas “A Garota Dinamarquesa”, que deve vir forte na temporada de premiação, passou em branco. O Brasil também não conseguiu aparecer na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, apesar do favoritismo de “Que Horas Ela Volta?” entre a crítica americana. Vale observar que a divulgação da lista saiu mais cedo que o costume, o que pode explicar a ausência de alguns títulos cotados para o Oscar. O outro fator é financeiro. São necessárias três condições para uma obra ser indicada ao Independent Spirit Awards: ser uma produção americana (exceto na categoria estrangeira), realizada por um estúdio independente (termo abrangente, que acolhe subsidiárias da Fox e da Sony, por exemplo) e, a principal marca de corte, custar menos de US$ 20 milhões. Os vencedores serão anunciados no dia 27 de fevereiro, um dia antes do Oscar, em cerimônia realizada na praia de Santa Monica, na grande Los Angeles. Indicados ao Independent Spirt Awards 2015 Melhor Filme “Anomalisa” “Beasts of No Nation” “Carol” “Spotlight” “Tangerine” Melhor Direção Sean Baker (“Tangerine”) Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”) Todd Haynes (“Carol”) Charlie Kaufman e Duke Johnson (“Anomalisa”) Tom McCarthy (“Spotlight”) David Robert Mitchell (“Corrente do Mal”) Melhor Atriz Cate Blanchett (“Carol”) Brie Larson (“O Quarto de Jack”) Rooney Mara (“Carol”) Bel Powley (“O Diário de uma Adolescente”) Kitana Kiki Rodriquez (“Tangerine”) Melhor Ator Christopher Abbott (“James White”) Abraham Attah (“Beasts of No Nation”) Ben Mendelsohn (“Mississippi Grind”) Jason Segel (“O Final do Tour”) Koudous Seihon (“Mediterranea”) Melhor Atriz Coadjuvante Robin Bartlett (“H.”) Marin Ireland (“Glass Chin”) Jennifer Jason Leigh (“Anomalisa”) Cynthia Nixon (“James White”) Mya Taylor (“Tangerine”) Melhor Ator Coadjuvante Kevin Corrigan (“Results”) Paul Dano (“Love & Mercy”) Idris Elba (“Beasts of No Nation”) Richard Jenkins (“Bone Tomahawk”) Michael Shannon (“99 Homes”) Melhor Roteiro Charlie Kaufman (“Anomalisa”) Donald Margulies (“O Final do Tour”) Phyllis Nagy (“Carol”) Tom McCarthy & Josh Singer (“Spotlight”) S. Craig Zahler (“Bone Tomahawk”) Melhor Roteiro de Estreia Jesse Andrews (“Eu, Você e a Garota que vai Morrer”) Joseph Carpignano (“Mediterranea”) Emma Donoghue (“O Quarto de Jack”) Marielle Heller (“O Diário de uma Adolescente”) John Magary, Russell Harbaugh e Myna Joseph (“The Mend”) Melhor Filme de Estreia “The Diary of a Teenage Girl” “James White” “Manos Sucias” “Mediterranea” “Songs My Brothers Taught Me” Melhor Fotografia “Beasts of No Nation” “Carol” “Corrente do Mal” “Meadlowland” “Songs My Brothers Taught Me” Melhor Edição “Beasts of No Nation” “Amor, Drogas e Nova York” “Corrente do Mal” “O Quarto de Jack” “Spotlight” Melhor Documentário “(T)error” “Best of Enemies” “Heart of Dog” “The Look of Silence” “Meru” “The Russian Woodpecker” Melhor Filme Estrangeiro “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência” (Suécia) “O Abraço da Serpente” (Colômbia) “Garotas” (França) “Mustang” (Turquia) “O Filho de Saul” (Hungria) Prêmio John Cassavetes (Melhor Filme de até US$ 500 mil) “Advantageous” “Christmas, Again” “Amor, Drogas e Nova York” “Krisha” “Out of My Hand” Prêmio Robert Altman (Melhor Direção de Elenco) “Spotlight”
Perdido em Marte e Joy disputarão o Globo de Ouro como comédias
