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  • Série

    CW oficializa séries de Batwoman, Katy Keene e Nancy Drew

    7 de maio de 2019 /

    A rede The CW aprovou três de seus pilotos, encomendado a produção de temporadas inaugurais para as novas séries “Batwoman”, “Katy Keene” e “Nancy Drew”. Todas são baseadas em IPs (sigla em inglês de propriedades intelectuais) conhecidas, como tem sido prioridade dos canais e plataformas na disputa (cada vez mais acirrada) pela audiência. Duas das produções são spin-offs. A personagem-título de “Batwoman” chegou a ser introduzida no crossover “Elseworlds”, que juntou três séries de super-heróis da DC Comics exibidas pelo CW. E “Katy Keene” se passa no mesmo universo de “Riverdale”. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que Batwoman foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. Apesar disso, esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. Agora, Ruby Rose (“Megatubarão) será a primeira atriz a interpretar uma versão “live action” de Batwoman. Mais que isso, será a primeira protagonista lésbica de uma série de super-heróis. Como a série vai se passar em Gotham City, também apresentará alguns personagens conhecidos dos quadrinhos de Batman. Caroline Dries é a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína e da atriz. Para completar, a direção do piloto aprovado foi realizada por Marcos Siega, que no ano passado emplacou os pilotos de “God Friended Me” e “The Passage”. “Katy Keene” é baseada nos quadrinhos homônimos, que são publicados desde os anos 1940 pela editora Archie Comics. Mas ganhará uma roupagem mais moderna. Em vez de atriz, modelo e “rainha das pin-ups”, como na publicação original, ela será uma personal shopper nova-iorquina que sonha virar uma fashion designer. A série traz Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”) como a personagem-título e também contará com Ashleigh Murray repetindo seu papel de Josie, de “Riverdale”. Curiosamente, a atração vai incluir mais dois personagens dos quadrinhos (e série animada) de “Josie e as Gatinhas”, os irmãos Cabot, que, como Josie, serão interpretados por atores negros. A eterna vilã Alexandra Cabot será interpretada por Camille Hyde (“American Vandal), enquanto Alexander terá interpretação de Lucien Laviscount (“Scream Queens”). A atração foi criada por Roberto Aguirre-Sacasa, que também lançou “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”, todas baseadas em quadrinhos da Archie Comics. Por fim, “Nancy Drew” é a nova encarnação da detetive mirim criada na literatura juvenil em 1930. Em seu contexto original, Nancy era uma pré-adolescente que vivia com seu pai na cidadezinha de River Heights, resolvendo mistérios que envolviam os jovens da vizinhança. A menina só começou a crescer a partir dos anos 1980, quando uma nova série literária, “The Nancy Drew Files”, passou a incluir enredos românticos. Popular e influente, Nancy Drew foi o protótipo de todas as detetives femininas adolescentes, incluindo Veronica Mars e até a Velma de “Scooby Doo”. Além de dezenas de livros, a personagem também já apareceu em cinco filmes (o mais recente é de 2007, com Emma Roberts no papel-título) e duas séries televisivas (nos anos 1970 e 1990), sem esquecer de games e produtos variados. A versão da CW mostrará uma Nancy Drew mais velha. Mas não tanto, acompanhando a personagem como uma jovem adulta de 18 anos – ou seja, “Veronica Mars”. O projeto foi escrito por Noga Landau (roteirista do terror tecnológico “Tau” e da série “The Magicians”) e vai mostrar Nancy após sua formatura do ensino médio. Quando ela acha que vai deixar sua cidade natal para ir a faculdade, uma tragédia familiar a detém por mais um ano, envolvendo-a em uma investigação de assassinato fantasmagórica – enquanto sua investigação revela segredos mais profundos do que jamais imaginou. A produção é de Josh Schwartz e Stephanie Savage (dupla de “Gossip Girl”, “Dinasty” e “Runaways”). Nancy será interpretada por Kennedy McMann, atriz novata que apareceu num episódio de “Law & Order: SVU” e tem sido apontada como potencial revelação da temporada. Ela terá companhia de Freddie Prinze Jr. (o Fred nos filmes live-action de “Scooby-Doo”), que viverá seu pai, além de Maddison Jaizani (“Into the Badlands”), Alex Saxon (“Os Fosters”) e Tunji Kasim (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). Além desses projetos, o canal tinha outros três pilotos para avaliar. Embora não tenha sido imediatamente aprovado, “Glamourous” foi colocado “em contenção”. Ou seja, a CW quer avaliar melhor e, por via das dúvidas, mantém elenco e equipe sob contrato por mais tempo. A comédia de Jordon Nardino (roteirista de “Quantico” e “Star Trek: Discovery”) acompanha um adolescente que recusa rótulos de gênero e acaba arranjando emprego na indústria de cosméticos. Ben J. Pierce (“Guidance”) tem o papel principal, num elenco com John Barrowman (“Arrow”), Peyton List (“Light as a Feather”) e a veterana Brooke Shields (“Jane the Virgin”). Apesar do IP forte, o projeto de “The Lost Boys”, adaptação do filme de vampiros “Os Garotos Perdidos”, não atendeu às expectativas da CW, que encomendou a produção de um segundo piloto para a próxima temporada. Isso significa que os executivos da rede gostaram da ideia, mas não de sua execução. Tyler Posey (“Teen Wolf”) tinha o papel principal, porém são esperadas mudanças no elenco. Já o spin-off de “Jane the Virgin”, intitulado “Jane the Novela”, foi totalmente descartado.

