Festa da firma perde o controle em trailer de comédia com Jennifer Aniston e Jason Bateman
A Paramount Pictures divulgou o trailer de “Christmas Office Party”, que reúne uma seleção de astros de comédias americanas. A prévia mostra uma confraternização de fim de ano que foge de controle, como uma versão de escritório da festa teen de “Projeto X” (2012), contendo as inevitáveis piadas de sexo, álcool e destruição de propriedade. O elenco grandioso inclui Jennifer Aniston (“Família do Bagulho”), Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), T.J. Miller (“Deadpool”), Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”), Rob Corddry (“A Ressaca”), Jamie Chung (“Se Beber, Não Case! Parte II”), Jillian Bell (“Anjos da Lei 2”), Courtney B. Vance (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”), Randall Park (“A Entrevista”) e Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O filme tem direção da dupla Josh Gordon e Will Speck, que já dirigiu Aniston e Bateman na comédia “Coincidências do Amor” (2010), e foi escrito por outra dupla, Jon Lucas e Scott Moore, responsável por “Se Beber, Não Case” (2009). A estreia está marcada para 9 de dezembro nos EUA, em sintonia com o clima natalino de sua premissa, mas ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Jason Bateman e Jennifer Aniston vão filmar sua sexta comédia juntos
Os atores Jason Bateman e Jennifer Aniston vão voltar a contracenar numa nova comédia, “Significant Others”. Desta vez, Bateman estará no controle da relação, já que, além de atuar, também irá dirigir o longa, informou o site The Hollywood Reporter. “Significant Others” será o terceiro filme dirigido por Bateman, após o elogiado “Palavrões” (2013), que saiu direto em DVD no Brasil, e de “The Family Fang”, exibido no Festival de Toronto do ano passado e ainda inédito no circuito comercial. E também sua sexta parceria com Aniston, após aparecem em “Separados pelo Casamento” (2006), “Coincidências do Amor” (2010), “Quero Matar Meu Chefe” (2011), “Quero Matar Meu Chefe 2” (2014) e na vindoura comédia natalina “Office Christmas Party”, prevista para dezembro. O roteiro está sendo escrito por Andrea Seigel que escreveu a simpática comédia indie “Encalhados” (2014), e agora encara seu segundo projeto. Na trama, Aniston será uma mulher de negócios bem-sucedida que está prestes a ganhar uma grande promoção. Mas para isso a empresa impõe que ela possa ser vigiada em sua casa, junto com seu marido (Bateman), com o objetivo de conhecê-la melhor fora do trabalho. A produção é da STX Entertainment e ainda não há previsão de estreia.
O Presente transcende os filmes de psicopata com suspense convincente
Quando muitos já estão fechando suas listas de melhores do ano, ainda é possível encontrar surpresas no circuito, como este “O Presente”, primeiro longa dirigido pelo ator Joel Edgerton (“Aliança do Crime”), que já vinha desenvolvendo uma carreira paralela como roteirista – são dele as histórias de “Felony” (2013) e “The Rover – A Caçada” (2014). Ele também escreveu a trama deste “O Presente”, que a princípio parece muito simples, mas ao poucos se revela ambiciosa. Edgerton tece a história e conduz a tensão de forma primorosa. Na trama, Rebecca Hall (“Transcendence”) e Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) são Robyn e Simon, um jovem casal de mudança para uma cidade nova que é reconhecido por um estranho, Gordon (o próprio Edgerton), um sujeito que já foi colega de escola de Simon, embora este demore a lembrar-se neste encontro. Gordon, ou Gordo, como era conhecido na escola, descobre facilmente onde o casal mora e passa a dar-lhes presentes e a visitá-los, embora fique no ar uma sensação de desconforto com sua presença. A primeira metade de “O Presente” lembra “Pacto Sinistro” (1951), de Alfred Hitchcock, por apresentar um personagem estranho e que ameaça a paz do casal. Mas nem tudo é preto no branco, como veremos mais adiante, já que a Robyn sofreu recentemente algo parecido com um colapso nervoso, e Simon não é um exemplo de homem íntegro e bondoso. Na verdade, sem querer entregar muito da trama e já entregando um pouco, um dos grandes méritos de “O Presente” é também lidar com um assunto que vem sendo discutido bastante atualmente, a questão do bullying, e no quanto isto é capaz de mexer com a cabeça de alguém. Isso faz com que o trabalho de Edgerton transcenda o tradicional filme de psicopata, trazendo tons de cinza para os personagens. Por outro lado, esse detalhe não seria suficiente se “O Presente” não deixasse o público tenso, assustado e se segurando na cadeira em vários momentos, com uma construção atmosférica que o qualifica como um dos melhores suspenses da atualidade. A escolha do elenco também foi muito acertada. Jason Bateman, embora mais conhecido por suas comédias, é capaz de transmitir o ar de quem não inspira confiança, assim como Rebecca Hall, a mulher bela, adorável e psicologicamente frágil da trama. Ambos combinam perfeitamente com os papéis. Mas é Edgerton quem toca o terror, literalmente, manifestando fisicamente a tensão evocada por seu roteiro e direção competentes.


