Carlos Amorim, ex-diretor do “Fantástico” e criador do “Domingo Espetacular”, morre aos 71 anos
Carlos Roberto Amorim, ex-diretor do “Fantástico” e criador do “Domingo Espetacular”, faleceu aos 71 anos neste sábado (21/10) em São Paulo. A notícia foi confirmada pela família do jornalista, que estava internado no Hospital Oncológico AC Camargo. A causa da morte não foi divulgada. Trajetória no jornalismo televisivo Amorim desempenhou um papel crucial no jornalismo televisivo. Ele trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco deles como repórter no jornal O Globo e 14 anos na TV Globo. Foi chefe de redação do “Globo Repórter”, editor-chefe do “Jornal da Globo” e do “Jornal Hoje”, diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo, diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo, e também assinou a direção do “Fantástico” no começo da década de 1990, onde enfatizou o jornalismo investigativo e denúncias de problemas urbanos. Após sua passagem pela Globo, ele assumiu a direção de jornalismo na TV Manchete. Posteriormente, idealizou o canal Band News na TV paga e, na Record TV, criou o “Domingo Espetacular”, apresentando uma alternativa ao programa que anteriormente dirigira. Por conta desse trabalho, Carlos Amorim também escreveu, produziu e dirigiu mais de 50 documentários de televisão, ao longo de sua carreira. Escritor premiado Além de sua contribuição na televisão, Carlos Amorim também se destacou como escritor. Foi laureado com o prêmio Jabuti em 1994 pelo livro “Comando Vermelho – A História do Crime Organizado”. Sua investigação literária sobre o submundo do crime organizado no Brasil resultou em uma trilogia publicada pela Editora Record, que lhe rendeu amplo reconhecimento no meio literário.
Marcos Hummel vence ação de R$ 2,5 milhões contra Record TV
O veterano jornalista Marcos Hummel, de 76 anos, obteve uma vitória judicial contra a Record TV e será indenizado em R$ 2,5 milhões. Demitido em abril de 2022 após 18 anos como âncora da emissora, Hummel alegou não ter recebido direitos trabalhistas durante seu período de contrato como Pessoa Jurídica (PJ). Vínculo empregatício A decisão, proferida pela juíza Danielle Viana Soares Longano, reconhece a existência de vínculo empregatício entre Hummel e a Record TV desde 2004. O texto judicial também revela que o jornalista recebia um salário mensal de R$ 30 mil, comprovado por meio de notas fiscais. A magistrada considerou que a “pejotização” foi usada para “mascarar a clara relação de emprego”, permitindo à emissora evitar o cumprimento integral da legislação trabalhista. Apesar da vitória e da indenização volumosa, a juíza não reconheceu a alegação de assédio moral contra a emissora, que fazia parte do processo.
Nikolas Ferreira é chamado de “nojento” e “covarde” na GloboNews
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que se tornou réu por transfobia, foi chamado de “nojento” e “covarde” pela jornalista Daniela Lima na GloboNews. Ela comentou a decisão judicial, após Nikolas expor uma aluna transexual que usava o banheiro feminino em uma escola de Belo Horizonte. A jornalista fez o comentário durante o programa “Conexão GloboNews”, onde também participavam as jornalistas Camila Bonfim e Leilane Neubarth. “O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Fazer o que ele fez com uma menor de idade é subir em cima de cadáver para fazer palanque político. É nojento. Isso é covarde”, afirmou Daniela Lima. Leilane Neubarth complementou: “O que ele está fazendo estimula novas matanças, novos crimes contra transexuais”. Saiba o que aconteceu Enquanto ainda exercia o cargo de vereador, Nikolas Ferreira publicou um vídeo, referindo-se a uma adolescente transexual de aproximadamente 15 ou 16 anos como “menino”, apesar de a jovem se identificar no feminino. O parlamentar também criticou a escola por permitir que a aluna utilizasse o banheiro feminino. “Tire seu filho desse colégio. Não preciso nem falar que dentro da sala de aula, com relação à matéria de história, ocorre doutrinação. Travesti no banheiro da escola da minha irmã”, disse Nikolas no vídeo. O pedido de investigação contra o deputado foi protocolado pelo Coordenador da Aliança Nacional LGBTI em Minas Gerais, Gregory Rodrigues, e pelas vereadoras Bella Gonçalves (PSOL-MG) e Iza Lourença (PSOL-MG). A representação acusa Nikolas Ferreira de “expor a adolescente pela publicação do vídeo, tecer críticas ao seu direito de uso do banheiro e criticar normas que permitem o uso dos banheiros conforme a identidade de gênero”, além de incitar “posicionamentos contrários à garantia dos direitos da população transgênero”. A Justiça de Minas Gerais aceitou denúncia do Ministério Público contra o parlamentar. “Recebo a denúncia, pois estão preenchidos os requisitos e não se vislumbra nenhuma hipótese de rejeição”, escreveu a juíza Kenea Márcia Damato de Moura Gomes, da 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte… "O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Fazer o que ele fez é subir em cima de cadáver para fazer palanque político. É nojento", diz @DanielaLima_ sobre deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), réu por transfobia. ➡ Assista ao #ConexãoGloboNews com… pic.twitter.com/igPYvdMEez — GloboNews (@GloboNews) September 22, 2023
