Jeff Bridges entra no elenco da continuação de Kingsman
O ator Jeff Bridges (“O Sétimo Filho”) entrou no elenco de “Kingsman – O Círculo Dourado”. O anúncio foi feito pelo próprio ator em ao postar um cartaz e a hashtag com o título do filme em seu Twitter Ele vai se juntar a um elenco grandioso, que inclui, além dos retornos de Taron Egerton, Colin Firth e Mark Strong, participações de Channing Tatum (“Magic Mike”), Padro Pascal (série “Narcos”), Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”), Halle Barry (série “Extant”) e o músico Elton John. Novamente dirigido por Matthew Vaughn, a continuação de “Kingsman – Serviço Secreto” (2014) vai trazer o personagem de Taron Egerton contando com o apoio de um agente secreto americano para derrotar um novo vilão. O filme tem estreia marcada para o dia 15 de junho de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
O universo Marvel atinge o ápice em Capitão América: Guerra Civil
Os irmãos Anthony e Joe Russo revelaram-se a grande arma secreta da Marvel. Saíram do anonimato – na verdade, da série “Community” – para dirigir “Capitão América: O Soldado Invernal” (2014), o filme que impôs mais dramaticidade e seriedade na fórmula do estúdio, até então marcada pelo predomínio do humor em suas aventuras. Agora, com “Capitão América: Guerra Civil”, eles atingem o ápice, ao criar o filme perfeito da Marvel, com o qual todos os demais serão comparados, graças ao equilíbrio de seriedade dramática, ação intensa e diversão bem-humorada em doses harmoniosas. O tom dramático é estabelecido logo no começo, quando uma missão dos Vingadores termina em tragédia, levando o mundo e particularmente o governo dos EUA a exigir controle sobre o grupo. Até porque essa não foi a única intervenção dos heróis com vítimas civis, como mostraram “Os Vingadores” (2012) e “Vingadores: Era de Ultron” (2015). Mas enquanto Tony Stark (Robert Downey Jr.) se mostra pronto para assumir a culpa e se submeter, o Capitão Steve Rogers (Chris Evans) não aceita virar pau mandado, especialmente quando uma das novas missões é capturar seu ex-melhor amigo Bucky/Soldado Invernal (Sebastian Stan). A premissa é de um filme dos Vingadores. Entretanto, o clima solene não inclui as piadinhas trocadas entre os personagens, que marcaram os dois longas de Joss Whedon. Os Russo deixaram o humor por conta da introdução do Homem-Aranha (Tom Holland), que se mostra uma metralhadora de piadas em suas cenas, deixando bem claro sua diferença etária em relação aos demais super-heróis. Se os diretores conduzem o filme com precisão, o mérito da trama é de outra dupla, os roteiristas Stephen McFeely e Christopher Markus, que estão na franquia desde “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011) e se mostram verdadeiros experts em quadrinhos, enchendo a história de referências, como a nação africana de Wakanda, Sharon Carter, a prisão Balsa, o Barão Zemo, Ossos Cruzados, a joia do infinito etc. Além disso, seu roteiro é cirurgicamente interligado com os filmes dos Vingadores, do Capitão América, do Homem de Ferro e até do Homem-Formiga, como se as produções anteriores tivessem sido feitas para desaguar nele. A principal inspiração dos quadrinhos, por sua vez, vem da minissérie “Guerra Civil”, de Mark Millar (o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), que marcou os anos 2000 e repercutiu em vários títulos da Marvel. Claro, a guerra civil original envolvia centenas de super-heróis e o filme lida com os limites do universo cinematográfico da Marvel, mas mesmo assim consegue passar a essência do conflito, sem deixar de introduzir novos personagens, como o citado Aranha e o Pantera Negra (Chadwick Boseman). A síntese do embate reúne doze heróis numa luta filmada em IMAX, que dá a dimensão grandiosa do momento (ainda que o 3D convertido dos filmes da Marvel continue fajuto e caça-níquel). Um dos grandes méritos da produção, aliás, é reforçar no público a convicção e força desses heróis, mostrando o que eles são capazes em cenas muito bem coreografadas, de grande intensidade física. No conflito generalizado, até a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), que tem poderes mais complexos, tem a chande de demonstrar seu potencial ao enfrentar o androide Visão (Paul Bettany). O centro dramático, porém, está na figura do Soldado Invernal. Se o ator Sebastian Stan não tem o mesmo carisma dos demais, seu arco é o mais trágico. Apesar de estar sob controle de inimigos, ele se sente culpado por ter executado tantas vidas inocentes a mando de terroristas. E este dilema o torna o principal eixo da trama, embora isso não tire o protagonismo do Capitão América e do Homem de Ferro, cujos intérpretes estão cada vez mais à vontade em seus papéis. “Capitão América: Guerra Civil” é um filme repleto de momentos memoráveis. Embora resulte consistente, é composto de várias cenas individuais com forte carga emocional. Uma cena em particular, envolvendo o Soldado Invernal, pode levar o espectador às lágrimas. E isso não é pouco em se tratando de um estúdio que, até então, jamais demonstrara pretensões de dar a seus filmes a atmosfera sombria das adaptações da DC Comics. Os irmãos Russo acabaram com o mito que todo o filme da Marvel precisa ser uma comédia, como o caso extremo do “Homem-Formiga” (2015), sem cair na seriedade sem graça das produções baseadas nos quadrinhos da sua rival. “Capitão América: Guerra Civil” mostrou como adaptações de super-heróis podem ser feitas de forma séria sem perder de vista seu potencial para a diversão. E esta é uma lição mais preciosa que uma joia do infinito.
