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  • Música

    Lara, filha de Faustão, segura galo no colo na capa do primeiro EP: “Não tem sentido”

    22 de novembro de 2023 /

    Lara, filha de Fausto Silva, venceu a timidez e lançou seu primeiro EP nesta quarta-feira (22). No entanto, a capa do projeto musical é bastante inusitada para quem vê de fora, já que a artista aparece vestindo um traje vermelho de gala e segurando um galo no colo. A cantora explicou ao jornal Extra que a capa de “Faíscas” não tem necessariamente um significado e foi feita apenas para causar um estranhamento à primeira vista. “É uma coisa que não tem explicação, ou talvez tenha, mas demore um tempo”, ponderou Lara. “No dia em que eu conheci o fotógrafo, falei pra ele: ‘Gleeson (Paulino), eu preciso fazer uma foto com uma roupa doidona e com um galo gigante nas mãos’. A gente o batizou de Frederico. Não sabia por que, mas estava com essa imagem na minha cabeça. Eu tenho uma clareza estética muito grande do tipo de imagem em que eu me vejo. É uma diversão criar.” Lara ainda fez questão de reforçar que a imagem surgiu de “uma questão de intuição” e o resultado ficou divertido, assim como aconteceu durante a sessão de fotos: “Não tem sentido, não tem um uma filosofia maior, não estou querendo fazer nada. É puramente pela diversão. Essa imagem é diferente, é engraçada, e eu amo essa foto!”, disse a artista, que acrescentou ter feito carinho no animal emprestado por um fazendeiro dos arredores onde estava posando.   Faíscas O EP “Faíscas” tem cinco músicas inéditas que foram feitas em “acampamento criativo” de três dias com os compositores Clara Valverde, Filipe Toca, Josefe, Pedro Serapicos e Lorena Chaves. A cantora não se arrepende de ter realizado a composição das faixas em grupo, pois o processo fluiu bem. “Eu levei vários rabiscos, fragmentos e começos de ideias e poemas soltos para mostrar a eles. E a gente desenvolveu. […] Às vezes, pra expor letras, ideias e poemas que são tão pessoais, você precisa confiar naquelas pessoas, ter abertura para estar livre, dar sugestão, experimentar, dar ideias. E aconteceu assim”, detalha Lara, que também gravou uma releitura de “Preciso Dizer Que Te Amo”, de Cazuza e Bebel Gilberto.

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  • Filme

    Estreia de “Turma da Mônica: Lições” é maior lançamento nacional da pandemia

    29 de dezembro de 2021 /

    Em meio à disputa por espaço entre “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” e “Matrix Resurrection”, os cinemas recebem a maior estreia brasileira de 2021. “Turma da Mônica: Lições” chega em 920 salas nesta quinta (30/12), praticamente o mesmo circuito do novo “Matrix”, num lançamento bem mais amplo que o filme anterior da franquia.     TURMA DA MÔNICA: LIÇÕES   Várias vezes adiada devido a pandemia, a adaptação dos quadrinhos de Mauricio de Sousa fecha o ano com um registro positivo para o cinema nacional. Trata-se de cinema infantil de altíssima qualidade, bem melhor que o primeiro longa, e ainda abre as portas para um “universo Mauricio de Sousa” nas telas. Drama de formação, a história explora o amadurecimento da turma, mostrando as consequências de tentarem fugir às reponsabilidades escolares. Pegos, são forçados pelos pais a se separarem. Enquanto Mônica (Giulia Benite) troca de colégio, Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) passam a ter atividades extracurriculares durante as folgas, o que lhes permite conhecer outras pessoas – isto é, outros personagens dos quadrinhos de Mauricio – e crescer individualmente. Assim como em “Turma da Mônica - Laços”, a continuação é baseada numa graphic novel dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi e a direção é novamente assinada por Daniel Rezende.     LARA   Além do filme da Mônica, os cinemas recebem um drama alemão premiado em circuito limitado. “Lara” conta a história de uma pianista frustrada que dedicou sua vida a transformar o filho num grande músico, mas ao mesmo tempo tornou o rapaz ressentido pela falta de empatia com suas dificuldades. Em seu aniversário de 60 anos, ela faz planos para ver o primeiro concerto de piano do filho. Mas não foi convidada e não é bem-vinda à apresentação. O drama de Jan-Ole Gerster (“Oh Boy”) venceu 12 prêmios internacionais, inclusive o troféu de Melhor Atriz para Corinna Harfouch (“Aqui e Agora”), intérprete da mãe do título, no Festival de Karlovy Vary.