Fundador da Rolling Stone pede desculpas por comentários machistas e racistas
Após ser destituído do conselho diretor da Fundação Rock and Roll Hall of Fame em consequência de comentários considerados machistas e racistas, o jornalista Jann Wenner, fundador da revista Rolling Stone, emitiu um pedido de desculpas por meio de sua editora. “Entendo completamente a natureza inflamatória de palavras mal escolhidas e peço desculpas profundamente e aceito as consequências”, disse Wenner. A razão da polêmica Na entrevista que levou à sua destituição, ele promovia seu novo livro “The Masters”, que traz conversas com sete figuras notáveis do rock: Mick Jagger, Bob Dylan, John Lennon, Bruce Springsteen, Bono, Jerry Garcia e Pete Townsend. Questionado pelo The New York Times sobre a ausência de mulheres e artistas negros no livro, Wenner argumentou que as mulheres do rock não eram “suficientemente articuladas neste nível intelectual”. Ele utilizou um argumento similar para excluir artistas negros. “Quero dizer, eles simplesmente não se articulavam naquele nível”, mencionou. Não bastasse a falta de diversidade e a defesa de homens brancos como os verdadeiros “filósofos do rock”, na mesma entrevista Wenner admitiu que permitiu que seus entrevistados editassem as transcrições de suas conversas, uma prática que fere a ética jornalística. As alterações incluíram uma entrevista explosiva de 1970 com John Lennon. Os bastidores do Rock and Roll Hall of Fame A remoção de Wenner do conselho ocorreu após uma conferência de emergência com membros do conselho e só não foi unânime por conta de um voto, que teria sido atribuído ao empresário de Bruce Springsteen, Jon Landau. Fontes da Variety disseram que Wenner tentou se justificar, mas acabou irritando os membros com um “pedido de desculpas ruim”. Wenner co-fundou o Rock and Roll Hall of Fame em 1987 e atuou como seu presidente até 2020. Ele também foi editor ou diretor editorial da Rolling Stone de sua fundação em 1968 até 2019, quando a revista foi totalmente adquirida pela Penske Media Corporation.
Fundador da Rolling Stone é destituído do Rock and Roll Hall of Fame após entrevista polêmica
O jornalista Jann Wenner, fundador da revista Rolling Stone, foi destituído de sua posição no conselho diretor da Rock and Roll Hall of Fame Foundation após declarações polêmicas numa entrevista ao The New York Times, publicada na sexta-feira (15/9). A decisão deste sábado contou com apenas um voto dissidente, atribuído ao empresário de Bruce Springsteen, Jon Landau. Wenner é co-fundador da Rock and Roll Hall of Fame Foundation, criada em 1993 com o objetivo “promover o rock & roll como um aspecto cultural da vida e sociedade modernas”. Sua remoção ocorreu após falas consideradas racistas e misóginas. Entrevista polêmica Na entrevista que levou à sua destituição, ele promovia seu novo livro “The Masters”, que traz conversas com sete figuras notáveis do rock: Mick Jagger, Bob Dylan, John Lennon, Bruce Springsteen, Bono, Jerry Garcia e Pete Townsend. Questionado pelo The New York Times sobre a ausência de mulheres e artistas negros no livro, Wenner argumentou que as mulheres do rock não eram “suficientemente articuladas neste nível intelectual”. Ele utilizou um argumento similar para excluir artistas negros. “Quero dizer, eles simplesmente não se articulavam naquele nível”, mencionou. Não bastasse a falta de diversidade e a defesa de homens brancos como os verdadeiros “filósofos do rock”, na mesma entrevista Wenner admitiu que permitiu que seus entrevistados editassem as transcrições de suas conversas, uma prática que fere a ética jornalística. Logo após a publicação da entrevista, Wenner enfrentou críticas significativas nas redes sociais, incluindo de outros jornalistas. Histórico Jann Wenner comandou a Rolling Stone durante cinco décadas antes de se afastar em 2019. A atual proprietária da revista é a Penske Media, que adquiriu 51% da publicação em 2017 e os 49% restantes em 2020. Wenner já enfrentou acusações anteriores de favorecimento em sua cobertura de artistas e até nas seleções para o Rock and Roll Hall of Fame.
