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  • Filme

    Jim Caviezel negocia reprisar o papel de Jesus na continuação de A Paixão de Cristo

    31 de janeiro de 2018 /

    O ator Jim Caviezel (série “Person of Interest”) está negociando retomar o papel de Jesus na continuação de “A Paixão de Cristo” (2004). O filme voltará a ser dirigido por Mel Gibson e será centrado na ressurreição de Jesus. Os representantes do ator confirmaram o projeto ao site The Hollywood Reporter. A informação de que Mel Gibson considerava filmar uma sequência de “A Paixão de Cristo” veio à tona em 2016, revelada pelo roteirista Randall Wallace, com quem Gibson trabalhou em “Coração Valente” (1995) e em seu filme mais recente, “Até o Último Homem” (2016). Segundo o roteirista, a ideia surgiu durante as filmagens de “Até o Último Homem”. “A paixão é o início, mas há muito mais para contar”, disse ele na ocasião, em entrevista à revista The Hollywood Reporter. Gibson confirmou posteriormente o projeto, afirmando que ele teria um longo período de produção e só seria lançado entre 2019 e 2020, “porque é um assunto importante”. “A Paixão de Cristo” é considerado o filme independente de maior sucesso de todos os tempos no cinema americano. A produção, que custou cerca de US$ 30 milhões, rendeu US$ 612 milhões em bilheteria no mundo inteiro.

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  • Filme

    Bichos falantes aprontam presepada em animação sobre o primeiro Natal

    5 de outubro de 2017 /

    A Sony Animation divulgou o pôster e o primeiro trailer completo da animação “The Star”. A prévia mostra como animais falantes inventaram o termo “presepada”, ao ajudar José e Maria a criar o Natal. Estrelando o Burro de “Shrek”. Na verdade, trata-se da velha história do nascimento de Jesus, com judeus malvados no encalço de José e Maria, os Reis Magos e a estrela D’alva, que é referenciada no título. Só que narrada pelos bichos do presépio, que vivem inúmeras aventuras ignoradas pelo Novo Testamento. A prévia evidencia o baixo orçamento da empreitada, com personagens que lembram outras produções numa animação de aparência tosca – basta comparar com os inúmeros lançamentos de bichos falantes criados por computação gráfica nos últimos anos. Mesmo assim, conta com participação de vários atores famosos – que serão dublados por profissionais anônimos no lançamento nacional. Só para constar, as vozes originais são de Kristin Chenoweth (série “Deuses Americanos”), Steven Yeun (“The Walking Dead”), Keegan-Michael Key (“Friends from College”), Anthony Anderson (“Black-ish”), Ving Rhames (“Missão Impossível”), Oprah Winfrey (“Selma”), Tyler Perry (“O Clube das Mães Solteiras”), Christopher Plummer (“Toda Forma de Amor”), Tracy Morgan (“30 Rock”) e da cantora Kelly Clarkson, além de Zachary Levi (série “Chuck”) como José e Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) como Maria. O roteiro é de Carlos Kotkin (“Rio 2”) e a direção de Timothy Reckart, que estreia na função após ser o principal animador de “Anomalisa” (2015). “The Star” chega em 30 de novembro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos cinemas americanos (em 17/11).

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  • Filme

    Ressurreição tenta nova abordagem do milagre de Jesus sem mudar a conclusão

    23 de março de 2016 /

    Levar às telas uma história tão conhecida e fantástica quanto a de Jesus, especialmente a parte que envolve sua ressurreição, não é fácil. Aliás, as histórias bíblicas em geral se prestam a abordagens cada vez mais controversas. Há cineastas que preferem tratar os aspectos mitológicos de forma mais realista, dando o benefício da dúvida para os céticos, como Ridley Scott, em “Êxodo – Deuses e Reis” (2014), e aqueles que até extrapolam o caráter fantasioso das histórias, como Darren Aronofsky, em “Noé” (2014). “Ressurreição” opta pelo caminho mais seguro, usando o ponto de vista de um cético, até que, inevitavelmente, ele se torna crente. A verdade é que, desde “A Paixão de Cristo” (2004), de Mel Gibson, não aparece uma obra baseada na Bíblia (ou, no caso, no Novo Testamento cristão) que seja poderosa e emocionante de verdade. Naquele inspirado trabalho, Gibson não abriu mão do fantástico, do sobrenatural e da fé, mas fez um filme centrado na carne arrancada e no sangue derramado, com resultado extremamente realista. A história de “Ressurreição” começa depois daquela. Tem direção de Kevin Reynolds, cineasta que entrou numa espécie de “lista negra” após sofrer o repúdio da crítica e o martírio nas filmagens de “Waterworld – O Segredo das Águas” (1995), uma ficção científica que nem é tão ruim quanto sua fama, possuindo bons momentos. O amigo Kevin Costner (que estrelou “Waterworld”), inclusive, o convidou mais recentemente para dirigir uma minissérie para a televisão e o resultado foi muito satisfatório, o western “Hatfields & McCoys” (2012). O projeto de “Ressurreição” encontra Reynolds ainda em busca de redenção (na verdade, ele nunca pertenceu ao primeiro escalão). Na trama, Joseph Fiennes (“Hércules”) interpreta Clavius, um tribuno romano que entra em cena sem saber quem era aquele Jesus julgado e condenado à morte na cruz. Recém-chegado de uma luta contra judeus rebeldes, é convocado por Pilatos (Peter Firth, da série britânica “Spooks”) para ir até o Monte Gólgota, local da crucificação de Jesus, onde se passam as melhores cenas da produção. Clavius chega ao local no fim de tarde, após as últimas palavras do Nazareno terem sido ditas e enquanto os dois ladrões crucificados ao seu lado ainda gritavam e agonizavam de dor. O fato de Jesus ter morrido tão rápido já lhe parecia algo surpreendente, levando em consideração que muitos desses homens passavam até três dias para morrer. Daí a necessidade de quebrar-lhes as pernas para acelerar o processo. A premissa poderia resultar em imagens violentas, mas “Ressurreição” não busca o mesmo impacto de “A Paixão de Cristo”. Ainda assim, não deixam de ser perturbadores os gritos e a imagem da cruz caindo ao chão, para jogar os corpos em um buraco cheio de cadáveres. O corpo de Jesus, no entanto, não precisou ter suas pernas quebradas e foi reivindicado por José de Arimateia, homem que forneceu o sepulcro de sua família para acolher o corpo do “Rei dos Judeus”. Toda essa sequência é muito bem desenvolvida por Reynolds, mas a história sofre quando se torna um roteiro de investigação policial, levada adiante por Clavius, depois que se descobre que o corpo de Jesus desapareceu. O cineasta começa a perder a mão com problemas de timing nas sessões de interrogatório do romano, revelando as limitações da premissa de “CSI cristão” diante de um desfecho de uma anti-mistério, um fato de amplo conhecimento público. Por mais que se possa achar intrigante o inevitável encontro de Clavius com Jesus ressuscitado (Cliff Curtis, de “Fear the Walking Dead”, que, vale a pena reparar, não é branco nem tem olhos azuis), a situação cria um problema incontornável. Tratando até então de fatos históricos com extremo realismo, o filme precisa criar, a partir daí, uma atmosfera sobrenatural, de grande suspensão da descrença, para que o ceticismo de Clavius seja desmontado e usado como instrumento de transformação em fé pelo espectador. Ainda que reserve a panfletagem ostensiva para seu final, o resultado não é muito diferente da lição embutida na história da conversão de São Paulo.

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