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  • Filme

    John Wick revigora o cinema de ação com um espetáculo de violência e adrenalina

    16 de fevereiro de 2017 /

    No primeiro filme da franquia, “De Volta ao Jogo” (2014), um filhinho de papai da máfia russa roubou o mustang de John Wick e matou seu cachorro. Não sabia que Wick era um pistoleiro lendário, chamado de Baba Yaga (Bicho Papão) pelos chefões. Mesmo assim, o rapaz mimado ficou com o carro. De troco, o rancoroso Wick (vivido por Keanu Reeves) espalhou uma centena de corpos pela tela. A contagem de cadáveres nesta sequência, intitulada “John Wick – Um Novo Dia para Morrer”, extrapola o primeiro filme umas três vezes. O raivoso John Wick é o fodão da bala chita mesmo. É um bad guy duro de matar. Enfronha-se na multidão, enfrenta os bandidos em tiroteios precisos (nunca acerta um inocente). E atira pra no mínimo aleijar. A direção de Chad Stahelski tem um brilho inflamado e aquele ódio de quem parece estar insatisfeito consigo mesmo. Mas é tudo maravilhosamente feito de forma cinemática. Stahelski deve admirar o cinema de John Woo. Os duelos são coreografados com movimentos vertiginosos, uma torrente de imagens que nos fazem ter uma recepção propriamente física do ritmo do filme, uma composição e uma estruturação propriamente dinâmica do espaço cinematográfico. Seu cinema é cinético, e vai rápido. Mais rápido, às vezes, até do que nossa percepção da história. E cada confronto segue um estilo e se passa num ambiente diferente. Claro, há algo de videogame em cena também. Só que nada é virtual. Stahelski, que antes de diretor era dublê, coloca um exército de stunts a serviço de arremessos, vôos e quedas hiperrealistas. Ainda que Keanu esteja em cena e também Laurence Fishburne, esqueça “Matrix” (1999). Todo mundo sangra, o suor escorre a todo instante e invariavelmente alguém grita de dor. Inclusive o personagem de Keanu que termina com um braço quebrado, uma perna menor que a outra e o rosto coalhado de cortes. Mesmo mancando, John Wick continua atrás do mustang que a máfia russa roubou no filme anterior. Ele recupera o carro, mas não antes de mandar duas dezenas de desafetos para o inferno. Volta para a casa para descansar, e mal sobra tempo para um cochilo. Um representante da Camorra, a máfia italiana, bate na porta e vem cobrar uma dívida antiga. E o protagonista que se achava aposentado, terá que voltar ao crime e cometer mais um assassinato mirabolante em Roma. O senso de humor é sempre ferino. Há um hotel luxuoso e exclusivo para pistoleiros em Roma e a primeira pergunta que o dono do local faz quando vê John Wick é se por acaso ele veio matar o papa. Há um suspense de dois segundos antes de Wick negar, mas é o suficiente para os criminosos, respirarem aliviados. Outra cena muito divertida é a que opõe Keanu Reeves e Laurence Fishburne. Os dois se entreolham e, numa piada particular, o Morfeu de “Matrix” dispara: Há quanto tempo, hein? John Wick procura ser sempre habilidoso nas negociações com as organizações criminosas, mas quando oferecem US$ 7 milhões por sua cabeça, torna-se caçado até pelos próprios amigos. Mas não adianta muito descrever a história. Esse capítulo dois da saga Wick é como um espetáculo de ritmo, movimento, montagem, alterações no plano. Pouco importa o que é contado, o essencial ainda fica na imagem, intransferível. Importa, sim, declarar que, em todas as cenas de ação diante da tela, tamanha é a quantidade de informações que aparecem, tão preciso é o estabelecimento dos espaços, tão meticulosos são os enquadramentos e a duração de cada plano, que os músculos se retesam imperceptivelmente e o coração pulsa com a adrenalina. Se o espectador estava ávido por um filme de ação de categoria, suas preces são atendidas com esse “John Wick”.

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  • Filme

    Continuação de Senhores do Crime começa a ser filmada em março com Viggo Mortensen

    18 de janeiro de 2017 /

    A continuação de “Senhores do Crime” (2007), filme sobre a máfia russa dirigido por David Cronenberg, vai enfim sair do papel. De acordo com os sites Digital Spy e Consequence of Sound, um aviso de escalação de elenco aponta que a produção está prestes a ser filmada, com seu início de produção marcado para março. Intitulada “Body Cross”, a sequência foi escrita pelo mesmo roteirista do filme original, Steven Knight, que há anos tenta o projeto do papel. Além de escrever, ele também vai dirigir o filme. Será seu terceiro trabalho na função, após os thrillers “Redenção” (2013) e “Locke” (2013). Segundo o aviso de escalação de elenco, a sequência vai retomar a trama do ponto em que o longa de 2007 parou, com o incompetente sub-chefe do crime Kirill acreditando que ele e Nikolai, seu capanga e motorista, herdaram o trono do pai criminoso dele. Ou seja, Kirill não desconfia que Nikolai é, na verdade, um agente infiltrado com a missão de desbaratar a máfia. Vincent Cassel e Viggo Mortensen estão confirmados no elenco, retornando como seus personagens Kirill e Nikolai, respectivamente. Ambos os atores estão ligados ao projeto da continuação desde o começo da década. Vale lembrar que o original rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator para Mortensen.

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    Triplo 9: Tiros, elogios e grande elenco marcam novos trailers e pôsteres do thriller policial

    26 de fevereiro de 2016 /

    A Open Road Films divulgou o dois novos trailers, um deles recheado de elogios, de “Triplo 9”, thriller policial do cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”), estrelado por um elenco grandioso. Tão grandioso que ganhou três coleções de pôsteres (25 cartazes!), destacando individualmente os personagens de Woody Harrelson (franquia “Jogos Vorazes”), Casey Affleck (“Tudo por Justiça”), Anthony Mackie (“Capitão América 2 – O Soldado Invernal”), Norman Reedus (série “The Walking Dead”), Kate Winslet (“Divergente”), Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), Gal Gadot (“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”), Aaron Paul (série “Breaking Bad”) e Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”). O título é derivado do código para policial morto em ação. A trama acompanha um grupo de policiais corruptos chantageados pela máfia russa para executar um assalto praticamente impossível. Tudo dá errado. E sobram tiros para todos os lados. “Triplo 9” chega aos cinemas americanos nesta sexta (26/2) e estreia em 31 de março no Brasil.

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