Fundador da Rolling Stone diz que músicos negros e mulheres não são articulados
Jann Wenner, fundador da revista Rolling Stone, virou alvo da ira das redes sociais após se justificar, em entrevista ao jornal The New York Times, porque seu novo livro, “The Masters”, não inclui entrevistas com músicos negros ou mulheres. O livro publicado pela Little Brown and Company é uma compilação de entrevistas realizadas por Wenner durante seus anos à frente da Rolling Stone. Os entrevistados incluem grandes nomes do rock como Bono, Bob Dylan e Bruce Springsteen. Entretanto, não há nenhum artista negro ou mulher na seleção. O jornalista David Marchese, do The New York Times, questionou Wenner sobre o critério da lista e Wenner afirmou: “Não foi uma seleção deliberada; foi algo intuitivo ao longo dos anos. No caso das mulheres, simplesmente nenhuma delas foi articulada o suficiente neste nível intelectual”. Ele acrescentou: “Tenha uma conversa profunda com Grace Slick ou Janis Joplin. Por favor, seja meu convidado”. Sobre artistas negros, ele disse: “Talvez Marvin Gaye ou Curtis Mayfield? Quero dizer, eles simplesmente não se articulavam naquele nível”. Wenner ainda disse que poderia ter reconsiderado sua seleção “por questões de relações públicas”. “Talvez eu devesse ter ido e encontrado um artista negro e uma artista mulher para incluir aqui que não atendessem ao mesmo padrão histórico, apenas para evitar esse tipo de crítica. Talvez eu seja antiquado e não me importe ou o que quer que seja. Eu queria, em retrospecto, ter entrevistado Marvin Gaye. Talvez ele tivesse sido o cara. Talvez Otis Redding, se estivesse vivo, tivesse sido o cara”. Ética jornalística em questão Não bastasse a falta de diversidade e a defesa de homens brancos como os verdadeiros “filósofos do rock”, na mesma entrevista Wenner admitiu que permitiu que seus entrevistados editassem as transcrições de suas conversas, uma prática que fere a ética jornalística. O ex-editor da Rolling Stone defendeu a prática, dizendo que suas entrevistas “pretendem ser discussões simpáticas” e reveladoras com artistas, não com políticos ou executivos de negócios. “Olha, nada foi substancialmente alterado nas entrevistas originais. Foram pequenas alterações que realmente atingem a precisão, a legibilidade e tudo mais. Em segundo lugar, estas não pretendiam ser entrevistas de confronto. Sempre foram feitas para serem entrevistas cooperativas”, disse Wenner. “De certa forma, são perfis. Se eu tiver que negociar o nível de confiança necessário para conseguir esse tipo de entrevista, para permitir que as pessoas deixem algumas coisas em sigilo, nada de qualquer valor, talvez algo sobre seus filhos ou sua família ou sobre o fato de não quererem rebaixar alguém.” O livro “The Masters” será lançado no dia 26 de setembro nos EUA.