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    Ator dos filmes de Scooby-Doo será o pai de Nancy Drew na nova série da detetive mirim

    17 de março de 2019 /

    O ator Freddie Prinze Jr., que viveu Fred nos dois filmes live-action de “Scooby-Doo”, entrou no piloto da série “Nancy Drew”. Ele vai interpretar Carson Drew, o pai de Nancy, que será vivida pela desconhecida Kennedy McMann (vista num episódio de “Law & Order: SVU” no ano passado). Carson é descrito como “um advogado dinâmico que se afastou de Nancy após a recente morte de sua amada esposa. Mas suas tentativas de se reconectar com sua filha encalharam quando uma investigação de Nancy revela segredos inquietantes do próprio passado de Carson”. Em desenvolvimento para a rede americana The CW, o projeto pretende trazer de volta a famosa detetive mirim para a televisão, com produção de Josh Schwartz e Stephanie Savage (dupla de “Gossip Girl”, “Dinasty”, “Runaways”). O lançamento de uma série de Nancy Drew tem sido uma prioridade para a CBS TV, que detém os direitos dos clássicos livros de mistério. Como não conseguiu emplacar o projeto na própria rede, com dois pilotos consecutivos recusados, a produção foi encaminhada para o CW, do qual a companhia é sócia. Popular e influente, Nancy Drew foi o protótipo de todas as detetives femininas adolescentes, incluindo Veronica Mars e até a Velma de “Scooby Doo”. Ela foi criada pelo editor Edward Stratemeyer em 1930 como contraparte feminina para a série dos detetives juvenis Hardy Boys. As histórias eram publicadas sob o pseudônimo de Carolyn Keene, mas eram escritas por diversos escritores-fantasmas diferentes. Em seu contexto original, Nancey era uma pré-adolescente que vivia com seu pai na cidadezinha de River Heights, resolvendo mistérios que envolviam os jovens da vizinhança. A menina só começou a crescer a partir dos anos 1980, quando uma nova série literária, “The Nancy Drew Files”, passou a incluir enredos românticos. Os mistérios de Nancy Drew já venderam mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzidos em 45 línguas diferentes. A personagem também já apareceu em cinco filmes e duas séries televisivas (nos anos 1970 e 1990), além de games de computador e produtos variados. O filme mais antigo, “Nancy, A Detetive”, é de 1938. O mais recente foi lançada no cinema em 2007. Intitulado “Nancy Drew e o Mistério de Hollywood”, trazia Emma Roberts (série “Scream Queens”) no papel-título. Atualmente, há um novo projeto cinematográfico em desenvolvimento, que será estrelado por Sophia Lillis, a adolescente ruivinha que roubou as cenas de “It: A Coisa”. Trata-se da adaptação do segundo livro da personagem, escrito em 1930 e lançado no Brasil como “Nancy Drew e a Escada Secreta”. A versão da CW mostrará uma Nancy Drew mais velha. Mas não tanto, acompanhando a personagem como uma jovem adulta de 18 anos. Ou seja, “Veronica Mars”. O projeto está sendo escrito por Noga Landau (roteirista do terror tecnológico “Tau” e da série “The Magicians”) e vai mostrar Nancy após sua formatura do ensino médio. Quando ela acha que vai deixar sua cidade natal para ir a faculdade, uma tragédia familiar a detém por mais um ano, envolvendo-a em uma investigação de assassinato fantasmagórica – enquanto sua investigação revela segredos mais profundos do que jamais imaginou. Para virar série, o projeto da Fake Empire precisará ter seu piloto aprovado.

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