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  • Filme

    Crô em Família ganha trailer para esquentar polêmica do “pink money”

    18 de julho de 2018 /

    A Imagem Filmes divulgou fotos e o primeiro trailer de “Crô em Família”, sequência do sucesso “Crô: O Filme” (2013). E se o primeiro filme, apesar do sucesso de público, foi considerado um dos piores de seu ano de lançamento, a prévia da continuação sugere um esforço de superação. Difícil achar uma cena que não seja caricata ou engraçada. Mais divertido é imaginar o que a comunidade LGBTQIA+, após implicar com clipes de artistas que estariam atrás do “pink money”, achará desse gay fake da Globo no cinema. Por enquanto, apenas os noveleiros se pronunciaram, rasgando a seda, nos comentários do vídeo. Na trama, Marcelo Serrado volta a viver Crô, o ex-mordomo de novela que é milionário no cinema. Dono da própria escola de etiqueta e finesse, mas sozinho e sem família, ele acaba ficando à mercê de supostos parentes, que aparecem de repente para morar na sua casa. Ao lado das inseparáveis Geni (Jefferson Schroeder), Magda (Mary Sheyla) e Jurema (Fabiana Karla), mas sempre desviando do veneno da pérfida colunista Carlota Valdez (Monique Alfradique), Crô embarcará numa aventura para descobrir a sua verdadeira família. Que pode ou não ser Orlando (Tonico Pereira), Marinalva (Arlete Salles), Luane (Karina Marthin), Nando (João Baldasserini) e Liz (Mel Maia), cujas intenções não parecem ser das melhores. A produção conta também com diversas participações especiais, entre elas Pabllo Vittar, Jojo Todynho, Preta Gil, Marcus Majella e Marcos Caruso. Os dois últimos, nas peles de Ferdinando e Seu Peru, seus personagens nas séries “Vai que Cola” e “Escolinha do Professor Raimundo – Nova Geração”. O roteiro é de Aguinaldo Silva, que criou o personagem Crô na novela “Fina Estampa”, a direção está a cargo de Cininha de Paula (“Duas de Mim”) e a estreia está marcada para 6 de setembro.

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  • Música

    Clipes de Nego do Borel e Jojo Todynho têm rejeição após acenarem ao universo LGBTQIA+ – e isso merece reflexão