Tiago Leifert comemora vitória em processo contra Leo Dias: “Não é mais réu primário”
O apresentador Tiago Leifert compartilhou que venceu um processo que movia contra o jornalista Leo Dias. “Ele perdeu feio. Eu não fico na rede social falando, acho cafona ficar falando que vai processar”, declarou ele durante participação no programa “Pânico”, na Jovem Pan. Segundo Leifert, Leo Dias foi condenado criminalmente. “E ele foi responsabilizado criminalmente pelo que ele fez. Ele vai cumprir pena agora, não vai para a cadeia, será uma pena alternativa, mas ele não é mais réu primário”, afirmou. O motivo do processo foi uma matéria com o título “Homem forte do CONAR, que atacou Gusttavo Lima, é pai de Tiago Leifert”, que foi publicada em 2020 e gerou muita repercussão nas redes sociais. O texto insinuava que o pai do artista, o executivo Gilberto Leifert, teria atuado para que o cantor sertanejo fosse investigado pelo órgão de fiscalização do setor publicitário. A informação era falsa. Leo Dias não quis se retratar Tiago explicou que, antes de processar, pediu para que Leo Dias corrigisse a informação e se retratasse, mas o jornalista não aceito. “Ali a gente teve um impasse, ele fez uma matéria que ficou provada pela Justiça que era mentirosa e ele teve todas as oportunidades de apagar e ele não o fez. Eu processei, ele recorreu e perdeu todas”, esclareceu. De acordo com informações de Leifert sobre a decisão judicial, Leo Dias terá que cumprir 67 dias de serviços comunitários e ainda precisa pagar uma multa que foi estipulada em R$ 40 mil. #Pânico | Tiago Leifert critica jornalismo atual e revela impasse com Leo Dias: “Não pega mais no meu pé. Foi processado e perdeu feio […] Fez uma matéria, ficou comprovada pela Justiça, que era mentirosa” 📺 Confira na JP News#LeoDias #TiagoLeifert #Jornalismo pic.twitter.com/eZ0KdyNDsb — Programa Pânico (@programapanico) September 13, 2023
Alexandre Garcia é investigado por fake news sobre tragédia no RS
O jornalista Alexandre Garcia enfrenta uma investigação federal após suas declarações polêmicas sobre as tragédias causadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, durante participação no programa “Oeste Sem Filtro”. As palavras de Garcia tentaram ligar o Partido dos Trabalhadores (PT) às recentes enchentes devastadoras, o que motivou a Advocacia-Geral da União (AGU) a tomar ações legais contra ele. O Rio Grande do Sul vive uma crise humanitária desde 3 de setembro, quando chuvas intensas resultaram na morte de 46 pessoas e no desalojamento de mais de 20 mil. Alexandre Garcia, no entanto, afirmou na sexta-feira (8/9) que “é preciso investigar, porque não foi só a chuva” que causou as inundações. “No governo petista foram construídas, ao contrário do que recomendavam as medições ambientais, três represas pequenas, que aparentemente abriram as comportas ao mesmo tempo. Isso causou uma enxurrada”, completou o jornalista. Ação da Advocacia-Geral da União Jorge Messias, o advogado-geral da União, publicou no X, a versão antiga do Twitter, que a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia abrirá um procedimento contra Garcia. “Determinei à Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia a imediata instauração de procedimento contra a campanha de desinformação promovida pelo jornalista. É inaceitável que, nesse momento de profunda dor, tenhamos que lidar com informações falsas”, disse Messias. Respostas Políticas Flávio Dino, Ministro da Justiça e Segurança Pública, também se manifestou sobre o caso, sem mencionar Garcia diretamente. Dino enfatizou que “fake news é crime, não é piada ou instrumento ilegítimo de luta política”, e informou que a Polícia Federal tomará as medidas cabíveis. O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, apoiou a fala de Dino. Outras Polêmicas Conexas O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) também foi envolvido em um episódio de desinformação. Ele compartilhou um vídeo de Samara Braum, médica que alegou que doações feitas paras as vítimas seriam retidas até uma visita do presidente Lula (PT). Posteriormente, Braum se retratou e Gayer excluiu a publicação original. Até o momento, Alexandre Garcia não emitiu comentários sobre as ações legais que enfrenta. Ele já havia sido demitido da CNN no ano passado por defender a falácia do “tratamento precoce” sobre a pandemia. A situação se agrava na medida em que a investigação da AGU coincide com a crise humanitária no Rio Grande do Sul, ampliando o espectro de responsabilidades e questionamentos. A data prevista para o início do processo judicial ainda não foi definida.