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  • Filme

    Leonardo Machado (1976 – 2018)

    29 de setembro de 2018 /

    O ator Leonardo Machado, conhecido por participar de novelas da Globo e pela carreira premiada no cinema, morreu na noite de sexta-feira (28/9), aos 42 anos, em Porto Alegre. Ele lutava contra um câncer no fígado desde o ano passado e estava internado no Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha. Um dos atores de maior projeção no Rio Grande do Sul, ele começou a filmar curtas em 1998, enquanto fazia teatro – estrelou 14 peças – , até se tornar conhecido nacionalmente ao aparecer na novela “O Clone” (2001), na qual figurou como Guilherme. Também teve um pequeno papel em “Senhora do Destino”, em 2005. Mas sua verdadeira projeção se deu no cinema local, a ponto de se tornar o apresentador oficial do Festival de Gramado por dez anos. “Essa função é sempre um prazer. Eu me criei nessa cidade”, ressaltou em entrevista publicada no último ano. Seu primeiro papel em longa-metragem foi uma pequena aparição em “Lara” (2002), cinebiografia de Odete Lara, musa do Cinema Novo, dirigida por Ana Maria Magalhães. Depois, iniciou sua jornada gaúcha, com “Sal de Prata” (2005), de Carlos Gerbase. Dublou a animação “Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll” (2006), de Otto Guerra, voltou a trabalhar com Gerbase em “3 Efes” (2007), fez “Dias e Noites” (2008), de Beto Souza. E a carreira começou a engatar com o premiado “Valsa para Bruno Stein” (2007), de Paulo Nascimento, vencedor do Festival de Gramado, já como coadjuvante. No segundo filme com Nascimento, “Em Teu Nome” (2009), foi finalmente escalado como protagonista. E conquistou o Kikito de Melhor Ator em Gramado, interpretando um estudante durante a Ditadura Militar (1964-1985). O prêmio abriu de vez as portas na Globo. Ele apareceu na novela “Viver a Vida” (2009), de Manoel Carlos, e se tornou um dos protagonistas da série “Na Forma da Lei”, no papel do juiz Célio Rocha, que trabalhava com a advogada Ana Beatriz (Ana Paula Arósio) no julgamento de crimes investigados por outros personagens. Ainda apareceu na novela “Salve Jorge” (2013) antes de voltar ao Rio Grande do Sul, onde emendou diversas produções regionais de TV – na RBS, do grupo Globo, e na TVE. E deu sequência à sua carreira cinematográfica. A dedicação ao cinema na última década viu sua filmografia se multiplicar e ganhar novos parceiros, como Tabajara Ruas, com quem filmou “Os Senhores da Guerra” (2012), a continuação “Os Senhores da Guerra 2 – Passo da Cruz” (2014) e o ainda inédito “A Cabeça de Gumercindo Saraiva” (2018). Ele esteve ainda entre os protagonistas do épico “O Tempo e o Vento” (2013), adaptação do clássico literário de Érico Veríssimo rodado por Jayme Monjardim com grande elenco (Fernanda Montenegro, Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, etc). Fez “A Casa Elétrica” (2012), de Gustavo Fogaça, “Insônia” (2013), de Beto Souza, e o recente “Yonlu” (2018), de Hique Montanari, lançado no final de agosto. Mas não há dúvidas de que seu grande parceiro foi Paulo Nascimento, com quem continuou colaborando em mais quatro filmes: “A Casa Verde” (2010), “A Oeste do Fim do Mundo” (2013), “A Superfície da Sombra” (2017) e “Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos” (2018). Os dois ficaram amigos durante a gravação da série “Segredo”, uma coprodução da portuguesa RTP e da Globo, realizada em 2005, o que fez com que Leonardo participasse de todos os projetos do diretor desde então – e ainda fosse estimulado a passar para trás das câmeras, enquanto o diretor se viu convencido a ir para a frente, durante a produção da série gaúcha documental “Fim do Mundo” (2011). Esta experiência de explorar as fronteiras da América do Sul inspirou o filme “A Oeste do Fim do Mundo”, que inaugurou outra função na carreira de Leonardo, como produtor de cinema. Por conta disso, venceu o Kikito de Melhor Filme Latino (em coprodução com a Argentina) no Festival de Gramado, além do prêmio do público do evento. Ativo até o fim, Leonardo se jogou no trabalho no fim da vida, estrelando em 2018 nada menos que quatro longas, um curta e uma minissérie da Globo – “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, divulgada apenas em streaming, por enquanto. Além de “Yonlu” e “Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos”, já exibidos, ele ainda poderá ser visto neste ano no mencionado “A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, previsto para 25 de outubro, e “Legalidade”, do cineasta Zeca Britto, em que encarna o governador gaúcho Leonel Brizola durante os tumultuados anos 1960 – ainda sem previsão de estreia. Seu colega em “Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos”, Edson Celulari, que também enfrentou um câncer recentemente, lamentou a morte do amigo. “Hoje descansou um amigo que fará muita falta, o querido e talentoso ator Leonardo Machado. Um homem leal, dono de um coração enorme. Companheiro no cinema e parceiro de todas as horas. Que privilégio conhecê-lo!”, escreveu no Instagram.

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