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  • Música

    Melanie, cantora que marcou a geração Woodstock, morre aos 76 anos

    24 de janeiro de 2024 /

    Melanie Safka, conhecida pela geração Woodstock simplesmente como Melanie, morreu na terça-feira (23/1) aos 76 anos. A notícia foi confirmada por sua assessoria de imprensa, que não divulgou a causa da morte. Nascida em Astoria, Nova York, em 3 de fevereiro de 1947, ela foi criada no Queens e estudou na American Academy of Dramatic Arts. Contudo, foi seu interesse pelos clubes folk de Greenwich Village que definiu seu caminho artístico.   Do nada para Woodstock Ela era praticamente desconhecida antes de Woodstock, apresentando-se em pequenos cafés e trabalhando para estabelecer seu nome. Até que se viu diante do maior público já reunido em shows de rock, tornando-se uma das poucas artistas femininas a se apresentar no festival e conseguindo se destacar, apenas com seu violão, em um evento dominado por bandas masculinas. Sua performance no festival é considerada um dos pontos altos do evento, notável não apenas pela sua música, mas também pelo contexto em que ocorreu. Melanie relembrou em diversas entrevistas, incluindo para a Rolling Stone, a vivência única de Woodstock. Ela descreveu como foi transportada de helicóptero para o local do festival, uma sensação surreal para uma artista ainda no início de sua carreira. Ela também falou sobre o nervosismo que sentiu ao subir no palco, uma emoção tão intensa que ela descreveu como uma experiência fora do corpo. Durante sua apresentação, começou a chover, e seu lendário anúncio de que acender velas ajudaria a manter a chuva afastada levou a uma das imagens mais duradouras de Woodstock: uma colina iluminada por velas. Este momento inspirou a canção “Lay Down (Candles in the Rain)”, que se tornou um dos maiores sucessos da cantora e um símbolo de sua ligação com o festival. A performance de Melanie em Woodstock teve duas faixas imortalizadas num dos discos oficiais do festival, transformando a faixa “Beautiful People” num hino da geração hippie. Esta música e o lançamento subsequente de “Lay Down (Candles in the Rain)” solidificaram sua posição como uma voz significativa na música folk e na cultura popular da época. Apesar de sua carreira posterior ter sido marcada por altos e baixos, seu momento em Woodstock permanece um marco na história da música pop americana.   Os hits dos anos 1970 “Lay Down (Candles in the Rain)” foi uma colaboração de estilo gospel com os Edwin Hawkins Singers e alcançou o 6º lugar no Hot 100 em 1970. Essa música, com sua mistura de gospel e folk, ressoou profundamente com o espírito da época, capturando a essência do movimento de paz e amor. E foi seguida em 1971 por um sucesso ainda maior, “Brand New Key”, um hit inescapável que foi interpretado por alguns como uma canção infantil por seu tom brincalhão e por outros como cheia de insinuação sexual. Em meio a essa controvérsia, a faixa alcançou o 1º lugar nos EUA. Entretanto, esse começo arrasador nunca mais foi replicado pela artista, que não teve outro hit no top 10 no país. No Reino Unido, porém, ela também alcançou o top 10 com um cover de “Ruby Tuesday” dos Rolling Stones.   Independência de alto custo Melanie enfrentou desafios em ser plenamente reconhecida no cenário folk-rock, dominado por homens. Em entrevistas da época, ela expressou sua frustração sobre como era percebida na indústria musical. Comparada raramente com artistas femininas proeminentes como Joni Mitchell, Melanie se sentia frequentemente marginalizada e não completamente valorizada por seu trabalho e contribuição artística. Em uma decisão inovadora para a época, ela resolveu deixar a gravadora Buddah em 1971 para fundar sua própria gravadora, Neighborhood Records. Esse movimento pioneiro a colocou entre as primeiras artistas femininas a ter controle total sobre sua produção musical. Neste período, ela continuou a explorar diferentes estilos musicais, mantendo-se fiel à sua voz única e à sua abordagem artística. Mas perdeu o alcance comercial que seus trabalhos anteriores tinham lhe conseguido.   Legado e influência Ela continuou a gravar e se apresentar ao longo das décadas seguintes, e mesmo sem nunca repetir o apelo inicial, permaneceu uma figura respeitada no mundo da música, conhecida por sua autenticidade e dedicação à arte. Sua influência estende-se a artistas das gerações subsequentes, que reconheceram sua contribuição única para a música. De fato, em anos mais recentes, a obra de Melanie foi redescoberta por uma nova geração de ouvintes e artistas. Colaborações com cantores tão diferentes como Miley Cyrus e Jarvis Cocker (da banda britânica Pulp) destacaram sua influência duradoura e a relevância contínua de sua música.   Último disco inédito Melanie permaneceu ativa até o fim de sua vida, trabalhando em novos projetos com seu filho Beau Jarred e as filhas Leilah e Jeordie nos últimos anos. A artista estava em estúdio no início deste mês trabalhando em um novo álbum de covers, “Second Hand Smoke”, para o selo Cleopatra. Ela chegou a gravar versões de “Ouija Board Ouija Board” de Morrissey e “Hurt” de Nine Inch Nails para o álbum, que seria o 32º de sua carreira. Seus filhos agradeceram as mensagens que receberam dos fãs. “Estamos de coração partido, mas queremos agradecer a cada um de vocês pelo carinho que têm por nossa mãe, e dizer que ela amava todos vocês muito! Ela era uma das mulheres mais talentosas, fortes e apaixonadas da sua era e cada palavra que escreveu, cada nota que cantou refletia isso. Nosso mundo está muito mais sombrio, as cores de um Tennessee chuvoso e triste palidecem com sua ausência hoje, mas sabemos que ela ainda está aqui, sorrindo para todos nós, para todos vocês, das estrelas.” Lembre abaixo os grandes sucessos da cantora.