Dudu Camargo volta à TV em noticiário de canal Astral
Dudu Camargo voltou à TV na segunda-feira (4/9) após demissão do SBT. Ele estreou no “Alerta News”, telejornal da Astral TV, canal de baixo orçamento transmitido em São Paulo e Campinas. Com um cenário simples ao fundo, ele agradeceu e mandou um recado a quem torceu pela sua volta ao ar. “Olá meu povo, com a graça de Deus estou aqui com você, agora pela Astral TV. É muito bom ter o seu carinho aqui comigo. Aliás, informação é o que não vai faltar”, prometeu. “Gratidão também aos colegas que estão acompanhando, repercutindo a nossa estreia e tenho certeza que estarão aqui comigo. Muita gente veio pedindo minha volta e agora vocês já sabem”, disse ele. O trabalho é o primeiro do apresentador desde que foi desligado em maio do SBT, em meio a controvérsias. Noticiário de assuntos cotidianos De acordo com Ricardo Tofanelo, diretor artístico da Astral TV, o novo projeto busca uma aproximação maior com o público e foca em assuntos cotidianos. “Quero ele mais leve no programa, mais próximo do público. Não é um programa de tragédia, e sim de cotidiano”, afirmou sobre o novo contratado na semana passada. O “Alerta News” é exibido às 22h de segunda a sexta-feira, e tem reprises às 6h da manhã. Aos domingos, a emissora veiculará um resumo com os melhores momentos da atração semanal. Estavam com saudades? Após demissão do SBT, Dudu Camargo estreia programa policial na Astral TV. #AlertaNews pic.twitter.com/ji1rGyuorp — Bastidores da TV (@BastidoresDaTV) September 5, 2023
Crise faz Jovem Pan demitir comentarista e outros profissionais
A Jovem Pan confirmou hoje as demissões do comentarista Diogo Schelp, do diretor de redação Virgílio Dias e de uma profissional ligada à área digital. A decisão teria sido pautada por uma crise financeira que a emissora enfrenta, sem relação com decisões editoriais. A desmonetização dos canais de YouTube do grupo, que representava cerca de um terço da arrecadação da emissora na internet, é apontada como um dos principais fatores do problema financeiro. Antes de ingressar na Jovem Pan em 2020, Diogo Schelp ocupou o cargo de diretor-executivo da revista Veja. O comentarista, que também tem uma coluna na Gazeta do Povo, era parte ativa de programas como “Três em Um”, “Os Pingos nos I’s” e “Jornal da Manhã”. “Para mim, fecha-se um ciclo de quase três anos muito desafiador, principalmente pelos embates com outros comentaristas no auge da pandemia”, disse ao repórter Weslley Neto. “Diante das dificuldades que a Jovem Pan vem enfrentando, não fiquei surpreso com a notícia. Outros profissionais excelentes foram dispensados nos últimos dias”, acrescentou.
Após demissão no SBT, Dudu Camargo vai apresentar noticiário de canal Astral
Dudu Camargo, o apresentador que recentemente deixou o SBT em meio a controvérsias, acaba de selar um contrato com a Astral TV. Segundo informações divulgadas por Ives Ferro no portal Notícias da TV, o comunicador será o rosto de um novo noticiário factual denominado “Alerta News”. A atração promete um enfoque diferente de “Primeiro Impacto”, programa que Camargo apresentava no SBT. Noticiário de assuntos cotidianos De acordo com Ricardo Tofanelo, diretor artístico da Astral TV, o novo projeto busca uma aproximação maior com o público e foca em assuntos cotidianos. “Quero ele mais leve no programa, mais próximo do público. Não é um programa de tragédia, e sim de cotidiano”, afirmou. O diretor ainda ressaltou que a experiência anterior de Camargo em programas policialescos não será um empecilho. “Lógico que ele ficou um tempo no jornal policialesco, mas a gente vai ter uma flexibilização para alinhar. Nós queremos um apresentador mais carinhoso, e olhamos realmente para o profissional dele. Temos certeza de que, durante o tempo que ele ficou no SBT, Dudu deu o melhor para emissora”, completou. O “Alerta News” tem estreia marcada já para a próxima segunda-feira (4/9) e ocupará a grade das 22h de segunda a sexta-feira. Haverá também reprises do programa às 6h da manhã. Aos domingos, a emissora veiculará um resumo com os melhores momentos da atração semanal. As gravações iniciam nesta sexta-feira.
