Josh Hutcherson será dirigido por James Franco na recriação de um dos piores filmes de todos os tempos
O ator Josh Hutcherson (franquia “Jogos Vorazes”) vai participar do longa sobre os bastidores de um dos piores filmes de todos os tempos, o cultuado “The Room” (2003). A informação é do site Variety. Hutcherson vai se juntar a Zac Efron (“Vizinhos”), Seth Rogen (“A Entrevista”), Dave Franco (“Vizinhos”), Alison Brie (“O Durão”), Kate Upton (“Mulheres ao Ataque”) e Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”) na produção, que será dirigida e protagonizada por James Franco. (“A Entrevista”). Intitulado “The Disaster Artist”, o filme vai contar a história das filmagens do “Cidadão Kane dos filmes ruins”. “The Room” foi produzido, escrito, dirigido e estrelado pelo megalomaníaco Tommy Wiseau e conta a história de um triângulo amoroso formado por seu personagem, sua namorada (Juliette Danielle, de “Dead Kansas”) e seu melhor amigo (Greg Sestero, de “Alien Presence”). A trama vai se basear no livro “The Disaster Artist: My Life Inside The Room, the Greatest Bad Movie Ever Made”, escrito pelo ator da tragédia – quer dizer, romance – , Greg Sestero, que revela as estranhas condições em que o filme foi rodado. O fascínio de Franco pelo tema é tanto que ele escreveu a crítica do livro de Sestero para a revista Vice em 2013. Em seu artigo, ele disse que se identifica com a figura de Wiseou e comparou “The Room” com o indie “Boogie Nights: Prazer Sem Limites” (1997) e até com o clássico “Crepúsculo dos Deuses” (1950). Em “The Disaster Artist”, Franco interpreta Wiseau e seu irmão, Dave Franco, Sestero. O astro ainda produzirá o longa com o ator Seth Rogen e Evan Goldberg (todos de “É o Fim”), completando assim todas as funções exercidas por Wiseau em seu clássico. O roteiro foi escrito pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber (“A Culpa É das Estrelas”, “Cidades de Papel”) e as filmagens já começaram, visando uma estreia no final de 2016.
Jogos Vorazes: A Esperança – O Final encerra a franquia sem empolgar
“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” tem muitos problemas, mas o principal deles é exclusivo do Brasil. O filme não foi lançado em 3D nos EUA, contudo é assim que chega aos cinemas brasileiros, que por isso cobram mais caro para exibir uma cópia com perda de cor, contraste e da beleza de sua fotografia em geral, projetada de forma horrendamente escura. Chegamos a um momento em que o 3D deixou de ser uma novidade para virar uma imposição da indústria. Quantas imagens belas perdidas pela ganância do mercado. Isso afeta diretamente o prazer de se assistir ao filme, que, de longe, é o pior da série. A pior estratégia foi mesmo dividir o final da franquia em duas partes, replicando o que foi feito com “Harry Potter” e “Crepúsculo”. Isto rendeu dois filmes fracos, com enredos extremamente frágeis, e não serviu sequer para desenvolver os personagens coadjuvantes, que permaneceram mal delineados. Muitos deles, promissores nos filmes anteriores, chegam a desaparecer ou, pior, implodir. É o caso de Peeta (Josh Hutcherson), que participou junto com Katniss (Jennifer Lawrence) de dois jogos vorazes, experimentando uma aproximação sentimental durante esse processo, mas desde o episódio anterior se mostra mais um estorvo para a trama, não fazendo jus à personalidade forte de Katniss. O possível romance dos dois – há um triângulo amoroso envolvendo Gale (Liam Hemsworth) – não merece torcida nem parece ser comemorado pelo público. As mortes de personagens ao longo do filme também não são sentidas. Esta indiferença é mais mortal que a reação da Capital, pois prejudica o envolvimento do público. Sim, Jennifer Lawrence é maravilhosa e há um elenco de apoio admirável, com nomes como Woody Harrelson, Julianne Moore, Donald Sutherland, Elizabeth Banks, Jeffrey Right, Stanley Tucci e até Philip Seymour Hoffman, em seu último papel, mas destes, apenas Sutherland, como o vilanesco Presidente Snow, inimigo número um de Katniss e de toda a rebelião, vale cada segundo em que surge na tela. Muito pela excelência do ator, mas também pela relação desenvolvida, durante a franquia, com sua jovem adversária. A cena do encontro final dos dois, inclusive, denuncia a simpatia que o grande vilão é capaz de gerar, mas é também uma alternativa um tanto covarde do roteiro, diante do ímpeto vingativo da heroína. Como o consenso é de que o terceiro livro é o pior da trilogia, há que se dar um desconto para os roteiristas Peter Craig (“Atração Perigosa”) e Danny Strong (criador da série “Empire”), além do diretor Francis Lawrence (“Água para Elefantes”). Afinal, o tratamento da tentativa de tomada de poder, pelo grupo de rebeldes, mais parece um videogame de quinta categoria, com direito até a monstros como obstáculos a serem vencidos. É lamentável, porém, que uma franquia que começou com dois filmes tão bem amarrados tenha acabado dessa maneira. Considerando os quatro longas, é possível dizer que até houve um empate. Mas, na verdade, existiu uma clara vencedora: Jennifer Lawrence, que saiu do anonimato indie com o primeiro filme para se tornar a atriz mais bem paga de Hollywood.
Jogos Vorazes: Katniss planeja vingança em duas cenas inéditas do final da franquia
A Lionsgate divulgou duas cenas inéditas de “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, que trazem Katniss (Jennifer Lawrence) lidando com o que aconteceu com Peeta (Josh Hutcherson). As prévias mostram a personagem conversando com o próprio Peeta e com Johanna (Jena Malone), e fazendo a promessa de matar o Presidente Snow (Donald Sutherland). Terceiro filme consecutivo da franquia dirigido por Francis Lawrence, “O Final” vai mostrar a culminação da trama numa rebelião contra a Capital de Panem. A estreia acontece em 18 de novembro no Brasil, dois dias antes do lançamento nos EUA.