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  • Filme,  Música

    Dua Lipa, Billie Eilish e Olivia Rodrigo estão na disputa do Oscar 2024

    21 de dezembro de 2023 /

    A relação de pré-qualificados em 10 categorias do Oscar 2024, anunciada nesta quinta (21/12) pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, agradou aos fãs de música pop, com a inclusão de algumas das cantoras mais populares da década na disputa de Melhor Canção Original. Líder em indicações na categoria, o filme “Barbie” colocou Dua Lipa e Billie Eilish (que já tem um Oscar) na briga pela estatueta, respectivamente pelas faixas “Dance the Night” e “What Was I Made For?”. Além disso, Olivia Rodrigo emplacou “Can’t Catch Me Now”, tema de “Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”. Mas a lista também inclui artistas mais alternativos, como Sharon Van Etten for “Quiet Eyes”, música da trilha de “Vidas Passadas”, e Jarvis Cocker (líder da banda Pulp) por “Dear Alien (Who Art in Heaven)”, do filme “Asteroid City”. Os cinco indicados (finalistas) de cada categoria serão anunciados no dia 23 de janeiro. Já a premiação está marcada para 10 de março. Confira abaixo a lista dos filmes pré-selecionados na categoria de Melhor Canção Original “It Never Went Away”, de “American Symphony” “Dear Alien (Who Art In Heaven)”, de “Asteroid City” “Dance The Night”, de “Barbie” “I’m Just Ken”, de “Barbie” “What Was I Made For?”, de “Barbie” “Keep It Movin’”, de “A Cor Púrpura” “Superpower (I)”, de “A Cor Púrpura” “The Fire Inside”, de “Flamin’ Hot: O Sabor que Mudou a História” “High Life”, de “Flora and Son” “Meet In The Middle”, de “Flora and Son” “Can’t Catch Me Now”, de “Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” “Wahzhazhe (A Song For My People)”, de “Assassinos da Lua das Flores” “Quiet Eyes”, de “Vidas Passadas” “Road To Freedom”, de “Rustin” “Am I Dreaming”, de “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”

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  • Série

    Helena Bonham-Carter fará série de animação em stop-motion da Netflix

    14 de junho de 2021 /

    A Netflix aproveitou a realização do Festival Internacional de Cinema de Annecy para anunciar a produção de uma animação em stop-motion chamada, em inglês, de “The House”. A produção terá toques de humor sombrio e será uma antologia, tendo uma nova história e personagens diferentes a cada capítulo. Um dos três episódios da 1ª temporada será estrelado por Helena Bonham-Carter (“The Crown”), que já dublou animações do gênero anteriormente: “A Noiva Cadáver” e “Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais”, ambas em 2005. “Os personagens de ‘The House’, embora de maneiras diferentes, estão todos tentando dar sentido ao mundo e seu lugar dentro dele. É sobre sua tentativa falha de se conformar com uma ideia de quem eles pensam que são ou de quem eles pensam que deveriam ser”, contou Charlotte Bavasso (“Desventuras em Série”), produtora da antologia em comunicado. Além de Bonham Carter, a produção também contará com as vozes de Matthew Goode (“The Good Wife”), Miranda Richardson (da franquia “Harry Potter”), Mia Goth (“Suspiria”), Susan Wokoma (“Enola Holmes”) e do cantor Jarvis Cocker (da banda Pulp). A série ainda não tem previsão de estreia.

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