The Morning Show: Hackers atacam TV no trailer da 3ª temporada
A Apple TV+ divulgou um novo pôster e o trailer completo da 3ª temporada de “The Morning Show”. Estrelado e produzido por Jennifer Aniston (“Friends”, “Esposa de Mentirinha”) e Reese Witherspoon (“Big Little Lies”, “Legalmente Loira”), o drama acompanha os bastidores intensos de um telejornal. Além de destacar as protagonistas, o vídeo revela um ataque hacker na estação televisiva, que tira o telejornal do ar e expõe informações comprometedoras. A crise faz com que um novo investidor, vivido por Jon Hamm (“Mad Men”, “Top Gun: Maverick”), surja como salvação… por um preço que nem todos parecem dispostos a pagar. Alianças inesperadas se formam, verdades privadas são transformadas em armas e todos são forçados a confrontar seus valores centrais, tanto dentro quanto fora da redação. Novos episódios Embora os 10 novos episódios só cheguem em setembro, a Apple TV+ já renovou a atração para uma 4ª temporada. A 3ª temporada de “The Morning Show” estreia no dia 13 de setembro na Apple TV+, com a disponibilização dos dois episódios iniciais. O restante dos capítulos serão liberados semanalmente.
Tiago Pavinatto é demitido pela Jovem Pan
A Jovem Pan demitiu o apresentador Tiago Pavinatto e o comentarista Rodolfo Mariz nesta terça-feira (22/8), após a apresentação do programa “Linha de Frente”. Pavinatto ignorou as orientações da direção da emissora e se recusou a pedir desculpas ao desembargador Airton Vieira, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a quem chamou de “vagabundo e tarado” devido a uma decisão judicial. Mariz, que chorou ao comentar o caso ao vivo, também foi desligado. O incidente que levou à demissão Durante o programa “Linha de Frente”, Pavinatto expressou sua revolta após o desembargador Airton Vieira inocentar um acusado de estupro contra uma menina de 13 anos. O apresentador usou palavras fortes contra o magistrado e se recusou a fazer uma retratação, mesmo após a direção da emissora solicitar. “A direção da casa está pedindo uma retratação ao desembargador Airton Vieira, e eu não vou fazer, tá? Eu deixo claro aqui: eu não vou fazer uma retratação pra uma pessoa que ganha dinheiro público, livra um pedófilo e ainda chama a vítima, de 13 anos de idade, de vagabunda. Eu me nego a fazer”, declarou Pavinatto. A decisão da Jovem Pan A demissão foi confirmada em uma nota enviada pela Jovem Pan à imprensa. “O apresentador Tiago Pavinatto e o comentarista Rodolfo Mariz cometeram excessos em suas participações e recusaram a orientação de realizar, ao término do programa ‘Linha de Frente’, uma responsável retratação. Em virtude do ocorrido, a direção do canal decidiu pelo desligamento dos profissionais”, diz o comunicado. A versão de Pavinatto Pavinatto deu sua versão sobre a demissão nas redes sociais, dizendo que não foi demitido, apenas preferiu perder o contrato. “Eu jamais, JAMAIS, pediria desculpas por me revoltar contra um desembargador que inocentou um pedófilo septuagenário argumentando que a criança estuprada era prostituta e drogada. Não fui demitido: disse, com paz de espírito, que preferia perder o contrato a perder a decência”, publicou no X/Twitter. Histórico de Pavinatto na emissora Tiago Pavinatto entrou para o quadro de funcionários da Jovem Pan em junho do ano passado. Mas em pouco tempo arrumou várias confusões. Em dezembro de 2022, ele foi suspenso e afastado da apresentação do “Linha de Frente” após debochar do discurso de Alexandre de Moraes na diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente eleito, inclusive com gestos obscenos. Em maio deste ano, Pavinatto insinuou que o ministro da Justiça, Flávio Dino, poderia fazer parte da facção criminosa CV (Comando Vermelho), o que levou a direção da Jovem Pan a pedir que ele dosasse suas palavras. Mesmo avisado de possíveis consequências, ele não dosou. Seus comentários nas redes sociais são ainda mais incisivos, geralmente em defesa do bolsonarismo e seus mitos.