    17 de julho de 2018 /

    A comunidade LGBTQIA+ não gostou nada dos clipes de “Me Solta”, de Nego do Borel, e de “Arrasou, Viado”, de Jojo Todynho. Ambos foram lançados com poucos dias de diferença, em clima de celebração do arco-íris, e acabaram acusados de oportunismo. Estariam atrás do “pink money”, o dinheiro gay. Enquadrado como caricato e totalmente desvinculado do movimento, Borel teve até escancarada suposta ligação com Bolsonoro, o pré-candidato homofóbico à presidência do Brasil, por uma foto que tirou ao lado do político. Por conta disso, teve que declarar publicamente que não o apoia, mas que também não recusa pedido de fotos. Graças à polêmica, “Me Solta” já atingiu 30 milhões de visualizações. E ao mesmo tempo virou o novo recordista de dislikes do Youtube Brasil – com 657 mil polegares para baixo. A maior reclamação do público é pelo fato de o cantor – heterossexual – ter se vestido de mulher e dado um beijo em outro homem em seu clipe. Muitos entenderam as cenas como motivo de chacota. Outros tantos ficaram enojados com a demonstração gay. Vale considerar que o antigo líder de rejeição era “Vai Malandra”, o clipe-fenômeno de Anitta – com 282 milhões de visualizações – , que assim como o vídeo de Borel foi gravado em ritmo de festa numa favela. Sua negativação seria sinal de que o preconceito também é social – e, por que não, racial? Tema para outro post. Já o clipe de Jojo Todynho não bombou tanto. Tem 3,3 milhões de views, com 117 mil dislikes. Só que, na média, sua rejeição é praticamente o dobro da sofrida por Borel. Não adiantou incluir a bandeira do arco-íris, integrantes da comunidade e até membros da ONG “Mães pela Diversidade” no vídeo. Segundo a cantora, o objetivo da obra era justamente o oposto do mencionado nas críticas: “A mensagem que quero passar é de de amor ao próximo e de tolerância! Todo mundo sabe do meu carinho e respeito pelo movimento LGBT. E nada mais justo do que falar sobre isso em forma de canção”, ela declarou ao jornal O Globo. Na prática, os dois artistas são vítimas de dois tipos diferentes de preconceito. Dos conservadores que não aceitam o universo LGBTQIA+ e de autoproclamados porta-vozes do movimento, que consideram apropriação cultural os esforços recentes dos cantores heterossexuais. Agora. Porque adoravam quando Madonna – que não é negra nem ex-favelada – fazia exatamente a mesma coisa, beijando mulher e roubando estilo da cena LGBTQIA+ para fazer sucesso. A americana era ícone. Os brasileiros são aproveitadores. Os tempos mudaram, hoje talvez Madonna não fosse aceita da mesma forma. Mas o pop continua a ser apropriação cultural por excelência. Não é movimento. É comércio. E o sonho de todo artista é estourar e ser conhecido para além de seu mundinho – faturar em pink, green e credit card. Durante anos, os gays foram colocados num gueto, com vidas separadas do resto da sociedade, frequentando casas noturnas exclusivas, festivais de cinema específicos, etc. Neste período medieval, também precisavam ficar no armário, escondendo sua sexualidade no dia-a-dia para manter emprego e amizades. Mas o século virou. Gays assumidos e heteros convivem cada vez mais no trabalho, na vida noturna, filmes de sexo gay explícito são premiados no Festival de Cannes e beijos gays superam os heterossexuais na premiação do MTV Movie & TV Awards. Ninguém precisa ter doutorado em semântica para perceber que um mundo mais inclusivo significa o oposto do mundo exclusivo dos guetos isolados. Quem busca separar, quer dividir. E esses são os eleitores de Bolsonaro, que realmente acham genial enquadrar simpatizantes heteros do movimento LGBTQIA+. A reação da comunidade LGBTQIA+ aos clipes de Nego do Borel e Jojo Todynho parece uma tentativa de reerguer cercas que já deviam ter ruído, de separação entre heteros e outros. Esquecem-se que o movimento já foi identificado com outras letras: GLS, que significavam Gays, Lésbicas e Simpatizantes. Com tantas outras siglas incorporadas, LGBTQIA+ realmente abandonou a letra S. Quem sabe, para demonstrar sua autossuficiência. Este orgulho, que resulta de muitas lutas históricas, pode ter sido a razão da denúncia contra os dois “LGBTQIA+ de butique” – expressão emprestada da antiga acusação aos “punks de butique”. A ironia desse ataque é que ele cria subtexto, fazendo os vídeos comerciais virarem produtos subversivos. Afinal, se a denúncia é que um “nego do Borel” achou que ia faturar mais ao se vestir de mulher e beijar outro homem, a iniciativa só demostra, ao contrário, um grande ponto contra o preconceito. Pois trata-se de um artista já estabelecido que nem pensou se alienaria seu público original ao incorporar uma história gay. Jamais pensou que beijar outro homem faria diminuir seu sucesso. O que, convenhamos, não é o mundo em que vivemos, basta ver a reação causada por selinhos recentes entre homens famosos do futebol e da TV brasileira. Por isso, a repercussão negativa entre lésbicas, gays, bis, trans, queers e não binários merece reflexão. Querem aumentar os muros do gueto? Concordam com as reações negativas contra beijos entre homens – e mulheres – heterossexuais? Referendam a tese de Bolsonoro de que heteros não devem gostar de homossexuais, apenas suportar? Nunca mais ouvirão Madonna de raiva, ao perceber que ela fez as mesmas coisas que acusaram Borel e Jojo de fazer? Impedirão Anitta de voltar a cantar na Parada LGBT de São Paulo, porque ela e outros tantos simpatizantes são hetero? Proibirão qualquer artista hetero de manifestar simpatia pela causa LGBTQIA+? E a seguir? Voluntariamente bordarão um triângulo pink nas roupas, para se diferenciarem? É um exagero retórico, mas quem conhece História sabe a que isso se refere, e ajuda a criar a imagem de que enaltecer o gueto pode apenas reforçar a prisão que deveria ser derrubada.

