Globo dispensa atrizes famosas que chegaram aos 50 anos, mas poupa os atores homens
A rede Globo, mesma emissora que fez tempestade no copo de José Meyer, afastando o ator de suas novelas após denúncia de assédio, está encerrando contratos de diversas atrizes famosas, que brilharam na emissora, mas agora chegaram aos 50 anos de idade. A onda de dispensas começou no ano passado, com Maitê Proença (60 anos) e Carolina Ferraz (50), e segue este ano com Isabela Garcia (51), Malu Mader (51) e Giulia Gam (51). Apesar da consolidação da tendência, até o momento não há registros de sites especializados em celebridades que tenham sido capazes de relacionar a demissão consecutiva das cinco atrizes com algum tipo de preconceito. Não se vê questionamentos nem mesmo sobre a aparente ausência de papéis para mulheres de 50 anos nas produções da emissora. Entretanto, nenhum ator de mesma idade e projeção em novelas teve contrato encerrado. Nem mesmo José Meyer foi dispensado. Ele continua sob contrato, embora afastado. Entre os homens, houve o caso de Pedro Cardoso, que não fazia novelas, mas uma série que não é mais produzida: “A Grande Família”, cancelada em 2014. Atores e atrizes dispensados pela Globo após o fim de seus contratos não são novidade, como se viu acontecer nos últimos anos com Kadu Moliterno, Danielle Winits, Joana Fomm, Luiz Fernando Guimarães e outros, mas a recente baciada de atrizes famosas de mesma idade chama atenção.
Mulheres da Globo planejam vestir preto no Dia Internacional da Mulher
As funcionárias dos departamentos artístico, jornalístico e até administrativo da Globo resolveram marcar o Dia Internacional da Mulher de preto. Uma convocação foi feita pelas redes sociais na terça (6/3) para que as mulheres fossem trabalhar com pelo menos uma peça de roupa preta nesta quinta-feira. “Oi, minas! Tudo bem?”, começa a mensagem enviada por whatsapp. “As mulheres da Globo estão agitando uma ação para amanhã. Como nem todas têm a camiseta “Mexeu com Uma, Mexeu Com todas”, para a gente se agitar e também protestar contra as diversas pequenas opressões que sofremos dia a dia, estamos combinando de vir de blusa preta neste 8 de março. Se vocês puderem também seria ótimo para engrossarmos esse caldo.” As manifestantes, porém, deixam claro que não se trata de um protesto contra a Globo, mas uma mobilização pela igualdade e “empoderamento” na sociedade em geral. O colunista Ricardo Feltrin, do UOL, apurou que a “campanha” recebeu aprovação e adesão de boa parte das atrizes e jornalistas da emissora. A mensagem também faz referência às camisetas “Mexeu Com Uma, Mexeu Com Todas”, que foram usadas por várias globais depois que o ator José Mayer foi denunciado por assédio sexual contra uma figurinista da casa. A emissora não só apoiou a iniciativa como condenou o ator em seus jornais e o afastou das novelas. Isto foi antes do escândalo de assédio de Harvey Weinstein.

