Jason Bateman e Jennifer Aniston vão filmar sua sexta comédia juntos
Os atores Jason Bateman e Jennifer Aniston vão voltar a contracenar numa nova comédia, “Significant Others”. Desta vez, Bateman estará no controle da relação, já que, além de atuar, também irá dirigir o longa, informou o site The Hollywood Reporter. “Significant Others” será o terceiro filme dirigido por Bateman, após o elogiado “Palavrões” (2013), que saiu direto em DVD no Brasil, e de “The Family Fang”, exibido no Festival de Toronto do ano passado e ainda inédito no circuito comercial. E também sua sexta parceria com Aniston, após aparecem em “Separados pelo Casamento” (2006), “Coincidências do Amor” (2010), “Quero Matar Meu Chefe” (2011), “Quero Matar Meu Chefe 2” (2014) e na vindoura comédia natalina “Office Christmas Party”, prevista para dezembro. O roteiro está sendo escrito por Andrea Seigel que escreveu a simpática comédia indie “Encalhados” (2014), e agora encara seu segundo projeto. Na trama, Aniston será uma mulher de negócios bem-sucedida que está prestes a ganhar uma grande promoção. Mas para isso a empresa impõe que ela possa ser vigiada em sua casa, junto com seu marido (Bateman), com o objetivo de conhecê-la melhor fora do trabalho. A produção é da STX Entertainment e ainda não há previsão de estreia.
O Presente transcende os filmes de psicopata com suspense convincente
Quando muitos já estão fechando suas listas de melhores do ano, ainda é possível encontrar surpresas no circuito, como este “O Presente”, primeiro longa dirigido pelo ator Joel Edgerton (“Aliança do Crime”), que já vinha desenvolvendo uma carreira paralela como roteirista – são dele as histórias de “Felony” (2013) e “The Rover – A Caçada” (2014). Ele também escreveu a trama deste “O Presente”, que a princípio parece muito simples, mas ao poucos se revela ambiciosa. Edgerton tece a história e conduz a tensão de forma primorosa. Na trama, Rebecca Hall (“Transcendence”) e Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) são Robyn e Simon, um jovem casal de mudança para uma cidade nova que é reconhecido por um estranho, Gordon (o próprio Edgerton), um sujeito que já foi colega de escola de Simon, embora este demore a lembrar-se neste encontro. Gordon, ou Gordo, como era conhecido na escola, descobre facilmente onde o casal mora e passa a dar-lhes presentes e a visitá-los, embora fique no ar uma sensação de desconforto com sua presença. A primeira metade de “O Presente” lembra “Pacto Sinistro” (1951), de Alfred Hitchcock, por apresentar um personagem estranho e que ameaça a paz do casal. Mas nem tudo é preto no branco, como veremos mais adiante, já que a Robyn sofreu recentemente algo parecido com um colapso nervoso, e Simon não é um exemplo de homem íntegro e bondoso. Na verdade, sem querer entregar muito da trama e já entregando um pouco, um dos grandes méritos de “O Presente” é também lidar com um assunto que vem sendo discutido bastante atualmente, a questão do bullying, e no quanto isto é capaz de mexer com a cabeça de alguém. Isso faz com que o trabalho de Edgerton transcenda o tradicional filme de psicopata, trazendo tons de cinza para os personagens. Por outro lado, esse detalhe não seria suficiente se “O Presente” não deixasse o público tenso, assustado e se segurando na cadeira em vários momentos, com uma construção atmosférica que o qualifica como um dos melhores suspenses da atualidade. A escolha do elenco também foi muito acertada. Jason Bateman, embora mais conhecido por suas comédias, é capaz de transmitir o ar de quem não inspira confiança, assim como Rebecca Hall, a mulher bela, adorável e psicologicamente frágil da trama. Ambos combinam perfeitamente com os papéis. Mas é Edgerton quem toca o terror, literalmente, manifestando fisicamente a tensão evocada por seu roteiro e direção competentes.