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  • Música

    Jojo Todynho reúne de Thammy Miranda a Rita Cadillac em novo clipe

    13 de julho de 2018 /

    A artista antigamente conhecida como Jojo Todynho lançou um novo clipe e uma nova frase para seu arsenal de bordões. Depois do fenômeno “Que Tiro Foi Esse”, ela emplacou “Arrasou Viado” entre os vídeos mais vistos do YouTube nacional. Um detalhe curioso é que produção foi disponibilizada sob o nome de uma nova artista, que é a mesma, com outro nome: Jojo Maronttinni. A música é uma composição de Anitta – em parceria com o DJ Batata, que fez “Que Tiro Foi Esse”. E repete o refrão até furar os tímpanos dos ouvintes. Já o clipe dirigido e produzido por Augusto Wyss (WYSSBRAZIL) lembra um comercial de programa de auditório, em que várias celebridades da sopa de letrinhas (LGBTQI+) se alternam no cenário com plateia, rebolando como se estivessem no Chacrinha. Com direito a ex-Chacrete na lista de convidados. Entre as caras e bocas estão Thammy Miranda, David Brazil, Carol Marra, Narcisa Tamborindeguy, Leo Áquila e Rita Cadillac. E há também membros da ONG “Mães pela Diversidade”, entre placas com palavras de ordem LGBTQIA+. “Todo mundo sabe do meu carinho e respeito pelo movimento LGBT. ‘Arrasou Viado’ é uma expressão que a gente fala no dia a dia, positiva, pra cima, otimista e o que a gente precisa agora é acreditar no amor, na felicidade e buscar o respeito pelo próximo, a tolerância”, ela explicou durante a divulgação da faixa. Sobre a patrulha das recalcadas, que quer monopolizar os “viados” da música pop e já tentou colocar Nego do Borel no paredão por um vídeo de proposta similar, a funkeira diz não se preocupar. “Eu não sou do tipo que liga pra nenhum tipo de critica, e muito menos as maldosas! Eu sou ligada em gente do bem, em energia positiva, no lado bom da vida. Eu curto bons conselhos, de quem me ama e me quer bem. O resto… o nome já diz, é resto!”, disparou.

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  • Música

    Anitta volta a dar o que falar com o lançamento de clipe “ao vivo”

    27 de março de 2018 /

    Parece que tudo o que Anitta faz, dá o que falar. Desta vez, ela arriscou fazer um clipe num único take e, ainda por cima, ao vivo. Mas a internet brasileira não ajudou. Assim como a iluminação escura da locação escolhida: a própria casa da estrela, decorada para festa e cheia de convidados. O clima de festa tinha motivo: o aniversário de Anitta, que foi comemorado com o lançamento do vídeo de “Indecente”, música em espanhol com dub e influência de reggae. Nego do Borel, Jojo Todynho, Gabriel o Pensador e Pabllo Vittar aparecem dançando, entre os convidados, além de Thiago Magalhães, a cara metade da estrela, com direito a beijão. Mas a iluminação escura não facilita a identificação. Com o fim da transmissão, as opiniões sobre o clipe se dividiram. Enquanto muita gente se manifestou com “Amei!”, “Lindo!”, “Que tiro foi esse?”, outros esperavam mais: “Decepcionada”, “Esperava mais”, “Sério que foi isso?”. E houve até quem achasse que nada daquilo tinha sido ao vivo – foi mesmo bem-coreografado, com a câmera acompanhando Anitta de perto, enquanto ela percorre os cômodos da casa. “Era ao vivo, mas tivemos um problema de internet, então o link demorou para subir o vídeo com qualidade grande. Estávamos correndo o risco de subir com qualidade ruim, então preferi atrasar um pouco. Mas foi tudo feito de uma vez só, podem perguntar pros convidados”, Anitta escreveu no Twitter. Ela ainda explicou que algumas postagens feitas antes no Instagram não eram prova de que se tratava de uma gravação, mas que houve ensaio para o clipe. “Ensaiamos quatro vezes antes de fazer ao vivo.” Passada a novidade da iniciativa, o vídeo ganhou versão final e já pode ser conferido no canal oficial da cantora no YouTube, marcando nova parceria entre Anitta e o diretor Bruno Ilogti. Ou simplesmente veja abaixo.

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