O comitê da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, que organiza anualmente a premiação do Globo de Ouro, decidiu que os filmes “Joy: O Nome do Sucesso” e “Perdido em Marte” vão competir como Comédias na cerimônia deste ano. Comédias… ou Musicais, afinal, o nome da categoria é Filmes de Comédia ou Musical. O musical marciano e a comédia cinebiográfica cumprirão, assim, a missão de preencher vagas e garantir prêmios em categorias esvaziadas, como Melhor Atriz de Comédia ou Musical, praticamente já definido para Jennifer Lawrence no anúncio desta semana. A tática é uma forma de evidenciar filmes que poderiam ter dificuldades de premiação como dramas. No Globo de Ouro de 2014, por exemplo, “Nebraska” e “O Lobo de Wall Street” concorreram como Comédias – ou Musicais! Se a decisão de definir “Joy: O Nome do Sucesso” como comédia acompanha a tradição de dar prêmios aos filmes do superestimado David O. Russell, é mais difícil imaginar “Perdido em Marte” como uma produção engraçada – ou musical! A definição acabou acontecendo por apenas um voto, e seguiu solicitação do estúdio 20th Century Fox, que ao manifestar sua preferência já projeta prêmios na disputa com as piadas do ano. A cinebiografia “Trumbo” também queria concorrer como comédia, mas até o Globo de Ouro tem limites. Não deixa de ser desmoralizante, porém, que dramas possam disputar como comédias, na contramão da decisão do Emmy 2015, que impediu as redes de TV de buscarem essa facilidade. Graças à firmeza do Emmy, “Orange Is the New Black” deixou de ser comédia para se assumir drama, inclusive vencendo prêmios na nova e correta categoria. Os indicados ao Globo de Ouro 2016 serão anunciados no dia 10 de dezembro e a cerimônia de premiação será realizada um mês depois, no dia 10 de janeiro, com apresentação do comediante Ricky Gervais.
Mostra de São Paulo premia filme islandês
A 39ª edição da Mostra de São Paulo premiou o drama “Pardais”, do islandês Runar Rúnarsson, com o troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme Internacional. Vencedora também do prêmio de Melhor Roteiro, a história da relação de um menino com seu pai distante já havia vencido anteriormente os festivais de San Sebastian e Varsóvia. O júri internacional — formado pela atriz britânica Geraldine Chaplin, pelo diretor e produtor espanhol Luís Miñarro, pelo produtor francês Nathanaël Karmitz, pelo diretor brasileiro Paulo Machline e pelo compositor argentino Iván Wyszogrod — ainda concedeu uma menção honrosa à produção polonesa “Carta branca”, de Jacek Lusinski. Já o público preferiu “Sabor da Vida”, da japonesa Naomi Kawase, sobre romance, culinária e doença, como Melhor Filme Internacional. Além deste, a votação popular também consagrou “Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado, como Melhor Filme Nacional. Em seu agradecimento pelo prêmio, Machado se declarou cinéfilo da Mostra: “A minha formação de cinema foi praticamente toda na Mostra de SP. Pra mim, é uma alegria ganhar um prêmio aqui e ainda por cima o de público”. Entre os documentários, foram eleitos “Pixadores”, do finlandês Amir Escandari, e o brasileiro “Monstros do Ringue”, de Marc Dourdin. A Mostra também outorgou o prêmio Juventude, escolhido pelos jovens, que premiou “Beatles”, do norueguês Peter Flinth, e o brasileiro “Califórnia”, de Marina Person. Por fim, a crítica deu seu prêmio para o italiano “Os Campos Voltarão”, de Ermanno Olimi, e o brasileiro “Aspirantes”, de Ives Rosenfeld. Vencedores da Mostra de São Paulo 2015 Prêmio do Júri Melhor Filme “Pardais”, de Rúnar Rúnarsson (Islândia, Dinamarca, Croácia) Menção Honrosa “Carta Branca”, de Jacek Lusinski (Polônia) Prêmio do Público Melhor Ficção Internacional “Sabor da Vida”, de Naomi Kawase(Japão, França, Alemanha) Melhor Ficção Nacional “Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado (Brasil) Melhor Documentário Internacional “Pixadores”, de Amir Escandari (Finlândia, Dinamarca, Suécia) Melhor Documentário Nacional “Monstros do Ringue”, de Marc Dourdin (Brasil) Prêmio da Crítica Melhor Filme “Os Campos Voltarão”, de Ermanno Olmi (Itália) Melhor Filme Nacional “Aspirantes”, de Ives Rosenfeld (Brasil) Prêmio da Associação Autores de Cinema Melhor Roteiro “Pardais”, de Rúnar Rúnarsson (Islândia, Dinamarca, Croácia) Prêmio da Juventude Melhor Filme Internacional “Beatles”, de Peter Flinth (Noruega) Melhor Filme Nacional “Califórnia”, de Marina Person (Brasil)