Wolverine 3 vai se passar no futuro
O produtor e roteirista Simon Kinberg, que supervisiona o universo da Marvel na 20th Century Fox, revelou, em entrevista para o site Cinema Blend, que o terceiro filme solo do Wolverine se passará no futuro. A revelação é mais um forte indício de que o filme será baseado na história “Velho Logan” (Old Man Logan), escrita por Mark Millar (criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), que se passa num futuro distópico, em que os supervilões comandam o mundo e a maioria dos heróis foi derrotada. A trama acompanha um Wolverine velho e aposentado, que se vê pressionado a voltar à ativa para ajudar um amigo a salvar sua filha. Nos quadrinhos, o amigo era Gavião Arqueiro, que entretanto está “indisponível” para a produção da Fox, já que é um dos Vingadores da Disney. Considerada uma espécie de “Cavaleiro das Trevas” do Wolverine, “Velho Logan” também é, em termos cronológicos, a última aventura do herói. Em entrevista anterior, Hugh Jackman chegou a mencionar que a trama lhe parecia “o jeito perfeito de encerrar” a história do personagem – ou, pelo menos, seu ciclo no papel. O ator também confirmou na Comic-Con que vai interpretar Wolverine pela última vez no terceiro filme do mutante – ocasião em que citou pela primeira vez as três palavras que se repetem desde então: “Old Man Logan”. Além de Jackman, Patrick Stewart já disse que deve voltar a viver o Professor Xavier neste filme, o que confirma a expectativa sobre uma trama no futuro, onde a versão mais velha do Professor X foi vista pela última vez (em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). O elenco também vai trazer Boyd Holbrook (série “Narcos”), que foi escalado como vilão. A direção está mais uma vez a cargo de James Mangold, responsável pelo filme anterior do personagem, “Wolverine – Imortal” (2013). E a estreia está marcada para 3 de março de 2017.
Elton John negocia participar da continuação de Kingsman
O cantor Elton John abriu negociações para participar de “Kingsman: O Círculo de Ouro”, continuação da aventura “Kingsman: Serviço Secreto” (2014). Contudo, o site The Hollywood Reporter, que divulgou a notícia, não sabe precisar se ele irá interpretar um personagem ou a si mesmo na trama. Elton John já possui um Oscar, vencido pela música “Can You Feel the Love Tonight”, da trilha da animação “O Rei Leão” (1994), porém fez poucos trabalhos como ator. Seu único personagem cinematográfico foi o Pimball Wizard do clássico “Tommy” (1974), mas ele apareceu como si mesmo em “Spice World – O Mundo das Spice Girls” (1997). Além disso, narrou a animação “O Caminho para El Dorado” e produziu “Gnomeu e Julieta” (2011). Por enquanto, não há detalhes sobre a trama de “Kingsman: O Círculo de Ouro”, que será novamente baseada nos quadrinhos de Mark Millar (criador também de “Kickass”). O filme também será outra vez roteirizado por Jane Goldman e dirigido por Matthew Vaughn, e tem estreia marcada para 16 de junho de 2017 nos EUA.



